Mês: Abril 2026

CIPRv/Brumado recupera cavalinho de carreta com restrição em Vitória da Conquista

CIPRv/Brumado recupera cavalinho de carreta com restrição em Vitória da Conquista
Foto – Divulgação / CIPRv/Brumado

A Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Brumado) recuperou um cavalinho de carreta com restrição de circulação durante uma ação de fiscalização realizada na manhã da última quinta-feira (09), no município de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.

A ocorrência foi registrada por volta das 11h45, quando a equipe do Posto do Pradoso realizava abordagens de rotina e identificou irregularidades no veículo. Após verificação, foi constatada a restrição, sendo adotadas as medidas cabíveis no local.

O veículo foi apreendido e encaminhado ao Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), onde ficará à disposição das autoridades competentes para os procedimentos legais.

Museu do Pontal faz Festival das Culturas Indígenas no Rio de Janeiro

Evento reúne povos de diversas etnias durante este fim de semana
Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 11/04/2026 – Museu do Pontal faz Festival das Culturas Indígenas no Rio de Janeiro.Foto: Museu do pontal/Divulgação© Museu do Pontal/Divulgação
O Festival das Culturas Indígenas do Museu do Pontal, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio, começa neste sábado (11) e vai até domingo (12), promete mobilizar o público mais uma vez mostrando os saberes, as vivências e a força dos povos originários.

Nesta 3ª edição, as atividades terão as presenças de representantes dos povos Wauja, Guajajara, Xakriabá, Kaiapó, Kamayurá, Puri, Pataxó, Wapixana, Guarani Mbyá e Guarani Tenonderã, que vão coordenar experiências de vida, além de apresentar rituais, danças e músicas ancestrais. A programação gratuita inclui uma feira gastronômica.

Crianças e mulheres

O Museu do Pontal costuma dedicar parte da programação dos seus eventos a atividades infantis. Desta vez, vai ter integração com crianças da Aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá, na região metropolitana do Rio, que apresentarão brincadeiras tradicionais neste sábado, a partir das 10h.

No mesmo dia, a programação prevê, ainda, uma agenda para as mulheres, que vão poder participar, às 11h30, de uma oficina com técnicas de modelagem de panelas de barro, que será apresentada por indígenas do povo Wauja, de Mato Grosso. Das 12h30 às 13h, haverá demonstrações sobre os rituais da Festa das mulheres – Yamurikumã, com danças, cânticos e pinturas com jenipapo e urucum que fazem parte da tradicional cerimônia.

Também no sábado, às 15h30, o pescador e artesão da aldeia Kamayurá, do Parque Indígena do Xingu, Taware Kamayurá, vai contar histórias e trazer informações sobre rituais ancestrais como o Kuarup. Todas as atividades do museu são gratuitas e estão sujeitas a lotação.

Exposição

Um dos destaques do Festival das Culturas Indígenas este ano é a exposição individual Roraimarte III de Gustavo Caboco, artista indígena do povo Wapixana, que nasceu em Curitiba e, aos 10 anos, mudou para Roraima. Na visão do artista, essa apresentação no Rio é importante porque faz parte da pesquisa que vem realizando sobre as histórias Wapixana, que se junta à exposição Macunaíma é Duwid, em São Paulo, com outras que ocorrem em malocas, em Roraima.

“É uma exposição que acaba conectando outros territórios”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Os deslocamentos de indígenas para vários territórios e a produção de memória a partir de uma inusitada conexão entre o Monte Roraima, considerado local sagrado para povos amazônicos, e o planeta Marte, é o foco da mostra Roraimarte III, com fotografias, pinturas e esculturas que evidenciam esses processos. A abertura está marcada para este sábado, às 15h. O artista estará presente para uma conversa, acompanhado dos curadores da mostra e diretores do Museu do Pontal, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque.

Caboco contou que essa conexão surgiu a partir da nomeação dada pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, a uma parte do território de Marte que se chama Roraima, uma vez que se constatava, semelhança do solo de lá com o do Monte Roraima e do conceito que o povo Wapixana tem de que o Monte Roraima é a origem do mundo.

