Autor: Redação redacao

Centrais sindicais propõem medidas para enfrentar tarifaço dos EUA

Documento foi entregue ao governo brasileiro

Agência Brasilship loading at Santos port in Sao Paulo, Brazil, seen from above. Porto de Santos. Foto: Erich Sacco/ Adobe StockFoto: Erich Sacco/ Adobe Stock

As centrais sindicais apresentaram nesta sexta-feira (31) um documento com propostas para enfrentar os efeitos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a diversos produtos brasileiros.

No documento, entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, as entidades defendem o incentivo à produção nacional, ampliação dos investimentos públicos, fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e proteção dos empregos. 

“Diante do agravamento da guerra comercial desencadeada pelas novas medidas protecionistas do governo dos EUA, as centrais sindicais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia nacional, os empregos e a soberania produtiva e política do Brasil”, diz o documento.

Uma das propostas é que a manutenção das vagas de trabalho seja exigência para empresas acessarem programas de socorro.

As centrais sindicais defendem busca por novos mercados para os produtos tarifados, o estímulo à produção nacional por meio das compras públicas e da política de conteúdo local e maior investimento público em infraestrutura social e produtiva, incluindo transporte, energia, habitação, saúde e educação.

Segundo as centrais, o país deve aprimorar o projeto de desenvolvimento com inclusão e justiça social, inclusive com mecanismos de proteção frente a instabilidade externa.

“Esse modelo de desenvolvimento deve estar estruturado na geração e proteção de empregos, no combate à precarização do trabalho e no fortalecimento da capacidade de consumo das famílias por meio da valorização da renda do trabalho”, diz o documento.

O texto também traz propostas de revisão da Lei de Patentes para combater abusos de propriedade intelectual; o fortalecimento do Mercosul, como instrumento de integração econômica e desenvolvimento regional; fundos de compensação e programas de transição destinados aos trabalhadores afetados pelo comércio internacional e o fortalecimento da organização sindical para assegurar a negociação coletiva nos setores impactados.

O documento, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, foi entregue ao ministros durante reunião em São Paulo.

As centrais sindicais disseram ainda apoiar as medidas adotadas pelo Brasil em relação ao tarifaço, bem como a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

Ações

Na segunda-feira (27), o governo brasileiro encaminhou à Organização Mundial de Comércio (OMC) um documento em que classifica como “inconsistentes” as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

“As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

O documento faz parte de um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

Fazendeiro reage a aproximação de ex-funcionário e troca tiros em Barra da Estiva

Fazendeiro reage a aproximação de ex-funcionário e troca tiros em Barra da Estiva
Foto: WhatsApp

Policiais do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionados na noite desta quinta-feira (30), por volta de 18h50, para a Fazenda Prata, na zona rural de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, a fim de apurar uma ocorrência com disparo de arma de fogo.

Como, inicialmente, havia relato de possíveis feridos, guarnições dos pelotões de Barra da Estiva e Ituaçu, com o apoio do Samu 192, deslocaram-se em ação conjunta até o endereço.

No imóvel, o proprietário relatou que identificou pelas câmeras de segurança a aproximação de um ex-funcionário acompanhado de outros indivíduos em dois veículos. Segundo ele, ao abrir o portão, foi surpreendido por um disparo e reagiu utilizando a sua própria arma de fogo.

O ex-funcionário, que havia acionado a polícia alegando ter sido atingido, foi examinado pela equipe de socorristas, que constatou a ausência de qualquer ferimento.

Os envolvidos e a arma de fogo, uma pistola Glock G25 380, foram encaminhados à Delegacia Territorial de Brumado para adoção das providências legais e a devida apuração do caso.

CNPJ alfanumérico começou a ser emitido nesta sexta

CNPJ alfanumérico começa a ser emitido nesta sexta
Foto – Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Receita Federal começou a emitir nesta sexta-feira (31) o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal mudança é que os novos cadastros poderão combinar letras e números, mantendo o total de 14 caracteres.

A alteração vale apenas para novos registros. Empresas que já possuem CNPJ não terão o número alterado e não precisarão fazer qualquer atualização cadastral por causa da mudança.

Segundo a Receita Federal, a adoção do novo modelo, anunciado em outubro de 2024, é necessária para ampliar a quantidade de combinações disponíveis e garantir a continuidade da emissão de CNPJ nos próximos anos.

