Dia: 3 de Julho, 2026

Carga de madeira cai de caminhão, esmaga carro e deixa um ferido em Salvador

Carga de madeira cai de caminhão, esmaga carro e deixa um ferido em Salvador
Foto: Reprodução/G1

Uma carga de madeira caiu de um caminhão, esmagou um carro e deixou uma pessoa ferida na orla do bairro de Pituaçu, em Salvador, na tarde desta quarta-feira (1º). O acidente foi confirmado pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), que atendeu à ocorrência.

Imagens do local mostram que o veículo foi completamente esmagado pela carga de madeira. Segundo a Transalvador, o caminhão teria tombado, por isso a carga atingiu o veículo de passeio. A via está parcialmente interditada devido ao acidente e equipes do órgão ainda estão no local.

Conforme informações apuradas pela TV Bahia, a vítima foi socorrida no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O motorista do carro teve apenas ferimentos leves, enquanto o condutor do caminhão não ficou ferido. As informações são do G1.

Pindaí: MPE pede cassação de prefeito por compra de votos parcelada em R$ 400

Pindaí: MPE pede cassação de prefeito por compra de votos parcelada em R$ 400
Prefeito reeleito de Pindaí, João Evangelista Veiga Pereira – Foto: Lay Amorim

O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer no último dia 10 de junho pela cassação do mandato e inelegibilidade por oito anos do prefeito reeleito de Pindaí, João Evangelista Veiga Pereira, e de sua vice, Maria das Graças Amaral da Silva Pinheiro. A manifestação, assinada pela promotora Gabrielly Coutinho Santos, aponta a existência de um esquema altamente estruturado, sistemático e até com “tabela de preços” fixa para a compra de votos durante as eleições municipais de 2024. A disputa no município foi acirrada, decidida por uma diferença de apenas 378 votos.

A investigação detalha que o grupo político utilizava três modalidades para aliciar os eleitores: transferências bancárias via Pix, distribuição de dinheiro em espécie e entrega de materiais de construção, como caixas d’água e sacos de cimento. Áudios de WhatsApp interceptados revelaram que o valor de R$ 400,00 era padronizado pelos intermediários para garantir o voto na chapa majoritária e em vereadores aliados. Em um dos diálogos, um interlocutor negocia com naturalidade a inclusão da mãe de um eleitor no esquema pelo mesmo valor.

Um dos episódios mais explícitos envolveu uma eleitora que, após receber R$ 5.000,00 em espécie das mãos de um cabo eleitoral na véspera do pleito, publicou uma fotografia em suas redes sociais exibindo o montante com a legenda “Valeu tio dão”, em referência ao apelido do prefeito. Outra testemunha relatou à Justiça Eleitoral que prepostos do candidato invadiram sua casa à noite, entregaram R$ 1.500,00 em dinheiro e exigiram uma foto dela segurando o adesivo do partido “por segurança”. Além dos operadores, o próprio prefeito João Veiga foi acusado de abordar pessoalmente cidadãos para prometer blocos de construção e caixas d’água em troca de apoio nas urnas.

A defesa dos investigados tentou desqualificar as provas digitais, alegando que os comprovantes de Pix e os relatórios de WhatsApp careciam de autenticidade por serem unilaterais. No entanto, o MPE rechaçou o argumento, destacando que as mensagens foram validadas por certificados em blockchain e que as transações bancárias são carimbadas pelas próprias instituições financeiras. O comportamento processual dos réus também pesou contra eles: na audiência de instrução, a defesa abriu mão de ouvir todas as suas testemunhas, o que o órgão ministerial classificou como uma “postura meramente procrastinatória” e uma renúncia voluntária à produção de contraprovas. Agora, o caso aguarda o julgamento final da juíza Lázara Cristina Gonçalves Tavares de Souza, da 117ª Zona Eleitoral de Urandi.

