Mês: Dezembro 2025

Ainda é possível retornar ao essencial do Natal?

Por Levon Nascimento

Na linguagem cotidiana das festas de fim de ano, proliferam palavras como “encanto”, “mágico”, “luz”, “encantado”. São termos que evocam beleza, afetos e sensibilidade. Entretanto, quando observados com rigor etimológico e histórico, revelam camadas mais profundas e até paradoxais. Na Bíblia, as palavras traduzidas como “encanto” – derivadas de raízes hebraicas associadas a sussurros mágicos, feitiços e ilusões – quase sempre aparecem como advertência contra aquilo que desvia a percepção da realidade e encobre o essencial. No marxismo, por sua vez, “fetiche” designa a mistificação das mercadorias, que passam a parecer dotadas de valor e poder próprios, ocultando as relações de trabalho e desigualdade que lhes dão origem. Em ambos os casos, trata-se de uma distorção do olhar: uma inversão simbólica que confunde o que realmente sustenta a vida.

Hoje, paradoxalmente, o discurso do “encanto natalino” funciona como uma operação semelhante àquilo que Marx chamaria de fetichismo. Os cenários luminosos, os pacotes reluzentes, a liturgia do consumo e a estética homogênea – estadunidense e europeia – exportada globalmente produzem uma espécie de magia que encobre o custo humano, social e ambiental das mercadorias, além de chamuscar as raízes culturais locais. O “clima de Natal”, amplamente embalado pelo mercado, não nasce espontaneamente: é fabricado pela indústria cultural e reorganiza desejos, afetos e expectativas para estimular a compra – não a reflexão. Esse encantamento mercadológico faz com que objetos pareçam portadores de significado e afeto em si mesmos, enquanto o trabalho humano e os danos ambientais permanecem invisibilizados.

Na cultura brasileira, essa crítica já aparecia de forma contundente em Gilberto Freyre. No célebre Manifesto Regionalista, o sociólogo pernambucano atacou o hábito de aceitar cegamente as “novidades estrangeiras” e denunciou a invasão simbólica que descaracterizava as tradições locais. Para Freyre, “esse carnavalesco Papai Noel que, esmagando com suas botas de andar em trenó e pisar em neve as velhas lapinhas brasileiras (presépios), verdes, cheirosas, de tempo de verão, está dando uma nota de ridículo aos nossos natais de família, também enfeitados agora com arvorezinhas estrangeiras mandadas vir da Europa ou dos Estados Unidos pelos burgueses mais cheios de requififes e de dinheiro”.

Nesse sentido, o “encanto” contemporâneo do Natal – embora muito distante do sentido bíblico – funciona como um véu simbólico que desloca o centro da celebração. Em vez de promover o encontro, a partilha e a sobriedade, favorece o frenesi de consumo, embalado por frases publicitárias que repetem a promessa de felicidade instantânea. A cada ano, intensifica-se o fetiche das vitrines, que transforma o desejo humano por pertencimento e reconhecimento em uma corrida por presentes que, pouco depois, se tornam descartáveis. O Natal, que deveria recentrar a vida na comunidade e na vulnerabilidade humana refletida no nascimento de Jesus, converte-se em espetáculo.

O resultado é uma contradição profunda: celebra-se o nascimento de alguém que viveu na pobreza, anunciou a liberdade dos oprimidos e denunciou estruturas injustas, mas isso ocorre por meio de práticas que reforçam desigualdades e agressões socioambientais. A figura do Jesus histórico – judeu marginalizado, refugiado recém-nascido, homem do diálogo e da compaixão – é frequentemente apagada pela estética do consumo. Seu chamado à conversão ética, ao cuidado com a criação e à solidariedade ativa entra em choque com o ritmo acelerado da temporada de compras, marcada por embalagens descartáveis, deslocamentos poluentes e trabalho precarizado.

