Terno de Reis As Pastorinhas, fazendo abertuta do evento na quadra polisportiva Jesuíno Benigno da Silveira, Fazenda Baixão – Comunidade do Olho d’Água.
No dia 03 de janeiro, a Comunidade Olho d’Água – Baixão de Nena em Condeúba, viveu uma noite especial marcada pela fé, pela cultura e pela tradição popular com a visita do Terno de Reis “As Pastorinhas”. Com roupas coloridas, cantigas tradicionais e muita alegria, o grupo encantou moradores e visitantes, levando mensagens de paz, esperança e devoção que fazem parte da celebração do ciclo natalino. A apresentação transformou a noite em um momento de confraternização, emoção e resgate das manifestações culturais que atravessam gerações.
A presença do Terno de Reis reforça a importância de manter vivas as tradições populares, fortalecendo os laços comunitários e valorizando a identidade cultural da região. A comunidade acolheu o grupo com entusiasmo, demonstrando carinho e respeito por essa expressão cultural tão significativa.
Eventos como este mantêm viva a memória coletiva e reafirmam o papel da cultura popular como instrumento de união, alegria e preservação das raízes do povo.
Na sequencia, para completar a festa, teve a apresentação do fsmoso grupo Forró Paixão, que com seu estilo próprio o batidão, levou a galera nas alturas até altas horas, sendo muito aplaudidos elogiados pelos participantes.
6 de janeiro é celebrado, na liturgia oficial do cristianismo católico, como o Dia da Epifania do Senhor – o dia da manifestação, do desvelamento do Mistério que rompe a noite da história.
Na tradição popular, essa data evoca a visita dos três reis magos ao menino Jesus, recém-nascido, quando lhe ofereceram três dons carregados de sentido: mirra, ouro e incenso. Os Evangelhos, é verdade, não afirmam que fossem reis, tampouco fixam seu número. Mas isso pouco importa diante da força simbólica do gesto.
O essencial é que ofereceram ao menino-Deus presentes que, profeticamente, anunciam quem ele seria na vida pública. Mirra, para um homem – humano como nós, em nossas dores e alegrias, semelhante em tudo, exceto na maldade. Ouro, para um rei – não o rei que oprime, domina e se impõe pela força, mas o que reina servindo, especialmente aos mais fracos. Incenso, para um Deus – digno de glória nas alturas, mas que não a guarda para si: partilha-a com os pequenos, com os pobres, com os que têm boa vontade.
Eis a Epifania: a manifestação triunfante do pequeno, do frágil, do menino, em oposição aos grandes e temidos senhores da história – Herodes, Pilatos, Trumps e seus equivalentes de ontem e de hoje. A glória não se revela nos palácios, mas numa manjedoura.
Eis os santos reis: magos, sábios, místicos do Oriente. Não eram judeus, nem cristãos, nem católicos, nem evangélicos. Vinham de religiões consideradas pagãs. Ainda assim – ou talvez justamente por isso – foram os primeiros a reconhecer, naquele menino pobre, aquele que viria para nos libertar da ignorância, da ruindade e da injustiça. Foram estrangeiros, outsiders da fé oficial, que enxergaram o que muitos “dentro” não viram.
Não é por acaso que, no Brasil, os reis magos chegam cantando. Chegam com folias, com versos e devoção, de porta em porta, de casa em casa. Trazem fitas coloridas, violas, sanfonas e pandeiros. Levam alegria, memória, comunidade. E assim desafiam tanto os tradicionalismos rígidos quanto os modismos vazios do Papai Noel consumista.
Os reis magos são a antítese do capitalismo que tenta substituir Jesus pelo consumo. Eles não seguem vitrines, seguem estrelas. Não buscam mercadorias, buscam sentido. Procuram o novo rei que nasceu, guiados por uma luz que brilha no céu e no coração.
Momento inicial em que Suzane convidou a todos para professar a oração do Pai Nosso com uma Ave Maria
Em sua quinta edição, o projeto Natal Solidário voltou a brilhar neste domingo, 28 de dezembro de 2025, dando mais uma demonstração de união, solidariedade e generosidade. Neste ano, comunidades organizadas e a sociedade civil intermunicipal se uniram mais uma vez para proporcionar um Natal solidário e inesquecível à comunidade Quilombola do Tamboril, no distrito de Alegre, em Condeúba.
