No início da noite desta quarta-feira (14), a polícia foi acionada por um morador do Córrego Pirapetinga, em Manhumirim, ao perceber que havia um fogo no seu terreno e, ao chegar para apagar, encontrou o corpo carbonizado. Durante a perícia foi constatado que havia ferimentos no corpo do padre provocados, provavelmente, por facas. A Polícia Civil suspeita que ele tenha sido vítima de latrocínio, já que o veículo em que ele estava foi visto no estado do Rio de Janeiro.
O padre Adriano da Silva Barros de 36 anos, vigário da Paróquia de São Simão em Simonésia, Minas Gerais, saiu da cidade na terça-feira, 13 de outubro, para ir visitar a mãe doente em Martins Soares, e voltaria mais tarde, para celebrar a missa na paróquia, mas, ele não apareceu, informou a polícia.
A Diocese de Caratinga e a Paróquia São Simão divulgaram uma nota de pesar, comunicando a morte do sacerdote:
“Viveu com Cristo, morreu com Cristo e ressuscitará com Cristo”, começa ela.
“Hoje dia 15/10 teve uma missa de corpo presente às 9h na Matriz de São Simão em Simonésia, restrita aos familiares e ao clero diocesano. A celebração eucarística foi transmitida através do canal no Youtube da Paróquia. Após a celebração houve um momento para visitação dos fiéis”, informou.
A polícia ainda investiga os autores do crime, e dois suspeitos já foram apreendidos.
Senador Chico Rodrigues: alvo de uma operação da Polícia Federal na quarta-feira, 14, em Boa Vista (RR) e escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais (Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O presidente Jair Bolsonaro tentou se desvincular das acusações envolvendo o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo no Senado. Em conversa com apoiadores nesta quinta-feira, 15, o chefe do Planalto admitiu que há desvios de dinheiro público destinado pela União para Estados e municípios, mas repetiu que não há corrupção em seu governo.
O senador foi alvo de uma operação da Polícia Federal na quarta-feira, 14, em Boa Vista (RR) e escondeu dinheiro na cueca durante a abordagem dos policiais. A Controladoria-Geral da União (CGU) também participa da apuração. Aos simpatizantes, o chefe do Planalto chegou a dizer que o mau uso do dinheiro público “não é muito raro”, mas repetiu que não há corrupção no governo. Chico Rodrigues, porém, é um dos articuladores políticos do Planalto no Congresso.
A investigação, sob sigilo, apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Na manhã desta quinta-feira, 15, Bolsonaro foi questionado por um apoiador sobre a operação enquanto cumprimentava simpatizantes no Palácio da Alvorada.
“Essa investigação de ontem é um exemplo típico do meu governo, que não tem corrupção no meu governo, não tem corrupção, e combate à corrupção seja de quem for”, declarou o presidente. “Vocês estão há quase dois anos sem ouvir falar em corrupção no meu governo. O meu governo são ministros, estatais e bancos oficiais. Esse é o meu governo”, disse hoje. Recentemente, Bolsonaro disse que havia “acabado” com a Operação Lava Jato por não haver corrupção em seu governo. Ainda ontem, mesmo dia da prisão do senador, Bolsonaro disse que dará “voadora no pescoço” de quem se envolver em corrupção no seu governo.
Segundo o Estadão/Broadcast apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo Jair Bolsonaro. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador chegariam a R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.
“Alguns acham que toda a corrupção tem a ver com o governo. Não. Nós destinamos aí dezenas de bilhões para Estados e municípios, tem as emendas parlamentares também e, de vez em quando, não é muito raro, a pessoa faz uma malversação desse recurso. Agora, a CGU (Controladoria-Geral da União) está de olho, a nossa Polícia Federal está de olho e tomamos decisões”, afirmou o presidente aos apoiadores.
No Alvorada, Bolsonaro disse “lamentar” desvios de recursos na saúde pública, pontuando que essa prática acabando matando “inocentes”. Aos simpatizantes, o presidente da República declarou que a operação de quarta é “orgulho para o meu governo, para o meu ministro Wagner Rosário (da CGU) e para a minha Polícia Federal.” Chico Rodrigues deve perder o cargo de vice-líder no Senado. “Nós estamos combatendo a corrupção, não interessa quem seja a pessoa suspeita”, afirmou Bolsonaro.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) calcula que a dívida bruta brasileira deve ultrapassar a marca de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) já em 2020 e que não há perspectiva de estabilização para a relação entre endividamento e PIB pelo menos até 2025.
