O escritor e autor condeubense Otaviano Vieira Lima
O escritor e autor condeubense Otaviano Vieira Lima, acaba de escrever quatro poemas, os quais já foram registrados e arquivados na Biblioteca Nacional. Os protocolos e numeros de registros, bem como, as cópias das letras dos poemas que serão musicados seguem abaixo:
A atleta condeubense Luciene Amorim, foi a grande campeã correndo na Elite Geral em CaetitéO atleta condeubense Carlão Maratonista foi outro grande campeão hoje em Caetité, correndo na categoria de 50 a 59 anos.
Foi realizado neste domingo dia 23 de abril de 2023, o3º Desafio Superação Run Caetité/BA.Como de costume, os atletas condeubenses sempre aparecem muito bem pontuados em todas as corridas e hoje não foi diferente, pois, eis que surge a grande atleta Luciene Amorim que fez uma excelente prova e conquistou o primeiro lugar, sendo a grande campeã na Elite Geral Feminina. Na categria de 40 a 49 anos, Gilberto “Beto” foi o 2º colocado. Carlão Maratonista foi outro grande campeão correndo na categoria de 50 a 59 anos.
Agradecimentos:-Com a palavra Luciene Amorim que disse: “Primeiramente a Deus pelo dom da vida e por mais esses bons resultados que tivemos hoje em Caetité, agradecemos também aos patrocinadores condeubenses que nos tem dado aquela força. Por último, agradecemos nossos parceiros Prefeitura de Condeúba, Rádio Liberdade FM e Jornal Folha de Condeúba”, concluiu Luciene que foi a grande campeã de hoje.
Com o objetivo de promover os produtos e serviços oferecidos por empresas do município de Guanambi, será realizada a 2ª edição da Feira de Negócios na cidade. O evento acontece de 25 a 30 de abril, na Praça do Feijão.
A iniciativa é uma realização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico em parceria com o Sebrae. Durante todos os dias de evento, o Sebrae oferecerá atendimento aos empresários locais em um stand montado no local.
Além disso, nos dias 26, 27 e 28/04, serão realizadas ações e capacitações gratuitas para os donos de pequenos negócios. No dia 26/04, a capacitação contará com a presença do palestrante e professor Caio Camargo, que falará sobre “Cultura Maker: Ideias para perder o medo de errar e inovar no negócio”.
Já no dia 27/04, serão abordadas estratégias que podem ser utilizadas no Instagram para potencializar as vendas dos empreendedores com a consultora empresarial Fabiana Rodrigues.
Por fim, no dia 28/04, o assunto será a importância da presença digital para os pequenos negócios com a orientadora de negócios do Sebrae Jéssica Costa.
Maria de Lourdes da Silva “Lourdinha”, mrreu aos 75 anos de idade
Juari ladeado a esquerda de quem olha, sua mãe Laurta e a direita sua tia Maria de Lourdes, falcida neste dia 23/4/2023.
A esq. Laurita que complera idade nova e sua irmã Maria de Lourdes, que veio de Mirandópolis/SP., para comemorar com ela.
É com grande pesar e muita tristeza, que noticiamos o falecimento da condeubense Sra. Maria de Lourdes da Silva conhecida carinhosamente por “Lourdinha” aos 75 anos de idade, ocorrido na manhã deste domingo dia 23 de abril de 2023 às 6h14min., na cidade de Mirandópolis/SP. Segundo informações de familiares, a causa da morte foi insuficiência cardíaca e respiratória. Lourdinha era viúva e deixou duas filhas: Maria Aparecida e Márcia Cristina além de três netos. Seu corpo será velado no Velório Municipal de Mirandópolis, o sepulto ocorrerá hoje (23) a tarde, às 17:00 horas no Cemitério Municipal Saudades de Mirandópolis. A família agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
Histórico:- Lourdinha, era filha de Jesuíno Francisco do Nascimento e Cordolina da Cruz Prates, todos nasceram na Comunidade da Cerquinha e moravam há muitos anos no Estado de São Paulo. Lourdinha juntamente com seus familiares, retornaram aqui pela primeira vez em Condeúba, no mês de junho de 2022 para visitar seus parentes. (Veja aqui).
