Mês: Setembro 2026

Sudoeste baiano deve registrar chuvas acima da média histórica em setembro

Sudoeste baiano deve registrar chuvas acima da média histórica em setembro

O mês de setembro reserva perspectivas otimistas para a disponibilidade hídrica no sudoeste baiano. De acordo com o prognóstico climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região do sudoeste baiano apresenta forte tendência de registrar precipitações acima da média climatológica ao longo do mês. O cenário traz expectativas de alívio para localidades do sudoeste baiano que enfrentam longos períodos de estiagem e severa redução na oferta de água.

A chegada dessas precipitações na região do sudoeste baiano é fundamental para iniciar a recuperação do nível de reservatórios, aguadas e pastagens locais. Além de reforçar o abastecimento, a previsão favorável para o sudoeste baiano beneficia diretamente os produtores rurais, impulsionando a agricultura regional e a manutenção do rebanho na criação de animais.

Apesar da previsão otimista direcionada ao sudoeste baiano, o panorama geral do Nordeste aponta que grande parte da região terá volumes apenas próximos à média, enquanto a faixa leste nordestina deve registrar índices pluviométricos abaixo do normal. Paralelamente às chuvas previstas para o sudoeste baiano, os termômetros continuam elevados em todo o estado, com temperaturas que podem ficar até 1,5°C acima da média histórica durante o período.

O Inmet ressalta que as projeções indicam uma tendência geral para o mês, o que não garante distribuição uniforme da chuva por todos os municípios do sudoeste baiano. A variação de volume entre diferentes localidades do sudoeste baiano pode acontecer, mas a sinalização de precipitações acima do normal renova a esperança das comunidades rurais da região que dependem da água para o consumo humano e a produção do campo.

Vasco triunfa sobre Vitória e carimba vaga nas semis da Copa do Brasil

Vasco triunfa sobre Vitória e carimba vaga nas semis da Copa do Brasil
Foto – Matheus Lima / Vasco da Gama

O Vasco da Gama visitou o Vitória, no Barradão, na noite desta quarta-feira (2), pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Com golaços de Andrés Gómez e Puma Rodríguez, o Gigante da Colina venceu por 2 a 0 e conquistou a vaga na semifinal da competição. Esta é a 11ª vez que o clube chega a esta fase da Copa do Brasil, sendo a terceira consecutiva.

O adversário da semifinal será o Palmeiras. Os jogos estão previstos para os dias 1º e 8 de novembro, com os mandos definidos mediante sorteio.

Já na sequência da semana, o Cruzmaltino tem o clássico com o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileirão. A bola rola no sábado (5), às 21h.

O Vitória volta a campo segunda-feira, 7, para jogar contra o Grêmio, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro Betano da Série A, às 20 horas (de Brasília), no Barradão.
O Rubro-Negro é o 13º colocado na classificação do Brasileiro.

Flamengo venceu e ficou a um ponto do Palmeiras, líder do Brasileirão

Rubro-Negro bate Mirassol no Maracanã em jogo atrasado da 4ª rodada

EBCSoccer Football - Brasileiro Championship - Flamengo v Mirassol - Estadio Maracana, Rio de Janeiro, Brazil - September 2, 2026 Flamengo's Lucas Paqueta celebrates scoring their second goal REUTERS/Sergio MoraesFOTO: SERGIO MORAES

O Flamengo depende apenas de si para assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira (2), o Rubro-Negro encarou o Mirassol no Maracanã e venceu por 2 a 0, em jogo atrasado da quarta rodada da competição.

A partida, inicialmente agendada para 26 de fevereiro, teve que ser remarcada devido ao jogo de volta contra o Lanús, no Rio de Janeiro, pela Recopa Sul-Americana. Na ocasião, os cariocas perderam dos argentinos por 3 a 2, na prorrogação, ficando com o vice.

O resultado desta quarta levou o Flamengo aos 51 pontos, apenas um a menos que o Palmeiras – a diferença, em agosto, chegou a estar em nove pontos.

Neste domingo (6), o Rubro-Negro pega o Remo no Mangueirão, às 16h (horário de Brasília) – a Rádio Nacional transmite ao vivo. Se pontuar em Belém, assume a liderança provisória e pressiona o Verdão, que vai ao Rio encarar o Botafogo às 18h30, no Nilton Santos.

