Categoria: Brasil

Bolsonaro recebe alta hospitalar; laudo aponta câncer de pele

Ex-presidente apresentou melhora dos sintomas e da função renal
Agência Brasil

Brasília (DF), 17/09/2025 - Fachada do hospital DF Star, onde Jair Bolsonaro está internado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta quarta-feira (17). Ele havia sido admitido no Hospital DF Star, em Brasília, na tarde de terça-feira (16), em razão de um quadro de vômitos, tontura, queda de pressão arterial e pré-síncope.

Em nota à imprensa, o hospital informou que Bolsonaro apresentou melhora dos sintomas e da função renal após passar por hidratação e por tratamento medicamentoso por via endovenosa.

Ainda segundo o documento, o laudo das lesões cutâneas apresentadas por Bolsonaro e removidas por meio de cirurgia no último domingo (14) mostrou a presença de carcinoma de células escamosas in situ em duas delas, “com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica”.

O carcinoma de células escamosas in situ, também conhecido como doença de Bowen, é uma forma inicial de câncer de pele identificado em células superficiais (camada mais externa da pele) e com formato não invasivo, o que significa que não pode se espalhar para outras partes do corpo.

A equipe que assina o comunicado é composta pelo chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, pelo cardiologista Leandro Echenique, além dos diretores da unidade de saúde privada, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges.

Prisão domiciliar

Desde o dia 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida cautelar foi definida no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky.

Governo quer reduzir fila do INSS para até 45 dias

Programa prevê mutirões para agilizar concessões de benefícios
Agência Brasil

Brasília (DF), 16/09/2025 – Ministro da Previdência, Wolney Queiroz, participa do programa A Voz do Brasil, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse nesta terça-feira (16) que o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) já está em vigor e tem como meta reduzir a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A meta é de que pedidos de aposentadoria, pensões e auxílios sejam analisados em até 45 dias. A medida foi anunciada em entrevista ao programa A Voz do Brasil.

Segundo o ministro, a iniciativa consiste em mutirões realizados por servidores fora do expediente normal, inclusive aos fins de semana, com remuneração adicional. O prazo de 45 dias foi estabelecido em acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).

“É um plano de incentivo para diminuir a fila, atender melhor e mais gente. Precisamos fazer revisão porque é uma demanda do TCU, é uma demanda legal fazer essas revisões para ver quem continua tendo direito ao benefício”, disse Queiroz.

“Logicamente nem sempre a resposta é positiva, às vezes as pessoas não têm direito, mas que ele obtenha a resposta dentro desse prazo de 45 dias”, complementou.

Reparação às vítimas do Zika

O ministro também falou sobre o pagamento de indenização de R$ 50 mil em parcela única e pensão mensal vitalícia para crianças com microcefalia causada pelo vírus Zika. No caso da pensão, o valor é limitado a R$ 8.157. A portaria já foi publicada e beneficia famílias em todo o país.

“Dinheiro nenhum vai reparar, mas pode dar uma qualidade de vida e uma condição melhor para aquelas crianças e para aquelas mães que se dedicam quase 100% do tempo a manter aquelas crianças vivas e bem”, disse Queiroz.

Segundo ele, o governo federal está articulado com prefeituras e estados para garantir laudos médicos necessários de acesso ao benefício.

Outro tema abordado na entrevista foi a devolução de valores descontados indevidamente de aposentados e pensionistas. O ministro informou que mais de 2,3 milhões de pessoas já foram ressarcidas, somando mais de R$ 1 bilhão.

“Estamos fazendo essa propaganda para que os aposentados que têm direito façam a concordância, através do aplicativo Meu INSS ou nas agências dos Correios. Mas cerca de 99% daqueles que têm direito já receberam”, disse o ministro.

PEC da blindagem é aprovada por deputados e vai ao Senado

Texto retoma voto secreto e dificulta ação judicial contra parlamentar
Agência Brasil

Brasília (DF), 16/09//2025 - Sessão da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
© Lula Marques/Agência Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta o andamento de processos criminais contra deputados e senadores, incluindo até mesmo a execução de mandados de prisão, foi aprovada na noite desta terça-feira (16) pelo plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, em dois turnos de votação.