Inicialmente, o evento estava marcado para o dia 21 de dezembro, mas foi adiado em respeito ao falecimento do Sr. Clemente, pessoa muito querida e respeitada pela comunidade local. A decisão de prorrogar o evento reforçou o espírito de empatia e consideração que norteia o projeto.
Durante a realização do Natal Solidário, o calor humano e a compaixão se fizeram presentes, com voluntários e lideranças locais empenhados em levar alegria, esperança e dignidade às crianças e famílias atendidas. A iniciativa vai muito além da simples distribuição de presentes; ela simboliza a construção de laços, o fortalecimento do espírito comunitário e a valorização da convivência coletiva.Os preparativos envolveram equipes organizadas na arrecadação e distribuição de brinquedos, roupas e alimentos. É inspirador testemunhar como a solidariedade ultrapassa fronteiras municipais, conectando pessoas em torno de um objetivo comum: fazer o bem.
Em entrevista à Folha de Condeúba, a coordenadora do projeto, Suzane Coutinho da Silva, destacou a importância da participação da comunidade quilombola do Tamoio, ressaltando o compromisso com a inclusão e a diversidade cultural. “Queremos garantir que este Natal, assim como os demais eventos de fim de ano, seja verdadeiramente especial, refletindo a diversidade e a riqueza cultural dessa comunidade”, afirmou Suzane.
A iniciativa não apenas leva alegria às crianças, mas também fortalece os vínculos entre as comunidades envolvidas, tornando o Natal Solidário um verdadeiro catalisador de entendimento mútuo e cooperação entre diferentes setores da sociedade. À medida que o ano se aproxima do fim, o Natal Solidário 2025 se consolida como um farol de esperança e empatia, iluminando caminhos e inspirando outras comunidades quilombolas. O projeto é um testemunho vivo de que, juntos, é possível construir um futuro mais solidário, justo e inclusivo.
Prestigiaram o evento o vice-prefeito Carlito José Pereira, representando o Poder Executivo Municipal, a vereadora Bell do Alegre representando o Legislativo, além do Chefe Distrital Marcelo Amaral, entre outras lideranças e membros da comunidade.
Natal Solidário 2025agradece aos patrocinadores, apoiadores e colaboradores:
Vera Malta, Patrícia Brito, Vaneide Brito, vereadora Bell do Alegre, Triolux, vice-prefeito Carlito, construtora VM, Prefeitura Municipal de Condeúba, Pedro Sampaio, Fábio Júnior, Condilez Cotrim, Jairo David Ribeiro, Alessandra Pereira, Jéssica de Souza Pereira, Suely Neres, Miguel do Sítio, Marcelo Coutinho, aos participantes da rifa, vereador Zé de Fernando, Cristina Brito, Amadeus, Marcelo Amaral, Dunga do Forró, Nelma Bolos, Rosa Teixeira, Juliana Moreira, Edna Carvalho, Maianda Docesmf Confeitaria Caseira, Maria Brito, Eliene Costa, Pastoral da Criança Comunidade Tamboril, pró Marli Cruz, Damas da Bola, Irmãos Cardoso, Curingas F C, vereadora Leu do sindicato, Pretinho Confecções, Natália, Katiuça e apoio cultural e divulgações doJornal Folha de Condeúba.
Esse foi a primeira etapa do Natal Solidário 2025, realizada no dia 21 desse mês na Comunidade do Sítio Município de Mortugaba.
Fotos: Oclides/JFC – Natal Solidário realizado no Tamboril em 28/12/2025.
Foi realizada na última quarta-feira (10), em Ituaçu, na Chapada Diamantina, uma reunião produtiva com os representantes dos Ternos de Reis para organizar a grande festividade de Santo Reis 2026, que acontecerá no dia 18 de janeiro.
O prefeito Phellipe Brito convida toda a população de Ituaçu e de toda a região a celebrar essa tradição tão bonita e significativa para a cultura local. Venha viver essa festa que mantém viva a nossa história.
