Os apicultores da comunidade Mossorongo, localizada no município de Bom Jesus da Lapa, Território de Identidade Velho Chico, comemoram a entrega da Unidade de Beneficiamento de Mel, totalmente requalificada e equipada.
A unidade, que está sob a gestão da Associação de Pequenos Produtores Rurais Arco Verde, foi criada no ano de 1999 e vem desenvolvendo atividades na área ambiental e de geração de renda, tendo como carro chefe a apicultura.
A produção, que hoje é de 20 toneladas de mel por safra, tem a expectativa de crescer para 100 toneladas. A venda é realizada para o mercado local e a granel, para empresas exportadoras. Os investimentos são do Estado da Bahia, via projeto Bahia Produtiva, no valor de R$ 536 mil.
Também foram entregues equipamentos para a produção e kits apícolas e veículo utilitário para transporte da produção. Além disso, os apicultores e apicultoras contam com o serviço de Assistência técnica e Extensão Rural (ATER).
Ana Carolina Nogueira é uma das apicultoras associadas. Ela explica que havia uma deficiência na área de transporte, espaço físico e equipamentos.
“O projeto ampliou e melhorou as condições da agroindústria, possibilitou a aquisição de um veículo utilitário e com a assistência técnica, os apicultores foram capacitados e, hoje, produzem em melhor e maior quantidade. É uma nova fase da apicultura da região”.
O aspecto organizativo coletivo é uma das características e potencialidades do sistema produtivo do mel no território, para viabilizar a colheita, o beneficiamento e a comercialização.
Ao reunirem um volume significativo de produção, os apicultores podem usar essa vantagem competitiva como instrumento de barganha, melhorando as condições de negociação em relação ao preço, prazo e forma de pagamento, gerando benefícios aos associados e associadas.
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Janja ao lado do seu esposo o presidente eleito Lula
Em 1983, a paranaense Rosângela da Silva se filiou ao Partido dos Trabalhados (PT); 40 anos depois, ela assumirá a função de primeira-dama da nação. Conheça a história de Janja!
Rosângela nasceu em União da Vitória, no Paraná, no dia 27 de agosto de 1966. Ainda na infância, ela e a família se mudaram para Curitiba. Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especializada em História, o envolvimento de Janja com a militância do Partido dos Trabalhadores (PT) começou ainda na adolescência.
Pelas redes sociais, Janja se autointitula “petista de carteirinha desde 83”. Ela tinha apenas 17 anos quando se filiou. Militante ativa, ela atuou na Assembleia Legislativa do Paraná junto à liderança do partido. Ela conheceu Lula ainda nos anos 1990 em meio às caravanas que ele participou após perder as eleições para Fernando Collor de Melo.
A CARREIRA DE JANJA
Janja trabalhou durante anos como professora universitária e lecionava disciplinas de sociologia em cursos como Administração e Economia. Com pós-graduação em gestão social e sustentabilidade, ela construiu uma carreira na Usina Hidrelétrica de Itaipu. No começo dos anos 2000, ela ingressou na companhia como socióloga de campo.
Ela passou mais de dez anos na empresa, onde ocupou diversos cargos, entre eles, de coordenadora de programas de desenvolvimento sustentável. Nos anos 2010, Janja se licenciou da instituição, e nesse período, trabalhou em empresas ligadas à Eletrobras na Comissão de Sustentabilidade. Por lá, atuou na equipe de assessoria de comunicação. Em 2016, retornou a Itaipu, onde trabalhou até 2020.
A HISTÓRIA DE AMOR DE JANJA E LULA
Janja e Lula se aproximaram meses meses depois da morte de Dona Marisa Letícia, ex-primeira dama, que faleceu após sofrer um acidente vascular cerebral. O reencontro entre o então ex-presidente e a “petista de carteirinha” aconteceu durante uma partida de futebol promovida para a inauguração do campo de uma escola do Movimento Sem-terra (MST), na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo o Metrópoles, o casal se aproximou ainda mais durante o carnaval de 2018. Na ocasião, Janja e Lula ficaram isolados em Maresias. Menos de dois meses depois, o ex-presidente foi preso.
Durante os 580 dias em que Lula esteve preso, o romance ganhou ainda mais força. Segundo o presidente eleito, eles trocaram 580 cartas, uma para cada dia em que esteve na cadeia. Ele conta que ela mandava comidas para ele todas as noites, além de fazer visitas constantes ao amado. Mesmo antes do casamento, Janja já aparecia na lista de familiares autorizados a visitá-lo na prisão.
