Categoria: Cultura

Marcha: livro mostra desafios de mulheres negras nas eleições

Obra foi lançada em Brasília pelo Instituto Marielle Franco
Agência Brasil

Brasília (DF), 22/11/2025 - Mulheres negras que concorreram às eleições de 2024 compartilham experiências. Capa do livro Rosas da Resistência: trajetórias e aprendizados de mulheres negras não eleitas. Foto: Instituto Marielle Franco/Divulgação
Instituto Marielle Franco/Divulgação

Dez mulheres negras que se candidataram a cargos políticos em 2024 e não foram eleitas compartilham a experiência de participar do pleito. Elas contam o que deu certo e pode ser replicado e discutem as dificuldades que encontraram junto aos partidos políticos e também após as eleições, já que muitas tiveram que usar os próprios recursos financeiros.

Andreia de Lima, Ayra Dias, Bárbara Bombom, Camila Moradia, Dani Nunes, Débora Amorim, Flávia Hellen, Joelma Andrade, Lana Larrá e Mayara Batista. Os aprendizados e memórias dessas mulheres estão reunidos no livro Rosas da Resistência: trajetórias e aprendizados de mulheres negras não eleitas, que foi lançado neste sábado (22), pelo Instituto Marielle Franco (IMF) e Fundação Rosa Luxemburgo, em Brasília.

Uma característica comum a essas mulheres, segundo a gerente de programas do IMF, Dandara de Paula, é a conexão que possuem com o território onde vivem e com as comunidades às quais pertencem. Todas elas, destaca Dandara, são reconhecidas lideranças locais.

“O que o livro aponta é que essa conexão delas com o território é histórica, muito anterior à eleição e fez com que elas conseguissem pensar em pautas e projetos que de fato dialogassem com as necessidades do território, com a população que elas estavam em contato, defendendo e buscando representar”, diz.

E acrescenta: “Com a não eleição, elas tiveram para onde voltar. Elas tiveram uma comunidade que as abraçou, porque elas são pertencentes dali, são figuras constantes para as pessoas daquele território específico”.

Outro aspecto comum foi a dificuldade de encontrar apoio junto aos partidos políticos e de acessar o fundo eleitoral. Após a proibição de doações de pessoas jurídicas para as campanhas, esse fundo tornou-se uma das principais fontes de receita para que os partidos realizem as campanhas eleitorais de seus candidatos. Ele é constituído por dotações orçamentárias da União. Mas, nem todos os candidatos acessam os recursos da mesma forma.

“Todas passaram pela dificuldade de acessar o fundo eleitoral, cada uma por dificuldade diferente. Para algumas o recurso chegou tarde demais, outras enfrentaram divergências internas no partido, mas todas elas tiveram essa dificuldade em relação à legenda que elas escolheram”, diz Dandara.

Um relatório divulgado em 2024 pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos, em parceria com a Common Data, mostrou que as mulheres negras são a parcela da sociedade que mais enfrenta barreiras para acessar cargos políticos. Das quase 80 mil candidatas, apenas 7,19% foram eleitas. Isso significa que, enquanto uma em cada dez candidatas brancas foi eleita, entre as candidatas negras, essa proporção foi de uma a cada 26.

As mulheres negras representam a maior parte da população do país, são cerca de 60 milhões, 28,5% do total. Elas são, também, o maior percentual da população brasileira ativa: 28,4%. São as mulheres negras que chefiam a maioria das famílias. Mesmo assim, são as que ganham menos. Representam apenas 16% do rendimento total do país.

Segundo Dandara, é muito importante que as mulheres negras possam cada vez mais ocupar cargos políticos.

“A gente sabe que, por mais que a gente trabalhe fora da institucionalidade, a institucionalidade tem um poder expressivo, tem uma razão de ser, tem a caneta na mão, é o que faz com que a gente possa concretizar todos esses desejos que a gente quer ver acontecer”, ressalta.

As dez mulheres que participam do livro foram apoiadas após as eleições, financeiramente pelo IMF, recurso, conforme explica Dandara, muito importante para que elas pudessem se reerguer financeiramente após as campanhas eleitorais. Todo esse processo é compartilhado no livro.

Todas elas também aderiram à agenda Marielle Franco, um conjunto de práticas e compromissos políticos antirracistas, feministas, LGBTQIAPN+, periféricas e populares, inspirados no legado de Marielle, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018. 

O lançamento do livro ocorreu neste dia 22, às 17h, na Casa Comum, na Asa Norte. O evento foi no âmbito das ações da Marcha Mundial das Mulheres Negras, que será realizada no dia 25 de novembro, reunindo mulheres de todo o país com os pleitos de reparação e bem viver.

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Lula enviou ao Congresso o novo Plano Nacional de Cultura

Agência Brasil

O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta segunda-feira, 17 de novembro, o texto do novo Plano Nacional de Cultura (PNC) ao Congresso Nacional. A cerimônia foi no Palácio do Planalto, a partir das 10h, teve a presença da ministra Margareth Menezes (Cultura) e de outras autoridades. No evento, também foi assinado o decreto que cria a Comissão Intergestores Tripartite (CIT), fundamental para a pactuação federativa na implementação de políticas públicas de cultura.

