Autor: Redação redacao

Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026

Seleção domina a 2ª etapa e gol salvador de Martinelli define vitória

EBCSoccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Brazil v Japan - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 29, 2026 Brazil's Gabriel Martinelli celebrates scoring their second goal REUTERS/Phil NobleREUTERS/Phil Noble

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (29), a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final.

Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe – como o que resultou no gol japonês – e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar os Samurais Azuis (apelido da seleção nipônica) na etapa final e ter a paciência necessária para, nos acréscimos, ser recompensada com o gol dramático do atacante Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir a classificação.

Nas oitavas de final, o Brasil aguarda o ganhador de Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam às 14h (horário de Brasília) desta terça-feira (30), em Dallas. O duelo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Mestre supera o discípulo

O confronto vinha sendo tratado como um duelo entre “mestre” e “discípulo”. O Japão tem o Brasil como maior inspiração no futebol. Ex-jogadores como Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, e Ruy Ramos, que fez carreira na Terra do Sol Nascente e se naturalizou para representar a seleção asiática, são ícones no país e personalidades fundamentais no desenvolvimento do esporte japonês.

O respeito pelo futebol brasileiro se reflete na cultura. Um dos animes mais populares no Brasil no fim dos anos 1990, “Super Campeões”, conta a trajetória de Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador nipônico que defendeu o São Paulo entre 1975 a 1985, contando base e profissional. No desenho, Tsubasa chega a jogar em uma versão “genérica” do Tricolor, chamada “Brancos”.

Curiosamente, o último episódio de “Super Campeões” representa a final de Copa do Mundo de 2002 – que teve o Japão como uma das sedes – entre as seleções brasileira e nipônica. O anime termina logo após o apito inicial da partida, deixando o final em aberto – na versão em mangá (história em quadrinhos japonesa), os donos da casa levam a melhor. Apesar disso, fãs da série animada trataram, nos últimos dias, o duelo desta segunda como a “continuação” daquele jogo. Felizmente, desta vez, deu Brasil.

45 minutos de pesadelo

Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos. Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.

Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador. Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.

Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

Pressão pelo alto e avante

O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.

O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa. Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.

A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.

O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.

Paciência e recompensa

Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.

A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento. O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.

O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli. Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.

Distrito de Alegre viveu momento histórico com a realização da primeira corrida de rua da comunidade

Texto: Neliça Silveira/JFC

Primeira corrida de ruas “Alegre Run 5km”

O domingo, 28 de junho de 2026, ficará marcado para sempre na história esportiva do distrito de Alegre, no município de Condeúba. A comunidade viveu um momento inesquecível com a realização da 1ª Alegre Run 5K, a primeira corrida de rua promovida na localidade, reunindo atletas, moradores e visitantes em uma verdadeira celebração do esporte, da saúde e da integração comunitária.
Com organização de Capitão Sidney Costa e Lívia Reis, o evento superou todas as expectativas, proporcionando uma experiência inédita para a população. Pela primeira vez, muitos moradores que jamais haviam participado de uma corrida de rua tiveram a oportunidade de sentir a emoção de alinhar na largada, percorrer o percurso e cruzar a linha de chegada sob os aplausos do público.
Da mesma forma, inúmeras pessoas que nunca tinham assistido a uma competição desse porte puderam acompanhar cada momento da prova, vibrando, incentivando os atletas e transformando as ruas do distrito em um verdadeiro corredor de entusiasmo e alegria. A cada passo, os gritos de incentivo renovavam as forças dos competidores, tornando a prova ainda mais emocionante.
A 1ª Alegre Run 5K mostrou que o esporte é capaz de unir gerações, promover qualidade de vida e fortalecer os laços entre a comunidade. O sucesso do evento demonstra que o distrito tem potencial para consolidar a corrida de rua como uma tradição em seu calendário esportivo.
Ficam registrados os sinceros agradecimentos e o reconhecimento aos organizadores, Capitão Sidney Costa e Lívia Reis, pelo empenho, dedicação e coragem de transformar esse sonho em realidade. Graças ao trabalho e à organização de ambos, Alegre escreveu uma nova e importante página em sua história.
Que este tenha sido apenas o primeiro de muitos eventos esportivos. E que, se Deus permitir, a Alegre Run continue crescendo, incentivando a prática esportiva e reunindo cada vez mais pessoas em torno da saúde, da amizade e da superação.
Até a próxima edição, se Deus quiser!

