Categoria: Condeúba

Bolsonaro amplia publicidade para Globo e deixa apoiador fiel em parafuso

Manifestantes pró-Bolsonaro estendem cartaz contra a TV Globo durante ato em 2020 no Rio. Foto: Alessandro Dahan (Getty Images)

Silêncio.

O apoiador de toda e qualquer ação e omissão do presidente Jair Bolsonaro está à espera de novas orientações para saber como e o que dizer do aumento de verba em publicidade do governo destinada à TV Globo.

Em 2022, ano de reeleição, segundo um levantamento do portal UOL, o repasse aumentou 75% entre janeiro e julho e chegou a R$ 11,4 milhões.

A verba é dinheiro de pinga para quem acaba de enterrar as regras do controle fiscal, com a bênção da oposição, para ampliar o Auxílio Brasil e distribuir subsídio para caminhoneiros e taxistas enfrentarem a alta da gasolina.

Além disso, a Globo possui a maior audiência do país e faz sentido que um governante queira divulgar ali, e não em uma emissora menor, mesmo que alinhada, os feitos de sua gestão.

O problema é que o próprio Bolsonaro passou os últimos três anos e meio pintando a emissora como o diabo e sugerindo o seu estrangulamento financeiro para livrar o país de um grande mal.

Em fevereiro de 2021, por exemplo, em um evento em Cascavel (PR), o presidente ergueu uma placa gigante com o símbolo da emissora riscado em X e os dizeres “Globo Lixo”, neologismo apropriado ao discurso bolsonarista a cada reportagem desconfortável ao ninho do capitão.

Bolsonaro já declarou que gostaria que a “Globo fosse realmente uma imprensa que cada vez mais tivesse gente assistindo por acreditar nela, por ver que ela fala a verdade, mas infelizmente não é assim”.

Ele também já disse ser perseguido pelo “sistema Globo” há pelo menos uma década e acusou a família Marinho, proprietária da empresa, de receber repasses suspeitos de um doleiro. E, mais de uma vez, ameaçou não renovar a concessão da emissora.

A lista de ataques a profissionais da TV Globo também é imensa.

A estratégia é clara: fugir do escrutínio jornalístico e atribuir qualquer crítica por atos e omissões a uma suposta conspiração.

As razões para essa “conspiração” é uma suposta vingança por um suposto corte da “mamata” –como se, até sua chegada à Presidência, a Globo e outros veículos jornalísticos trocassem uma cobertura simpática a outros governos por uma fonte infindável de recursos em publicidade.

Durante três anos e meio essa fantasia alimentou a justificativa do bolsonarista fiel que sustentava o boicote à emissora como um ato cívico. Ele se negava a dar audiência a uma emissora declarada inimiga de modo unilateral. A Globo mesmo nunca declarou o governante como inimigo.

Nos primeiros anos de governo, Record e SBT, emissoras de menor audiência, mas simpáticas ao governo, superavam a Globo em volume de publicidade oficial.

Nos últimos seis meses a maior emissora se tornou o principal destino dos recursos.

O que mudou?

Provavelmente Bolsonaro percebeu que, para mudar o jogo eleitoral, não basta pregar para convertidos nem assustá-los com os velhos fantasmas e inimigos de sempre. É preciso ganhar os eleitores, digamos, menos apaixonados. Mesmo que para isso precise divulgar os feitos de sua gestão na mesma emissora que outro dia mesmo chamou de “lixo”.

Em algum momento da caminhada Bolsonaro se deu conta de que só o eleitor já convertido não será suficiente para dar a ele o direito de passar mais quatro anos viajando e passeando de moto por aí. Não tem convicção que fique de pé diante do risco de uma derrota eleitoral.