O que muda

Atualmente, todos os CNPJs são formados apenas por números. Com o novo modelo, as inscrições poderão conter letras e números na mesma sequência.

Mesmo assim, o CNPJ continuará com 14 caracteres. As oito primeiras posições identificarão a empresa, as quatro seguintes indicarão o estabelecimento (como matriz ou filial) e os dois últimos dígitos continuarão sendo numéricos, usados para verificar a autenticidade da inscrição.

Na prática, a mudança amplia significativamente o número de combinações possíveis, evitando o esgotamento da numeração disponível.

Comunidades criam soluções para mitigar efeitos da crise climática

Indígenas, quilombolas, periféricos e rurais são os que mais sofrem

Agência BrasilUm veículo está parado entre escombros após um muro desabar durante ventos fortes no Rio de Janeiro, Brasil, em 30 de julho de 2026. REUTERS/Pilar Olivares Foto: REUTERS/Pilar Olivares

As populações que mais sofrem com os eventos extremos da crise climática no Brasil são aquelas que encontram mais dificuldades para acessar políticas públicas e recursos de adaptação e prevenção. As comunidades vulnerabilizadas, no entanto, passaram a criar soluções para as mudanças do clima.

A conclusão é do relatório As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades, elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais.

Comunidades negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais estão entre as mais expostas a enchentes, secas e ondas de calor. Muitas delas, no entanto, já têm desenvolvido soluções próprias para enfrentar os impactos da crise climática. O Greenpeace defende que as comunidades ocupem posição central no desenvolvimento das políticas de adaptação.

A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, reforça a necessidade de incorporar a justiça climática e o combate ao racismo ambiental às políticas de adaptação.

“Em um país marcado por desigualdades históricas de acesso à moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura, os impactos dos eventos extremos tendem a se concentrar justamente nos territórios que já enfrentam maior precariedade”, disse, em nota.

A organização cita que, em Recife (PE), por exemplo, comunidades como Ilha de Deus, Coque e Mustardinha enfrentaram alagamentos severos nos últimos anos. Em Belém (PA) e na Ilha do Marajó (PA), a combinação de enchentes, marés altas, falta de drenagem e saneamento tem afetado principalmente comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, as temperaturas internas das moradias podem chegar a até 8°C acima da média urbana, com sensação térmica superior a 60°C, afetando especialmente crianças, idosos e mulheres. No Vale do Jequitinhonha (MG), comunidades quilombolas enfrentam longos períodos de estiagem, que afetam cultivos de milho, feijão e mandioca.

Experiências locais

Em uma região afetada pela falta de saneamento básico, o Coletivo Utopia Negra se juntou à comunidade da Vila do Carmo do Maruanum, na área rural de Macapá (AP), para instalar uma fossa séptica biodigestora (FSB). A tecnologia, de baixo custo e adaptável para áreas alagáveis, trata o esgoto por biodigestão e evita a contaminação do solo e da água.

Na comunidade do Horto, no Rio de Janeiro, as ações lideradas pelo projeto Horto Natureza, que foi fundado por um morador, incluem limpezas coletivas, plantio de árvores e educação ambiental. Cercada pela Mata Atlântica e atravessada pelo Rio dos Macacos, a comunidade garantiu coleta regular de lixo, acesso a saneamento básico e a despoluição do rio.

“A limpeza contínua do rio e a gestão adequada de resíduos — realizadas em parceria com autoridades públicas — são resultado de um longo processo de organização comunitária que garantiu direitos fundamentais. Esses esforços ajudam a prevenir enchentes e danos relacionados à água, além de assegurar uma melhor qualidade de vida”, avalia o Greenpeace.

A comunidade de Vila Arraes, em Recife (PE), elaborou um plano comunitário de contingência, adaptação e mitigação dos efeitos das chuvas, coordenado pelo Espaço GRIS Solidário, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Houve ainda formações com a Defesa Civil sobre protocolos de emergência durante enchentes do Rio Capibaribe e riscos de eletrocussão.

Falta de recursos

Um dos principais obstáculos enfrentados pelas comunidades é a dificuldade de acesso aos recursos destinados à agenda climática. Segundo o Greenpeace, a maior parte dos recursos é distribuída por meio de instrumentos de crédito, o que dificulta o acesso por comunidades e organizações locais. O relatório também chama atenção para a burocracia envolvida na elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos.

