Mês: Novembro 2022

Flordelis é condenada a 50 anos por morte do pastor Anderson

Foto: Brunno Dantas/TJRJ

A pastora foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, além uso de documento falso e associação criminosa armada.

  Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, foi condenada a 31 anos e 4 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada.

Segundo a sentença, o assassinato do pastor caracteriza uma demonstração explícita de ódio e que o fato do crime ter sido praticado na residência onde o casal vivia com os mais de 50 filhos tornou o crime ainda mais bárbaro. O documento ainda destaca a frieza e menosprezo pela vida humana da ex-deputada.

“Os diversos disparos efetuados contra a vítima de apenas 42 anos de idade concentram-se em regiões vitais como crânio, tórax e abdome, conforme acima mencionado, sendo esta morta em horário de repouso noturno, no imóvel de moradia também de inúmeros filhos adotivos e de “criação” da vítima, evidenciando ainda mais a frieza e menosprezo pela vida humana durante a empreitada criminosa praticada”, diz trecho da sentença.

Em outro trecho o documento destaca o sofrimento ao qual o pastor foi submetido. “Emprego de meio cruel, posto que ‘alvejada por dezenas de disparos de arma de fogo, inclusive na região próxima às genitálias, agonizando com imenso sofrimento até sua morte’”, ressaltou a sentença.

Flordelis e Simone ouviram a sentença de dentro de uma salinha no próprio plenário, de onde conseguiam ver e ouvir a juíza, mas não podiam ser vistas por outras pessoas que acompanhavam a leitura.

Segundo a defesa, ambas não estavam passando bem e, por isso, tiveram esse direito. Rayane dos Santos, neta biológica da ex-deputada e Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira, filhos adotivos de Flordelis, foram inocentados.

Quanto é a herança de Gal Costa? Descubra valores e com quem ficará o patrimônio

Brazilian musician Gal Costa performs onstage at Carnegie Hall, New York, New York, March 24, 2011. (Photo by Jack Vartoogian/Getty Images)
Brazilian musician Gal Costa performs onstage at Carnegie Hall, New York, New York, March 24, 2011. (Photo by Jack Vartoogian/Getty Images)
Gal Costa morreu aos 77 anos na quarta-feira (09), devastando uma legião de fãs e artistas já órfãos de uma das maiores vozes da música popular brasileira. Com o falecimento da cantora, uma dúvida paira no ar: de quanto é a fortuna acumulada por ela ao longo da vida?

Não existem dados oficiais, mas segundo levantamento feito pelo Jornal do Bolsão, a estimativa é que Gal tenha acumulado de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões ao longo da carreira. Além disso, de acordo com o veículo, ela possuía um faturamento de R$ 1 milhão por mês, entre shows, rendimentos de direitos autorais e royalties de plataformas de streaming.

Velório de Gal Costa acontece nesta sexta-feira (11) em SP. (Foto: Leo Franco/ Agnews)
Velório de Gal Costa acontece nesta sexta-feira (11) em SP. (Foto: Leo Franco/ Agnews)
Também não existem informações sobre o testamento de Gal, mas ao contrário de Jô Soares, que não deixou herdeiros necessários, a cantora tinha um filho, Gabriel, que deve receber, no mínimo, metade do patrimônio da mãe. De acordo com o Código Civil, pelo menos 50% da herança deve ser destinada aos herdeiros necessários; são eles os filhos, netos, bisnetos, cônjuge e pais.

FILHO DE GAL TEM 17 ANOS E FOI ADOTADO PELA CANTORA

Gal se tornou mãe depois dos 60 anos. Ela adotou Gabriel aos 2 anos de idade depois de conhecê-lo em um abrigo do Rio de Janeiro; hoje, o rapaz tem 17. Em entrevista à jornalista Marília Gabriela, ela revelou que tentou engravidar durante muito tempo, mas tinha as trompas obstruídas.

Dilma diz que fala de Eliane Cantanhêde sobre Janja é machista e misógina

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) criticou comentário da jornalista Eliane Cantanhêde sobre a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, esposa do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afirmou que “exigir das primeiras-damas que sejam silenciosas é reproduzir o pior da misoginia e do machismo”.

