Dia: 23 de Agosto, 2025

Homem de 40 anos morre em acidente de trabalho no aterro sanitário em Caetité

Homem de 40 anos morre em acidente de trabalho no aterro sanitário em Caetité

Na manhã desta sexta-feira (22), por volta de 8h30, um homem morreu em um acidente de trabalho na cidade de Caetité. Robson Silva Moreira, de 40 anos, estava entre um caminhão-caçamba e uma escavadeira hidráulica, nas dependências do aterro sanitário administrado pela empresa CBR Central de Valorização de Resíduos, quando o acidente ocorreu.

Uma testemunha relatou à Polícia Militar que, no momento em que a escavadeira realizava o transporte de rolos de geomembrana, Robson subiu por uma escada até a carroceria do caminhão. Durante a operação, um dos materiais teria atingido a vítima, que caiu ao solo com ferimentos fatais. O Samu 192 foi acionado, mas apenas atestou o óbito do trabalhador no local.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Guanambi. Robson residia na Avenida Professora Marlene Cerqueira, no Bairro Prisco Viana. A Polícia Civil instaurou um inquérito e investiga o caso.

Em nota enviada, a empresa CRV Alto Sertão manifestou profundo pesar pelo acidente fatal e assegurou que está prestando total suporte à família e aos colegas de trabalho que integram a unidade. A empresa informou que todas as autoridades competentes foram acionadas e a organização está integralmente disponível para contribuir com a apuração rigorosa do acontecido e suas causas. Ademais, destacou o seu compromisso com a saúde e segurança dos trabalhadores.

“A CVR Alto Sertão reafirma o seu compromisso com a segurança e saúde dos seus colaboradores. A empresa possui rigorosos protocolos de segurança, investe constantemente em prevenção de acidentes e/ou intercorrências e, diante do fato ocorrido, reforçará as orientações voltadas à segurança e revisão dos procedimentos, além das medidas preventivas necessárias, para que fatos como este não voltem a acontecer”, ressaltou, na nota.

De cada 10 residências no país, 3 não têm esgoto ligado à rede geral

De cada 10 residências no país, 3 não têm esgoto ligado à rede geral

Dos cerca de 77 milhões de domicílios que o Brasil tinha em 2024, 29,5% não tinham ligação com rede geral de esgoto. Isso representa três em cada dez. Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento compara a situação de 2024 à de 2019. Cinco anos antes, o país tinha 68% dos lares ligados à rede geral e 32% sem ligação. O grupo de 70,4% dos domicílios com acesso à rede geral inclui os endereços com ligação do banheiro a uma rede coletora e ainda as residências com fossa séptica ligada à rede.

Caetité: Corpo de homem de 65 anos foi encontrado dentro de residência

Corpo de homem de 65 anos é encontrado dentro de residência em Caetité

Nesta quinta-feira (21), policiais da 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionados para verificar a denúncia de um corpo encontrado dentro de uma residência localizada na Rua Coração de Maria, no Bairro Ovídeo Teixeira, em Caetité.

No local, foi identificado se tratar de João Pereira, 65 anos, encontrado sem vida no local. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado e realizou os procedimentos de praxe na casa, removendo o corpo para o Instituto Médico Legal (IML) em Guanambi. O caso está sendo investigado pela Delegacia Territorial de Caetité.