O eleitor fiel, além do mais, já engoliu sapos maiores, como a aliança com o centrão, o fim da Lava Jato, a escolha de um PGR fora da lista tríplice, o número elevado, e além do prometido, de ministérios, a ampliação do antes criticado toma-lá-dá-cá, os rasgos da cartilha liberal e a presença de neoaliados no mesmo palanque como Valdemar Costa Neto, Fernando Collor, Arthur Lira e grande elenco.

Agora já pode chamar a vitrine na emissora rival de esforço patriótico de propaganda. O nome disso é outro. É medo da derrota.

ACM Neto aumenta distância e venceria no 1º turno, diz pesquisa Bahia Notícias

ACM Neto, Jerônimo e João Roma – Foto: Priscila Melo/Bahia Notícias

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ampliou a distância nas intenções de voto no comparativo com os principais adversários, Jerônimo Rodrigues (PT) e João Roma (PL).

Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 30 de junho e 4 de julho, sob encomenda do Bahia Notícias, mostra o prefeito com 58% das intenções de voto, enquanto Jerônimo tem 15,8% e Roma fica com 9,1%.

As oscilações aconteceram dentro da margem de erro, de 2,5%, no comparativo com uma pesquisa similar, realizada no último mês de abril. Com exceção de ACM Neto, todos os candidatos oscilaram para baixo.

O ex-prefeito da capital baiana tinha 55,4% – 2,4% a menos do que no novo levantamento. Jerônimo caiu de 16,1% para 15,8% e Roma de 10,1% para 9,1%. O candidato do PSOL, Kleber Rosa, que chegou a 1,2% em abril, caiu para 0,5% e Giovani Damico (PCB) oscilou de 0,5% para 0,1%.

Completam os números 9,8% dos entrevistados, que indicam pretender votar nulo, branco ou em nenhum dos candidatos e somente 6,9% disseram não saber ou preferiram não responder.

Caso confirmados os números, o gestor soteropolitano venceria a disputa em um único turno. Somados, os adversários dele chegam a menos da metade das intenções de voto registradas por ele.

Quando não são apresentados os candidatos, o ex-prefeito de Salvador também aparece à frente na corrida, com 23,7%, enquanto Jerônimo tem 7% e Roma fica com 4,5%. Rosa foi citado por 0,2% dos entrevistados e até mesmo o governador Rui Costa, que não pode tentar uma nova reeleição, apareceu, com 1,3%.

Outro aspecto analisado pela pesquisa foi a certeza de voto. ACM Neto tem 40,2% nesse quesito; Jerônimo tem 11,1% e Roma 7,3%. No sentido inverso, o candidato do PL é quem tem a maior rejeição: 39,2% dos entrevistados indicam que não votariam nele. Kleber Rosa fica com 36,6% nesse quesito e Jerônimo com 32,7%.

O ex-prefeito de Salvador não receberia os votos de 23,5%. Jerônimo e Roma têm nível de desconhecimento similar. O ex-ministro da Cidadania não é conhecido por 32,4% e Jerônimo por 30,1%. ACM Neto é amplamente conhecido: apenas 1,8% disseram não o conhecer o suficiente para opinar.

A pesquisa ouviu 1640 pessoas, em 72 municípios, entre os dias 30 de junho e 4 de julho, com margem de erro de 2,5% e intervalo de confiança de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-07579/2022.

Falta de respeito e baixaria entre os políticos dominam sessão na Câmara de Brumado


A falta de respeito entre os políticos na cidade de Brumado foi o mote das discussões na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (04). Parlamentares repudiaram algumas declarações de cunho pessoal ditas pelo deputado federal João Carlos Bacelar (PL), o Jonga, contra o prefeito Eduardo Lima Vasconcelos (Sem Partido).

O deputado teria enviado áudios para o próprio gestor e compartilhado nas redes sociais, atingindo a sua honra pessoal e familiar. Os parlamentares também criticaram as declarações de Vasconcelos contra o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

O prefeito tem feito sucessivas e severas críticas ao chefe do executivo baiano e ao Partido dos Trabalhadores. Durante as discussões, foram repudiadas as falas, inclusive pejorativas de Eduardo contra vereadores de Brumado, principalmente os da bancada de oposição.