Veja a seguir as classificações:

Fotos: Org Evento

Geral Feminino – Eleni Pereira (2° lugar) e Neliça Silveira (5° lugar)

1º lugar (50 a 59 anos): Ielsa da Silveira e 2º lugar Odetina Alves

3º lugar (40 a 49 anos): Anair Prates
2º lugar (20 a 29 anos): Joelma dos Santos
1º lugar (50 a 59 anos): Salvador Pereira, 2º lugar Gilberto Pereira e 3° lugar José Carlos Dias – acompanhados do diretor de esportes Tam e do ex-prefeito Odílio da Silveira
De (40 a 49 anos) – 1° lugar Beto Maratonista, 2º lugar Agnaldo Brito e 3° Alex Barbosa

Condeúba: Faleceu a Sra. Maria Augusta dos Santos  aos 87 anos de idade

NOTA DE FALECIMENTO

Sra. Maria Augusta dos Santos, faleceu aos 87 anos de idade

É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento da Sra. Maria Augusta dos Santos  aos 87 anos de idade, ocorrido na tarde deste domingo dia 28 de junho de 2026 por volta das 16h. 

O corpo está sendo velado no salão de velórios da rua Aurora bairro Paulo VI em Condeúba. o sepultamento será hoje a tarde segunda-feira dia 29 às 16h, no Cemitério Municipal Jesus Bom Pastor. A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Maria, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Sra. Maria.

Brasil fecha preparação para duelo contra Japão, 1º mata-mata da Copa

Partida às 14h desta segunda-feira ocorrerá em estádio climatizado
Agência Brasilúltimo treino, estádio de Houston, pré-jodo Japão, Copa do Mundo 2026© Rafael Ribeiro / CBF
A seleção brasileira encerrou neste domingo (28) a preparação para o duelo contra o Japão, o primeiro eliminatório (16 avos de final) da Copa do Mundo. A partida está programada para às 14h (horário de Brasília) de segunda-feira (29), no NRG Stadium, em Houston (Estados Unidos), com teto fechado e climatização. A arena é uma das principais da NFL, liga de futebol americano.

No último treino pela manhã, o técnico italiano Carlo Ancelotti contou todo o elenco, exceto o atacante Raphinha que ficou em Nova Jersey para seguir em tratamento da lesão na coxa direita. As atividades ocorreram no estádio do Dynamo, time da Major League Soccer (MLS), a principal liga de futebol no país. A imprensa teve acesso somente aos primeiros 15 minutos do treino, dedicados ao aquecimento e movimentação com bolas paradas.

A expectativa é que Ancelotti mantenha o time titular que derrotou a Escócia por 3 a 0 na última quarta (24), que selou a classificação da Amarelinha no topo da chave C, com sete pontos. O Brasil iniciou a campanha no Mundial com empate em 1 a 1 com Marrocos e depois superou o Haiti por 3 a 0.

A Amarelinha deve começar jogando nesta segunda (29) com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.

Em caso de vitória sobre os japoneses, os brasileiros enfrentarão nas oitavas de final o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, programado para às 14h da próxima terça (30), em Dallas.

Canadá faz nos acréscimos, vence África do Sul e é o 1º país nas oitavas

Gol marcado por Eustáquio, já nos acréscimos, classifica equipe canadense às oitavas de final pela primeira vez. Restam 15 vagas
Por Gabriel Botelho -  Correio Braziliense

A Copa do Mundo de 2026 já conhece o primeiro classificado às oitavas de final. O Canadá derrotou a África do Sul por 1 x 0, neste domingo (28/6), em confronto válido pela segunda fase do Mundial (16 avos de final).

