Categoria: Condeúba

Caetité: Mulher é conduzida após desinteligência familiar e atacar cunhada a golpes de faca

Mulher é conduzida após desinteligência familiar e atacar cunhada a golpes de faca em Caetité

Na noite desta sexta-feira (01), por volta das 20h40, uma guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), da 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), foi acionada para uma ocorrência na travessa Piauí, bairro Ovídio Teixeira, em Caetité, na região sudoeste da Bahia, em que, após desinteligência familiar, duas mulheres foram atacadas a golpes de faca por parte de uma terceira, que é cunhada de uma das vítimas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e conduziram as vítimas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já na madrugada deste sábado (02), por volta das 00h30, a PM foi novamente acionada para uma situação de ameaça decorrido de uma desinteligência familiar.

Foi constatado que se tratava das mesmas pessoas envolvidas na lesão corporal anteriormente conduzidas. As mulheres foram novamente apresentadas na Delegacia Territorial de Caetité para adoção das medidas cabíveis.

Jequié: PF deflagra operação contra exploração sexual infantil

PF deflagra operação contra exploração sexual infantil em Jequié

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (01) a Operação Damasculare com o objetivo de dar cumprimento a um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em desfavor de suspeito investigado pela prática de crimes relacionados à exploração sexual infantil e ao armazenamento e divulgação de imagens de abuso sexual infantojuvenil.

Durante as investigações, a Polícia Federal confirmou que o indivíduo suspeito residia em Jequié, na região sudoeste da Bahia, e que, além de baixar conteúdo de pornografia infantil da internet, também produzia outros vídeos onde ele próprio aparecia praticando abusos contra uma criança.

O investigado responderá pelos crimes tipificados nos arts. 217-A – Decreto Lei 2.848/1940 – Código Penal, 240 e 241-B do ECA, cujas penas somadas podem chegar a 27 anos de reclusão. O preso será encaminhado ao conjunto penal de Jequié, onde ficará à disposição da justiça.

Condeúba: A Folha através de seu colunista Paulo Henrique, homenageia o artista plástico Roberto Nascimento

Por Paulo Henrique
O artista plastco condeubense Roberto Pereira do Nascimento

A minha homenagem ao irmão e amigo, Roberto Pereira do Nascimento, Seu Roberto como o conhecemos desde sempre.
Roberto já está com os seus 79 anos de vida e tem uma linda história a ser compartilhada com toda a comunidade.

Nascido em 24 de junho de 1.944, Roberto é filho do casal: Teodolino João do Nascimento e Madalena Pereira, uma família simples, humilde, que residia na fazenda Queimadas, município de Condeúba.

Roberto foi o único filho homem de seus pais e teve quatro irmãs, sendo que somente uma delas ainda vive.
Casado, pai zeloso, avó carinhos, Seu Roberto sabe oferecer carinho e atenção a todos que se aproximam dele.

Um artista de excelência! Artesão, pintor, sabe manifestar a arte popular por meio de suas mãos.

Quantas pinturas? Quantas maquetes? O trabalho de Seu Roberto é um legado que vai se eternizar em Condeúba, para muitas gerações futuras que escutarem a sua história.

E os bonecos para as festas juninas? Foram inúmeros!!!!! Até pra ornamentação dos festejos da Prefeitura Municipal, ele confeccionava os bonecos, que até se pareciam com os bonecos gigantes de Olinda-PE.

Pinturas em tela e em bandeiras para as comunidades rurais, tudo isso saia das mãos de Roberto Nascimento.

Ao lado de Anfilófio Antônio de Sousa, Seu Filó, confeccionaram a coroa que está na gruta de Nossa Senhora Aparecida, numa das festas organizadas pela Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Esse é Roberto Pereira do Nascimento, um artesão criativo, inteligente, dinâmico e capaz de expressar os melhores sentimentos com suas mãos.

Desejamos vida longa a Seu Roberto e em 2024 ele festejará os seus 80 anos de vida.