“Ampliar a adaptação climática exige, portanto, não apenas aumentar o volume de recursos, mas mudar a forma como eles são distribuídos, garantindo acesso direto às comunidades e fortalecendo iniciativas que já funcionam nos territórios”, afirmou o porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus.

Rodrigo acrescenta que as comunidades que vivem diariamente os efeitos da crise climática já acumulam conhecimento, práticas e soluções capazes de orientar políticas públicas mais eficazes e justas. “O desafio, agora, é reconhecer esse protagonismo, garantir recursos e transformar experiências locais em políticas de escala nacional”, finalizou.

Comunidade Olho d’Água abre Tríduo em honra ao padroeiro Senhor dos Passos com celebração marcada pela fé e participação comunitária

O vice-prefeito Carlito com sua esposa Gilma, entraram com a Bandeiro de Condeúba representando o Executivo e a vereadora Nena e seu esposo Ilço entraram com a Bandeira do Brasil representando o Legislativo, a vereadora Nena com a Bíblia

A comunidade de Olho d’Água viveu uma noite de profunda espiritualidade nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026, com a realização da primeira noite do Tríduo em preparação para a Festa do Padroeiro Senhor dos Passos. O início dos festejos reuniu fiéis de diversas comunidades da região, em um momento de oração, devoção e fortalecimento da fé cristã.
A acolhida dos participantes foi conduzida por Angelina, representante do Grupo Litúrgico 3, responsável pelos festejos deste ano. Em sua saudação, ela agradeceu a presença dos fiéis e destacou a importância da participação das comunidades visitantes, ressaltando o espírito de união e fraternidade que marca a celebração.
A celebração da Palavra foi presidida pela jovem Dianna Oliveira, da comunidade de Baixa da Furquilha, que conduziu o culto com serenidade, dedicação e profunda reflexão sobre a missão cristã, proporcionando aos presentes uma noite de grande enriquecimento espiritual.
As leituras bíblicas ficaram a cargo de Cida e Valdir, ambos da comunidade Ripa, enquanto a animação litúrgica foi conduzida por Vânia Pardinho, da comunidade Tamboril, que, por meio dos cânticos, favoreceu um ambiente de intensa oração e participação dos fiéis.
Um dos momentos mais emocionantes da celebração foi a entrada solene dos símbolos, marcada por um gesto de civismo e fé. A bandeira do Brasil e a bandeira do Município de Condeúba abriram a procissão de entrada. Em seguida, a vereadora Nena, representando o Poder Legislativo, acompanhada de seu esposo Ilço, conduziu a Bíblia Sagrada, símbolo da Palavra de Deus. Representando o Poder Executivo, participou o vice-prefeito Carlito, compondo uma entrada simbólica que demonstrou a harmonia entre fé, cidadania e compromisso com a comunidade.
Ao final da celebração, o coordenador da comunidade, Hélio Carlos, agradeceu a presença de todos, dirigindo um reconhecimento especial às comunidades que se deslocaram para participar da primeira noite do Tríduo. Em sua mensagem, reforçou o convite para que os fiéis permaneçam participando da programação religiosa e da tradicional quermesse, realizada logo após a celebração, proporcionando um momento de confraternização entre as famílias.
A primeira noite do Tríduo confirmou, mais uma vez, a força da devoção ao Senhor dos Passos, padroeiro da comunidade de Olho d’Água, renovando a esperança, fortalecendo a união entre as comunidades e preservando uma das mais belas tradições religiosas do município.

Fotos: Oclides/JFC

Governo abre concurso com 750 vagas para Polícia Civil e salários de R$ 16,4 mil

Governo abre concurso com 750 vagas para Polícia Civil e salários de R$ 16,4 mil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

O Governo da Bahia deu o pontapé inicial para um dos certames mais aguardados da área policial no estado. Foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (30) o Edital 02/2026 do concurso público da Polícia Civil da Bahia (PCBA). Ao todo, estão sendo oferecidas 750 vagas imediatas de nível superior para os cargos de delegado, escrivão e investigador.

A maior parte das oportunidades é voltada para a função de investigador, que conta com 500 vagas. As demais chances estão distribuídas entre os cargos de escrivão, com 150 vagas, e delegado, com 100 vagas. Para a carreira de delegado, exige-se graduação em Direito. Já para os postos de investigador e escrivão, basta possuir diploma de conclusão em qualquer curso superior devidamente reconhecido. Todos os contratados cumprirão jornada de trabalho de 40 horas semanais.

