Categoria: Cultura

TRIBUTO A CONDEÚBA

Por Thiago Braga Condeúba é um dos municípios mais antigos do semi árido baiano, tendo sido arraial no século XX, depois ganhou “ares de cidade” pelo crescimento ativo baseado na agricultura familiar.

Desde cedo, buscou destravar o progresso no dedico às atividades da lavoura e criação de animais. No comércio, se acha de tudo, do fardo de toucinho à rapadura. “A fazedeira de biscoito”, coloca seu produto à venda, em barracas armadas ou na porta de casa, além da tapioca servida em guardanapo.

Nos dias de hoje, Condeúba ainda guarda aquele “jeito manso”, típico do interior, onde todos se conhecem por nome ou apelido, sabendo rapidamente das notícias passadas de “boca em boca”. Suas casas parecem emendadas umas nas outras, formando ruas estreitas e vazias de gente, numa “cidade rural” embelezada pelo velho carro de boi.

A Praça Santo Antônio, na chegada, exibe uma linda igreja construída a base de tijolinho de barro, guardando os traços da arte sacra vista em cores, formas e brilho. A Ladeira da Gruta, no alto da Avenida Brasília, expõe a poesia de um lugar bem conservado. O antigo paço municipal, ainda ostesta toda sua pompa, mantendo viva a memória de um povo.

O silêncio das tardes é cortado pela vozearia do menino do picolé, em seu carrinho de sorvetes, ou a passada de um carro com aquela “batinória” nas pedras do calçamento. Movimento só na parada de ônibus, com destino à Vitória da Conquista, ou nos dias de feira livre.

A cultura popular sempre marcou Condeúba “que não parou no tempo”, mas segue os costumes e tradições do passado.

Sentido da Notícia

                                                                                Orlando Filho

Fazemos parte de um momento da sociedade em que as notícias tem sido preponderantes no curso de muitas pessoas e por que não dizer no desenvolvimento sócio-cultural-econômico das cidades também!

Lembro-me do anseio por receber um jornal impresso em casa, sabendo que ali conteria noticias novas, oportunidades de emprego, classificados, tudo aquilo que gostamos de ouvir, para nos sentirmos informados e bem sintonizados com a atualidade.

Com o advento das tecnologias e consequentemente das mídias e redes sociais, as notícias passaram a serem imediatas, rápidas e por suas vez em grande quantidade, fazendo-nos sermos “bombardeados” por inúmeros conteúdos que muitas das vezes não podemos afirmar a sua veracidade, aplicação e ganho por tantas informações para acumularmos.

Nos meios televisivos com âncoras nacionais as noticias aparentam terem mais primor, contudo elas tem nos feito a cada dia refletirmos mais sobre o poder que tem nos influenciado, e qual sentido tem trago realmente para a sociedade. È preciso sermos mais seletivos, questionadores e quantificadores do que temos deixado ser absorvido por nossa mente, e sobretudo, o impacto que isso tem trago pra todos. Digo isso não somente no propósito de separarmos a verdade da mentira, mas principalmente no objetivo de construirmos em nós o melhor que podemos ser e não aquilo que somos impostos por uma mídia a exercermos.

As Fakes News tem sido o ponto do momento, noticias falsas que precisam ser balizadas para depois compartilhadas. Muitos de nós temos tomados decisões erradas, deixado de crescermos como poderíamos, e estarmos multiplicando informações de ampliação nacional por deixarmos sermos construídos com “um sentido de notícia” que não diz quem somos, nem tampouco o que seremos, mas como esse “sentido da notícia” quer que sejamos.

Em tempos tão difíceis, de más pensamentos, más informações, noticias ruins é necessário que busquemos sermos preenchidos das boas noticias, para que nos dias adversos possamos combater os sentidos das más noticias e assim continuarmos a construção de uma vida plena e feliz, que é a motivação pela qual fomos forjados e assim acredito que todos desejam viver. Utilizemos da boa notícia de um profeta chamado Jeremias quando diz:” Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais”, e tenhamos um “bom sentido nas notícias”.

Relembrando um dos Reis do Brega, Waldick Soriano

Por Thiago Braga

Chamado por alguns de “rei do brega”, Waldick Soriano estreou na música popular brasileira na década de 50. Fez, um verdadeiro “reboliço” nas paradas de sucesso em todo o país. Até hoje é lembrado com carinho pela gente de Caetité, no sertão baiano, cidade onde nasceu e tanto lhe inspirou na composição de bonitos acordes.

Seu estilo de vestir, sempre usando chapéu meio de lado, camisa manga comprida e óculos escuro, identificava o Waldick Soriano querido do público. Apaixonado por aquilo que fazia, isto é, cantar, foi ele “o boêmio das noites”. A voz tinhosa misturava drama, humor e romance.

Trazia em si, um pouco do homem sertanejo, que sonhava calado sem nenhum desespero, enxergando na arte o gosto pela vida. Foi, sem dúvida, “um figurão” da música baiana.