Esse descompasso também se expressa na forma como se vive a fraternidade natalina. Muitas vezes, ela se reduz a gestos pontuais de caridade, sem se converter em compromisso duradouro com justiça social, redução de desigualdades e cuidado ambiental. A solidariedade transforma-se em um breve encanto: bonito, porém efêmero, como as luzes que se apagam em janeiro. Trata-se de um fenômeno próximo ao fetiche marxista, no qual o gesto visível substitui a transformação estrutural, como se decorar casas ou distribuir doações fosse suficiente para enfrentar problemas que exigem políticas públicas, engajamento comunitário e mudança de mentalidade.

Além disso, o consumo intensivo que caracteriza o Natal contemporâneo contribui diretamente para a insustentabilidade ambiental. Um planeta já exausto pelo aquecimento global, pelo desmatamento e pela poluição recebe toneladas de resíduos decorrentes da hiperprodutividade sazonal. A cultura do “encanto”, repetida em campanhas publicitárias que prometem magia e brilho, oculta o fato de que cada mercadoria carrega uma pesada pegada ecológica. A beleza luminosa das cidades contrasta com a opacidade dos impactos ambientais invisibilizados.

Contudo, não se trata de negar a dimensão afetiva do Natal, nem de esvaziar sua força simbólica. A festa mobiliza reencontros, memórias e esperanças legítimas. Justamente por isso, a questão que se impõe é se ainda é possível retornar ao essencial do Natal. A resposta não está em abolir a celebração, mas em reorientá-la. Retornar ao essencial significa deslocar o centro da festa do consumo para a vida concreta: reconhecer o valor do trabalho humano, assumir a responsabilidade socioambiental, fortalecer vínculos comunitários e resgatar o sentido ético do nascimento de Jesus como anúncio de cuidado, justiça e solidariedade. O Natal não precisa ser menos belo, mas mais verdadeiro. E essa verdade, ainda que menos reluzente, pode ser o caminho mais consistente para reencontrar seu sentido essencial.

Sobre o autor

Levon Nascimento é professor de História na rede pública de ensino de Minas Gerais, doutorando em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável pelo Centro Universitário Dom Helder e pesquisador das relações entre cultura, justiça socioambiental e ética pública. Atua na interface entre educação, história social e crítica ao modelo de desenvolvimento contemporâneo.

Identificadas as vítimas de acidente que deixou 11 mortos na divisa da Bahia com o Espírito Santo

Fotos: Reprodução/TV Santa Cruz
Os 11 mortos na colisão que ocorreu entre dois carros neste sábado (27), na BR-101, eram membros de duas famílias. O acidente foi registrado no km 953 da rodovia, no trecho de Mucuri, no extremo sul baiano. A área fica próxima à divisa da Bahia com o Espírito Santo.

Entre as vítimas, três eram naturais de Linhares (ES). Elas estavam em uma caminhonete S10 e seguiam na via sentido Teixeira de Freitas (BA).

As outras oito pessoas ocupavam o segundo veículo, uma minivan, e trafegavam na via sentido Vitória (ES). De acordo com a Prefeitura de Mucuri, elas moravam na cidade, no distrito de Itabatã.

A TV Santa Cruz apurou que o grupo seguia com destino à praia Costa Dourada, no litoral sul do município, onde pretendia curtir o Réveillon.

Colisão entre caminhão e caminhonete mata idoso e mulher na BR-030 em Caetité

Colisão entre caminhão e caminhonete mata idoso e mulher na BR-030 em Caetité

Na tarde deste domingo (28), por volta das 15h30, a 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), por meio da guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), foi acionada pela Central de Operações para atender a uma ocorrência de sinistro de trânsito com vítima fatal na BR-030, na entrada do distrito de Pajeú dos Ventos, no município de Caetité.

Segundo informou a corporação, ao chegar ao local, a guarnição constatou a presença de uma equipe do Samu 192, composta por condutor, enfermeiro e médica plantonista, a qual confirmou o óbito de duas vítimas em decorrência do acidente.

