Dia: 19 de Abril, 2026

ASSOCIATIVISMO: Foi realizada a 2ª reunião ordinária deste ano da Associação de Olho d’Água e Canabrava – ATRACANA

Inicio da reunião, os associados deram as mãos e proferiram a oração do Pai Nosso com uma Ave Maria

Neste domingo dia 19 de abril de 2026, foi realizada no período da manhã, a segunda reunião ordinária da Associação dos Trabalhadores Rurais das Fazendas Canabrava e Olho d’Água. A reunião teve início às 08h15min, quando a presidente da entidade, Roseli Cordeiros, solicitou que todos os presentes dessem as mãos e, em seguida, a sócia Rosa Silveira conduziu a palavra e fez um momento de reflexão, finalizando com a oração do Pai-Nosso e da Ave-Maria.

Dando sequência aos trabalhos, a presidente fez a leitura da ata da reunião anterior, colocando-a em votação, sendo a mesma aprovada por unanimidade e sem ressalvas. Logo após, foi feita a prestação de contas pela presidente referente aos últimos dois meses.

Pela ordem, o secretário Oclides da Silveira fez uso da palavra e informou que estiveram visitando nossa comunidade no último dia 10 de abril do corrente ano, os membros do território do sudoeste do quilombo sediado em Vitória da Conquista. Eles vieram para intrevistar alguns sócios das associações de Olho d’Água e do Baixão, dando andamento ao processo de inclusão dessas associações com quilombola. Oclides fez um prévio comentário sobre a seriedade que transcorre o processo de inclusão de uma associação ao quilombo.

Ainda em sua fala, Oclides contou em detalhes a história dos negros no município de Condeúba, cuja sua escravidão teve início por volta de 1730, através do senhor de engenho Capitão Francisco Xavier da Costa, um português que foi o maior latifundiário e escravocrata da região sudoeste da Bahia.

Retomando a palavra, a presidente Roseli agradeceu a presença de todos e, esgotada a pauta, convidou os associados a fazer os pagamentos de suas contribuições com a entidade e, logo em seguida, a participarem de um delicioso café partilhado. Nada mais havendo a tratar, a presidente Roseli declarou encerrada a reunião às 9h20min.

Fotos: Oclides/JFC

Lançamento do livro “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, marcou noite histórica e cultural em Taiobeiras (MG)

Capa do livro de autoria de Julia Marques/Taiobeiras
Levon Nascimento, autografou um exemplar do livro para este jornalista Oclides da Silveira

Na noite do último dia 18 de abril de 2026, a cidade de Taiobeiras, no norte de Minas Gerais, foi palco de um importante momento histórico e cultural com o lançamento do livro “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, de autoria do professor historiador e escritor Levon Nascimento, com parceria de outros co-autores. O evento reuniu amantes da história, literatura e cultura regional e nacional, consolidando-se como um espaço de valorização da memória e das raízes do povo mineiro.

A obra do professor Levon, resgata a passagem da Coluna Prestes pela região dos gerais, trazendo relatos históricos, contextualizações e reflexões sobre um dos movimentos mais marcantes da história do Brasil. Com uma narrativa envolvente, o livro contribui para manter viva a memória desse episódio, aproximando o público contemporâneo dos acontecimentos que moldaram o país há cem anos atrás.

Durante o lançamento, o público presente teve a oportunidade de conhecer mais sobre o processo de construção da obra A Coluna Prestes, além de dialogar sobre a importância da sua preservação histórica e cultural. O evento também reforçou o papel da literatura como instrumento de educação e valorização da identidade local, regional e nacional.

Inicialmente, o professor Levon destacou-se a relevância de iniciativas como essa, que fortalecem a cultura local e incentivam a leitura, especialmente em tempos em que o acesso à informação é cada vez mais diversificado.

Pontuou-se Levon, ainda que revisitar episódios históricos, como a passagem da Coluna Prestes, é essencial para compreender os caminhos trilhados pela sociedade brasileira. O lançamento do livro “A Coluna Prestes nos gerais de Minas”, reafirma o compromisso com a difusão do conhecimento e com o incentivo à produção literária, colocando Taiobeiras em evidência no cenário cultural da região norte de Minas Gerais.

O professor Levon Nascimento agradeceu a todos pela parceria e apoio, especialmente às autoridades presentes: o padre João Carlos Siqueira, — deputado federal por Minas Gerais; o deputado estadual Laleco Pimentel, também por Minas Gerais; Jéssica, gestora de Cultura, representando o prefeito de Taiobeiras, Danilo; os vereadores Edilson e Valmir Ferreira, pela presença; e o presidente do Legislativo Municipal de Taiobeiras, vereador Alessandro Correia Brito e principalmente a Luiz Carlos Prestes Filho que se fez presente para coroar de êxito esse encontro histórico, que na oportunidade estamos lançado esse livro que fala da história do seu pai e da Coluna Prestes.

