Categoria: Cultura

Cultura/Aressa Rios: A Folia De Reis No Vale Do Paraíba

Celeste Silveira 

A origem histórica da Folia de Reis brasileira, e as que se manifestam e se apresentam no estado do Rio de Janeiro não se diferem nesse aspecto, é basicamente a origem da Festa de Reis difundida pela América Latina.

No Brasil adquire algumas especificidades, como em cada um dos países em que esse festejo se mantém vivo, não só por se tratar de um país distinto que, assim como os outros países, carrega suas especificidades culturais, mas porque dentro de nossa formação cultural, passamos por um processo de colonização basicamente português, diferente do restante da América Latina em que a presença espanhola foi mais marcante.

A História

A Folia de Reis foi trazida para o Brasil no século XVI através dos portugueses e já naquele tempo, reuniam-se grupos de homens, cancioneiros do catolicismo ibérico inspirados na jornada natalina das pastorinhas dentro da qual aparecem as figuras dos Reis Magos e que também pertence ao ciclo natalino. Aqui chegando, mesclou-se à cultura indígena (nativos) e africana (dos negros trazidos da África no período da escravidão – século XVI), o que hoje se reflete claramente dentro da Jornada através da figura do palhaço. Tornou-se aqui uma manifestação popular que pode ser considerada uma forma de expressão do teatro popular.

No estado do Rio de Janeiro, principalmente no Vale do Paraíba, a história das Folias de Reis se relaciona diretamente com nosso passado colonial. Por ser o Vale do Paraíba, formado por parte dos municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, esta região apresenta-se como testemunho e sede de fatos que mudaram o curso da história de nosso país e é como uma síntese, que ilustra o processo de colonização ocorrido no Brasil.

O Vale do Paraíba, que engloba parte do estado do Rio de Janeiro, região eixo no processo de transição de uma economia agropastoril para uma economia de base industrial, deste ponto de vista, pode ser lido como uma síntese da formação cultural brasileira. É justamente nessa região que vão emergir as diversas manifestações da cultura popular, entre elas a Folia de Reis, que são o testemunho vivo, performando a cada dia pelas ruas, a síntese do processo da formação cultural brasileira.

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Condeúba: A Secretaria de Cultura está chamando todos os artistas para fazer o Mapeamento Cultural

A Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer, comunica a todos que o Mapeamento Cultural se iniciará amanhã, 09/09/2020. É de suma importância que todos os artistas promotores de Cultura realizem o cadastro, tal iniciativa se deve à Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, carinhosamente denominada Lei Aldir Blanc, a qual visa amparar os artistas que ficaram sem renda durante a pandemia. O cadastro será realizado na Secretaria Municipal de Cultura, Desporto e Lazer das 8:00h às 12:00h. Atenciosamente:

                                                                 Ygor Roberto                                                            Diretor de Cultura, Desporto e Lazer

Artistas começam a receber auxílio da Lei Aldir Blanc

Foi iniciado nesta sexta-feira (04), pelo Ministério do Turismo (MTur), os repasses para estados e municípios dos recursos previstos na Lei Aldir Blanc. Sancionada no final de junho, a lei foi regulamentada em agosto e vem para socorrer o setor cultural e de eventos durante a pandemia do novo coronavírus.

O Mtur encaminhou as ordens de pagamentos para 100 municípios e cinco estados, num total de R$ 194,2 milhões. O Estado do Amapá e o município gaúcho de Nonoai foram os primeiros a concluir todas as etapas previstas no processo. A Lei, batizada de Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor que morreu de covid-19, prevê o repasse de R$ 3 bilhões, sendo metade destinada aos estados e ao Distrito Federal, e a outra metade, aos municípios e ao Distrito Federal.

O recurso poderá ser usado para pagamento de renda emergencial mensal aos trabalhadores da cultura – R$ 600 pelo período de três meses –, subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais – entre R$ 3 mil e R$ 10 mil – e iniciativas de fomento cultural. Dentre essas iniciativas, estão aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e outros instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de produções, entre outros.

O pagamento será dividido em quatro lotes. O primeiro com pagamento até 11 de setembro, o segundo com pagamento até 26 de setembro, o terceiro com pagamento até 11 de outubro e o último com pagamento até 26 de outubro.