Uma das vítimas foi identificada como Jaime Alves da Silva, de 62 anos, condutor de uma caminhonete SW4. A segunda vítima, do sexo feminino, encontrava-se sem identificação até o momento do atendimento. Conforme informações colhidas no local, o veículo SW4 colidiu com um caminhão Scania, conduzido por um motorista que permaneceu no local após o sinistro.

O local do acidente foi isolado até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) em GuanambiUm boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Territorial de Caetité. A Polícia Civil já instaurou um inquérito e investiga o caso.

Ministro anuncia que não haverá greve de pilotos e comissários

Sindicato dos aeronautas informou que os trabalhadores aceitaram a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2025/26

Rafaela Felicciano/Metrópoles
aeroporto

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou neste domingo (28/12) que pilotos e comissários de bordo desistiram de entrar em greve. O sindicato da categoria informou, nesta tarde, que os trabalhadores aprovaram a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2025/26, em votação aberta nesse sábado (27/12).

Reivindicações da categoria

Entre os principais pontos defendidos pelos aeronautas, estavam:

  • recomposição salarial pelo INPC + 3%;
  • reajuste do vale-alimentação pelo INPC + R$ 105;
  • previdência privada;
  • aumento das diárias internacionais (US$ 4 para América do Sul, EUA e América Central);
  • pagamento em dobro da hora noturna.

O sindicato também apontava o combate à fadiga como pauta prioritária, associada à saúde dos tripulantes e à segurança operacional.


A aprovação ocorreu após a rejeição apertada da proposta patronal anterior, em votação encerrada no início da semana, quando 49,31% dos aeronautas votaram contra, 49,25% a favor e 1,44% se abstiveram. Diante do impasse, o SNA declarou estado de greve, o que mantinha a possibilidade de paralisação a partir de 1º de janeiro, a depender do resultado dessa última negociação.

Contraproposta

Como contraproposta, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) sugeriu reajuste salarial pelo INPC + 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. O texto é o que foi submetido à votação on-line neste sábado e domingo.

Uma assembleia de deflagração da greve chegou a ser convocada, mas foi cancelada, já que a consulta terminou da seguinte forma: 65,93% dos aeronautas votaram a favor da proposta das empresas e 32,77% votaram contra – 1,29% se absteve.

A negociação envolvia apenas as companhias aéreas Azul e Gol. Os funcionários da Latam já haviam aprovado acordo coletivo em votação realizada nos dias 11 e 12 de dezembro e, por isso, não estavam incluídos no risco de greve.

SEMAR e SESAU realizaram palestras sobre vetores de doenças e saneamento ambiental nas UBS de Brumado

SEMAR e SESAU realizaram palestras sobre vetores de doenças e saneamento ambiental nas UBS de Brumado

Ao longo dos meses de novembro e dezembro, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAR) e a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) promoveram palestras educativas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município, com foco na prevenção de doenças, no controle de vetores e na conscientização sobre saneamento ambiental.

A iniciativa cumpre deliberação da Prefeitura Municipal de Brumado e da Defesa Civil, diante das medidas preventivas relacionadas aos impactos das chuvas torrenciais no município.

Durante as palestras, a população recebeu orientações sobre o controle da reprodução de insetos e animais peçonhentos ou transmissores de doenças, como o mosquito Aedes aegypti, além de informações sobre os procedimentos corretos para colaborar com os serviços de saneamento ambiental. As equipes também fizeram o Mutirão de Limpeza e reforçaram práticas simples que ajudaram a reduzir riscos à saúde pública, especialmente no período chuvoso.

Um dos pontos centrais abordados foi a divisão de responsabilidades entre o poder público e a coletividade na preservação do meio ambiente e na manutenção da limpeza urbana. Nesse contexto, são destacadas orientações como a prática dos 3Rs, sendo Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Entre elas, estão a necessidade de murar terrenos para evitar o acúmulo irregular de lixo e entulho, não despejar resíduos em vias públicas, manter quintais e terrenos limpos, evitar terrenos com mato alto ou usados como depósito de lixo e eliminar qualquer possibilidade de água parada em imóveis.