O Plano Nacional de Cultura vai orientar as políticas culturais do país pelos próximos dez anos. O texto reafirma a cultura como política de Estado e pilar estratégico da democracia, da soberania e de um desenvolvimento socialmente justo. Já a Comissão Intergestores Tripartite será o espaço permanente de diálogo entre União, estados e municípios, ao fortalecer a governança federativa e a cooperação entre gestores públicos de cultura.

A cerimônia conteceu com a presença de agentes territoriais e representantes dos comitês de cultura de todo o Brasil, integrantes do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), que simbolizam a participação popular e o compromisso coletivo com a construção de políticas culturais democráticas e acessíveis. “O Brasil volta a ter um Plano Nacional de Cultura construído com a escuta do povo. Estamos reafirmando que cultura é direito, é desenvolvimento e é o coração da nossa democracia”, destacou a ministra Margareth Menezes.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de veículos de imprensa com credenciamento diário ou anual da Presidência da República puderam acompanhar a cerimônia.

SERVIÇO 

Evento de envio ao Congresso do Plano Nacional de Cultura

🗓️ Data: 17 de novembro, segunda-feira
🕐 Horário: 10h
📍 Local: Palácio do Planalto, em Brasília (DF)

 

Encontro em Brasília reunirá mais de 600 agentes de cultura

Participantes irão trocar experiências e planejar novas ações do setor
Agência Brasil

Brasília (DF) 16/11/2025 – Encontro do Programa Nacional dos Comitês de CulturaFoto: Anderson Coutinho/Minitério da Cultura
© Anderson Coutinho/Ministério da Cultura

Mais de 600 agentes territoriais de cultura de todo o país são aguardados em Brasília, onde acontece, deste domingo (16) até a próxima quarta-feira (19), o Encontro do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC). 

Além dos agentes territoriais, selecionados pelos Institutos Federais de Educação (IFs) de 23 estados e do Distrito Federal, o evento trará gestores públicos, representantes da sociedade civil e servidores do Ministério da Cultura que atuam em cada uma das unidades federativas. 

Segundo o Ministério da Cultura (MinC), o objetivo do encontro é possibilitar a troca de experiências entre os participantes e a avaliação do programa nacional criado para ampliar o acesso da população às políticas públicas de cultura e permitir o planejamento das próximas ações. 

“Vêm os representantes de todo o Brasil. A galera que está aí, fazendo acontecer, levando e trazendo notícia das políticas culturais; fazendo chegar nas pontas”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Representante LGBTQIA+ e integrante do Distrito Drag, Ruth Venceremos participou de umas das oficinas e destacou a importância de o evento mostrar a diversidade cultural do país. “O diferencial do evento é que nele a gente discute cultura de forma articulada com outros temas que são importantes e caros para a sociedade, como é o caso do debate sobre a democracia. Não tem como a gente pensar em uma sociedade democrática se a gente não entender que a cultura é parte dessa construção”, afirmou. 

Instituído em setembro de 2023, por meio da Portaria MinC nº 64, o PNCC é pautado pela valorização e promoção da diversidade cultural, étnico-racial e regional, entre outros princípios, como o fortalecimento das diferentes identidades culturais e da participação e educação popular como método de implementação das políticas socioculturais e do Sistema Nacional de Cultura. 

O PNCC está estruturado em duas estratégias: os Comitês de Cultura e os Agentes Territoriais de Cultura. Instalados em 23 estados e no Distrito Federal, os comitês buscam fortalecer a participação social, criando redes de agentes coletivos e instituições dedicadas a ações socioculturais.

Já os agentes são pessoas físicas com representatividade social e cultural, espalhadas por todo o Brasil e selecionados por meio de editais públicos com a tarefa de mapear iniciativas regionais, mobilizar comunidades e ampliar a comunicação entre sociedade e poder público. 

De acordo com o Minc, dos 601 agentes culturais esperados no encontro em Brasília, 203 vêm da Região Sudeste; 175, do Nordeste; 103, do Sul; 64, do Norte e 56 do Centro-Oeste. 

Comunicadores

Neste sábado (15), também em Brasília, foi realizado o Encontro de Comunicadores Populares, em parceria com o Laboratório Digital da Universidade Federal do Paraná.

O encontro buscou fortalecer a chamada Rede Nacional de Comunicadores Populares – iniciativa que busca ampliar a comunicação comunitária e dar mais visibilidade às ações culturais desenvolvidas nos territórios onde os comunicadores atuam.

Em nota, o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou o diferencial da rede. “Nosso desafio é transformar nossas iniciativas em histórias que tenham significado concreto para as pessoas. Quando a gente fala que está fazendo o maior investimento em cultura da história do Brasil, o que isso significa de concreto? Significa que, pela primeira vez, temos um cinema numa aldeia indígena; uma cidade pequena que nunca tinha tido acesso a teatro está garantindo isso para suas crianças, adolescentes e pais”, disse.

“O conhecimento técnico, muita gente ensina, tem milhares de faculdades que ensinam. Mas, esse conhecimento territorial ninguém ensina, só quem nasce nele tem. E a gente vive num país de extensão continental, em que cada lugar tem seu jeito de fazer as coisas”, afirmou a chefe da Assessoria Especial de Comunicação (Ascom) do MinC, Gabriella Gualberto.