“Tenho trabalhado muito para não apagar a memória Wapixana e de como a arte pode fortalecer relações dentro do campo indígena”, disse Caboco, acrescentando que esta ação reforça o envolvimento dos jovens indígenas nas suas próprias culturas.

Gustavo Caboco, disse que despertou para a arte depois de ganhar uma máquina fotográfica da mãe, que é Wapixana. Ela, que aos 10 anos foi raptada por uma missionária e levada para Boa Vista, passou a trabalhar como doméstica. Já adulta se mudou para Curitiba e 30 anos depois, ao voltar com o filho ainda menino para o território Wapixana, queria que ele fizesse fotos para guardar a memória do seu povo. “Considero hoje como um primeiro trabalho que tem a proposta desse retorno à maloca, à terra que me situa no mundo”, revelou.

Caboco falou ainda que outra influência que recebeu da mãe vem do tempo que a acompanhava ao ateliê de costura que ela montou em Curitiba. Lá costumava ouvir as histórias guardadas na memória dela de como era a vida na maloca e sobre a paisagem de Roraima.

Para o diretor executivo do Museu, Lucas Van de Beuque, trazer essa exposição ao Museu do Pontal é especialmente oportuno nesse momento de retomada das missões espaciais no âmbito do Programa Artemis, que marca um novo ciclo da exploração espacial e a presença humana na Lua.

“Se, por um lado, essas iniciativas apontam para a expansão dos horizontes tecnológicos, científicos e cosmológicos, por outro, também reativam questões históricas ligadas à ocupação, nomeação e disputa de territórios, agora projetadas para além da Terra”, informou à Agência Brasil.

Gustavo Caboco destacou outra característica dos Wapixanas. Como eles estão situados na fronteira do Brasil com a Guiana Inglesa têm fluência nos dois idiomas. “O nosso povo se dividiu, e hoje tem pessoas Wapixanas falantes de inglês porque cresceram na parte da Guiana e outras falam português, mas a nossa língua Wapixana também é viva nesses dois países”, pontuou.

Para a diretora do Museu do Pontal, Angela Mascelani, a produção de Gustavo Caboco é belíssima e plasticamente muito impactante porque transforma o pensamento dele em obra de arte e provoca no público o desejo de conhecer as questões que o artista traz.

“O fato dele traz uma discussão sobre os deslocamentos forçados e sobre mundos diversos que se conectam levam a uma atualidade muito grande para o que estamos vivendo como população mundial mesmo. Tem essa atualidade ao mesmo tempo em que fala da sua história de vida”, disse.

“É uma honra estarmos recebendo este artista que também coloca em discussão o que é ser indígena hoje desmontando estereótipos que por tanto tempo serviram de base para se pensar a questão indígena”, concluiu.

Crianças e mulheres

O Museu do Pontal costuma dedicar parte da programação dos seus eventos a atividades infantis. Dessa vez, vai ter integração com crianças da Aldeia Mata Verde Bonita, de Maricá, na região metropolitana do Rio, que apresentarão brincadeiras tradicionais neste sábado, a partir das 10h.

A programação prevê, ainda, no mesmo dia, uma agenda para as mulheres, que vão poder participar, às 11h30, de uma oficina de panelas de barro que será apresentada por indígenas do povo Wauja, de Mato Grosso. Às 12h30, elas apresentam a Festa das mulheres – Yamurikumã, ritual que celebra a força das mulheres do Alto Xingu.

No domingo (12) a programação para crianças continua com sessões às 10, 11h e 12h. A atividade Bebês no Museu do Pontal será com a contadora de histórias Mel Xakriabá. Ela vai apresentar na roda de musicalização, cantos e instrumentos da nação Xakriabá, um dos poucos grupos indígenas que habitam Minas Gerais.

O público vai ser incentivado ainda a aprender, às 10h30, a arte de fazer petecas com Carmel Puri. A partir das 15h, será a vez da artesã Ana Lucia Guajajara, que nasceu na Aldeia Morro Branco, no Maranhão, coordenar uma oficina de colares de sementes. A indígena vai explicar os significados sagrados dessas peças.

