Mês: Abril 2026

Igreja é arrombada e tem objeto furtado

Igreja é arrombada e tem objeto furtado em Guanambi
Foto – Divulgação / Polícia Militar

Uma igreja localizada no bairro Beija Flor 2, em Guanambi, foi alvo de arrombamento e furto na noite desta quarta-feira (22). A ocorrência foi registrada por volta das 22h30, quando uma guarnição do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionada para verificar a situação.

Ao chegar ao local, os policiais constataram sinais de invasão no imóvel. A responsável pelo espaço, uma mulher de 51 anos, relatou que moradores vizinhos perceberam barulhos vindos da parte dos fundos da igreja, o que levantou suspeitas e levou à verificação do local.

Durante a inspeção, foi identificado que uma das portas havia sido danificada e que um ventilador havia sido levado pelo autor do crime. Após o registro da ocorrência, os militares realizaram rondas nas imediações na tentativa de localizar o suspeito, porém ninguém foi encontrado.

A vítima foi orientada a formalizar a ocorrência junto à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação do caso.

‘Times Square de São Paulo’ pode começar a funcionar até setembro

‘Times Square de São Paulo’ pode começar a funcionar até setembro
Foto – Édson Lopes Jr / Prefeitura SP
O projeto que prevê a instalação de quatro painéis de LED na esquina entre as avenidas Ipiranga e São João, no centro de São Paulo, deve começar a funcionar entre o final de agosto e o início de setembro. 

Aprovado há pouco mais de um mês pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana do município, o Boulevard São João foi oficializado nesta quinta-feira (23) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pelo grupo empresarial Fábrica de Bares, responsável por bares na região central de São Paulo.

Apelidada de “Times Square Paulistana”, a iniciativa instalará 2 mil metros quadrados de telas na esquina que ficou eternizada na canção Sampa, de Caetano Veloso. No local, fica o Bar Brahma, um dos que é administrado pelo grupo Fábrica de Bares.

Governo quer converter receitas extras com petróleo em desonerações

Projeto prevê que aumento de arrecadação compense corte de impostos
Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 20/03/2026 - Preços dos combustíveis em posto Shell na Lapa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil© Rovena Rosa/Agência Brasil
O governo federal enviou nesta quinta-feira (23) ao Congresso o Projeto de Lei Complementar 114 de 2026, que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis caso haja aumento de arrecadação com receitas do petróleo. A proposta foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta.

Pouco antes das 16h, o Ministério da Fazenda tinha anunciado que a medida envolveria novos cortes diretos de impostos. No entanto, o ministro Dario Durigan corrigiu a informação.

“Não estamos fazendo anúncio de redução tributária de nenhum tributo, e, sim, de um mecanismo discutido com o Congresso para minorar o impacto da guerra”, declarou o ministro, em referência aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis.

Proposta

A proposta prevê que receitas extraordinárias provenientes do petróleo, como royalties e venda de petróleo do pré-sal, sejam usadas para compensar reduções de impostos sobre combustíveis.

Poderiam ser abatidas as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

A proposta inicial prevê duração do regime enquanto durar a guerra no Oriente Médio. Assim que for constatado aumento de receitas, o presidente da República poderá editar um decreto com desonerações de combustíveis.

As reduções de tributos valeriam por dois meses, com revisões após o fim do período.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, isso permitirá a manutenção da neutralidade fiscal, sem impacto para as contas públicas.

“Se houver aumento extraordinário da receita, esse aumento servirá de compensação para redução de tributos aplicáveis a esses combustíveis”, afirmou Moretti.

De acordo com o ministro, a cada redução de R$ 0,10 nos tributos sobre a gasolina, por um período de dois meses, o impacto estimado é de R$ 800 milhões.

Articulação

A articulação política para a efetivação da medida envolve o Congresso Nacional. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será discutido na próxima terça-feira com líderes da Câmara.

Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstraram apoio à proposta.

Medidas recentes

Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis. Entre elas, a desoneração do PIS/Cofins sobre o diesel e a concessão de subsídios que chegaram a R$ 1,52 por litro para o diesel importado e a R$ 1,12 por litro para o nacional.

Segundo a Petrobras, os tributos federais representam cerca de R$ 0,68 do valor final ao consumidor, no cálculo que considera um preço médio de R$ 6,77 o litro.