 

Justiça determina São João sem música em Campina Grande

05 de Junho de 2018 às 06:16 

Faltando quatro dias para o início de uma das maiores festas juninas do país, o São João de Campina Grande (PB), a Justiça da Paraíba concedeu uma liminar que proíbe a execução de músicas durante a festa.

A decisão foi proferida pela juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, Ana Carmem Pereira Jordão Vieira, e atende a ação movida pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição).

A entidade cobra o pagamento de direitos autorais para os compositores referentes ao São João do ano passado e alega que, até o momento, não há previsão de pagamento dos direitos autorais da festa deste ano.

A ação foi movida contra a prefeitura de Campina Grande e a empresa Aliança Comunicação e Cultura Ltda, responsável pela organização da festa. Caso a decisão seja descumprida, ambas terão que arcar com uma multa de R$ 30 mil por dia.

O Ecad cobra o pagamento de R$ 598 mil, equivalente a 10% do valor do contrato entre a prefeitura e a empresa para organização das festas em 2017 e 2018.

A ação foi acatada dias depois de compositores e artistas divulgarem nas redes sociais um manifesto exigindo que as festas de São João de Campina Grande e Caruaru paguem os direitos autorais.

Compositores nordestinos como Nando Cordel, Genival Lacerda, Cecéu, Antônio Barros, Petrúcio Amorim, Santanna e Targino Gondim assinam o manifesto.

Em nota, o Ecad defendeu a iniciativa alegando que o São João de Campina Grande não paga direitos autorais há cerca de 15 anos.

“Não há intenção de prejudicar a população e todos os envolvidos, mas é preciso que os direitos dos autores sejam devidamente respeitados, assim como todos os demais direitos de remuneração dos profissionais envolvidos nesta grande festa”, informa a entidade.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), disse que a prefeitura vai recorrer da decisão no Tribunal de Justiça da Paraíba.

“É uma questão de bom senso. Não tem sentido suspender a execução de músicas em uma festa pública, com acesso livre, e que tem caráter social e cultural”, diz o prefeito.
O prefeito também classificou a decisão como frágil e inconsistente, sobretudo por não determinar quais músicas de quais artistas não poderiam ser tocadas durante festa.

Ele também alega que a prefeitura é apenas uma patrocinadora da festa, que é organizada por um empresa privada contratada mediante licitação, e que por isso não cabe a ela arcar com os direitos autorais.

Com duração de quatro semanas, o São João de Campina Grande terá mais de uma centena de shows, incluindo artistas como Elba Ramalho, Luan Santana e Wesley Safadão. A previsão é que cerca de 2 milhões de pessoas participem da festa.

Condeúba: Realizado o XIII passeio de bicicletas do Tamboril

Por Oclides da Silveira

XIII Passeata ciclística  este ano com o uniforme canarinho em homenagem a Seleção Brasileira que está na Russia em busca do hexa-campeonato mundial

Nesta quinta-feira dia 31 de maio de 2018, dia Santo Corpos de Cristo feriado nacional, foi realizado o XIII passeio ciclístico da Comunidade do Tamboril, que é realizado sempre nessa mesma data, com muita alegria e queima de fogos, desde a saída até a chegada do passeio.

Os organizadores do evento Manoel de Aurélio e Arlindo Firmo de Brito 

Os organizadores do evento Arlindo Firmo de Brito e Manoel de Aurélio este ano contou com o apoio do amigo Zé de Creuza. Se inscreveram em tono de 170 pessoas, cujo valor da inscrição foi de R$ 30,00 com direito a uma camiseta, 2 lanches e o churrasco ao final do passeio, ainda haverá um sorteio de uma bicicleta entre os participantes.

A largada foi dada em frente a casa de Manoel de Aurélio às 9h30min., com previsão de chegada às 14h30min., estando previsto a duração do percurso em torno de 5 horas para uma distância percorrida aproximadamente de 40 km., a qual passou pelo Olho D’água onde fez a primeira parada para tomar um café reforçado no Bar de Zé de Dário, depois seguiram para Ripa de Zé de Sousa, entra por Zé de Vavá já no município de Mortugaba, depois retornam passando pelo Distrito do Alegre e finalizando na sede da Associação do Tamboril. Fazendo por tanto 7 paradas durante todo o percurso. Continue lendo

PARTEIRAS

Antônio Novais Torres

A Parteira leiga tradicional, geralmente morava numa cidade pequena e executava os partos que ocorriam no local e na vizinhança. Não havia no local e nem por perto, médico para um atendimento ou procedimento adequado de saúde, só existia mesmo nas grandes cidades ou na capital, porém a classe pobre devido à condição financeira precária não recorria a esses profissionais acadêmicos, a solução para o atendimento era a parteira leiga.

Quando uma mulher ia “despachar”, contava com o apoio das mais experientes que a auxiliavam no trabalho de parto. Eram mulheres leigas que tomavam gosto pelo ofício, fazendo-se presente a todas as parturições que ocorriam no lugar. Diante desse conhecimento prático e de sua disposição passaram a ser chamadas para todos os procedimentos dessa natureza na região.