Música

Neste sábado, a programação musical ficará por conta do Coral da Aldeia Mata Verde Bonita, às 16h30, e do Coral Mbyá Guarani da Aldeia Sapukai, no domingo, às 16h.

Educadores indígenas

A curadoria do festival é dos educadores indígenas Carmel Puri e Pacary Pataxó, que vivem no Rio de Janeiro. Formada em pedagogia, pesquisadora de grafismos de outras etnias e agricultora urbana, a arte-educadora Carmel é também coordenadora do coletivo feminino Sementes da Terra, projeto que incentiva o plantio de sementes fora dos territórios indígenas.

Pacary Pataxó, que nasceu na aldeia Mãe Barra Velha, no sul da Bahia, foi para o Rio quando já era adulto. A intenção com a mudança era divulgar a cultura de seu povo.

Palestrante, oficineiro, empreendedor, Pacary põe em prática, especialmente, nas escolas, a Lei 11.645/8, que obriga o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental e médio no Brasil.

Por meio dos cantos, dança, pintura corporal e contação de história, o educador indígena reforça a necessidade de preservação da natureza, da cultura de seu povo e dos povos originários.

“Esse festival é atravessado por uma programação que por um lado foca nos rituais, mas também na dança, no corpo nos cantos nas formas associativas que acontecem nas comunidades indígenas brasileiras. É de uma riqueza enorme poder trazer para o público essas experiências”, observou a diretora do Museu do Pontal, Angela Mascelani à Agência Brasil.

A manutenção do Festival, que já está na terceira edição, segundo Angela, resulta do interesse do público por informações sobre a cultura indígena e os povos originários de muitas etnias diferentes.

“É um universo complexo, amplo e diverso com muitas variações, desde de indígenas aldeados até os urbanos. Achamos muito importante, porque o Museu é voltado para a difusão das camadas populares e a gente inclui a população indígena. Há uma grande importância”, disse à Agência Brasil.

A diretora destacou que o Museu também tem um foco educativo e por isso realiza excursões de estudantes em todas as exposições do espaço cultural. Angela acrescentou que o fato de ter dois educadores indígenas na curadoria do festival, dá uma tranquilidade de que o Museu está no caminho certo.

“São educadores, são indígenas, pessoas que trazem a sua história de vida como vivência de corpo, como vivência de experiência, como seu primeiro plano. Para o público, é muito interessante ter esse contato”, completou.

Museu do Pontal

Localizado na Avenida Célia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca, o Museu do Pontal é considerado o maior e mais significativo espaço de arte popular do país. O acervo, resultado de 45 anos de pesquisas e viagens por todo país do designer francês Jacques Van de Beuque, é composto por mais de dez mil peças de 300 artistas, produzidas a partir do século 20.

Como chegar

Para chegar ao museu, os visitantes têm a opção de usar vans gratuitas que sairão da estação de metrô Jardim Oceânico, no acesso A – Lagoa, com uma parada no New York City Center.

As saídas regulares são das 10h às 17h, no sábado e domingo, e as vans estarão disponíveis para retorno até o fim do evento. Como o estacionamento estará fechado, o museu recomenda utilizar o transporte oficial do festival, que por meio da Lei Rouanet, é patrocinado pela Shell Brasil que comemora 113 anos de presença no país.

Social: A garotinha Geovana Costa Pereira completou 3 aninhos

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Geovana completou três aninhos cercada de amor e carinho
Completou idade nova (três aninhos), no último dia 6 de abril de 2026, a “fofurinha” muito linda, a pequena Geovana Costa Pereira, ela é filha do casal Fábio Junior Pardinho Pereira e Eliani Costa de Sousa seu irmão Thiago, os avós paternos Tony e Edinalva, os bisavós paternos Sr. Juvenal e Sra. Branca e outros parentes e amigos estiveram celebrando juntamente com Geovana sua linda e maravilhosa festinha.