A professora, historiadora e escritora baiana de Condeúba Joandina Maria de Carvalho

A professora, historiadora e escritora condeubense Joandina Maria de Carvalho, autora do livro Coluna Prestes em Condeúba, ao fazer uso da palavra, destacou a importância de celebrar os 100 anos da passagem da Coluna Prestes pela região.

Segundo Joandina, o momento é propício para que a população compreenda, de forma mais ampla e verdadeira, o que foi a Coluna Prestes e o quanto esse episódio contribui para o enriquecimento da história contemporânea brasileira. A professora ressaltou ainda a relevância da presença de Luiz Carlos Prestes Filho, apresentado como herdeiro de Luiz Carlos Prestes, considerado um dos maiores líderes nacionais.

Durante sua fala, Joandina reforçou, por diversas vezes, a necessidade de que, especialmente os professores de História, promovam debates em sala de aula sobre o tema, aproximando os estudantes desse importante capítulo da história. Ela destacou que essa prática já vem sendo desenvolvida por ela junto aos alunos das escolas municipais e do Colégio Estadual de Condeúba.

Por fim, a professora voltou a reivindicar do poder público municipal a destinação do antigo Prédio da Intendência — local onde integrantes da Coluna Prestes permaneceram por três dias — para a criação de um espaço voltado exclusivamente às atividades de valorização da memória e da cultura histórica do município.

Luiz Carlos Prestes Filho

Luiz Carlos Prestes Filho, em discurso com trechos de agradecimento e reflexão política, o herdeiro do grande líder nacional Luiz Carlos Prestes, (já falecido), que comandou a grande marcha “A Coluna Prestes” ou conhecida também pelos “Revoltosos”. Hoje estamos comemorando cem anos da passagem deste movimento revolucionário pelo Norte de Minas Gerais. Prestes iniciou cumprimentando os presentes, com menção à Igreja Católica através do padre João que se fez presentente, ele que é deputado federal por Minas Gerais, o deputado estadual Leleco Pimentel por Minas, Jéssica Gestora de Cultura representando ao prefeito de Taiobeiras Danilo, Levon Nascimento autor do livro ora lançado “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas” e à comunidade de Taiobeiras dentre outros. Em seguida, Luiz Carlos abordou a importância da Constituição, destacando-a como instrumento fundamental de luta, resistência e garantia de direitos para todos os brasileiros.

O pronunciamento do ilustre filho do grande líder da Coluna Prestes, também trouxe críticas e questionamentos sobre a aplicação e interpretação constitucional ao longo dos anos, mencionando a participação popular e processos de votação em diferentes regiões do país. O grande orador Luiz Carlos Prestes, citou ainda mobilizações políticas e jurídicas, além de referências a iniciativas em diversos estados.

Na parte final, o discurso assumiu tom mais pessoal, com menções à comunidade local, familiares e colaboradores, reforçando o reconhecimento e a importância do apoio coletivo. Concluiu, dizendo que todo o movimento histórico da Marcha Revolucionária e da Coluna Luiz Carlos Prestes, hoje pertence ao povo brasileiro. Foi muito aplaudido pelos convidado presentes que superlotaram as galerias da Câmara Municipal de Taiobeiras/MG.

Veja vídeo abaixo de Luiz Carlos Prestes Filho falando em Taiobeiras.

Ao final das falas, foi concedida, por Leon Nascimento, a Medalha Luiz Carlos Prestes a lideranças, professores, alunos e a todos aqueles que já tiveram ou ainda mantêm algum envolvimento cultural com a Coluna Prestes. Na sequência, ocorreu o momento de autógrafos, seguido de um delicioso coquetel.

Fotos: Oclides/JFC

A Comunidade de Olho d’Água, realizou mais um mutirão, em prol das obras da Capela Senhor dos Passos

Os trabalhadores abrindo a vala para colocação das manilhas na estrada em frente a Capela Senhor dos Passos – Comunidade de Olho d’Água.

A comunidade de Olho d’Água realizou, neste sábado, 18 de abril de 2026, mais um e provavelmente o último mutirão desta fase das obras da Capela Senhor dos Passos.

