Categoria: Brasil

Cresce número de negociações coletivas envolvendo o home office

Levantamento do Projeto Salariômetro da Fipe mostra que o home office está cada vez mais na mesa de negociações entre empresas e sindicatos. O total de acordos e convenções coletivas envolvendo o trabalho remoto teve um salto de 236%, levando em conta o ano todo de 2019 e os nove primeiros meses de 2020.

Em 2019, houve 884 negociações, enquanto que em 2020, até setembro, o número estava em 2.971. Em relação à proporção dentro do total, o tema trabalho remoto, que esteve em 2,4% das negociações em 2019, saltou para 15,9% neste ano até setembro.

O Salariômetro da Fipe projeta para o ano inteiro de 2020 o total de 5,8 mil negociações coletivas envolvendo o trabalho remoto, ou seja, 18,7% de um total de 31 mil.

MEC libera mais R$ 90 milhões para retorno seguro das escolas da educação básica

O Ministério da Educação (MEC) liberou mais R$ 90 milhões, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para apoiar o retorno presencial seguro às aulas nas escolas do ensino básico.

Os recursos se somam ao repasse de R$ 525 milhões inicialmente previstos, alcançando assim o total de R$ 615 milhões, que serão disponibilizados para que cerca de 117 mil escolas públicas estaduais, distritais e municipais possam adquirir e contratar serviços e equipamentos necessários para implementar os protocolos de segurança e auxiliar nas adequações necessárias para o retorno às atividades presenciais.

No último dia 7, o MEC apresentou o Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica. O documento foi produzido pela Secretaria de Educação Básica (SEB), com o apoio das secretarias de Modalidades Especializadas e de Alfabetização, e oferece informações para que as redes estaduais e municipais possam se preparar para um retorno seguro.

O guia reúne normas técnicas de segurança em saúde e recomendações de ações sociais e pedagógicas a serem observadas pelos integrantes da comunidade escolar. A decisão de retorno às aulas presenciais deve ser tomada por estados, Distrito Federal e municípios de acordo com a orientação das autoridades sanitárias locais.

Fonte: Agora Sudoeste

União reconhece decreto de calamidade pública da Bahia por causa da Covid-19

Foto: Reprodução
O novo decreto de calamidade pública feito pelo Governo da Bahia foi reconhecido pelo Governo Federal. A publicação consta no Diário Oficial da União desta segunda-feira (26). De acordo com o G1, o decreto facilita o acesso a recursos federais por parte dos municípios baianos via Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil para o combate ao novo coronavírus.

O reconhecimento foi divulgado em portaria publicada no Diário Oficial desta segunda, assinado pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves. Na prática, o decreto reduz a burocracia para acelerar as etapas de liberação do dinheiro. O documento contempla todos os municípios baianos.

As 417 cidades da Bahia registram casos da Covid-19. O novo decreto substitui o anterior, publicado pelo governo em abril, e que tinha validade até 7 de outubro, data em que o governador Rui Costa anunciou que enviaria para o Governo Federal o documento do segundo decreto.

O destino do recurso fica a cargo do gestor, podendo ser usado para a compra de cestas básicas ou aquisição de itens de higiene. Não há um valor pré-determinado.

Covid-19: Oxford vê vacina com ‘forte resposta imune’ em voluntários idosos

Foto: John Cairns/University of Oxford

A Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca anunciaram, nesta segunda-feira (26), que a vacina que estão desenvolvendo contra a Covid-19 induziu “uma forte resposta imune” em idosos durante testes de fase 2 feitos no Reino Unido. Os resultados preliminares dos testes serão publicados “nas próximas semanas” em revista científica, segundo a Oxford.

De acordo com o G1, a vacina de Oxford é uma das quatro que passam por testes de fase 3 no Brasil – a última etapa antes que possa ser liberada para uso geral. No Reino Unido, ela foi testada em pessoas com idades de 56 a 69 anos e em um segundo grupo, com idosos com 70 anos ou mais.

Os resultados preliminares dos testes foram discutidos pelo pesquisador Andrew Pollard, um dos coordenadores do estudo na universidade, em uma conferência.

Cientistas da Fiocruz caçam morcegos para barrar nova pandemia

Foto: Editoria de Arte

Sem alarde, sob a Lua minguante do início de setembro, começou no Rio de Janeiro uma nova frente de combate à Covid-19. Cobertos da cabeça aos pés por EPIs, cientistas da Fiocruz entraram numa floresta do Maciço da Pedra Branca, em Jacarepaguá, com um objetivo: capturar morcegos. De acordo com o jornal o Globo, o interesse se explica: acredita-se que um vírus de morcego deu origem ao Sars-CoV-2.

Ainda se sabe pouco sobre isso, e uma maneira de aprender é descobrir se os morcegos da Mata Atlântica foram infectados. Além disso, o grupo da Fiocruz também tenta identificar e, claro, prevenir o alastramento de outros vírus com potencial de causar pandemias.

Alinhado com estudos mundiais em curso da África à Ásia, o projeto é liderado pela Fiocruz Mata Atlântica em colaboração com os laboratórios do Instituto Oswaldo Cruz e tem o apoio da fundação de fomento à pesquisa do estado, a Faperj. O estudo, que inclui outros animais, combina investigação em laboratório com trabalho de campo.

Este impõe a necessidade de se locomover pela mata de avental, máscara, face shield e lanterna de cabeça. No Rio, se acrescenta a dificuldade do calor, intenso mesmo numa noite de fim de inverno. Mais de 200 tipos de coronavírus já foram descobertos em morcegos no mundo todo.

Segundo o relatório “Prevenindo a próxima pandemia”, do Programa de Meio Ambiente da ONU, eles são a provável origem de todas as linhagens conhecidas, inclusive as que geraram a Sars (síndrome respiratória aguda grave) e a Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio). Os mamíferos voadores também estão associados a outros vírus, como o ebola.