‘Operação Voo Livre’ desarticula tráfico interestadual de animais silvestres

‘Operação Voo Livre’ desarticula tráfico interestadual de animais silvestres
Foto – Divulgação
Quatro integrantes de uma organização criminosa estruturada que atua no tráfico interestadual de animais silvestres foram presos na manhã desta sexta-feira, dia 22, pela “Operação Voo Livre”. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio da Promotoria de Justiça de Poções, com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal.
Também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Poções, Iguaí e Boa Nova. Foram presos um comerciante e principal articulador das vendas, dois homens envolvidos na captura e auxílio às vendas e um outro responsável pelo transporte interestadual dos animais.
A operação resgatou ainda centenas de aves, como papa capim, sabiá, chorão e pássaro preto, e apreendeu motocicletas utilizadas nas atividades de captura dos animais. Para o promotor de Justiça Mateus Alves Cavalcanti, a ação, além de ser importante para a conservação da fauna silvestre, coíbe a atuação do mercado clandestino e ilegal das aves na feira livre de Poções e em outros estados, nos quais os animais são vendidos.
Segundo as investigações, o município de Poções é o ponto central de distribuição, com rotas estabelecidas principalmente para o estado de São Paulo. O foco dos criminosos são aves capturadas no Parque Nacional de Boa Nova.
As investigações apontam que eles realizam a captura das aves silvestres em áreas de preservação, armazenamento em residências urbanas, comercialização em feiras livres de Poções e transporte interestadual via ônibus de linha, com aliciamento de passageiros para assumir responsabilidade pelos animais durante fiscalizações.

 

Lula cobra financiamento robusto para combate às mudanças do clima

“Eu quero ver quem vai dar o dinheiro”, disse o presidente na Colômbia
Agência Brasil

Bogotá, 22/08/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro dos Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica com a Sociedade Civil e Comunidades Indígenas, no Plaza de Armas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (22), a falta de comprometimento dos países ricos com o enfretamento à mudança do clima e cobrou que as decisões acordadas no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive financeiras, sejam tratadas com seriedade. Ele participou, em Bogotá, na Colômbia, de encontro de líderes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Lula busca o engajamento dos países amazônicos para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, da sigla em inglês), que será lançado durante o evento em novembro, em Belém (PA). O fundo será um mecanismo de financiamento destinado a preservar esses biomas florestais, presentes em cerca de 70 países, e que são cruciais para a regulação do regime de chuvas e captura de carbono na atmosfera.

“Em toda COP que a gente vai, se toma muitas decisões e depois elas não são executadas. Poucos países se matam para tentar cumprir as decisões. Outros não dão a menor importância e outros, depois que termina a COP, negam a assinatura de acordo”, criticou Lula.

“Precisamos de uma nova governança mundial. Se a ONU é o lugar que criamos para tratar dos temas mais importantes da humanidade, é lá que a mudança do clima deve estar. Vamos trabalhar para que se crie um conselho de clima capaz de mobilizar os países a efetivarem seus compromissos”, acrescentou.

Financiamento

O presidente cobrou novamente dos países mais ricos um financiamento mais robusto para o combate às mudanças do clima, para além dos US$ 300 milhões por ano prometidos na COP29, em Baku, no Azerbaijão. “É preciso que aqueles que acham que tem que manter a floresta em pé de toda forma ajudem a pagar para que a gente possa manter essa floresta em pé”, disse.

“Toda vez que alguém tenta me convencer que tem dinheiro para resolver esse problema, eu fico me perguntando: ‘Eu quero ver quem vai dar o dinheiro’. Porque de promessa nós estamos cheios”, declarou o presidente brasileiro, também cobrando dos países ricos metas ambiciosas de redução de gases de efeito estufa em suas localidades.

“O futuro do bioma não depende só dos países amazônicos, mas mesmo que mais nenhuma árvore seja derrubada, a floresta continuará em risco, se o resto do mundo não avançar na redução de gases de efeito estufa”, disse.

Soberania

Em encontro dos presidentes com entidades indígenas e da sociedade civil, Lula argumentou que, ao propor soluções para a Amazônia, é preciso considerar as populações que vivem na região, como os próprios indígenas, pescadores, extrativistas e pequenos trabalhadores rurais. Ele voltou a dizer que será uma oportunidade para que os tomadores de decisões conheçam a floresta de perto.

“A gente tem que manter a floresta em pé e os trabalhadores e indígenas que moram lá, vivos. É isso que nos interessa nessa COP30, quem vai fazer o quê. Porque senão é importante a gente fazer outra coisa do que fazer as COP, gastar uma fortuna para fazer a COP e depois o resultado é quase zero”, disse.