A população espera pelo fim da falta de respeito e a baixaria entre os políticos que militam em Brumado, na expectativa de grandes debates em favor apenas do progresso e desenvolvimento do município.

Como STF pode colocar CPI do MEC de volta no jogo eleitoral?

Leandro Prazeres – Da BBC News Brasil em Brasília

Milton Ribeiro (à direita de Bolsonaro) e pastores Gilmar Santos e Arilton Moura (à direita de Ribeiro) em evento no Ministério da Educação

Milton Ribeiro (à direita de Bolsonaro) e pastores Gilmar Santos e Arilton Moura (à direita de Ribeiro) foram os alvos principais da operação da Polícia Federal
A pouco mais de três meses das eleições, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá se tornar protagonista de um episódio com eventuais repercussões na corrida presidencial.

Na terça-feira (5/7), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou que a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Ministério da Educação (MEC), que deverá investigar denúncias de cobrança de propina para liberação de verbas da pasta, só vai funcionar após a eleição.

Nos EUA, Bolsonaro diz que teria abraçado foragido Allan dos Santos se o tivesse visto em motociata

Agora, a oposição, que conseguiu 31 assinaturas (4 a mais que o necessário) para instalar a CPI, ameaça recorrer ao STF para obrigar Pacheco a botá-la em funcionamento antes, provavelmente em agosto. O caminho a ser adotado para conseguir isso deverá ser definido nos próximos dias.

A estratégia é conhecida e foi usada pela última vez em 2021, quando o Supremo determinou que Pacheco instalasse a CPI da Covid, que investigou suspeitas de irregularidades nas ações do governo federal e dos Estados durante a epidemia de covid-19.

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que há semelhanças entre os dois casos, mas que a proximidade com o período eleitoral e a tensão recente entre o Judiciário e o Executivo podem fazer com que o STF adote uma postura mais cautelosa e evite instalar uma CPI que pode atingir diretamente a campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Continue lendo

Empresários criticam governo e fazem reivindicações durante almoço com Lula na Fiesp

CATIA SEABRA

O pré-candidato a presidencia da República Lula e seu vice Geraldo Alkmin

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Durante almoço com o pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sede da Fiesp nesta terça (5), empresários reclamaram da política econômica sob o comando de Jair Bolsonaro (PL) e apresentaram sugestões ao petista.

Segundo participantes, o presidente da Fiesp, Josué Gomes, defendeu a redução dos custos de financiamento e a importância do papel dos bancos públicos para a reindustrialização do país.

Ainda segundo relatos, Gomes afirmou que tradicionalmente o Banco do Brasil financiava o setor agrícola, enquanto o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) se dedicava à indústria. Essa fórmula, na sua opinião, deveria ser retomada.

Presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco defendeu uma regulamentação capaz de alavancar concessão de crédito para as empresas com as garantias bancárias existentes.

Segundo relato, ele se queixou dos altos depósitos compulsórios, segundo ele, na ordem de R$ 500 bilhões.

Além deles, Carlos Alberto da Veiga Sicupira (Ambev), Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Dan Ioschpe (Ioschpe-Maxion), Jacyr Costa Filho, (Tereos) e Fábio Coelho (Google Brasil) participaram do almoço.

Jacy Costa defendeu a redução da dependência internacional, por exemplo, na produção de fertilizantes. Roberto Carvalho de Azevedo defendeu a recuperação da relevância internacional do Brasil.

Luiza Trajano ressaltou a importância dos programas de distribuição de renda para ativação do consumo brasileiro. Dan Ioschpe falou da importância da renovação da frota de caminhões e que o Brasil precisa colar na agenda do clima.

Ainda segundo participantes, Lula falou que a responsabilidade fiscal será questão central de um eventual governo. O ex-presidente disse que os empresários devem estar do lado da democracia.