A Prefeitura de Brumado reforça que ações educativas como essas são fundamentais para fortalecer a prevenção em saúde e promover uma cidade mais limpa, segura e preparada para enfrentar os desafios do período chuvoso.

Caetité: Condutor morreu e duas pessoas ficaram feridas em acidente na BR-430

Caetité: Condutor morre e duas pessoas ficam feridas em acidente na BR-430

Um homem identificado como Roberto Leal Fernandes, morreu na tarde deste domingo (28), vítima de um acidente de trânsito, na BR-430, trecho do município de Caetité. A informação foi confirmada pela 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

De acordo com a unidade policial, o acidente foi registrado por volta das 15h30, no KM 12, sentido a cidade de Igaporã.  No local, foi constatado que um veículo Golf, de cor vermelha, se envolveu no sinistro, resultando no óbito do condutor, ainda no local do acidente. No automóvel também estavam sua esposa e sua filha menor de idade, que sofreram ferimentos.

Equipes do Samu 192 prestaram os primeiros atendimentos às vítimas sobreviventes, sendo a mulher encaminhada ao Hospital Geral de Guanambi (HGG) e a criança conduzida ao Hospital Municipal de Igaporã para avaliação e cuidados médicos.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou o levantamento cadavérico no local. O corpo de Roberto foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Guanambi. A Polícia Civil instaurou um inquérito e investiga o caso.

Ex-aluna de medicina da USP condenada no 8/1 está foragida há 19 meses

Roberta Soares rompeu a tornozeleira eletrônica em maio de 2024, um mês após ser condenada pelo STF, e nunca mais se apresentou à Justiça

Reprodução/Facebook
Foto colorida da Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, ex-aluna de medicina da USP, presa por participação nos atos de 8/1 - Metrópoles
Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, de 37 anos, está foragida da justiça há 19 meses
Condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a ex-aluna de medicina da Universidade de São Paulo (USP) Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, de 37 anos, está foragida há 19 meses.

No último ofício enviado a Moraes, no início deste mês, a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas da Justiça do Ceará, estado para onde Roberta se mudou após deixar a prisão, informou que o descumprimento da ordem judicial “persiste até a presente a data” e que o nome dela consta com o status de “procurado” no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

Roberta integrou o grupo de brasileiros réus e condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes que fugiram para a Argentina. No início do ano, a advogada que a defende na ação penal que tramita no STF informou que perdeu o contato com a cliente desde então.

Das aulas de medicina na USP à prisão em Brasília

Natural de Fortaleza (CE) e formada em engenharia, Roberta se mudou para São Paulo em 2020, após ser aprovada no vestibular para o curso de medicina da USP. Nas redes sociais, relatava rotina de aulas, treinos físicos, alimentação saudável e publicava fotos com familiares e amigos. Mas, em setembro de 2022, o foco das postagens mudou e passou a ser, quase que exclusivamente, sobre política.

Ela foi detida dentro do Congresso Nacional durante os ataques de 8/1. Estava ajoelhada e rezando quando foi presa em flagrante pela Polícia do Senado. As câmeras de segurança registraram a cena, e o vídeo foi anexado ao inquérito. Por causa da prisão, ela trancou o curso de medicina na USP.

Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Roberta acessou as galerias do Congresso, “participando ativamente e concorrendo com os demais agentes para a destruição dos móveis que ali se encontravam”.

Em abril do ano passado, a maioria dos 11 ministros do STF decidiu condená-la a 14 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada e deterioração do patrimônio tombado. Além disso, os magistrados a incluíram na lista de condenados obrigados a pagar R$ 30 milhões de indenização a título de danos morais coletivos.