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Cordel/Biscoito de Condeúba: Sabor, Cultura e Poesia, com Leandro Flores

cordel sobre o biscoito de condeúba - Leandro Flores
O poeta condeubense Leandro Flores
Quem conhece Condeúba sabe: ali, no coração do sertão baiano, pulsa uma das tradições culinárias mais queridas do Nordeste — o biscoito.

Da xiringa ao chimango (o nosso “pão de queijo condeubense”), do assado ao cozido, do formato de palito ao anelzinho: o biscoito faz parte da identidade cultural dessa terra acolhedora.

E foi justamente essa paixão que o poeta, jornalista e ativista cultural Leandro Flores traduziu em poesia.
Em forma de cordel, ele homenageia a cidade que, ao lado de Vitória da Conquista, é conhecida como a Capital do Biscoito — e faz isso com a força das palavras e o sabor da memória afetiva.

Na feira de sexta, é inevitável: balaio na calçada, aroma de café coado na hora, e uma variedade que encanta moradores e visitantes. Cada fornada conta uma história de trabalho, tradição e resistência do povo condeubense.

O cordel de Leandro Flores celebra isso:
A culinária como patrimônio do sertão, o alimento como poesia, o biscoito como marca de quem somos.

Uma receita de orgulho, simplicidade e raízes.

Assista ao vídeo do cordel no canal do poeta:

Confira abaixo o cordel na íntegra:

CONDEÚBA, TERRA DO BISCOITO
Por Leandro Flores

Condeúba é conhecida,
em toda a região,
como a terra do biscoito,
feito com fé e tradição.

Ao lado de Conquista,
cidade do interior,
duas filhas da mesma terra,
símbolo de trabalho e valor.

Da mandioca em terra seca,
nasce o pão do trabalhador,
que alimenta a mesa farta,
recheada de puro sabor.

É tradição que move a história,
e adoça o paladar,
gera renda, traz sustento,
pra quem se dispõe a trabalhar.

Do vendedor na rua,
à barraca no pavilhão,
o biscoito cruzou fronteiras,
sem perder a tradição.

Hoje é marca condeubense,
razão de satisfação,
que espalha renda e orgulho
por toda a região.

De janeiro a janeiro,
a produção não pode parar,
lá vêm os festejos de junho
e o fim do ano pra animar.

Chegam logo os são-pauleiros,
com saudades e com dinheiro,
levam biscoito e lembrançinha,
pra comer o mês inteiro.

Tem xiringa e tem palito,
cozido, assado e pão de queijo,
aqui o povo chama chimango,
feito no modo sertanejo.

Igual o biscoito de polvilho,
que em outros cantos é avoador,
cada terra tem seu nome,
aqui se diz xiringa, orgulho do interior.

Na sexta tem feira boa,
com cheiro de pastel frito,
café torrado na hora,
biscoito, casadinho e palito.

Tem balaio na calçada,
prateleira de farinha,
trempe quente e fogão a lenha,
e aquele sabor gostoso
que vem da cozinha.

Tem biscoito de tapioca,
de manteiga e de fubá,
de queijo, crocante e macio,
feito pra gente degustar.

Tem redondo, anelzinho e bolinha,
comprido, torrado pra provar,
de sabor pra todo gosto,
e café coado na hora pra acompanhar.

É sabor que faz história,
gera emprego e união,
sustenta mesa e a memória,
desse povo do meu sertão.

Condeúba é terra mãe,
da fartura e do sabor,
cidade boa e acolhedora,
de um povo trabalhador.

E quem prova das suas delícias,
nunca mais esquece o gosto,
porque nelas tem a vida,
a lembrança e o rosto.

De um povo simples, feliz,
orgulhoso do que é seu,
que aprendeu a ser feliz,
com o pouco que a vida lhe deu.

Quer tirar suas ideias do papel e transformar em projetos culturais de verdade?

Participe da Oficina de Elaboração de Projetos Culturais com os Agentes Territoriais de Cultura da Região Imediata de Vitória da Conquista, Yan Roberto e Vinícius Rodrigues! 💡

📅 Data: 13 de novembro (quinta-feira)
🕢 Horário: 19h30min
📍 Local: Associação dos Moradores do Bairro Jurema (Sede da ACAMB) – Vitória da Conquista
📜 Com emissão de certificado!

Não requer inscrição prévia!

Uma oportunidade imperdível para quem quer aprender a planejar, escrever e viabilizar projetos culturais! ✍️🎭

Ação presencial promovida pelos Agentes Territoriais de Cultura – ATC/PNCC da Região Imediata de Vitória da Conquista – Bahia, Vinícius Rodrigues @viniciusacamb e Yan Roberto @_yanroberto, com apoio do Instituto Federal, Programa Nacional dos Comitês de Cultura – PNCC e Ministério da Cultura – MinC.

Realização:
Movimento Cultural Capoeira Lucaia (ACAMB) – Planalto/Bahia @acamb.lucaia
Museu Virtual Professora Noêmia Lourenço da Silva – Vitória da Conquista/Bahia @museunoemia

Apoio:
Associação Cultural e Artística Memória de Bimba (Sandro Capoeira) – Vitória da Conquista/Bahia @acambcapoeira
Associação dos Moradores do Bairro Jurema – Vitória da Conquista/Bahia

#ProjetosCulturais #MinC #PNCC #AgentesTerritoriaisDeCultura #OficinaCultural

*Maracá a lenda…*

Por Ivan Sousa – Jacaraci/BA.