O texto-base, que dependia de 308 votos para avançar, entre 513 deputados, foi aprovado por 353 parlamentares, em votação de primeiro turno. Outros 134 deputados votaram contra o projeto, e houve uma abstenção.

No segundo turno,  por volta das 23h30, cerca de duas horas depois da primeira votação, a PEC passou com o voto favorável de 344 deputados. Houve 133 votos contrários. Um requerimento para dispensar o intervalo de cinco sessões entre uma votação e outra foi aprovado por ampla margem para permitir o avanço da matéria.

A PEC determina que qualquer abertura de ação penal contra parlamentar depende de autorização prévia, em votação secreta, da maioria absoluta do Senado ou da Câmara. Além disso, a proposta concede foro no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com assentos no Parlamento.

Todos os destaques para mudar o texto, incluindo a exclusão do foro privilegiado para presidentes partidários, foram rejeitados em plenário. Após o fim da votação em segundo turno, deputados seguiram discutindo destaques para excluir pontos do texto. 

A chamada de PEC da Blindagem (PEC 3 de 2021), ou PEC das Prerrogativas, foi articulada pela maioria dos líderes da Câmara com o apoio da oposição liderada pelo Partido Liberal (PL).

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) orientou voto contrário, mas 12 deputados da legenda votaram a favor em primeiro turno. Também houve apoio à PEC entre deputados outros partidos da base, como PSB, PSD e PDT.  Além disso, bancadas governistas, como lideranças de Governo e da Maioria, liberaram seus votos em plenário.

Tramitação difícil

Agora, a PEC será enviada ao Senado. Se avançar entre os senadores, processos judiciais, seja por desvio de emendas parlamentares ou outros crimes, só poderão ser julgados no STF com autorização dos parlamentares. Apesar disso, deve enfrentar resistência na Casa revisora. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), demonstrou indignação com a iniciativa.  

“A repulsa à PEC da Blindagem está estampada nos olhos surpresos do povo, mas a Câmara dos Deputados se esforça a não enxergar. Tenho posição contrária”, declarou em postagem nas redes sociais. Caberá à CCJ, presidida por Alencar, analisar tanto admissibilidade da PEC quanto seu mérito. Se for levado ao plenário, o texto precisará do voto de 49 entre 81 senadores.  

O que foi aprovado

O texto aprovado na Câmara é um substitutivo relatado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), que deu parecer favorável ao projeto.

A proposta permite que deputados e senadores barrem a prisão de colegas, em votação secreta. Defensores da medida dizem que a proposta é uma reação ao que chamam de abuso de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, mas que foram mudadas posteriormente.

Em conversa com jornalistas, o deputado Cajado justificou que o texto não é uma autorização para “maus feitos”, mas apenas uma “proteção” para os deputados exercerem sua função sem medo de “perseguição política”.

“Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal”, disse.

O texto apresentado pelo relator afirma que: “Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa”.

Em outro dispositivo, a PEC define que a decisão deve ser decidida “por votação secreta da maioria absoluta de seus membros, em até noventa dias a contar do recebimento da ordem emanada pelo STF”. Maioria absoluta significa a metade dos parlamentares da respectiva Casa Legislativa mais um.

No caso de prisão por crime inafiançável, é necessário manifestação, em 24 horas, da Câmara ou do Senado, por votação secreta. A Casa poderá suspender a prisão com maioria simples que, diferentemente da maioria absoluta, requer a maioria dos parlamentares presentes na sessão e não do total.

Sobre o voto secreto, o relator Claudio Cajado sustentou que a modalidade “nunca deu problema”.

“Qual o problema do voto secreto? [É] para que todos tenham a sua consciência voltada para o pleno exercício da atividade parlamentar”, afirmou.

O relator justificou ainda a inclusão dos presidentes de partidos entre aqueles com direito ao foro por prerrogativa de função, só podendo ser processado pelo STF.

“Eles são ativistas na política. Eles complementam a atividade política. Então, qualquer processo sobre eles não tem que ter autorização, para ficar claro. Mas o foro fica sendo também igual aos dos deputados”, disse Cajado.

Já contrários à proposta alegam que a medida blindará deputados da possibilidade de serem processados e investigados por crimes de qualquer natureza, incluindo delitos comuns, como corrupção e atos de violência, por exemplo.

