Categoria: Brasil

Brasil tem em 2023 o menor número de nascimentos em quase 50 anos

Quantidade de registros cai pelo quinto ano seguido
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Bebê em enfermaria de maternidade em Cabul, no Afeganistão
© REUTERS/Jorge Silva/direitos reservados
Ano a ano as brasileiras estão tendo menos filhos. Em 2023, o país viu o número de nascimentos cair pelo quinto ano seguido. Foram 2,52 milhões de nascidos, uma redução de 0,7% na comparação com 2022.

Essa quantidade é 12% menor que a média de nascimentos nos cinco anos anteriores à pandemia de covid-19, ou seja, 2015 a 2019 (2,87 milhões).

As informações fazem parte da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto buscou as informações em cartórios espalhados pelo país.

O número total de registros de nascimentos chega a 2,6 milhões em 2023, mas o IBGE esclarece que 2,9% deles (75 mil) são de pessoas que nasceram em anos anteriores, mas registradas somente em 2023.

NASCIMENTOS ANO A ANO
2018 2,9 milhões
2019 2,81 milhões
2020 2,68 milhões
2021 2,64 milhões
2022 2,54 milhões
2023 2,52 milhões

O IBGE apresentou também uma série histórica iniciada em 1974 com números de nascimentos ocorridos e registrados no ano, porém excluídos os dados em que a residência da mãe não é conhecida ou é no exterior. Nessa série, o número de registros de 2023 (2,518 milhões) é o menor desde 1976 (2,467 milhões).

Apesar da tendência de diminuição no número de nascimentos, a gerente da Pesquisa de Registro Civil, Klivia Brayner de Oliveira, pondera que a constatação de ser o menor quantitativo da série em quase 50 anos tem que levar em consideração o sub-registro, que era maior no passado.

“Em vários lugares, existem nascimentos e óbitos que não eram registrados”, afirma, enfatizando que, atualmente, os dados estão muito próximos da realidade.

Para a pesquisadora, a diminuição no número de nascimentos no país tem a ver com fatores como custos para criar crianças, disseminação de métodos contraceptivos, inclusive entre pessoas de baixa renda, e outras prioridade das mulheres, como trabalho e formação.

“As mulheres adiando a vontade de querer ter filhos, dando prioridade para estudos”, cita.

“Conforme a idade vai passando, você vai adiando essa decisão de ter filhos, e a chance de ter mais filhos também é menor”, completa a analista do IBGE.

A também pesquisadora do IBGE Cintia Simões Agostinho acrescenta que a queda de nascimentos não é um fenômeno apenas do Brasil. “Em países desenvolvidos, países em desenvolvimento, é um fenômeno bastante conhecido”, pontua.

Foto de gestante - Mulher em gestação. Foto: Fotorech/Pixabay
Fotorech/Pixabay
Idade das mães

O levantamento mostra que as mães brasileiras estão decidindo ter filhos com idade mais avançada. Em 2003, 20,9% dos nascidos foram gerados por mulheres de até 19 anos, percentual que caiu para 11,8% em 2023.

Já quando a mulher tem a partir de 30 anos, as proporções passaram de 23,9% para 39% no período. Especificamente entre mães com 40 anos ou mais, a marca dobrou, indo de 2,1% para 4,3%. Em 2023 foram 109 mil nascimentos de mães nessa faixa etária.

Quando se analisa por regiões, é possível perceber que o Norte e o Nordeste apresentam maior participação de mulheres de até 19 anos que tiveram filhos em 2023, 18,7% e 14,3%, respectivamente. No Sul, a marca foi de 8,8%.

Por outro lado, enquanto o Norte teve 29,3% dos nascidos de 2023 gerados por mães com 30 anos ou mais, esse patamar chegou a 42,9% no Sudeste.