A deterioração fiscal e aumento da dívida pública brasileira seguem tendência mundial, em meio ao aumento de despesas dos países em resposta à pandemia, mas as estimativas para o Brasil chamam atenção por destoarem dos demais emergentes e pela piora em relação às projeções do próprio FMI feitas em abril, no início da crise do coronavírus.
No relatório Monitor Fiscal divulgado nesta quarta-feira (13), o fundo estima que a relação entre dívida bruta e PIB do país deve saltar 11,9 pontos percentuais entre 2019 e 2020, passando de 89,5% para 101,4%, devido ao aumento de despesas com a pandemia.
O patamar é o segundo mais alto entre economias emergentes para os quais o FMI tem dados, atrás apenas de Angola.
Até 2025, a perspectiva é que a relação entre dívida bruta e PIB do Brasil cresça ano a ano, chegando a 104,4%, pela estimativa do FMI.
A nova projeção representa uma piora na percepção do fundo quanto à trajetória da dívida brasileira. No Monitor Fiscal de abril, o FMI estimava que a relação entre dívida bruta e PIB do país chegaria a 98,2% em 2020, mas se estabilizaria nesse nível em 2021. Continue lendo
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou hoje (14) à Presidência da República o projeto de lei (PL) que cria as condições para a privatização dos Correios. De acordo com ele, o texto final deve ser encaminhado ao Congresso no ano que vem e a expectativa é que seja aprovado até o final de 2021, para que seja iniciado o processo de venda da empresa à iniciativa privada.
“Esse projeto (entregue ontem) trata mais sobre princípios do que regras, até porque o Congresso deve se debruçar sobre esse tema e é lá a arena onde serão debatidos todos os requisitos necessários, sobre a universalização das entregas dos Correios e em relação aos funcionários, tudo isso será tratado com bastante cuidado no Congresso e o Ministério das Comunicação vai fazer o acompanhamento junto com deputados e senadores”, disse, após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira.
Faria explicou que o texto inicial do projeto saiu do Ministério da Economia, passou pelas Comunicações, órgão ao qual o Correios está vinculado, e agora segue para análise da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral. Depois, passa pela Casa Civil para, então, ser encaminhado ao Congresso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a grande parte da população mundial vai precisar esperar provavelmente até 2022 para ser vacinada contra a covid-19, apesar dos avanços da ciência. O recado foi emitido nesta quarta-feira, 14, pela entidade, que afirma que terá como abastecer o mundo com o imunizante de maneira imediata.
A agência cita que a prioridade é a imunização dos profissionais do setor de saúde, idosos e pessoas em vulnerabilidade – representando 20% da população mundial.
“Para uma pessoa comum, jovem e saudável, talvez será preciso esperar até 2022 para ter a vacina”, disse a cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan. Ela acredita que em 2021 o mundo deve ter uma vacina, no entanto, será “em quantidade limitada”.
“Nunca ninguém produziu vacinas nessa quantidade” (..) Não é que, no dia 1 de janeiro de 2021, seremos todos vacinados e a vida vai voltar ao normal”, completou.
Segundo ela, para que a vacina gere uma imunidade de rebanho, 70% da população mundial terá de receber o produto, cerca de 5 bilhões de pessoas. Nesse momento a cadeia de transmissão seria interrompida.
Por unanimidade, a 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus coletivo para soltar todos os presos que tiverem a liberdade provisória condicionada ao pagamento da fiança. A medida desta quarta-feira, 14, é para reduzir a propagação da Covid-19.
O entendimento seguiu a recomendação 62/20 do CNJ aventa a máxima excepcionalidade das ordens de prisão preventiva em razão da pandemia do coronavírus. Não se sabe ainda quantos estão beneficiados com essa decisão.
Ao analisar o caso, o relator, ministro Sebastião Reis Jr., ressaltou a evidência de notória e maior vulnerabilidade do ambiente carcerário à propagação do coronavírus. Nos casos em que impostas outras medidas cautelares diversas da fiança, afastou apenas a fiança.
A Caixa Econômica Federal ampliou de 30% para até 35% a margem consignável dos empréstimos que podem ser obtidos por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O novo limite vale até o fim do ano, quando se encerra o período de calamidade pública em decorrência da pandemia de covid-19, tanto para novos contratos como para renovações.
De acordo com o banco, as taxas cobradas variam entre 1,34% e 1,50% por um prazo de até 84 parcelas. “Além de ampliar o percentual de comprometimento de renda destinado a empréstimos, a medida destina um percentual de até 5% do total do valor do benefício para saques ou pagamento da fatura do cartão de crédito, totalizando 40%”, informou a Caixa, em nota.