A defesa de Roberta Jersyka sempre argumentou que não havia provas de que a então estudante de medicina se envolveu nos atos de vandalismo do dia 8 de janeiro, em Brasília, e que o STF não tinha competência para julgá-la porque ela não tem foro privilegiado, tese derrotada pela posição da maioria dos ministros.

Projeto Natal Solidário 2025: Tradição de Solidariedade na Comunidade Quilombola do Tamboril

Momento inicial em que Suzane convidou a todos para professar a oração do Pai Nosso com uma Ave Maria

Em sua quinta edição, o projeto Natal Solidário voltou a brilhar neste domingo, 28 de dezembro de 2025, dando mais uma demonstração de união, solidariedade e generosidade. Neste ano, comunidades organizadas e a sociedade civil intermunicipal se uniram mais uma vez para proporcionar um Natal solidário e inesquecível à comunidade Quilombola do Tamboril, no distrito de Alegre, em Condeúba.

Inicialmente, o evento estava marcado para o dia 21 de dezembro, mas foi adiado em respeito ao falecimento do Sr. Clemente, pessoa muito querida e respeitada pela comunidade local. A decisão de prorrogar o evento reforçou o espírito de empatia e consideração que norteia o projeto.

Durante a realização do Natal Solidário, o calor humano e a compaixão se fizeram presentes, com voluntários e lideranças locais empenhados em levar alegria, esperança e dignidade às crianças e famílias atendidas. A iniciativa vai muito além da simples distribuição de presentes; ela simboliza a construção de laços, o fortalecimento do espírito comunitário e a valorização da convivência coletiva.Os preparativos envolveram equipes organizadas na arrecadação e distribuição de brinquedos, roupas e alimentos. É inspirador testemunhar como a solidariedade ultrapassa fronteiras municipais, conectando pessoas em torno de um objetivo comum: fazer o bem.

Em entrevista à Folha de Condeúba, a coordenadora do projeto, Suzane Coutinho da Silva, destacou a importância da participação da comunidade quilombola do Tamoio, ressaltando o compromisso com a inclusão e a diversidade cultural. “Queremos garantir que este Natal, assim como os demais eventos de fim de ano, seja verdadeiramente especial, refletindo a diversidade e a riqueza cultural dessa comunidade”, afirmou Suzane.

A iniciativa não apenas leva alegria às crianças, mas também fortalece os vínculos entre as comunidades envolvidas, tornando o Natal Solidário um verdadeiro catalisador de entendimento mútuo e cooperação entre diferentes setores da sociedade. À medida que o ano se aproxima do fim, o Natal Solidário 2025 se consolida como um farol de esperança e empatia, iluminando caminhos e inspirando outras comunidades quilombolas. O projeto é um testemunho vivo de que, juntos, é possível construir um futuro mais solidário, justo e inclusivo.

Prestigiaram o evento o vice-prefeito Carlito José Pereira, representando o Poder Executivo Municipal, a vereadora Bell do Alegre representando o Legislativo, além do Chefe Distrital Marcelo Amaral, entre outras lideranças e membros da comunidade.

Natal Solidário 2025 agradece aos patrocinadores, apoiadores e colaboradores:

Vera Malta, Patrícia Brito, Vaneide Brito, vereadora Bell do Alegre, Triolux, vice-prefeito Carlito, construtora VM, Prefeitura Municipal de Condeúba, Pedro Sampaio, Fábio Júnior, Condilez Cotrim, Jairo David Ribeiro, Alessandra Pereira, Jéssica de Souza Pereira, Suely Neres, Miguel do Sítio, Marcelo Coutinho, aos participantes da rifa, vereador Zé de Fernando, Cristina Brito, Amadeus, Marcelo Amaral, Dunga do Forró, Nelma Bolos, Rosa Teixeira, Juliana Moreira, Edna Carvalho, Maianda Docesmf Confeitaria Caseira, Maria Brito, Eliene Costa, Pastoral da Criança Comunidade Tamboril, pró Marli Cruz, Damas da Bola, Irmãos Cardoso, Curingas F C, vereadora Leu do sindicato, Pretinho Confecções, Natália, Katiuça e apoio cultural e divulgações do Jornal Folha de Condeúba.