Cantanhêde virou alvo após abordar na sexta-feira (11), na GloboNews, o envolvimento de Janja na transição de governo e afirmar que existe um “incômodo com o excesso de espaço” dela nas decisões. O episódio levantou uma onda de apoio à futura primeira-dama em mensagens em redes sociais no fim de semana.

Em resposta à jornalista, Dilma afirmou neste domingo (13) em uma rede social que “Janja tem de ser respeitada” e que lugar de mulher é onde ela quiser estar. “Isto vale para jornalista, vale para militante que seja mulher de presidente, vale para cada uma de nós, mulheres”, escreveu.

A petista disse que “a jornalista que critica uma mulher por ‘ocupar excesso de espaço, participar de reuniões e dar papites’ é preconceituosa” e citou a escritora francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), afirmando que a pensadora feminista “ensinou que o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”.

Dilma classificou o caso como “um dos fatos mais preconceituosos da semana” e disse que Cantanhêde fez uma tentativa “de reviver o triste, lamentável e misógino episódio do ‘bela, recatada e do lar'”. A expressão alude a uma reportagem da revista Veja sobre a ex-primeira-dama Marcela Temer em 2016.

Nas falas sobre a presença de Janja nos compromissos de Lula, a comentarista do programa “Em Pauta”, da GloboNews, afirmou que “ela já começou a participar de reunião, já vai dar palpite e daqui a pouco ela vai dizer quem pode ser ministro. Isso dá confusão. Se é assim na transição, imagina quando virar primeira-dama”.

Cantanhêde ainda mencionou o comportamento de outras primeiras-damas, como Ruth Cardoso (1930-2008). Ela disse que a esposa de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) “não tinha protagonismo, não tinha voz nas decisões políticas e, se tinha, era a quatro chaves dentro do quarto do casal”.

“Ela [Janja] não é presidente do PT, ela não é líder política, não é presidente de partido, enfim, por que ela estava ali? Qual é o papel da primeira-dama?”, questionou a jornalista sobre a presença da esposa do petista no evento de quinta-feira (10) em Brasília no qual Lula chorou ao falar sobre combate à fome.

Políticos aliados, dirigentes e militantes rebateram as críticas sob a hasthag “respeita a Janja”. O perfil do presidente eleito em uma rede social postou foto dele abraçado a Janja durante ato em um palanque na campanha eleitoral, sem menção direta ao episódio da jornalista.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, chamou a fala de Cantanhêde de desprezível. “Me apavora o machismo incrustado na cabeça de mulheres ditas esclarecidas, onde estereótipo dos papéis delegados a nós é o importante.” Também disse no post que ter opinião e participação política é um direito de todas as mulheres.

Em resposta a Gleisi, Cantanhêde afirmou: “Alguém falar de ‘machismo incrustado’ comigo não é só injusto, é ridículo. Meu feminismo está no DNA e numa vida inteira. Elogiei Janja, apenas separei relação pessoal com função pública”.

A jornalista, em mensagens a outros seguidores, reforçou que sua intenção era fazer uma distinção entre as duas esferas. “Apenas disse que uma coisa é a relação pessoal, outra é a função pública. Já imaginou o contrário? Se fosse uma mulher presidente e o marido se metendo em tudo?”, exemplificou.

Cantanhêde, veterana repórter da cobertura política em Brasília, também assina uma coluna no jornal O Estado de S. Paulo. Ela foi colunista da Folha, onde trabalhou entre 1997 e 2014.

Janja, que se casou em maio com Lula, é figura frequente nas agendas do presidente eleito. Ela assumiu tarefas na campanha e ganhou protagonismo em atos públicos do petista, discursando e cantando. Em agosto, a Folha mostrou que as interferências e a superexposição criavam incômodos no entorno.

Equipe de transição se queixa de orçamento apertado e pede ajuda de voluntários

***ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 10-11-2022 O presidente eleito Lula discursa no CCBB em reunião com parlamentares. (FOTO Gabriela Biló /Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 10-11-2022 O presidente eleito Lula discursa no CCBB em reunião com parlamentares. (FOTO Gabriela Biló /Folhapress)
A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na comissão de transição de governo, tem se queixado de falta de dinheiro para desenvolver os trabalhos.

O orçamento previsto é de R$ 3,2 milhões, dos quais cerca de R$ 2,2 milhões (69%) vão para o pagamento de salários. Resta pouco, assim, para despesas como passagens aéreas e hospedagem.

