Categoria: Brasil

Assembleia Legislativa do Rio reconhece Flamengo como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado

Assembleia Legislativa do Rio reconhece Flamengo como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado
Foto – Adriano Fontes / CRF
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o projeto de lei que declara o Clube de Regatas do Flamengo como Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Estado. A iniciativa reconhece oficialmente a importância do clube na história, na cultura e na identidade do povo fluminense.
O Flamengo, com quase 130 anos de existência, é mais do que um time de futebol: é um símbolo de emoção, memória afetiva e cultura popular. Presente nos versos da música brasileira, nas crônicas esportivas, nos desfiles de carnaval e nas arquibancadas lotadas de torcedores apaixonados, o Rubro-Negro transcende o esporte e se consolida como parte da alma carioca e brasileira.
Com raízes que unem o povo e a elite, o Flamengo é reverenciado tanto nos bairros mais humildes quanto nos cartões-postais do Rio. Sua história é marcada por gerações que encontraram no Manto Rubro-Negro um símbolo de orgulho e pertencimento.
A diretoria do clube comemorou a homenagem com orgulho e gratidão, destacando que o reconhecimento aumenta ainda mais a responsabilidade de manter viva e digna a trajetória construída ao longo de mais de um século.
“É uma honra sermos declarados patrimônio do Estado do Rio de Janeiro. Isso reforça nosso compromisso diário de representar com dignidade essa história que é nossa e do nosso estado”, declarou o clube em nota oficial.

Em pronunciamento, Lula diz que tarifaço é ‘chantagem inaceitável‘

Em pronunciamento, Lula diz que tarifaço é ‘chantagem inaceitável‘
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Divulgação / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a separação dos Poderes e disse que ninguém está acima da lei, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. Em discurso de cinco minutos, o presidente afirmou que responderá com diplomacia e multilateralismo às ameaças do governo de Donald Trump de impor uma tarifa de 50% a produtos brasileiros nos Estados Unidos, que classificou de “chantagem inaceitável”. 
Sem citar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo julgamento foi citado nas cartas recentes de Trump para justificar o tarifaço, Lula disse que as instituições agem para proteger a sociedade da ameaça de discursos de ódio e anticiência difundidos pelas redes digitais.
“No Brasil, ninguém — ninguém — está acima da lei. É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que se utilizam das redes digitais para promover golpes e fraudes, cometer crime de racismo, incentivar a violência contra as mulheres e atacar a democracia, além de alimentar o ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes, em alguns casos levando à morte, e desacreditar as vacinas, trazendo de volta doenças há muito tempo erradicadas”, declarou o presidente.
Destacando a independência do Judiciário, o presidente disse que não pode interferir em decisões de outros Poderes. “Contamos com um Poder Judiciário independente. No Brasil, respeitamos o devido processo legal, os princípios da presunção da inocência, do contraditório e da ampla defesa. Tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional”, acrescentou.
“Chantagem inaceitável” – Lula ressaltou que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo e tenta negociar com os Estados Unidos desde maio, quando o governo Donald Trump impôs uma tarifa de 10% aos produtos brasileiros. O presidente classificou de “chantagem” o uso de informações econômicas falsas para justificar as ameaças do governo estadunidense.
 “Fizemos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos, e encaminhamos, em 16 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os Estados Unidos”, declarou.

Megaoperação da Polícia Militar em várias cidades da Bahia nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira (17), a Polícia Militar da Bahia realizou mais uma edição da Operação Força Total, uma mobilização nacional que reúne polícias militares de todos os estados em ações coordenadas de reforço ao policiamento ostensivo.

Na Bahia, todo o efetivo da instituição será empregado em ações preventivas e repressivas, com foco na ampliação da presença policial, no combate à criminalidade e na promoção da segurança pública.

Unidades convencionais, táticas e especializadas atuaram de forma integrada, com o suporte de tecnologias e informações de inteligência que potencializaram os resultados.

Durante todo o dia, foram realizadas abordagens, incursões em áreas sensíveis e cumprimentos de mandados judiciais, garantindo mais tranquilidade à população baiana e aos turistas, com uma atuação baseada na presença e na proximidade.