PF usará drones para flagrar crimes como boca de urna nas eleições

Nas eleições municipais de novembro, a Polícia Federal (PF) deverá usar drones para prevenção e repressão de crimes eleitorais como boca de urna e transporte irregular de eleitores.

De acordo com o órgão, mais de 100 aeronaves pilotadas remotamente deverão ser alocadas em municípios considerados estratégicos, em todos os estados.

A intenção é que os equipamentos sobrevoem as zonas eleitorais de modo a inibir e flagrar a prática de condutas vedadas nos dias de votação. Segundo a Agência Brasil, os drones possuem câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entregas de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez.

As imagens capturadas serão transmitidas a uma equipe da PF que estará preparada para monitorar toda a eleição em todo território nacional, determinando a adoção as medidas cabíveis diante de atividades suspeitas, informou o órgão.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação será sempre das 7h às 17h, no horário local.

Fonte: Brumado Urgente

INSS marca início da teleperícia para 6 de novembro

O Governo Federal definiu a data de 6 de novembro para o início da teleperícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O plano foi apresentado nesta quinta-feira, 22, pelo INSS ao Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública.

O serviço será realizado com segurados que estejam acompanhados do médico do trabalho das empresas. Nos casos de empresas que não têm médico do trabalho, está mantida a necessidade de realizar a perícia presencialmente no INSS.

Pois, em uma teleperícia sem a presença de um médico especializado em saúde ocupacional acompanhando o segurado, testes considerados essenciais para definir o estado da pessoa avaliada, não podem ser realizados.

De acordo com o INSS, empresas médias e grandes já são obrigadas a ter médico do trabalho, por isso é grande o número de segurados que poderia ser atendido no novo sistema. O atendimento por teleperícia também deve tornar mais rápida a perícia presencial.

Fonte: atarde.uol

Contra 2ª onda, toque de recolher é cogitado pela Espanha e ampliado na França

Países da Europa seguem adotando medidas para tentar frear a segunda onda de infecção da Covid-19. A França implementou um toque de recolher noturno nas principais cidades do país e a medida será ampliada no sábado (26). De acordo com o G1, 46 milhões de pessoas serão afetadas. O número representa dois terços da população francesa. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Jean Castex, nesta quinta-feira (22).

O toque de recolher obriga os franceses a ficarem em casa entre 21h às 6h. O anúncio da ampliação aconteceu depois que o país se tornou o sétimo a ultrapassar um milhão de casos da Covid.

Durante o discurso do primeiro-ministro, ele reconheceu que “as semanas que virão serão duras”.

O continente enfrenta o medo pelo crescimento de casos da doença. Alemanha e Itália bateram recordes diários de novos casos da Covid-19, e a Espanha também superou a marca de um milhão de casos.

O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, também fez uma declaração nesta quinta. Ele reconheceu que o país precisa de medidas drásticas para combater a pandemia e cogita novas restrições, inclusive toques de recolher.

Fonte: Bahia Notícias

Operação Quinto Alto: STF bloqueia R$ 1,1 milhão de Fernando Collor em investigação sobre porto no Paraná

Foto: Lia de Paula/Agência Senado

A TV Globo teve acesso à decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou na quarta-feira (21) a operação Quinto Alto da Polícia Federal, que cumpriu um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Fernando Collor (PROS-AL), em São Paulo.

A operação investiga um esquema de pagamento de propina para a liberação de licenças ambientais no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Paraná. As irregularidades teriam ocorrido em 2014 e 2015. Fachin determinou o bloqueio e sequestro de R$ 1,1 milhão das contas de Collor e dos demais envolvidos nas irregularidades apuradas.

Na investigação, a Polícia Federal apontou suposta ingerência política do senador Fernando Collor de Melo junto ao Ibama para atender interesses do empresário João Carlos Ribeiro na instalação do Porto Pontal do Paraná. Segundo a PF, em contrapartida, Collor receberia o pagamento de vantagens indevidas. João Carlos Ribeiro (PSC) é dono do porto e candidato a prefeito em Pontal do Paraná.

Com dados do Coaf, os investigadores identificaram uma transferência bancária de R$ 1,1 milhão feita pelo empresário ao escritório de advocacia Spengler & Padilha, para advogado Luiz Alberto Spengler, que fez “sucessivas transferências em prol do Senador Fernando Collor”.

De acordo com a investigação, o valor teve como destinatário o então senador Ataídes de Oliveira e se referia ao pagamento de uma aeronave adquirida por Collor. Segundo a PF, uma das licenças emitidas pelo Ibama para o Porto Pontal Paraná foi concedida três dias antes do repasse de mais de R$ 1 milhão.

Voluntário que participava de testes da vacina de Oxford no Brasil morre por Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta quarta-feira (21), que recebeu no início da semana a notícia da morte do médico João Pedro R. Feitosa, de 28 anos, que participava como voluntário dos testes da vacina de Oxford no Brasil.

O óbito decorreu de complicações da Covid-19. Ainda não foi esclarecido se o paciente tomou a vacina ou o placebo. A Anvisa afirmou ter recebido a notícia na segunda-feira (19). Segundo a agência regulatória, o comitê independente que acompanha o caso sugeriu o prosseguimento do estudo. O processo, no entanto, permanece em avaliação.

Ao G1, a farmacêutica AstraZeneca informou que ainda não tinha um posicionamento sobre o caso. A vacina desenvolvida em parceria entre o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford é a principal aposta do governo federal para uma futura campanha de vacinação contra o novo coronavírus. O estudo está na fase 3 dos testes, que começaram no Brasil em junho.

Fonte: 97news