Cantor Neto Araújo, ex-integrante da Cavaleiros do Forró, morreu aos 42 anos

Cantor Neto Araújo, ex-integrante da Cavaleiros do Forró, morre aos 42 anos
O cantor Neto Araújo, vocalista da banda Collo de Menina – Foto: Divulgação

O cantor Neto Araújo, vocalista da banda Collo de Menina e ex-integrante da banda Cavaleiros do Forró, morreu nesta quinta-feira (2), aos 42 anos. A notícia foi confirmada pela própria Collo de Menina por meio de uma publicação nas redes sociais. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada.  Neto morreu em Pendências, no Oeste do Rio Grande do Norte, mesma cidade onde nasceu.

Em nota oficial, a banda lamentou profundamente a perda do artista e destacou sua dedicação à música ao longo da carreira. O grupo ressaltou que Neto Araújo será lembrado pelo talento, pelo carisma e pela alegria com que conduzia suas apresentações, além da relação de amizade construída com os integrantes da banda e com o público.

Na homenagem, a Collo de Menina afirmou que o legado do cantor permanecerá vivo na história do grupo e na memória de todos que acompanharam sua trajetória artística.

A morte do músico também foi lamentada pela banda Cavaleiros do Forró, da qual Neto Araújo fez parte em um período marcante de sua carreira. Em nota de pesar, o grupo relembrou a contribuição do cantor para a história da banda, destacando sua voz, talento e comprometimento, características que deixaram uma importante marca na trajetória da formação.

A Cavaleiros do Forró ainda prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores do artista, desejando conforto a todos neste momento de despedida. A notícia da morte de Neto Araújo provocou grande comoção entre fãs e integrantes da cena musical, que passaram a prestar homenagens ao cantor nas redes sociais.

Política conquistense: TRE suspende mandato do vereador Diogo Azevedo, Alison deverá assumir

O vereador de Vitória da Conquista Diogo Azevedo

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão do mandato do vereador de Vitória da Conquista Diogo Azevedo, em decisão liminar proferida no âmbito de uma ação por infidelidade partidária.

A decisão foi assinada pela relatora, Carina Canguçu, que determinou a posse do suplente Alisson Roberto até que o colegiado do TRE-BA julgue o mérito da ação.

A ação foi motivada após Diogo Azevedo deixar o União Brasil e se filiar ao Partido da Social Democracia Brasileira, movimento realizado para viabilizar sua pré-candidatura a deputado. Segundo os autores da ação, a mudança ocorreu fora das hipóteses legais de justa causa para desfiliação partidária, já que a chamada janela partidária não alcança vereadores, sendo aplicável apenas aos parlamentares em fim de mandato nas condições previstas pela legislação eleitoral.

Até o momento, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista ainda não foi oficialmente notificada da decisão. Enquanto isso, a determinação liminar prevê que o suplente assuma o cargo até o julgamento definitivo do processo pelo plenário do TRE-BA.

Ditadura: Estado pede desculpas a indígenas avá-canoeiro por abusos

Comissão declarou povo indígena anistiado político

Agência BrasilIndígenas Apinajé, Krahô, Xerente, Canela e Avá Canoeiro no encontro. Foto: Edson Prudencio/APA-TO Edson Prudencio/APA-TO

O Estado brasileiro pediu desculpas oficiais ao povo indígena avá-canoeiro do Araguaia pelas atrocidades que a etnia sofreu durante a ditadura militar (1964-1985). O reconhecimento das graves violações aos direitos do grupo hoje reduzido a menos de 40 pessoas ocorreu nesta quinta-feira (2).

Durante sessão plenária, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania declarou os Âwa – como também são conhecidos – anistiados políticos coletivos.

“Em nome do estado brasileiro, [a Comissão de Anistia] lhes pede desculpas por todas as atrocidades que lhes causou o estado ditatorial. Ao mesmo tempo, lhes agradece pela luta e pela resistência, por sua sobrevivência”, declarou a presidenta da comissão, a procuradora federal aposentada Ana Maria Lima de Oliveira.