“A gente está fazendo na Amazônia em situações [mais inferiores]… não é como Paris, não é como Dubai, não vai ser no lugar chique desse, é a Amazônia. E a gente quer que as pessoas vejam a real situação das florestas, dos nossos rios, dos nossos povos que moram lá, para a gente saber que nós temos uma tarefa quase que hercúlea para que a gente possa cuidar dessa questão climática”, acrescentou Lula.

Em seu discurso, o presidente brasileiro também fez referência às ações de governo dos Estados Unidos de enviar navios de guerra para a costa da Venezuela, no sul no Caribe, com o argumento de enfrentar ameaças de cartéis de drogas latino-americanos. Para Lula, isso é um pretexto para intervir nos países da região.

“Há muito tempo que os países ricos nos acusam de não cuidar da floresta. Aqueles que poluíram o planeta tentam impor modelos que não nos servem, utilizam a luta contra o desmatamento como justificativa para o protecionismo, usam o combate ao crime organizado como pretexto para violar nossa soberania. Mas está chegando o momento de mostrar ao mundo a realidade da Amazônia. Ela não é só feita de árvores, é também de gente que vive e respira todos os dias”, disse.

Crime organizado

Lula disse ainda que vai convidar os presidentes dos países amazônicos para participar da inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus (AM), no dia 9 de setembro. Para ele, a preservação do meio ambiente também passa pelo combate ao crime organizado, que tem entre suas práticas o garimpo ilegal.

“[O centro] é uma coisa muito importante para combater o garimpo legal, o narcotráfico, o contrabando de armas e para combater qualquer outra coisa que nos perturbe”, disse.

“O povo amazônico merece viver livre da violência. Violência que destrói a floresta e envenena as águas, que acaba com o sustento dos pescadores e dos extrativistas, que expulsa indígenas de suas terras e ribeirinhos das suas casas, que tira a vida de quem luta pela Amazônia, como Chico Mendes, Dorothy Stang, Bruno Pereira e Dom Phillips e tantos outros”, completou o presidente.

BB tomará providências judiciais após ataques bolsonaristas

Postagens em redes sociais pedem retirada de recursos de banco
Agência Brasil

Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta sexta-feira (22) que tomará ações judiciais após ataques bolsonaristas em redes sociais. Postagens com fake news sobre a existência de sanções estrangeiras e de bloqueio de ativos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recomendam a retirada de recursos da instituição financeira.

Em nota enviada à Agência Brasil, o banco informou ter identificado o surgimento de “publicações inverídicas e maliciosas que disseminam informação em redes sociais, com o objetivo de gerar pânico e induzir a população a decisões que podem prejudicar a sua saúde financeira”.

“Declarações enganosas ou inverídicas que tenham como objetivo prejudicar a imagem do Banco do Brasil não serão toleradas. O banco tomará todas as medidas legais cabíveis para proteger sua reputação, seus clientes e seus funcionários”, ressaltou o BB no comunicado.

A nota lembrou que a Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional, pune com multa e pena de dois a seis anos de reclusão quem divulga informações falsas ou incompletas sobre instituições financeiras.

A instituição enviou um ofício à Advocacia-Geral da União (AGU) em que pede a tomada de medidas jurídicas cabíveis. No entanto, a nota do BB não menciona diretamente o documento.

Conformidade

O comunicado ressaltou que o Banco do Brasil atua em plena conformidade com a legislação brasileira, as normas dos mais de 20 países onde está presente e os padrões internacionais que regem o sistema financeiro. “Com mais de 80 anos de atuação no exterior, a instituição acumula sólida experiência em relações internacionais e está preparada para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais”, destacou o BB.

O banco informou que tem assessoramento jurídico especializado para garantir atuação alinhada às melhores práticas de governança, integridade e segurança financeira. A instituição reforçou o compromisso em oferecer soluções responsáveis, seguras e sustentáveis para todos os seus públicos.