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Por que relembrar a Coluna Prestes em 2026?

Por Levon Nascimento


Em abril de 1926, quando o Brasil ainda vivia sob a rigidez da Primeira República, um punhado de homens e mulheres em marcha atravessava o interior do país, deixando para trás mais do que pegadas no chão: deixava perguntas incômodas sobre poder, desigualdade e democracia. Essa marcha – conhecida como Coluna Prestes – completará cem anos em 2026. Não se trata apenas de um aniversário; trata-se de uma oportunidade de reavaliar um dos episódios mais singulares da história política brasileira e, em especial, de reconhecer a importância de iniciativas como o livro organizado pelo professor Levon Nascimento, a ser lançado em abril próximo.
Entre 1924 e 1927, cerca de 1.000 combatentes liderados por Luiz Carlos Prestes percorreram aproximadamente 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil. Não travaram grandes batalhas decisivas, não tomaram o poder e não instauraram um novo regime. Ainda assim, sua marcha tornou-se um marco. A Coluna nasceu do tenentismo, movimento de jovens oficiais do Exército insatisfeitos com a corrupção eleitoral, o domínio oligárquico do “café com leite” e a exclusão política da maioria da população. Seus objetivos centrais eram claros: voto secreto, moralização da política e expansão do ensino público.
Mais do que uma operação militar, a Coluna foi um fenômeno político e pedagógico. Ao atravessar sertões, vilas e povoados, seus integrantes confrontaram o Brasil real – o Brasil da miséria, do coronelismo e da ausência do Estado – e, ao mesmo tempo, expuseram esse Brasil ao país urbano e letrado.
Entre 19 e 29 de abril de 1926, a Coluna atravessou o Norte de Minas Gerais, especialmente a região do Alto Rio Pardo, deixando marcas duradouras na memória local. Foi nesse contexto que ocorreu a célebre manobra do “Laço Húngaro”, em Serra Nova – então já distrito de Rio Pardo de Minas –, uma jogada estratégica que desorientou as tropas legalistas e permitiu à Coluna escapar de um cerco que parecia iminente.
A passagem por Taiobeiras, em 26 de abril de 1926, é particularmente emblemática. Ali, segundo relatos preservados pela memória local e pela historiografia regional, o comerciante João Rêgo negociou com os revoltosos, evitando conflitos e protegendo a comunidade. Há ainda o episódio simbólico em que Prestes teria devolvido a ele uma bota cheia de moedas – gesto interpretado por muitos como sinal de uma ética própria, distinta da violência praticada por tropas legalistas e jagunços a serviço do governo.
Mas a memória sertaneja não é simples. Para muitos moradores, “os revoltosos” foram sinônimo de medo, fuga e exílio temporário no mato – sobretudo porque, na prática, era difícil distinguir entre a Coluna e as forças governistas que a perseguiam, estas sim frequentemente responsáveis por saques e abusos sistemáticos.
Cem anos depois, a Coluna Prestes continua a nos interpelar. Ela nos obriga a pensar sobre o abismo histórico entre o Brasil oficial e o Brasil profundo; a relação entre democracia e desigualdade; o papel dos militares na política brasileira; a violência do Estado contra populações rurais; e a construção – e disputa – das memórias históricas. Lembrar a Coluna em 2026 não é glorificá-la sem crítica. É, antes, situá-la em seu contexto, compreender suas contradições e reconhecer que sua marcha revelou problemas estruturais que, em muitos aspectos, permanecem atuais.
É nesse cenário que ganha especial relevância o livro “A Coluna Prestes nos Gerais de Minas”, organizado por Levon Nascimento, professor da rede estadual de Minas Gerais. Sem apoio de universidades ou órgãos públicos regionais – o que, por si só, já revela uma lacuna institucional – Levon assumiu a tarefa de reunir pesquisadores, educadores e guardiões da memória para reconstruir, com rigor histórico e sensibilidade social, a passagem da Coluna pelo Norte de Minas.
O mérito de seu trabalho é triplo. No plano historiográfico, sistematiza fontes, confronta narrativas e oferece uma interpretação fundamentada sobre a presença da Coluna no Alto Rio Pardo. No plano memorial, resgata vozes sertanejas, histórias orais e experiências familiares que raramente aparecem nos grandes manuais de história. No plano cívico e pedagógico, devolve à região o protagonismo que lhe foi negado na narrativa nacional, conectando a história local à história do Brasil.
Ao organizar esse livro, Levon não apenas produz conhecimento; ele constrói uma ponte entre o sertão e a academia, entre a memória popular e a história escrita, entre Taiobeiras e o Brasil. A Coluna Prestes não foi apenas uma marcha militar. Foi um espelho em movimento que refletiu as contradições do país. Seu centenário, em 2026, é uma oportunidade rara de revisitar esse passado com olhar crítico e democrático.
O livro organizado por Levon Nascimento insere-se exatamente nessa tarefa: iluminar um capítulo pouco estudado da história mineira, valorizar a memória do Alto Rio Pardo e demonstrar que a história nacional também se faz nas estradas de terra, nos povoados do sertão e nas vozes de quem viveu – e ainda vive – longe dos grandes centros. Em tempos de disputas sobre memória, verdade e democracia, esse esforço é não apenas relevante: é necessário.