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da nossa inesquecível e muito querida amiga Sra. “Lourdinha”, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus amiga Maria de Loudes, “Lourdinha”.
O Babalorixá André de Oxóssi e Jéssica Silva – Foto: Lay Amorim/Achei Sudoeste
O evento Povos de Terreiros Unidos Pelo Axé foi realizado na cidade de Brumado neste sábado (22).
O Babalorixá André de Oxóssi explicou que o evento representa uma grande conquista para os povos de terreiro, visto que busca a união entre os terreiros da cidade e o combate à intolerância religiosa.
“Estaremos sempre juntos pelo coletivo, em prol de unirmos forças na busca de melhorias para os terreiros de Brumado, para nossas relações sociais e para nossa interação religiosa dentro da sociedade”, afirmou.
O convite para participação no evento também se estendeu para os terreiros de cidades circunvizinhas.
André de Oxóssi disse que diversos representantes compareceram para contribuir com ideias, sugestões e seus enfrentamentos a fim de possibilitar a construção de uma comunidade candomblecista mais viva, unida e com seus direitos assistidos.
Jéssica Silva disse que o racismo estrutural permeia a sociedade e a intolerância com as religiões de matrizes africanas está relacionada com essa realidade.
Por isso, segundo pontuou, a importância do evento para falar sobre políticas públicas, dispositivos legais de proteção, igualdade racial, entre outros temas.
“É como se fosse um polo de discussão e um observatório para o que está acontecendo em Brumado e em todo o pais”, finalizou.
No dia 23 de abril é comemorado o Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral. Do papiro à tela dos mais sofisticados aparelhos eletrônicos, o percurso do livro pela da história é longo. Esse produto cultural é importante instrumento de difusão de conhecimento, além de fonte inesgotável de entretenimento. O escritor, não obstante, agente fundamental para a existência do livro, não poderia ser esquecido nessa data. Assim é que a celebração do livro foi associada ao reconhecimento dos direitos autorais.
Objetivo do Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral
A criação, em 23 de abril de 1995, do Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais tem como objetivos principais o reconhecimento e a exaltação da importância do livro e do escritor para o desenvolvimento intelectual da humanidade.
A responsável pela inserção dessa data no calendário mundial foi a Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), instituição de abrangência internacional vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), durante o XXVIII Congresso Geral, realizado em Paris.
O livro é um instrumento de difusão de conhecimento há séculos, e, pela sua importância, recebeu o dia 23 de abril para ser homenageado.
O que é comemorado no Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral?
Comemora-se, no Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral, o livro como a materialização física e simbólica da criatividade humana. Por meio do livro, compartilha-se conhecimentos sistematizados por todas as ciências — exatas, biológicas e humanas —, o que possibilita o desenvolvimento da humanidade em múltiplos aspectos: econômicos, científicos, sociais, políticos, sociológicos, históricos, antropológicos… A lista é enorme!
Além de propiciar a difusão de conhecimento de variadas áreas do saber, o livro também é um importante meio de entretenimento. Afinal, a humanidade, ao longo de séculos, tem experimentado, nas páginas de romances, contos, crônicas, textos teatrais, coletâneas de poemas etc., inúmeras emoções desencadeadas pela literatura, que tem o livro como principal suporte.
A chegada de formatos digitais, porém, tem despertado discussões sobre a sobrevivência do livro. Não obstante, a existência de um dia de celebração do livro e do autor incentiva o debate constante acerca dessas incertezas advindas da popularização de novos suportes tecnológicos para a difusão de conhecimento e sobre os direitos do autor na era digital.
Ao defender os direitos autorais e o acesso livreao fruto da genialidade humana, defende-se, portanto, a criatividade, a diversidade e a igualdade de acesso ao conhecimento. O livro e o seu autor têm um papel fundamental: difundir conhecimentos e, com isso, fomentar o desenvolvimento da sociedade, além de que podem colocar o ser humano diante de situações que despertam suas emoções, impulsionando-o à sensibilidade e à intensificação de sua humanidade em um mundo cada vez mais carente de humanização.
10 livros que você deve conhecer!