No gramado do SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, a equipe canadense confirmou a primeira classificação da própria história às oitavas graças a gol de Stephen Eustáquio, já nos acréscimos. A classificação à segunda fase já havia sido inédita para, inclusive, ambos os países. A África do Sul não disputava a competição desde 2010, ano em que recebeu a Copa do Mundo. 

Com a vaga, a seleção norte-americana e uma das anfitriãs da competição aguarda pelo vencedor entre Holanda e Marrocos. Da mesma forma, os africanos colocam ponto final na melhor campanha de sempre no torneio. Restam 15 vagas para a próxima fase. 

Primeira etapa movimentada e reclamação canadense

Sul-africanos e canadenses protagonizaram primeira etapa movimentada em Los Angeles. O time norte-americano, no entanto, era superior. Mesmo com menos posse de bola (55% a 45%), Canadá somou sete finalizações e criou três grandes chances de abrir o placar.

A principal delas aconteceu aos 43 minutos. Após bate-rebate nas proximidades da área dos Bafana Bafana, Eustáquio cobrou escanteio e Modiba, da África do Sul, salvou em cima da linha após cabeceio de Bombito. No meio da confusão na área, Buchanan finalizou, e obrigou Williams a fazer defesa importante. 

Apenas um minuto depois, a equipe canadense reclamou fortemente de possível lance de pênalti. Laryea foi derrubado por Mudau. O árbitro português João Pinheiro, no entanto, marcou apenas o tiro de meta. O lance foi parecido ao do gol anulado de Vini Jr. contra a Escócia, por suposta falta cometida pelo atacante brasileiro. 

Êxtase nos acréscimos após domínio rival

O Canadá chegou ao gol da vitória nos momentos finais de uma etapa dominada pela África do Sul. A equipe amarela. Ao contrário do primeiro tempo, Canadá não conseguia dominar as ações e já não se mostrava tão capaz de chegar ao ataque com perigo.

Com 61% de posse de bola, a seleção africana empurrava o adversário para trás e se aproveitava dos erros canadenses no último terço do gramado para se manter com a bola nos pés. O anfitrião, então, aproveitou a única chance clara que teve para confirmar a vaga.

Aos 46′, já nos acréscimos, Shaffelburg avançou pelo flanco direito e cruzou na área. No rebote do corte da defesa rival, Eustáquio bateu forte depois de matar no peito, e encontrou o canto direito do goleiro Williams.  

Ficha técnica:

África do Sul 0 x 1 Canadá – segunda fase (16 avos de final) da Copa do Mundo de 2026

Data e hora: Domingo, 28 de junho de 2026, às 16h

Local: Los Angeles Stadium, Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos

Árbitro: João Pinheiro (Portugal)

Auxiliares: Bruno Jesus (Portugal) e por Luciano Maia (Portugal)

VAR: Carlos Del Cerro Grande (Espanha)

Gols: Stephen Eustáquio, aos 46 minutos do segundo tempo (Canadá)

Cartões amarelos: Nathan Saliba e Niko Sigur (Canadá)

Cartões vermelhos: (-)

África do Sul (4-2-3-1)

Williams; Mudau, Mbokazi, Okon e Modiba; Mokoena, Appollis, Sithole, Mofokeng (Thalente Mbatha)
e Maseko (Tshepang Moremi); Makgopa (Iqraam Rayners). Técnico: Hugo Broos

Canadá (4-4-2)

Crépeau; Johnston, Cornelius, Bombito (Luc De Fougerolles) e Laryea; Buchanan (Alphonso Davies), Eustáquio, Saliba (Niko Sigur) e Millar (Jacob Shaffelburg); Jonathan David e Oluwaseyi (Promise David). Técnico: Jesse Marsch

2º Fórum Quilombola Sudoeste de Emendas Participativas reúne lideranças para discutir investimentos em comunidades da região


Neste sábado, 27, aconteceu na quadra do Colégio Estadual de Tempo Integral, antigo Colégio Estadual Abdias Menezes, o 2º Fórum Quilombola Sudoeste de Emendas Participativas. O encontro reuniu lideranças e representantes de comunidades quilombolas, além de autoridades políticas.