Os pais da aniversariante, acharam por bem fazer uma linda festa neste dia, regado a salgadinhos, pipoca, refri e um delicioso bolo de aniversário. Geovana que só tem dado orgulho para seus pais, padrinhos, tios, avós e demais parentes e amigos, pois, ela é uma criança alegre, de fácil relacionamento e que tem desenvoltura impar pela sua idade, Geovana encanta a quem estiver por perto dela.

Final de dia e começo de noite maravilhosa que passamos sobre a proteção de Deus e o encanto da aniversariante Geovana, que não deixou ninguém fora do seu visual, buscou envolver todos nas suas formas de falar de uma criança muito engraçada e de todos, não estranha ninguém, pureza total.

Nós da Folha de Condeúba, parabenizamos a linda Geovana, rogamos ao Papai do Céu que lhe proteja sempre e lhe dê muita luz na sua vida e que você Geovana seja uma grande vencedora. AMÉM!!!

Fotos: Oclides/JFC

SOCIAL: Completando idade nova a garotinha Rafaela Costa Fernandes

 

SOCIAL

As aniversariantes Rafaela e sua mamãe Helen, seu esposo Wagner abraçando ambas
Rafaela Costa Fernandes 7 aninhos

Completando idade nova neste sábado dia 11 de abril, a nossa muito querida sobrinha Rafaela Costa Fernandes, que ainda está comemorando a mesma festa natalícia com sua mamãe Helen Maria da Costa, ela que completou anos também no último dia (5/4). O seu papai Wagner Castro Fernandes, os avós materno da aniversariante, são os condeubenses Ita e Zé Costa, além dos demais familiares e amiguinhos que estão ajudando animar a festinha da linda Rafaela. 

Nós do Jornal Folha de Condeúba, deixamos nosso amplexo e fraternal abraço, parabenizamos as nossas muito queridas sobrinhas Rafaela e Helen, pela passagem de seus aniversários, felicidades e que o bom Deus lhe dêm muitos anos de vida, com muita sabedoria e inspirações para realizar todos os seus sonhos que vier pela frente. Sucesso sempre pequenas, porém grandes Rafaela e Helen, que as bênçãos do nosso Pai Celestial, derrame sempre em favor das vossas vidas juntamente com sua grande e querida família.

Missão lunar Artemis II termina com resgate seguro da tripulação após reentrada na Terra

Missão lunar Artemis II termina com resgate seguro da tripulação após reentrada na Terra
Foto – Divulgação / NASA

A missão Artemis II foi concluída com sucesso após o retorno seguro da cápsula Orion à Terra, marcando um novo capítulo na exploração espacial tripulada. O pouso ocorreu no Oceano Pacífico, próximo à costa dos Estados Unidos, encerrando uma jornada histórica ao redor da Lua.

A fase final da missão exigiu precisão e tecnologia avançada. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, a cápsula enfrentou condições extremas, com altíssimas temperaturas geradas pelo atrito com o ar, além de uma redução significativa de velocidade em poucos minutos, garantindo um retorno controlado.

Após essa etapa crítica, o sistema de paraquedas foi acionado de forma gradual, permitindo estabilizar a descida e assegurar um pouso seguro no mar. A operação seguiu conforme o planejado, demonstrando a eficiência dos sistemas desenvolvidos para a missão.

Com a cápsula já em segurança, equipes de resgate iniciaram imediatamente os procedimentos para retirada dos astronautas. A tripulação foi encaminhada para uma embarcação de apoio, onde passou por avaliações médicas iniciais.

De acordo com a coordenação da missão, os astronautas apresentaram bom estado de saúde, indicando o sucesso não apenas técnico, mas também operacional da missão. O retorno da Artemis II reforça os avanços da exploração espacial e abre caminho para futuras missões ainda mais ambiciosas.