As remunerações são um dos grandes atrativos da seleção. Os vencimentos para o cargo de delegado podem atingir até R$ 16,4 mil, enquanto os selecionados para as carreiras de investigador e escrivão terão ganhos que alcançam R$ 6,4 mil. Além disso, o edital garante a reserva de vagas para ações afirmativas: 30% das oportunidades são destinadas a candidatos negros (pretos e pardos) e 5% a pessoas com deficiência (PCD), cumprindo a legislação estadual e federal.

Os interessados deverão realizar a candidatura exclusivamente pela internet, no site da banca organizadora, o Instituto AOCP. O prazo para inscrições fica aberto do dia 7 de agosto até 8 de setembro. A taxa de inscrição foi fixada em R$ 220 para quem for disputar a vaga de delegado e R$ 190 para os cargos de investigador e escrivão.

O processo seletivo será dividido em três etapas: provas objetivas, prova discursiva (ambas de caráter eliminatório e classificatório) e a avaliação de títulos (de caráter apenas classificatório). As provas objetivas e discursivas estão marcadas para o dia 6 de dezembro e serão aplicadas na cidade de Salvador. A seleção terá validade de dois anos, contados a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período.

Passageiro que pulou de ônibus na BR-242 foi encontrado morto entre Seabra e Oliveira dos Brejinhos

Passageiro que pulou de ônibus na BR-242 é encontrado morto entre Seabra e Oliveira dos Brejinhos
João Paulo Ferreira de Lima, de 34 anos – Foto: WhatsApp

Oito dias após se jogar de um ônibus em movimento na BR-242, o passageiro João Paulo Ferreira de Lima, de 34 anos, foi encontrado morto nesta quarta-feira (29). O corpo estava em uma área de mata fechada na Serra da Mangabeira, entre os municípios baianos de Seabra e Oliveira dos Brejinhos. O desfecho trágico encerra uma intensa operação de buscas que mobilizou o Corpo de Bombeiros e moradores locais, ao mesmo tempo em que acirra um conflito de versões entre a família e a empresa de transporte rodoviário.

O último contato de João Paulo com os familiares ocorreu na noite de terça-feira (21), por volta das 20h, quando informou por telefone que chegaria ao destino final — Salgueiro, em Pernambuco — no dia seguinte. Ele viajava em um ônibus da Viação Catedral que havia partido de São Paulo. No entanto, o trajeto sofreu uma reviravolta trágica na madrugada de quarta-feira (22).

De acordo com relatos apurados, o passageiro apresentou sinais de um aparente surto psicológico, quebrou o vidro lateral e saltou com o veículo ainda em movimento, adentrando uma região de mata de relevo acidentado nas proximidades de Brotas de Macaúbas. A localização do corpo, em um ponto de difícil acesso na serra, ocorreu após varredura intensiva do Corpo de Bombeiros da Bahia com auxílio fundamental de moradores, que rastrearam pegadas e trilhas na caatinga.

Enquanto as autoridades buscam esclarecer a dinâmica dos fatos, o caso é marcado por acusações cruzadas e contestações severas. A família de João Paulo nega enfaticamente a tese de que ele sofria de transtornos mentais. Em entrevista ao portal Chapada News, Rosália, irmã da vítima, afirmou que o irmão nunca havia apresentado quadros semelhantes antes da viagem. Os parentes também criticaram duramente a demora na comunicação do desaparecimento às autoridades e relataram dificuldades para reaver os pertences e malas retidos no ônibus.

“Ele nunca teve histórico de surtos ou problemas psiquiátricos. Nós só queremos respostas, entender o que aconteceu de fato naquela madrugada e recuperar os pertences dele que ficaram com a empresa”, cobrou a irmã. Por sua vez, a Viação Catedral emitiu nota oficial rechaçando qualquer omissão. A empresa declarou que o motorista seguiu os protocolos ao se dirigir imediatamente a um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) logo após o salto do passageiro, mas alega que a equipe de plantão da PRF teria se recusado a registrar a ocorrência ou iniciar as buscas de imediato.

Ainda segundo a viação, após retornar ao local para atender aos demais passageiros que haviam descido, a empresa registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. A Catedral afirmou também que tentou contatar sem sucesso a mãe da vítima utilizando o número fornecido pelas autoridades policiais, prestando atendimento presencial aos parentes apenas quando estes procuraram o guichê.