Lei de SC que proíbe cotas raciais foi questionada na Justiça

Além de proíbir cotas, legislação impõe sanções
Agência Brasil

UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciaisUnB reserva vagas para negros desde o vestibular de 2004 Percentual de negros com diploma cresceu quase quatro vezes desde 2000, segundo IBGE
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

A nova lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais de Santa Catarina já está sendo questionada na Justiça. Uma ação popular pedindo a suspensão da norma foi ajuizada pela deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) e pelo presidente do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Décio Lima.

Na ação protocolada na Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, na quinta-feira (22), eles argumentam que o estado não tem competência legal para proibir políticas que já foram autorizadas por leis federais e consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ana Paula e Décio Lima pedem a suspensão imediata da lei e, no mérito, a declaração de nulidade, sob o argumento de que a medida é inconstitucional.

Eles ainda consideram a medida um retrocesso no combate às desigualdades no acesso ao ensino superior.

Brasília (DF) 23/04/2024 – Décio Lima, Presidente do SEBRAE, durante entrevista no programa Repórter Brasil, nos estúdios da EBC. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Presidente do Sebrae, Décio Lima, protocolou ação na Vara da Fazenda Pública de Florianópolis – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“Cotas não são privilégios. São instrumentos de justiça social, criados para enfrentar desigualdades históricas e o racismo estrutural que ainda limitam o acesso de milhares de jovens à universidade. Acabar com essas políticas é negar igualdade de oportunidades e comprometer o futuro”, escreveu Ana Paula, em publicação nas redes sociais.

Para Décio Lima, a inconstitucionalidade da lei estadual está clara, já que há um normativo federal que estabelece as cotas e precisa ser cumprido em todo o território.

“O Brasil precisa interromper esse ciclo histórico de achar que nós temos dois Brasis, um dos brancos e um dos negros”, declarou em vídeo também exibido nas redes sociais.

A ação popular também aponta que a lei pode gerar prejuízo financeiro ao próprio estado, ao impor multas a instituições públicas e dificultar o acesso das universidades catarinenses a recursos federais vinculados a programas de inclusão e assistência estudantil.

Nesta sexta-feira (23), a juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini deu prazo de 72 horas para que o governo do estado se manifeste sobre o tema.

Além de presidente do Sebrae, Décio Lima é um político de Santa Catarina, foi deputado federal pelo estado e prefeito de Blumenau mais de uma vez. É casado com a deputada federal Ana Paula Lima.

Entenda

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou o projeto de lei em dezembro de 2025, que foi sancionado pelo governador do estado, Jorginho Mello, na forma da Lei nº 19.722/2026, e publicado no Diário Oficial do estado nesta sexta-feira.