“A luta de vocês não foi em vão”, acrescentou Ana Maria, dirigindo-se aos representantes dos avá-canoeiro que viajaram a Brasília (DF) e acompanharam a sessão presencialmente.

Reconhecimento

A anistia política coletiva é o reconhecimento oficial de que agentes do próprio Estado perseguiram e violaram direitos de grupos, comunidades e movimentos sociais, por motivação exclusivamente política, durante o período ditatorial.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a medida visa a preservar a memória histórica, garantir a justiça reparativa e reafirmar o compromisso nacional com a democracia e a promoção dos direitos humanos.

Desde 2023, quando a reparação coletiva foi incluída no regimento da Comissão de Anistia, o colegiado já apreciou sete casos de comunidades perseguidas:

  • indígenas krenak; 
  • guarani-kaiowá;
  • kaiowá da Terra Indígena Sucurui’y (em MS); 
  • imigrantes japoneses e seus descendentes – perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945); 
  • Associação da Comunidade Tradicional dos Camponeses de Pedra Lisa e Adjacências; 
  • Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro;
  • missão diplomática chinesa.

Relatório

Em seu voto, o relator do pedido de anistia coletivo aos avá-canoeiro do Araguaia, o conselheiro Manoel Severino Moraes de Almeida, cita documentos da própria Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). 

Segundo ele, os arquivos mostram que, entre as décadas de 1940 e 1960, a comunidade foi alvo da ação de fazendeiros que viam a presença indígena como um “incômodo” à expansão agropecuária no então estado de Goiás.

O conselheiro conta que após a sucessão de massacres promovidos por proprietários rurais, a Funai criou, em 1971, uma nova frente de atração indígena, com o objetivo de capturar e pacificar o povo avá.

“A atuação estatal, em vez de protegê-los, teria empregado técnicas voltadas à captura; à exposição pública depreciativa, vigilância e remoção compulsória, tornando-os mais vulneráveis.”

Almeida acrescentou que, na Ilha do Bananal (TO), os avá-canoeiro foram obrigados a conviver, em situação de minoria, com os javaé, em seus rivais históricos.

“Este episódio lançou os avás à condição permanente de cativos de seus inimigos, passando a viver em situação de subordinação e exclusão social, política, econômica e cultural, com impactos persistentes sobre sua organização coletiva e seu modo de vida”, completou o relator, que acolheu recomendações do Ministério Público Federal (MPF), como a conclusão do processo de retirada dos não indígenas da Terra Indígena Taego Ãwa.

Localizada na região do médio curso do Rio Araguaia, no Tocantins, foi reconhecida como de ocupação tradicional avá-canoeiro em 2016. A área tem cerca de 29 mil hectares (cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial).

Comoção

Presidenta da Associação do Povo Ãwa, Kamutaja Silva Ãwa classificou a decisão da comissão de “histórica”. Tentando conter as lágrimas, ela descreveu sua infância para ilustrar as consequências da privação e do preconceito que seu povo enfrenta há décadas.

“Nascer e crescer fora de nosso território não foi fácil. Como não foi fácil os âwa terem que se alimentar com restos de comida. Não foi fácil ser discriminada por viver no território de nossos inimigos históricos; ser uma estudante em uma escola de brancos e ser discriminada por ser indígena.”

Filha da matriarca idosa Kawkamy Ãwa, Kamutaja destacou o sofrimento transgeracional que atinge as poucas famílias sobreviventes.

“Não é fácil olhar para a minha mãe e saber que ela carrega um sofrimento psicológico muito grande por ter sido privada de ser criança e ter a infância que todo mundo merece. Não é fácil saber que o corpo da minha mãe foi vítima de violências.”