Há, na história da literatura, inúmeros livros que transcenderam a época e a sociedade em que foram escritos, revelando-se universais em razão das problemáticas que abordam e da estética que os emolduram. Listamos 10 obras que compõem o cânone literário da cultura ocidental.
1. Édipo rei
Trata-se de uma peça teatral, de autoria de Sófocles (496 a.C. – 406 a.C.), encenada pela primeira vez por volta de 430 a. C., na Grécia Antiga.
Seu enredo: Laio, rei de Tebas, foi avisado por um Oráculo, espécie de adivinho, que seria assassinado por seu próprio filho e que este se casaria com a própria mãe. Assim, para evitar a concretização dessa desgraça, Laio abandona a criança em um lugar distante, colocando-lhe pregos nos pés, para que morresse. Um pastor, porém, encontra-o e dá-lhe o nome de Édipo (“pés-furados”). Posteriormente, ele é adotado pelo rei de Corinto. Já adulto, Édipo, por sua vez, também consulta o oráculo. A partir daí, desenrola-se uma série de ações surpreendentes.
2. Crime e castigo
Publicado em 1866, esse romance, escrito pelo autor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), narra a história de Raskolnikov, um pobre ex-estudante de Direito que vive em um pequeno quarto alugado em São Petersburgo, na Rússia.
Esse cenário de miséria e falta de perspectiva contribui para que ele decida matar uma velha agiota a quem deve dinheiro. Consumado o assassinato, as inquietações psicológicas atormentam-no a tal ponto de ser levado a confessar o crime. Traduzida para vários idiomas, essa obra permanece como símbolo do romance moderno em razão da densidade psicológica de seu protagonista.
3. Madame Bovary
Publicado em 1856, na França, esse romance de Gustave Flaubert (1821-1880) narra a história de Emma Bovary, casada com o médico Charles. Emma, enfadada com monotonia da pequena cidade em que vive e com o tédio que é seu casamento, vive mergulhada na leitura de romances românticos, sonhando para si os destinos idealizados dos enredos que lê.
Como válvula de escape, além das leituras que faz, comete adultério. A trama possui um desfecho trágico, e é tida como uma das mais importantes da história da literatura, dando origem, inclusive, ao termo “bovarismo” e ao realismo.
Publicado em 1813, esse romance da escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) tem um enredo que gira em torno da família Bennet, composta por marido, esposa e suas cinco filhas: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia.
Ambientada no interior da Inglaterra durante o início do século XIX, a trama terá Elizabeth Bennet, a segunda filha mais velha, como protagonista. Caracterizada como uma jovem bela, mas de temperamento orgulhoso e de personalidade forte, Elizabeth mostra-se à frente de seu tempo ao expressar descontentamento com as convenções sociais. Em um contexto no qual à mulher cabia ser submetida a um casamento arranjado, casar todas as filhas torna-se meta do senhor e da senhora Bennet, principalmente com a chegada dos jovens ricos Bingley e Darcy à região. Entretanto submeter Elizabeth Bennet a um casamento arranjado não será nada fácil!
5. Memórias póstumas de Brás Cubas
Publicada em 1881, essa importante obra da literatura brasileira, escrita por Machado de Assis, apresenta ao leitor um narrador um tanto quanto inusitado: um narrador defunto. Contrariando a lógica do movimento realista ainda que dentro desse estilo, Brás Cubas, rico membro da elite carioca do século XIX, rememora, depois de morto, os acontecimentos que marcaram sua vida, a fim de fazer um balanço do que viveu, de um lugar privilegiado: o além túmulo.
Não seguindo uma lógica cronológica, o narrador ora narra fatos de um passado mais remoto, por exemplo, remetendo a sua infância, ora narra fatos mais atuais, próximos ao momento de sua morte. Sempre muito irônico, Brás Cubas tece uma fina crítica à sociedade do século XIX, crítica pertinente ainda na contemporaneidade. Para saber mais sobre esse romance fundador do realismo no Brasil, leia: Memórias Póstumas de Brás Cubas.
6. Metamorfose
Obra do escritor austro-húngaro Franz Kafka (1883-1924), Ametamorfose, publicada em 1915, narra a surpreendente história do caixeiro-viajante Gregor Samsa, misteriosamente transformado em um enorme inseto.