Exposição de bonecos na sacada da residência do artista plástico, o condeubense Roberto Nascimento

Condeúba/Reisado na Praça: Celebração Vibrante Encerra o Ano com Tradição e Alegria dos Reis

 

A Comissçao: Paulo Henrique, Ricardo Mora, Marcos Vinícius e Oclides da Silveira

Foi realizada na manhã desta sexta-feira dia 1º de dezembro de 2023, uma reunião na Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer. O objetivo da reunião, foi de realizar mais um encontro de Reis na Praça Santo Antônio neste fim de ano, a exemplo dos anos anteriores. Nesta reunião foi criado uma Comissão com objetivo de organizar o evento.

COMISSÃO ORGANIZADORA:- Ficou composta por Marcos Vinicius – Secretário de Cultura. Paulo Henrique – Chefe de Gabinete da prefeita. Ricardo Moura – Chefe do Arquivo Público e Oclides da Silveira – pela Secretaria de Assistência Social. Ficou definido o tradicional encontro de reisado na Praça Santo Antônio no dia 29 de dezembro, com início às 19:00 horas.

O encontro de Reisado não apenas celebra a tradição, mas une corações em uma despedida festiva do ano que se encerra e uma calorosa recepção ao ano que desponta no horizonte.

Numa mistura de cultura, fé e alegria, o encontro de Reisado na praça pública sempre foi uma jornada emocionante que deixou uma marca indelével na memória da comunidade, prometendo um novo ciclo repleto de vivacidade e continuidade cultural.

O convite da Comissão Organizadora, para que todos os cultivadores da cultura de Santos Reis, compareçam na Praça Santo Antônio no próximo dia 29 de dezembro de 2023, com início previsto para às 19:00 horas. As Frotas de Reis que queiram participar deste encontro podem entrar em contato com Oclides da Silveira pelo tel/WhatsApp (77) 99118-7235.

ANA PAULA LOBATO A MAIS JOVEM SENADORA DO BRASIL

O Novo Capítulo da Jovem Senadora: Ana Paula Lobato Assume o Mandato com Indicação de Flávio Dino ao STF
A nova senadora Ana Paula Lobato (PSB), aos 38 anos

No cenário político, as marés da mudança se movem com a indicação de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), abrindo portas para uma nova narrativa na atual legislatura. Aos 38 anos, a senadora Ana Paula Lobato (PSB) emerge como um símbolo de juventude e renovação ao assumir a cadeira no Senado, tornando-se a mais jovem a ocupar tal posição neste período.

A indicação de Flávio Dino para o STF não apenas reconfigura o tabuleiro político nacional, mas também desencadeia um efeito dominó, proporcionando uma oportunidade singular para Ana Paula Lobato. Com um perfil marcado pela vitalidade e engajamento político, sua ascensão se alinha com uma nova era de representatividade, onde a voz da juventude ganha espaço em um ambiente muitas vezes dominado por figuras mais estabelecidas.
Lobato, cuja trajetória política é tecida por um compromisso firme com pautas progressistas e inclusivas, agora se vê diante de um palco ampliado. Sua chegada ao Senado não apenas traz uma perspectiva fresca, mas também levanta questionamentos sobre a mudança geracional e a diversidade de visões no contexto político brasileiro.
Enquanto assume seu mandato, a senadora Ana Paula Lobato carrega consigo não apenas a responsabilidade inerente ao cargo, mas também a esperança depositada por uma parcela da população que anseia por representatividade que reflita a diversidade e a dinâmica da sociedade atual.
Esta nova página na história política do país não apenas ressalta a importância das escolhas feitas nos bastidores do poder, mas também enfatiza a necessidade contínua de renovação e pluralidade nas esferas legislativas. A ascensão de Ana Paula Lobato marca um ponto de virada, sinalizando um futuro onde a voz da juventude ecoa mais alto e onde a representação política abraça a diversidade de experiências e perspectivas.

Expectativa de vida sobe no Brasil, mas segue abaixo do patamar pré-pandemia

Expectativa de vida sobe no Brasil, mas segue abaixo do patamar pré-pandemia Foto: Agência Brasil

Após despencar durante a pandemia de Covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer voltou a subir e chegou a 75,5 anos em 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, ela está abaixo das projeções iniciais.