Atualmente, o diesel e o biodiesel estão com PIS e Cofins zerado. A gasolina e o etanol, no entanto, continuam com a mesma tributação de antes do início da guerra.

Radiografia dos Nossos Sertões

Radiografia dos Nossos Sertões
“A Coluna Prestes em Taiobeiras”, artista Julia Marques

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Radiografia dos Nossos Sertões

Por Luiz Carlos Prestes Filho

Exclusivo Catetear Notícias

A obra “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, organizada por Levon Nascimento, consolida-se como um marco fundamental na historiografia brasileira. O livro é o resultado de uma busca incessante por fragmentos de uma história que muitos acreditavam estar totalmente mapeada, trazendo à luz a passagem do movimento pelo território mineiro através de uma estrutura robusta de 9 capítulos.

Luiz Carlos Prestes Filho e Levon Nascimento na Comissão de Cultura da ALMG

A robustez do livro é garantida pela colaboração de 15 autores, que trazem diferentes perspectivas acadêmicas e sociais para o debate. Além disso, a obra dialoga com grandes estudiosos da história nacional, como Abguar Bastos, cujo olhar sobre o “Cavaleiro da Esperança” ajuda a contextualizar a trajetória política de Luiz Carlos Prestes:

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“Nada mais épico, para a burguesia, do que esse Cavaleiro da Esperança, que desafiava exércitos, rompia um áspero território de oito milhões de quilômetros quadrados, atravessava, sem saber nadar, centenas de rios, transpunha vales colossais… Como era impressionante esse homem do Rio do Inferno, do Capão da Onça, da estrada Cruel, ou do Brejo da Brasa…” (Abguar Bastos, 1946)

Embora se diga frequentemente que “tudo já foi dito” sobre a Coluna Prestes, o trabalho do historiador Levon Nascimento prova o contrário. O livro revela que a lenda alimentada nas cidades muitas vezes choca-se com a percepção rural. Enquanto nos centros urbanos se vê o herói, o folclore sertanejo, por vezes, enxerga o movimento como “o raio, a peste, a chama, o pecado”, demonstrando que a história é composta por múltiplas e complexas verdades.

A historiadora Joandina Maria de Carvalho ofereceu a Luiz Carlos Prestes seu livro “A Coluna Prestes em Condeúba” (BA) – Foto: Oclides/JFC

A historiadora Joandina Maria de Carvalho ofereceu a Luiz Carlos Prestes seu livro “A Coluna Prestes em Condeúba” (BA) – Foto: Oclides/JFC

O diferencial humano da obra é oferecer voz a testemunhas locais e figuras históricas das pequenas comunidades. O texto de Joandina Maria de Carvalho resgata relatos preciosos, como o do padre João Gualberto, que explicou sua permanência na cidade durante a chegada dos revoltosos:

“ “Os boatos que correram deixaram o povo com medo e vou confessar a verdade, eu não fugi por causa da idade”.

Outro testemunho marcante é o do Senhor Remígio da Silva, de Condeúba, que descreveu a cena deixada após a passagem dos revolucionários:

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“Eles pegaram mercadorias das casas comerciais e puseram lá no Paço Municipal. […] Então, eu vi com esses olhos… a latinha de esmalte com que os revolucionários escreveram aquela frase: No meio de uma aglomeração desorganizada, um bando decidido a tudo, penetra a fundo, como cunha de ferro em montão de ferragens”.

O impacto real desta pesquisa foi comprovado durante os lançamentos em Belo Horizonte e em Taiobeiras. A receptividade demonstrou que o livro mobilizou a sociedade local como nenhuma outra obra anterior. Ao unir o rigor de autores como Fabiano Alves Pereira, Joandina Maria de Carvalho, Leleco Pimentel, Levon Nascimento, Lídio Barreto Filho, Luiz Eduardo de Souza Pinto, Márcia Sant’ana Lima Barreto, Maria de Fátima M. Mariani, Milton Pena Santiago, Mônica Rodrigues Teixeira, Padre João Carlos Siqueira, Pedro Abder Nunes Raim Ramos, Sidney Batista Azevedo, Silvânia Aparecida de Freitas e Vladimir Mendes Patrício, o livro toca na alma do povo mineiro, legitimando sua identidade e sua memória.