Centenário da Passagem da Coluna Prestes por Condeúba (1926/2026)

Por Joandina 

Professora, Historiadora e escritora Joandina Maria de Carvalho, relembrando o centenario a passagem da Coluna Prestes por Condeúba

Em seu livro A Coluna Prestes, marchas e combates, Lourenço Moreira Lima informa que depois de terem visitado Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, chegaram à Bahia com perto de 1200 homens. O ano era 1926, no dia 26 de fevereiro.
“As primeiras chuvaradas do inverno desse ano enverdeceram aqueles sertões.” O autor descreve a vegetação do sertão da Bahia, destacando que a natureza desabrochara em flores para destacar a travessia da Coluna invicta.
A princípio, a marcha foi a pé, já que os animais eram destinados aos doentes e cargas. Dias depois, começaram a encontrar cavalos, o que facilitou o percurso.
Enquanto isso, escutavam-se histórias do Prestes menino, contadas por ele.

Taiobeiras sediará lançamento de obra inédita sobre a Coluna Prestes no centenário de sua passagem pelo Norte de Minas

Por Levon Nascimento

A cidade de Taiobeiras (MG) será palco, na noite de sábado, 18 de abril de 2026, às 19 horas, na Câmara Municipal, de um dos mais relevantes eventos culturais e históricos da região: o lançamento do livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas, organizado pelo professor e pesquisador Levon Nascimento.

Mais do que um lançamento literário, a ocasião será marcada por um momento solene e simbólico: a outorga da Medalha Luiz Carlos Prestes, em edição única e exclusiva, criada especialmente para celebrar o centenário da passagem da Coluna Prestes pelo Norte de Minas Gerais (1926–2026).

A honraria será concedida a diversas personalidades e instituições que, ao longo de suas trajetórias, contribuíram de forma significativa para a preservação da memória, a educação, a cultura e a luta social na região. Entre os laureados estão professores de História, educadores, escritores, entidades culturais, contadores de histórias, guardiães da memória e lutadores sociais — além de estudantes destacados das escolas públicas de Taiobeiras, reconhecidos por seu desempenho e compromisso com a educação.

A medalha, concebida como peça comemorativa irrepetível, não apenas homenageia seus agraciados, mas também inscreve seus nomes na memória pública do centenário, vinculando-os a um dos episódios mais marcantes da história republicana brasileira.

O livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas, publicado pela Paco Editorial em 2026, reúne pesquisadores, historiadores, educadores e autores que analisam, sob múltiplas perspectivas, a passagem da Coluna pelo sertão mineiro, com destaque especial para o território do Alto Rio Pardo e o episódio histórico ocorrido em Taiobeiras em abril de 1926. A obra articula história, memória e identidade regional, conectando o chamado “Brasil profundo” às grandes narrativas nacionais.

A Coluna Prestes (1924–1927), liderada por Luiz Carlos Prestes, foi um dos mais importantes movimentos político-militares do período do tenentismo, insurgindo-se contra as estruturas oligárquicas da Primeira República. Composta majoritariamente por jovens oficiais do Exército, a Coluna percorreu cerca de 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil, denunciando desigualdades sociais, fraudes eleitorais e a ausência do Estado em vastas regiões do país. Sua passagem pelo Norte de Minas Gerais, em 1926, especialmente na região de Taiobeiras, marcou profundamente a memória local, sendo até hoje lembrada pelo povo como “o tempo dos revoltosos”.

Ao completar cem anos dessa travessia histórica, o evento em Taiobeiras propõe não apenas rememorar o passado, mas também reconhecer, no presente, aqueles que continuam a construir caminhos de consciência histórica, justiça social e valorização cultural.

A cerimônia é aberta ao público e deve reunir autoridades, intelectuais, educadores, lideranças sociais e a comunidade regional, consolidando-se como um marco comemorativo e reflexivo sobre a história, a memória e o futuro do Norte de Minas Gerais.

Serviço:
📍 Local: Câmara Municipal de Taiobeiras (MG)
📅 Data: 18 de abril de 2026 (sábado)
🕖 Horário: 19h
📖 Evento: Lançamento do livro A Coluna Prestes nos Gerais de Minas
🏅 Destaque: Entrega da Medalha Luiz Carlos Prestes – edição centenária exclusiva.