– Unidades da federação com maior proporção de nascimentos gerados por mães até 19 anos em 2023:

  • Acre: 21,4%
  • Amazonas: 20,5%
  • Pará: 19,2%
  • Maranhão: 18,9%
  • Roraima: 17,9%
  • Amapá: 17,8%

– Unidades da federação com maior proporção de nascimentos gerados por mães com 30 anos ou mais em 2023:

  • Distrito Federal: 49,4%
  • Rio Grande do Sul: 44,3%
  • São Paulo: 44,3%
  • Santa Catarina: 42,9%
  • Minas Gerais: 42,8%

Para a pesquisadora Klivia de Oliveira, a explicação para mulheres terem filhos mais jovens no Norte e no Nordeste tem a ver com questões culturais e situações de precariedade, como dificuldade a serviços de saúde para orientação de uso de métodos contraceptivos, além de falta de perspectiva.

“Mulheres menos favorecidas economicamente, com mais dificuldade, tendem a ter mais filhos”, observa.

Óbitos

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil aponta que o Brasil teve 1,43 milhão de mortes em 2023. É o segundo ano seguido com diminuição de óbitos. Em 2022, houve redução de 15,8% ante o ano anterior, marcado pela pandemia. De 2022 para 2023, a nova queda foi de 5% (75,2 mil).

MORTES ANO A ANO
2018 1,28 milhão
2019 1,32 milhão
2020 1,51 milhão (eclosão da pandemia)
2021 1,79 milhão
2022 1,5 milhão
2023 1,43 milhão

Além de dados de cartórios, o IBGE lança mão também do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, para chegar ao total de mortes. Esse sistema traz informações de pessoas que passaram por estabelecimentos de saúde. Fora dessa informação, “a gente não pega a causa do óbito”, explica Klivia de Oliveira.

Segundo o instituto, “os dados indicam que grande parte da queda dos óbitos, em 2023, está relacionada ao fim da pandemia do coronavírus”. Foi possível notar redução de 55,7 mil no número de mortes por “doenças por vírus de localização não especificada”, categoria que inclui a covid-19.

Em 2023, a razão de sexo foi de 121,2 óbitos de homens para cada 100 de mulheres. Outro dado apontado é que 71% das mortes foram de pessoas com 60 anos ou mais.

Brasília (DF), 02/11/2024 - Movimentação do Dia de Finados no cemitério Campo da Esperança. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cemitério Campo da Esperança – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Causas

Pouco mais de nove em cada dez mortes em 2023 foram por causas naturais, afirma o IBGE. As mortes por causas não naturais, como queda, homicídio, acidente, suicídio e afogamento, por exemplo, foram 7% do total de óbitos. Os restantes 2,3% têm causa ignorada.

Dentro do universo de causas não naturais, aconteceram, em média, 499 mortes de homens para cada 100 de mulheres. Na faixa etária de 20 a 24 anos, essa relação atinge o ponto mais distante entre os sexos, 872 óbitos masculinos para cada 100 femininos.

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HOSPITAL DO HOMEM, em São Paulo (SP), pode ser fechado por falta de pacientes, sendo que todos os tipos de consultas são GRÁTIS


O Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 2 milhões na compra de equipamentos de ultrassom, urologia, litotripsia (que destrói o cálculo renal através de ondas de impacto) para equipar o “Hospital do Homem”. O Hospital ocupa uma área de 1,1 mil m².
A unidade reúne especialidades médicas como Andrologia, Patologias da Próstata e Urologia, além dos núcleos de alta resultabilidade (check-up) e de ensino e pesquisa.
O Departamento de Patologias da Próstata é dividido em dois setores: diagnóstico e tratamento das DST, prostatites (infecções da próstata causadas por bactérias e vírus) e prevenção do HIV e HPV; e tumores (câncer e hiperplasia benigna da próstata).
Já na área de Urologia, o Centro conta com profissionais de Nefrologia (hipertensão renovascular e transplante renal), Endocrinologia, Neurologia (disfunções da vesícula, uretrais e incontinência urinária) e urologias geriátrica e plástica.