Antes da crise sanitária, em 2019, a expectativa de vida era de 76,2 anos. Em 2020, início da pandemia, caiu para 74,8 anos e, no ano seguinte, sofreu mais uma queda, ficando em 72,8 anos. Com o fim da pandemia, subiu para o patamar atual.

Esses números são bem inferiores às projeções iniciais que haviam sido feitas antes da crise de saúde no país e com base em dados disponíveis à época, que eram do Censo Demográfico de 2010. Diante da pandemia e da atualização dos dados demográficos a partir do Censo de 2022, o IBGE refez todos os cálculos das chamadas “Tábuas de Mortalidade”.

Motociclista perde controle, cai debaixo de trator e morre na zona rural de Candiba

Motociclista perde controle, cai debaixo de trator e morre na zona rural de Candiba

Na manhã desta quinta-feira (30), por volta de 10h30, um acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e um trator foi registrado no Povoado de Exú, zona rural de Candiba, na região sudoeste da Bahia.

O 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foi acionado e, no local, populares relataram o que teria acontecido. Segundo informou o 17º BPM, João Elizeu de Souza, 60 anos, conduzia uma motocicleta Honda quando, ao tentar fazer uma ultrapassagem, colidiu na cerca, perdeu o controle e caiu debaixo do trator, vindo a óbito.

O outro passageiro que estava na motocicleta foi atendido por uma equipe do Samu 192 e encaminhado para o Hospital Geral de Guanambi (HGG) devido à gravidade dos ferimentos. Os policiais militares realizaram o isolamento da área até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT) com vistas à remoção do corpo da vítima fatal.

O corpo de João foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) em Guanambi para ser necropsiado. Os veículos envolvidos e o condutor do trator foram apresentados na delegacia para adoção das medidas cabíveis.

ESCOLAS DESCUMPREM LEI E AINDA NÃO OFERECEM EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA 

No início da década de 1840, quando a escravidão estava no auge e D. Pedro II recém-assumira o trono, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) lançou um concurso nacional para que os intelectuais sugerissem a melhor forma de se contar a história do país.

O Brasil tinha se tornado independente só fazia duas décadas, e não havia uma narrativa oficial consolidada. A elite imperial acreditava que uma história heroica e bem contada incutiria nos brasileiros o nacionalismo, um sentimento que ainda não existia e era considerado essencial para a preservação da unidade do novo Estado.

O vencedor do concurso foi o naturalista alemão Carl von Martius, que conhecia bem o país. Para ele, uma das particularidades da história nacional que deveriam constar dos livros era a mistura racial entre brancos (“o mais poderoso e essencial motor” do Brasil), negros e indígenas (duas “raças inferiores”).

Na dissertação premiada pelo IHGB, escreveu:

“A vontade da Providência predestinou ao Brasil esta mescla. O sangue português, em um poderoso rio, deverá absorver os pequenos confluentes das raças índia e etiópica [negra]”.

Segundo Von Martius, aqui não existia racismo:

“Até me inclino a supor que as relações particulares pelas quais o brasileiro permite ao negro influir no desenvolvimento da nacionalidade brasileira designam por si o destino do país, em preferência de outros Estados do novo mundo [América], onde aquelas duas raças inferiores são excluídas do movimento geral”.

De acordo com historiadores contemporâneos, a fórmula preconizada por Von Martius foi tão convincente que de fato se transformou na história oficial do Brasil.

Todas as fotos desta reportagem são de painéis sobre a temática negra pintados no Centro Educacional do Lago Norte pelos próprios alunos; a escola pertence à rede pública do Distrito Federal (Pedro França/Agência Senado)

Quem primeiro contestou publicamente a velha versão foi a militância negra, no fim dos anos 1970, aproveitando que a ditadura militar iniciava a abertura política e afrouxava a perseguição aos movimentos sociais.