Osvaldo Lima Sousa, o famoso mito “Maracá”

Se você gosta de rimas
Pare um pouco pra escutar
É uma história marcante
De um homem popular
Que teve uma trajetória
De uma vida notória
O famoso maracá

Osvaldo Lima Sousa
Homem de forte punho
Nascido nos anos trinta
No dia seis de junho
Surgia então essa lenda
Inteiro sem ter emenda
Original sem rascunho

Terra natal Condeúba
Maracá fez sua bandeira
Filho de Maria Rosa
E de seu Joaquim Ferreira
Plantou sementes e deu fruto
Um sujeito franco e bruto
Para ele não tinha fronteira

Menino de origem negra
Com a cabeça sempre erguida
Veio ao mundo pra vencer
Ser o primeiro na corrida
Defender sempre seu pão
Sem ninguém de corrimão
Sempre com o suor da lida

Barba sempre a fazer
Esse era seu legado
Escola não frequentou
Não era alfabetizado
Mas na vida ensinava
E nas tarefas destacava
Era um homem diplomado

Sua calvície era marcante
Cabelo só na pestana
Fumava e mascava fumo
E achava aquilo bacana
Trabalhava sem descanso
E de folga com remanso
Tomava umas no fim de semana

Tudo que ele fazia
Com determinação e vontade
Produto de primeira linha
Isto é,de qualidade
Reconhecimento geral
Tanto no meio rural
E no centro da cidade

Maracá era muito simples
Mas de muita categoria
Homem de muita inteligência
No ofício que fazia
Para o cavalo tinha traia
Desde da sela a cangaia
Especialista em montaria

Além de um bom celeiro
Tinha uma mente de ouro
Fazia chinelo de pneus
E também bom suadouro
Chuteiras com travas de prego
Só não via quem era cego
Embornais e chapéu de couro

As chuteiras que ele fazia
Era forte que só ela
Linha com cera de abelha
Bem curtida e amarela
Biro amolado igual faca
Que já deixou muitas marcas
Em muitas e muitas canelas

Teve fama em Irundiara
Distrito de Jacaraci
Onde todos os conhecia
E quem passavam por ali
Com bom serviço prestado
Maracá era admirado
E estava pronto a servir

O couro matéria prima
Preenchia seu requisito
Para alcançar a tonalidade
Deixar o produto bonito!
Fazia o seu esboço…
Em um balde com sal grosso
E também casca de angico

E assim o couro cru
Transformava se em sola
Com criatividade o artesão
Tirava o modelo da cachola
Tudo que possa imaginar
De cangaia ao imborná
E utensílios de jogar bola

Na cozinha mandava bem
Era chefe nos casamentos
Com tempero caprichado
Para todo e qualquer evento
Tinha que agendar vaga
Pena que Ana Maria Braga
Não conheceu seu talento

Aquelas festas na roça
As mais famosas que tinha
O primeiro a ser convidado
Para comandar a cozinha
Para servir pernil assado
Nunca chegava atrasado
Gostava de uma farrinha

Praticava outra arte
Digo agora a vocês
Comemora se em Janeiro
Exatamente no dia seis
Maracá entrava em pauta
Dançando e tocando flauta
Nas folias de Santo Reis

E na dança dos facões
Ele era sem igual
Um bom batedor de caixa
Fazendo som natural
Condeúba e Irundiara
Deve muito a esse cara
Em seu berço cultural

Além de um grande artista
Foi um grande conquistador
Por onde Maracá passava
Plantava a semente de amor
Um laçador de corações
Ele não tinha limitações
A sorte era a seu favor

A primeira a cair no laço
E foi assim conquistada
Ela que era de Condeúba
E parecia uma esmeralda
Com o mestre ela fez par
Teve filhos pra cuidar
E o nome dela é Geralda

Na qual teve quatro filhos
Que batalhou pra dá sustento
Foram dois belos casais
Do fruto desse casamento
Lucia e Maria Aparecida
E para alegrar mais a vida
Veio Raimundo e Osvaldo Bento

Também tem outro boato
De uma língua atrevida
Que Maracá pulou o muro
Deu uma bela escapolida
Fez tudo isso na surdina
E então deve uma menina
Mexendo em outra ferida

Depois veio pra Irundiara
Para uma região bonita
Onde casou mais três vezes
Contando ninguém acredita
A primeira a ser escolhida
Partilhar um pouco da vida
Foi a senhora Jovenita

E desse relacionamento
Veio o filho Aldo de Lima
Mostrando que entre o casal
Que existia um bom clima
Mais tarde em outro momento
Já em outro casamento
Ele já estava com Alvina.

Lançamento de biografia inédita é ponto alto de homenagem a Euclides Neto

O centenário de Euclides Neto é o tema central da 1ª Festa Literária de Ipiaú – Flipiaú, que acontece de 11 a 14 de novembro na cidade escolhida pelo escritor para construir seu legado cultural e social. Um dos pontos altos da programação será o lançamento de uma biografia inédita de Euclides, organizada por sua filha Denise Mendonça Teixeira e com textos dela, Odorico Leal e Max Bandeira.

