Dia: 27 de Julho, 2025

Governador Valadares/MG: O atleta condeubense Beto Maratonista venceu a corrida da Polícia Militar

Atleta condeubense sagra-se campeão em Governador Valadares, correndo na categoria de 40 a 49 anos

Foi realizada em Governador Valadares/MG, a corrida do Batalhão da Polícia Militar Bravo Torres. Atleta de Condeúba Beto Maratonista conquistou o 1° Lugar na sua categoria de 40 a 49 anos.

Nossos agradecimentos ao apoio dado pelo Positivo Móveis/Algo mais/Posto Condeúba/DCA Transporte s/ Biofarma/ Folha de Condeúba pelo apoio publicitário.

Motoristas foram autuados por dirigirem embriagados na BA-262

Brumado: Motoristas foram autuados por dirigirem embriagados na BA-262

Dois motoristas foram autuados por dirigirem embriagados na sexta-feira (25) e neste sábado (26), na BA-262, trecho do município de Brumado. As ações foram realizadas por policiais da 2ª Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv).

De acordo com a PM, na sexta, o condutor não obedeceu à ordem de parada emitida no posto policial e tentou seguir pela rodovia, sendo alcançado pela guarnição logo em seguida. Ao ser submetido ao teste do etilômetro, foi registrado resultado de 0,07 mg/L, o que configura infração.

O motorista foi autuado e o veículo foi liberado e entregue a um condutor habilitado. Já neste sábado, o condutor foi convidado a realizar o teste do etilômetro, tendo como resultado positivo de 0,08mg/L. Dessa forma, o condutor foi autuado conforme o artigo 165 do CTB e o veículo liberado e entregue a um condutor devidamente habilitado.

Jundiaí/SP: Atleta condeubense Carlão Maratonista, foi tetra campeão e deu show de corrida

O atleta condeubense Carlão Maratonista, foi tetra-campeão nos 10 km em Jundiaí/SP.

Foi realizado na cidade de Jundiaí/SP., a corrida de ruas  “Live Run” 10km. O atleta condeubense Carlão Maratonista, participou da disputa, correndo na categoria especial membro superior, conseguindo sagrar se tetra campeão daquela prova.

Carlão agradece aos seus patrocinadores e apoiadores, a Folha de Condeúba pela parceria nas divulgações.

Condeúba está de LUTO: Morreu o grande artista plástico condeubense José Maria Aires Vieira conhecido também por (Zé de Olavo) aos 72 anos de idade

NOTA DE FALECIMENTO

José Maria Aires Vieira conhecido também por (Zé de Olavo), faleceu aos 72 anos de idade

É com tristeza e grande pesar, que a Folha de Condeúba noticia o falecimento do grande artista plástico condeubense José Maria Aires Vieira conhecido também por (Zé de Olavo) aos 72 anos de idade, ocorrido na manhã deste domingo dia 27 de julho de 2025 às 11h30min. Zé era solteiro e não deixou filho, apenas irmãos e sobrinhos. O corpo está sendo velado na sua residência na Praça Santo Antônio, o sepultamento será amanhã segunda-feira dia 28, às 10h no Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento. A família enlutada, agradece a todos que comparecer a esse ato de fé e solidariedade Cristã.

NOTA:- José Maria Aires Vieira, foi um renomado artista plástico condeubense que com sua obra prima, cuja trajetória marcou a história cultural de nossa cidade.

Com essa obra magistral na arte da decoração, José Maria esteve presente nas mais diversas celebrações e eventos de Condeúba: festas religiosas na Igreja Matriz de Santo Antônio e comunidades, conferências, reuniões, comícios políticos, posses de eleitos, festejos juninos e muitas outras ocasiões que contaram com seu talento singular.

Tivemos a honra de trabalhar com ele durante os oito anos de mandato do ex-prefeito Odílio da Silveira, período em que pudemos conhecer de perto sua competência, dedicação e compromisso com tudo aquilo que assumia.

À família e aos amigos, expressamos nossas mais sinceras condolências, rogando a Deus que conforte seus corações e receba José Maria na paz eterna.

Atendimento:- FUNERÁRIA SÃO  MATHEUS

Nós do Jornal Folha de Condeúba, neste momento de muita dor e luto, prestamos nossos mais sinceros sentimentos de solidariedade e amor à família do nosso querido irmão Zé Maria, na esperança de que Deus nosso Pai, dê todo o conforto e consolo necessário aos parentes e amigos. Que permaneçam as boas lembranças, carinho e afeto para com a memória dele, descanse em paz, nas graças irmão Zé Maria.

Polícia Rodoviária Estadual prende homem com mandado de prisão em aberto na BA-026, em Tanhaçu

Polícia Rodoviária Estadual prende homem com mandado de prisão em aberto na BA-026, em Tanhaçu

Na manhã desta sexta-feira (25), por volta das 10h30, uma guarnição da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Brumado), lotada no Posto Sussuarana, realizou a prisão de um homem com mandado de prisão em aberto, durante abordagem na BA-026, no trecho do município de Tanhaçu, no sudoeste baiano.
Durante a fiscalização de rotina, os policiais abordaram um veículo e notaram que o condutor apresentava nervosismo excessivo. Diante da atitude suspeita, foi realizada consulta aos sistemas de segurança pública, sendo constatado um mandado de prisão ativo em desfavor do motorista.
Após confirmação da ordem judicial, o indivíduo foi conduzido à Delegacia Territorial de Tanhaçu, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Riacho de Santana: Polícia Ambiental apreende motosserra abandonada

Polícia Ambiental apreende motosserra abandonada em Riacho de Santana

Uma motosserra foi apreendida pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) durante patrulhamento nas margens da BR-430, em Riacho de Santana, neste sábado (26).