Desta vez, os trabalhos se concentraram em três frentes de serviços: 1) – na colocação do piso no salãozinho de festas, 2) – colocação de manilhas na estrada em frente da Capela para escoar as águas pluviais oriundas do estacionamento, 3) – limpeza e arrumação do estacionamento.

As atividades tiveram início às 7h da manhã e se estenderam até às 17h. Durante a manhã, por volta das 9h30, houve uma pausa para um delicioso café, acompanhado de bolo, chimango e xiringa, gentilmente ofertados por Nena e Lena de Salvador.

O mutirão contou com a participação ativa de diversos irmãos e irmãs da comunidade, que mais uma vez demonstraram união, dedicação e espírito de serviço.

Participação: João Pedro, Santino, Omero, Clóvis, Titó, Danilo, Edison, José de Juvenal, Hélio Carlos, José Vitorino. Lanche: Nena e Lena de Salvador.

Ao final, o coordenador comunitário, professor Hélio Carlos, agradeceu a presença e o empenho de todos. Em suas palavras, destacou que é graças à contribuição voluntária de cada um que as obras iniciadas no final do ano passado estão sendo concluídas agora. Agradeceu em especial à vereadora Nena pela reivindicação das manilhas, ao prefeito Micael Silveira pela doação das manilhas e a Ilço pelo transporte das mesmas, as quais foram colocadas hoje.
“Que o Senhor dos Passos dê a todos a recompensa. Amém”, finalizou Hélio.

Fotos: Hélio/JFC

Réus são condenados a mais de mil anos por chacina contra família no DF

Dez pessoas foram mortas pelo grupo, que queria controle de chácara

Redação BJ News

Os crimes ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023.

Conforme nota do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o conselho de sentença do tribunal do júri, formado por sete jurados sorteados, condenou os réus por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor.

Os crimes foram motivados pela posse de uma chácara na região administrativa do Paranoá, à época avaliada em R$ 2 milhões. Os criminosos acreditavam que com a eliminação das vítimas poderiam assumir a propriedade e revendê-la.

Vítimas

Entre as vítimas estão a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos; seu marido, Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos; e os filhos do casal, Rafael da Silva, de 6 anos; Rafaela da Silva, também de 6 anos; e Gabriel da Silva, de 7 anos.

Além deles, foram assassinados Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, pai de Thiago e sogro de Elizamar; Renata Juliene Belchior, de 52 anos, mãe de Thiago e sogra de Elizamar; e Gabriela Belchior, de 25 anos, irmã de Thiago e cunhada de Elizamar.

Também foram mortas Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos, ex-mulher de Marcos Antônio; e Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19 anos, filha de Cláudia e Marcos Antônio.

Penas dos réus

As condenações somam mais de 1.200 anos. Veja detalhes abaixo:

  • Gideon Batista de Menezes: condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção anterior ao julgamento. Crimes: extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.
  • Carlomam dos Santos Nogueira: sentenciado por 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção. Crimes: extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa: pena atribuída por 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. Crimes: extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.
  • Fabrício Silva Canhedo: condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, além de um ano de detenção. Crimes: extorsão qualificada, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.
  • Carlos Henrique Alves da Silva: sentenciado por dois anos de reclusão pelo crime de cárcere privado. O único dos réus que deverá cumprir a pena em semiaberto – mesmo na condição de preso pode trabalhar ou estudar fora da unidade prisional, mediante autorização do juiz, sendo obrigado ao retorno à unidade de noite e a permanência em finais de semana e feriados.

Segundo nota do TJDFT, o juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, que presidiu o caso, disse aos familiares que “a Justiça entregou, nos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias.”

O julgamento dos cinco réus durou seis dias e teve a participação de 18 testemunhas. Os réus condenados e presos têm o direito de recorrer da sentença.

Vitória da Conquista realizou a “Meia Maratona da Golvitam”, atletas de Condeúba subiram ao pódio

Beto Maratonista foi o 3° colocado na categoria de 40 a 49 anos. 

Foi realizada neste domingo dia 19 de abril de 2026, na cidade de Vitória da Conquista/BA., a corrida “Meia Maratona da Golvitam 5 km”. Os atletas condeubenses tiveram bom desempenho na corrida. Emanuel Eliziario foi o 2° colocado na categoria de 20 a 29 anos. Beto Maratonista foi o 3° colocado na categoria de 40 a 49 anos. 