Lula e Janja assumiram publicamente o romance no dia em que ele deixou a prisão, em novembro de 2019. “Eu quero apresentar a minha futura companheira. Vocês sabem que eu consegui a proeza de preso arrumar uma namorada e ainda ela aceitar casar comigo. É muita coragem dela“, disse o petista, após ser solto.
Lula e Janja se casaram em maio deste ano em uma cerimônia para 150 convidados, realizada em São Paulo. Além de políticos conhecidos, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o vice de sua chapa, Geraldo Alckmin, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, a lista de convidados contou com personalidades famosas. Gil do Vigor, Daniela Mercury e Malu Verçosa, Paulo Vieira, Gilberto Gil e Flora Gil, Duda Beat, Maria Rita, Jude Paulla e Teresa Cristina foram alguns dos artistas que prestigiaram o casório.
JANJA TEVE PARTICIPAÇÃO ATIVA NA CAMPANHA DE LULA
Ativista do bem-estar animal e feminista, Janja quer atuar de perto em causas que garantam os direitos dessas classes. Ainda na corrida presidencial, ela deu indícios de que quer mesmo ressignificar o papel da primeira-dama e foi uma das participantes mais ativas na campanha de Lula.
Para além dos cuidados com o marido, ela participou de praticamente todas as reuniões da cúpula, esteve presente na grande maioria dos compromissos de campanha, ajudou a traçar a agenda e ainda contribuiu para as estratégias de redes sociais.
Janja também foi peça-chave para aproximar Lula da classe artística. Foi ela a responsável por organizar e reunir artistas para um ato em São Paulo dias antes do primeiro turno. Além disso, segundo o Metrópoles, a socióloga teve papel fundamental para o PT garantir a participação de Simone Tebet, terceira colocada nas urnas, no segundo turno. Foi ela quem mediou a ligação que culminou com o apoio.
Janja teve um final de semana bem animado. Tão flamenguista quanto petista, ela viu o seu time e seu marido garantirem títulos históricos. “Duas vezes tri no mesmo final de semana! Mengão e mozão do meu coração”, comemorou.
Caminhoneiros pró-Bolsonaro fazem bloqueios em estradas pelo país em protesto contra o resultado das eleições. (Foto: REUTERS/Roosevelt Cassio).
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, determinou que a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e as polícias militares dos estados tomem ações imediatas para liberação de vias ocupadas por caminhoneiros bolsonaristas.
A decisão de Moraes, dada na noite desta segunda-feira (31), ordena ainda a prisão imediata do diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, em caso de omissão e inércio da PRF em não adotar nenhuma providência para liberação das rodovias, além de multa de R$ 100 mil por hora pelo crime de desobediência.
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo caminhoneiros, iniciaram na noite deste domingo (30) bloqueios ilegais em estradas pelo país em protesto contra o resultado das eleições, que teve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor na disputa pelo Planalto.
“Que sejam imediatamente tomadas, pela Polícia Rodoviária Federal e pelas respectivas polícias militares estaduais – no âmbito de suas atribuições – , todas as medidas necessárias e suficientes, a critério das autoridades responsáveis do poder executivo federal e dos poderes executivos estaduais, para a imediata desobstrução de todas as vias públicas que, ilicitamente, estejam com seu trânsito interrompido”, escreveu Moraes, atendendo a um pedido da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) e do vice-procurador geral eleitoral.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou nesta segunda (31), até o início da noite, 236 pontos de bloqueios ou aglomerações em vias de 20 estados e do Distrito Federal.
Segundo a PRF, há bloqueio ou interdição em Goiás (10), em São Paulo (7), em Minas Gerais (2), em Alagoas (2), no Amazonas (3), no Acre (3), Rio Grande do Norte (2), em Rondônia (17), no Maranhão (2), no Rio Grande do Sul (39), no Espírito Santo (7), no Ceará (1), no Tocantins (1), em Santa Catarina (42), em Mato Grosso do Sul (32), em Mato Grosso (17), em Roraima (2), no Pará (17), no Paraná (20) e no Rio de Janeiro (9).