Hospital do Homem
AV. BRIGADEIRO LUIS ANTONIO, 2.651.
JARDIM PAULISTA
São Paulo/SP
Telefones: (11) 3289-2421
FAX: (11) 3284-8650
AJUDE A DIVULGAR, MESMO QUE VOCÊ NÃO RESIDA NA CAPITAL POIS É PÚBLICO E, POR
DESCONHECER OS SERVIÇOS, O USO TEM SIDO PEQUENO.
NÃO JUSTIFICANDO O INVESTIMENTO, O HOSPITAL PODE SER
FECHADO.

BMW registrada em nome de esposa de ministro do TCU é apreendida em operação contra fraudes no INSS

Quarta-feira, 21/05/2025 – A Polícia Federal apreendeu, em 23 de abril, uma BMW X1 branca registrada em nome de Thallys Mendes dos Santos de Jesus, esposa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jonathan de Jesus, durante a primeira fase da operação que investiga fraudes bilionárias no INSS, revelou em reportagem a CNN.

O automóvel foi localizado na garagem de uma residência situada no Lago Sul de Brasília, pertencente à família de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A casa é vinculada a seu filho, Romeu Carvalho Antunes, sócio de empresas que figuram como investigadas no inquérito policial.

A BMW faz parte da lista de bens confiscados pela PF, que também incluiu quatro outros carros de luxo e três motocicletas. A titularidade do veículo foi confirmada por meio da análise de registros oficiais de trânsito e está vinculada à esposa do ministro. A informação foi inicialmente publicada pelo site Metrópoles e confirmada pela CNN Brasil.

Antes de estar em nome de Thallys Mendes dos Santos de Jesus, o automóvel pertencia à empresa BCLV Comércio de Veículos, registrada sob o nome fantasia Eurobike, concessionária de automóveis de alto padrão localizada nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília.

TCU fiscaliza contratos do INSS

O caso ganha relevância institucional diante do fato de que o TCU é o órgão encarregado da fiscalização dos contratos administrativos da União, incluindo os firmados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), justamente o epicentro das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Até o momento, o gabinete do ministro Jonathan de Jesus e a assessoria de imprensa do TCU não se pronunciaram publicamente sobre o caso. A reportagem da CNN Brasil afirmou ter buscado contato com ambos, sem obter resposta até a data da publicação.

Operação da PF investiga desvio bilionário

A investigação da Polícia Federal aponta que o grupo comandado por Antônio Carlos Antunes seria responsável por um esquema de fraudes previdenciárias envolvendo concessões irregulares de benefícios, com prejuízo estimado em bilhões de reais aos cofres públicos.

A operação segue em curso e os veículos apreendidos estão sob análise pericial, visando apurar eventual ocultação patrimonial ou prática de lavagem de dinheiro. As autoridades também investigam a cadeia de propriedade dos bens para verificar possíveis ligações com titulares de cargos públicos ou terceiros envolvidos no esquema.

‘O prefeito é um aliado na execução das políticas públicas’, diz Lula na 26ª Marcha em Defesa dos Municípios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de abertura da 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, nesta terça-feira, 20 de maio, e reforçou a ação das prefeituras como parceiras indispensáveis na execução das políticas públicas.
Realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, na capital federal, o evento reúne até quinta-feira (22) milhares de prefeitos, vereadores, secretários e demais gestores municipais para debater temas como segurança pública, saúde, educação, clima, entre outros.
Durante seu discurso, o presidente Lula destacou que o Governo Federal não faz distinção partidária no atendimento aos gestores públicos. “O que o governo tem de olhar em vocês é enxergar o prefeito, não como adversário. É um prefeito como aliado da execução das políticas públicas decididas pelo Governo Federal”, afirmou.
Para o presidente da República, os programas federais só se concretizam com a participação ativa dos gestores municipais, que estão mais próximos à população. “Vocês sabem que os programas que o Governo Federal anuncia, se não for o prefeito na ponta, o programa não funciona. O Minha Casa, Minha Vida não funcionaria sem os prefeitos. A gente sabe que o Bolsa Família não funcionaria, a Escola em Tempo Integral não funcionaria. A alfabetização no tempo certo, as creches não funcionam”, ressaltou.