“Isso aqui é uma desmoralização do Parlamento brasileiro. Está voltando o voto secreto e a forma como vamos dar ao Poder Legislativo de anular o Judiciário, chantagear o Executivo e torná-lo o Poder, por excelência, no semipresidencialismo. Essa é a resposta à condenação ao golpe de Estado no país”, criticou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Bolsonaro é condenado a pagar R$ 1 milhão em indenização por racismo

Bolsonaro é condenado a pagar R$ 1 milhão em indenização por racismo
O ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Antonio Augusto / SCO / STF
A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou nesta terça-feira (16), por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro a pagar indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos devido a comentários racistas feitos por ele a apoiadores quando ainda ocupava o cargo, em 2021. 

Pela decisão, a União também deve pagar R$ 1 milhão pelos comentários de Bolsonaro. Os três desembargadores que julgaram o caso entenderam que as falas foram proferidas com o peso institucional da Presidência da República, o que atrai a responsabilidade do Estado. 

O governo, contudo, pode depois mover uma nova ação para o ressarcimento do Estado por Bolsonaro, frisou o relator do caso, desembargador Rogério Fraveto. A condenação possui caráter civil, voltado à reparação do dano e sem efeitos criminais. Para o relator, Bolsonaro praticou o chamado “racismo recreativo”, isto é, se valeu do humor para tentar encobrir o caráter racista de suas falas. 

Ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo foi assassinado a tiros

Ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo é assassinado a tiros
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos – Foto: Divulgação/PC-SP

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, foi assassinado na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande, na Baixada Santista. O ataque ocorreu na avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas, na Vila Caiçara, por volta das 18h20.

Segundo informações da Polícia Militar, uma testemunha relatou ter ouvido diversos disparos de arma de fogo e acionado policiais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou o óbito de Fontes. Equipes da Rota foram deslocadas para a região do crime.

De acordo com uma prévia do boletim de ocorrência, homens efetuaram tiros de fuzil contra a vítima, que estava em seu carro. Um vídeo que circula nas redes mostra a ação: Fontes aparece acelerando um Fiat Argo, bate em um ônibus e capota o veículo. Nesse momento, suspeitos desembarcam de outro carro e disparam contra o ex-delegado.

Atualmente, Ruy Ferraz Fontes ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. Ele foi delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo entre 2019 e 2022 e também atuou como diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). As informações são da Folha de São Paulo.

Mega-sena acumula e prêmio chega a R$ 25 milhões para a próxima terça

Dezenas sorteadas foram: 18, 25, 35, 40, 46 e 47
Agência Brasil

22/06/2023 - Brasília - Mega-Sena, concurso da Mega-Sena, jogos da Mega-Sena, loteria da Mega-Sena. - Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2914 da Mega-sena, sorteadas na noite de sábado (13). 

As dezenas foram 18, 25, 35, 40, 46 e 47.  Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 25 milhões no próximo concurso, que corre na terça-feira (16).

Vinte e duas apostas acertaram cinco das seis dezenas sorteadas e vão receber prêmio de R$ 62.315.

Já o prêmio para cada jogo com quatro dezenas certas é de R$ 1.468 e será pago 1.539 apostas. 

Lula diz ao New York Times que soberania e democracia são inegociáveis

Tarifaço também foi abordado pelo presidente
Agência Brasil

Brasília (DF) 13/09/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Dia E
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em artigo publicado ontem (14) no jornal The New York Times com o título Democracia e Soberania Brasileiras São Inegociáveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os argumentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Lula ressaltou que nos últimos 15 anos, os Estados Unidos registraram um superávit de US$ 410 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. Também disse que não há excessos nas cobranças de tarifas por parte do Brasil e que aproximadamente 75% das exportações aos Estados Unidos para o Brasil são isentas de impostos.

O presidente brasileiro defendeu o multilaterialismo como melhor caminho para as relações entre os países, apontou os números favoráveis aos Estados Unidos na balança comercial entre os dois países e disse que a decisão de taxar os produtos brasileiros é política.

Ao tratar a questão como política, Lula fez uma forte defesa da soberania brasileira e do judiciário.

Ele criticou tanto as acusações de Trump de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado a 27 anos de cadeia por tramar um golpe de estado –, quanto os esforços de regulamentação das chamadas big techs, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Outro ponto defendido pelo presidente Lula foi a implementação do sistema de pagamentos digital, o PIX, que possibilitou a inclusão financeira de milhares de cidadãos e empresas do país. Além de facilitar as transações e estimular a economia.

