Categoria: Cultura

Carnaval de Salvador está suspenso e não há data prevista, diz prefeito

Foto: Max Haack

O carnaval de Salvador está oficialmente suspenso e ainda não tem data prevista para ocorrer em 2021, segundo anunciou o prefeito ACM Neto, na manhã desta sexta-feira (27), durante coletiva de imprensa. “Está cancelado o evento em fevereiro e, por ora, só podemos informar o cancelamento. Não há como especular o carnaval em outra época do ano. A possibilidade do carnaval acontecer em outro momento de 2021 está condicionada a existência de uma vacina acessível a todos.

Caso exista vacina, os prefeitos das maiores cidades do Brasil se unam para um eventual calendário. Agora, nem eu, nem Bruno [prefeito eleito de Salvador], nem ninguém pode estabelecer uma data, porque essa data dependerá da vacina”, disse o prefeito. A festa momesca da capital baiana, que tradicionalmente ocorre entre os meses de fevereiro e março, foi adiada por causa da pandemia do coronavírus.

O prefeito eleito Bruno Reis também esteve na coletiva e falou sobre a suspensão de um dos principais eventos de rua do país. “Passada a eleição, sentamos, fizemos ampla reunião, depois fizemos uma série de consultas. Comunicar uma decisão como essa não é fácil, porque sabemos a importância do carnaval para a nossa cidade, o quanto circula de dinheiro na nossa cidade no carnaval, durante o verão.

Só teremos condições de fazer o carnaval, com condições sanitárias para isso”, falou. Além do carnaval, o prefeito ACM neto reforçou que as festas de largo, tradicionalmente iniciadas em dezembro e só finalizadas em março do ano seguinte, também estão suspensas. “Não haverá festas de largo.

Vai ter lavagem do Bonfim? Pode ter algo simbólico. Mas caminhada, saída da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, não vai ter”, disse o prefeito, que usou a Lavagem do Bonfim como exemplo, mas destacou que a medida é válida para todas as festas populares realizadas na capital baiana.

Aberta chamada para o recadastramento dos trabalhadores da cultura

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia informa a reabertura das inscrições para o Cadastro Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura, entre os dias 23 de novembro e 02 de dezembro de 2020. Este é o terceiro e último período aberto está voltado para os trabalhadores em situação de recadastro por erros de preenchimento ou nos dados autodeclaratórios. Conforme regulamentação estadual da Lei Aldir Blanc (Decreto Estadual 20.005), a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia poderia abrir novo prazo para inscrições em caso de disponibilidade de recursos e de prazo para execução orçamentária.

Os trabalhadores que realizaram a inscrição anteriormente e receberam a resposta de que foram considerados não aptos para a renda emergencial, devido a erros cometidos na submissão de suas autodeclarações, podem fazer outro cadastro durante este novo prazo. É também mais uma oportunidade para os trabalhadores da cultura que não participaram do cadastramento nos períodos anteriores. O acesso à plataforma, criada e gerenciada em parceria com a Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) é disponível no site da SecultBA. ACESSE AQUI. O preenchimento do formulário deve ser realizado e revisado pelo trabalhador com atenção antes do envio à plataforma.

Os recursos oriundos da Lei Aldir Blanc são direcionados pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, o valor da renda emergencial é de R$ 600 com o pagamento de cinco parcelas de uma vez. Dúvidas sobre o preenchimento do cadastro podem ser encaminhadas ao e-mail: cadastrotrabalhador@cultura.ba.gov.br.

Programa Aldir Blanc Bahia – Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios.

O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.