O tema foi mencionado na reunião do conselho político da comissão na última sexta-feira (11). Para aliviar a penúria, integrantes da transição têm pedido a colaboradores que atuem de forma voluntária.

Trabalhador com pressão alta pode pedir o auxílio-doença? Veja todos os detalhes

Os trabalhadores que contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possuem muitos direitos e benefícios, desde o medo da aposentadoria até o auxílio-doença.
Os benefícios da doença são aqueles que geralmente trazem muitas questões, especialmente sobre quais doenças podem se beneficiar.
Entre as doenças que afetam muitas pessoas, aquelas que não sabem se podem solicitar os benefícios do INSS são sobre hipertensão, comumente conhecida como hipertensão
Portanto, hoje entendemos a relação entre a pressão alta e a possibilidade de permitir que os trabalhadores saiam do trabalho e garantam seu direito ao auxílio-doença.
Pressão alta dá direito ao auxílio-doença?
Sim! A pressão alta pode garantir o direito aos benefícios da doença, mas você precisa entender quando a doença pode garantir o acesso a benefícios.
Isso porque não basta ter uma doença para que o trabalhador possa reivindicar os benefícios, mas sim é necessário entender a situação do trabalhador em decorrência da doença.
Este tema parece um pouco complicado no início, mas posso garantir que é muito fácil de entender.
Quanto ao auxílio-doença, não basta simplesmente reivindicar benefícios por doença, mas sim que os trabalhadores estão temporariamente incapazes de trabalhar devido às condições de doença.
Por exemplo, há até mesmo algumas situações em que em algum momento é difícil controlar a doença ou a hipertensão se desenvolve e torna impossível para ele trabalhar.
Nessa situação, é inteiramente possível solicitar auxílio-doença em caso de hipertensão. No entanto, há outra necessidade de esclarecer a necessidade de perícia médica para comprovar uma condição médica.
Em outras palavras, os trabalhadores que estão temporariamente impossibilitados de trabalhar devem receber perícia médica do INSS para comprovar essa condição, onde você deve apresentar um laudo médico mostrando sua situação, ser detido e registrar um laudo médico
Requisitos para solicitação de auxílio-doença
Como o auxílio-doença é um benefício previdenciário, também é necessário aderir a algumas regras para que os trabalhadores possam reivindicar benefícios.
As regras para garantir benefícios por doença são as seguintes:
Certifique-se de que faltam 12 doações por mês.
Tenha a qualidade de um segurado.
Em perícia médica, comprovar uma doença/acidente que o torna temporariamente incapaz de trabalhar.
Para os funcionários da empresa: Ficar afastado do trabalho por mais de 15 dias (realizado ou intercalando no prazo de 60 dias se for devido à mesma doença).
Como solicitar o auxílio-doença?
Atualmente, a solicitação dos benefícios do INSS surge de forma muito mais prática, levando em conta que pode ser feita totalmente online através da plataforma Meu INSS.
Acesse o Meu INSS;
Faça login no sistema com seu CPF e senha do gov.br, caso não tenha basta criar uma senha;
Escolha a opção “Agende sua Perícia”, no menu lateral esquerdo;
Clique em “Agendar Novo”;
Acompanhe o andamento pelo Meu INSS, na opção “Resultado de Requerimento/Benefício por Incapacidade”.
Com Informações do Site: financasbrasil

BOLSA FAMÍLIA 2023: Confira quais são os benefícios internos concedidos pelo programa

Em seu primeiro mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva criou o programa social Bolsa Família
Em seu primeiro mandato como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva criou o programa social Bolsa Família. As transferências de renda para as famílias mais pobres do Brasil permitiram que 36 milhões de pessoas saíssem da pobreza. No entanto, as políticas públicas não se limitam a um valor por mês. As condições de matrícula foram estratégicas para melhorar a qualidade de vida da família.

Pensava-se que cada condição afetava o futuro das famílias inscritas, mas não apenas o aumento do poder aquisitivo devido ao consumo de renda proporcionado pelo programa. A pesquisadora Teresa Campello comprovou que, após a implantação do Bolsa Família, a saúde da mulher e da criança no Brasil foi fortemente afetada.

