O jovem Ítalo Neves Aranha, de 26 anos – Foto: WhatsApp
O jovem Ítalo Neves Aranha, de 26 anos, morreu neste sábado (05) após passar cerca de duas semanas internado no Hospital Geral de Guanambi (HGG). O jovem deu entrada na unidade de saúde em estado grave na noite de 21 de agosto, após se envolver em uma colisão com um automóvel no bairro Sol Nascente.
Na ocasião do acidente, por volta das 18h38, Ítalo pilotava uma moto CG 160 Fan pela Avenida Hidevaldo Alves Boa Sorte, no sentido centro da cidade, quando colidiu contra um Fiat Palio. O condutor do carro fugiu da cena da batida sem prestar auxílio à vítima, e as causas do acidente continuam sob apuração das autoridades policiais da região.
Socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o jovem foi transportado em uma UTI móvel diretamente para a unidade hospitalar. Exames detalhados realizados durante a internação apontaram fraturas na terceira vértebra cervical e em uma costela, além de contusão pulmonar e traumatismo craniano leve. Em decorrência do trauma, a equipe médica também precisou submetê-lo a um procedimento cirúrgico para a retirada do baço.
Apesar de todos os cuidados prestados na UTI do HGG, o estado de saúde do rapaz se agravou e ele não resistiu às complicações decorrentes dos ferimentos. Ítalo era natural de Guanambi e atuava como pintor profissional na cidade.
A Polícia Militar, por meio do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), registrou três ocorrências relacionadas à violência contra a mulher em Guanambi, entre a noite de sexta-feira (4) e a madrugada deste sábado (5).
O primeiro caso foi atendido por volta das 20h57, no bairro Monte Pascoal. Uma adolescente de 15 anos relatou aos policiais ter sido agredida pelo marido, de 20 anos, durante um desentendimento. Segundo a ocorrência, a vítima informou ter recebido um tapa no rosto. Ela recebeu orientações sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e os procedimentos legais disponíveis, mas informou que não desejava representar criminalmente contra o autor naquele momento.
Já durante a madrugada, por volta das 00h40, policiais foram acionados para atender uma denúncia de ameaça no distrito de Mutans. Uma mulher de 44 anos relatou que um homem de 60 anos esteve em frente à sua residência, onde teria feito ameaças e proferido ofensas. O suspeito deixou o local antes da chegada da guarnição. A vítima também recebeu orientações sobre as medidas legais cabíveis e informou não desejar representar criminalmente naquele momento.
A terceira ocorrência foi registrada por volta das 3h25, no bairro BNH. Uma mulher de 28 anos relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro enquanto estava acompanhada do irmão em frente a um estabelecimento. Segundo o relato, o homem teria desferido socos contra a vítima e, durante a intervenção do irmão dela, o ameaçado com uma faca.
Os policiais realizaram buscas pela região, mas o suspeito não foi localizado. A vítima foi orientada a procurar a Delegacia Territorial para formalizar a ocorrência e adotar as providências legais.
Amazônia tem 1,79 milhão de hectares com potencial de recuperação
Agência BrasilFoto: André Villas Bôas/ISA
No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas destacam a urgência de investimento na restauração de terras degradadas em territórios indígenas, o que significa ir além do plantio de árvores ou da recomposição da vegetação perdida.
A recuperação pode proteger nascentes, aumentar a segurança alimentar, trazer de volta espécies usadas pelas comunidades, fortalecer conhecimentos tradicionais e gerar renda.
A discussão ganha mais importância no momento em que o Brasil amplia suas metas de recuperação de áreas degradadas. Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, o país apresentou o compromisso de restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados até 2030.
Parte do esforço deverá alcançar territórios indígenas.
Dados do TerraClass de 2022 indicam que as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, predominantemente ocupadas por pastagens. Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração.