Artistas baianos demostram preocupação com folião em polêmica sobre Carnaval 2021

Um dos símbolos da retomada do carnaval de rua do Rio de Janeiro, a cantora Preta Gil virou assunto em diversos portais do Brasil ao defender o adiamento da folia em 2021 por conta da permanência da pandemia da Covid-19. Em uma live com Zeca Camargo para o UOL, disse: “Não tem como. Só depois da vacina. É burrice insistir, se martirizar e ficar sofrendo por uma coisa que é tão óbvia”. “Deveria cancelar. Pular mesmo e, em 2022, quem sabe. É complicado nesse momento. Como vamos celebrar a vida com tanta gente morrendo? Como viver a maior festa popular com tantos doentes?”, indagou, Em setembro, Ivete Sangalo já tinha comentado sobre esta dúvida. “Faz parte da etiqueta da empatia eu não me deprimir com a ausência do Carnaval, porque esse definitivamente não é o maior problema que nós temos. É preciso ter distanciamento crítico e alguma maturidade”, falou Claudia Leitte, por sua vez, colocou a esperança “no divino”. “Só se Deus não quiser, também estou com saudades”, comentou durante uma live em maio. A discussão está em alta aqui na Bahia. Se, por um lado, empresários do entretenimento estudam a realização de festas privadas na capital caso a festa momesma realmente não ocorra, por outro o governador Rui Costa (PT) voltou a dizer que Réveillon e outras comemorações que gerem aglomeração não serão autorizadas enquanto uma vacina não estiver disponível. Já o prefeito ACM Neto prometeu bater o martelo sobre a situação até o final de novembro.

E o que será que pensam outros artistas baianos a respeito deste impasse? O Bahia Notícias entrou em contato com alguns dos nomes que fazem a festa por aqui. Apesar da declaração anterior de Ivete, desta vez, sua equipe informou que a baiana só irá comentar quando tiver certeza de como ficará o cenário. Léo Santana, Tony Salles – cantor do Parangolé – e Denny Denan seguirão a mesma linha de posicionamento. Já outros decidiram se manifestar e expressaram preocupação com a doença e com a proteção da população. Artistas como Márcio Victor (Psirico), Bell Marques, Rafa e Pipo Marques foram procurados, mas não responderam até o fechamento da matéria. Confira:

FELIPE PEZZONI, CANTOR DA BANDA EVA

“Entendemos que a saúde da população é importante e não podemos colocar as pessoas em risco. Preservar vidas é o principal objetivo. Lamentamos todo o contexto, pois o carnaval é gerador de renda para milhares de pessoas, centenas de empresas, movimenta a economia da cidade, gera arrecadação de tributos importantes para as políticas públicas. Sem falar que a nossa maior festa proporciona momentos de felicidades para baianos e turistas e é uma importante manifestação cultural. Torcemos para que a vacina chegue logo e medidas de valorização da vida sejam tomadas para que possamos retomar para as nossas atividades com segurança e muita alegria”.

TATAU

“Estamos vivendo um momento de muita incerteza, insegurança e medo, né? Esse vírus está apavorando todo mundo e a gente não tem ainda um prazo definido, apenas especulações sobre o começo da vacinação. Então, Carnaval é uma festa de segurança; é um momento muito mais de lidar com a segurança DO POVO! Acho que o adiamento nesse momento seria a coisa mais sensata de se fazer. Eu sou a favor da alteração de datas para a retomada dos eventos, principalmente um evento de grandiosidade como o Carnaval”.

LINCOLN SENNA, DO DUAS MEDIDAS

“Acredito que qualquer demonstração de modificação de datas já mostra uma questão de humanidade e preocupação com a integridade da população, a integridade do seu público. O que a gente torce é que, seja em qual data venha a acontecer, que aconteça na data em que a integridade física de todos nós esteja salvaguardada”.

BRUNO MAGNATA, DA LA FÚRIA

“Acredito que a festa deve ocorrer quando tivermos a certeza de que todos os envolvidos nela estejam seguros e protegidos. Se trata da maior festa popular do mundo, então é preciso pensar no coletivo, é preciso que a saúde de todos não seja colocada em risco. Se houver a vacina e todos puderem estar protegidos, acredito que poderemos voltar a ter nossa alegria compartilhada”.

KATTÊ

“Nós amamos o Carnaval, mas não podemos fazer uma festa popular gigantesca e colocar tantas pessoas em risco, num momento onde tantos já morreram por conta do vírus. Estamos esperando ansiosamente pela vacina e pelo momento que teremos segurança para comemorarmos com um grande e esperado Carnaval. Estou na torcida para que isso aconteça ainda em 2021”.