De acordo com a lei, universidades públicas estaduais e outras instituições de ensino superior que recebem recursos do governo do estado ficam proibidas de adotarem políticas de reserva de vagas ou qualquer forma de cota ou ação afirmativa, como vagas suplementares e medidas congêneres. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros, incluindo professores.

Brasília-DF - 04.07.2023 - O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, durante entrevista coletiva, após reunião com parlamentares para tratar da reforma tributária, no B Hotel em Brasília . Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, sancionou a lei que proíbe cotas raciais em universidades do estado – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A lei admite exceções, como a reserva de vaga por critérios exclusivamente econômicos, para pessoas com deficiência e estudantes vindos da rede pública estadual.

As punições previstas para quem descumprir a nova legislação são multa de R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos.

Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 mestrados e doutorados. A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O autor do projeto, o deputado Alex Brasil (PL), afirma que a adoção de cotas fundadas em outros critérios, que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas, “suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade, ao criar distinções que não necessariamente refletem situações de desvantagem”.

Repercussão

A Lei de Cotas vigora no âmbito federal desde 2012 (Lei nº 12.711/2012) e prevê 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, incluindo critérios de renda, raça (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) e pessoas com deficiência.

Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.

Em julgamento no ano de 2012, o STF decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. Os ministros julgaram o caso da Universidade de Brasília (UnB), que foi a primeira instituição federal a implementar políticas de ação afirmativa para estudantes negros e indígenas.

“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, define o resultado do julgamento.

A dirigente do Movimento Negro Unificado em Santa Catarina, Vanda Pinedo, lembrou que, antes da política de cotas, o número de estudantes negros na universidade era quase insignificante.

“Essa ausência não se dava tão somente por uma falta de qualificação, como eles [contrários às cotas] costumam falar, por uma falta de preparo da juventude negra, ela se dá pela questão do acesso. E ao suspender a política de cotas, nós voltamos para esse quadro de não ter mais uma equiparação da política de equidade”, disse, em entrevista ao jornal Repórter Brasil, da TV Brasil.

Para o professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense Gustavo Sampaio, o tema ainda é controverso. Segundo ele, os juristas federalistas defendem que, o fato de o STF ter declarado a constitucionalidade não impede que os estados vedem a possibilidade de cotas.

Por outro lado, juristas mais vinculados à base dos direitos fundamentais, entendem que, uma vez que a Suprema Corte fixou esse entendimento favorável às cotas, que qualquer ação em sentido contrário viola o princípio da proibição do retrocesso.

“Porque a jurisprudência já teria evoluído no sentido de garantir a acessibilidade às cotas raciais, fazendo, portanto, equidade histórica diante das desigualdades historicamente confirmadas no trajeto evolutivo do Brasil desde a colônia”, explicou Sampaio, também em entrevista à TV Brasil.

Rio de Janeiro (RJ), 27/11/2025 – 1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, sancionou a lei que proíbe cotas raciais em universidades do estado – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Segundo ele, qualquer lei nesse sentido deve chegar ao STF e os ministros terão que decidir se os estados estão vinculados à legislação federal ou se existe autonomia institucional para negá-la.

Em nota, o Ministério da Igualdade Racial expressou indignação com a sanção da lei que acaba com a política de cotas nas universidades estaduais de Santa Catarina. Para a pasta, a medida é inconstitucional e, nesse sentido, anunciou que vai acionar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para analisar as medidas cabíveis.

“As cotas raciais e as ações afirmativas são a maior política reparatória do Brasil, ações que nas últimas décadas têm transformado a vida de milhares de famílias, dados comprovados em pesquisas científicas. Tentativas de retrocesso nos direitos conquistados serão combatidas veementemente pelo ministério, cuja missão primeira é zelar pela democracia e pela dignidade do povo negro do Brasil”, afirma a nota do ministério.