Para a líder do povo Kaingang, Diana, a participação indígena muda até a definição do que é restaurar. Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal
Também foram identificados 840,5 mil hectares de vegetação secundária. Somadas às áreas degradadas, elas representam um potencial de restauração estimado em 1,79 milhão de hectares dentro de terras indígenas da Amazônia.
Apesar das pressões, esses territórios continuam entre as áreas mais conservadas do país. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento do MapBiomas divulgado em 2026, apenas 1,7% de toda a perda de vegetação nativa registrada no Brasil entre 2019 e 2025 ocorreu dentro de terras indígenas.
A indígena do povo Kaingang e especialista da The Nature Conservancy Brasil (TNC), Diana Nascimento, diz que os números de hectares recuperados não são suficientes para medir o sucesso de uma iniciativa. É preciso também participação ativa dos que vivem nos territórios.
“Quando os povos indígenas assumem o protagonismo da restauração, o território deixa de ser visto apenas como uma área onde precisamos recuperar vegetação e passa a ser entendido a partir de sua relação com as pessoas, a cultura, a alimentação, os conhecimentos tradicionais e os modos de vida”, afirma.
Segundo Diana, a participação indígena muda até mesmo a definição do que é restaurar.
“Não se trata apenas de quantos hectares foram restaurados ou quantas árvores foram plantadas, mas de entender quais espécies são importantes para aquele povo, quais alimentos e conhecimentos precisam ser recuperados, quais áreas são prioritárias e o porquê, e ainda como essa restauração pode contribuir para fortalecer a gestão e a autonomia do território”, explica Diana.
Onde restaurar
A definição das áreas prioritárias é um dos desafios diante da extensão dos territórios e da limitação de recursos. Uma área muito degradada, por exemplo, não será necessariamente aquela capaz de produzir os maiores benefícios para uma determinada comunidade.
Para ajudar nesse planejamento, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desenvolveu um sistema integrado de informações para apoiar decisões sobre conservação e restauração em terras indígenas.
A iniciativa reúne dados sobre degradação, segurança hídrica, biodiversidade, mudanças climáticas, governança territorial, sustentabilidade, educação e saúde, entre outros fatores. O sistema foi desenvolvido em parceria com a TNC Brasil, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o programa britânico UK PACT.
Guillermo Florez Montero, líder de Ciência de Dados da TNC Brasil, explica que a ferramenta permite combinar diferentes variáveis e atribuir pesos a elas conforme os objetivos de cada projeto. Uma terra indígena com áreas de preservação permanente, cabeceiras de rios ou matas ciliares degradadas pode receber prioridade mesmo sem apresentar o maior nível de degradação.
“Podemos considerar áreas localizadas em regiões com maior insegurança hídrica, a partir do índice de segurança hídrica, ou mais ameaçadas pelo fogo, outro critério presente no sistema. Dessa forma, conseguimos construir modelos customizados”, explica.
O sistema utiliza uma metodologia de análise multicritério, pela qual o usuário seleciona as variáveis e estabelece a importância relativa de cada uma. O resultado é um índice comparativo que ajuda a indicar quais territórios merecem maior atenção diante de determinado objetivo.
Florez ressalta, entretanto, que o resultado matemático não substitui a decisão das comunidades.
Guillermo, da TNC Brasil, ressalta que resultado matemático não substitui decisão das comunidades. Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal
“O modelo pode indicar uma terra indígena específica para a implementação de determinado projeto. Mas, se a liderança não quiser, não estiver interessada ou se a iniciativa não estiver entre as prioridades da gestão daquele território, isso deverá ser respeitado”, garante.
A ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, quando surgirem recursos destinados à recuperação de áreas degradadas ou projetos de restauração com finalidade produtiva.
“Se tenho um território com altíssima insegurança alimentar, por exemplo, posso priorizar a restauração socioprodutiva nessa área, desde que as demais condições necessárias também sejam atendidas”, diz.
Restaurar cultura e alimento
Segundo Diana, povos indígenas acumulam conhecimentos transmitidos entre gerações sobre sementes, espécies nativas, ciclos naturais, períodos de plantio e colheita, manejo dos solos, plantas medicinais e alimentos tradicionais.