ALEXANDRE PEIXE

“Por mais que estejamos extremamente ansiosos para o retorno normal aos shows, acredito que falar do Carnaval de rua nos moldes tradicionais, sem uma data estabelecida para vacina, é simplesmente especular”.

DAN MIRANDA, DO ARA KETU

“Acho que, com a população em segurança, o Carnaval deve ser feito em 2021. Em uma nova data, talvez num formato reduzido. Muita gente precisa do Carnaval. Família, pessoas que estão sem trabalhar desde fevereiro/março. É preciso olhar para o nosso setor também. Eu torço todos os dias pela aprovação das vacinas para ter um passo mais otimista”.

DANNIEL VIEIRA

“Esse é um problema da humanidade nesse momento. Covid não é brincadeira, não é apenas uma gripezinha, ela está matando muita gente e o risco do contágio quando se tem uma aglomeração é muito maior. Então eu acho que infelizmente é necessário, sim, adiar. Acho que não tem pra onde correr. É muito melhor a gente adiar felicidade do que antecipar tristezas e mortes”.

Fonte: Brumado Urgente

CONSCIÊNCIA NEGRA: DE QUEM PARA QUEM?

Antonio Santana, Professor, escritor e poeta

No Brasil, apesar de poucos avanços sociais com relação aos negros (as) estamos muito distantes do fim do preconceito estrutural, da discriminação racial e da violência que faz infelizmente da maioria dos negros e negras desse País ser tratados como marginais.

Vale lembrar que, foram os negros (as) trazidos do Continente africano que construíram o nosso País através da sua mão-de-obra escrava nas lavouras de café e de cana-de-açúcar nas diversas fazendas espalhadas pelo Brasil. Eles também trouxeram da África como contribuição à culinária, a arte (como a capoeira), à cultura, a religião de matriz africana (como o Candomblé), dentre outras.

Atualmente, em pleno século XXI, ainda existem pessoas que simplesmente querem ignorar a História do Brasil, e consequentemente dos negros (as) que sofreram e derramaram sangue no passado e continuam a sofrerem no presente pela falta de consciência do (homem branco), que pensa que ainda estamos paralisados nos porões da escravidão do século XIII, não querendo respeitar e reconhecer o valor da Raça Negra na Bahia e no Brasil.

Por esta razão, não temos muita coisa a se comemorar neste dia 20 de novembro de 2020, considerado não pelo calendário brasileiro, mas por algumas cidades brasileiras, como o Dia da Consciência Negra. Por aí já dá pra ver que o Brasil, não aderiu completamente essa ideia o que é lamentável.

Um grande abraço!

Museu Regional homenageia 180 anos de Conquista e biografia de Régis Pacheco

No dia 9 de novembro, o município de Vitória da Conquista celebrou 180 anos de emancipação política. A data está sendo lembrada na Semana da Cidade e, integrando as celebrações, o Museu Regional Casa Henriqueta Prates promove, até o dia 13 de novembro, a exposição “Régis Pacheco: centenário de chegada à Vitória da Conquista”.

A Exposição apresenta, nos perfis do Museu Regional no Facebook e no Instagram, fotos e vídeos sobre a vida do médico. A proposta é homenagear Vitória da Conquista, revisitando a biografia de Luiz Régis Pacheco Pereira, no ano do centenário de sua chegada ao município.