O MTur e a Secretaria Especial de Cultura oferecem canais de atendimento para tirar dúvidas sobre a aplicação da legislação, pelo site portalsnc.cultura.gov.br/auxiliocultura e o e-mail auxiliocultura@turismo.gov.br.

Prefeito de Caetité terá que devolver mais de R$90 mil

Foto – Reprodução / Facebook

Durante sessão realizada por meio eletrônico, na última quarta-feira (02/09), os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios julgaram procedente o termo de ocorrência formulado contra o prefeito de Caetité, Aldo Ricardo Cardoso Gondim, pelo pagamento de R$91.662,63 em juros e multas, com danos ao erário, decorrentes do atraso no adimplemento de obrigações previdenciárias, no período de janeiro a dezembro de 2019.

O relator do processo, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, multou o gestor em R$ 3 mil. Além disso, foi imputado o ressarcimento, com recursos pessoais, no valor de R$91.662,63. Em sua defesa, o gestor não conseguiu descaracterizar as irregularidades.

Segundo a relatoria, existem documentos comprobatórios relacionados aos pagamentos de juros e multas, que se encontram nos autos relacionados nos demonstrativos de distribuição de arrecadação do município, inclusive disponíveis para qualquer interessado no portal eletrônico do Banco do Brasil. Cabe recurso da decisão.

MEU PEDIDO

Poetisa condeubense Aline dos Santos

MEU PEDIDO

Boa tarde senhor!
Anote por favor o meu pedido
E não se sinta constrangido.
Estou cansada da dor!
Me traga uma dose dupla de amor,
Misture-a com respeito, compreensão por favor!
Misture tudo direito, traga também um coração.
Já que não tem outro jeito,
Injete tudo no peito daquele nobre senhor,
O coração é para mim, o meu ele arrancou.
Traga-me mais amor!
Dessa vez por favor, subtraia as ilusões, coloque diversões, tire a mágoa e a dor.
Uma dose dupla de juízo é tudo o que eu preciso…
Injete tudo no peito daquele insano senhor, mas faça tudo direito que ele não sinta dor.
Aquele que está no pedestal, vestido de orgulho e avareza,
Rápido por gentileza! Esse mesmo, o ditador.
Não se sinta constrangido, atenda ao meu pedido,
Estou cansada da farsa!
Traga tudo sem gelo, quero um pouco de calor!
Faça tudo direito, por favor!
Quero tudo perfeito. Traga a conta, triplique o valor!
Obrigada senhor!

Cultura: Rita Lee diz que ‘dói na alma’ ver ‘filme de horror’ que está acontecendo no mundo

“No ar que eu respiro, eu sinto prazer”, cantou ela um dia. Agora que está tudo contaminado, Rita Lee conta que anda “com uma tristeza que dói na alma”.

Longe de um final feliz, hoje ela se “congela ao assistir a esse filme de horror que está acontecendo no mundo”, principalmente no Brasil. São tempos cruéis, mesmo para uma mulher que está acostumada a uma espécie de quarentena rural há oito anos.

O escape para essa escritora cada vez mais engajada tem sido por vias literárias. Escrever “é um ato solitário que me deixa leve”, Rita conta em entrevista. “Gosto de me sentar diante do meu velho iPad e soltar o santo”.

Duas obras infantis saem agora pela Globo Livros, totalizando já cinco contos da Vovó Ritinha para esse público, em reedições atualizadas de obras que a cantora lançou entre os anos 1980 e 1990. As novas publicações se somam desde o ano passado à autobiografia bestseller e os despojados “Dropz” e “FavoRita”. Continue lendo

Deputado Marquinho Viana comemora o Dia Estadual do Vaqueiro

O deputado Marquinho Viana destaca neste domingo, (30.08), a passagem do Dia Estadual do Vaqueiro, comemorado sempre no último domingo do mês de agosto. O deputado lembra a importância do vaqueiro para o desenvolvimento de suas regiões e do país, no trabalho árduo e diuturno de cuidar dos rebanhos, tão importantes para todos nós.

Nos do Jornal Folha de Condeúba parabenizamos todos os vaqueiros do município de Condeúba e região, pela passagem comemorativa desse seguimento da vaqueijada.