Durante o fórum foram debatidos as principais necessidades das comunidades, afim de decidir a destinação de maquinários, veículos e outros investimentos viabilizados por emendas parlamentares dos deputados Waldenor Pereira e Zé Raimundo.

Para o deputado federal Waldenor Pereira, o   Fórum é uma forma de reparação com o povo negro da região e uma forma de decidir democraticamente para onde serão destinadas as emendas parlamentares. “Em uma plenária, as comunidades debatem a necessidade de cada benefício e onde será usado”, explica o deputado.

Vitória da Conquista possuiu 33 comunidades quilombolas, sendo 32 rurais e 1 urbana. Dessa forma, se consolida como terceiro município da Bahia com maior número de comunidades quilombolas. O diretor do Instituto Quilombola, Josezito Ferreira, afirma que as emendas participativas trazem qualidade de vida, fortalecimento da agricultura familiar, esporte e cultura dos quilombos. “Essa é uma forma de reparação com o povo negro após mais de 300 anos de escravidão”, destaca Josezito.

Além dos quilombos conquistenses, o evento também reuniu comunidades de outros municípios, como o Quilombo Tapioconga de Tremedal. Sandra Moura, representante do Tapioconga, disse que as emendas participativas dão visibilidade aos quilombos. “As nossas comunidades antes eram esquecidas e agora estamos sendo lembrados”, explica Sandra.

O deputado estadual Zé Raimundo esclarece  que o fórum de emendas participativas tem o objetivo de fortalecer as comunidades quilombolas e dar transparência a aplicação das emendas dos deputados. “Com esses debates, o cidadão entende que o deputado estadual e federal tem um valor que pode ser investido e que eles podem indicar onde esse investimento deve ser colado para trazer melhorias” explica Zé Raimundo.

Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra

No sincretismo religioso, São Pedro é tido como Orixá Xangô

Agência BrasilRio de Janeiro (RJ), 25/06/2026 – Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra.Foto: Ratão Diniz/Quilombo Mineiro Pau© Ratão Diniz/Quilombo Mineiro Pau

A segunda-feira (29) marca mais um ano em que moradores do Quilombo Urbano Mineiro Pau, localizado em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, se reúnem, a partir das 17h, em torno de uma fogueira.

A tradição começou há mais de 150 anos com Manoel Caetano Madeira, homem negro, nascido escravizado em 1841, no município de Paraíba do Sul, na divisa com o estado de Minas Gerais, cujos padroeiros eram São Pedro e São Paulo.

No sincretismo religioso, o dia de São Pedro é tido como Orixá Xangô. Mas Manoel, como escravo, não podia manifestar crenças da população negra. Viveu até os 41 anos sob o regime da escravidão, mas nunca deixou de acender a fogueira no dia 29 de junho.

“Quando ele começa a dar uma visão maior a essa fogueira, ele a chama de fogueira de São Pedro e São Paulo. Só que, intrinsecamente, ele está acendendo uma fogueira para Xangô e fazendo os seus fundamentos”, disse à Agência Brasil o bisneto de Manoel, Fausto Manoel Madeira Neto, que hoje é quem mantém a tradição

A fogueira permitia fortalecer vínculos comunitários, transmitir conhecimentos ancestrais e proteger identidades coletivas. Ao seu redor circulavam histórias, ensinamentos, afetos e formas de resistência que ajudaram gerações a manter vivas suas referências culturais.

Rio de Janeiro (RJ), 25/06/2026 – Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra Foto: Ratão Diniz/Quilombo Mineiro Pau
Quilombo mantém tradição centenária, símbolo da resistência negra. Foto: Ratão Diniz/Quilombo Mineiro Pau
Por essa razão, a Fogueira de Xangô não representa apenas uma tradição familiar, mas constitui um patrimônio vivo, uma estratégia de preservação da memória, afirmação da ancestralidade e continuidade cultural que manteve viva a chama da resistência negra.