O livro “Euclides Neto: trilhas de um escritor da terra” será lançado no dia 12 (quarta-feira), no Espaço Machombongo, na Praça Rui Barbosa. A obra aborda o percurso literário de Euclides Neto, “sua profunda relação com a terra e a intensa e peculiar atuação como advogado, movimentos lastreados pela consciência social e o humanismo”. A biografia é uma coedição da Editora Littera e Edufba.

O legado do escritor homenageado estará presente em diversos momentos da Flipiaú. A abertura do evento será marcada pela inauguração do marco do centenário em frente à casa onde Euclides viveu, uma visita guiada à antiga residência e a exibição da cinebiografia “Dr. Ocride”, de Edson Bastos e Henrique Filho. Mesas debaterão seus livros e a importância da sua obra.

Para Edson Bastos, coordenador geral da Flipiaú, a escolha de Euclides Neto é uma forma de celebrar um legado que ultrapassa a literatura. “Ele foi um escritor que viveu profundamente Ipiaú, acreditou na força das comunidades rurais e transformou ideias em ações concretas. Queremos reacender essa chama e provocar novas gerações a se conectarem com a história, a cultura e os sonhos que ele ajudou a plantar.”

Ao longo do evento, sediado em múltiplos espaços, acontecerão encontros entre escritores e leitores, lançamentos de obras, contações de histórias e apresentações artísticas. Com acesso gratuito, a Flipiaú promete mobilizar a população dos 16 municípios do Território do Médio Rio de Contas.

A 1ª Flipiaú – Festa Literária de Ipiaú é uma realização da Voo Audiovisual e foi contemplada no Edital de Apoio às Festas, Feiras e Festivais Literários (nº 01/2024), por meio do Programa Bahia Literária, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura, via Fundação Pedro Calmon.

Dia da Imprensa Condeubense – 12 de Outubro

 

Quem não se comunica se estrumbica (Chacrinha)
História
Imprensa condeubense

Neste dia 12 de outubro, data em que o Brasil celebra importantes acontecimentos — como o Dia da Criança e o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil —, também comemoramos com orgulho o Dia da Imprensa Condeubense.

Essa data foi instituída oficialmente por meio da Lei Municipal nº 897, de 30 de abril de 2015, de nossa iniciativa e de autoria das vereadoras Cida de Lerim e Nena, sendo sancionada pelo então prefeito Guto.

A todos os que contribuíram para a criação dessa lei e para o fortalecimento da comunicação em nosso município, deixamos registrada a nossa mais sincera gratidão. Que a imprensa condeubense continue sendo voz ativa da verdade, da cidadania e do desenvolvimento local.

A referida lei, vem coroar de êxito uma brilhante iniciativa ocorrida no longínquo dia 12 de outubro de 1916, data em que circulou, pela primeira vez em nosso município, um periódico intitulado “Jornal O Condeúba”. Esse importante veículo de comunicação teve tiragem e circulação quinzenal, mantendo-se ativo por aproximadamente seis meses, período em que prestou relevantes serviços à difusão da informação e ao fortalecimento da cultura local.

O fundador desse marco histórico da imprensa condeubense foi o Capitão José Vieira, proprietário da Tipografia Vieira, enquanto o cargo de redator-chefe era ocupado por João Ângelo do Sacramento, homem de grande saber e dedicação à causa jornalística.

A Tipografia Vieira destacou-se como a maior empresa do gênero já instalada em Condeúba, possuindo um parque gráfico moderno e bem estruturado para os padrões da época. Seu legado permanece vivo na memória cultural do município, simbolizando o pioneirismo e o amor à comunicação escrita que marcaram o início da imprensa condeubense.

Destacamos o jornal O Alvorecer, que, segundo registros, passou a circular quinzenalmente no município de Condeúba por volta do segundo semestre do ano de 1917.

O periódico foi fundado pelo tenente Helvécio Ribeiro e teve como redator-chefe o senhor Mário Mena Cordeiro.
Não há registros precisos sobre a data de encerramento de suas atividades, porém sabe-se da existência de uma edição publicada em 10 de julho de 1923.
O jornal O Alvorecer era impresso na Tipografia Vieira, deixando importante contribuição para a história da imprensa local.

Com destaque especial para o Jornal Folha de Condeúba Ltda, o terceiro órgão da imprensa escrita surgido em nosso município. Fundado em 12 de fevereiro de 2009, teve sua primeira edição impressa em março do mesmo ano, sendo produzida pela Gráfica Log, na cidade de Vitória da Conquista.

A Folha de Condeúba manteve circulação impressa até agosto de 2011, data da sua última edição. Durante esse período, o jornal alcançou grande repercussão regional, com tiragens que chegaram a 3 mil exemplares, sendo distribuído em cerca de 50 municípios. Foi, sem dúvida, o jornal de maior circulação mensal de toda a região.

Mesmo após o encerramento da versão impressa, a Folha de Condeúba permanece viva e atuante por meio do seu portal virtual, acessível em www.folhadecondeuba.com.br.

Seus fundadores foram Oclides Ribeiro da Silveira e Juari Francisco do Nascimento, sendo que a redação esteve sempre sob a responsabilidade do jornalista Oclides da Silveira, que segue à frente dessa importante fonte de informação e registro da história condeubense.