O perdão consciente desfaz o mal adquirido ao largo dos anos

POR EdtattooO perdão consciente desfaz o mal adquirido ao largo dos anos, é de conhecimento humano o rebelar do transe quando sinta culpa;
Precisamos aprender a perdoar, buscar em nós o abrigo necessário que nos move ao desconhecido infinito de informações.
As dores e a melancolia transborda em febre daquele que ama o ego e dele não se afasta;
O homem perde o rumo de si mesmo pois não consegue compreender a maravilhosa oportunidade que esse plano oferece, matamos nossos sonhos e alimentamos nossos medos. Contaminamos as belas coisas deixadas de favorecer o homem de bem, e nos enclausuramos diante da velocidade construída à beira do abismo.
Esse tempo tornou se mudo , atormentados estamos à procura da cura para alma cansada, aos pouco perdemos o rumo de casa, e a direção que nos leva a Deus.

VERSOS REFEITOS

POR Aline Santos

Versos refeitos

A vida agora aflora,
A água da chuva caí
Dentro do meu quintal
É um sinal!
Já está bem próximo
O tempo ideal para sonhar
Refiz os dias de amar…
Escolho bem o caminho
Vou em busca de carinho.
Refiz meus versos temerosos
Desfiz o medo, pintei a glória
Vivi amores, amorosos
Percorri o caminho escolhido
Ressuscitei o que havia morrido…
… já não havia sonhos vivos
Refiz a vida, venci a guerra,
Ousando mais vivo eu
Busquei para mim o era meu.
Refiz aqueles versos sem sentido
Escrevi com outra tinta a história
Agora aflora a vida
Percorrendo o caminho escolhido
Vivo a sina, aceito a lida
Vou em busca da vitória.
Sim, eu vou rumo aos sonhos
Voando as assas do passarinho
Buscando viver os meus planos,
Seguindo sem medo o caminho,
Vivendo para ser feliz!

Males seculares

Onaldo Queiroga

Amanhece o dia e vislumbramos que a estiagem faz morada em grande parte do território nordestino. Com um calor insuportável, homens e animais sofrem diante da falta d’água. São Riachos, açudes e barragens secos ou com pouca água, que, certamente, diante do poder do Sol, também ficaram vazios, transformados em um enorme solo rachado. Esperança e sonhos o nordestino sempre carregou e carregará consigo, no entanto, é triste ver a fome e a sede, impiedosamente, aniquilar nossos semelhantes.

Os olhares da seca são como navalhas afiadas, que, no deserto do abandono, cortam pele e corações, fazem o verde da esperança transmudar para um mundo cinzento, desolado, esquecido e devorado pela miséria. É a vida de gado tão decantada do poeta Zé Ramalho, onde seres humanos vagueiam como molambos diante da fúria a estiagem. Mas, com uma fé inquebrantável, esse povo chamado Nordeste, ainda, caminha na travessia da perseverança, fugindo dos males seculares que assombram a sua própria existência. Como bem já afirmou Leandro Flores:“…somos retirantes em pleno Século XXI. Fugindo dos mesmos problemas, convivendo com as mesmas situações, alimentando os mesmos ideais e sempre, sem nunca resolver o que realmente precisa no sertão: a fome educacional”.

O fato é que vivenciamos uma das maiores secas dos últimos 50 anos. Segundo Naidson Batista, coordenador da ASA (Articulação do Semiárido), do Estado de Pernambuco, o aspecto de extremo sofrimento do povo nordestino não é fruto exclusivamente da estiagem, mas também da ausência de planejamento de políticas públicas de convivência com o clima do semiárido. Não basta, por exemplo, a construção de barragens, cisternas e adutoras. Na nossa visão, é necessária a implantação de uma vasta política de infraestruturas hídricas e produtivas, além de um controle efetivo da liberação da água armazenada nas barragens e açudes que abastecem todas as comunidades e também servem para irrigação de plantações, pois, só assim, poderemos conviver de forma menos traumática com esses constantes períodos de seca.

Falamos muito de eleições, de políticas partidárias, que fulano será o candidato, que ele será eleito e que beltrano perderá. Urge, contudo, voltar os olhares para uma discussão ampla sobre os problemas da seca, no propósito de efetivar ações que possam mudar esse quadro de sofrimento do nordestino. É preciso ter fé e acreditar que Deus fará jorrar as chuvas da esperança. Porém, impõe-se mudança imediata em nosso agir, senão o vento da estiagem continuará assoviando corrupção, sede e miséria.

Onaldo Queiroga – Escritor pombalense e Juiz de Direito da 5ª Vara Cível de João Pessoa PB onaldoqueiroga@oi.com.br