Dorinho,  do “Voluntários do Sertão”, é agraciado com a Comenda 2 de Julho da ALBA.

Notabilizado pelo trabalho filantrópico criado no ano de 2000 – e que acabou se projetando em todo o território nacional e até mesmo em países vizinhos – o fundador do projeto “Voluntários do Sertão”, Doreedson Pereira, foi agraciado com a Medalha 2 de Julho, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). “Dorinho”, como é mais conhecido, recebeu a homenagem na tarde desta quinta-feira (15/05), em Sessão Especial, por iniciativa do deputado estadual Zé Raimundo (PT), através de Projeto de Resolução aprovado pelo legislativo.

Dorinho fez um discreto de agradecimento pela homenagem, em especial ao deputado Zé Raimundo, e também aos que o acompanham no projeto solidário que desenvolve: “Fazemos muito por amor, um trabalho de formiguinha, porque temos força de vontade e contamos com pessoas que abraçam a causa a causa, com pessoas que não medem esforços para ajudar os que precisam “.

A sessão, realizada no Plenário Orlando Spínola, contou com apresentação musical e a  participação de autoridades, deputados federais e estaduais, prefeitos amigos, admiradores, familiares e conterrâneos de Dorinho.

O deputado Zé Raimundo destacou a importância deste  reconhecimento ao trabalho de  Dorinho: “Sem dúvida alguma, o nosso homenageado não apenas preenche todos os requisitos e qualificativos previstos na legislação, como vai muito além. Dorinho é portador de valores e atributos que nos inspiram e nos convocam à ação. Sua trajetória de vida é um testemunho eloquente de solidariedade, compaixão e compromisso com o próximo. Sua biografia é rica em virtudes indispensáveis à construção de uma sociedade mais justa, harmônica e fraterna”.

Exemplos exaltados

O deputado falou da trajetória  de Dorinho, baiano nascido no município de Condeúba, em 08 de maio de 1973, no Distrito de Alegre, e que aos 14 anos partiu em busca de melhorias de vida em São Paulo.  Mais tarde, retornou a sua cidade natal com uma iniciativa que se tornaria um grande projeto de solidariedade com as pessoas carentes. De uma ação filantrópica em Condeúba, Dorinho acabou fundando o projeto  Voluntários do Sertão de atuação. “Sua trajetória nos lembra que, mesmo diante das adversidades, é possível transformar o mundo ao nosso redor com gestos concretos de solidariedade, compaixão e amor ao próximo”.

Zé Raimundo ainda enfatizou: “Assim como tantas outras personalidades anônimas que silenciosamente constroem um Brasil melhor — ou como grandes nomes da nossa história recente, a exemplo do Papa Francisco e do ex-presidente José Mujica, que partiram recentemente deixando legados éticos e humanitários imensuráveis — Dorinho é um farol em meio à escuridão, um testemunho vivo de que vale a pena acreditar na humanidade. Que sua história continue nos inspirando. Qu seu exemplo nos estimule a olhar para o outro com mais empatia, a servir com mais desprendimento, e a lutar com mais coragem por um mundo mais justo e fraterno”.

Trajetória de Dorinho

Depois de se consolidar  como empresário na área de serviços de saúde, em 2000, Dorinho reuniu amigos e montou a primeira edição dos Voluntários do Sertão, doando brinquedos e cestas básicas aos habitantes de sua cidade natal.

A cada ano a ação cresceu um pouco mais. A partir de 2006, o projeto passou a oferecer atendimentos médicos e odontológicos, além de pequenas cirurgias, palestras e distribuição de kits de saúde e higiene pessoal em diferentes cidades do sertão, tomando proporções ainda maiores.

Com sede em Ribeirão Preto (São Paulo), atualmente o projeto  tem a parceria de várias empresas e conta com voluntários de todo o território nacional e até mesmo de países vizinhos, em diversas áreas, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, dentistas, pilotos, cozinheiros, motoristas, auxiliares administrativos, entre outros.