O Sr. Hermes popular “Neném” com sua esposa Sra. Maria Zélia em visita ao Altar Mor da Igreja de Senhor Bom Jesus da Lapa
Estão completando bodas de “Lápis Lázuli – 57 anos’, de um feliz e duradouro matrimônio, nesta terça-feira dia 1º de novembro de 2022, o casal Sr. Hermes de Souza Ormundo popular “Neném” e a Sra. Maria Zélia da Rocha Ormundo. Neném que é torcedor do Flamengo, foi contemplado com mais um título Internacional do “Mengão”, conquistando a Taça Sulamericana diante do Atlético Paranaense no último dia 29/10/2022.
SEUS PAIS:- Eeram pessoas de famílias tradicionais, de conceito ilibado perante a sociedade condeubense, em especial na Comunidade da Cerquinha de onde eles eram originários.
Os pais de Hermes “Neném” Sr. Mário de Souza Ormundo e Sra. Maria de Souza Ormundo (ambos in memorian).Sra. Maria Zélia filha do Sr. Clemente José da Rocha popular “Clemente Mago” e sua mãe Sra. Manoela Jesuína Aguiar. (ambos in memorian).
Neném e Zélia contraíram matrimônio no dia 1º de novembro de 1965 na Igreja Matriz de Santo Antônio em Condeúba, as juras de amor e fidelidade, foram feitas para o saudoso Mnsenhor Padre Waldemar.
Desta feliz união entre o Sr. Hermes “Neném” e a Sra. Zélia nasceram sete filhos e mais uma adotiva, que são eles: Clemente (Neto), Maria Maura, Paulo Sérgio, Edgar, Renata, Frasimara, Pedro Marcos (in memorian) e Roberta essa última é filha adotiva, além de onze netos e quatro bisnetos.
O casal Sr. Hermes “Neném”, hoje com 80 anos de idade e a Sra. Zélia com 75 anos de idade, herdaram dos seus pais os mesmos conceitos, eles são pessas trabalhadoras, sérias, compridores com seus deveres, admirados e respeitados por todos que os conhecem. Ainda tiveram a dádiva de Deus e a felicidade de criar seus filhos dentro do mesmo padrão de ensino herdado de seus pais.
Esta homenagem foi feita pelos seus filhos, família linda e maravilhosa, uma dádiva de Deus. Em vários momentos nas fotos abaixo, a família aparece reunida e de forma individual, porém, sempre pregando a união, contando a história do dia a dia, conforme os ditames do casal matriz Neném e Zélia. Colaborou com os dados familiar nosso muito querido amigo Clemente (Neto).
Nós do Jornal Folha de Condeúba parabenizamos ao casal amigo de sempre, Sr. Hermes “Neném” e a Sra. Maria Zélia, pela passagem de seus 57 anos de um feliz e bem sucedido matrimônio. Pela imensa sabedoria de ambos e por eles ter bem vivido a vida conjugal até aqui. Rogamos ao bom Deus que continue iluminando suas vidas e que essa data se repita por muitas vezes, para alegria não só deles, mas, de todos nós, assim podemos nos orgulhar deste magnífico casal ‘Neném” e Zélia, parabéns!!!
Sra. Antônia de Jesus, conhecida como “Margarida”, morreu aos 90 anos de idade
Morreu na manhã desta segunda-feira dia 31 de outubro de 2022 às 8:00 horas, a Sra. Antônia de Jesus, conhecida como “Margarida” aos 90 anos de idade. Segundo informações de familiares, ela vinha sofrendo por consequência de um AVC. Antônia era solteira e deixou 8 filhos, Noemia, Lau do Auto Eletrico), Meire, Ivo, Gilvan, Gildeon, Jailson e Dornelio, além de 31 netos e 8 bisnetos. Seu corpo está sendo velado no Memorial São Matheus, o sepultamento será amanhã (1/11) ao meio dia no Cemitério Municipal Barão José Egídio de Moura e Albuquerque na sede.
Atendimento: FUNERÁRIA SÃO MATHEUS
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Antônia na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Senhora Antônia.
A prática de jogar material gráfico de candidatos pelas ruas da cidade, na véspera e no dia da eleição pode ser considerada propaganda irregular e estará sujeita a sanções. Para fiscalizar e inibir a prática de derramamento de “santinhos”, o Juízo Eleitoral da 60ª ZE firmou uma parceria com a Guarda e a Secretaria de Administração Municipal, com reunião realizada no dia 11 de setembro deste ano, para uso do sistema da central de monitoramento de câmeras do município de Condeúba/BA. Com esta medida, foi possível localizar o responsável pelo derrame nas ruas de Condeúba neste sábado, dia 29/10. Conforme TCO lavrado na Delegacia de Condeúba as câmaras flagraram um veículo despejando santinhos do candidato ACM Neto na Av. Martinho Moreira. Em depoimento colhido perante o delegado, Dr. Sérgio Fabiano de Carvalho, o propietário do veículo disse que era seu irmão quem fazia uso do veículo e sujou as ruas da cidade.