O pesquisador e professor Levon Nascimento, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Centro Universitário Dom Helder, pelo Projeto Trilhas de Futuro Educadores, participou do XXXII Congresso do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (CONPEDI), realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, apresentando três artigos em parceria com outros autores, em Grupos de Trabalho (GTs) distintos, nos dias 26 e 27 de novembro de 2025. O CONPEDI é o mais importante evento científico do direito no Brasil, reunindo pesquisadores de todo o país e de outras nações, promovendo debates que têm impacto direto na produção acadêmica, nas políticas públicas e na formação jurídica brasileira.
Dois dos trabalhos apresentados integram o campo do Direito Ambiental, abordando temas estruturais para a governança socioambiental contemporânea. No dia 26 de novembro de 2025, no GT Direito Ambiental, Agrário e Socioambientalismo II, Levon apresentou o artigo “Jurisprudência dos Desastres Ambientais: Chernobyl, Césio 137 em Goiânia, Mariana e Brumadinho”, escrito em coautoria com Márcia Sant’Ana Lima Barreto e Romário Fabri Rohm. A pesquisa analisou quatro tragédias humanas e ecológicas sob a perspectiva jurídica, comparando o modo como Estados, empresas e sistemas judiciais respondem — ou falham em responder — aos impactos sobre a vida humana, a saúde pública e o meio ambiente. O texto destacou que, embora a jurisprudência evolua após grandes desastres, ela frequentemente age de maneira tardia, reativa e insuficiente, sobretudo quando comunidades vulneráveis são afetadas.
Também no GT Direito Ambiental, Agrário e Socioambientalismo II, no dia 26 de novembro, Levon apresentou o segundo artigo, “Mineração de Lítio e Participação Social: Desafios Democráticos no Vale do Jequitinhonha”, escrito em coautoria com Olívia da Paz Viana e com seu orientador, o Professor Doutor José Claudio Junqueira Ribeiro. O trabalho examinou as contradições presentes no processo de mineração desse mineral estratégico, indispensável à transição energética, mas marcado por assimetrias de poder, impactos territoriais e limitações estruturais à participação das comunidades geraizeiras, quilombolas e indígenas. A pesquisa demonstrou que, quando audiências públicas limitam falas, dificultam acessibilidade ou são realizadas longe das comunidades atingidas, aquilo que deveria ser participação democrática converte-se em ritual burocrático, esvaziado de conteúdo e de justiça.
O terceiro trabalho foi apresentado no dia 27 de novembro, no GT Direito, Economia e Desenvolvimento Econômico Sustentável. O artigo, intitulado “Instrumentos Econômicos e Comando e Controle na Gestão Ambiental: Caminhos para a Sustentabilidade no Brasil”, foi produzido em coautoria com Wanderley da Silva. Nele, os autores analisaram os limites e as potencialidades da integração entre os mecanismos clássicos de regulação ambiental — baseados em licenciamento e normas impositivas — com instrumentos econômicos, como incentivos fiscais, tributos ambientais e pagamentos por serviços ecossistêmicos. A pesquisa mostrou que, ao invés de se contraporem, esses instrumentos podem se complementar em um modelo de governança capaz de ampliar a eficiência, a participação democrática e a sustentabilidade ecológica.
A participação de Levon Nascimento no CONPEDI reforçou a importância de pesquisas comprometidas com realidades concretas e com a crítica científica rigorosa. Os temas apresentados — desastres ambientais, mineração de lítio, democratização da gestão e instrumentos econômicos — revelam um olhar atento para o conflito entre desenvolvimento e justiça, contribuindo para o debate nacional sobre políticas públicas, direitos fundamentais e preservação da vida humana e ambiental. O evento em São Paulo mostrou que o Direito, quando articulado à pesquisa qualificada, pode ser um instrumento transformador: capaz de tensionar estruturas, defender comunidades e construir práticas mais justas e sustentáveis.
A Secretaria do Planejamento da Bahia (SEPLAN), em parceria com os Grupos de Trabalho Territoriais (GTT), está realizando a construção participativa dos Planos Territoriais de Desenvolvimento Sustentável e Solidário (PTDS).