As mulheres indígenas, acrescenta, têm papel especialmente importante em muitos territórios por sua atuação na produção de alimentos, conservação de sementes e transmissão de conhecimentos.
“Valorizar esse conhecimento pode contribuir para recuperar espécies e alimentos tradicionais, fortalecer a segurança alimentar, aumentar a resiliência das comunidades, ao mesmo tempo que conservam grandes áreas de biodiversidade”, afirma.
Para ela, o conhecimento tradicional não deve ser colocado em oposição ao conhecimento técnico.
“Quando conhecimentos tradicionais e conhecimentos técnicos dialogam, podemos encontrar soluções mais adequadas às características de cada território”, diz.
“A restauração, portanto, pode ser também um processo de recuperação de conhecimentos, práticas culturais, sementes, alimentos e relações com o território”, complementa Diana.
Prevenção
Mineração, fogo, expansão de pastagens e outras formas de alteração do uso da terra atingem de maneiras diferentes cada território. Por isso, as ações de restauração precisam estar associadas à prevenção de novos impactos e ao fortalecimento da gestão territorial.
A existência de instrumentos de gestão ambiental e territorial indígena, a disponibilidade de água, a vulnerabilidade às mudanças climáticas e as condições de saúde das comunidades estão entre os critérios considerados pelo sistema desenvolvido pela Funai e parceiros.
A proposta está alinhada à Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e também dialoga com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê recuperar 12 milhões de hectares até 2030.
Para Diana, fortalecer as próprias comunidades deve ser entendido como parte do processo.
“Um território com uma governança fortalecida e comunidades mais resilientes tem maior capacidade de conservar seus recursos naturais, enfrentar as pressões externas e responder aos impactos das mudanças climáticas”, avalia.
No dia 09 de setembro, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista, recebe uma programação especial em celebração ao Centenário da Coluna Prestes (1926–2026).
A atividade contará com a presença de Luiz Carlos Prestes Filho para uma roda de conversa sobre “A Coluna Prestes nos Sertões Baianos”, promovendo um encontro entre história, memória e reflexão sobre a passagem do movimento pelo interior da Bahia.
📅 09 de setembro de 2026 (quarta-feira) ⏰ 16h às 18h 📍 Auditório 01 do Módulo Luizão – UESB 📌 Vitória da Conquista/BA 🎙️ Convidado: Luiz Carlos Prestes Filho.
A ação é realizada em parceria com o Colegiado do Curso de História, Departamento de História, ProfHistória e LEDISAR/UESB, contando também com a parceria de Joandina Maria, Paula Ferreira e Yan Roberto.
Um encontro aberto à comunidade acadêmica e ao público interessado em conhecer e refletir sobre um dos mais importantes acontecimentos da história política e social brasileira.
Sra. Maria Augusta de Souza conhecida por “Maria de Quelé” faleceu aos 105 anos de idade
É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento da Sra. Maria Augusta de Souza conhecida por “Maria de Quelé” aos 105 anos de idade, ocorrido na madrugada deste sábado dia 5 de setembro de 2026 às 02h. Sra. Maria era viúva do Sr. Clemente com quem teve 10 filhos: Milton, Valdo, Ademar, Neguinho, Eldir, (In memoriam – Souza, Oscar, Gileno, Elenita e Ilda), deixou ainda muitos netos, bisnetos e tataranetos.
O corpo está velado na sua residência, na Faz. Araçás. O sepultamento será amanhã cedo domingo dia 6 às 07h, no Cemitério Municipal da Fazenda Grama. A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
NOTA:– Aos 105 anos, morreu Maria Augusta de Souza, a querida Maria de Quelé.
Uma vida longa, marcada pela força, pela coragem, pelo trabalho e, sobretudo, pelo amor à família. Dona Maria de Quelé parte deixando uma história que ultrapassa gerações e que permanecerá viva na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.