Manoel trabalhou em fazendas de café e teve 36 filhos com quatro mulheres. E todos moravam com ele. O último tio-avô vivo foi encontrado em Vassouras, cidade do centro-sul do estado.

Ressignificação

Quando Manoel morreu, aos 105 anos, em 1946, seu filho Fausto Manoel Madeira mudou-se para o bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, onde passou a dar continuidade à tradição, fazendo a fogueira, ano após ano. Fausto Manoel Madeira entrou na umbanda e reencontrou o pai de santo ao qual Manoel o dera como presente, em Vassouras. Esse ato é semelhante ao batismo e significa consagrar uma criança à proteção de um Orixá ou guia espiritual.

Essa fogueira ganha então uma ressignificação. Quando o filho de Manoel Caetano morre, em 1988, a fogueira continua sendo acesa no quintal da casa até que Fausto Madeira Neto entrou na umbanda e deu prosseguimento à tradição. “E passei a acender essa fogueira até hoje”.

Atualmente, a fogueira é promovida pelo Terreiro de Umbanda São Pedro e São Paulo – Kabiúna do Sertão e a Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), coordenados por Fausto Neto.

“Na verdade, essa fogueira é o fundamento do nosso terreiro”. Ele herdou do avô a entidade, o nome, a macumba. “Foi a maior e mais bela herança que ele me deixou: a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho dele.”

Festa

Desde o tempo do avô, sempre houve uma festa muito grande em torno da fogueira. Depois que ele morreu, os descendentes trouxeram a fogueira para o terreiro, quando Fausto Manoel Madeira Neto assumiu todo o processo de responsabilidade.

“É uma festa muito grande. As pessoas amam. O pessoal fica aguardando. É uma festa muito esperada, um acontecimento. As crianças no quilombo ficam loucas; já estão montando bandeirinhas e reverenciam Xangô e os santos São Pedro e São Paulo”.

Segundo Fausto Neto, trata-se de uma questão de pertencimento mesmo. “A gente vive em uma comunidade majoritariamente preta; nós somos um terreiro. E a gente faz um trabalho voltado justamente para o fortalecimento da cultura antirracista, da educação, do trabalho social”. A partir do terreiro, são feitas e distribuídas 140 refeições diariamente, de segunda-feira a sábado, como marca da solidariedade existente no quilombo.

Para as crianças, tem ações educativas e a Dança do Mineiro Pau, que elas curtem e que é o nome da comunidade onde moram. Essa é uma dança folclórica e afro-brasileira, onde os participantes dançam em pares ou círculos batendo bastões de madeira ao ritmo da música. “Eu dancei o Mineiro Pau há 40 anos e a gente trouxe de volta. As crianças fazem sucesso dançando o Mineiro Pau”.

A tradição do acendimento da fogueira deixa claro que, ao longo dos anos, a chama que um dia iluminou uma família passou a iluminar toda uma comunidade. Para Fausto Manoel Madeira Neto, o encontro do dia 29 de junho é a celebração da memória, da ancestralidade, da cultura popular e da capacidade que o povo negro teve de transformar resistência em legado.

Fausto Neto tem três filhos – Pedro, Aline e Júlia – e pretende continuar acendendo a fogueira do bisavô “por mais 500 anos”, passando a tradição para seus filhos. “E os que vierem depois. Eles precisam ter essa responsabilidade e entender o que é essa fogueira. É uma tradição familiar que precisa ser passada para a frente. Ela não pode morrer”.

Programação

O Festejo Junino do Quilombo Mineiro Pau começará às 17h do dia 29. A entrada é gratuita.

A programação conta com apresentações da Dança do Mineiro Pau, jongo, música popular, comidas típicas, atividades para crianças, celebração da ancestralidade e o tradicional acendimento da fogueira que há mais de um século reúne gerações em torno da mesma chama. (Alana Gandra)

Carlão Maratonista conquista o tetracampeonato da Meia Maratona de Montes Claros e enche Condeúba de orgulho

Carlão Maratonista, sobe mais uma vez no pódio em 1° lugar, disputando na categoria membros superior

Mais uma vez, o esporte de Condeúba tem motivos de sobra para comemorar. Foi realizada nesse domingo, dia 28 de junho de 2026, na cidade de Montes Claros/MG, a corrida “Meia Maratona de Montes Claros” (José Nardel), reunindo atletas de diversas regiões em uma das mais importantes provas de rua do calendário esportivo da região.