A Amazônia foi outro tema tratado pelo brasileiro no artigo, recordando que nos últimos dois anos a taxa de redução do desmatamento caiu pela metade e que, no ano passado, a polícia brasileira apreendeu milhões de dólares utilizados em esquemas criminosos contra o meio ambiente.

Por fim, o presidente Lula reafirmou a disposição de o Brasil negociar o tema das tarifas com os Estados Unidos, recordou que os dois países mantêm relações há mais de 200 anos, sendo que as diferenças ideológicas não podem prejudicar o trabalho conjunto das duas nações.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo

Corinthians vence Cruzeiro e conquista o hepta do Brasileirão Feminino

TV Brasil transmitiu o triunfo de 1 a 0 das Brabas do Timão
Agência Brasil

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© Staff Images Woman/CBF/Direitos Reservados

O Corinthians derrotou o Cruzeiro por 1 a 0 (gol da lateral Thaís Ferreira), na manhã deste domingo (14) na Neo Química Arena, em São Paulo, e conquistou o heptacampeonato da Série A1 do Campeonato Brasileiro. A decisão da principal competição de futebol feminino do país contou com transmissão ao vivo da TV Brasil.

Heptacampeãs

Com a conquista deste domingo, o Corinthians emplacou o seu o sexto título consecutivo e o sétimo na história. Esta foi a nona final seguida de Brasileirão das Brabas do Timão. Em todas, a equipe paulista foi mandante do jogo decisivo. Apenas na primeira, em 2017, contra o Santos, o time perdeu a partida de ida. Contando a edição deste ano, esta foi a quarta vez que elas chegaram à finalíssima em igualdade. Em 2019, o Timão caiu nos pênaltis para a Ferroviária. Em 2020, 2022 e 2023, as Brabas venceram na volta, respectivamente, contra Avaí/Kindermann, Internacional e Guerreiras Grenás.

O jogo

Assim como no confronto de ida da decisão, que terminou em empate de 2 a 2 (no último domingo na Arena Independência, em Belo Horizonte), os mais de 41 mil torcedores que compareceram a Itaquera neste domingo (público que estabeleceu um novo recorde de renda em partidas de futebol feminino no Brasil, de R$ 1.237.699,00), presenciaram um confronto muito parelho entre as Brabas do Timão e as Cabulosas.

O que se viu na primeira etapa foi um embate muito físico, no qual poucas oportunidades foram criadas de lado a lado. As melhores oportunidades do Corinthians foram criadas pela camisa 10 Gabi Zanotti, aos 16 e aos 41 minutos. Já o Cruzeiro chegou a acertar o travessão aos 34 minutos, quando Gaby Soares aproveitou bola que sobrou viva dentro da área para acertar chute de esquerda que explodiu no travessão do gol defendido por Nicole.

Após o intervalo as Brabas do Timão assumiram o comando das ações e empilharam oportunidades. As primeiras, logo no primeiro minuto, foram duas finalizações em sequência de Gabi Zanotti que foram bem cortadas pela defesa da equipe mineira.

E esta pressão rendeu frutos aos quatro minutos. Após cobrança de escanteio, Duda Sampaio ficou livre para bater cruzado da entrada da área. A goleira Camila Rodrigues conseguiu fazer a defesa parcial, mas a bola sobrou para Thaís Ferreira, que teve apenas o trabalho de escorar de primeira para marcar o gol da vitória, e do título.

Em desvantagem no marcador as Cabulosas passaram a se arriscar mais, e tiveram uma ótima oportunidade de igualar o marcador aos 23 minutos, quando Vanessinha finalizou com violência. A goleira Nicole acabou espalmando e a bola sobrou para Byanca Brasil, que, com muita liberdade, acabou chutando para fora.

Diante de um adversário que adiantou as linhas para buscar a virada, as Brabas do Timão começaram a aproveitar os espaços para criar boas oportunidades, mas Nicole mostrou muita segurança para não sofrer mais nenhum gol.

Já o Cruzeiro teve uma oportunidade derradeira para buscar a igualdade no marcador aos 51 minutos, mas a atacante Letícia Ferreira finalizou para fora e o Corinthians conseguiu segurar o placar para garantir o título nacional.