Isolado em seu quarto, o grotesco protagonista passa a sobreviver com os restos de alimentos jogados por seus familiares. Como Gregor Samsa era o único membro da família que trabalhava, seu novo estado faz com que seus membros familiares tenham que se organizar para garantir o sustento da casa. Apesar de ser umanarrativa curta, essa obra persiste como um clássico da literatura ocidental, já que a situação extrema vivida pelo protagonista pode ser alçada à metáfora de uma série de outras situações em que o ser humano vê-se impossibilitado de ação.
7. 1984
De autoria de George Orwell (1903 – 1950), essa obra, publicada em 1949, é uma das mais importantes do estilo distópico, ou seja, aquele em cujos enredos não há espaço para utopias, sonhos, esperança.
A trama gira em torno do personagem Winston, que vive sob um regime autoritário na fictícia Oceania, onde seus habitantes são vigiados 24 horas por dia por câmeras controladas por seu líder, chamado de Grande Irmão, como sugerem os letreiros espalhados pela cidade: “O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ”.
O protagonista, porém, não aceita com passividade essa realidade controlada pelo Estado. Ao criticar um totalitarismo ficcional, o autor estende sua visão aos regimes totalitários das décadas de 1930 e 1940, além de promover uma reflexão sobre qualquer forma autoritarismo ou outros mecanismos de controle social.
8. Sentimento do mundo
Escrito pelo poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), esse livro de poemas foi publicado em 1940. Há, nessa obra, poemas que expressam a inquietação e a impotência do ser humano diante de um mundo marcado por guerras e conflitos de dimensões mundiais.
Poemas como “Sentimento do mundo”, “Os ombros suportam o mundo”, “Mãos dadas”, “Congresso Internacional do Medo” evidenciam uma voz lírica perplexa diante da realidade hostil predominante no contexto histórico em que o livro foi escrito. Ainda hoje essa obra encontra ecos nos leitores contemporâneos, sendo capaz de propor reflexões sobre o ser e o estar no mundo.
9. A hora da estrela
Última obra de Clarice Lispector (1920-1977), publicada em 1977, A hora da estrela é narrada por uma voz masculina, o narrador fictício Rodrigo S. M., que relata a história da jovem nordestina pobre Macabéa.
Ao migrar para o Rio de Janeiro, em busca de melhores condições de vida, Macabéa é empregada como datilógrafa em um estabelecimento de propriedade de Raimundo, o qual vive descontente com sua funcionária.
Ingênua, Macabéa também vivencia uma experiência amorosa, um tanto quanto desajustada, com Olímpico, emigrante nordestino como ela. Apesar de ser uma obra de Clarice Lispector mais acessível ao leitor, já que a narração desenrola-se com menos fluxo de consciência, característica recorrente nas obras da autora, nota-se em A hora da estrela, associada à crítica social, uma preocupação em constituir-se a subjetividade de Macabéa, mesmo com base em uma ótica masculina.
10. O conto da aia
Essa obra da escritora canadense Margaret Atwood (1939), publicada em 1985, apresenta ao leitor uma realidade distópica. Ambientada em um Estado totalitário, em que as mulheres são vítimas da opressão masculina a ponto de tornarem-se propriedade do governo, a narrativa é centrada em Offred, protagonista cujo papel, assim como o de outras mulheres, é gerar filhos para os líderes masculinos tirânicos.
Sendo privadas de direitos, as mulheres nessa sociedade machista têm um único propósito: procriar. Essa obra, portanto, apesar de ficcional, mostra-se relevante em um contexto em que ainda se faz pertinente a luta contra o machismo.
Por determinação da prefeita Sheila Lemos, as secretarias de Infraestrutura (Seinfra), Serviços Públicos (Sesep) e Meio Ambiente (Semma), além do Departamento de Máquinas e Equipamentos (Deserg) e Defesa Civil Municipal, estão em plantão permanente por causa das chuvas que começaram no início da noite de ontem (20) e devem prosseguir fortes até domingo.