Mãe de dez filhos, ela foi durante toda a sua caminhada uma verdadeira esteio do lar, uma mulher de fibra, dedicada à família e dotada de uma força que impressionava. Ao longo de mais de um século de existência, acompanhou as transformações do tempo e viu sua família crescer e se multiplicar, deixando como maior patrimônio os valores, os ensinamentos e o exemplo de vida que transmitiu aos seus.
Vieram os filhos, depois os netos, os bisnetos e os tataranetos — uma grande descendência construída sob a proteção e o exemplo de uma mulher exemplar, forte e de extraordinário vigor.
Chegar aos 105 anos é, por si só, uma trajetória extraordinária. Mas a história de Maria de Quelé vai muito além da longevidade. Ela representa uma geração de mulheres que enfrentaram as dificuldades da vida com coragem, que fizeram da família sua maior missão e que, mesmo diante das adversidades, encontraram forças para seguir em frente.
Maria de Quelé foi presença, foi referência, foi alicerce. Seu colo, sua palavra, sua firmeza e seu jeito de conduzir a vida permanecerão como lembranças preciosas para toda a família.
Hoje, seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos, demais familiares e amigos se despedem com a dor da ausência, mas também com a gratidão por tudo aquilo que ela representou e por ter vivido uma existência tão rica em experiências e histórias.
A partida de Maria Augusta de Souza encerra uma longa caminhada terrena, mas não apaga o legado de uma mulher que ajudou a construir gerações.
Fica a saudade. Fica o exemplo. Fica a história.
Dona Maria de Quelé viveu 105 anos — e deixou uma marca que o tempo não será capaz de apagar.
À família enlutada, a Folha de Condeúba manifesta seus mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade, rogando a Deus que conforte o coração de todos neste momento de profunda dor.
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família da Sra. Maria, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dela, descanse em paz, nas graças de Deus Sra. Maria.
Sr. Odílio José da Silva, faleceu aos 82 anos de idade
É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento do Sr. Odílio José da Silva aos 82 anos de idade, ocorrido na tarde desta sexta-feira dia 4 de setembro de 2026. Sr. Odílio deixou viúva e não teve filhos. O corpo está sendo velado na sua residência na Faz. Bandarra, o sepultamento será hoje sábado dia 5, às 16h no Cemitério Municipal da Cordóvia.A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.
Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do Sr. Odílio na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças de Deus Sr. Odílio.
Um recém-nascido foi encontrado dentro de uma cesta de lixo no banheiro de uma feira localizada no centro de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), na quinta-feira (3). A ocorrência mobilizou policiais militares e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como abandono de incapaz.
De acordo com as informações iniciais repassadas pela Polícia Militar, a mulher que seria mãe da criança estava em uma barraca da feira quando entrou em trabalho de parto. Ela teria seguido até o banheiro do local, onde deu à luz.
Após o nascimento, conforme o relato preliminar, a mulher teria colocado o bebê em uma cesta de lixo e deixado o local. A situação foi descoberta posteriormente, quando o recém-nascido foi localizado.
Policiais militares que atenderam à ocorrência prestaram os primeiros cuidados à criança e acionaram uma equipe do Samu. O bebê foi levado para uma maternidade de Camaçari, onde passou a receber atendimento médico. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do recém-nascido.
A ocorrência foi registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Camaçari. Segundo a Polícia Civil, diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar a mulher apontada como responsável pela criança.
O ex-prefeito de Xique-Xique, Reinaldo Teixeira Braga Filho, terá que devolver aos cofres municipais R$8,9 milhões, em razão de danos causados ao erário durante os exercícios de 2017 a 2019. A decisão foi tomada pelos conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) na sessão desta quinta-feira (03), ao julgar um processo de denúncia. O conselheiro Paulo Rangel, relator da ação, também aplicou multa de R$ 6 mil ao gestor e determinou o envio de representação ao Ministério Público Estadual para que seja apurada a prática de ato ilícito.