Ao falar sobre reforma tributária, Lula defendeu a negociação coletiva, com fortalecimento dos sindicatos. Ele afirmou que a reforma trabalhista determina a prevalência do negociado. Mas afirmou que hoje não há espaço para negociação.

Ao ouvir de Beto Sucupira a defesa de diálogo entre governo e empresariado, o coordenador do programa de governo de Lula, ex-ministro Aloizio Mercadante, sugeriu a realização de debates para construção de propostas em conjunto.

Líder nas pesquisas, Lula tem recebido propostas de diferentes setores. Na terça-feira (28), foi a vez dos representantes da Rede D’Or se reunirem com o petista, em São Paulo. Entre os participantes, Jorge Moll, Paulo Moll e Pablo Meneses, respectivamente presidente do Conselho de Administração e diretor-executivo da empresa, além de Pablo Meneses, executivo do grupo que atua como relações governamentais.

Ninheira/MG: O time de Amargosa sagrou-se campeão da série A 2022 do Campeonato Municipal de Futebol

Amargosa sagrou-se Campeã da série A do Campeonato Municipal de Futebol 2022 de Ninheira/MG.
Olhos d’Água sagrou-se vice-Campeã da série A do Campeonato Municipal de Futebol 2022 de Ninheira/MG.

Melhores momentos da grande final da série A do Campeonato Municipal de Futebol de Ninheira/MG. Organizado e promovido pela @prefeituradeninheira

O grande jogador Juvenil conhecido por Nil da Amargosa, em uma noite iluminada teve uma atuação espetacular marcou dois gols e foi eleito o melhor jogador da partida, juntamente com a atuação impecável do setor defensivo, comandada por Sivaldo, garantiu a vitória da Amargosa sobre a equipe de Olhos d’Água. Final Margosa 3 a 0 sobre Olhos d’Água.

@amargosa_paulista

Numa transmissão emocionante na voz marcante de @elveslombarde
Comentários de @carlos.limadossantos.7 e Jean do canal @clickninheira

Filmagens de @osmanefranciscodeoliveira e Joaquim
E direção de @fabiooliveiraspo

Paróquia de Santo Antônio/Condeúba: Foi realizada a grande festa em louvor a São João Batista

Por Paulo Henrique

Festa em louvor ao grandioso São João Batista

São joão Batista foi celebrado com alegria, fé e devoção na comunidade católica de Condeúba. o tríduo e a festa foram dignamente preparados pelo CPC do Bairro São João Batista (conselho pastoral comunitário) e pela família de ygor Roberto Teixeira que foram os festeiros de 2022.
Depois de dois anos sem a realização da festa, os devotos de São João e a comunidade católica de Condeuba se reuniram para festejar o exemplo, a vida, o testemunho e as virtudes de João, o profeta que anunciou a chegada do cristo e convidou o povo a conversão e mudança de vida. João assume a sua missão de preparar os caminhos do Senhor e o faz com muita responsabilidade, humildade e coerência de vida, sem deixar de denunciar as injustiças de seu tempo.
Em Condeúba, a festa da natividade de São João não é celebrada na data prevista pelo calendário litúrgico, pois, nos tempos antigos do padre Waldemar, a comunidade de São João do Alípio que depois de emancipada recebeu o nome de Presidente Jânio Quadros, tinha São João Batista como padroeiro e por este motivo, o pároco de Condeuba que atendia pastoralmente toda região, precisa se deslocar até a comunidade distante para as festividades de seu padroeiro. com isso, o padre mudou a programação da festa em Condeúba e São João passou a ser celebrado no primeiro domingo de julho.
Este ano de 2022, a solenidade de São Pedro e São Paulo, aconteceu no primeiro domingo de julho e foi com essa sintonia e comunhão que a comunidade católica de Condeúba celebrou a eucaristia presidida pelo padre José Silva que fez uma homilia profunda, unindo a espiritualidade dos três Santos celebrados no mesmo dia: Pedro, Paulo e João Batista.
Como São João também é cultura, a festa não poderia acontecer sem a partilha da quermesse, do leilão, sem a alegria do forró pé de serra e sem a fogueira. teve de tudo um pouco… Edinho de Lima animou a segunda noite do tríduo com a sua sanfona que abrilhantou a quermesse e embalou a todos no clima do mês de junho.
No final da missa solene, foi feito os agradecimentos pelo festeiro “Ygor Roberto, dirigido a todos que participaram dessa grandiosa festa, em especial citou sua avó a professora Terezinha matriarca da familia, que sempre esteve presente em todos os movimentos e festas da nossa Igreja”, disse Ygor. Em seguida, aconteceu a procissão pelas ruas do bairro com a imagem de São João Batista encerrou a festa de 2022 e já deixou as boas expectativas para o ano de 2023.

