Resistir é Existir: A Assembleia Xukuru e a Força da Memória Viva

Ministra Sônia Guajajara abre a 25ª Assembleia do Povo Xukuru em um chamado à luta, à memória e à esperança

Por Flávio José Jardim

Resistir é Existir: A Assembleia Xukuru e a Força da Memória Viva

Nas montanhas sagradas de Pesqueira, a Aldeia Pedra D’Água acolhe mais do que um evento: acolhe um reencontro de almas, de histórias, de forças. Desde o dia 17 de maio, o território Xukuru abriga a 25ª Assembleia do Povo Xukuru do Ororubá, reunindo povos indígenas de Pernambuco, do Nordeste e de todo o Brasil em um grande ato de resistência.

Com o tema “Limolaygo Toype: Do Passado Violado ao Presente Criminalizado, Resistiremos!”, a assembleia é mais do que um marco político — é um grito coletivo que desafia séculos de apagamento. A presença da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, ao lado do Cacique Marcos Xukuru, selou com potência o compromisso do governo federal com a luta indígena.

Oficinas, debates, rituais e memória. Cada momento da programação é atravessado pela ancestralidade que guia os passos de um povo que, mesmo ferido pela história, não recua. Ao contrário: avança. E avança com sabedoria, com união e com coragem de dizer ao Brasil o que muitos preferem calar.

A caminhada que encerrará o evento, em memória ao Cacique Xicão Xukuru, assassinado em 1998, será mais que homenagem — será um ato de afirmação: nós estamos vivos, e vivos permaneceremos. Porque ocupar os espaços é um direito sagrado, e resistir, um dever ancestral.

A cada fala, a cada passo, a Assembleia Xukuru mostra que as lutas indígenas não pertencem ao passado. Elas são presentes, urgentes, legítimas. E têm nome, rosto, canto e território.

Em Pesqueira, o povo Xukuru não apenas resiste. Ele ensina. Ele inspira. Ele avança.

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ass (Flávio/flaviojjardim.com.br)
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