Dia: 25 de Julho, 2026

Mulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terra

Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é neste sábado (25)

Rádio NacionalRio de Janeiro - Mulheres marcham em Copacabana para celebrar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, durante a 3ª Marcha das Mulheres Negras no Centro do Mundo (Tânia Rêgo/Agência Brasil)Tânia Rêgo/Agência Brasil

Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.

Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, depois que seu marido, José Piolho, foi assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela liderou por 20 anos a comunidade de mais de 100 pessoas – entre indígenas e negros – que resistiu à escravidão até 1770. 

>> Ouça na Radioagência Nacional: Legado de Tereza de Benguela é celebrado no Dia da Mulher Negra

Tereza de Benguela
Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso – Fundação Cultural Palmares – Governo Federal

Não se sabe se Tereza morreu em combate contra portugueses que invadiram o quilombo ou se ainda conseguiu viver mais alguns anos. Também é incerto o local onde nasceu – se em algum país do continente africano ou no Brasil. O que se sabe é que Tereza de Benguela tornou-se referência de luta e resistência para as mulheres negras do Brasil.

Leonor Costa, jornalista, pesquisadora em Direitos Humanos e militante do Movimento Negro Unificado, destaca o legado deixado pela líder quilombola. 

“Teresa de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que oprime.”

Documentos históricos indicam que Tereza de Benguela governava o quilombo em um sistema semelhante ao de um Parlamento, com decisões tomadas coletivamente.

 Brasília - 25/07/2026 - Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Foto: Ester Cezar/ISA
Selma Dealdina Mbaye cobra urgência na titulação de terras quilombolas – Ester Cezar/ISA
Para Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a força da rainha Tereza está viva na luta das mulheres pelo direito à terra. Ela destaca a urgência da titulação de territórios quilombolas como pauta deste 25 de julho. 

“A maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e violações.”

Segundo ela, há o Brasil mais de 8 mil quilombos, que reúnem mais de 1,3 milhão de pessoas, em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. “Então, a gente tem um número significativo de pessoas nesses espaços e a gente precisa cada vez mais garantir esses territórios.”

Memória

Desde 2014, a dia 25 de julho foi instituído por lei como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data nacional soma-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado desde 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

O evento contou com representantes de mais de 30 países, que denunciaram violências como o racismo e as desigualdades sofridas por mulheres negras e buscaram construir uma agenda coletiva de mobilização. 

No Brasil, desde 2013, ocorre o Julho das Pretas, iniciativa criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador. Este ano, a agenda da 14ª edição reúne mais de 600 atividades espalhadas pelo país, organizadas por quase 300 coletivos ao longo do mês.

Entre as ações, está a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que exige justiça por Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, espancada e morta há dez anos, depois de se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. 

Brasil nega visto para servidores dos EUA que queriam monitorar urnas

Visita ocorreria após eventos com políticos que questionaram urnas

Agência BrasilPalácio do Itamaraty na Esplanada dos MinistériosFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro confirmou neste sábado (25) a negativa do governo de autorizar vistos a dois funcionários norte-americanos: o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson.

Os vistos foram negados ontem (24).

O governo brasileiro tomou conhecimento do interesse do Departamento de Estado norte-americano de enviar dois funcionários para o Brasil. Eles queriam conversar com autoridades eleitorais para discutir liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro. 

Chamou a atenção das autoridades brasileiras que o pedido de visto veio na sequência de evento em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas para levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas. O governo considerou como instrumentalização política a visita nesse contexto eleitoral e decidiu negar os vistos. 

O questionamento às urnas eletrônicas voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras.

Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante o evento com diplomatas em Brasília, que os equipamentos brasileiros seriam da empresa venezuelana Smartmatic – sem apresentar provas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta quarta-feira (22), a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil. Segundo o tribunal, as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.

Preso suspeito de série de furtos em Vitória da Conquista e Condeúba

Preso suspeito de série de furtos em Vitória da Conquista e Condeúba
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem, de 36 anos, investigado por furto qualificado, foi preso pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quinta-feira (23), no bairro Espírito Santo, no município de Vitória da Conquista, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. A ação ocorreu no âmbito de investigação que apura furtos a estabelecimentos comerciais nas cidades de Condeúba e Vitória da Conquista.