Os cariocas ainda terão o jogo contra o próprio time alviverde. O jogo pela 36ª rodada será em novembro, com mando dos paulistas, em data e horário a serem anunciados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Mirassol, estacionado nos 25 pontos, perdeu a oportunidade de se afastar da zona de rebaixamento, que engloba as quatro piores campanhas do Brasileirão (o chamado Z-4).

Em 16º lugar, o Leão Caipira soma os mesmos 25 pontos de Vasco (17º) e Internacional (18º), mas supera o Cruzmaltino no confronto direto e o Colorado pelo número de vitórias (seis a cinco).

A rede do Maracanã precisou de 13 minutos para balançar. Em contra-ataque iniciado pelo volante Erick Pulgar, Samuel Lino recebeu pela esquerda, entrou na área e rolou para o também atacante Pedro, que abriu na direita para o meia Jorge Carrascal bater forte e abrir o marcador.

O Flamengo ampliou pouco antes do intervalo. Aos 42, Carrascal recebeu pela direita e cruzou para o meia Lucas Paquetá, de cabeça, mandar para o gol.

Na segunda etapa, o Mirassol teve que trocar os goleiros, Walter, lesionado, dando lugar a Alex Muralha, que reencontrou o Flamengo pela primeira vez no Maracanã desde que deixou o clube, em 2017. O time paulista equilibrou as ações e pressionou o Rubro-Negro na reta final da partida, mas sem conseguir mudar a história da partida.

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

Votação de PEC no Senado só deve ocorrer após eleições

Agência Brasil13/07/2026 - Brasília - Torres do Prédio do Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência BrasilFoto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.  

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólicaA última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro. 

Agência Brasil entrou em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6×1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com as horas trabalhadas.

A reportagem também procurou Flávio Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como votaria no texto que prevê o fim da escala 6×1. O espaço para manifestação segue aberto. 

TCM aponta 244 contratos irregulares e suspende admissões sem seleção em Pedro Alexandre

TCM aponta 244 contratos irregulares e suspende admissões sem seleção em Pedro Alexandre
Foto: Divulgação/PMPA

O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA) deferiu uma medida cautelar que proíbe a Prefeitura de Pedro Alexandre de realizar novas contratações temporárias sem a devida realização de processo seletivo simplificado. A decisão monocrática, desta terça-feira (01) e publicada nesta quarta-feira (02), foi proferida pelo conselheiro Paulo Rangel após a constatação de indícios de irregularidades em admissões efetuadas no primeiro trimestre de 2026.

De acordo com decisão, a apuração teve início a partir de um Termo de Ocorrência formulado pela Diretoria de Assistência e Pesquisa (DAP), que identificou 244 contratações temporárias realizadas no município sem edital de seleção pública ou observância aos critérios constitucionais de impessoalidade, publicidade e isonomia. As informações foram extraídas do Sistema Integrado de Gestão e Auditoria (SIGA) da Corte de Contas.

Na defesa prévia, a gestão do prefeito Yuri Cesar de Andrade Menezes apresentou documentos referentes à contratação de empresas para apoio administrativo e cadastros de profissionais. No entanto, a análise técnica do tribunal concluiu que tais instrumentos não substituem o devido processo seletivo e não justificam a falta de critérios objetivos para a escolha dos trabalhadores temporários.

Ao conceder a liminar, o relator destacou a presença dos requisitos de urgência para evitar a continuidade das irregularidades no exercício financeiro. Contudo, em respeito aos artigos da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), o conselheiro modulou os efeitos da decisão para não interromper os serviços essenciais à população. Com isso, os 244 contratos já vigentes foram mantidos temporariamente até o julgamento de mérito do processo, ficando vedadas apenas novas aditamentos ou contratações sem seleção.

O gestor municipal foi notificado com urgência para cumprir a determinação do órgão de controle sob pena de multa, representação ao Ministério Público Estadual e obrigação de ressarcimento ao erário em caso de descumprimento.

TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts de desinformação sobre urnas

Ex-deputado tem prazo de 24 horas para excluir as publicações

Agência Brasil20/08/2026 - Brasília - TSE acompanha lacração das urnas para eleição simulada no Maranhão, Urna Eletrônica . Foto: Luiz Roberto/TSEFoto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retire de suas redes sociais postagens com desinformação sobre as urnas eletrônicas. A decisão foi assinada na última segunda-feira (31) e divulgada nesta quarta-feira (2). 

O ministro atendeu ao pedido de retirada feito pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, após perfis de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro replicarem uma postagem que relaciona indevidamente a empresa venezuelana Starmatic com as urnas eletrônicas brasileiras.