E, mais uma vez, quem brilhou foi o grande representante de Condeúba: Carlão Maratonista, que venceu mais uma disputa e sagrou-se tetracampeão da competição na categoria Membros Superior, consolidando seu nome entre os maiores atletas veteranos do atletismo regional.

A conquista reafirma a extraordinária trajetória de Carlão Maratonista, um esportista que não se cansa de superar desafios e de levar o nome de Condeúba ao lugar mais alto do pódio. Com disciplina, dedicação e uma paixão inabalável pelo esporte, ele acumula títulos, medalhas e importantes resultados em competições realizadas por toda a Bahia, Minas Gerais e outros estados, tornando-se um verdadeiro exemplo de perseverança e inspiração.

Cada vitória conquistada por Carlão representa muito mais do que uma medalha. Ela simboliza o esforço diário, os treinamentos intensos e a determinação de um atleta que, mesmo veterano, continua competindo em alto nível e demonstrando que talento, preparo físico e força de vontade não têm idade.

O tetracampeonato na Meia Maratona de Montes Claros reforça sua condição de referência no atletismo e enche de orgulho toda a população condeubense, que acompanha com admiração a brilhante carreira desse mega campeão.

Parabéns ao grande Carlão Maratonista, que segue escrevendo uma história de sucesso no esporte, elevando o nome de Condeúba por onde passa e provando, a cada competição, que os verdadeiros campeões são aqueles que nunca deixam de acreditar em seus sonhos. Que esta seja mais uma de muitas conquistas que ainda virão para esse extraordinário atleta, orgulho do povo condeubense.

O sorriso de Zé Maria é o retrato da alegria do povo de Condeúba. Justíssima a homenagem que a cidade lhe prestou.

José Maria Aires Vieira conhecido também por (Zé de Olavo)

O ilustre prefeito de Condeúba, Micael Silveira, foi muito feliz ao homenagear Zé de Olavo, José Maria, como queiram chamá-lo. Mais do que justa, foi a homenagem que o Executivo da nossa terra prestou a essa figura querida, admirada e amada por todos.

O reconhecimento foi geral, unânime. A cidade entendeu que, apesar de tantas pessoas ilustres da nossa querida Condeúba, ninguém poderia ser lembrado com mais justiça para representar o espírito do povo condeubense justamente quando a cidade está envolvida no clima de alegria, de festa e, ao mesmo tempo, de saudade por ter perdido, de forma tão prematura, o nosso querido Zé.

Toda a família de Zé sentiu-se confortada, porque sabe perfeitamente que ele deixou um legado para a cidade e para todos aqueles que frequentam Condeúba nos seus momentos festivos. Zé escreveu uma bonita história. Era um homem de fé, alegre, feliz e dono de mãos verdadeiramente mágicas, capazes de transformar um simples pedaço de chita em um belíssimo arranjo.

Com flores, naturais ou artificiais, ele sabia, como poucos, criar cenários coloridos, cheios de beleza e sensibilidade. Por isso, nada mais feliz do que essa iniciativa da Prefeitura, quando todo o povo de Condeúba, por meio desse gesto institucional do prefeito Micael Silveira, prestou sua homenagem a um dos seus filhos mais queridos.

Zé, você partiu, irmão. Partiu apenas a matéria. O seu espírito alegre, sincero, generoso e inconfundível permanecerá eternamente entre todos nós, nos seus familiares, nos seus amigos e na memória da nossa cidade.

Condeúba continuará sorrindo ao lembrar de você. Nas grandes festas da nossa terra, sua imagem estará sempre presente, porque homens como você jamais são esquecidos.

Zé, esteja em paz, querido.

Agito Geral