Ouça abaixo o áudio do Dr. Juíz Eleitoral
Juiz Eleitoral da 60ª ZE: Rodrigo Souza Britto Promotora Eleitoral: Guiomar Miranda de Oliveira Melo Municípios da 60ª ZE: Condeúba, Cordeiros e Presidente Janio Quadros.
Lula venceu Bolsonaro no segundo turno em eleição neste domingo (30) (Alexandre Schneider/Getty Images)
O presidente eleito Lula (PT) prometeu durante seu discurso na avenida Paulista, em São Paulo, após vencer as eleições neste domingo (30), criar um Ministério dos Povos Originários. A parte do discurso foi direcionada diretamente aos indígenas.
“Estamos encerrando um governo fascista. Um governo que não gosta de gente. Um governo que não gosta de negro. Um governo que não gosta de indígena. Aliás, para os indígenas, vou criar o Ministério dos Povos Originários para que eles nunca mais sejam destratados”, afirmou Lula.
Assim como fez em seu discurso após a vitória, Lula também frisou algumas vezes durante sua fala na Paulista que o país é um só e ‘não dois Brasis’. Quem fez coro à fala foi presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. “Como disse o presidente Lula, agora é um só Brasil”, afirmou ao ter o microfone em mãos.
Jair Bolsonaro perdeu a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Jair Bolsonaro (PL) é o primeiro presidente a não conseguir a reeleição no Brasil. Desde a aprovação da possibilidade de um presidente da República se reeleger, em 1995, todos conseguiram um segundo mandato.
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se reelegeu em 1998, depois, em 2006, Lula (PT) conseguiu o segundo mandato. Dilma Rousseff (PT), em 2014, também foi reeleita.
Agora, Jair Bolsonaro, ao tentar a reeleição, perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva. O petista teve 50,88% dos votos, enquanto o atual presidente teve 49,12%.
Lula eleito
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil neste domingo (30). Com 50,88% dos votos, ele venceu o presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve 49,12%. Essa será a terceira vez em que Lula será presidente da República, depois de ficar no cargo de 2002 a 2010. Agora, ele ocupará o posto até 2026. O vice-presidente será Geraldo Alckmin (PSB).
Entre as promessas de campanha do petista, ele comprometeu substituir o Auxílio Brasil pelo Novo Bolsa Família, com valor base de R$ 600, além de reajustar o salário mínimo acima da inflação, com valorização real. O petista se comprometeu a não tentar a reeleição ao fim do novo mandato, quando terá 81 anos.
Lula será presidente do Brasil até 2026 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Um dos desafios de Lula ao longo do período na presidência será a negociação com o Congresso Nacional. O PT conseguiu 68 deputados, mas a oposição é mais numerosa, o que pode gerar dificuldades para que Lula consiga aprovar projetos.
Ao longo do mandato, o presidente poderá indicar outros dois ministro ao Supremo Tribunal Federal, já que, em 2023, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber deixarão os cargos, em maio e outubro, respectivamente.
História na política
Lula começou a militância na política como sindicalista, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O petista já ocupou o cargo de deputado federal, sendo o candidato mais votado em 1986, com 651.753 mil votos.
Em 1989, Lula concorreu à presidência pela primeira vez, quando foi derrotado por Fernando Collor. Depois, perdeu a disputa em 1994 e, depois, em 1998, ambas vezes para Fernando Henrique Cardoso. O petista foi eleito pela primeira vez em 2002, quando derrotou José Serra (PSDB), e reeleito em 2006, vencendo o agora vice, Geraldo Alckmin, então no PSDB.
Lula deixou o posto com aprovação recorde, com 87% de avaliação positiva.
Biografia
Luiz Inácio Lula da Silva tem 77 anos e nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns, cidade no interior de Pernambuco. Sétimo filho de Eurídice Ferreira de Mello, a família migrou para São Paulo no “pau de arara” e viveu no Guarujá. Em 1956, a família foi para São Paulo e, mais tarde, Lula se instalou no ABC Paulista, onde foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.