Esse foi a primeira etapa do Natal Solidário 2025, realizada no dia 21 desse mês na Comunidade do Sítio Município de Mortugaba.

 

Fotos: Oclides/JFC – Natal Solidário realizado no Tamboril em 28/12/2025.

Morre a atriz Brigitte Bardot, musa do cinema francês

Ela atuou em dezenas de produções e lutou pela defesa dos animais
Agência Brasil

FILE PHOTO: Former French actress and animal rights activist Brigitte Bardot attends a meeting February 11, 2004, at the Paris Mosque with moslem religious leaders over the fate of thousands of sheep ritually slaughtered each year during the Aid-el-Kabir religious festival. REUTERS/Charles Platiau MAL/GB/File Photo
A atriz Brigitte Bardot – Foto: Reuters/Charles Platiau/Arquivo/Proibida reprodução

Morreu neste domingo (28), aos 91, anos a atriz Brigitte Bardot, lenda do cinema francês. A causa da morte não foi divulgada, mas ela já estava com a saúde debilitada há alguns meses, passando por períodos de longas internações. Ela morreu num hospital no sul da França, onde passaria por uma cirurgia.

O presidente francês Emmanuel Macron se manifestou sobre a morte de Brigitte. Ele escreveu: “Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”.

Além de atriz, Brigitte foi cantora e ativista da causa animal. Nascida em Paris, em 1934, em uma família rica, começou sua carreira artística como modelo, aos 15 anos. Estampou a capa da revista Elle e sua beleza chamou atenção imediata de outras áreas, como o cinema.

Estreou nas telas em 1952, aos 18 anos, no filme Le Trou Normanddo diretor Jean Boyer, no qual interpretou a personagem Javotte Lemoine, um papel pequeno. No mesmo ano atuou em Manina, a Moça Sem Véu. Com direção do diretor francês Willy Rozier, sua personagem não tinha grande destaque, mas Brigitte chamou atenção ao aparecer de biquíni, ajudando a tornar comum a peça de roupa.

Em 1953, a jovem atriz, ainda não muito famosa, atuou em Mais Forte que a Morte, seu primeiro trabalho num longa-metragem norte-americano. Com Kirk Douglas e Dany Robin como protagonistas, a produção teve muitas cenas rodadas na França. Embora não tenha tido grande destaque no filme, a atriz chamou atenção no Festival de Cannes daquele ano durante a promoção do longa protagonizado por Douglas. Ela surgiu de biquíni no evento, o que causou frisson na mídia.

A atriz seguiu atuando em filmes franceses, italianos e ingleses. Em 1955 trabalhou em várias produções como A Noiva do ComandanteAs Grandes Manobras A Luz do Desejo. Em 1956, integrou o elenco de filmes como Helena de TróiaMademoiselle Pigalle Meu Filho Nero.

Nestes longas, Brigitte já vinha chamando atenção e atuando com mais destaque, sendo protagonista em algumas produções. Ainda em 1956, estrelou E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, o francês Roger Vadim.

No longa, Brigitte interpreta Juliette, uma jovem mulher que vive em Saint-Tropez que se casa com o irmão de um homem que a rejeitou. Ela, que é uma órfã, luta para não voltar para o orfanato e faz isso despertando paixões.

A produção levou Brigitte ao estrelato: ela se tornou um símbolo sexual e passou a influenciar a moda feminina em grande parte do mundo.

A partir daí, a francesa se tornou sinônimo de estrela de cinema, atuando em produções famosas como O Desprezo, de 1963, do diretor Jean-Luc Godard e atuou ao lado de astros como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Sean Connery, entre outros.

Búzios

Brigitte passou por crises de relacionamento nos anos 60, teve depressão e questões graves com bebidas alcoólicas. Teve um filho não desejado, o que tumultuou sua relação com ele ao longo da vida.