Desde sua criação, o projeto já teve mais de 3.000 voluntários e procedeu de forma gratuita a mais de 400.000 atendimentos e procedimentos médicos, odontológicos e sociais, melhorando a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Paralelamente à atividade de filantropia e voluntariado, Dorinho tornou-se um bem sucedido empresário na área de assistência à saúde e criou uma organização que oferece feiras de saúde em parcerias com estados e municípios e o apoio do Sistema Único de Saúde – SUS, atendendo pacientes que necessitam dos serviços públicos de saúde.

Apresentação musical

A solenidade teve a apresentação do grupo Percorreres, formado pelo pelo maestro João Omar, o cantor Elton Becker e o violeiro e violonista Petrônio Joabe, que executou os hinos nacional e da Bahia e tocou os sucessos musicais. A entrada do homenageado no plenário se deu ao som de “Disparada”, de Jair Rodrigues. Foram tocadas também  pelo grupo: “Do Brasil (Vander Lee) “Arrumação” (Elomar); “Tocando em frente” (Renato Teixeira) e “Vida de viajante” (Luiz Gonzaga).

Fonte: ASCOM

Texto: Joana D’arck

Gripe aviária: Brasil confirma dois focos e investiga seis casos

Gripe aviária: Brasil confirma dois focos e investiga seis casos

O Brasil já contabiliza dois casos confirmados de gripe aviária, sendo um em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e outro em um zoológico de Sapucaia do Sul, também no Rio Grande do Sul. O país investiga ainda seis casos, sendo dois em granjas comerciais do Tocantins e de Santa Catarina.
Os demais focos foram registrados em produções domésticas e de subsistência no Mato Grosso, no Ceará, em Sergipe e no Rio Grande do Sul. Os dados constam no painel de monitoramento de síndromes respiratórias e nervosas em aves, gerido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, e foram atualizados nesta segunda-feira (19).
Em conversa com jornalistas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou que uma das formas de se reestabelecer a normalidade é manter o rigor na vigilância de casos. “Todos os fiscais, todos os sistemas estaduais estão alertas a qualquer tipo de suspeita – e a própria população também.”
Segundo Fávaro, ao primeiro sintoma de um animal doente, tanto criadores de aves de subsistência no fundo de casa até granjas comerciais devem alertar a pasta, que se encarrega de atualizar o sistema.
“A gente vai lá, investiga. Com transparência e eficiência, bloqueando e investigando esses casos, a gente ganha também credibilidade. Essa é a maior prova de que o sistema está funcionando.” O ministro ressalta que o sistema brasileiro é tido como o melhor do mundo. “É assim que a gente vai superar esse momento difícil e voltar à normalidade o mais rápido possível”.

MEC proíbe cursos a distância de medicina, direito e odontologia

MEC proíbe cursos a distância de medicina, direito e odontologia
O ministro da Educação, Camilo Santana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os cursos superiores de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia devem ser ofertados exclusivamente no formato presencial. A medida, determinada pelo decreto da Nova Política de Educação a Distância (EAD), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta segunda-feira (19), em Brasília, também determina que os demais cursos da área de saúde e licenciaturas deverão ser ofertadas nos formatos presencial ou semipresencial (híbrido).
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o foco do novo marco regulatório é “o estudante e a valorização dos professores: a garantia de infraestrutura nos polos, a qualificação do corpo docente, a valorização da interação e mediação para uma formação rica e integral, independentemente da distância física”. Na cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o marco regulatório traz regras mais claras para garantir qualidade da oferta.
“Nós acreditamos que a educação a distância pode proporcionar ao estudante uma experiência rica quanto aos demais cursos, desde que haja um efetivo compromisso de todos com o processo de ensino e aprendizagem, que se estabelece nesse modelo”, diz Camilo Santana. As instituições de ensino superior terão dois anos de transição para adaptação gradual dos cursos.

