Mês: Julho 2026

Com aviões menores, rotas de Guanambi e Conquista para Salvador registram baixa ocupação

Com aviões menores, rotas de Guanambi e Conquista para Salvador registram baixa ocupação

A substituição de aeronaves de médio porte por aviões de pequeno porte nas rotas que ligam cidades do sudoeste baiano à capital Salvador resultou em números tímidos de passageiros e baixa ocupação no mês de junho, segundo dados atualizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As ligações operadas pela Azul Conecta substituíram os modelos ATR 72, com capacidade para 70 passageiros, pelo Cessna Grand Caravan, que comporta apenas nove pessoas. A mudança, motivada por razões operacionais da companhia, ocorreu em 1º de junho deste ano.

No trecho entre Guanambi e Salvador, a alteração reduziu em 87% a capacidade por voo, embora a frequência tenha se tornado diária. Ao longo de junho, a companhia ofereceu 540 assentos considerando os dois sentidos, mas apenas 266 passageiros foram transportados, resultando em uma taxa de ocupação média de 49,3%. No sentido Guanambi–Salvador, o aproveitamento foi de 51,5% (139 passageiros), enquanto no trajeto inverso, a ocupação caiu para 47% (127 passageiros). Na prática, mais da metade dos assentos oferecidos no mês viajaram vazios, registrando uma média de apenas 4,4 passageiros por voo.

Com aviões menores, rotas de Guanambi e Conquista para Salvador registram baixa ocupação
Foto: Divulgação/Azul

Já na rota entre Vitória da Conquista e Salvador, o aproveitamento percentual foi superior, mas o número absoluto de passageiros permaneceu baixo em razão da limitação do Caravan. Em 19 voos realizados partindo do Aeroporto Glauber Rocha com destino à capital, foram ofertados 171 assentos e transportadas 120 pessoas (70,2% de ocupação).

No sentido contrário, de Salvador para Vitória da Conquista, viajaram 135 passageiros nos mesmos 19 voos, atingindo 78,9% de aproveitamento. Somados os dois sentidos, a rota movimentou 255 passageiros no mês, representando uma fatia irrisória do movimento total do aeroporto conquistense, que também sofreu com a redução de 87% na oferta de assentos por operação.

Somente três estados têm plano vigente contra o trabalho infantil

Somente três estados têm plano vigente contra o trabalho infantil

Apenas Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Sul têm planos decenais de enfrentamento ao trabalho infantil vigentes. Nas outras 24 unidades da federação, esses documentos estão vencidos, em elaboração ou atualização, aguardam publicação ou ainda não existem.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (22) pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI), no estudo inédito Mapeamento dos Planos Estaduais e Distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho.

Os planos estaduais definem responsabilidades do poder público, estabelecem metas e desempenham papel estratégico na articulação entre áreas para a promoção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

A secretária executiva do FNPETI, Katerina Volcov, destacou que, nas três unidades da federação que elaboraram os planos de enfrentamento ao trabalho infantil vigentes, houve convergência da vontade política por parte do Estado e da atuação e incidência política da sociedade civil.

Katerina Volcov também detalhou, em entrevista à Agência Brasil, que, entre os fatores que levam à omissão dos outros estados e do Distrito Federal, estão as barreiras políticas em âmbito estadual, marcadas pela baixa prioridade política atribuída ao tema, pela baixa articulação e intersetorialidade das secretarias de estado e pela redução do apoio governamental.

Ela também cita o enfraquecimento da sociedade civil organizada e os períodos de paralisação de fóruns estaduais que, por sua vez, fazem o controle social dos planos.

De acordo com o FNPETI, o estudo “evidencia fragilidades na implementação, no acompanhamento e na continuidade dessas políticas públicas nos estados e no Distrito Federal”.

EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

Decisão considera trabalho forçado e eleva taxa total a 37,5%
Agência BrasilDolar-Moeda estrangeira© Marcello Casal JrAgência Brasil

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçadoA medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24).

A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro e se soma à sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde o último dia 22. Com isso, parte das exportações do Brasil para o mercado estadunidense poderá enfrentar tributação de até 37,5%.

decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Motivação

Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra o grupo de 54 países que não proíbem nem fiscalizam de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos.