No caso de novos contratos, renovações ou portabilidade de outros bancos, é possível usar prazo de carência de até 90 dias para começar a pagar as prestações. “O prazo do contrato original também pode ser aumentado na renovação, seja para diminuir o valor das parcelas mensais ou para aumentar o valor do crédito a receber”, acrescenta o banco, ao lembrar que aposentados e pensionistas que têm o empréstimo consignado contratado em outro banco podem solicitar a portabilidade da operação de crédito.
Com a nova margem, um beneficiado que recebe R$ 2 mil mensais pelo INSS e podia obter empréstimo de até R$ 29,6 mil, com a margem margem consignável em 30%, passa a poder contratar empréstimos de até R$ 34,5 mil, com a nova margem (35%). Para os que recebem benefício de R$ 5 mil, o valor do empréstimo passa de R$ 68,5 mil para R$ 79,9 mil.
A contratação ou renovação de empréstimo consignado pode ser feita por meio de algumas plataformas disponibilizadas pela Caixa, entre as quais a Plataforma Agora SIM; o Internet Banking; e o correspondente Caixa Aqui Negocial. A operação ´pode ser feita também nas agências da Caixa e de seus canais de autoatendimento.
Nesta terça-feira (13), a Seleção Brasileira venceu o Peru por 4 a 2 em jogo da segunda rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA Catar 2022. Após ver o time da casa sair na frente no Estádio Nacional de Lima, a equipe comandada por Tite marcou com Neymar (três vezes) e com Richarlison para garantir mais uma vitória na competição.
Com seis pontos e sete gols de saldo nos dois jogos disputados até o momento, o Brasil lidera a tabela das Eliminatórias. Os próximos compromissos serão em novembro, diante de Venezuela e Uruguai.
O primeiro trecho de duplicação da BR-116, entre o posto Trevo, em Feira de Santana, e o acesso à cidade de Santanópolis, no sertão baiano, foi entregue nesta segunda-feira (12) pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.
O trecho aberto ao tráfego vai do km 403,8 ao km 413, no sentido Santa Bárbara e Serrinha. A rodovia é um importante eixo de ligação entre os municípios do centro-norte baiano e as obras de duplicação vão promover mais segurança aos usuários e melhorar o escoamento da produção. O investimento do Governo Federal na obra, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), é de R$ 358 milhões.
Tarcísio destacou a importância da liberação desse primeiro trecho para a economia da região e as perspectivas de avanço na obra até o fim do ano. “São 9 km que estão sendo entregues hoje. Parece pouco, mas são os primeiros 9 km. A gente já verifica que tem terraplanagem pronta, que tem alguns trechos que estão com a primeira camada de asfalto.
Então, significa que até o final do ano a gente vai estar entregando mais segmentos duplicados. A previsão, a depender da disponibilidade de recursos, é de mais 15 km entregues, e isso vai fazendo a diferença”, avaliou o ministro.
O segmento liberado faz parte do lote de obras nº 6, que possui um total de 40,34 km de extensão e está localizado no trecho que liga Feira de Santana à cidade de Santa Bárbara.
Além deste segmento, o lote 6 das obras de duplicação está, neste momento, com mais de 30 km de terraplenagem concluídos e 17 km em fase de pavimentação. A expectativa do Dnit é concluir 24 km duplicados na rodovia federal até o fim de 2020.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sancionou com vetos, nesta terça-feira (13), o texto que muda o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A sanção é feita depois de mais de um ano após a entrega do projeto que o chefe do Executivo fez, pessoalmente, ao Congresso.
Entre outros itens do texto estão a dobra do limite de pontos para que o condutor perca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que passa agora para 40, e a ampliação para dez anos do prazo de validade do documento de condutores com menos de 50 anos.
A nova lei entra em vigor em 180 dias e o texto deverá ser publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13). O presidente Bolsonaro anunciou apenas um dos vetos, durante uma live realizada nas redes sociais, nesta terça. Ele derrubou o trecho incluído pelo Legislativo envolvendo motociclistas, que poderiam trafegar entre veículos somente quando o trânsito estivesse parado ou lento.
O projeto de lei com as mudanças nas normas do CTB foi entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em junho do ano passado por Bolsonaro. Desde então, o PL se converteu numa bandeira do mandatário, que defende regras menos rígidas para motoristas que tenham cometido infrações.
O texto foi aprovado pelo Congresso no final de setembro. “O projeto foi votado na Câmara e no Senado, algumas coisas foram alteradas. Não era aquilo que nós queríamos, mas houve algum avanço. A intenção nossa era facilitar a vida do motorista”, declarou o presidente.