O corpo de João Paulo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames periciais. A Polícia Civil da Bahia assumiu as investigações e aguarda o laudo necroquímico para determinar se a causa da morte decorreu do impacto direto da queda do veículo ou dos efeitos severos de desidratação e fome durante os oito dias em que ficou perdido na caatinga da Serra da Mangabeira.

Brasil enfrenta Austrália e Índia na primeira Data-Fifa pós-Copa

Brasil enfrenta Austrália e Índia na primeira Data-Fifa pós-Copa

O Brasil já tem definidos seus adversários na primeira Data FIFA após a disputa da Copa do Mundo de 2026: Austrália e Índia. Diante das duas seleções locais, entre 21 de setembro e 6 de outubro, a Amarelinha dará início ao período de preparação e observação visando ao próximo ciclo da Copa América de 2028 e do Mundial de 2030.

Nesta convocação, a Seleção fará dois amistosos com a Austrália e um com a Índia. No dia 25 de setembro, enfrenta os australianos no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. A cidade costeira está localizada no nordeste do país. Já o palco do jogo, inaugurado em fevereiro de 2020, tem capacidade para mais de 25 mil pessoas.

Quatro dias depois, em 29 de setembro, o Brasil volta a encarar os donos da casa, desta vez no Suncorp Stadium, em Brisbane. Esta é a terceira cidade mais populosa da Austrália, com mais de dois milhões de habitantes, e um dos principais centros econômicos australianos. Nela, está o Suncorp Stadium, inaugurado em 1914, cuja capacidade é superior a 52 mil pessoas. Em 2023, recebeu um compromisso da Seleção Feminina na Copa do Mundo e, em 2024, um amistoso com a Austrália.

Brasil e Austrália se enfrentaram pela última vez em 13 de junho de 2017, no Melbourne Cricket Ground, em Melbourne, onde a Amarelinha goleou por 4 a 0, com gols de Diego Souza (2), Thiago Silva e Taison. Já o primeiro jogo se deu em 7 de julho de 1988, pelo Torneio do Bicentenário de Independência da Austrália. No Olympic Parks Trust, também em Melbourne, a Amarelinha venceu por 1 a 0, com gol de Romário.

Com oito jogos, o retrospecto entre Brasil e Austrália é de seis vitórias brasileiras, um empate e um triunfo australiano. A Amarelinha marcou 21 gols e sofreu apenas um.

PSB oficializou candidatura de Alckmin à Vice-Presidência da República

PSB oficializa candidatura de Alckmin à Vice-Presidência da República
Geraldo Alckmin como vice-presidente de Lula – Foto: Cadu Gomes / VPR

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e a candidatura à reeleição de Geraldo Alckmin como vice-presidente. Alckmin se filiou ao partido em março de 2022 e pouco depois integrou a chapa de Lula nas eleições daquele ano.

A oficialização da coligação PSB-PT foi efetuada na noite desta quarta-feira (29), em Brasília. A oficialização do nome de Lula só deve ocorrer no próximo domingo (2), na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é médico, com especialidade em Anestesiologia, e professor universitário. Foi prefeito de Pindamonhangaba (1977-1982), deputado estadual (1983- 1987) e deputado federal (1987-1995), sempre por São Paulo. Governou São Paulo em quatro ocasiões divididas em dois grandes períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.

Concorreu à Presidência da República em 2006 e 2018. Em 2022, filiou-se ao PSB e foi eleito vice-presidente da República em chapa formada com Lula.

Tarifas dos EUA são inconsistentes com regras da OMC, diz Brasil

Medida é primeira etapa em solução de conflito na organização
Agência BrasilSede da OMC em Genebra. REUTERS/Denis BalibouseREUTERS/Denis Balibouse/Proibida reprodução
O governo brasileiro argumentou à Organização Mundial de Comércio (OMC) que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade. O documento foi enviado à OMC pelo governo brasileiro na última segunda-feira (27), mas foi divulgado apenas nesta quinta-feira (30).

“As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

“Ao impor tarifas a produtos originados no Brasil com base na Seção 301, enquanto não impôs tais tarifas a outros membros da OMC, os EUA falharam em conceder aos produtos originados no Brasil vantagens, favores, privilégios ou imunidades concedidos a outros países da OMC”.

O governo brasileiro apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.

O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.

Tarifas

Uma das medidas questionadas na OMC decorre de uma investigação específica sobre o Brasil com a imposição da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.