A fama tornou-se um referencial. Passaram a ser requisitadas em toda a região e eram acatadas como uma pessoa de “boa mão”. Quando surgia algum problema, este era resolvido com mezinhas (raízes e plantas), tratamentos caseiros, que sempre davam bom resultado. O chamado mal de sete dias, ou tétano umbilical, ocorria sempre na zona rural ou na cidade nas camadas pobres e desinformadas por falta de higienização adequada e a devida vacinação. Continue lendo

Artigo: A coisa está feia

José Medrado é líder espírita

É sabido e comentado por todos que o Brasil sofre um grande processo de polarização política. O povo se manifesta contra e a favor deste e ou daquele político. Um fenômeno mundial, é fato, mas nestas nossas terras tem se configurado um contorno perigoso, gerador de violência de grande monta. Foi assim que um ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia, pró-Lula, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, deixou dois feridos na madrugada do último sábado, 28. Um vídeo mostra um homem disparando dois tiros, um deles atingiu o pescoço de um homem, que ainda se encontra internado e uma senhora foi atingida por estilhaços. Grave, muito grave. O episódio a mim parece tão absurdo e surreal, que até imagino que possa ter sido uma desavença pessoal, que já seria um absurdo, imagino, no entanto, se for por questões partidárias, é o completo esvaziar de palavras para reproduzir indignação contra o que não aceita, partindo para o ataque homicida. É o enlouquecer da discórdia.

Estarrecedor, por outro lado, que não vi censuras veementes pelas redes sociais a esta barbárie. A bem da verdade, só aqui e ali…o que achei de grande preocupação, visto que os anti-Lula, ao que parece, viram como natural, como se fosse uma ação que reforçasse a posição dos contras.

De forma lamentável, ainda, vi, de grande infelicidade, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, sair por suas redes sociais culpando a Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, a Globo pelo atentado. Ora, que registre a sua indignação, cobre investigação, mas fomentar mais ainda esse clima de beligerância não é bom para ninguém. E sem demagogia, ambos os lados – pró e anti-PT – estão acirrando a discussão.

Imagino como serão as eleições de outubro, caso um candidato ganhe, desagradando os seguidores do outro: será uma guerra campal, alimentada pela intolerância, o discurso de golpe, de farsa, de fraude? Essas lideranças não podem ficar jogando para a plateia de forma inconsequente, a fim de que não faça esta massa de intolerância crescer a ponto de não ser contida. Nada começa grande, tudo é processo de saturação, de crescimento do pequeno, do aparentemente sem consequência. É preciso mais responsabilidade e bom-senso por parte de todos e mais respostas contra esses atentados por parte da polícia.

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.

REQUISIÇÃO: DEIXE OS POETAS PASSAREM

Poeta Leandro Flores

E, se de repente, no estoque da vida, faltassem também os sonhos, o amor, o conhecimento, a poesia? Será que alguém entenderia que, assim como os caminhoneiros, o poeta é um incomparável condutor de sentimentos? O que seria, por exemplo, do coração sem aquele combustível essencial que nutre qualquer paixão? Os livros, a melodia, as histórias, como ficariam se nos faltassem as palavras? Se não tivessem, de repente, mais poetas para conduzi-las aos nossos olhares… Se não houvesse mais inspiração para traduzir todos os momentos?

Ouso-me dizer que até o amor, este nobre sentimento, não resistiria pela falta do que falar… Acho mais ainda, que não resistiria pela falta do que ouvir… Não dá para subestimar o poder daquele que sabe como ninguém entender as dores e as delícias de um coração que não quer outra coisa senão existir e compreender a vida e tudo que ela nos traz.

Portanto, peço encarecidamente, deixe o poeta passar, escolte-o, dê-lhe matriz para que possa fazer com amor aquilo que mais sabe: traduzir poesia e transcrever os sentimentos.

Leandro Flores
Maio de 2018
(Durante a greve histórica dos caminhoneiros).

Condeúba: Projeto Biblioteca Itinerante, traz leitores para visitar a Biblioteca e participar de “Chá Literário”

Por Oclides da Silveira

Secretário, diretores, professoras, adolescentes e idosos na “Chá Literário”

Na tarde dessa quarta-feira dia 24 de maio de 2018, aconteceu parte da culminância do Projeto Biblioteca Itinerante, Projeto esse da Secretaria Municipal de Cultura que é executado através da Biblioteca Pública Municipal, sobre a direção de Ygor Roberto e coordenação da Professora Marittza Daniele e participação das professoras Grácia Torres e Deise Alves.

Paulo Henrique fez a abertura com uma breve explanação sobre a união e a alegria de estar ali todos juntos para o mesmo objetivo, pediu que todos ficassem de pé e proferiu a oração do Pai Nosso. Em seguida o diretor Ygor Roberto, deu boas vindas a todos e desejou um ótimo encontro naquela tarde festiva, agradeceu a cada um pelo apoio dado ao Projeto Biblioteca Itinerante, concluiu dizendo primeiro foram as professoras Grácia e Deise que fizeram as visitas em cada uma das casas de vocês, hoje chamamos todos aqui para agradecer o apoio e a recepção dada ao nosso Projeto. Continue lendo