Fotos: Medonho Continue lendo

Nova presidente da Caixa assume cargo nesta terça-feira (05)

A economista Daniella Marques Consentino nova presidente da CEF – Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

A economista Daniella Marques Consentino teve o nome aprovado nesta sexta-feira (1º) pelo Comitê de Elegibilidade da Caixa Econômica Federal e assinou o termo de posse. Ela assumirá oficialmente o cargo nesta terça-feira (5), em cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

De acordo com a Agência Brasil, ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Consentino substituirá Pedro Guimarães, que pediu demissão nessa quarta-feira (29), após denúncias de assédio sexual que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Trabalho. Ele negou as acusações na carta de renúncia.

No governo desde janeiro de 2019, Consentino foi chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Uma das principais assessoras do ministro Paulo Guedes, ela assumiu a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade no início do ano.

Com formação em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a nova presidente da Caixa tem MBA em Finanças pelo Ibmec e uma carreira no mercado financeiro.

Foi diretora-executiva da Oren Investimentos e diretora de Risco e Compliance, sócia e gestora de Renda Variável da Mercatto Investimentos. Antes de entrar no governo, foi sócia do ministro Guedes na Bozano Investimentos, onde foi diretora de Compliance e Operações e Financeiras.

Brumado: Mãe não matricula filho por falta de estrutura na educação e é acionada pelo MPE


Moradora da comunidade Furado de Maria Nova, na zona rural de Brumado, Elaine Leite foi acionada na Justiça pelo Município de Brumado, visto que o filho ainda não frequentou a escola neste ano. Em entrevista ao site Achei Sudoeste, ela justificou que não matriculou o filho de 6 anos devido à obrigatoriedade do tempo integral e das péssimas condições das estradas vicinais.

“Ele sai aqui de casa por volta de 6h e só volta às 18h30, que é o horário do ônibus. E também por conta da precariedade das estradas. Não tem segurança nos ônibus. Não tem cinto de segurança, não tem monitor”, relatou. Segundo a dona de casa, as estradas esburacadas podem ocasionar um acidente fatal. “Se acontecer alguma coisa quem vai chorar sou eu”, falou.

Para Elaine, é muito tempo para uma criança ficar fora de casa, sem os cuidados da família. “Tenho muito pouco contato com o meu filho. É meu direito cuidar do meu filho. Muito difícil esse horário. À tarde, as crianças não fazem nada de qualidade. Não tem precisão de ficar o dia todo na escola”, lamentou.

Em audiência no Ministério Público Estadual (MPE), a mãe foi notificada que possui um prazo de 10 dias para mandar o filho para a escola. Em caso de descumprimento da determinação, Leite pode perder a guarda da criança. “Não estou tendo opção. Vou ter que entregar meu filho pra outras pessoas fazerem o que bem quer. Seja o que Deus quiser. Não sou nada, eles que têm o poder. Eu, como mãe, não tenho direito. Isso é uma injustiça”, afirmou.