Os temporais são causados pelo avanço de uma frente fria sobre a região que inclui o estado da Bahia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com a oscilação de energia elétrica na cidade ontem, os pluviômetros não marcaram em alguns momentos, mas houve o registro de 55m de chuva em dado momento.
Hoje pela manhã, a prefeita liderou reunião no Deserg, quando foram avaliadas as primeiras consequências das chuvas e passadas as orientações para as ações das equipes. De lá, Sheila Lemos foi ao bairro Santa Cecília, o mais atingido. “Estávamos esperando um volume de chuvas de 30mm a 40mm no final de semana, de ontem até domingo, só que ontem, início de noite, fomos surpreendidos com uma forte tempestade. A estimativa é que tenha chovido, só na parte alta da cidade, na região dos bairros Panorama e Santa Cecília, cerca de 70mm, em 40 minutos”, observou a prefeita.
Registros
Ontem a Defesa Civil registrou cinco e hoje foram 15 pela manhã. Duas famílias moradoras dos bairros Panorama e Santa Cecília ficaram desalojadas. Ontem, houve o desabamento parcial de uma casa, tendo sido a moradora retirada da moradia pela Defesa Civil. Outro imóvel, onde existe uma casa e uma marcenaria, na parte baixa do Santa Cecília, próximo à Avenida Presidente Vargas, também foi invadido pela enxurrada. Isso se deu em razão do extravasamento de água do canal, que causou a enxurrada. Nem mesmo nas chuvas fortes dos finais de de 2021 e de 2022 provocou extravasamento do canal.
“Estamos em alerta, equipes e equipamentos da Seinfra, Deserg, Sesep e Semma. além da Defesa Civil, ficarão em plantão permanente e assim que as chuvas cessarem, vamos iniciar a recuperação do pavimento que foi estragado”, afirmou a prefeita Sheila Lemos.
Há 523 anos, o navegador português e sua tripulação enfrentaram tormentas, calmarias e doenças. Dos 1,5 mil homens que zarparam de Portugal, apenas 500 conseguiram voltar, sãos e salvos, para casa.
“A praia das lágrimas para os que vão. A terra do prazer para os que voltam”. É assim que os portugueses costumam se referir ao Porto do Restelo, em Lisboa, de onde partiram as expedições de Vasco da Gama, em 1497, e de Pedro Álvares Cabral, em 1500.
Prevista para ocorrer em um domingo, 8 de março, a partida da armada de Cabral, um fidalgo de origem nobre de apenas 33 anos, foi adiada, por causa do mau tempo, para o dia seguinte.
“Vale lembrar que ‘fidalgo’ quer dizer ‘filho de algo’, ou seja, ‘filho de alguém’. E Cabral era filho de uma família que, desde 1385, mantinha vínculos estreitos com a Coroa. Além do mais, casou-se com uma mulher riquíssima, Isabel Gouveia, neta de reis”, afirma o jornalista e escritor Eduardo Bueno, autor de Brasil: Terra à Vista! – A Aventura Ilustrada do Descobrimento (2000).
A frota de Cabral era formada por nove naus, três caravelas e uma naveta de mantimentos. Além do formato das velas, o que diferenciava uma embarcação da outra era o tamanho: enquanto as caravelas mediam 22 metros de comprimento e transportavam até 80 homens, as naus podiam chegar a 35 metros e tinham capacidade para 150 tripulantes.
“A frota era composta por uma variedade de profissionais: havia o capitão e, abaixo dele, o piloto, responsável pela navegação, o mestre e contramestre, que lideravam os marinheiros, e o condestável, que comandava a artilharia”, explica Antônio Carlos Jucá, diretor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
CRÉDITO,EDITORA L&PM
Com o tempo bom e o vento favorável, Cabral e sua tripulação zarparam de Lisboa, rumo a Calicute, na Índia, no dia 9 de março de 1500. Curiosamente, o homem a quem o então rei de Portugal, Dom Manuel 1º (1469-1521), o Venturoso, confiara a maior, a mais cara e a mais poderosa armada portuguesa nunca tinha comandado uma esquadra antes.
“Se houve imprevistos? Bem, ocorreu um enorme imprevisto, sim: a chegada ao Brasil”, afirma Paulo Pinto, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal.