Mais saúde para mulheres e crianças beneficiárias do Bolsa Família

Desde sua criação, em outubro de 2003, o Bolsa Família liberou apenas alguns dos beneficiários que atendem a diversas exigências. As crianças seguradas eram obrigadas a ser admitidas na escola sem falta, e crianças menores de 7 anos eram obrigadas a ser vacinadas e frequentar a escola para serem monitoradas para crescimento e desenvolvimento.

No período em que o programa funcionou, foi registrada uma redução de 58% na mortalidade infantil por desnutrição, e foi registrada uma redução de 51% na subestatura em crianças de até 5 anos de idade. O mesmo estudo descreveu que as crianças com Bolsa Família receberam maior percentual de leite materno como seu único alimento até os 6 meses de idade, em comparação com as famílias não beneficiárias.

Também havia condições para gestantes da família. As gestantes só poderiam considerar transferências mensais se estivessem prestando o pré-natal. Mais de 90% dos cartões do Bolsa Família eram da mãe. Soloma representou 40% dos beneficiários.

Um artigo recente publicado na revista PLOS Medicine em 2021 mostrou que, entre 2006 e 2015, o Bolsa Família reduziu a mortalidade infantil em 16% entre 1 e 4 anos. Analisando apenas famílias com mães negras e residentes de municípios pobres, a queda na mortalidade infantil nessa faixa foi de 26% e 28%, respectivamente.

Bolsa Família teve impacto positivo na economia interna

Ao final de 10 anos de execução, o balanço divulgado pelo Bolsa Família concluiu que seu impacto também afetou a esfera econômica. Este programa foi uma das menores despesas em comparação com outras transferências de renda semelhantes. Segundo o Ipea, para cada 1 real gasto com o Bolsa Família, além de somar R$ 2,4 ao PIB, foi “desfeito” por R$ 1,78 no consumo brasileiro.

No balanço de 15 anos do programa, em 2018, o mesmo Instituto de Economia Aplicada comprovou que o Bolsa Família reduziu o número de brasileiros extremamente pobres em mais de 25% e o número de pobres em mais de 15% desde sua criação até o dia. Segundo dados do IPEA, os impostos reais gastos pelo programa geraram 5,2 vezes mais benefícios sociais.

O retorno do Bolsa Família em 2023

Durante a campanha eleitoral e em um debate com o atual presidente Jair Bolsonaro, Lula enfatizou a importância da retomada do Bolsa Família e de todo o conjunto de cuidados incluídos no programa. O atual programa de transferência de renda do governo, o Auxílio Brasil, pagou aos beneficiários R$400 e começou a distribuir R$ 600 ainda este ano. No entanto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada ao Congresso não inclui a continuidade da ajuda.
O presidente eleito Lula já declarou que pretende manter o valor de 600 reais que receberá o Bolsa Família, mas as condições também serão retomadas, já que o programa é de política pública e não de uma medida emergencial. As crianças matriculadas nas escolas com as últimas vacinas e gestantes submetidas ao acompanhamento pré-natal serão requisitos para as crianças matriculadas no Bolsa Família.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou as eleições presidenciais no último domingo de outubro (30). Com a vitória, uma de suas propostas de campanha foi a restauração do programa Bolsa Família, o qual o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) alterou para Auxílio Brasil. Mas e agora, qual programa vai perdurar em 2023?
Atualmente, o Governo Federal repassa mensalmente R$ 600 aos beneficiários do programa social – são atualmente 21 milhões de pessoas que recebe. O valor só foi possível com a aprovação da PEC dos Benefícios pelo Congresso Nacional em julho deste ano. Com isso, o benefício teve aumento de R$ 200, que será pago até dezembro deste ano.
Assim, para 2023, a projeção é da volta do Auxílio para R$ 400 mensais. Porém, além da intenção de manter o valor de R$ 600, Lula também disse que irá criar um benefício extra de R$ 150 por filho para famílias que tenham em sua base crianças de até seis anos de idade. De onde virão os recursos? Ainda uma incógnita.
Bolsa Família 2023
Para garantir o Bolsa Família no valor total de R$ 750 (somando o benefício fixo e extra para uma criança), Lula precisa iniciar tratativas junto ao Congresso Nacional para aprovar uma nova PEC – Proposta de Emenda à Constituição, para então executar a mudança em 2023.
O valor seria o mesmo do Auxílio Emergencial, pago em 2020 a 2021 pelo Governo quando da pandemia do Coronavírus, quando a economia foi afetada pelas medidas de isolamento
Considerando o valor total do benefício até outubro de 2021, foram injetados aproximadamente R$ 360 bilhões na economia. Só na pandemia, em 2020, foi distribuído o valor equivalente a 9 vezes o orçamento anual do antigo Bolsa Família.
De acordo com projeções da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o setor varejista deve ser beneficiado por cerca de 40% dos recursos do auxílio de R$ 600 neste ano. O restante deve ser destinado a pagamento de dívidas e ao setor de serviços.
Estimativa de Lula para o Bolsa Família em 2023
O Auxílio Brasil de R$ 600 custa por volta de R$ 150 bilhões ao ano para ser sustentado pelos cofres da União.
Já o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), enviado pelo Congresso Nacional não menciona o atual valor que tem vigência temporária, e sim os R$ 400 fixo.
“Rigorosamente nós não sabemos o que vamos encontrar em primeiro de janeiro, no caso da eleição do ex-presidente Lula. Não sabemos a real situação fiscal. A prioridade será encontrar recursos para garantir os R$ 600. Depois, estamos propondo um projeto por etapas”, declarou Campello.
Auxílio Brasil substituiu o antigo Bolsa Família
Em novembro de 2021, o programa de transferência de renda, o Bolsa Família, foi substituído pelo atual Auxílio Brasil, no qual Bolsonaro desejava “acabar com qualquer vestígio petista”. Porém, agora com sua vitória, Lula deve retomar o antigo programa que batizou no seu primeiro mandato.
O tradicional Bolsa Família foi criado em 2004 no Governo Lula e acabou sendo substituído após 18 anos em vigor. O programa tem como objetivo garantir alimentação para famílias que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza no país.