Lula quer incluir inadimplentes do FIES em pacote contra endividamento

Presidente, no entanto, não detalhou como ocorreria a renegociação
Agência BrasilSão Paulo (SP), 10/04/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de visita de inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação (CESIN) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Foto: Paulo Pinto/Agencia BrasilO presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta sexta-feira (10) que deverá incluir no pacote de medidas do governo federal contra o endividamento os estudantes que estão em atraso com os pagamentos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). Lula, no entanto, não detalhou como ocorreria o processo de renegociação dessas dívidas.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do FIES. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, disse Lula, ao inaugurar, em Sorocaba (SP), uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

“Ele [o estudante] vai pagar a dívida dele sendo um profissional competente, porque se ele for um profissional competente, ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso país”, ressaltou o presidente. 

Dados do Ministério da Educação (MEC), de outubro de 2025, mostram que 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no FIES, o que representa R$ 1,8 bilhão em saldo devedor.

Investimento

O presidente voltou a frisar que os recursos destinados à educação devem ser vistos como investimento e não como gasto. Lula reforçou que mantém a convicção de que o desenvolvimento do país está diretamente ligado à ampliação da educação no país.

“Ninguém tirará de mim a convicção de que não existe outra saída para que o Brasil se defina como um país altamente desenvolvido do ponto de vista democrático, do ponto de vista civilizatório, do ponto de vista tecnológico, do ponto de vista econômico, a não ser fazer investimento na educação”. 

O presidente comparou os recursos necessários para a manutenção de um estudante e de uma pessoa encarcerada.

“Um prisioneiro, no presídio federal de segurança máxima, custa R$ 40 mil reais por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil reais por ano. Um estudante, no Instituto Federal, custa 16 mil reais por ano, ou seja, metade do que custa um bandido”, disse.

“A gente investe em bandido quando a gente não investe na educação”, acrescentou.

Emendas parlamentares

Em seu discurso, o presidente sugeriu que cada deputado federal e cada senador se comprometa a utilizar as emendas parlamentares para a criação de uma escola no país. Segundo Lula, se os parlamentares adotassem a ideia, o problema da educação estaria resolvido no Brasil. 

“Vamos supor que cada deputado tenha R$ 40 milhões por ano de emenda. Cada deputado e cada senador. Imagina se todos eles assumirem a responsabilidade de financiar a construção de uma escola. São 513 deputados, são 513 escolas. São 81 senadores, são 81 escolas. Resolvemos o problema da educação”, acrescentou.

Trump

No fim do discurso, em tom de brincadeira, Lula disse que se o presidente estadunidense soubesse o que é um pernambucano não faria ameaças contra o Brasil. Lula ressalvou, no entanto, que o país é pacífico e valoriza a paz e o amor.

“Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil”, disse. 

“De qualquer forma, nós não queremos guerra. Nós queremos paz. Nós queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Quem quiser guerra, vá para o outro lado do planeta, porque aqui nós somos a terra de paz e do amor”, acrescentou.

IFSP

A nova unidade do instituto federal inaugurada nesta sexta-feira em Sorocaba foi viabilizada pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Iniciadas em 2024, as instalações têm 4,6 mil metros quadrados de área construída, e oferecerão estrutura completa para o ensino técnico e tecnológico, incluindo blocos de salas de aula, laboratórios do tipo oficina e bloco administrativo.

Lula larga a mão de Alexandre de Moraes e acerta moralmente por interesse eleitoral

Lula larga a mão de Alexandre de Moraes e acerta moralmente por interesse eleitoral
O presidente Luis Inácio Lula da Silva e o Ministro Alexandre de Moraes do STF – Foto: Igo Estrela/Metrópoles

De acordo com a Coluna do Mario Sabino, no site Metrópoles, Lula tem lealdade apenas a si próprio. Preocupado com a contaminação da campanha à reeleição pelo caso do Banco Master, que envolve diretamente amigos seus no STF, ele largou a mão de Alexandre de Moraes depois de ter deixado para trás Dias Toffoli.