Uma mudança significativa, contudo, só viria 160 anos após a dissertação de Von Martius. Em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro mandato, assinou uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que previu a inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos de todas as escolas públicas e privadas do Brasil (Lei 10.639).

De acordo com o IBGE, pretos e pardos respondem por 56% da população brasileira. O objetivo da lei é valorizar o passado e o presente desse grupo e mostrar que os negros não foram figurantes da história — ao contrário, enfrentando a escravidão e o racismo, tiveram e têm um papel decisivo na construção do Brasil. Em última instância, o que a norma busca é criar uma sociedade sem discriminação racial e mais democrática.

No entanto, a lei, que em janeiro completou 20 anos, ainda não conseguiu cumprir plenamente o seu papel.

De acordo com um levantamento recente dos institutos Geledés (dedicado aos direitos da população negra) e Alana (à proteção da criança), somente 29% das prefeituras (responsáveis pela educação infantil e pelo ensino fundamental) incluem a temática racial de forma satisfatória na grade curricular das escolas municipais.

Das prefeituras, 18% ignoram totalmente a história e a cultura da população negra, enquanto 53% só fazem projetos esporádicos e poucos estruturados.

A coordenadora de educação e pesquisa do Geledés, Suelaine Carneiro, explica que esses 53%, em geral, organizam atividades educativas contra o racismo apenas em novembro, por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro):

— Ao longo dos dez primeiros meses do ano, as escolas não fazem absolutamente nada. Só para dizer que estão cumprindo a lei, organizam no 11º mês algum evento folclórico, como um desfile de moda afro e um festival de culinária africana. A cultura do evento não resolve. Neste país majoritariamente negro, ainda temos uma educação eurocêntrica, que inferioriza as identidades negras. É preciso acabar com esse tipo de educação e promover uma reflexão nas diversas disciplinas escolares. É só a partir da reflexão contínua e aprofundada que conseguimos mudar concepções e comportamentos.

Apesar de a pesquisa ter verificado apenas as redes municipais de ensino, Carneiro acredita que a negligência com o ensino da história e da cultura afro-brasileira se repete nas redes estaduais (em geral, responsáveis pelo ensino médio) e é ainda pior nos colégios particulares:

— Não é porque as escolas particulares têm menos alunos negros que elas não precisam implementar a lei. Pelo contrário. É justamente por muitas delas serem um ambiente de segregação racial que os seus alunos, na maioria brancos, precisam ter uma visão mais ampla da sociedade e compreender que este é um país heterogêneo. O ensino da história e da cultura afro-brasileira não é só para os negros. É também para os brancos, de modo que entendam que são favorecidos pelo processo do racismo, mas não precisam ser coniventes com ele, pois marginaliza uma grande parte da população brasileira.

A mesma pesquisa dos institutos Geledés e Alana indica que, entre os fatores que prejudicam o cumprimento da lei, está a resistência dos professores, dos diretores e das famílias, que entendem a educação antirracista como desnecessária ou até prejudicial aos estudantes. De acordo com estudiosos da questão, o racismo estrutural brasileiro se alimenta da crença disseminada de que ele simplesmente não existe.

As estatísticas oficiais comprovam que ele, sim, existe. Em qualquer aspecto da vida que se considere, os negros estão sempre em desvantagem na comparação com os brancos.

Ser negro no Brasil significa, por exemplo, ser mais pobre, ter menos escolaridade, receber salário menor, ser mais rejeitado pelo mercado de trabalho, ter menos oportunidades de ascensão social, dificilmente chegar aos postos de comando do poder público e da iniciativa privada, ter menos acesso aos serviços de saúde, ser vítima preferencial da violência, ter mais chances de ir para a prisão, morrer mais cedo.

Essas situações são naturalizadas quando se aprende na escola que os africanos e seus descendentes só participaram da história do Brasil como escravizados e todo o resto é silenciado.

Ao contrário do que diz essa narrativa, personagens negros tiveram papel de relevo na história, como o soldado Henrique Dias, a ex-escravizada Luísa Mahin, o advogado Luís Gama, a sambista e mãe de santo Tia Ciata, o marinheiro João Cândido, a deputada estadual Antonieta de Barros, a senadora Laélia de Alcântara e o deputado federal e senador Abdias Nascimento, entre muitos outros.