Na avaliação do USTR, essa falha cria uma vantagem competitiva indevida, ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos menores.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a prática prejudica empresas e trabalhadores estadunidenses.

“A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual”, destacou Greer em comunicado.

Produtos

O relatório afirma que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco segmentos:

  1. alumínio;
  2. algodão;
  3. eletrônicos;
  4. baterias de lítio;
  5. tabaco.

Segundo o USTR, esses produtos poderiam entrar no mercado brasileiro com preços artificialmente reduzidos e, posteriormente, influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O documento também menciona que, embora o Brasil participe de acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantenha a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, o país não detém, na avaliação dos Estados Unidos, mecanismos considerados suficientes para impedir a importação desses bens.

Países

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Além do Brasil, outros 53 países receberam a sobretaxa de 12,5%, entre eles China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em outra categoria e terão tarifa adicional de 10%, por já manterem mecanismos legais de controle, embora considerados insuficientes pelos EUA.

Tarifa 

A nova medida se soma à tarifa de 25% aplicada nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, o governo estadunidense acusou o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais, citando questões como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com a nova decisão, empresas brasileiras poderão enfrentar uma carga tarifária total de até 37,5% em parte das exportações destinadas aos Estados Unidos.

As novas tarifas anunciadas nesta quinta substituem a taxa global de 10% anunciada por Trump em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as “tarifas recíprocas” impostas pelo presidente estadunidense no ano passado.

Reação brasileira

Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como “arbitrária” e “injustificada”. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Brasil apresentou ao governo norte-americano informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado, além de destacar o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

O texto também informa que o governo pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo brasileiro já havia contestado as conclusões da investigação. Em manifestação anterior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que eventuais sanções seriam desproporcionais e defendeu que o país mantém legislação e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado.

Segundo o chanceler, o Brasil dispõe de mecanismos de fiscalização e cooperação internacional para impedir a circulação de produtos produzidos em condições análogas à escravidão.

Enquanto avalia uma resposta diplomática, o governo mantém medidas de apoio às empresas exportadoras afetadas pelas tarifas americanas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivo à abertura de novos mercados.

Justiça Federal determina indenização a filho de João Cândido

União foi condenada a pagar R$ 300 mil a Adalberto Cândido

Agência BrasilJustiça acolhe parcialmente parecer do MPF e determina indenização ao filho de João Cândido. Foto: Acervo do Arquivo Público do Estado de São PauloJoão Cândido Felisberto (O Almirante Negro) – Foto: Acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo

A Justiça Federal condenou a União a pagar R$ 300 mil de indenização por danos morais ao filho de João Cândido Felisberto, Adalberto Cândido, em razão das manifestações oficiais da Marinha consideradas ofensivas à memória do líder da Revolta da Chibata.

Na sentença, a 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro reconheceu que as expressões utilizadas pela Força em documento encaminhado à Câmara dos Deputados, em 2024, extrapolaram o direito à manifestação institucional e causaram dano moral reflexo ao descendente direto do marinheiro anistiado.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), em ofício encaminhado à Comissão de Cultura da Câmara, a Marinha teria classificado a Revolta da Chibata como “deplorável página da história nacional”, além de utilizar expressões como “abjetos” e “reprovável exemplo” para se referir aos marinheiros envolvidos no movimento.

Na decisão, a Justiça segue posição defendida pelo MPF, considera que a proteção jurídica da memória de João Cândido alcança também seus familiares e que o filho tem legitimidade para buscar reparação pelos danos sofridos em decorrência das manifestações oficiais.

Segundo a sentença, embora a Marinha tenha liberdade para apresentar interpretações históricas sobre a Revolta da Chibata, a prerrogativa não autoriza o uso de linguagem estigmatizante contra personagem posteriormente anistiado pelo próprio Estado brasileiro.

A sentença foi proferida em ação movida pelo filho de João Cândido contra a União. Agência Brasil entrou em contato com a Marinha e aguarda retorno.