Ascom SSP

CCJ do Senado aprova PEC que acaba com reeleição para presidente, governadores e prefeitos

 

foto: Geraldo Magela/Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022, que extingue a possibilidade de reeleição para os cargos de presidente da República, governadores e prefeitos. A proposta também estabelece mandatos únicos de cinco anos e unifica as eleições para todos os cargos a partir de 2034.

Principais pontos aprovados:

A proposta prevê a proibição total da reeleição no Executivo, mesmo em casos de afastamento pré-eleitoral. Além disso, amplia os mandatos de quatro para cinco anos tanto no Executivo quanto no Legislativo. Outra mudança significativa é a unificação das eleições municipais, estaduais e federais em uma única data, com início em 2034. A partir de 2039, todas as cadeiras do Senado também passarão a ser renovadas simultaneamente.

Justificativa do relator:

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator da proposta, argumenta que o fim da reeleição abre espaço para a renovação política, diminui o uso da máquina pública em campanhas e incentiva projetos de gestão de médio e longo prazo, com menos foco em interesses eleitorais. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que o calendário atual, com eleições a cada dois anos, prejudica a continuidade administrativa e gera instabilidade.

Tramitação:

A proposta segue agora para o plenário do Senado em regime de urgência. Caso seja aprovada, ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados. A medida não afetará os mandatos atuais. A regra da não reeleição começa a valer para os eleitos após a aprovação da PEC, com impacto direto nas eleições seguintes a 2026.

Impactos esperados:

O fim da reeleição e a unificação do calendário eleitoral são vistos por apoiadores como avanços para a estabilidade institucional e a eficiência da gestão pública. Críticos, no entanto, alertam que as mudanças podem diminuir a capacidade de renovação política e dificultar o acompanhamento regionalizado das eleições.

A proposta ainda deve gerar intenso debate no Congresso Nacional.

Janones é suspenso por três meses em Conselho de Ética da Câmara

Janones é suspenso por três meses em Conselho de Ética da Câmara
Deputado federal André Janones (Avante-MG) – Foto: Lula Marques / Agência Brasil
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu suspender o mandato do deputado federal André Janones (Avante-MG) por três meses. A punição ocorre após representação da Mesa Diretora da Câmara por ofensas a Nikolas Ferreira (PL-MG). 
Janones foi punido em razão de manifestações provocativas, de baixo calão, contra o colega de parlamentar de Minas Geraes quando Nikolas discursava na tribuna do Plenário da Câmara, na quarta-feira da semana passada (9). O episódio provocou interrupção da sessão legislativa.
O relator da representação no Conselho de Ética, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), considera que Janones foi preconceituoso e usou de expressões de cunho homofóbico – “com o intuito de insultar ou diminuir um adversário político”, conforme anotou a Agência Câmara.
Para o relator, a atitude de Janones “constitui conduta grave e discriminatória”, pois o uso dessas palavras “como forma de xingamento reforça estigmas históricos, normaliza o preconceito e perpetua a marginalização dessa população no espaço público e institucional.”
Em sua defesa, André Janones afirmou que foi fisicamente agredido durante a sessão e que não se dirigia inicialmente a Nikolas Ferreira, mas se manifestava em vídeo nas suas redes sociais contra a taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos – mesmo tema do discurso de Nikolas.
“Quando você está no Plenário e fala, a sua fala não chega até a tribuna. É absolutamente impossível que a fala de algum deputado no Plenário atrapalhe quem está na tribuna”, ponderou Janones.
O parlamentar punido pode recorrer da decisão ao Plenário da Câmara. No Conselho de Ética, 16 votos foram favoráveis a punição e três foram contrários. Na representação original o pedido de suspensão era de seis meses.

Proprietários de veículos da Bahia já podem fazer a indicação online de real infrator

Proprietários de veículos da Bahia já podem fazer a indicação online de real infrator
Foto – Raíssa Santana / Ascom Detran / BA
Os proprietários de veículos da Bahia já podem indicar, de forma digital, o real infrator de uma multa de trânsito. A nova funcionalidade já disponibilizada, está em vigor no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) e no Portal de Serviços da Senatran, sem necessidade de comparecimento presencial ou envio de documentos físicos.
A Indicação Online de Real Infrator foi desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa federal de inteligência em governo digital e tecnologia da informação, em parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
A solução digital já está em operação em diversos estados e agora passa a beneficiar também os condutores e proprietários de veículos da Bahia, por meio da adesão do Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-BA).
Com a novidade, o processo de indicação de condutor responsável por uma infração se torna mais rápido, seguro e transparente. A versão digital substitui o trâmite físico, permitindo que o cidadão realize todas as etapas diretamente no celular ou computador, com validação biométrica ou login pela conta GOV.BR.