Em 1983, como deputado, Abdias apresentou um projeto de lei prevendo a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira, mas a ideia nem sequer chegou a ser votada.

Os negros foram protagonistas da própria abolição da escravidão. Segundo historiadores, a Lei Áurea não surgiu da benevolência da princesa Isabel, mas sim da reação dos escravizados, que pressionaram o Império promovendo fugas em massa e até matando os seus senhores, o que deixou o país à beira de uma guerra civil e tornou a lei de 1888 inadiável.

De acordo com Anderson Passos, que é presidente da seccional Bahia da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-BA) e secretário municipal de Educação de Aratuípe (BA), um dos grupos que hoje resistem à inclusão do ensino da cultura afro-brasileira são os religiosos de determinadas vertentes cristãs:

— Acreditam que levar o conhecimento sobre as religiões de matriz africana aos estudantes é o mesmo que tentar convertê-los. Quando incluímos o tema nas escolas da minha cidade, alguns pais me chamaram de “secretário de Educação do Candomblé”. Isso é uma bobagem. Levar o conhecimento não significa doutrinar. Nas aulas, os professores falam de todas as religiões, desde a egípcia e a grega até o catolicismo e o protestantismo, mas só as de matriz africana despertam reação. Muita gente acredita que essas práticas são ligadas ao demônio, o que gera racismo religioso, perseguição e violência. A ignorância deve ser combatida com educação e informação.

Passos avalia que, além das resistências individuais, contribuem com a pouca presença da educação antirracista nas escolas a falta de financiamento específico e fiscalização.

— O dinheiro é necessário para a capacitação dos professores, a aquisição de material didático, a organização de atividades específicas e a realização de pesquisas e estudos — ele diz.

O presidente da Undime-BA sugere que a obediência à lei sobre a história e a cultura afro-brasileira se transforme num novo componente de cálculo do chamado valor aluno ano resultado (VAAR), verba destinada pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a cada rede estadual e municipal de ensino.

— Quando a gestão democrática das escolas se transformou numa condicionalidade do VAAR, inúmeras escolas correram para se adaptar e receber mais recursos — lembra.

Quanto à fiscalização por parte do poder público, Passos afirma:

— O que acontece hoje com a rede de educação que não implementa a lei sobre o ensino da história e da cultura afro-brasileira? Absolutamente nada.

Em 2008, uma lei foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula incluindo nos currículos a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura indígena (Lei 11.645). Como a de 2003 vinha sendo ignorada, a nova repetiu a determinação sobre os temas afro-brasileiros.

A partir do ano que vem, os Tribunais de Contas dos estados e dos municípios, que têm o papel de fiscalizar a execução das políticas públicas, serão incentivados a passar a lupa sobre os currículos das escolas e procurar a educação antirracista.

A novidade decorre de uma medida da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que avalia periodicamente todos os 33 tribunais e decidiu que aqueles que fiscalizarem a presença da história e das culturas afro-brasileira e indígena nas escolas públicas serão mais bem pontuados.

A auditora Fernanda Nunes, da Atricon e do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), afirma que os poucos Tribunais de Contas que fazem hoje esse tipo de fiscalização costumam encontrar uma situação negativa:

— Muitas vezes, o conteúdo está presente nos planos municipais ou estaduais de educação, mas não há a capacitação de professores ou a previsão orçamentária correspondente. Outras vezes, até há a previsão orçamentária, mas ela no fim das contas não é executada. O que se vê hoje é que a educação antirracista é, no geral, apenas uma ficção jurídica.

Nunes lembra que os pareceres dos Tribunais de Contas são enviados para as Assembleias Legislativas e para as Câmaras Municipais, que também podem tomar as medidas necessárias. Ela acrescenta:

— O objetivo principal das fiscalizações dos Tribunais de Contas não será punir as secretarias de Educação, mas, sim, induzi-las a seguir a lei. Esperamos que isso represente um divisor de águas na educação antirracista no Brasil.