A desinformação circula desde 2020 e já foi diversas vezes desmentida pela Justiça Eleitoral. A Starmatic não forneceu urnas para o Brasil.

Na decisão, Kassio deu prazo de 24 horas para Eduardo retirar os posts e proibiu o ex-deputado de fazer novas postagens de desinformação contra as urnas eletrônicas.

“A permanência do conteúdo impugnado, às vésperas do início da propaganda eleitoral, é apta a consolidar no eleitorado percepção de insegurança quanto ao sistema eletrônico de votação, fundada em alegação já conclusivamente afastada por esta Justiça Especializada, o que recomenda a atuação cautelar imediata”, decidiu o ministro.

Em junho deste ano, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, na ação sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

No ano passado, ele deixou o Brasil, foi morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

CCJ do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6×1

Matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa em dois turnos

Agência BrasilCCJ - Comissão de Constituição, Justiça e CidadaniaComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião para analisar a PEC do fim da escala 6x1. A Proposta de Emenda à Constituição 221/2019 prevê dois dias de repouso semanal remunerado e reduz a carga horária máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salário. Ainda na pauta, a votação da PEC 18/2025, a chamada “PEC da Segurança Pública”, que prevê integração dos órgãos de segurança pública e mais recursos para o setor. Mesa: relator da PEC 221/2019 na Câmara dos Deputados, deputado Leo Prates (Republicanos-BA); presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA); relator da PEC 221/2019, senador Omar Aziz (PSD-AM); vice-presidente da CCJ, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Bancada: senadora Teresa Leitão (PT-PE); senador Paulo Paim (PT-RS); senador Rogério Carvalho (PT-SE); senador Weverton (PDT-MA). Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoFoto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação. 

PEC 221 de 2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.  

Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6×1 ou jornadas superiores a 40 horas.

“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.

A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta traria inflação para a economia.

“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o parlamentar potiguar.

Estudos sobre o fim da 6×1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).  

Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho.

“Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”, criticou.

O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o destaque foi rejeitado pela CCJ.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar direitos dos trabalhadores.

“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.

A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores, “sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6×1, nós vamos dar dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra” no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada.

“Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”, disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC.  

“Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por Rondônia.

Críticas

O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai “quebrar” a economia.  

“Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também [apontaram] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz.

O relator da PEC do fim da 6×1 ainda criticou os acordos individuais entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de condições nessa relação.

“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou.  

O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas. 

Carlos Prestes Filho virá a Condeúba celebrar os 100 anos da passagem dos revoltosos por nossa terra, mas antes a Coluna será debatida em Conquista

Uma das tarefas mais interessantes que a Gincana Massicas levou aos estudantes, aos jovens de Conquista, como registro histórico, foi, sem dúvida, quando pedimos que cada equipe encenasse o movimento chamado Os Revoltosos, a Coluna Prestes, que desbravou o sertão e, inclusive, aportou na minha cidade, na minha terra, Condeúba. E lá eles se instalaram.

E aí nós vamos saber, com precisão, os motivos pelos quais a nossa terra, Condeúba, no Sertão da Ressaca, foi um dos lugares por onde passou a Coluna Prestes e o que representou essa passagem pelo sertão baiano, dentro daquilo que eles propunham com esse movimento.

No próximo dia 9, aqui em Vitória da Conquista, o filho de Luiz Carlos Prestes, que foi o grande capitão desse movimento, estará em nossa cidade. Em um encontro na Casa da Amizade, historiadores de Conquista, a exemplo do professor Itamar Aguiar e de Rui Medeiros, estarão conversando com Carlos Prestes Filho.

Portanto, no dia 9, aqui em Vitória da Conquista, a Coluna será debatida para que todos possam conhecer melhor e entender exatamente o que aconteceu.

E, em seguida, no dia 10, o filho do capitão Prestes estará em Condeúba, onde serão celebrados os 100 anos da passagem da Coluna pelo município.

Em 1926, a Coluna esteve em Condeúba e, agora, em 2026, são 100 anos. É o centenário da passagem desse movimento que marcou a história do Brasil e que também mexeu com a vida do sertanejo, em especial com a história da nossa querida Condeúba.

É história. É memória. E é também uma oportunidade para que as novas gerações conheçam um pouco mais daquilo que aconteceu há um século em nosso sertão.

Blogdoagitogeral

Homem preso após se passar por juiz já disputou Prefeitura no interior de São Paulo

Foto: Divulgação

Estudante de Direito preso após se apresentar como juiz já havia disputado cargos eletivos e era procurado pela Justiça por estelionato.