Cantora Vanusa morre aos 73 anos, em casa de repouso de Santos (SP)

Vanusa teve uma carreira bem-sucedida e de respeito desde o início na Jovem Guarda, quando foi lançada por Eduardo Araújo, até a consagração como grande cantora romântica. Nos anos 1970, sua fase mais “experimental” e criativa, ela se embrenhou por vários estilos, até pelo rock pesado. A saúde da artista se debilitou nos últimos anos, devido à depressão e a problemas causados pelo uso de medicamentos tarja preta em excesso, de acordo com a família. Um dos seus três filhos, Rafael Vannucci, diz que ela sofria também com um estágio avançado de uma demência semelhante ao mal de Alzheimer. Vanusa chegou a ficar 32 dias internada recentemente por conta de uma pneumonia. Havia deixado

A cantora Vanusa morreu hoje, aos 73 anos, na casa de repouso onde morava há mais de dois anos, em Santos, no litoral paulista. Segundo a família, ela sofreu uma insuficiência respiratória durante a madrugada e faleceu. O corpo da cantora Vanusa será velado amanhã, das 8h às 14h, em São Paulo. O enterro acontecerá às 16h, no Cemitério de Congonhas

Vanusa teve uma carreira bem-sucedida e de respeito desde o início na Jovem Guarda, quando foi lançada por Eduardo Araújo, até a consagração como grande cantora romântica. Nos anos 1970, sua fase mais “experimental” e criativa, ela se embrenhou por vários estilos, até pelo rock pesado.

A saúde da artista se debilitou nos últimos anos, devido à depressão e a problemas causados pelo uso de medicamentos tarja preta em excesso, de acordo com a família. Um dos seus três filhos, Rafael Vannucci, diz que ela sofria também com um estágio avançado de uma demência semelhante ao mal de Alzheimer.

Vanusa chegou a ficar 32 dias internada recentemente por conta de uma pneumonia. Havia deixado o Complexo Hospitalar dos Estivadores há cerca de um mês.

A família disse em nota que Vanusa ontem “teve um dia muito feliz com a visita da Amanda, a filha mais velha. Cantou, brincou, riu, se alimentou bem”.

Carreira de sucesso. Continue lendo

Vocalista do Roupa Nova é infectado pela Covid-19 após transplante de medula óssea, diz comunicado da banda

Em nota, grupo afirma que Paulinho passa bem. Músico passou por procedimento para tratar um linfoma há 60 dias.

Por G1 Rio

Paulinho do grupo Roupa Nova — Foto: Jamile Alves/G1 AM

O cantor Paulo Cesar Santos, o Paulinho, integrante do grupo Roupa Nova está internado por conta de uma infecção por Covid-19. A informação foi confirmada em um comunicado oficial divulgado pelo grupo em suas redes sociais.

Paulinho passou por um transplante de medula óssea há 60 dias para tratar de um linfoma e vem se recuperando. No procedimento, foram utilizadas as próprias células do paciente, que respondeu bem ao tratamento. Porém, durante este período, ele foi infectado pelo coronavírus e precisou ser internado para ter um melhor acompanhamento.

Segundo o grupo, Paulinho passa bem.

“Enquanto ele se fortalece, nós seguimos com vocês, cumprindo a agenda da banda, que foi um pedido feito por ele, até que possa retornar junto com a gente”, afirma um trecho do texto do comunicado.

Desde o transplante, o cantor já havia sido hospitalizado em setembro em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, mas, de acordo com informações da assessoria, foi para “manter o acompanhamento clínico de rotina e monitoramento de sua saúde”.

O Roupa Nova encerra o texto afirmando que agradece os pensamentos positivos e internações para que Paulinho se recupere e volte aos palcos o mais rápido possível.

Bahia participa do maior festival de vinhos portugueses no Brasil

Iniciativa promete campanha promocional inédita no país

A qualidade dos vinhos portugueses é comprovada pelos números. Portugal ocupa, desde 2016, a segunda posição no ranking de importação da bebida no Brasil. Somente em agosto deste ano, a exportação de vinhos do país europeu cresceu em 8,3% em valor e 8,2% em volume, se comparado face ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Agricultura. Com o objetivo de incentivar ainda mais o consumo e aumentar o conhecimento dos consumidores brasileiros sobre os vinhos portugueses, a ViniPortugal realiza, pela primeira vez em terras brasileiras, o Festival Vinhos de Portugal, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

A Bahia e outros 17 estados brasileiros participam do evento, que começou na última sexta-feira (23) e segue até o dia 1º de novembro. São oferecidos aos consumidores a opção de mais de 1.500 vinhos portugueses em uma campanha promocional inédita no país. Os produtos estarão ofertados nos estabelecimentos das principais redes de supermercados, além das prateleiras virtuais das duas maiores plataformas de e-commerce da bebida no país: Wine.com e Evine.