Embora reconheça que o pedido de desculpas do Estado brasileiro represente um avanço institucional, Kamutaja ressaltou que a sobrevivência dos avá-canoeiro – hoje reduzidos a menos de 40 pessoas, a maioria crianças e jovens – segue ameaçada pelas barreiras burocráticas do próprio Estado.

“Temos buscado acesso às políticas públicas, o que não é fácil. Todas as vezes, somos barrados pela burocracia. Solicitamos atendimento e nos dizem que é preciso ter um certo número de pessoas, sendo que o nosso povo é o menor do Tocantins. O povo Âwa passou por todo este sofrimento e ainda passa.”

Cegonha que pegou fogo transportava carros elétricos

Um caminhão-cegonha que pegou fogo na tarde desta quinta-feira (dia 2) estava carregado com carros elétricos zero km da BYD.

O incidente aconteceu na BR-101, trecho de Alagoinhas. As chamas começaram em um dos veículos que estava sendo transportado, mas não foi dado informações de como começou o incêndio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas por cerca de 1h30.

Brasil confirma nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas

Governo marca reunião técnica e busca acordo antes de 15 de julho
Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 02/07/2026 – O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa durante evento Brasil Mais Verde, 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilO ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa – Foto: Tomaz Silva –  Agência Brasil
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (2) que o Brasil corre contra o tempo e vai insistir na negociação com o governo dos Estados Unidos para evitar sofrer taxação extra de produtos brasileiros vendidos para os americanos.
Após reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar as tratativas com encontros técnicos já no início da próxima semana.

Segundo nota divulgada pelo Mdic, o diálogo foi considerado “construtivo”, mas ainda será necessário mais tempo para detalhar propostas e reduzir divergências. A expectativa é promover um novo encontro ministerial antes de 15 de julho, prazo estabelecido pelo governo norte-americano para definir eventuais medidas comerciais.

Diálogo mantido

Esta foi a quarta reunião de alto nível entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer. Os encontros anteriores ocorreram em 19 e 28 de maio e 13 de junho, além de sucessivas reuniões técnicas entre as equipes dos dois países.

De acordo com o ministério, as negociações cumprem a orientação definida pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante encontro ocorrido em 7 de maio, com o objetivo de buscar uma solução negociada para o comércio bilateral.

Temas em debate

As conversas abordaram os seis eixos da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. Entre os temas discutidos estão:

  • comércio digital;
  • tarifas preferenciais;
  • combate à corrupção;
  • proteção à propriedade intelectual;
  • etanol;
  • desmatamento ilegal.

O governo brasileiro também apresentou argumentos para contestar críticas feitas por Washington em relação às políticas nacionais de comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico e decisões judiciais brasileiras.

Corrida contra o prazo

Márcio Elias Rosa afirmou que o governo trabalha para alcançar um consenso antes do prazo final.

“Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, declarou o ministro, em evento no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, fatores externos têm dificultado o avanço das negociações.

“Toda vez que caminhamos positivamente surge um novo atropelo que precisamos superar.”

Críticas à politização

Sem citar nomes, Márcio Elias Rosa criticou brasileiros que, segundo ele, levam disputas políticas para uma negociação comercial. “Essas pessoas poluem o debate político, ou colocam num debate econômico comercial um debate político que não deveria estar”

O ministro também defendeu que o Brasil permaneça na mesa de negociação e reiterou o compromisso do governo com o multilateralismo.

“Se o Brasil sair da mesa técnica, vai cair no equívoco daqueles que patrocinam o unilateralismo.”

Próximos passos

Ao fim do encontro, Brasil e Estados Unidos determinaram que as equipes técnicas voltem a se reunir no início da próxima semana para aprofundar as discussões e preparar um novo encontro de alto nível antes de 15 de julho.

No comunicado, o Mdic informou que ambos os governos reconheceram o caráter construtivo das negociações e a necessidade de ampliar o diálogo para aproximar posições sobre os temas em disputa.