Em 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas.
Lula foi casado com Marisa Letícia e teve cinco filhos: Luis Cláudio, Fábio Luiz, Sandro Luis, Marcos Cláudio e Lurian. Marisa Letícia morreu em 2017 após um acidente vascular cerebral.
Em 2022, Lula se casou novamente, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.
O petista foi investigado pela Operação Lava Jato por favorecimento de empreiteiras e, em 2018, foi preso após ser julgado e condenado pelo ex-juiz Sergio Moro. Todas as condenações foram anuladas, após Moro ser considerado suspeito.
Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30)
Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30), no segundo turno das eleições de 2022, somando 52,53% dos votos válidos contra 47,47% de ACM Neto (União), de acordo com as apurações das urnas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista será o primeiro chefe do executivo estadual autodeclarado indígena da história do Brasil.
Com isso, a Bahia irá completar o quinto mandato consecutivo do PT na governadoria. A caminhada começou em 2006, quando Jaques Wagner (2007-2014) superou Paulo Souto (PFL) no primeiro turno das eleições. Jerônimo é o terceiro petista a assumir o cargo, sucedendo Rui Costa (2015-2022).
No primeiro turno, Jerônimo Rodrigues recebeu 4.019.830 votos (49,45%) contra 3.316.711 votos (40,80%) de ACM Neto, números que representam uma diferença de 703.119 votos.
Jerônimo aparecia atrás do ex-prefeito de Salvador nas pesquisas, mas vinha tendo uma curva ascendente nos últimos levantamentos realizados ainda no primeiro turno. O crescimento das candidaturas petistas nas últimas semanas das eleições também ocorreu durante a disputa do pleito de 2006, com vitória de Wagner no primeiro turno, e em 2014, com a eleição de Rui também em primeiro turno.
Natural de Aiquara, na região do Médio Rio de Contas, Jerônimo Rodrigues é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e também tem passagem na secretaria de Educação do Estado, durante o mandato de Rui Costa.
Lula(PT) faz seu primeiro discurso após ser eleito presidente do Brasil pela terceira vez (Reprodução)
Eleito presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma entrevista coletiva após a confirmação do resultado.
Lula foi a um hotel na Zona Oeste, próximo a região da Avenida Paulista. No discurso, o petista cumprimentou a todos que participaram da campanha e citou Simone Tebet (MDB) e Eliziane Gama, que se somaram a campanha no segundo turno.
Lula agradeceu a Deus, antes de qualquer pessoa. “Não enfrentamos um adversário, não enfrentamos um candidato, enfrentamos a máquina do Estado brasileiro, à serviço de um candidato”, declarou. O petista parabenizou a todos que votaram, tanto nele quanto no oponente a Jair Bolsonaro (PL).
“Eu me considero um cidadão que teve um processo de ressurreição na política brasileira, porque tentaram me enterrar vivo”, disse.
O petista assumiu que a situação do Brasil é muito difícil, mas disse acreditar que, com ajuda do povo, conseguirá cumprir os objetivos prometidos. Lula também cumprimentou Fernando Haddad (PT) e elogiou a campanha do correligionário, apesar da derrota em São Paulo.
Lula, então, leu um texto e falou sobre bases do governo que pretende fazer, com democracia, liberdade, igualdade e inclusão social.
Leia o discurso de Lula na íntegra
“Meus amigos e minhas amigas.
Chegamos ao final de uma das mais importantes eleições da nossa história. Uma eleição que colocou frente a frente dois projetos opostos de país, e que hoje tem um único e grande vencedor: o povo brasileiro.
Esta não é uma vitória minha, nem do PT, nem dos partidos que me apoiaram nessa campanha. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou, acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais e das ideologias, para que a democracia saísse vencedora.
Neste 30 de outubro histórico, a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais – e não menos democracia.
Deseja mais – e não menos inclusão social e oportunidades para todos. Deseja mais – e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros. Em suma, deseja mais – e não menos liberdade, igualdade e fraternidade em nosso país.
O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que exercer o direito sagrado de escolher quem vai governar a sua vida. Ele quer participar ativamente das decisões do governo.
O povo brasileiro mostrou hoje que deseja mais do que o direito de apenas protestar que está com fome, que não há emprego, que o seu salário é insuficiente para viver com dignidade, que não tem acesso a saúde e educação, que lhe falta um teto para viver e criar seus filhos em segurança, que não há nenhuma perspectiva de futuro.