A Rádio Liberdade FM é uma emissora comunitária, cuja fundação foi dia 28 de julho de 1998 através do então Prefeito Marcolino Gonçalves Neto, sua mantenedora é Associação dos produtores e Moradores do Município de Condeúba, a qual tem uma programação ativa diária das 05:00 às 22:00 horas. Contando com os seguintes comunicadores: Cláudio Novais, Chico Lima que é seu atual Presidente, Reginaldo Santos diretor Técnico, “Cassinho” e Dr. Raimundo, Karine Pereira, Paulinho Dj., William Dutra, Pastoral da Criança com Luciana e também com as Igreja Evangélicas Adventista, Assembleia de Deus, Batista Renovada de Condeúba, Missão Urgente e a Mundial Poder de Deus.

D dez – Outro órgão de comunicação que temos na cidade entre os de maior abrangência é o site: www.ddez.com.br que foi fundado em 21/11/2006 por Décio Francis da Silva que é seu proprietário.

Gilmar Garcia Imprensa:- CNPJ 31.353.801/0001-64. A empresa faz gravações e transmissões ao vivo. Fundada em 28/08/2018, seu proprietário é o empresário Gilmar Batista Garcia, tem prestado relevantes serviços ao povo, em especial aos condeubenses.

 

Temos ainda os escritores autores de músicas como Artulio Reis, Edu Viana, Cauê Procópio, Salvador o “Doquinha”, escritores como Tranqüilino Torres, Agnério Evangelista de Sousa, Antonio Santana, Aline dos Santos, Regiane David, Leandro Flores, José de Sousa, Jovino Coutinho, Otaviano Vieira Lima, Edson Silveira, Joandina Maria de Carvalho, Dairi, Políbio César, Helen Novaes, os jornalistas Oclides da Silveira e o competentíssimo “Ló”, Marcus Rezende, está quase se formando para jornalista Mônica Nascimento, entre tantos outros.

Assim, concluímos esta singela homenagem ao Dia da Imprensa Condeubense, relembrando com gratidão todos aqueles que fizeram — e continuam fazendo — a história de Condeúba por meio dos jornais, livros, sites e emissoras de rádio.

Nós, do Jornal Folha de Condeúba, parabenizamos todos os condeubenses que se dedicam a essa magnífica arte de comunicar, informar e preservar a memória do nosso povo.

Academia Condeubense de Letras:- Reiteramos, mais uma vez, o convite para que nos unamos em torno da criação da Academia de Letras Condeubense, um espaço que certamente fortalecerá nossa identidade cultural, organizará nossos esforços e dará maior visibilidade ao trabalho de cada um em seu respectivo segmento.

Com essa união, daremos um passo firme rumo à valorização da cultura e da comunicação local, tornando-nos mais fortes e preparados para enfrentar as mazelas e incompreensões de alguns segmentos que, infelizmente, ainda insistem em atacar os meios de comunicação e as artes em geral.

Que sigamos juntos, fortalecendo nossa história e honrando a imprensa condeubense!

Vereadora Maria Neres Sousa de Brito (Nena)

A vereadora Nena, uma das autoras da lei que criou o Dia da Imprensa Condeubense, declarou:

“Tenho muito orgulho de ser, juntamente com a ex-vereadora Cida, autora da Lei nº 897, de 30 de abril de 2015, que oficializou o Dia da Imprensa em nossa cidade, celebrado em 12 de outubro. Sempre tive profundo respeito e admiração por todos os meios de comunicação, pois sem eles nada aconteceria — tudo permaneceria no anonimato.

Aproveito esta ocasião e parabenizo a todos os profissionais da imprensa condeubense por mais esta bela conquista, em especial ao jornalista Oclides da Silveira pela sua iniciativa de criar esta Lei ”, afirmou Nena.

A ex-vereadora Rita Aparecida Soares (Cida de Lerim)

A ex-vereadora Cida de Lerim, foi também uma das autoras da Lei nº 897, de 30 de abril de 2015, que oficializou o Dia da Imprensa condeubense.

A ex-vereadora Cida de Larim disse ter se sentido lisonjeada por ter sido, juntamente com a vereadora Nena, autora da Lei nº 897, de 30 de abril de 2015, que oficializou o Dia da Imprensa em nossa cidade, celebrado em 12 de outubro.
“Agradeço ao amigo e jornalista Oclides da Silveira, pois foi ele quem teve a ideia de criar esse dia tão importante para os profissionais da imprensa condeubense, bem como para todos os demais meios de comunicação”, pontuou Cida de Larim.

O jornalista Oclides da Silveira com o cantor condeubense Cauê Procópio – Foto: Raul Martins

O cantor condeubense Cauê Procópio radicado em São Paulo

O que pode ser dito, escrito, na crônica e na prosa.
Sendo feio ou bonito, esquisito, com pena poderosa.
Conta um conto, retrata a maltratada vida.
Sendo de aboio e lida, sofrida
Canta um canto, mostra a felicidade
De ter a busca, sempre às custas da verdade.
A prensa, a imprensa, a caixa do caractere
A primavera o dia 12, a santa mira e a criança confere
Pois o fruto da árvore retorcida brota mesmo com falta de chuva
E o dia de Aparecida é o dia da imprensa da cidade de Condeúba.                        Viva a Imprensa condeubense!!!
Cauê Procópio.