Em entrevista a um canal da imprensa petista, o presidente da República contou que aconselhou Moraes a preservar a biografia e declarar-se impedido de atuar em julgamentos relacionados ao caso Master, uma vez que a mulher do ministro foi contratada como advogada do finado banco de Daniel Vorcaro.

Ele também afirmou que um integrante do Supremo que tenha cometido desvio deve pagar por isso, não o tribunal, e que “se o cara quer ficar milionário, não pode ser ministro do Supremo”, porque “quando se vai para a Suprema Corte, tem que fazer um compromisso quase religioso. Ele não está lá para ganhar dinheiro”.

O chefão petista não se tornou um ser ético da noite para o dia; tudo o que disse na entrevista foi por exclusivo interesse eleitoral.

Não importa: assim como se faz coisa errada movido por razões certas, também se faz coisa certa impelido por motivos errados. Ao trair amigos que lhe prestaram serviços relevantes e que se tornaram incômodos, Lula acertou moralmente.

Porque vamos deixar pactuado, por favor: só em um país que perdeu qualquer pudor, ministro de Suprema Corte se enrola com um desclassificado como Vorcaro e ainda se acha insuspeito para ser julgador em processos associados ao sujeito.

É neste país sem pudor que as fadas sininho do consórcio STF/Palácio do Planalto agora tentam remediar a fala de Lula. Mas não tem jeito: a distância foi marcada, resta ver se o acerto moral terá o efeito desejado pelo chefão petista nas urnas, e nenhuma atenuação da parte dele apagará o conselho dado a Moraes e o que afirmou aos entrevistadores sobre a incompatibilidade entre busca de riqueza e cargo de juiz.

Com a divulgação do que disse ao ministro cuja mulher recebeu R$ 80 milhões do maior fraudador do sistema financeiro brasileiro, Lula destruiu a balela de que, ao fazer de tudo para salvar a própria pele, inclusive ignorando suspeições evidentes, os ministros envolvidos com Vorcaro e os seus defensores no STF estão é defendendo o tribunal de ataques golpistas. Nunca se tratou disso, e sim da descoberta de indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa.

Evangélicos empolgados com a realização de mais uma caminhada para Jesus

Brumado: Evangélicos empolgados com a realização de mais uma caminhada para Jesus

A comunidade evangélica está sendo mobilizada em mais uma edição da Caminhada Para Jesus em Brumado. O evento acontece neste sábado (11).

Fabrício Matos, que faz parte da organização da caminhada, destacou que as expectativas em torno da celebração são muito positivas, visto que o evento cresceu bastante em comparação ao ano passado. “Nós só temos a agradecer ao apoio de todos que abraçaram esse projeto evangelístico. Está tudo bem encaminhado”, pontuou.

Restando apenas poucas camisas para encerrar as vendas, Matos disse que a Caminhada Para Jesus promete uma grande mobilização pelas ruas da cidade. “Será uma noite de céus abertos”, adiantou.

A programação começa às 16h com a Vila Kids, espaço especialmente criado para diversão das crianças. Mais de 20 brinquedos fazem parte da estrutura do local, onde também serão distribuídos doces e guloseimas.

No espaço, montado no estacionamento da antiga Cesta do Povo, a partir de 17h30, haverá um show musical com o Tio Rodolfo. Tudo inteiramente grátis.

Depois dessa atração, o trio elétrico que acompanhará a caminhada descerá em direção à Praça Armindo Azevedo com atrações para o público adulto. Entre as quais, Ed Venas e o Ministério Fabrício Matos e Banda.

Para finalizar, o pastor e cantor Guilherme Camargo ministrará a palavra de Deus e entoará cânticos e louvores para o público presente. Estima-se que mais de 2 mil pessoas participem da caminhada neste sábado (11). Embora seja voltada ao público evangélico, toda comunidade brumadense está convidada a prestigiar a iniciativa em prol da paz social.