Revolta da Chibata

Em 1910, a Revolta da Chibata, liderada por João Cândido, mobilizou marinheiros, a maioria negros e pobres, contra açoites e condições degradantes na Marinha. O movimento emergiu após um homem receber 250 chibatadas. Em quatro dias de levante, os castigos foram abolidos.

Filho de ex-escravizados, João Cândido nasceu em 1880. Ele ingressou na Marinha aos 15 anos de idade. Por sua atuação à frente da Revolta da Chibata, foi apelidado de “Almirante Negro”.

 A revolta envolveu a tomada de embarcações atracadas na Baía de Guanabara, entre os dias 22 e 27 de novembro de 1910, em protesto contra os baixos salários, a ausência de um plano de carreira e, sobretudo, as chicotadas aplicadas como punições.

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Rio de Janeiro (RJ), 08/11/2023 - Entrevista com Adalberto Cândido, o Candinho, filho de João Cândido Felisberto, o marinheiro líder da Revolta da Chibata, conhecido como Almirante Negro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Candinho, único filho vivo de João Cândido, luta por reparação

MP recomenda plano emergencial em Maracás para conter crise na alfabetização de crianças

MP recomenda plano emergencial em Maracás para conter crise na alfabetização de crianças
Foto: Divulgação/PMM

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), expediu, nesta terça-feira (21), uma recomendação emergencial ao prefeito do município de Maracás, Nelson Portela, e à secretária municipal de Educação, Regivânia Fonseca, para o aperfeiçoamento da política pública de alfabetização infantil. A medida traz como fundamentação os dados do Indicador Criança Alfabetizada, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, que apontaram que a Bahia registrou o pior índice do país, com apenas 36% das crianças do 2º ano do ensino fundamental alfabetizadas. O resultado do Estado ficou significativamente abaixo da média nacional, de 59,2%, e da meta federal de 60% estabelecida para o período.

Segundo documento recebido, diante do cenário classificado pela Promotoria como uma grave violação ao direito fundamental à educação, o promotor de Justiça Artur José Santos Rios recomendou que a gestão municipal faça a adesão formal ao Programa Bahia Alfabetizada. A prefeitura também deverá elaborar o Plano Municipal de Ação pela Alfabetização e adequar o seu Plano Municipal de Educação (PME) às diretrizes estaduais e federais no prazo de 30 dias. A execução prioritária deve incluir um Plano Emergencial de 10 semanas voltado para a recomposição de aprendizagem em leitura, escrita e resolução de problemas matemáticos.

A recomendação ministerial fixa ainda que o município garanta o cumprimento da carga horária mínima anual de 800 horas em 200 dias letivos, reordenando o calendário escolar ou ampliando a jornada diária, se necessário. O documento cobra a inclusão efetiva de estudantes com deficiência por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a disponibilização de profissionais de apoio. Em relação aos professores, a gestão deverá estruturar formações continuadas com foco em metodologias de alfabetização e avaliações diagnósticas.

O órgão ressaltou o caráter premonitório da medida, que visa prevenir responsabilidades civis e administrativas das autoridades locais. O descumprimento das diretrizes apontadas pela Promotoria de Justiça poderá fundamentar futuras ações judiciais, além de caracterizar dolo e má-fé para eventual responsabilização dos gestores públicos por atos de improbidade administrativa. Cópias do procedimento foram encaminhadas à Procuradoria-Geral de Justiça e ao Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CEDUC).

Julho das Pretas leva história, cultura e representatividade às escolas municipais de Brumado

Julho das Pretas leva história, cultura e representatividade às escolas municipais de Brumado
Foto – Victória Amaral / SECOM PMB

A rede municipal de ensino de Brumado promove, durante o mês de julho, uma série de atividades em alusão ao Julho das Pretas, movimento que destaca a valorização da mulher negra latino-americana e caribenha e reforça o combate às desigualdades de gênero e raça por meio da educação. A iniciativa  integra o calendário pedagógico das escolas municipais.