Esta consulta busca ouvir a população dos 27 Territórios de Identidade sobre as condições do território e propostas para o futuro. Sua contribuição é essencial para complementar os diagnósticos técnicos com o olhar das comunidades.
Este formulário é parte da fase de Leituras Comunitárias, uma escuta social para complementar os diagnósticos técnicos com o olhar das comunidades.
Tempo para responder: 8 a 12 minutos Participação voluntária | Dados protegidos (LGPD).
Isabela Bueno Nunes, aluna do 6º ano da escola Osvaldo Aranha de Camaquã/RS – Foto: Divulgação
O Concurso Internacional do Cartaz da Paz do Lions Clube tem dado a crianças de 11 a 13 anos a oportunidade de compartilhar o que a paz significa para elas por meio da arte. Portanto, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Aranha de Camaquã/RS., participou deste evento em parceria com o Lions Clube visando dar aos jovens a oportunidade de serem reconhecidos em nível local e internacional, por seus talentos.
Neste ano, a vencedora em nível estadual, que agora concorrerá na categoria internacional foi Isabela Bueno Nunes, aluna do 6º ano da escola Osvaldo Aranha. Ela teve a orientação da professora da disciplina de artes Josiani Milbrath. A aluna foi homenageada na Casa de Cultura Mário Quintana em Porto Alegre pelo seu trabalho.
Através da arte a aluna mostra sua percepção de um mundo em que todos nós precisamos nos unir em busca da Paz.
A presidente da Comissão de Cultura, Deputada Federal Denise Pessôa (PT/RS), convida você para acompanhar a apresentação do Plano Nacional de Cultura, a partir das 16h, no Plenário 10, Anexo II da Câmara.
É um momento importante para o setor, já que o Plano orienta as políticas culturais do país, define metas e garante participação social na construção das ações para os próximos 10 anos. Uma oportunidade de aprofundar o debate sobre os rumos da política cultural brasileira, ampliando o acesso e fortalecendo quem faz cultura em todo o país.
A Polícia Militar da Bahia, por meio da 94ª CIPM, esteve presente no XVI Encontro de Comunidades Quilombolas realizado na comunidade de Cangalha, no Distrito de Maniaçu, em Caetité.
A ação integra as atividades alusivas ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, reafirmando o compromisso da PM-BA com o respeito, a valorização da cultura quilombola e o fortalecimento dos laços com as comunidades rurais.
A presença da 94ª CIPM reforça seu papel de proximidade, diálogo e proteção, contribuindo para a construção de espaços mais seguros e inclusivos em todo o território sob sua responsabilidade.
As inscrições para os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) na Bahia estão abertas. Ao todo, são 21 editais disponíveis nesta primeira etapa, com apoio a iniciativas artísticas e culturais em diferentes áreas. Os interessados podem se inscrever até 22 de dezembro, por meio de formulário on-line no site oficial da Pnab.
O novo ciclo reúne investimentos de mais de R$ 70 milhões, somando recursos destinados aos editais inéditos e à renovação dos Termos de Execução Cultural do ciclo 1. Ao todo, a etapa deste ano vai beneficiar até 1.090 projetos na Bahia. Outros seis editais, ligados à Lei Cultura Viva, serão lançados no primeiro semestre de 2026.
Os editais são divididos em seis eixos de atuação cultural: fomento às artes; identidades e saberes; formação; patrimônio e museus; economia criativa e espaços culturais; livro, literatura e memória. Entre as novidades estão o edital de Ações Continuadas das Artes, com investimento de R$ 6,3 milhões, e a Premiação Artística ao Forró da Bahia, que destinará R$ 700 mil a agentes culturais do ritmo.
BALANÇO – No ciclo anterior, a Bahia contemplou 1.084 projetos com R$ 71,4 milhões. O interior do estado concentrou 71% dos projetos, com 771 propostas e R$ 46,5 milhões em investimentos, enquanto 29% (321 projetos) foram de Salvador, que recebeu R$ 24,9 milhões. Todos os 27 territórios de identidade da Bahia tiveram projetos aprovados.