Resistir é Existir: A Assembleia Xukuru e a Força da Memória Viva

Ministra Sônia Guajajara abre a 25ª Assembleia do Povo Xukuru em um chamado à luta, à memória e à esperança

Por Flávio José Jardim

Resistir é Existir: A Assembleia Xukuru e a Força da Memória Viva

Nas montanhas sagradas de Pesqueira, a Aldeia Pedra D’Água acolhe mais do que um evento: acolhe um reencontro de almas, de histórias, de forças. Desde o dia 17 de maio, o território Xukuru abriga a 25ª Assembleia do Povo Xukuru do Ororubá, reunindo povos indígenas de Pernambuco, do Nordeste e de todo o Brasil em um grande ato de resistência.

Com o tema “Limolaygo Toype: Do Passado Violado ao Presente Criminalizado, Resistiremos!”, a assembleia é mais do que um marco político — é um grito coletivo que desafia séculos de apagamento. A presença da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, ao lado do Cacique Marcos Xukuru, selou com potência o compromisso do governo federal com a luta indígena.

Oficinas, debates, rituais e memória. Cada momento da programação é atravessado pela ancestralidade que guia os passos de um povo que, mesmo ferido pela história, não recua. Ao contrário: avança. E avança com sabedoria, com união e com coragem de dizer ao Brasil o que muitos preferem calar.

A caminhada que encerrará o evento, em memória ao Cacique Xicão Xukuru, assassinado em 1998, será mais que homenagem — será um ato de afirmação: nós estamos vivos, e vivos permaneceremos. Porque ocupar os espaços é um direito sagrado, e resistir, um dever ancestral.

A cada fala, a cada passo, a Assembleia Xukuru mostra que as lutas indígenas não pertencem ao passado. Elas são presentes, urgentes, legítimas. E têm nome, rosto, canto e território.

Em Pesqueira, o povo Xukuru não apenas resiste. Ele ensina. Ele inspira. Ele avança.

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ass (Flávio/flaviojjardim.com.br)
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ALAGOINHA EM CHAMAS. A Violência Galopante

Crimes brutais transformam cidade do Agreste em cenário de medo e mistério, e moradores clamam por socorro do Governo de Pernambuco

ALAGOINHA EM CHAMAS. A Violência Galopante
ALAGOINHA (PE) – O silêncio das madrugadas de Alagoinha, cidade pacata do Agreste de Pernambuco, foi quebrado por gritos, tiros e fumaça. A morte de Caique Lipe Monteiro Galindo, jovem de apenas 21 anos, encontrado com o corpo carbonizado e perfurações de bala, parece mais um capítulo de um romance policial sombrio, mas é a realidade nua e crua que vem assolando o município.

Às margens da estrada de Laje Grande, o corpo abandonado contava uma história de terror. O cenário macabro revelava sinais de execução: marcas de tiro, ferimentos nos joelhos e queimaduras que mais pareciam um ritual de silêncio imposto pelo medo. A polícia suspeita que o crime ocorreu em outro local, aumentando o mistério e dificultando as investigações.

Mas este não foi um caso isolado. Em 26 de abril, a população ainda digeria o terror do assassinato do vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como “Ezinho Construção”, alvejado à luz do dia. O crime, cometido nas proximidades de seu galpão, teve requintes de frieza: um tiro certeiro no pescoço calou para sempre uma das vozes mais ativas da cidade.

A morte de Ezinho abalou as estruturas políticas e sociais de Alagoinha. Em respeito ao luto, a tradicional Festa do Alverne foi cancelada — gesto simbólico que escancarou a gravidade da situação. Um representante do povo foi assassinado em pleno exercício do mandato. A pergunta que ecoa é: se um vereador não está seguro, quem estará?

Poucas semanas antes, em 9 de março, outro crime aterrador chocou os moradores. O comerciante Eguinaldo dos Santos Carvalho foi executado dentro de sua distribuidora de bebidas. O assassino fugiu sem deixar vestígios, mas a motivação pode estar relacionada a um suposto envolvimento com um esquema de adulteração de veículos.

O fio condutor que entrelaça essas mortes é o mesmo: impunidade, violência e abandono. Nenhum dos crimes teve a autoria confirmada até agora. Cada assassinato abre espaço para especulações, medo e um clima de insegurança crescente. As ruas de Alagoinha estão cada vez mais vazias ao cair da noite.