Segundo as investigações, o suspeito possui mais de seis inquéritos policiais instaurados na Delegacia Territorial de Condeúba por furtos qualificados a estabelecimentos comerciais do município. O investigado também responde a dois inquéritos instaurados pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista (DRFR) por crimes praticados contra estabelecimentos comerciais: um ocorrido no mês de maio, em uma churrascaria, e outro em junho, em uma farmácia. Somados, os valores subtraídos ultrapassam R$ 30 mil, além do furto de aparelhos celulares.

Após o cumprimento da ordem judicial, expedida pela Vara de Jurisdição Plena da Comarca de Condeúba, o homem foi encaminhado ao Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), onde passou pelos procedimentos legais e permanece custodiado à disposição da Justiça.

Boquira: Empresário fundador de ONG para crianças com câncer foi achado morto em São Paulo

Boquira: Empresário fundador de ONG para crianças com câncer é achado morto em São Paulo
O empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos – Foto: WhatsApp

O corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi localizado nesta quinta-feira (23) às margens do Rio Cotia, na cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Natural de Boquira, o jovem estava desaparecido desde o último dia 16 de julho, desencadeando uma mobilização que durou sete dias até o desfecho das buscas.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que Marcelo foi vítima de uma emboscada motivada por sequestro seguido de homicídio. As autoridades apuraram que a ação criminosa foi arquitetada por um conhecido da vítima. Até o momento, três suspeitos foram presos pelas forças de segurança, enquanto equipes policiais realizam diligências para localizar e prender um quarto envolvido na execução do crime.

Marcelo era um jovem empreendedor de sucesso e mantinha negócios no ramo de materiais de construção e no setor de demolição na região metropolitana paulista. Além de sua atuação no meio empresarial, ele construiu uma marcante trajetória de engajamento social e solidariedade a partir de uma tragédia pessoal.

Após perder a filha, Lara Manuela, para o câncer, Marcelo fundou o projeto social “Guiados por uma Estrela”. A iniciativa nasceu como uma homenagem à memória da menina e passou a prestar apoio direto e assistência a crianças em tratamento oncobiológico, transformando o luto do empresário em amparo para dezenas de famílias.

A confirmação do assassinato do baiano causou profunda consternação e comoção tanto no estado de São Paulo quanto na sua terra natal, onde o jovem mantinha forte laço comunitário. Amigos, familiares e voluntários das ações sociais prestam homenagens e acompanham os desdobramentos das investigações judiciais sobre o caso.

Macaúbas inspira exposição fotográfica “Presságio”, em cartaz no Museu de Arte da Bahia

Macaúbas inspira exposição fotográfica "Presságio", em cartaz no Museu de Arte da Bahia
O fotógrafo e artista visual Marcelo Vaz – Foto: Alex Dantas

A cidade de Macaúbas, no Centro-Sul da Bahia, é a grande protagonista da exposição “Presságio”, primeira mostra individual do fotógrafo e artista visual Marcelo Vaz, em cartaz no Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, até o dia 23 de agosto. Com entrada gratuita, a exposição convida o público a mergulhar na paisagem, na memória e na sensibilidade do sertão baiano por meio de uma série de fotografias que retratam a relação do povo sertanejo com a chuva e a natureza.

Realizada com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), a mostra reúne 26 fotografias documentais produzidas exclusivamente em Macaúbas. As imagens constroem uma narrativa visual inspirada na espera pela chuva, elemento essencial para a vida no sertão. Entre os registros estão céus carregados de nuvens, a vegetação marcada pela seca, o solo árido, os açudes, manifestações de fé e paisagens que revelam a força e a beleza da região.

Natural de Macaúbas, Marcelo Vaz afirma que o projeto nasceu das lembranças da infância e da convivência com o cotidiano sertanejo. Segundo o artista, sua terra natal permanece como a principal fonte de inspiração para sua produção fotográfica.