O escritor e professor Agnerio Evangelista de Sousa

O Poder da Comunicação Escritor e professor Agnério Souza
Todos nós sabemos que a Comunicação tem um poder primordial na vida humana. Jornais, revistas, televisão, rádio, internet, blogs e comunicação oral são grandes meios em forma de integração entre as pessoas. Para isto, a escrita impressa deu importante passo, desde tempos remotos.
O homem primitivo deve a necessidade de se comunicar com seus semelhantes, inventando e descobrindo diversos sinais, entre os quais o Alfabeto. Surgiu então a escrita e com ela a História. Gutemberg vai e cria a imprensa o que facilitou a comunicação com o mundo modeno.
Voltando o olhar para nossa Condeúba, tivemos as primeiras gazetas: O Condeúba e o Alvorecer que noticiavam, infornavam e davam contribuições significativas para uma pequena comunidade. Por último veio o jornal Folha de Condeúba, fundado em 2009, e que ainda está na ativa através do blog: folhadecondeuba.com.br 

O escritor Jovino dos Santos Coutinho

O escritor Jovino Coutinho parabeniza a Imprensa local

Às vezes damos muito destaque à grande imprensa nacional e internacional, mas acabamos esquecendo de valorizar os meios de comunicação que estão mais próximos de nós — aqueles que acompanham de perto a realidade do nosso município, divulgando o que acontece no dia a dia e fortalecendo nossa comunidade quando mais precisamos.

Sabemos que muitos veículos cobram para publicar determinadas matérias, mas quero aqui reconhecer a importância e o compromisso do nosso meio de comunicação local: o Jornal Folha de Condeúba. Este jornal tem sido um verdadeiro parceiro, sempre disposto a divulgar nossas ações sociais, culturais e comunitárias sem jamais cobrar um centavo por isso.

A Folha de Condeúba é um exemplo de imprensa comprometida com a verdade, com o desenvolvimento da nossa cidade e com a valorização da cultura local.

Finalizo agradecendo ao amigo Oclides da Silveira, responsável por esse importante veículo de comunicação, pelo seu trabalho, dedicação e contribuição inestimável para nossa comunidade.

Professor Políbio César de Carvalho

À Imprensa condeubense, parabenizo pelo seu dia 12 de outubro
O professor Políbio César disse: “Quero parabenizar toda a Imprensa condeubense em especial o JORNAL FOLHA DE CONDEÚBA, aos dirigentes e demais profissionais que fazem ecoar a notícia em nossa cidade e municípios limítrofes. Parabéns por mais um aniversário da Imprensa e pelos serviços relevantes que prestam à sociedade através do ato de comunicar.
O JORNAL FOLHA DE CONDEÚBA é um dos órgãos de comunicação que ganha destaque por ser um veículo de comunicação e ter se tornado uma fonte de confiança e credibilidade pelo jornalismo ético, sério e responsável.
O jornalismo é uma missão. Que o Jornal Folha de Condeúba, assim como os outros meios de comunicação, continue abraçando a MISSÃO de levar informação e ampliar a comunicação para que, cada vez mais pessoas, tenham o prazer de desfrutar e participar desse meio de interação, assim como, manter essa linha jornalística com a comunidade informada dos fatos, pois, não é fácil, porém, quando o trabalho é sério e feito com respeito e dedicação, tem o reconhecimento do povo.
Parabéns pela atuação e valorização da cultura, esportes, lazer, com coberturas sistemáticas. Destaco, através do redator deste jornal, o incentivo e o significado que dispensa à nossa tradição, aos nossos costumes, ora riquíssimos.
Que a Imprensa condeubense continue informando com excelência, seja nos atos cívicos, sociais, nas notas de falecimentos, na cultura, lazer, comemorações, nas reuniões da Câmara, feiras literárias, shows, enfim, importante é prosperar e alcançar a longevidade com excelência.
Parabéns Imprensa condeubense! Vida longa!” disse.

Professor escritor e poeta Antônio da Cruz Santana

PARABÉNS, AOS COMUNICADORES DE CONDEÚBA E SALVE O DIA DA IMPRENSA CONDEUBENSE!

Gostaria de parabenizar em especial, o Jornal Eletrônico Folha de Condeúba, pela sua dedicação em nos informar todos os dias com diferentes conteúdos. Um Jornal que, também já foi impresso há algum tempo em que o senhor Oclides Ribeiro da Silveira, conseguia distribui-lo a população condeubense e que vale a pena trazer esta memória para os mais jovens que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Atualmente, o Jornal é eletrônico, mas continua com a mesma eficiência e eficácia na transmissão das informações dos acontecimentos do Município de Condeúba e região.

Ao Jornal Folha de Condeúba, o meu muito obrigado!

COMUNICAÇÃO

Comunicar é informar, é anunciar e propagar.
É se comunicar, é falar, é ligar e se relacionar com o telespectador.
Comunicar é ler, é escrever, é visualizar, é desenhar e publicar.
Comunicar é a ação de fazer chegar, avisar, entreter e fazer tudo acontecer do anoitecer ao amanhecer.
Comunicar é buscar, é receber, é registrar e estudar.
Comunicar é olhar atentamente para o que acontece no presente, é viver e conhecer um mundo diferente.
Comunicar é caminhar no meio da gente, é ser a ponte entre os sábios, os inteligentes e os inocentes.
Comunicar é aprender a gostar de pescar informação.
É abrir os olhos da sociedade para enxergar melhor a sua realidade.
Comunicar é se antecipar para bem informar.