Celebrado nacionalmente desde 2013, o Julho das Pretas busca ampliar o debate sobre direitos, resistência, identidade e protagonismo das mulheres negras. Em Brumado, a temática começou a ser trabalhada nas escolas em 2025 e, neste ano, ganhou maior alcance, passando a integrar as atividades de todas as unidades da rede municipal de Ensino Fundamental II.

De acordo com a coordenadora do Ensino Fundamental II, professora Ana Lúcia Gama, a ampliação do projeto representa um importante avanço na valorização da cultura afro-brasileira e na formação cidadã dos estudantes. “Em 2025 foi um trabalho mais intimista, desenvolvido dentro das salas de aula, geralmente conduzido pelos professores de História. Neste ano, conseguimos ampliar essa discussão para toda a rede, fortalecendo um trabalho que desperta reflexão, consciência e pertencimento”, destaca.

A coordenadora também ressalta a importância da representatividade no ambiente escolar. “Sou uma professora negra à frente de muitos estudantes negros e, sobretudo, pobres e historicamente excluídos da sociedade. Essa mobilização representa força, resistência, inspiração, luta e dá voz a tantas pessoas que precisam ser ouvidas”, afirma.

Além das discussões em sala de aula sobre direitos, deveres, resistência e pautas contemporâneas, os estudantes participaram de oficinas durante o turno integral, conhecendo a história dos turbantes africanos e aprendendo a confeccionar a tradicional peça.

Mais do que um acessório, o turbante é reconhecido como um símbolo de resistência, identidade e ancestralidade. Ao longo da história, suas diferentes amarrações representaram identidade étnica, posição social e estado civil em diversas culturas africanas. Nas Américas, tornou-se um importante símbolo da luta contra a escravidão e o racismo, além de possuir forte significado espiritual nas religiões de matriz africana.

Segundo Ana Lúcia Gama, o trabalho desenvolvido nas escolas está fundamentado na Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica.

“A culminância é apenas uma etapa de um trabalho permanente de sensibilização desenvolvido com nossos professores desde a Jornada Pedagógica. É um processo de formação cidadã que ultrapassa os muros da escola e contribui para a construção de uma sociedade mais consciente, respeitosa e comprometida com a igualdade”, ressalta.

Montagem de equipamentos para construção da Ponte Salvador-Itaparica avança em estaleiro baiano

Montagem de equipamentos para construção da Ponte Salvador-Itaparica avança em estaleiro baiano
Foto – Thuane Maria

A montagem dos equipamentos que serão utilizados na construção da Plataforma Linear Provisória (PLP), estrutura essencial para o início das obras da Ponte Salvador-Itaparica sobre o mar, avança no Estaleiro Belov, em Simões Filho. Nesta terça-feira (21), o secretário Mateus Dias, da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), visitou o local para acompanhar os preparativos da balsa Jaguaribe, que dará suporte às operações de cravação das estacas da plataforma.

A embarcação está sendo equipada com um guindaste de 100 toneladas, responsável pelo apoio logístico e transporte das camisas metálicas e demais estruturas, e um guindaste de 320 toneladas, que fará o posicionamento das estacas na guia para cravação em mar. A balsa também receberá os martelos vibratórios, utilizados no encaixe inicial das camisas metálicas, e o martelo de cravação, responsável pela fixação definitiva das estruturas.

“Estou bastante satisfeito com a visita de hoje. Estamos na balsa Jaguaribe, do Estaleiro Belov, empresa baiana que está fornecendo esse equipamento que dará apoio à construção da plataforma de trabalho. É muito positivo verificar que o cronograma está sendo cumprido e que essa balsa deverá iniciar sua atuação em breve na Baía de Todos-os-Santos. É importante destacar também que, somente nesta etapa de montagem dos equipamentos, contamos com cinco empresas baianas contratadas”, afirma o secretário.

A participação de empresas baianas reforça o compromisso do projeto com o desenvolvimento da economia local. Além de mobilizar fornecedores e prestadores de serviço do estado, a implantação da Ponte Salvador-Itaparica impulsiona a geração de empregos, fortalece a cadeia produtiva e amplia as oportunidades para a população baiana.