Participam da iniciativa estados brasileiros mais tradicionais no consumo de vinhos, como os das regiões Sudeste e Sul. Estabelecimentos do Pará e do Amapá também estão confirmados, assim como redes de supermercados importantes no Nordeste, incluindo a Bahia.

“Portugal está atento ao consumidor e quer estar cada vez mais próximo. Por isso, fomos onde o consumidor está neste momento: nos supermercados, e-commerces, lojas e empórios. O Brasil está redescobrindo Portugal, há uma variedade de castas incrível, muita coisa ainda por chegar e os consumidores estão cada vez mais ávidos por novidades. Portugal tem o que oferecer. Convocamos os consumidores brasileiros para descobrirem os sabores de Portugal nos supermercados de todo o País. Os estabelecimentos certamente estão preparando boas ofertas e muitas novidades”, ressalta Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal. Continue lendo

Comunidades Sapé, Sossego e Guariba recebem titulação quilombola

Por Déborah Silva Costa

Diretoria da Associação do Sapé apresenta a certidão remanescente do quilombo para toda a comunidade

No último sábado, dia 24 de outubro de 2020, as comunidades de Sapé, Sossego e Guariba reuniram-se para receber oficialmente a certificação de comunidade remanescente de quilombo, por assim se identificarem, tendo como referência sua ancestralidade, seu sentimento de pertença baseado na identidade étnica e na autodefinição.

A iniciativa de estudo para titulação da comunidade coube aos seus próprios integrantes, que buscaram ajuda apenas para estudo histórico, mas, realizaram eles mesmos, a maior parte do trabalho. A ideia surge após serem questionados por “pessoas de fora”, e observar o quanto são culturalmente diferenciados, com condições sociais, ambientais, culturais e econômicas distintas, e a relação específica que mantém com o território e o meio ambiente, procurando sempre assegurar a sustentabilidade da geração presente e futura.

A atitude demonstra o quanto se interessam pelo desenvolvimento do seu território. Todos da diretoria da associação e demais integrantes das comunidades tem consciência da necessidade de luta por melhores condições de vida para seu povo, para que esse alcance uma maior visibilidade e políticas públicas necessárias para seu desenvolvimento, sendo a titulação um caminho para alcançá-las.

A comunidade saúda e agradece seus idosos, pessoas experientes que partilharam sua memória de vida para obtenção da titulação: Sr. Ananias, Sra .Josefa, Sra. Geralda, Sra. Rosa, Sra. Aleir, Sr. Clemente e Sr. Cândido.

Fotos: Rosely

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Mulheres lutam por igualdade, mas problemas históricos persistem

Ativistas defendem direitos das mulheres durante a Marcha das Vadias na Praia de Copacabana

(Fernando Frazão/Agência Brasil)
Direitos Humanos

Ativistas feministas defendem direitos das mulheres durante a passeata Marcha das Vadias na praia de Copacabana.
Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O feminismo tem ganhado cada vez mais força na sociedade brasileira. Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência. No ano passado, a Marcha das Margaridas e a das Mulheres Negras levaram milhares de militantes a Brasília para pedir melhorias para a vida de 51,4% da população brasileira.

A secretária de Autonomia Feminina da Secretaria de Política para as Mulheres, Tatau Godinho, avalia o que o fenômeno é muito positivo para o combate ao machismo do dia a dia. “Estamos assistindo a uma camada imensa de mulheres jovens darem um novo impulso à ideia de que a igualdade entre mulheres e homens é uma coisa legal, fundamental para se ter uma sociedade moderna, e que o feminismo não é uma pauta antiga, está nas questões cotidianas”, disse.

Apesar da popularização do debate, as brasileiras ainda precisam encarar problemas como as desigualdades salariais, a pouca representatividade política e a violência. Continue lendo