A denúncia foi apresentada pelo então vereador Edgardo Pessoa da Silva Filho que questionou a correção da contratação da “Cooperativa de Trabalho em Assistência Social e Saúde do Estado da Bahia” (Coopasaud) para prestar serviços técnicos em diversas secretarias municipais. Entre as irregularidades por ele apontadas estavam a terceirização de profissionais para funções que fazem parte da estrutura de cargos efetivos do município, além de falhas no planejamento, na fiscalização e no acompanhamento dos serviços contratados.
Entre 2017 e 2019, a Prefeitura de Xique-Xique pagou R$22.269.939,43 à “Coopasaud” pela terceirização de profissionais de saúde. Desse montante, R$8.907.975,77 foram registrados como despesas com insumos. Contudo, em razão da ausência de comprovação da aplicação destes insumos pela cooperativa, por via de consequência, conclui-se pela existência de superfaturamento nos pagamentos feitos pela municipalidade – razão pela qual foi determinado o ressarcimento do valor aos cofres municipais.
Além disso, a fiscalização identificou irregularidades, como o superfaturamento de despesa pública, ausência comprovação de pagamento de adicional de insalubridade e de repouso anual remunerado aos cooperados, falta de designação de fiscal para o contrato e atuação inconsistente do sistema de controle interno.
Em seu voto, o conselheiro Paulo Rangel considerou irregular a contratação de profissionais terceirizados para funções que já faziam parte da estrutura de cargos efetivos do município. A auditoria identificou, inclusive, vagas disponíveis para cargos como técnico de enfermagem, médico e nutricionista. Para o relator, a situação indicava que a terceirização estava sendo utilizada em lugar do preenchimento dos cargos por concurso público. A defesa argumentou que a contratação atendia a uma necessidade temporária, mas o conselheiro destacou que o contrato teve início em 2017 e permaneceu em vigor, o que afastaria o caráter temporário alegado.
Para o relator, as irregularidades demonstraram falhas relevantes na execução e no controle do contrato, além de comprometerem a adequada aplicação dos recursos públicos.
O Governo da Bahia criou o Refúgio da Vida Silvestre Serra da Chapadinha, unidade de conservação de proteção integral que abrange aproximadamente 18 mil hectares entre os municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia, na Chapada Diamantina. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (31).
A área foi criada para preservar ambientes naturais e proteger espécies da fauna e da flora, além de garantir condições para reprodução e manutenção da biodiversidade.
O decreto estabelece que um Plano de Manejo deverá ser elaborado em até cinco anos. Enquanto o documento não for concluído, ficam proibidas atividades que possam comprometer a conservação da área, como mineração, caça, introdução de espécies invasoras e uso de substâncias que prejudiquem os atributos naturais do local.
A unidade também poderá receber ações de educação ambiental, visitação, atividades culturais e recreativas, fiscalização, combate a incêndios, recuperação de áreas degradadas e monitoramento ambiental, desde que sejam compatíveis com os objetivos de preservação.
A Caixa Econômica está oferecendo aos clientes pessoa física a possibilidade de parcelamento de transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível para as transações feitas diretamente no App CAIXA.
A medida é realizada por meio de contratação de crédito, no momento da transação. A CAIXA já disponibiliza outras ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático, Pix por Aproximação via Google Pay.
O banco público informou que para os clientes com limite disponível, os valores para contratação variam entre R$ 300 e R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros conforme relacionamento com o banco.
As condições da operação estão disponíveis no aplicativo do banco. O cliente pode concluir a transação e realizar a transferência Pix com uma autenticação, mas é necessário atualizar o App CAIXA para a versão mais recente.
“Antes da confirmação da operação, o cliente visualiza informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF, podendo comparar e avaliar de forma transparente o impacto da operação em seu orçamento. A disponibilização da linha de crédito ocorre mediante análise de risco realizada pela CAIXA e depende da existência de limite disponível para contratação”, informou a Caixa.