Governo busca negociação com EUA e pede apoio de empresários

Governo busca negociação com EUA e pede apoio de empresários
Foto – Lula Marques / Agência Brasil
O governo federal se reúniu nesta terça-feira (15) com setores da indústria e do agronegócio para discutir a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A primeira reunião com empresários do setor industrial ocorreu pela manhã. No período da tarde, foi a vez do agronegócio.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, abriu a reunião da manhã dizendo que o governo vai buscar a negociação com tranquilidade, mas sem interferir em outros poderes da República, como sugeriu Trump ao criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Alckmin classificou as medidas norte-americanas como inadequadas e pediu a colaboração dos empresários brasileiros. “É importante a participação de cada um de vocês, nas suas áreas específicas, para fazermos um trabalho em conjunto. O governo brasileiro está empenhado em resolver essa questão e queremos ouvir as sugestão de cada um de vocês”, destacou o vice-presidente.
O governo também vai conversar com empresas americanas que compram e vendem para o Brasil. Alckmin lembrou que a taxação encarece e prejudica a economia dos dois países, já que existe uma importante relação de reciprocidade econômica em setores como o siderúrgico.

Justiça manda prender prefeito que matou PM a tiros em vaquejada

Justiça manda prender prefeito que matou PM a tiros em vaquejada
O prefeito de Igarapé Grande (MA) João Vitor Xavier (PDT) – Foto: Reprodução/G1

A Justiça do Maranhão determinou nesta segunda-feira (14) a prisão preventiva do prefeito João Vitor Xavier (PDT), que admitiu ter matado a tiros o policial militar Geidson Thiago da Silva, no município de Trizidela do Vale, no domingo (6). As informações são do G1.

A decisão é do juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras (MA). A decisão ainda determina a busca na residência do prefeito em Igarapé Grande e em seu gabinete na Prefeitura do Município.

O juiz pede ainda que seja apreendida a arma de fogo usada no crime, além de computadores, aparelhos celulares, liberado o acesso a mensagens em redes sociais, e-mails e outros objetos de interesse da investigação. Com a decisão, a Polícia Civil do Maranhão será notificada e tem o prazo de 20 dias, desde a data do crime, para cumprir o mandado de prisão preventiva.

PGR pede condenação de Bolsonaro e mais 7 em ação da trama golpista

PGR pediu condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por cinco crimes Imagem: Rosinei Coutinho/STF

A PGR enviou ontem (14) as alegações finais ao STF e pediu a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado.

O que aconteceu

PGR (Procuradoria-Geral da República) pede condenação de Bolsonaro por cinco crimes. São eles: liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação de todos os integrantes do núcleo. São eles: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e do tenente-coronel Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Alegações finais foram enviadas no limite do prazo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tinha até as 23h59 de segunda para enviar o documento ao STF. A peça foi depositada minutos antes do fim do prazo.

PGR citou entrevista de Bolsonaro ao UOL em alegações finais. Em maio, o presidente confirmou ao UOL que se encontrou com os chefes das Forças Armadas para discutir um possível decreto golpista.

O ex-presidente foi denunciado pela PGR em fevereiro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra Bolsonaro e outras 33 pessoas pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A PGR afirma que o ex-presidente sabia da existência e deu aval à chamada “minuta do golpe”. O decreto trazia medidas para implementar um golpe de Estado no país e não permitir que o presidente Lula, vencedor da disputa de 2022, assumisse o cargo. Ainda segundo a PGR, Bolsonaro tinha conhecimento também do plano “Punhal Verde e Amarelo”, para matar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Defesa de Bolsonaro diz que ele “repudiou 8 de Janeiro”. O advogado Celso Vilardi também reclamou de falta de acesso à íntegra das provas. Ele declarou que obteve todos os áudios e documentos citados na investigação, mas não teve acesso ao material bruto apreendido pela Polícia Federal. Por isso, Vilardi diz que só teve acesso ao “recorte da acusação” sobre o material, mas que a defesa teria direito a fazer seu próprio recorte.