Em 2016, o salário mínimo era de R$ 880 e havia 13,8 milhões de famílias recebendo o Bolsa Família e 11,3 milhões de desempregados no país.

Hoje, são 21,13 milhões de famílias que receberam o Auxílio Brasil em outubro de 2022, onde há 9,7 milhões de pessoas desempregadas. O salário mínimo atual de R$ 1.212 deve ter reajuste por volta de 7% este ano, o índice de inflação medido pelo INPC.

Bispo é ameaçado por homem armado após missa em Moeda

Igreja lamentou episódio e informou que providências judiciais já estão sendo adotadas

Por Anderson Rocha

Moeda é uma das cidades onde dom Vicente celebra missas - Foto: DENILTON DIAS / O TEMPO
Moeda é uma das cidades onde dom Vicente celebra missas — Foto: DENILTON DIAS / O TEMPO
O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Vicente de Paula Ferreira, foi ameaçado por um homem armado em uma rua de Moeda, na região metropolitana de Belo Horizonte, após a realização de uma missa, nesse sábado (12).

De acordo com a Arquidiocese da capital, o suspeito em questão, que ainda não foi identificado, foi visto do lado de fora da igreja, aguardando o término da celebração. Ele teria dito a pessoas que estavam do lado de fora do templo que estava aguardando por dom Vicente. Ao fim do evento, ele teria abordado o religioso e o ameaçado.

A igreja não informou quais palavras foram ditas pelo homem. Em nota, o chefe da Arquidiocese de BH, arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo, lamentou o caso e afirmou que providências judiciais já estão sendo adotadas para que o caso não fique impune. Walmor também disse que “em uma sociedade livre, democrática, a divergência de opiniões não pode justificar atitudes beligerantes”, ou seja, violentas.

A entidade ainda afirmou que o suspeito não é conhecido pelos moradores e que o caso foi registrado em um boletim de ocorrência. A reportagem tenta contato com a Polícia Militar para ter acesso às informações declaradas no boletim, mas ainda não obteve sucesso.

“‘É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida’ (Lc 21,19)

O arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo se solidariza e permanece unido a dom Vicente de Paula Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, vítima da intolerância, da falta de um senso mínimo para a convivialidade, do desrespeito covarde, colocando vidas – dom sagrado – em risco, sintomas graves de uma sociedade adoecida.

Providências judiciais já estão sendo adotadas para que as hostilidades destinadas a um servidor do Evangelho, no exercício de sua missão, não permaneçam impunes.

