Dia: 23 de Abril, 2026

Bahia recebe mais de 205 mil doses da vacina contra a covid-19

Bahia recebe mais de 205 mil doses da vacina contra a covid-19
Foto – Miky Sena / MS

O Governo do Brasil enviou mais 2,2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal, garantindo estoque suficiente para atender às demandas regionais. A Bahia recebeu 205.008 doses do imunizante. Com essa entrega, o total de doses distribuídas pela pasta nos primeiros meses deste ano chega a 6,3 milhões. Os estoques estão garantidos em todo o país. 

As vacinas ofertadas pelo SUS são as mais atualizadas contra as cepas em circulação e seguem recomendadas de forma prioritária para os grupos mais vulneráveis. “As vacinas continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. O Brasil tem doses suficientes e segue garantindo o acesso da população à imunização”, afirma o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti. 

O Ministério da Saúde mantém quantitativo suficiente em estoque para atender todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses. 

O envio é feito por meio de pauta automática, baseada em critérios como estimativa da população-alvo e o número de doses aplicadas. Estados podem formalizar solicitações adicionais caso identifiquem necessidades excepcionais. Quando acionado, o Ministério realiza o envio de mais doses.

‘80% dos crimes em Carinhanha são abusos infantis dentro da família’, repudia prefeita

'80% dos crimes em Carinhanha são abusos infantis dentro da família', repudia prefeita
A prefeita de Carinhanha Francisca Alves Ribeiro, a Chica do PT – Foto: Kauê Souza

Uma estatística alarmante coloca o município de Carinhanha, em um cenário de alerta máximo para a proteção infantil. Segundo a prefeita Francisca Alves Ribeiro, a Chica do PT, aproximadamente 80% das ocorrências criminais registradas na cidade referem-se a casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. O dado, revelado em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao programa Achei Sudoeste no Ar, choca não apenas pela magnitude, mas pela reincidência de um padrão cruel: a maioria desses abusos ocorre dentro do próprio ambiente familiar das vítimas, o que dificulta a identificação e a interrupção do ciclo de violência.

A gestora municipal expressou profundo repúdio à persistência dessa realidade, classificando o problema como um dos maiores problemas na cidade. Durante a entrevista, ela fez um desabafo contundente sobre o cenário local. “É um problema gravíssimo em Carinhanha, 80% dos crimes daqui são violência sexual contra crianças dentro da própria família. É triste. São meninos e meninas vítimas de violência”, declarou a prefeita. A fala de Francisca reforça a tragédia silenciosa vivida por jovens que encontram o perigo onde deveriam ter acolhimento, evidenciando que a violação de direitos humanos no âmbito doméstico é o principal desafio de segurança pública da localidade.

Diante do diagnóstico, a prefeitura ressalta que foram criados e implementados os instrumentos institucionais necessários para o combate e a denúncia dessas práticas. No entanto, o alto índice de crimes sexuais intrafamiliares demonstra que a estrutura governamental, sozinha, enfrenta barreiras culturais e de silenciamento que protegem os agressores.

Revoltosos ou Coluna Prestes? Estiveram na antiga Passagem Larga, atual distrito de Irundiara em 1926

Do lado esquerdo ( parede marrom), fragmento da casa onde pernoitaram a Coluna Prestes na (antiga Passagem Larga) atual distrito de Irundiara, município de Jacaraci/BA.

No ano de 1926, dois acontecimentos de grande repercussão nacional interligaram a história do bairro Copacabana e da Passagem Larga. Falamos do levante dos 18 do Forte de Copacabana em 1922 e da passagem dos revoltosos em 1926, em Passagem Larga. Siqueira Campos, um dos 18 do Forte de Copacabana, único sobrevivente e seus comandados vindos de Caculé, pernoitaram na casa de Mané Onça na atual Praça Francisco David.

Costumeiramente, as pessoas chamam a Coluna Prestes de revoltosos. Mas qual a origem do nome revoltoso? Por que o grupo “revoltoso” marchou 25 mil quilômetros pelo Brasil, passando por Caculé, Paiol, Passagem Larga, Jacaraci, Condeúba, entre outras localidades?

O adjetivo “revoltoso” é atribuído a quem se revolta, se rebela, organizadamente ou individualmente, contra autoridade qualquer. Após o episódio “Dos 18 do Forte de Copacabana”, o tenente, sobrevivente do combate no Rio de Janeiro contra as tropas do governo – Antônio de Siqueira Campos, passou a fazer parte da Coluna Prestes (revoltosos). Um grupo militar e civil liderado por Luís Carlos Prestes (nome de rua em Irundiara), cujo objetivo principal era mobilizar a população do interior do Brasil para lutar contra as injustiças e as desigualdades promovidas pelos governos oligárquicos da Primeira República. A Coluna chegou à Passagem Larga, provavelmente, no dia 13 para o dia 14 de abril de 1926, acampando na praça na casa de Mané Onça.

Em 1926, a praça da Passagem Larga já era cercada de casas, formando uma espécie de anel protetor, contando com a Rua de Baixo, becos, a lagoa, o cemitério velho, o telégrafo, o curral do conselho, uma capelinha, um pouso de tropeiros e o mercadinho. De acordo com Fidelcino Antônio da Silva (Fidelin): os “revoltosos” colocaram as armas na frente da casa. Permaneceu uma noite, mataram um boi e fizeram churrasco, auxiliados por Mané Onça e a filha (únicas pessoas que não fugiram para o mato). Nem Mané nem a filha sofreram nenhum tipo de agressão. Pelo contrário, foram tratados respeitosamente!

 

Por Elton Soares de Oliveira, historiador e contista.

 

Mendonça pede vista e suspende julgamento contra Eduardo Bolsonaro

Placar está 4 votos a 0 pela condenação por difamação
Agência BrasilBrasília (DF) 19/11/2024 Deputado Eduardo Bolsonaro durante entrevista a imprensa. Foto Lula Marques/ Agência BrasilO ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – Lula Marques/ Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é acusado de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento começou na sexta-feira (17). Até o momento, o placar está 4 votos a 0 pela condenação do ex-parlamentar.

Além de Alexandre de Moraes, relator, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A data para retomada do julgamento ainda não foi definida.

O processo foi movido pela deputada contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.

Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Moraes votou pela condenação e aplicou pena um ano de prisão em regime aberto. O ministro entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada.

“A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, afirmou. 

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

CCJ aprova admissibilidade de propostas que acabam com escala 6×1

PECs serão analisadas por comissão especial e pelo plenário da Câmara
Agência BrasilBrasília-DF – 22/04/2026 – CCJ da Câmara vota PEC que reduz jornada de trabalho a 36h semanais em 10 anos.Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.© Lula Marques/Agência Brasil.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois irão a plenário.

A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos.

A proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica. 

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

Atualmente, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais.

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC.

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Quando a PEC for a plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos de votação.