A ditadura militar brasileira como foi vista pelo cinema

Coluna traz lista de filmes lançados a partir de 1982.

A ditadura militar brasileira como foi vista pelo cinema
Foto/Divulgação.

Depois da vitória no Globo de Ouro, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, segue em exibição nos cinemas e em sua campanha para ser indicado ao Oscar.

O filme do cineasta pernambucano se passa em 1977, em plena ditadura, e pode ser um bom motivo para vermos ou revermos filmes sobre o Brasil que os governos militares mergulharam nas sombras de 1964 a 1985. Seguem algumas sugestões.

Em 1984, ano da campanha das Diretas-Já, a ditadura militar completava duas décadas e vivia seus estertores quando dois documentários foram lançados: Jango, de Sílvio Tendler, e Cabra Marcado Para Morrer, de Eduardo Coutinho.

Jango conta a história do presidente João Goulart e sua deposição sob a perspectiva da elite política. Cabra Marcado Para Morrer se debruça sobre a tragédia da família do líder camponês João Pedro Teixeira sob a perspectiva do povo.

Também é de 1984 o documentário O Evangelho Segundo Teotônio, do cineasta paraibano Vladimir Carvalho. É um retrato de Teotônio Vilela, senador alagoano que se fez peça fundamental nas lutas pela redemocratização.

O drama Nunca Fomos Tão Felizes, de Murilo Salles, é outro filme de 1984. Num apartamento no Rio de Janeiro, um jovem sem mãe pouco sabe do seu pai, com quem passa a viver. O pai é um militante político perseguido pelo regime militar.

Roberto Farias, veterano do cinema brasileiro, realizou Pra Frente Brasil em 1982 durante o governo de João Figueiredo, o último do ciclo militar. O filme, que sofreu ação da censura, denuncia a tortura, mas livra um pouco a cara dos militares.

Dirigido por Sérgio Rezende, Lamarca, de 1994, é sobre Carlos Lamarca, que trocou a vida na caserna pela luta armada. Muitos anos depois, em 2019, Wagner Moura contou, em Marighella, a história do líder guerrilheiro Carlos Marighella.

Paulo Betti fez Carlos Lamarca, executado na Bahia em 1971. Seu Jorge fez Carlos Marighella, executado em São Paulo em 1969. Como Lamarca, Marighella também foi um militar que trocou o Exército pela luta armada contra a ditadura.

Dirigido por Bruno Barreto, O Que é Isso, Companheiro? (1997) é baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira, que narra a história do sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Gabeira foi um dos sequestradores.

Lamarca não é o único filme de Sérgio Rezende sobre a ditadura militar. Em 2006, ele realizou Zuzu Angel. Stuart Angel, filho da estilista Zuzu, foi morto pela ditadura. Na luta para localizar o filho, a própria Zuzu também foi morta pelo regime militar.

Além de Zuzu Angel, há pelo menos mais três filmes sobre a ditadura realizados em 2006: Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, de Caos Hamburger, e Sonhos e Desejos, de Marcelo Santiago.

O mais interessante deles, Batismo de Sangue, baseado no livro de Frei Betto, é sobre o frade dominicano brasileiro Tito Alencar. Frei Tito se envolveu com o grupo de Carlos Marighella, foi preso e, mais tarde, se matou quando estava exilado na França.

Realizado em 2005 por Toni Ventura, Cabra Cega tem a ação concentrada num “aparelho” onde está escondido um militante da luta armada. Num clima claustrofóbico, é cheio de referências musicais que remetem ao início da década de 1970.

Em 2024, temos Ainda Estou Aqui, que levou milhões de espectadores aos cinemas. Por seu desempenho, Fernanda Torres ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz, e Ainda Estou Aqui conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional.

Ainda Estou Aqui é, sob muitos aspectos, uma grande vitória para o cinema brasileiro e um admirável e corajoso libelo contra a ditadura militar iniciada em 1964.