O professor Luciano Braga, que dá aula de artes na rede municipal de São Paulo e é coautor do livro História da África e Afro-Brasileira: em busca de nossas origens (Selo Negro Edições), também sugere uma via alternativa à punição:

— Os vestibulares e o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] têm um poder imenso de indução. Eles precisam cobrar conteúdos antirracistas nas questões e nas redações, pois assim as escolas públicas e particulares correrão para se adaptar e passarão a oferecer esses temas aos estudantes.

Nas aulas das crianças pequenas, Braga diz que aborda a questão racial da forma lúdica, pintando em papel as diversas tonalidades de pele, falando sobre os diferentes tipos de cabelo e contando histórias com protagonistas negros:

— A reação das crianças negras é imediata. Elas abrem o sorriso e se sentem orgulhosas de serem quem são. Pequenas ações fazem uma diferença imensa na autoestima delas. E as crianças brancas, por sua vez, passam a entender, respeitar e valorizar a diversidade.

Ele continua:

— Ignorar a história e a cultura do negro é ignorar a história e a cultura de mais da metade da população brasileira e mantê-la numa posição subalterna. O trabalho contra o racismo precisa ser forte especialmente na escola porque é lá que os indivíduos se formam.   

Fonte: Agência Senado

Após cinco anos de inaugurado, Cicom encerra atividades em Brumado

Após cinco anos de inaugurado, Cicom encerra atividades em Brumado

O Centro Integrado de Comunicações (Cicom) encerrou nesta semana suas atividades no município de Brumado. Desde a última sexta-feira (24), uma empresa terceirizada a serviço da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) está na cidade desmontando equipamentos que aparelhavam o órgão.

O Cicom/Brumado foi inaugurado no dia 30 de agosto de 2018, estando presente na solenidade o então secretário de segurança do estado, Maurício Teles Barbosa, o então superintendente de comunicações, Antônio Carlos Silva Magalhães, além autoridades políticas de diversos segmentos.

Em seu curto período na cidade, o centro esteve presente no dia a dia da comunidade como elo entre os braços da segurança. Através das imagens geradas pelas câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade, o Cicom ajudou a agilizar o atendimento das ocorrências.

Após cinco anos de inaugurado, Cicom encerra atividades em Brumado

O município havia recebido diversas câmeras de última geração, as quais realizavam até mesmo o reconhecimento facial e de placas de veículos, além de agilizar as chamadas via 190. Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Segurança Pública esclareceu que “com a digitalização do sistema de rádio e instalação de GPS nas viaturas, o Cicom de Vitória da Conquista recepcionará as ligações via 190 realizadas pelos moradores de Brumado”.

Segundo esclareceu, a mudança não afetará a velocidade do acionamento das viaturas. Desta forma, a partir desta semana, as ligações para o 190 oriundas do município de Brumado serão direcionadas ao Cicom/Vitória da Conquista.

Condeúba/Fz. Passagrm do Meio: É com tristeza que noticiamos o falecimento da Sra. Gercina Maria de Sousa aos 83 anos de idade

 

Sra. Gercina Maria de Sousa, faleceu aos 83 anos de idade

É com tristeza e grande pesar, que noticiamos o falecimento da Sra. Gercina Maria de Sousa aos 83 anos de idade, ocorrido nesta quinta-feira dia 30 de novembro de 2023 às 15:00 horas. Ela era viúva do Sr. Anísio de Jesus Sousacom quem teve 4 filhos: José, Geraldo, Nilsa e Gilberto além de 3 netos e uma bisneta. O corpo está sendo velado na sua residência na Fazenda Passagem do Meio, o sepultamento será amanhã a tarde dia (1/12) às 15:00 horas, no Cemitério Municipal da Passagem do Meio. “O luto é o preço que se paga por amar alguém”. A família agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

Atendimento: FUNERÁRIA SÃO MATHEUS

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Gercina, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Sra. Gercina.