“

“No encerramento da obra, as palavras de Vladimir Mendes Patrício oferecem uma reflexão filosófica sobre o valor deste resgate. Para o autor, a história não é uma verdade absoluta, mas sim um conjunto de narrativas subjetivas que se formam a partir de diferentes perspectivas.”

 

O escritor e comerciante Vladimir Mendes Patrício ofereceu a Luiz Carlos Prestes Filho seu livro “Retalhos de Prosas”

​Vladimir destaca que a Coluna Prestes pôs à mostra uma “maravilhosa radiografia dos nossos sertões”, exibindo a exuberância da geografia mineira ao mesmo tempo que revelava as “agruras sociais” do semiárido norte-mineiro. Ele sublinha que a ausência total do Estado naquele tempo deixava a população à própria sorte, num cenário onde imperava a lei do mais forte. Assim, a obra cumpre o seu papel vital: registrar episódios que, embora marcados por nuances subjetivas, estão “indelevelmente marcados no conhecimento popular e na literatura”, garantindo que a memória destas lutas e destas gentes jamais seja apagada.

“

“Não posso deixar de finalizar este texto sem destacar a obra sensível de Julia Marques que deu vida a capa do livro.”

 

 

Luiz Carlos Prestes Filho é Especialista em Economia da Cultura e Desenvolvimento Econômico Local.

Bahia recebe mais de 205 mil doses da vacina contra a covid-19

Bahia recebe mais de 205 mil doses da vacina contra a covid-19
Foto – Miky Sena / MS

O Governo do Brasil enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. A Bahia recebeu 205.008 doses do imunizante. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país. 

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti. 

O Ministério da Saúde mantém quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses. 

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

‘80% dos crimes em Carinhanha são abusos infantis dentro da família’, repudia prefeita

'80% dos crimes em Carinhanha são abusos infantis dentro da família', repudia prefeita
A prefeita de Carinhanha Francisca Alves Ribeiro, a Chica do PT – Foto: Kauê Souza

Uma estatística alarmante coloca o município de Carinhanha, em um cenário de alerta máximo para a proteção infantil. Segundo a prefeita Francisca Alves Ribeiro, a Chica do PT, aproximadamente 80% das ocorrências criminais registradas na cidade referem-se a casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. O dado, revelado em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, choca não apenas pela magnitude, mas pela reincidência de um padrão cruel: a maioria desses abusos ocorre dentro do próprio ambiente familiar das vítimas, o que dificulta a identificação e a interrupção do ciclo de violência.

A gestora municipal expressou profundo repúdio à persistência dessa realidade, classificando o problema como um dos maiores problemas na cidade. Durante a entrevista, ela fez um desabafo contundente sobre o cenário local. “É um problema gravíssimo em Carinhanha, 80% dos crimes daqui são violência sexual contra crianças dentro da própria família. É triste. São meninos e meninas vítimas de violência”, declarou a prefeita. A fala de Francisca reforça a tragédia silenciosa vivida por jovens que encontram o perigo onde deveriam ter acolhimento, evidenciando que a violação de direitos humanos no âmbito doméstico é o principal desafio de segurança pública da localidade.

Diante do diagnóstico, a prefeitura ressalta que foram criados e implementados os instrumentos institucionais necessários para o combate e a denúncia dessas práticas. No entanto, o alto índice de crimes sexuais intrafamiliares demonstra que a estrutura governamental, sozinha, enfrenta barreiras culturais e de silenciamento que protegem os agressores.

Revoltosos ou Coluna Prestes? Estiveram na antiga Passagem Larga, atual distrito de Irundiara em 1926

Do lado esquerdo ( parede marrom), fragmento da casa onde pernoitaram a Coluna Prestes na (antiga Passagem Larga) atual distrito de Irundiara, município de Jacaraci/BA.

No ano de 1926, dois acontecimentos de grande repercussão nacional interligaram a história do bairro Copacabana e da Passagem Larga. Falamos do levante dos 18 do Forte de Copacabana em 1922 e da passagem dos revoltosos em 1926, em Passagem Larga. Siqueira Campos, um dos 18 do Forte de Copacabana, único sobrevivente e seus comandados vindos de Caculé, pernoitaram na casa de Mané Onça na atual Praça Francisco David.