“A armada tinha como destino a Índia e tocou a costa brasileira por acidente. É possível que Portugal já suspeitasse da existência de terras naquela região, mas a verdade é que Cabral e seus homens foram apanhados de surpresa. A chegada ao Brasil foi, portanto, um acidente de percurso de uma jornada que tinha objetivos estratégicos bem definidos. A Índia era a prioridade número um da coroa de Portugal.”
‘Mar Tenebroso’
Com apenas oito dias de viagem, a frota enfrentou sua primeira tormenta. Tão forte que, próximo ao arquipélago de Cabo Verde, a nau comandada por Vasco de Ataíde, que transportava 150 homens, sumiu do mapa. A cada três navios que partiam de Portugal, um era “engolido pelo mar”.
Não à toa, o Atlântico era conhecido como “Mar Tenebroso”. “Além de perder um de seus barcos, Cabral teve de enfrentar, no primeiro trecho da viagem, 20 dias de calmaria”, relata José Carlos Vilardaga, professor de História da América na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“Quando isso acontecia, o barco ficava quase totalmente parado no meio do oceano. Isso aumentava o tédio e o calor a bordo.”
CRÉDITO,MUSEU HISTÓRICO NACIONAL
Ao todo, os 13 navios transportavam 1,5 mil homens, entre médicos, boticários, religiosos, calafates e até condenados à morte que aceitavam trocar sua pena pelo exílio
João Fellet tenta entender como brasileiros chegaram ao grau atual de divisão.
Episódios
Ao todo, os 13 navios transportavam 1,5 mil homens, entre médicos, boticários, religiosos, calafates (especializados em tapar e vedar buracos e frestas) e até degredados, isto é, condenados à morte que aceitavam trocar sua pena capital pelo exílio em terras desconhecidas. Na maioria das vezes, eram os primeiros a desembarcar. Se fossem atacados por selvagens, não fariam muita falta.
Do total de 1,5 mil homens, apenas 500 conseguiram voltar, sãos e salvos, para casa. O restante morreu no mar, vítima de naufrágios ou de doenças, como o escorbuto, que provocava sangramento nas gengivas. Em algumas expedições, a proporção de médicos para marinheiros era de um para três mil. Viajar era tão arriscado que, antes de zarpar, muitos marujos já deixavam seus testamentos assinados.
A presença de mulheres a bordo não era permitida. Já crianças e adolescentes podiam embarcar. A maioria, de nove a 15 anos, era alistada pelos pais que, em troca, embolsavam o soldo dos filhos. Durante a viagem, desempenhavam as funções de grumetes e de pajens.
“A vida dos ‘miúdos’ a bordo era um inferno. Muitas vezes, eles sofriam abusos sexuais”, relata Bueno em Brasil: Terra à Vista!.
O Cabo do Tormentas
A tripulação, em linhas gerais, podia ser dividida em marinheiros, soldados e religiosos. Os marinheiros executavam as tarefas náuticas, como içar velas, baixar âncoras ou manejar instrumentos, como o astrolábio, usado para medir a altura do Sol ao meio-dia e das demais estrelas à noite.
Alguns dos mais tarimbados navegadores da época, como Bartolomeu Dias (1450-1500), participaram da aventura. Doze anos antes, ele ficou famoso por ter sido o primeiro a contornar o cabo da Boa Esperança, ao sul da África.
Por uma trágica ironia, na madrugada do dia 23 de maio, uma tormenta desabou sobre a frota de Cabral e afundou outros quatro navios. Quatrocentos homens, incluindo Dias, foram “engolidos pelo mar”. Onde estavam? Próximos ao cabo da Boa Esperança, chamado de Cabo das Tormentas antes da viagem bem-sucedida do próprio Dias.
CRÉDITO,BIBLIOTECA DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS DE LISBOA
Estima-se que, na época do descobrimento, havia entre 500 mil e um milhão de indígenas habitando o litoral brasileiro
Já os soldados, a maioria sem formação militar, eram os responsáveis pela artilharia e munição. As embarcações portuguesas, aliás, foram as primeiras a singrar os mares com artilharia pesada a bordo. As nove naus que compunham a frota de Cabral eram equipadas com pesados canhões.