A Presidente da Cademia Conquistense de Letras – Elvarlinda Rocha, que é condeubense

Elvarlinda da Rocha Jardim (Condeubense) Presidente da Academia Conquistense de Letras

Hoje, 12 de outubro, é celebrado o Dia da Imprensa de Condeúba, minha querida cidade natal, data esta que nos lembra a importância da liberdade de expressão e do acesso à informação. É um dia que nos convida a refletir sobre o papel fundamental que a imprensa desempenha em nossa sociedade, levando notícias, informações e conhecimento a todos e todas.
A notícia, falada ou escrita, quando embasada nos princípios da verdade e da moralidade, tende a despertar a confiança daqueles que a recebem, dando sustentabilidade suficiente, para que não venha a cair no rol das possíveis inverdades. Uma profissão árdua, que tem como base a verdade absoluta, sabendo-se, entretanto, que muitos se preocupam em distorcê-la. Homens e mulheres que vão madrugada a dentro, ou a qualquer hora do dia, a busca de notícias, expondo-se aos mais diversos riscos.
Esses profissionais, tais quais caçadores de diamantes ainda na condição de pedra bruta, entregam-se aos desafios, dando o brilho essencial à matéria prima, buscando sustentar a verdadeira informação a ser divulgada.
A Academia Conquistense de Letras parabeniza a todos os condeubenses jornalistas, repórteres, editores e profissionais da imprensa que trabalham incansavelmente para trazer a verdade e a atualidade ao mundo. Sua dedicação e compromisso com a verdade são fundamentais para a democracia e para a construção de uma sociedade mais informada e consciente. Nossos sinceros agradecimentos por serem a voz dos que não têm voz e por nos manterem informados todos os dias.

PESSOAL:

Tenho a honra de prestar a minha homenagem pessoal à Imprensa de Condeúba, pelo nível de competência e o compromisso da equipe que trabalha nessa área.
Não é à toa que o nome de Condeúba tem sido destaque em muitos acontecimentos.
Desde a minha adolescência , tenho contato com cada segmento dessa cidade, que me embalou e edificou os meus princípios de cidadã condeubense.
Ao longo do tempo venho constatando que a verdade absoluta das informações através da Imprensa, só vem acrescendo ao meu conhecimento o que necessito dessa cidade tão querida e promissora.
A Imprensa local vem cumprindo o seu papel com
dignidade e respeito, oferendo aos seus munícipes e demais leitores notícias importantes e verdadeiras, assegurando a responsabilidade e o respeito, e sustentado a credibilidade que o bom leitor merece.
Eu, como leitora filha da Terra, parabenizo toda a equipe da Folha de Condeúba e demais membros da Imprensa local, pelo brilhante papel que vêm exercendo, para manter os sedentos de boas notícias bem informados.
Parabéns!
Parabéns!

Elvarlinda da Rocha Jardim

MinC atualiza regras para uso dos recursos do Ciclo 1 da Política Nacional Aldir Blanc

Novas diretrizes foram publicadas por meio de Instrução Normativa

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Instrução Normativa (IN) 25/2025, publicou novas regras para o uso dos recursos do Ciclo 1 da Política Nacional Aldir Blanc. As alterações no documento visam garantir ainda mais transparência e melhor uso dos valores da política que apoia ações culturais em todo o Brasil. 

A IN 25/2025 estabelece regras de transição entre o Ciclo 1 e o Ciclo 2 da política, atualizando tópicos da IN 19/2024. O principal destaque da normativa está na aplicação dos recursos do Ciclo 1 pelos entes federativos na execução da Política Nacional Aldir Blanc. 

“A Lei Aldir Blanc é uma conquista histórica. Essas novas regras servem para que o dinheiro da cultura seja bem usado, garantindo que cada real destinado chegue a quem faz a cultura acontecer em todo o Brasil”, explica a ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

A medida estabelece prazos, procedimentos e formas de fiscalização sobre a aplicação dos recursos culturais. Entre as principais mudanças estão: 

  • Estados, municípios e o DF devem executar os valores constantes na conta bancária do Ciclo 1 (2023-2024) até 31 de dezembro de 2025. Após essa data, os valores não executados devem ser transferidos para a conta do Ciclo 2; 
  • O Relatório de Gestão deve ser enviado até 30 de janeiro de 2026, pela Plataforma Transferegov, com informações detalhadas sobre editais, contemplados, gastos e saldos; 
  • O Ministério poderá adotar medidas como bloqueio de contas, suspensão de repasses e instauração de tomada de contas especial em caso de irregularidades. 

A normativa também garante que os dados coletados sejam tratados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Política Nacional Aldir Blanc

A Política Nacional Aldir Blanc é a maior política pública de cultura da história do Brasil. Consiste na distribuição, a cada ciclo, de um montante de até R$ 3 bilhões aos entes federativos, que são divididos conforme critérios de Fundos de Participação e coeficiente populacional. Dessa forma, os trabalhadores e trabalhadoras da cultura terão acesso aos recursos por intermédio dos estados, municípios e do Distrito Federal, que ao estarem aptos receberão os recursos do Ministério da Cultura. Assim, os entes federativos poderão investir em ações como fomento direto, apoio a Pontos e Pontões de Cultura, manutenção de espaços culturais e obras de infraestrutura.

Categoria

Cultura, Artes, História e Esportes

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