Em 1965, Brigitte veio ao Brasil, quando namorava Bob Zagury, um brasileiro atleta de basquete no Flamengo. Em passagem pelo país, a atriz esteve na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, em uma visita que ficou famosa. A prefeitura local fez uma estátua de Brigitte, que permanece no município até os dias de hoje.

O último filme de Brigitte foi o francês L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, lançado em 1973. Depois disso, a atriz decidiu deixar a vida artística e passou a se dedicar a outra de suas paixões: a defesa dos animais.

Ela criou a Fundação Brigitte Bardot para ajudar a salvar animais de variadas espécies ao redor do mundo. Seu lado ativista foi muito elogiado e celebrado, o que não evitou que recebesse críticas nos últimos anos de sua vida por posicionamentos políticos considerados polêmicos.

Em 2021, quando tinha 87 anos, Brigitte foi condenada por um tribunal francês e multada em 20 mil euros por ter feito insultos racistas contra moradores da ilha francesa de Reunião.

Ela também, recentemente, declarou apoio a Marine Le Pen, representante da extrema direita francesa.

Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta.

Morre Lindomar Castilho, Rei do Bolero condenado por feminicídio

Morte do cantor foi divulgada pela filha nas redes sociais
Agência Brasil

Brasília (DF), 20/12/2025 - Cantor Lindomar Castilho. Foto: Vinil Records/Divulgação
O cantor Lindomar Castilho – Foto: Vinil Records/Divulgação

Morreu neste sábado (20), aos 85 anos, o cantor Lindomar Castilho, conhecido como o Rei do Bolero. Além de ser lembrado pelos sucessos da década de 70, Castilho também protagonizou um dos crimes de feminicídio mais emblemáticos do país, quando assassinou a tiros a ex-mulher e também cantora Eliane de Grammont. Após o crime, foi condenado a 12 anos de prisão.

A informação sobre a morte do cantor foi dada pela filha dele, a coreógrafa Lili de Grammont, por um post nas redes sociais. Ela, no entanto, não divulgou informações sobre a causa ou o local de óbito. Castilho vivia em ostracismo, desde que deixou a prisão, na década de 90, mas gravou um álbum ao vivo nos anos 2000.

Lili, filha de Eliane de Grammont com Castilho, comentou sobre o crime em seu post de despedida. “Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”. Ela estava com apenas 2 anos de idade, quando perdeu a mãe.

“Diante de tudo isso, desejo que a alma dele se cure, que sua masculinidade tóxica tenha sido transformada”, escreveu ainda a coreógrafa. 

Carreira e feminicídio

Lindomar Castilho nasceu Lindomar Cabral, na cidade de Rio Verde, no estado de Goiás, em 1940. Gravou seu primeiro álbum Canções que não se Esquecem, em 1962. Logo começou a fazer sucesso cantando boleros e sambas-canções.

Na década de 70, era um dos maiores vendedores de discos no Brasil e passou a ter seus discos lançados também nos Estados Unidos. Seu maior sucesso é a música Você é doida demais, que foi tema de abertura da série de comédia Os Normais, da TV Globo.

Castilho conheceu Eliane de Grammont, à época uma cantora em início de carreira, nos corredores da extinta gravadora RCA. Casaram-se em 1979 após dois anos de namoro, e logo tiveram a única filha, Liliane.

O casamento, no entanto, acabou no ano seguinte, por causa da agressividade de Castilho, que tinha constantes crises de ciúme, agravadas pelo alcoolismo; ele não aceitava o divórcio.

Em 30 de março de 1981, o cantor matou Eliane com cinco tiros nas costas, quando ela se apresentava na casa de shows paulista Café Belle Epoque, em São Paulo, ao lado do seu namorado, Carlos Randall, também atingido por um dos tiros. Castilho foi preso em flagrante. O julgamento, em júri popular, o condenou a 12 anos de prisão.