Foi realizada mais uma corrida mundial run 5 km na cidade de Caetité, atletas condeubenses se destacaram

 

Condeubenses fizeram bonito em Caetité/BA categoria geral Gilberto Beto ficou em 4º e Davi Crispim que também subiu ao pódio em 5º Lugar 

Foi realizada mais uma corrida mundial run 5 km na cidade de Caetité, neste domingo dia 13 de novembro de 2022. Os atletas condeubense fizeram bonito nesta disputa. Correndo na categoria geral Gilberto “Beto” foi o 4º colocado. David Crispim correu na geral e ficou em 5º Lugar. Carlão Maratonista foi o grande vencedor ficando em 1º lugar na categoria de 50 a 59 anos. Juarez Francisco ficou em 3º lugar na categoria 50 a 59 anos. Antônio Carlos de Jesus foi o 3º colocado na categoria de 60 a 69 anos. Alcecino Joaquim do Santos foi o 1º lugar na categoria 70 a 79 anos. Kaique Oliveira foi o 1º lugar na categoria 15 a 19 anos. E na categoria geral feminina teve Luciena Amorim em 3º lugar. Também teve um pódio de participação com Sérgio Rocha em 5º lugar na faixa.

Agradecimento premeiro a Deus por mais essas conquistas. Gratidão aos patrocinadores: Postos Condeúba e Ringo, Açaímix Condeúba, Prefeitura de Condeúba, Jornal Folha de Condeúba, Fabiana Moreira Clínica Esportiva, Bruna Móveis, Zena Calçados, Beatriz Calçados e SamucaNet.

Fotos: Org. Evento Continue lendo

SMS e Cicatrimed vão promover ação social de combate ao diabetes no Glauber Rocha

Entre os dias 16 e 27 de novembro, o Centro Cultural Glauber Rocha, no bairro Brasil, sediará a ação social Policlínica Novembro Azul, realizada pela Cicatrimed em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e outras instituições, com o objetivo de levar serviços de diagnóstico, prevenção e conscientização do diabetes, por meio de orientações sobre prevenção, teste de controle glicêmico com profissionais capacitados e divulgação sobre os tratamentos, bem como, encaminhamento para profissionais da equipe multidisciplinar.

O evento é aberto ao público e para participar a pessoa deve se cadastrar pelo site www.policlinicaonline.com.br, preencher uma ficha de cadastro para ser encaminhado para atendimento na ação no Glauber Rocha. A mesma ação também será realizada no Boulevard Shopping, de 14 a 27 de novembro.

Serão feitas avaliações dos pacientes cadastrados e, caso seja necessário, estes serão encaminhados para exames laboratoriais de glicemia e hemoglobina glicada, e atendimento com diversas especialidades na UFBA (Nutrição, Enfermagem e Educação física), além de exames de fundo de olho no Hospital São Lucas, mediante disponibilidade de datas específicas nas clínicas.

A volta do gigante. Elomar canta com o público em evento de educação e cultura da Prefeitura de Vitória da Conquista

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Secom/PMVC

“Quando eu estava na UTI eu tive uma visão. Estava sentado em uma tora de madeira na porta do inferno. E eu vi Dante, que segurava a mão de Virgílio. Pude ver no portal do inferno a frase dele “lasciate ogni speranza, voi ch’entrate”*

Eu cheguei a ver a roda de fogo, mas a mão de Deus me tirou de lá. Fui arrebatado e trazido de volta.

Quando eu saí do hospital, minha mulher me disse que meus filhos João Omar e João Ernesto iam lá todo dia e chegavam em casa com os olhos inchados de tanto chorar. Deus ficou com pena deles e me trouxe de volta. O Espírito Santo me resgatou do vale da sombra da morte para eu estar aqui cantando e compondo.”

Era quase tudo como antes. No palco, ele, aparência gigante sentado, com os indefectíveis chapéu e botas. Na plateia, respeito e admiração. Entre os produtores o cuidado com o som, luz e para que não o filmassem, coisa que o incomoda.

Quase tudo como antes. O gigante não é mais tão forte. A voz ainda tem o timbre inconfundível, mas não tem o mesmo domínio sobre agudos e graves, não faz a mesma viagem de tons a semitons. Os dedos não mais conseguem lidar com as cordas como era, para delas tirar os belos concertos que encantaram o mundo tantas vezes. “Mas, vou me consertar, com fé em Deus, e o violão vai voltar”.