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária do país
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O caso envolvendo o Banco Master pode se configurar como a maior fraude bancária da história do país, disse nesta terça-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o governo acompanha de perto a atuação do Banco Central (BC) e mantém diálogo permanente com a autoridade monetária desde a decretação da liquidação da instituição financeira.

“O caso [Master] inspira muito cuidado, podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, podemos estar diante disso. Então temos que tomar todas as cautelas devidas, com as formalidades, garantindo todo o espaço para a defesa se explicar, mas, ao mesmo tempo, sendo bastante firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, disse o ministro ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Haddad informou que tem conversado diariamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e fez questão de manifestar apoio público ao trabalho conduzido pelo BC no caso.

Comunidade de Olho d’Água: Encontro de Reis na residência de Joaquim Barbosa

Vídeo Frota do Sr. Juvenal Pardinho

Vídeo Frota da Cerquinha

Na sexta-feira, dia 9 de janeiro de 2026, aconteceu mais um tradicional encontro de Folias de Reis na residência do senhor Joaquim Alves Barbosa, na comunidade de Olho d’Água. O evento já se tornou um costume na localidade, reunindo uma ou mais frotas de reis neste período logo após o encerramento das peregrinações, que ocorrem anualmente entre os dias 1º e 6 de janeiro.

Neste ano, duas frotas de reis animaram a noite: a Frota do Olho d’Água, liderada pelo senhor Juvenal Pardinho, composta também por integrantes de outras companhias, e a Companhia de Reis da Cerquinha. Juntas, proporcionaram um momento de fé, cultura e confraternização entre reiseiros e convidados.

A noite foi marcada por muita alegria e hospitalidade. Logo no início, o anfitrião Joaquim Alves Barbosa ofereceu uma deliciosa feijoada, servida a todos os participantes, reforçando o espírito de união que caracteriza esses encontros.

O grande destaque da noite ficou por conta da garotinha Kareny Neres de Jesus Sousa, filha de Joel Guilherme Sousa. Com apenas sete anos de idade, Kareny deu um verdadeiro show de talento ao demonstrar habilidade como multi-instrumentista, tocando com ritmo e desenvoltura sanfona, pandeiro e triângulo. A jovem é filha do renomado sanfoneiro da região, Joel Guilherme de Sousa, de quem parece já herdar o dom musical.

A revelação de Kareny, acompanhando as folias de reis com tanta desenvoltura, por si só já valeu o encontro. Um talento que surge de forma precoce e promissora, renovando a esperança e a continuidade da tradição musical e cultural das Folias de Reis na região.

Fotos: Oclides/JFC

Kareny e seu pai Joel

Venezuela anuncia processo para retomar relações diplomáticas com EUA

Comunicado foi divulgado nesta sexta (9) pelo chanceler Yván Gil
Agência Brasil

Ilustração mostra bandeiras dos EUA e da Venezuela 2/12/2025 REUTERS/Dado Ruvic
© REUTERS/Dado Ruvic/Proibida reprodução

A Venezuela informou que vai iniciar “processo exploratório diplomático” com os Estados Unidos voltado ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, rompidas desde 2019. Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (9) pelo chanceler Yván Gil, a retomada das relações diplomáticas vai abordar, entre outros pontos, a “agressão e o sequestro do Presidente da República e da Primeira-Dama”, além de uma agenda de trabalho de interesse mútuo.

O comunicado foi divulgado quase uma semana após a invasão militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, no último sábado (3).

“O Governo da República Bolivariana da Venezuela reitera a denúncia a nível internacional que foi vítima de uma agressão criminosa, ilegítima e ilegal contra o seu território e o seu povo, ação que deixou mais de uma centena de mortes de civis e militares, que em defesa da Pátria, foram mortos em flagrante violação do direito internacional”, diz o comunicado.