Até o tráfico de drogas ganha corpo entre becos e vielas antes esquecidos. No início de abril, a Polícia Militar apreendeu pinos de cocaína, materiais para recarga e entorpecentes em uma residência. A descoberta levantou suspeitas de uma rede criminosa mais extensa operando na cidade, com ligações em municípios vizinhos como Pesqueira.

A pergunta que Alagoinha se recusa a calar é: onde está o Governo do Estado? Enquanto corpos aparecem em estradas de terra e trabalhadores são executados em seus comércios, a população segue desassistida. A sensação é de que a cidade foi deixada à própria sorte, tornando-se presa fácil para criminosos e organizações clandestinas.

A paisagem bucólica do agreste deu lugar ao cenário de uma novela policial mórbida. O que antes era sinônimo de tranquilidade interiorana, agora virou enredo de tragédia: tiros nas esquinas, velórios silenciosos e famílias devastadas pela dor e pela ausência de respostas.

O luto já se tornou rotina. Desde o início de 2025, os crimes vêm se acumulando como páginas de um diário sombrio. E, pior: a população começa a naturalizar a barbárie. Os números não são mais manchete — são parte da vida cotidiana de quem apenas queria viver em paz.

Os agentes de segurança enfrentam limitações estruturais gritantes. Faltam viaturas, armamento moderno, efetivo e principalmente, respaldo político. A Delegacia de Alagoinha funciona de forma precária, e muitos crimes sequer chegam a ser totalmente investigados.

Enquanto isso, os criminosos ganham ousadia. Executam, traficam, extorquem e fogem pela mesma estrada de terra onde deixaram corpos. Conhecem os caminhos, dominam os becos e impõem o medo com a frieza de quem sabe que não será pego.

A juventude local está cada vez mais vulnerável. Muitos, como Caique, já tiveram passagem pela polícia e são atraídos por promessas fáceis de dinheiro e poder. Outros, mesmo inocentes, tornam-se alvos ou vítimas colaterais dessa guerra urbana que não tem nome oficial.

As famílias estão reféns da insegurança. Trancam-se cedo em casa, evitam denunciar, temem represálias. E quando o medo cala as vozes, o crime governa em silêncio.

Não se trata mais de casos isolados, mas de uma epidemia social. O crime se enraizou. Matou um vereador, um comerciante, um jovem. E continua à espreita, esperando a próxima vítima.

A ausência do Estado é tão evidente quanto gritante. Nem reforço policial, nem programas sociais. Nem um pronunciamento firme do Palácio do Campo das Princesas. Apenas o silêncio. Um silêncio que mata.

O Ministério Público e a Secretaria de Defesa Social precisam agir com urgência. Alagoinha não pode ser tratada como uma nota de rodapé no mapa do crime em Pernambuco. A vida dos seus cidadãos tem valor, e suas mortes exigem resposta.

É hora de medidas enérgicas e integradas. Mais policiamento ostensivo, reforço nas investigações, presença do Estado e ações sociais que combatam o aliciamento de jovens. 

Prefeito de Condeúba viaja à China para intercâmbio internacional

O prefeito de Condeúba, Michael Silveira, embarcou nesta segunda-feira, 19 de maio de 2025, para uma viagem oficial à China. O convite partiu da Embaixada Chinesa no Brasil e tem como objetivo promover a troca de experiências e informações relacionadas a um novo investimento daquele país, que pertence ao Extremo Oriente.

A viagem acontecerá entre os dias 19 e 30 de maio de 2025. Durante esse período, o vice-prefeito Carlito José Pereira assumirá interinamente a gestão municipal. A partir desta terça-feira, 20 de maio, ele atenderá a população no gabinete do prefeito, localizado no Salão Coluna Prestes, antigo prédio da Intendência, em horário comercial.

Desejamos ao prefeito Michael Silveira uma viagem produtiva e ao gestor interino uma excelente condução dos trabalhos.