Hermeto Pascoal, ícone da música brasileira, morreu aos 89 anos

Por g1

Hermeto Pascoal morre aos 89 anos

O músico Hermeto Pascoal, ícone da música brasileira, morreu aos 89 anos, anunciou a família do artista em comunicado divulgado em suas redes sociais. Ele estava internado no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

“Com serenidade e amor, comunicamos que Hermeto Pascoal fez sua passagem para o plano espiritual, cercado pela família e por companheiros de música”, disse a família. “No exato momento da passagem, seu Grupo estava no palco, como ele gostaria: fazendo som e música. Como ele sempre nos ensinou, não deixemos a tristeza tomar conta: escutemos o vento, o canto dos pássaros, o copo d’água, a cachoeira, a música universal segue viva… Quem desejar homenageá-lo, deixe soar uma nota no instrumento, na voz, na chaleira e ofereça ao universo. É assim que ele gostaria. Gratidão por todo carinho ao longo do caminho.”

Um dos nomes mais inovadores e reverenciados da música brasileira, foi compositor, arranjador, multi-instrumentista e improvisador. Ele transcendeu fronteiras estilísticas e culturais, criando uma obra que é ao mesmo tempo erudita e popular, experimental e profundamente enraizada nas tradições brasileiras.

O artista deixa seis filhos, 13 netos e dez bisnetos. Seu legado permanece como um dos mais ricos e originais da história da música brasileira.

Hermeto Pascoal — Foto: Gustavo Lacerda/Divulgação
Hermeto Pascoal — Foto: Gustavo Lacerda/Divulgação

Com uma carreira iniciada aos 14 anos, o alagoano já flertou com o jazz, o forró, o samba e o frevo –apesar de se referir a seu estilo como aquela “música universal” – e até por isso coleciona elogios, de nomes como Elis Regina e Miles Davis.

O músico continuou a surpreender e encantar o público com sua criatividade. Em 2024, lançou o álbum “Pra Você, Ilza”, uma homenagem à sua esposa falecida, que lhe rendeu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz.

Além disso, foi publicada sua primeira biografia autorizada, “Quebra Tudo — A Arte Livre de Hermeto Pascoal”, escrita por Vitor Nuzzi, que documenta sua trajetória musical e pessoal.

Em setembro de 2023, Hermeto se apresentou no festival The Town, em São Paulo. Apesar da chuva torrencial, encantou o público presente com sua performance única. Ele e sua banda — formada por André Marques (piano), Fábio Pascoal (percussão), Ajurinã Zwarg (bateria), Itiberê Zwarg (baixo e tuba) e Jota P. (saxofones e flautas) — criaram uma atmosfera intimista e envolvente.

Durante o show, Hermeto alternou entre o teclado e instrumentos inusitados, como uma chaleira adaptada e uma galinha de borracha, demonstrando sua habilidade em transformar objetos cotidianos em fontes sonoras. O show no festival paulistano reafirmou o status de lenda viva da música brasileira.

 Menino de 12 anos morr* engasgado com pipoca

O menino Matheus Eduardo da Costa, de apenas 12 anos, morreu após passar três dias internado em decorrência de um engasgo com pipoca.

Segundo informações dos Bombeiros Voluntários, o incidente aconteceu na última terça-feira (9), quando Matheus comia pipoca em casa e acabou se engasgando. O garoto sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser socorrido às pressas.

O fato ocorreu no Estado de Santa Catarina e repercute em todo o país.

Ele foi levado inicialmente para uma unidade de saúde do município e, em seguida, transferido para o hospital da região, onde permaneceu internado em estado grave por três dias. Apesar dos esforços da equipe médica, o menino não resistiu.

A morte precoce de Matheus gerou comoção entre familiares, amigos e vizinhos. A comunidade local se mobilizou em mensagens de apoio à família nas redes sociais, expressando solidariedade e tristeza diante da perda.

O caso também chama a atenção para os riscos de engasgos domésticos, especialmente entre crianças, e reforça a importância de medidas rápidas de primeiros socorros em situações emergenciais.

O corpo de Matheus será velado e sepultado em Massaranduba, em horário ainda não divulgado pela família.