O povo brasileiro quer viver bem, comer bem, morar bem. Quer um bom emprego, um salário reajustado sempre acima da inflação, quer ter saúde e educação públicas de qualidade.
Quer liberdade religiosa. Quer livros em vez de armas. Quer ir ao teatro, ver cinema, ter acesso a todos os bens culturais, porque a cultura alimenta nossa alma.
O povo brasileiro quer ter de volta a esperança.
É assim que eu entendo a democracia. Não apenas como uma palavra bonita inscrita na Lei, mas como algo palpável, que sentimos na pele, e que podemos construir no dia-dia.
Foi essa democracia, no sentido mais amplo do termo, que o povo brasileiro escolheu hoje nas urnas. Foi com essa democracia – real, concreta – que nós assumimos o compromisso ao longo de toda a nossa campanha.
E é essa democracia que nós vamos buscar construir a cada dia do nosso governo. Com crescimento econômico repartido entre toda a população, porque é assim que a economia deve funcionar – como instrumento para melhorar a vida de todos, e não para perpetuar desigualdades.
A roda da economia vai voltar a girar, com geração de empregos, valorização dos salários e renegociação das dívidas das famílias que perderam seu poder de compra.
A roda da economia vai voltar a girar com os pobres fazendo parte do orçamento. Com apoio aos pequenos e médios produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam às nossas mesas.
Com todos os incentivos possíveis aos micros e pequenos empreendedores, para que eles possam colocar seu extraordinário potencial criativo a serviço do desenvolvimento do país.
É preciso ir além. Fortalecer as políticas de combate à violência contra as mulheres, e garantir que elas ganhem o mesmo salários que os homens no exercício de igual função.
Enfrentar sem tréguas o racismo, o preconceito e a discriminação, para que brancos, negros e indígenas tenham os mesmos direitos e oportunidades.
Só assim seremos capazes de construir um país de todos. Um Brasil igualitário, cuja prioridade sejam as pessoas que mais precisam.
Um Brasil com paz, democracia e oportunidades.
Minhas amigas e meus amigos.
A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros, e não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somo um único país, um único povo, uma grande nação.
Não interessa a ninguém viver numa família onde reina a discórdia. É hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio.
A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra.
Este país precisa de paz e de união. Esse povo não quer mais brigar. Esse povo está cansado de enxergar no outro um inimigo a ser temido ou destruído.
É hora de baixar as armas, que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam. E nós escolhemos a vida.
O desafio é imenso. É preciso reconstruir este país em todas as suas dimensões. Na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e, sobretudo, no cuidado com os mais necessitados.
É preciso reconstruir a própria alma deste país. Recuperar a generosidade, a solidariedade, o respeito às diferenças e o amor ao próximo.
Trazer de volta a alegria de sermos brasileiros, e o orgulho que sempre tivemos do verde-amarelo e da bandeira do nosso país. Esse verde-amarelo e essa bandeira que não pertencem a ninguém, a não ser ao povo brasileiro.
Nosso compromisso mais urgente é acabar outra vez com a fome. Não podemos aceitar como normal que milhões de homens, mulheres e crianças neste país não tenham o que comer, ou que consumam menos calorias e proteínas do que o necessário.
Se somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos e o primeiro de proteína animal, se temos tecnologia e uma imensidão de terras agricultáveis, se somos capazes de exportar para o mundo inteiro, temos o dever de garantir que todo brasileiro possa tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.
Este será, novamente, o compromisso número 1 do nosso governo.
Não podemos aceitar como normal que famílias inteiras sejam obrigadas a dormir nas ruas, expostas ao frio, à chuva e à violência.
Por isso, vamos retomar o Minha Casa Minha Vida, com prioridade para as famílias de baixa renda, e trazer de volta os programas de inclusão que tiraram 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.
O Brasil não pode mais conviver com esse imenso fosso sem fundo, esse muro de concreto e desigualdade que separa o Brasil em partes desiguais que não se reconhecem. Este país precisa se reconhecer. Precisa se reencontrar consigo mesmo.
Para além de combater a extrema pobreza e a fome, vamos restabelecer o diálogo neste país.
É preciso retomar o diálogo com o Legislativo e Judiciário. Sem tentativas de exorbitar, intervir, controlar, cooptar, mas buscando reconstruir a convivência harmoniosa e republicana entre os três poderes.