Costumeiramente, as pessoas chamam a Coluna Prestes de revoltosos. Mas qual a origem do nome revoltoso? Por que o grupo “revoltoso” marchou 25 mil quilômetros pelo Brasil, passando por Caculé, Paiol, Passagem Larga, Jacaraci, Condeúba, entre outras localidades?

O adjetivo “revoltoso” é atribuído a quem se revolta, se rebela, organizadamente ou individualmente, contra autoridade qualquer. Após o episódio “Dos 18 do Forte de Copacabana”, o tenente, sobrevivente do combate no Rio de Janeiro contra as tropas do governo – Antônio de Siqueira Campos, passou a fazer parte da Coluna Prestes (revoltosos). Um grupo militar e civil liderado por Luís Carlos Prestes (nome de rua em Irundiara), cujo objetivo principal era mobilizar a população do interior do Brasil para lutar contra as injustiças e as desigualdades promovidas pelos governos oligárquicos da Primeira República. A Coluna chegou à Passagem Larga, provavelmente, no dia 13 para o dia 14 de abril de 1926, acampando na praça na casa de Mané Onça.

Em 1926, a praça da Passagem Larga já era cercada de casas, formando uma espécie de anel protetor, contando com a Rua de Baixo, becos, a lagoa, o cemitério velho, o telégrafo, o curral do conselho, uma capelinha, um pouso de tropeiros e o mercadinho. De acordo com Fidelcino Antônio da Silva (Fidelin): os “revoltosos” colocaram as armas na frente da casa. Permaneceu uma noite, mataram um boi e fizeram churrasco, auxiliados por Mané Onça e a filha (únicas pessoas que não fugiram para o mato). Nem Mané nem a filha sofreram nenhum tipo de agressão. Pelo contrário, foram tratados respeitosamente!

 

Por Elton Soares de Oliveira, historiador e contista.

 

Mendonça pede vista e suspende julgamento contra Eduardo Bolsonaro

Placar está 4 votos a 0 pela condenação por difamação
Agência BrasilBrasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa. Foto Lula Marques/ Agência BrasilO ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – Lula Marques/ Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é acusado de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento começou na sexta-feira (17). Até o momento, o placar está 4 votos a 0 pela condenação do ex-parlamentar.

Além de Alexandre de Moraes, relator, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A data para retomada do julgamento ainda não foi definida.

O processo foi movido pela deputada contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.

Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Moraes votou pela condenação e aplicou pena um ano de prisão em regime aberto. O ministro entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada.

“A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, afirmou. 

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

CCJ aprova admissibilidade de propostas que acabam com escala 6×1

PECs serão analisadas por comissão especial e pelo plenário da Câmara
Agência BrasilBrasília-DF – 22/04/2026 – CCJ da Câmara vota PEC que reduz jornada de trabalho a 36h semanais em 10 anos.Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.© Lula Marques/Agência Brasil.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois irão a plenário.

A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos.

A proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica. 

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais.

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC.

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Quando a PEC for a plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos de votação.

Condeúba: Faleceu o Sr. Francisco José Vieira conhecido como “Chico de Honório” aos 86 anos de idade

 

NOTA DE FALECIMENTO

Sr. Francisco José Vieira conhecido como “Chico de Honório”, faleceu aos 86 anos de idade

É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento do Sr. Francisco José Vieira conhecido como “Chico de Honório” aos 86 anos de idade, ocorrido na manhã desta quarta-feira dia 22 de abril de 2026. Sr. Francisco era viúvo da Sra. Edite da Silva Vieira e deixou 8 filhos: Maria (em memória), (Fabiano Byu), José, Rita, Eunice, Jocediva, Dinalva e Andreia além de 19 netos e 13 bisnetos. Segundo informações de familiares, Sr. Francisco vinha lutando contra um câncer já algum tempo, porém hoje ele não resistiu e foi a óbito.

O corpo está sendo velado no salão de volório na Rua Aurora, bairro Paulo VI, o sepultamento será amanhã cedo quinta-feira dia 23, às 11h no Cemitério Municipal Barão José Egídio de Moura e Albuquerque. A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

NOTA:- O Sr. Francisco José Vieira conhecido como “Chico de Honório”, foi um dos operários que trabalhou na construção da barragem do Açude Champrão – DNOCS. Chico, como tantos outros ganharam o direito de morar nas margens do açude e, lá  ele ficou durante sua vida. 

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do Sr. Francisco, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças de Deus Sr. Francisco.