Selmo dos Santos Pereira, estudante de Direito preso após se apresentar como juiz durante uma abordagem policial, já teve trajetória na política. Em 2012, ele foi candidato a prefeito de Juquitiba, no interior de São Paulo, pelo antigo Partido Republicano Progressista (PRP). Na eleição, recebeu pouco mais de 40 votos.

Naquele ano, Pereira declarou à Justiça Eleitoral possuir mais de R$ 2 milhões em bens. Dois anos antes, em 2010, ele também havia tentado concorrer ao cargo de deputado federal pelo Democratas, mas teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão ocorreu enquanto Pereira estava preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, por um processo relacionado ao crime de estelionato. Na ocasião, ele havia declarado ao TSE patrimônio superior a R$ 92 milhões.

A nova prisão ocorreu na segunda-feira (31/8), depois que policiais militares abordaram Pereira ao perceberem uma Land Rover Evoque preta deixando um estacionamento em velocidade considerada incompatível com a via.

Durante a abordagem, o homem afirmou ser juiz de Direito em Santo André. Os policiais solicitaram sua identificação funcional, mas ele disse não estar com o documento e, posteriormente, apresentou uma identidade com dados de um magistrado.

A situação chamou a atenção dos agentes porque o veículo estava registrado em nome diferente daquele apresentado no documento. Enquanto os policiais realizavam consultas, uma pessoa que passava pelo local reconheceu Pereira por outro nome e afirmou que ele seria estudante do segundo ano de uma faculdade de Direito.Falso juiz preso já tentou ser candidato a deputado federal, mas não pode porque estava preso naquele ano

Foto: Reprodução

Questionado novamente, o suspeito mudou a versão e disse ser aluno de doutorado, mas continuou afirmando que exercia a função de juiz. As verificações nos sistemas policiais também apontaram diferenças nas características físicas. O verdadeiro titular do documento tinha cerca de 1,70 metro, enquanto Pereira teria aproximadamente dois metros de altura.

Diante das inconsistências, os policiais levaram o homem ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde ele passou por perícia datiloscópica, realizada por meio das impressões digitais. O exame confirmou sua verdadeira identidade.

Falso juiz é preso no ABC
Foto: Reprodução

Segundo as informações do caso, Pereira responde a 78 processos e 34 inquéritos, sendo 22 relacionados a acusações de estelionato. Ele também era procurado pela Justiça por esse mesmo crime.

Situação e oposição dividem palanque de Jerônimo e Lula, mas travam embate local

Brumado: Situação e oposição dividem palanque de Jerônimo e Lula, mas travam embate local

O tom das Eleições 2026 em Brumado já se consolidou como um verdadeiro ensaio antecipado para a disputa municipal de 2028. Grupos de situação e oposição têm direcionado os discursos para embates locais, utilizando a dinâmica da cidade como a principal vitrine para captar votos na busca por vagas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados.

A oposição ao governo municipal explora possíveis fragilidades da gestão liderada pelo prefeito Fabrício Abrantes, mantendo a saúde pública e outras áreas essenciais no centro das críticas. O grupo oposicionista, que permanece em ritmo de campanha desde a derrota nas urnas em 2024, busca fortalecer a fiscalização e intensificar as cobranças sobre o desempenho da prefeitura.

Por outro lado, a situação trabalha para potencializar as ações e entregas acumuladas ao longo de um ano e oito meses de mandato. Desde o início do período eleitoral, em 16 de agosto, o prefeito Fabrício Abrantes colocou o grupo nas ruas com jingles próprios e identidade visual forte, reforçando o clima de teste e validação popular para 2028.

A tensão política já vinha subindo de tom desde abril deste ano, quando o gestor cobrou publicamente a oposição sobre a paternidade de obras e recursos destinados ao município. Na ocasião, Abrantes acusou os adversários de tentar induzir a população ao erro em relação à verdadeira origem das verbas e benefícios que chegam à “Capital do Minério”.

O cenário ganha traços peculiares pelo fato de ambas as alas estarem no mesmo lado do espectro político nas esferas estadual e federal. Tanto a situação quanto a oposição apoiam as reeleições de Jerônimo Rodrigues ao Governo da Bahia e de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A convivência no mesmo palanque ficou evidente no comício realizado na cidade no último dia 23 de agosto, onde os dois grupos rivais dividiram o mesmo espaço para defender as candidaturas governistas majoritárias, mantendo a rivalidade restrita ao terreno local.