Assembleia aprova a transformação das Associações do Olho d’Água e do Baixão em Quilombolas
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Na manhã deste domingo, 2 de novembro de 2025, foi realizada uma importante assembleia na Comunidade de Olho d’Água, reunindo as duas associações locais — a ATRACANA e a Associação do Baixão. O encontro teve como principal pauta a aprovação para que ambas se tornem associações quilombolas.
O evento contou com a presença de Cleide, coordenadora do Sintraf de Barra do Choça; Josezito coordenador do Instituto Quilombola do Sudoeste Baiano – IQSB Luiz Roberto com sede em Vitória da Conquista e Marinaldo Carvalho engenheiro agrônomo e assessor do Instituto Quilobola do Sudoeste Baiano – IQSB Luiz Roberto. Estiveram presentes ainda Luciano, presidente da Associação Quilombola do Tamboril, e Jovinho Coutinho, que é membro da Associação Quilombola do Riacho Seco e presidente do Diretório Municipal do PT de Condeúba.
As associações locais foram representadas por seus respectivos presidentes: Hélio Carlos, da Associação do Baixão, e Roseli, da Associação do Olho d’Água**.
Durante o encontro, foram realizadas duas palestras de grande relevância. O primeiro palestrante, José Zito, abordou temas ligados à história e à luta do povo negro, destacando os mais de 300 anos de escravidão no Brasil e o papel da resistência quilombola ao longo da história.
Em seguida, Marinaldo Carvalho fez uma explanação sobre a origem dos quilombos, explicando que eles surgiram a partir dos “mucambos”, abrigos formados por pequenos grupos de escravos fugitivos, que aos poucos se uniam até formar comunidades maiores. Ele também comentou sobre o Decreto-Lei nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, que regulamenta o processo de reconhecimento das comunidades quilombolas, além de relembrar a importância da Lei que instituiu o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), em homenagem a Zumbi dos Palmares.
Ao final da assembleia, o presidente Hélio Carlos colocou em votação a proposta para que as comunidades do Olho d’Água e do Baixão se tornem oficialmente quilombolas. A decisão foi aprovada por ampla maioria, com apenas um voto contrário.
Com isso, foi dado início ao processo formal de reconhecimento das duas comunidades como quilombolas, um passo histórico e significativo para o fortalecimento da identidade, da cultura e dos direitos do povo negro na região.
Fotos: Oclides/JFC




































