Os religiosos — em sua maioria, frades franciscanos — eram incumbidos de rezar missas e ouvir confissões. Seu superior era Dom Henrique Soares de Coimbra (1465-1532). Foi ele que, no dia 26 de abril, na praia de Coroa Vermelha, no litoral da Bahia, celebrou a primeira missa no Brasil, assistida de perto pela tripulação e, ao longe, por cerca de 200 indígenas.
“Devido à escassez de água e comida, as condições de vida a bordo eram muito ruins. A mortalidade, em geral, girava em torno de 2% a 3% da tripulação, mas podia ultrapassar os 10% do total. Assim, os doentes eram logo aconselhados a se confessar e a receber a extrema-unção”, relata Antônio Carlos Jucá de Sampaio, diretor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Banquete de ratos
Os tripulantes não desfrutavam de qualquer conforto. Pelo contrário. Como os porões dos navios eram usados para estocar os tonéis com água, mantimentos e munição, os marinheiros dormiam no convés, ao relento, em colchões de palha.
“Naquela época, tomar banho era raro até em terra firme, quanto mais em viagens oceânicas. A marujada urinava no mar e defecava em baldes. As condições eram insalubres”, esclarece Ronaldo Vainfas, professor de História Moderna na Universidade Federal Fluminense (UFF).
CRÉDITO,FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL
Durante toda a viagem, os marinheiros dormiam no convés, ao relento, em colchões de palha
“Talvez o melhor depoimento sobre a insalubridade das viagens atlânticas para o Brasil esteja na obra do francês Jean de Léry (1534-1611): quando os biscoitos acabavam ou estragavam, os marujos comiam ratos. Havia até uma cotação para o preço do rato nos navios.”
Os momentos de lazer eram poucos. “Enquanto uns improvisavam rodas de cantoria, outros preferiam jogar cartas”, exemplifica Vilardaga. O cardápio dos marujos consistia em água (1,5 litros por dia) e biscoito (600 gramas diários). Já os capitães da frota, todos de origem nobre, tinham direito a vinho (1,5 litro por dia) e a carne e peixe (15 kg por mês).
“Apesar de estarem no mesmo barco, o acesso à comida, basicamente biscoitos, carne em banha e peixes salgados, e água potável, armazenada em tonéis de madeira e racionada para durar toda a viagem, acontecia conforme o status social. Ou seja, seus lugares nas hierarquias da sociedade da época tendiam a ser replicados a bordo”, explica Aldair Rodrigues, professor do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Além das mordomias, os capitães ganhavam um ótimo salário. Só Cabral, o capitão-mor, embolsou 10 mil cruzados — algo em torno de 35 quilos em ouro. Quem não obedecia às ordens de seus superiores ou descumpria as regras da embarcação não era jogado aos tubarões, mas mandado, de castigo, para o porão. Infestado de ratos e baratas, o lugar era, para dizer o mínimo, uma imundície.
‘Terra à vista!’
Ao todo, a jornada durou 44 dias. No dia 21 de abril, os marinheiros
CRÉDITO,FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL
A jornada de Cabral ao Brasil durou 44 dias
A frota ancorou a 35 quilômetros da costa, em frente a um monte batizado de Pascoal. Na manhã seguinte, ela avançou até uma distância de 3 km da praia, e o capitão Nicolau Coelho (1460-1504) foi o escolhido para fazer o reconhecimento do território.
Chegando à praia, a bordo de um escaler, embarcação pequena, de proa fina e popa larga, movida a remo, ele presenteou os nativos com um gorro vermelho, uma carapuça de linho e um chapéu preto. Em troca, ganhou um cocar de plumas e um colar de contas.
Estima-se que, na época da chegada dos portugueses, havia entre 500 mil e um milhão de indígenas habitando o litoral brasileiro. “Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse as vergonhas”, descreveu Pero Vaz de Caminha (1450-1500), um dos sete escrivães da frota, na famosa carta do “achamento do Brasil”. “Traziam nas mãos arcos e setas.”
Antes de seguir para as Índias, Cabral e seus homens passaram dez dias no paraíso. No dia 2 de maio, partiram rumo a Calicute, deixando para trás dois degredados. Quando os navios desapareceram no horizonte, estes caíram no choro e foram consolados pelos indígenas.