Plano Safra da Agricultura Familiar Bahia 2026/2027

Nos dias 27 e 28 de julho, será realizado, em Feira de Santana, o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia 2026/2027.

O evento reunirá representantes dos governos federal, estadual e municipal, incluindo prefeitos e prefeitas, secretários e secretárias municipais, instituições financeiras, entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), colegiados territoriais, cooperativas, associações da agricultura familiar, movimentos sociais, instituições de ensino e pesquisa, além de demais parceiros estratégicos do desenvolvimento rural.

A iniciativa tem como objetivo apresentar as diretrizes, estratégias e oportunidades do Plano Safra 2026/2027, fortalecendo a articulação institucional e ampliando o acesso às políticas públicas, ao crédito rural e às ações de apoio à agricultura familiar baiana.

📅 27 e 28 de julho de 2026
📍 Teatro Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) – Feira de Santana/BA.

Flip celebra legado de Orides Fontela com lançamento de obras inéditas

Poetisa será a homenageada da Festa Literária Internacional de Paraty
Agência Brasil

Orides de Lourdes Teixeira Fontela (1940–1998) foi uma poeta e filósofa brasileira, celebrada pela crítica pelo alto rigor formal, concisão e misticismo. Foto: Fritz Nagib/ Divulgação
A filósofa e poetisa Orides Fontela como homenageada da (Flip) – Fotp: Fritz Nagib/ Divulgação

A 24ª edição Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começou nesta quarta-feira (22) e vai até domingo (26), terá a filósofa e poetisa Orides Fontela como homenageada.

Para celebrar sua obra e seu legado, haverá três lançamentos no festival: um livro ilustrado para crianças e jovens, uma coletânea inédita de escritos críticos e entrevistas, além da nova edição – revista e ampliada – da biografia da poeta.

Autora de uma poesia concisa e reflexões profundas, Orides é reverenciada pela crítica e por diferentes gerações de escritores, mas ainda pouco conhecida pelo grande público.

Nascida em São João da Boa Vista (SP), a autora publicou cinco livros de poesia ao longo de sua carreira: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986) e Teia (1996). Com Alba, ela ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Poesia.

Com as novas publicações durante a Flip, a editora Hedra anunciou a intenção de promover novas formas de aproximação do público com Orides, revelando aspectos pouco conhecidos da vida, do pensamento e do processo de criação da autora.

Abrindo a agenda de lançamentos da editora, a obra infantojuvenil Pelos Olhos de Orides reúne poemas selecionados por Augusto Massi, com ilustrações de Cynthia Cruttenden e posfácio de Odilon Moraes. 

Conversas: Escritos e Entrevistas de Orides Fontela, organizado por Ieda Lebensztayn, Mário Alex Rosa e Augusto Massi, reúne um conjunto de entrevistas, depoimentos e ensaios em que a poeta reflete sobre literatura, filosofia, linguagem e criação poética. O volume tem ainda um texto inédito da autora, além de entrevistas que nunca tinham sido publicadas em livro.

O terceiro lançamento é a edição revista e ampliada de O Enigma Orides, uma biografia da poeta, elaborada pelo pesquisador e jornalista Gustavo de Castro. A publicação tem novo texto de apresentação, um capítulo inédito e um caderno iconográfico com fotografias e documentos.

Confira os eventos de lançamento

23/07 às 15h, na Casa Da Árvore – Lançamento de Pelos olhos de Orides Fontela
Conversa com Augusto Massi, Cynthia Cruttenden  |  Mediação: Cristiane Tavares

24/07, às 19h, na CASA MinC – Reeditando Orides + Sarau Orides
Com Augusto Massi: as primeiras edições; Cristina Yamazaki: a reedição pela Hedra; Maíra Nassif: a recepção de Orides na Relicário; Patrícia Lavelle: poeta e pesquisadora de Orides |  Mediação: Marília Garcia
 
25/07, às 12h, na Casa De Cultura – Poesia exemplar: Orides e Brecht
Conversa com Tercio Redondo e Ivan Marques, e celebração do lançamento de Conversas: Escritos e entrevistas de Orides Fontela  |  Mediação: Paulo Pompermaier