“Macaúbas é a minha origem. Foi onde nasci, cresci, construí minhas primeiras referências, onde aprendi a observar a natureza e a vida do sertão. Hoje percebo que minhas fotografias carregam essa herança afetiva e traduzem um olhar formado pela experiência de viver e recordar tudo isso”, destaca.

Além das fotografias em grandes formatos, a exposição apresenta uma instalação em forma de janela, elemento que simboliza o ponto de partida da pesquisa artística de Marcelo Vaz. Foi observando o céu pelas janelas de sua casa, em Macaúbas, que o fotógrafo iniciou o registro diário das nuvens, prática que deu origem ao projeto “Presságio”.

A curadoria é assinada pela artista multidisciplinar Helen Salomão, que também idealizou uma instalação composta por grandes nuvens suspensas no teto do espaço expositivo. A proposta é ampliar a experiência do visitante, criando um ambiente imersivo que desperta a contemplação da natureza e convida o público a refletir sobre sua conexão com o universo e com os ciclos naturais do sertão.

TCM nega liminar e mantém licitação de R$ 9,8 milhões em Mansidão

TCM nega liminar e mantém licitação de R$ 9,8 milhões em Mansidão
Foto: Divulgação/Condevasf

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) indeferiu, nesta quinta-feira (23), o pedido de medida cautelar que buscava a suspensão da Concorrência Eletrônica n.º 002/2026, promovida pela Prefeitura Municipal de Mansidão. O procedimento licitatório tem valor estimado em R$ 9.853.239,00 e visa à formação de registro de preços para eventual contratação de empresa especializada em serviços terceirizados de apoio operacional, administrativo e predial. A decisão monocrática publicada, nesta sexta-feira (24), foi proferida pelo conselheiro Ronaldo Nascimento de Sant’Anna.

De acordo com a decisão, a denúncia foi protocolada pela empresa CS Soluções e Empreendimentos Ltda. contra o prefeito Júvio Ferreira de Oliveira e a agente de contratação Edilce dos Santos de Oliveira. A denunciante alegou irregularidade na escolha da modalidade concorrência em vez de pregão eletrônico, além de criticar a exigência editalícia de comprovação de experiência mínima de três anos consecutivos na prestação de serviços continuados de mão de obra.

Ao analisar o caso, o relator destacou que a exigência de três anos de experiência para serviços contínuos é expressamente amparada pela nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). Quanto ao uso da concorrência, o conselheiro observou que quatro das cinco participantes foram desclassificadas por falhas na documentação técnica e de proposta — como ausência de garantias e planilhas orçamentárias —, vícios que levariam à inabilitação independentemente da modalidade adotada.

A decisão pontuou ainda a ausência do risco de dano iminente ao erário, uma vez que a licitação trata de ata de registro de preços e não houve comprovação de pagamentos efetuados. O tribunal determinou a citação dos gestores municipais e a inclusão da empresa declarada vencedora, Norte Serviços e Saúde Ltda., no polo passivo como terceira interessada. O prazo concedido para a apresentação de defesas é de 20 dias, enquanto o processo segue para a análise final de mérito.

TSE reforça que empresa venezuelana não forneceu urnas ao Brasil

TSE reforça que empresa venezuelana não forneceu urnas ao Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçou, a informação de que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados nos equipamentos eleitorais do Brasil.

O caso voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República pelo Partido Liberal (PL), o senador Flávio Bolsonaro, divulgar informação falsa sobre as urnas brasileiras. Ele afirmou nessa segunda-feira (21), durante um evento, que equipamentos brasileiros seriam da Smartmatic – sem apresentar provas

A página Fato ou Boato, usada para desmentir notícias falsas pelo tribunal, destacou um comunicado de 2020 que o Tribunal usou para desmentir fake news sobre a empresa venezuelana Smartmatic que circulavam na internet, pelo menos, desde 2017,

“Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos”, diz o comunicado.

O TSE afirmou ainda que as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, elas são produzidas sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, “o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral”.

O Tribunal acrescenta que a empresa venezuelana Smartmatic celebrou contratos com o TSE somente para “prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica”.

“Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, conclui comunicado do TSE.

Tarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNI

48,7% das exportações aos EUA estão sob alguma sobretaxa

Agência BrasilBandeira do Brasil com a Bandeira dos Estados Unidos. Foto: luzitanija/ Adobe Stock© luzitanija/ Adobe Stock

A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos fará com que 3.985 produtos brasileiros passem a enfrentar uma tributação total de 37,5% para entrar no mercado estadunidense, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a entidade, a nova medida alcançará US$ 12,4 bilhões, o equivalente a 29,4% de todas as vendas do Brasil aos Estados Unidos. As novas tarifas entram em vigor nesta sexta-feira (24).

O levantamento da CNI detalha como a nova tarifa de 12,5% será aplicada sobre os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos:

  • 4.060 produtos brasileiros serão atingidos pela nova sobretaxa;
  • 3.985 produtos já estavam sujeitos à tarifa adicional de 25% e agora passarão a pagar 37,5% no total;
  • Esse grupo representa 80,7% das exportações afetadas, o equivalente a US$ 10,8 bilhões;
  • Outros 75 produtos, que somam US$ 1,6 bilhão em exportações, serão tributados apenas pela nova alíquota de 12,5%, sem incidência da tarifa anterior.

Impacto maior

No total, a CNI calcula que 48,7% de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a estar sujeitas a algum tipo de tarifa adicional imposta pelo governo estadunidense.

As novas cobranças decorrem da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, que concluiu que o Brasil e outros países não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

>> Governo brasileiro contesta e chama tarifas de indevidas.

Defesa do Brasil

Na avaliação da CNI, porém, as justificativas apresentadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não refletem a realidade brasileira.

A entidade afirma que o país possui uma das legislações mais modernas para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado ao longo das cadeias produtivas.

Segundo a confederação, o arcabouço jurídico brasileiro prevê mecanismos de fiscalização, responsabilização e proteção aos trabalhadores reconhecidos internacionalmente.

Negociação

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a intensificação das negociações entre os governos brasileiro e estadunidense, para tentar reduzir os impactos sobre a indústria.

“É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, destacou.

Segundo Alban, a entidade já mantém conversas com o governo federal e com os setores mais afetados para construir medidas de curto prazo.

Investigação comercial

A investigação conduzida pelos Estados Unidos alcançou 60 parceiros comerciais. Na decisão final, o Brasil foi incluído entre os países que, na avaliação do governo estadunidense, “não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

A medida resultou na aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre parte das exportações brasileiras, que, em muitos casos, será somada à sobretaxa de 25% em vigor desde esta semana.

Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentenças

Buzzi também é alvo de uma acusação de assédio sexual
Agência BrasilMinistro do STJ - Marco BuzziO ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi – Foto: SERGIO AMARAL/STJ

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a inclusão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi no inquérito que investiga venda de sentenças.

A decisão foi tomada pelo ministro relator, Cristiano Zanin. O caso faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sisamnes.

A investigação tramita em segredo de Justiça, e os indícios que pesam contra Buzzi não foram divulgados.

A Operação Sisamnes teve início após a PF apurar que servidores de gabinetes do STJ exploraram indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e venderam as informações a terceiros.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.

No decorrer das investigações, a PF identificou suspeitas contra Marco Buzzi, que já está afastado das funções por uma acusação de assédio sexual.

O ministro está sendo investigado por tentar agarrar uma jovem, que é filha de um casal de amigos dele, durante um banho de mar. O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passaram férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Após o caso vir à tona, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro denunciou que também foi alvo de assédio sexual.

Em nota, a defesa de Buzzi declarou que o ministro não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e ressaltou que Buzzi é proibido legalmente de julgar processos de familiares.

“A defesa esclarece que o ministro Marco Buzzi não tem nenhuma relação com atividades profissionais de seus familiares, ao contrário, é legalmente impedido de julgar casos que seus familiares tenham atuação. Também afirma não ter conhecimento da investigação e nem sequer de que ele seja investigado”, afirmou a defesa.