A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É ela que estabelece os direitos e obrigações de cada poder, de cada instituição, das Forças Armadas e de cada um de nós.
A Constituição rege a nossa existência coletiva, e ninguém, absolutamente ninguém, está acima dela, ninguém tem o direito de ignorá-la ou de afrontá-la.
Também é mais do que urgente retomar o diálogo entre o povo e o governo.
Por isso vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras.
Vamos retomar o diálogo com os governadores e os prefeitos, para definirmos juntos as obras prioritárias para cada população.
Não interessa o partido ao qual pertençam o governador e o prefeito. Nosso compromisso será sempre com melhoria de vida da população de cada estado, de cada município deste país.
Vamos também reestabelecer o diálogo entre governo, empresários, trabalhadores e sociedade civil organizada, com a volta do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
Ou seja, as grandes decisões políticas que impactem as vidas de 215 milhões de brasileiros não serão tomadas em sigilo, na calada da noite, mas após um amplo diálogo com a sociedade.
Acredito que os principais problemas do Brasil, do mundo, do ser humano, possam ser resolvidos com diálogo, e não com força bruta.
Que ninguém duvide da força da palavra, quando se trata de buscar o entendimento e o bem comum.
Meus amigos e minhas amigas.
Nas minhas viagens internacionais, e nos contatos que tenho mantido com líderes de diversos países, o que mais escuto é que o mundo sente saudade do Brasil.
Saudade daquele Brasil soberano, que falava de igual para igual com os países mais ricos e poderosos. E que ao mesmo tempo contribuía para o desenvolvimento dos países mais pobres.
O Brasil que apoiou o desenvolvimento dos países africanos, por meio de cooperação, investimento e transferência de tecnologia.
Que trabalhou pela integração da América do Sul, da América Latina e do Caribe, que fortaleceu o Mercosul, e ajudou a criar o G-20, a UnaSul, a Celac e os BRICS.
Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo.
Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país, para que os investidores – nacionais e estrangeiros – retomem a confiança no Brasil. Para que deixem de enxergar nosso país como fonte de lucro imediato e predatório, e passem a ser nossos parceiros na retomada do crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.
Queremos um comércio internacional mais justo. Retomar nossas parcerias com os Estados Unidos e a União Europeia em novas bases. Não nos interessam acordos comerciais que condenem nosso país ao eterno papel de exportador de commodities e matéria prima.
Vamos re-industrializar o Brasil, investir na economia verde e digital, apoiar a criatividade dos nossos empresários e empreendedores. Queremos exportar também conhecimento.
Vamos lutar novamente por uma nova governança global, com a inclusão de mais países no Conselho de Segurança da ONU e com o fim do direito a veto, que prejudica o equilíbrio entre as nações.
Estamos prontos para nos engajar outra vez no combate à fome e à desigualdade no mundo, e nos esforços para a promoção da paz entre os povos.
O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica.
Em nosso governo, fomos capazes de reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia, diminuindo de forma considerável a emissão de gases que provocam o aquecimento global.
Agora, vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia
O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, às custas da deterioração da vida na Terra.
Um rio de águas límpidas vale muito mais do que todo o ouro extraído às custas do mercúrio que mata a fauna e coloca em risco a vida humana.
Quando uma criança indígena morre assassinada pela ganância dos predadores do meio ambiente, uma parte da humanidade morre junto com ela.
Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida.
Ao mesmo tempo, vamos promover o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região amazônica. Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente.
Estamos abertos à cooperação internacional para preservar a Amazônia, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania.
Temos compromisso com os povos indígenas, com os demais povos da floresta e com a biodiversidade. Queremos a pacificação ambiental.
Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas estamos prontos para defendê-lo de qualquer ameaça.
Meus amigos e minhas amigas.
O novo Brasil que iremos construir a partir de 1º de janeiro não interessa apenas ao povo brasileiro, mas a todas as pessoas que trabalham pela paz, a solidariedade e a fraternidade, em qualquer parte do mundo.
Na última quarta-feira, o Papa Francisco enviou uma importante mensagem ao Brasil, orando para que o povo brasileiro fique livre do ódio, da intolerância e da violência.
Quero dizer que desejamos o mesmo, e vamos trabalhar sem descanso por um Brasil onde o amor prevaleça sobre o ódio, a verdade vença a mentira, e a esperança seja maior que o medo.