Denúncia foi fatiada. As denúncias foram separadas em cinco núcleos, para agilizar o andamento dos processos. Bolsonaro está no “núcleo crucial” da trama golpista.

Os fatos de que a denúncia tratou nem sempre tiveram os mesmos atores. Mas todos eles convergiram, dentro do seu espaço de atuação possível, para o objetivo comum de assegurar a permanência do Presidente da República da época no exercício da condução do Estado, mesmo que não vencesse as eleições e mesmo depois de haver efetivamente perdido o abono dos eleitores em 2022.

Pedido de condenação feito pela PGR

Prazos das defesas

Defesas terão última oportunidade de apresentar argumentos e provas antes de julgamento. O prazo é 15 dias e é contado de forma sucessiva, que começou pela própria PGR.

Logo após a PGR, a defesa do tenente-coronel Mauro Cid terá outros 15 dias para se manifestar. Ele apresenta suas alegações primeiro por ter fechado acordo de delação premiada no processo.

Depois, as defesas dos demais acusados terão prazo conjunto de 15 dias. Os prazos correm mesmo durante o recesso do STF, que vai até o dia 31 de julho.

Os ministros da Primeira Turma vão decidir. Após todos os prazos, o dia do julgamento será marcado para os cinco integrantes da Turma, presidida atualmente por Cristiano Zanin, avaliarem os fatos.

Somente ao final do julgamento é que Bolsonaro e os demais réus podem ser condenados. Ainda assim, uma eventual prisão depende do tamanho da pena, da análise de todos os recursos das defesas, incluindo os chamados embargos, que servem para esclarecer alguns pontos da decisão do STF.

Só então os condenados poderiam ser presos. A prisão ainda dependeria do tempo de pena estabelecida. No caso do mensalão, por exemplo, os réus foram presos tempo depois da condenação, pois o Supremo ainda teve que analisar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Crimes cometidos pelos réus, segundo a PGR:

Jair Bolsonaro.

liderar organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração de patrimônio tombado.

Alexandre Ramagem

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado.

Almir Garnier

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração deterioração de patrimônio tombado.

Anderson Torres

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração de patrimônio tombado;
concurso material.

Augusto Heleno

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração de patrimônio tombado.

Mauro Cid

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração de patrimônio tombado.

Paulo Nogueira

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração de patrimônio tombado.

Braga Netto

crimes de organização criminosa armada;
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
golpe de Estado;
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima;
deterioração de patrimônio tombado.

Mauro Cid reafirma que Bolsonaro leu minuta golpista durante reunião

Mauro Cid reafirma que Bolsonaro leu minuta golpista durante reunião
O tenente-coronel Mauro Cid – Foto: Gustavo Moreno / STF
O tenente-coronel Mauro Cid confirmou, nesta segunda-feira (14), que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve contato e leu o documento golpista que previa a decretação de novas eleições e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2022. Durante as investigações, o documento ficou conhecido como minuta do golpe.
Cid voltou a prestar depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais que tratam dos núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista. Ele foi arrolado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela acusação.
O militar, que foi ajudante de ordens no governo do presidente Jair Bolsonaro e é delator nas investigações, confirmou que Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro e réu no processo, levou um jurista para duas reuniões com o ex-presidente para apresentação do documento golpista.
Segundo Cid, durante a reunião, Bolsonaro leu o documento e pediu alterações. De acordo com o delator, o documento previa a prisão de ministros do Supremo, entre os quais, Alexandre de Moraes, e do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas foi alterado para prever somente a prisão de Moraes.
“O documento era composto de duas partes. A primeira parte eram os considerandos. Eram possíveis interferências que o STF e o TSE fizeram no processo eleitoral. A segunda, a prisão de autoridades e a decretação de eleições”, disse.
Mauro Cid presta depoimento por videoconferência. Por determinação do ministro, não são permitidas fotos, gravações de áudio e vídeo, nem transmissão ao vivo. Contudo, os advogados dos acusados e a imprensa podem acompanhar o depoimento.