Dom Basílio: Agricultor de 44 anos morre após colidir moto contra pedra

Agricultor de 44 anos morre após colidir moto contra pedra em Dom Basílio

Um grave acidente de trânsito resultou na morte do agricultor Nestor Batista dos Santos, de 44 anos, na noite deste sábado (18), na zona rural do município de Dom Basílio. Segundo informou a Polícia Civil, a vítima retornava do trabalho em uma motocicleta por uma estrada vicinal conhecida como estrada da Barra, na região da Fazenda Catroia, quando perdeu o controle do veículo em uma curva e colidiu violentamente contra uma pedra. O impacto ocorreu por volta das 20h30 e deixou o homem gravemente ferido.

Após o acidente, Nestor foi encontrado desacordado por populares e familiares, sendo imediatamente socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Brumado. Apesar dos esforços da equipe médica, o agricultor não resistiu à gravidade das lesões e teve o óbito confirmado na unidade de saúde. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Territorial de Brumado pelo primo da vítima, que relatou os detalhes da fatalidade às autoridades policiais para que as medidas cabíveis fossem tomadas.

Diante do ocorrido, a Polícia Civil emitiu uma requisição de exame necroscópico ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para determinar a causa exata da morte e confirmar a dinâmica do acidente. O laudo pericial deverá esclarecer os instrumentos que produziram as lesões fatais e fornecer detalhes técnicos sobre o horário do óbito.

Natural de Dom Basílio, mas com endereço registrado em Olímpia (SP), Nestor deixa familiares na região onde o acidente aconteceu. As investigações sobre a morte acidental de trânsito seguirão sob a responsabilidade da Delegacia Territorial de Dom Basílio.

No Dia dos Povos Indígenas, organizações cobram demarcações e proteção

“Sem demarcação não há vida”, disse Apib

Agência BrasilBrasília (DF), 09/04/2026- Marcha de indígenas de todo país que participam do Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Organizações indígenas se manifestaram neste domingo (19), data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, pedindo a demarcação de suas terras. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacou que a demarcação é uma reparação histórica e que territórios são imprescindíveis para a vida do indígena.

“Seguimos resistindo porque nossos territórios continuam sob ataque e nossos corpos continuam sendo alvo. Precisamos dos nossos territórios demarcados e protegidos. Sem demarcação não há vida, não há cultura, não há futuro. Território é onde plantamos, onde rezamos, onde enterramos nossos ancestrais e onde nossos filhos vão crescer”, disse a organização nas redes sociais.

A Apib ainda ressaltou a violência à qual os povos indígenas são submetidos e a exploração ilegal de territórios.

“Precisamos que parem de violentar nossos corpos e territórios. Garimpo ilegal, madeireiro, invasão, assédio, feminicídio: nada disso é tradição. Violência não é cultura. Demarcar é reparar. Não há soberania nem democracia sem território demarcado”.

A Apib é organizadora do Acampamento Terra Livre, em Brasília, considerado a maior e mais importante mobilização indígena no país. O evento ocorreu no início de abril e reuniu representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas.

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) pediu também a proteção e a demarcação dos territórios indígenas. A organização destacou que a destruição dessas áreas causa impacto diretamente no equilíbrio da Amazônia Brasileira, evidenciado nas secas extremas, queimadas e degradação ambiental.

“Os territórios indígenas estão sob ataque permanente, com o garimpo ilegal, desmatamento, grilagem e grandes empreendimentos que avançam sobre a Amazônia, invadindo terras que deveriam estar protegidas. E isso não é um conflito isolado, mas sim um projeto contínuo de exploração sobre os nossos territórios”, disse a entidade nas redes sociais.

A Anistia Internacional também se manifestou no Dia dos Povos Indígenas e pediu urgência na devolução de terras e demarcação. “Só será possível falar em celebração quando os direitos de todos os povos originários no Brasil e no mundo forem plenamente garantidos”.

“Demarcar terras, proteger comunidades e respeitar modos de vida que mantêm vivas culturas, saberes e tecnologias ancestrais não é apenas uma reparação histórica. É garantir futuro. Quando esses direitos são violados, não se perde apenas o passado, perde-se também a possibilidade de amanhã”.

A Anistia ressaltou que os povos indígenas protegem cerca de 80% da biodiversidade global, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). “A resposta para a crise do presente já existe e ela vem de quem sempre esteve aqui. Defender os direitos dos povos indígenas é defender os direitos humanos”.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) defendeu a valorização e reconhecimento dessas populações. “Os povos indígenas estão presentes em diversos espaços, assim como na Funai, seja diante das ações da política indigenista, seja na gestão da Fundação”.

“Com essa gestão indígena, avançamos na demarcação e na proteção dos territórios indígenas, além do fortalecimento dos direitos e na autonomia da gestão das terras indígenas”, acrescentou, nas redes sociais.