Todos os dias da minha vida eu me lembro do maior ensinamento de Jesus Cristo, que é o amor ao próximo. Por isso, acredito que a mais importante virtude de um bom governante será sempre o amor – pelo seu país e pelo seu povo.
No que depender de nós, não faltará amor neste país. Vamos cuidar com muito carinho do Brasil e do povo brasileiro. Viveremos um novo tempo. De paz, de amor e de esperança.
Um tempo em que o povo brasileiro tenha de novo o direito de sonhar. E as oportunidades para realizar aquilo que sonha.
Para isso, convido a cada brasileiro e cada brasileira, independentemente em que candidato votou nessa eleição. Mais do que nunca, vamos juntos pelo Brasil, olhando mais para aquilo que nos une, do que para nossas diferenças.
Sei a magnitude da missão que a história me reservou, e sei que não poderei cumpri-la sozinho. Vou precisar de todos – partidos políticos, trabalhadores, empresários, parlamentares, govenadores, prefeitos, gente de todas as religiões. Brasileiros e brasileiras que sonham com um Brasil mais desenvolvido, mais justo e mais fraterno.
Volto a dizer aquilo que disse durante toda a campanha. Aquilo que nunca foi uma simples promessa de candidato, mas sim uma profissão de fé, um compromisso de vida:
O Brasil tem jeito. Todos juntos seremos capazes de consertar este país, e construir um Brasil do tamanho dos nossos sonhos – com oportunidades para transformá-los em realidade.
Maus uma vez, renovo minha eterna gratidão ao povo brasileiro. Um grande abraço, e que Deus abençoe nossa jornada.”
Lula eleito
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil neste domingo (30). Com 50,83% dos votos, ele venceu o presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve 49,17%. Essa será a terceira vez em que Lula será presidente da República, depois de ficar no cargo de 2002 a 2010. Agora, ele ocupará o posto até 2026. O vice-presidente será Geraldo Alckmin (PSB).
Entre as promessas de campanha do petista, ele comprometeu substituir o Auxílio Brasil pelo Novo Bolsa Família, com valor base de R$ 600, além de reajustar o salário mínimo acima da inflação, com valorização real. O petista se comprometeu a não tentar a reeleição ao fim do novo mandato, quando terá 81 anos.
Lula será presidente do Brasil até 2026 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Um dos desafios de Lula ao longo do período na presidência será a negociação com o Congresso Nacional. O PT conseguiu 68 deputados, mas a oposição é mais numerosa, o que pode gerar dificuldades para que Lula consiga aprovar projetos.
Ao longo do mandato, o presidente poderá indicar outros dois ministro ao Supremo Tribunal Federal, já que, em 2023, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber deixarão os cargos, em maio e outubro, respectivamente.
História na política
Lula começou a militância na política como sindicalista, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O petista já ocupou o cargo de deputado federal, sendo o candidato mais votado em 1986, com 651.753 mil votos.
Em 1989, Lula concorreu à presidência pela primeira vez, quando foi derrotado por Fernando Collor. Depois, perdeu a disputa em 1994 e, depois, em 1998, ambas vezes para Fernando Henrique Cardoso. O petista foi eleito pela primeira vez em 2002, quando derrotou José Serra (PSDB), e reeleito em 2006, vencendo o agora vice, Geraldo Alckmin, então no PSDB.
Lula deixou o posto com aprovação recorde, com 87% de avaliação positiva.
Biografia
Luiz Inácio Lula da Silva tem 67 anos e nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns, cidade no interior de Pernambuco. Sétimo filho de Eurídice Ferreira de Mello, a família migrou para São Paulo no “pau de arara” e viveu no Guarujá. Em 1956, a família foi para São Paulo e, mais tarde, Lula se instalou no ABC Paulista, onde foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.
Em 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas.
Lula foi casado com Marisa Letícia e teve cinco filhos: Luis Cláudio, Fábio Luiz, Sandro Luis, Marcos Cláudio e Lurian. Marisa Letícia morreu em 2017 após um acidente vascular cerebral.
Em 2022, Lula se casou novamente, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.
O petista foi investigado pela Operação Lava Jato por favorecimento de empreiteiras e, em 2018, foi preso após ser julgado e condenado pelo ex-juiz Sergio Moro. Todas as condenações foram anuladas, após Moro ser considerado suspeito.