“Como é de conhecimento, no âmbito desta agressão, ocorreu o sequestro ilegal do Presidente Constitucional da República, Nicolás Maduro Moros, e da Primeira-Dama, Cilia Flores, fato que constitui uma grave violação da imunidade pessoal dos chefes de Estado e dos princípios fundamentais da ordem jurídica internacional”, continua o texto afirmando que a retomada do diálogo visa abordar esta situação no “marco do direito internacional” e em “estrito apego aos princípios da soberania nacional” e da diplomacia de paz da Venezuela.

O sequestro de Maduro foi classificado pelo governo brasileiro como grave, durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). Na ocasião, o embaixador do Brasil junto à entidade, Benoni Belli, afirmou que o momento atual evoca tempos considerados ultrapassados, mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe.

Diante do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com outros líderes da América Latina. Ontem (8), Lula recebeu uma ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para tratar do tema. Brasil e Colômbia compartilham as maiores fronteiras terrestres com a Venezuela, com mais de 2 mil quilômetros de extensão cada uma.

“Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, destacou o Palácio do Planalto, em nota.

Ainda na quinta-feira, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.

“Esta resolução conjunta orienta o Presidente a cessar o uso das Forças Armadas dos EUA em hostilidades dentro ou contra a Venezuela, a menos que uma declaração de guerra ou autorização para o uso da força militar para tal fim tenha sido promulgada”, diz o documento aprovado.

Em entrevista ao The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que seu país pode controlar a receita com a venda de petróleo da Venezuela por anos. Trump já havia afirmado que os EUA se apropriaram de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que seriam destinados ao refino e à venda.

Camaçari: Homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após batida entre carros

Homem morre e cinco pessoas ficam feridas após batida entre carros em Camaçari
 Foto: Reprodução/TV Bahia

Um homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após uma batida entre dois carros na segunda-feira (5), em um trecho da BA-530, na cidade de Camaçari, localizada na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima que morreu foi identificada como Damião Nascimento dos Santos, de 47 anos. As pessoas que ficaram feridas foram socorridas e levadas para um hospital da região. Não há detalhes sobre o estado de saúde delas.

As investigações iniciais apontam que o veículo que Damião estava bateu em um carro que saía do acostamento. O acidente foi registrado na 26ª Delegacia Territorial (DT) e é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

As causas do acidente ainda são investigadas pela polícia. Não há informações sobre o velório e sepultamento do homem.

NATAL DE JESUS

Por: Antônio Santana, poeta, Condeúba/BA.

Neste Natal desejamos a todos muita paz, saúde, alegria, amor, solidariedade e esperança nos preparando para a vinda de um Novo Ano que está para nascer com Jesus. Que seja um 2026 de muitas bênçãos e de muitas realizações para as nossas famílias.

NATAL DE JESUS

É tempo de Esperança e de Luz,
Nasceu hoje para o Mundo o Menino Jesus.
Estrela do Oriente que ilumina o Ocidente,
Jesus veio morar com a gente.

Natal da paz, do amor e da harmonia.
Jesus, Filho de José e de Maria.
Brilho da estrela maior,
Um Pai que nunca nos deixa só.

O Natal de Jesus é festa da Luz,
Que ilumina as nossas vidas
e os nossos caminhos para Deus.
O Natal de Zacarias e de Isabel,
O Natal que ilumina toda a terra e todo o céu.

O Natal do maior e do melhor presente do Mundo,
que é o nascimento do Rei do Universo: Jesus Cristo!

Um Feliz e abençoado Natal a todos!

Vacina para gestantes contra bronquiolite em bebês chega ao SUS

Vacina para gestantes contra bronquiolite em bebês chega ao SUS
Foto – João Risi / Min. Saúde
O Ministério da Saúde começa a distribuir nacionalmente, nesta terça-feira (2), o primeiro lote da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). O primeiro lote, com 673 mil doses, será enviado a todas as unidades da federação para imunização gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O grupo prioritário é o das gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. O ministério informa que não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação.

Em nota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca a proteção de gestantes e bebês. “A chegada dessa vacina é uma novidade e reforça o compromisso do SUS com a prevenção e com o cuidado integral das famílias brasileiras”, afirmou.