Crédito: João Pedro Ferraz (LinkNews)

E o que faz o gigante? Se desculpa. Fala da Covid-19 que o levou ao encontro de Dante e de Virgílio na beirada do inferno. A doença, que ele chamou de peste amarela, lhe tirou parte do vigor das pernas, da energia da voz e do dedilhar orquestral reverenciado.

Elomar Figueira Mello, o “Bode”, que já foi Figueira de Melo, com esse “de” e um “ele” a menos, será um gigante para sempre e esse para sempre quer dizer: depois que ele passar da meia-noite e atravessar os umbrais do céu ou os pórticos infernais.

Hoje, nas cinco e meia da tarde (você entenderá), ele só é bem como era antes, ele mesmo disse. Fez questão de deixar isso claro, como a lua gibosa decrescente que o assistiu voltar aos palcos, em sua terra natal, depois de dois anos de pandemia e de ter chegado tão perto da morte.

“Nós vamos cantar uma canção aqui agora e se a plateia quiser ajudar pode também. (gritos entusiasmados do público). Geralmente esses cantores famosos eles gostam que a plateia cante com eles e ficam fazendo assim, ó (levanta as mãos como se imitasse uma dessas estrelas do trio elétrico ou do programa musical da TV. Muitos risos). Eu não. Quem está aqui para cantar sou eu. Agora, nessa eu dou a licença, podem cantar” (aplausos).

Isso foi na hora de “Arrumação”, uma riqueza do cancioneiro elomariano. Um raro momento, em se tratando de Elomar, o maestro, um dos maiores músicos vivos deste Brasil, quem, sempre se soube, nunca teve muita paciência com manifestações da plateia. Naquela noite de retorno, no Festeccon, em sua cidade, ele chamou o público para cantar com ele.

Nem os grupos de meninos e meninas de escolas municipais que faziam algazarra a metros do palco tirou a paz do malungo das barrancas do Rio Gavião, dito carrancudo e impaciente.

Depois de cerca de uma hora e meia de apresentação, Elomar desceu do palco e pediu para ir ao banheiro. Do palco ao banheiro químico eram menos de dez metros. Elomar levou cerca de 20 minutos para chegar. Andava devagar, aceitando pacífico a minha ajuda no caminho. Mas a demora não foi por isso.

Pessoas o paravam no curto caminho, falavam de sua admiração, ele retribuiu sorrisos e abraços. Só fez uma correção, gentil. Uma mulher disse que amou o show. “Muito obrigado. Concerto”.

Ao chegar ao banheiro químico só murmurou que estava escuro. Na saída, mais gente. Mais elogios. Empolgação ao encontrar uma adolescente com a mãe, conhecidas dele. “Como cresceu. Era uma pequenina. Graças a Deus!”.

Mais demora no caminho de volta. Para o camarim. Vi que estava emocionado. Aquela gente o emocionava ao declarar sua admiração e respeito. O menestrel da caatinga sorria.

Sentado em um sofá, ele falou da sua gratidão por estar vivo e por estar ali recebendo carinho e afeto. Cativava pela simpatia. Sim, Elomar. Falo dele.

Perguntaram como ele se sentia aos 83 anos. “Eu vou fazer 85. Estou vivo, pela graça divina, melhorando. Me salvei da Covid e ficarei muito melhor”

Ao poeta e secretário municipal de Educação, Edgard Larry, Elomar disse que está chegando nas cinco e meia da tarde e quis saber em que horas já estava o amigo. Larry não entendeu imediatamente a metáfora. “Você já tem 50? Se tem, está exatamente ao meio-dia”, explicou rindo.

Me perguntou quantos anos eu tenho. Respondi 61 (completarei em 7 de dezembro). “Então, você está às duas e meia da tarde”. Ao que eu emendei: “Ainda bem que já almocei”. E assim, tirei do compositor, poeta, cantador, dado como sisudo, uma sensacional gargalhada.

No dia 17 de dezembro, Elomar vai fazer um concerto, maior, mais completo, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. Vai ser diferente do que foi a apresentação da noite em que ele voltou a cantar em público após a Covid-19. Ele também diferente, certamente, mas, como sempre gigante.

Um gigante que compõe riquezas musicais, canta e gargalha.

* (Deixai toda a esperança, ó vós que entrais – Dante Alighieri, in Divina Comédia).

Giorlando Lima