O exílio dos chorões, porém, durou pouco: em dezembro de 1501, foram recolhidos pela primeira expedição enviada por Dom Manuel 1º para explorar a mais nova colônia portuguesa.
Os degredados não foram os únicos a permanecer no Brasil. Na calada da noite, dois grumetes, cansados dos maus-tratos a bordo, roubaram um escaler e fugiram para a praia. Nunca mais se ouviu falar deles.
A naveta de mantimentos, comandada por Gaspar de Lemos, foi mandada de volta a Portugal. Sua missão era comunicar ao rei o “achamento” da nova terra. Até ganhar o nome de Brasil, o território foi chamado de Ilha de Vera Cruz por Pedro Álvares Cabral e de Terra de Santa Cruz pelo rei Dom Manuel 1º.
O ‘achamento’ do Brasil
A segunda parte da viagem durou pouco mais de cinco meses. No dia 13 de setembro de 1500, a frota de Cabral, reduzida a seis navios, chegou ao seu destino: Calicute. Na Índia, a esquadra sofreu novas baixas. Pero Vaz de Caminha, o autor da famosa “certidão de nascimento” do Brasil, foi morto, no dia 16 de dezembro, em um ataque de mercadores árabes.
De volta a Portugal, o que restou da esquadra atracou no Porto do Restelo, no dia 21 de julho de 1501.
“Apesar de ter sofrido perdas, a missão foi um sucesso. Depois de seu regresso, Cabral recebeu várias honrarias, mas não voltou a ser nomeado para o comando de qualquer expedição relevante. Isto tem dado origem a algumas interrogações. Historiadores falam que o rei teria ficado insatisfeito com os seus serviços, mas são apenas especulações”, pondera Pinto, da Universidade Nova de Lisboa.
Por pouco, o Brasil não fora encontrado por outros navegadores: um português, Duarte Pacheco Pereira (1460-1533), e dois espanhóis, Vicente Pinzón (1462-1514) e Diego de Lepe (1460-1515).
Comandando uma frota de oito navios, Duarte Pacheco Pereira teria explorado o litoral brasileiro, na altura do Maranhão, em dezembro de 1498. “Embora ele dê a entender isso em seu livro Esmeraldo de Situ Orbis, não há nenhum documento que comprove essa tese”, garante Bueno.
Por essa razão, a suposta presença de Pereira rondando o litoral brasileiro em 1498, que muitos historiadores descartam a hipótese de que Cabral tenha descoberto o Brasil por acaso.
“O consenso é de que Portugal sabia da existência de terras no Atlântico. Caso contrário, não teria pressionado o papa Alexandre 6º para modificar a bula Inter Coetera, de 1493, que deixava os portugueses de fora do Novo Mundo descoberto por Colombo em 1492″, observa Vainfas.
“Mas o fato é que a viagem de Cabral ia mesmo para a Índia. Uma tempestade desviou a rota e eles deram em Porto Seguro. Uma coisa é saber que havia terras ali. Outra é montar uma expedição com o propósito de aportar no sul da Bahia. Por isso, o historiador português Joaquim Romero de Magalhães (1942-2018) prefere chamar a viagem de ‘achamento’ e não de ‘descobrimento’.”
Quanto a Vicente Pinzón, o explorador espanhol teria atingido o Cabo de Santo Agostinho, no litoral de Pernambuco, no dia 26 de janeiro de 1500 — três meses antes da chegada de Cabral a Porto Seguro, na Bahia.
Experiente, integrou a frota que, sob o comando de Cristóvão Colombo (1451-1506), descobriu a América, em 1492. Poucas semanas depois, em fevereiro de 1500, o primo de Pinzón, Diego de Lepe, também navegou por águas brasileiras.
A Espanha só não reivindicou a descoberta do Brasil por causa do Tratado de Tordesilhas. Mesmo assim, o rei Fernando 2º de Aragão condecorou Vicente Pinzón e Diego de Lepe pela façanha de eles terem “descoberto” o Brasil.
Este texto foi publicado originalmente em abril de 2020 e atualizado em 22 de abril de 2021.