Objetivo

O foco é a proteção dos bebês, com a redução dos casos de bronquiolite em recém-nascidos. Nesse período, os bebês são mais vulneráveis a desenvolver as formas mais graves da infecção, que levam à hospitalização.

Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo VSR.

Os resultados do estudo Matisse (sigla em inglês para Maternal Immunization Study for Safety and Efficacy) confirmam o benefício da vacinação.

Flamengo chega a sua quinta final de Libertadores, quarta em sete anos; veja lista

Confira a lista de finais de Libertadores do Flamengo

  • 1981 🏆 – Flamengo campeão sobre o Cobreloa-CHI
  • 2019 🏆 – Flamengo campeão sobre River Plate-ARG
  • 2021 ❌ – Flamengo vice-campeão para o Palmeiras
  • 2022 🏆 – Flamengo campeão sobre Athletico-PR
  • 2025 ❓ – Flamengo enfrenta Palmeiras ou LDU

Caso conquiste o título este ano, o Flamengo será o primeiro time brasileiro tetracampeão na história da Libertadores. O Palmeiras, que decide a outra vaga na decisão nesta quarta-feira contra a LDU, também tem chances de conseguir o feito este ano. O São Paulo, eliminado nas quartas de final, o Santos e o Grêmio, que não se classificaram para a edição deste ano, são os outro times do país com três títulos.

1981 – Primeira final, primeiro título

A primeira final e o primeiro título de Libertadores do Flamengo foram em 1981, com a grande geração de Zico, Júnior, Leandro, Andrade, Adílio e cia. A decisão foi contra o Cobreloa, do Chile. O rubro-negro venceu a ida por 2 a 1 no Maracanã e perdeu o jogo de volta por 1 a 0, em Santiago, o que forçou uma partida de desempate no Centenário, em Montevidéu (URU), vencida pelo Fla por 2 a 0. Zico marcou todos os quatro gols do time da Gávea nas finais.

Time do Flamengo campeão da Libertadores em 1981 — Foto: ANIBAL PHILOT
Time do Flamengo campeão da Libertadores em 1981 — Foto: ANIBAL PHILOT
2019 – Um título para novas gerações

Os rubro-negros precisaram esperar por 28 anos até chegarem a uma outra final de Libertadores. A segunda decisão e o segundo título chegaram em 2019, com uma virada épica sobre o River Plate (2 a 1), com dois gols de Gabigol, um aos 44 minutos e outro aos 47 do 2º tempo.

Flamengo campeão da libertadores em 2019 — Foto: Divulgação
Flamengo campeão da libertadores em 2019 — Foto: Divulgação
2021 – Vice traumático para o Palmeiras

O Flamengo chegou a sua terceira final em 2021, mas seu único vice na competição veio de forma traumática: uma derrota por 2 a 1 para o rival nacional Palmeiras, no Centenário, em Montevidéu. Raphael Veiga abriu o placar para o time paulista aos 5 minutos, Gabigol empatou aos 25 minutos do 2º tempo, e Deyverson, após falha de Andreas Pereira, fez o gol do título alviverde aos 50 minutos. Há a chance da revanche este ano.

Deyverson comemora gol do título do Palmeiras, diante de Andreas Pereira, que falhou no lance — Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP
Deyverson comemora gol do título do Palmeiras, diante de Andreas Pereira, que falhou no lance — Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP

O rubro-negro voltou à decisão continental em 2022 e conquistou o tricampeonato com uma campanha avassaladora: 12 vitórias e 1 empate em 13 jogos. A decisão, no Monumental de Guayaquil (Equador) foi contra o Athletico-PR. Vitória por 1 a 0, gol de Gabigol, aos 49 minutos do 1º tempo.

Flamengo comemora título da Libertadores sobre Athletico-PR em 2022 — Foto: Luis Acosta / AFP
Flamengo comemora título da Libertadores sobre Athletico-PR em 2022 — Foto: Luis Acosta / AF