A ação ocorreu em área rural, onde um indivíduo foi flagrado realizando corte de vegetação com uso do equipamento. Ao notar a aproximação da viatura, o suspeito abandonou a motosserra e fugiu do local, deixando também parte da madeira já cortada.

O equipamento foi recolhido e apresentado na 24ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Bom Jesus da Lapa, para adoção das medidas legais cabíveis. A utilização de motosserras sem licença ou autorização em áreas de vegetação nativa pode configurar crime ambiental, conforme prevê a legislação.

Homem que matou neta de vizinha a facadas é condenado a 16 anos de prisão

Homem que matou neta de vizinha a facadas é condenado a 16 anos de prisão
 Foto: Joubert Oliveira/TJMG

Foi condenado a 16 anos de prisão, em regime fechado, o homem acusado de matar a facadas a neta da vizinha dele, em novembro de 2023. As informações são o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A sentença é do juiz Leonardo Antônio Bolina Filgueiras, do Tribunal do Júri da 2ª Presidência da Comarca de Belo Horizonte.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), no dia 15 de novembro de 2023, por volta de 21h20, na rua Itaoca, em frente ao número 250, bairro Floramar, em Belo Horizonte, o denunciado chegava em casa no seu veículo, quando viu que a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestava socorro à avó da vítima, estava parada na rua, obstruindo um pouco a passagem dele.

Contrariado, o acusado se dirigiu às pessoas que prestavam socorro à idosa para protestar pelo fato de a ambulância estar impedindo que ele chegasse com o carro até sua casa. Os parentes da idosa foram até ele para explicar a situação, mas o denunciado permaneceu irritado e intolerante.

Em depoimento, o pai da vítima, filho da idosa que estava sendo socorrida, contou que já conhecia o vizinho há muito tempo, mas que não tinha intimidade com ele. Disse que também foi até à rua, onde sua filha estava junto de outros parentes e tentou conversar com o acusado, mas, como percebeu que ele estava muito exaltado, decidiu deixar o local da discussão.

De acordo com a denúncia do MPMG, no momento em que o pai da vítima se virou, sem que se percebesse, o réu foi em direção à filha dele, neta da idosa, e a esfaqueou. O pai contou que conseguiu se manter calmo, inclusive não permitiu que as pessoas da comunidade invadissem a casa do acusado para linchá-lo.

Durante o julgamento, foi demonstrado que existiam outras ocorrências por violência, inclusive contra a própria companheira e também uma prima da vítima, registradas contra o homem em ocasiões passadas, embora ele não tivesse condenação criminal.

Ao estipular a pena, o juiz destacou a conduta social do acusado e também a circunstância do crime, ocorrido quando a família da vítima vivia uma situação de emergência em razão da doença da idosa. Por essa razão, estipulou a pena de 16 anos, que deverá ser cumprida em regime fechado. O acusado permanecerá preso, onde já se encontra, durante a fase de recurso.

Joaquim Alves da Costa, Neco Batista e a Fundação do Distrito da Feirinha em 1929

A Sede da Fazenda Condeúba “Casa Grnde” ainda resiste heroicamente no tempo e no abandono

No sertão do sudoeste baiano, entre rios e morros, a história do distrito da Feirinha, hoje parte do município de Condeúba, se entrelaça com a figura controversa de Joaquim Alves da Costa, conhecido como senhor de terras e de escravos na segunda metade do século XIX. Herdeiro de uma vasta fazenda que partia da Foz dos Rios do Morro com o Rio do Areal e se estendia por volta de 5 quilômetros em direção rio abaixo, Joaquim Costa representa um capítulo marcante — e por vezes sombrio — da história local.

A Fazenda Condeúba e sua Sede Casa Grande: Símbolo de Poder e Opressão

No coração dominador de Francisco Xavier da Costa, avô de Joaquim Alves da Costa erguiu-se a sede da Fazenda Condeúba denominada de Casa Grande, (por volta dos anos de 1740), um casarão de largas paredes de adobe, telhado de duas águas e varanda nos fundos com vista para os campos cultivados por mãos escravizadas. Ao redor, a paisagem era desenhada por plantações de café, milho, feijão e andu, intercaladas por pequenos córregos artificiais, construídos sob o rigor do cativeiro.

Aos lados da casa sede, em plano inferior, localizava-se a senzala, onde dezenas de escravos viviam em condições precárias. Ali, a dor, a resistência e a fé compartilhavam o mesmo teto constuído de barro e madeira. O sistema escravocrata sustentava o prestígio da família Costa, que dominava vastas porções de terra em um Brasil que caminhava lentamente rumo à Abolição.

O cemitério dos libertos

Com a chegada da Lei Áurea em 13 de maio de 1888, muitos dos ex-escravizados continuaram a viver na região, alguns permanecendo nas terras da antiga fazenda, agora como agregados ou meeiros. Em gesto que carrega ambiguidade histórica, Joaquim Alves da Costa construiu um cemitério na Fazenda Grama, destinado aos ex-escravos e seus descendentes — uma espécie de concessão tardia e silenciosa à dignidade daqueles que tanto contribuíram para a riqueza da fazenda.

Esse cemitério, foi acampado pela Prefeitura de Condeúba, ampliado e hoje ele atende não só a Fazenda Grama mas, o distrito da Feirinha e adjacências, é um dos poucos registros físicos da presença negra e da resistência silenciosa na região.

A origem do distrito da Feirinha

Foi também a partir das iniciativas de Joaquim Costa que nasceu a Feira Livre nas terras da Casa Grande. Inicialmente montada em frente à sua residência, aos sábados, servia para escoar os produtos da fazenda e de pequenos produtores da vizinhança.

O genro de Joaquim Costa, Manoel Batista de Oliveira conhecido por “Neco Batista”, construiu sua residência, uma enorme casa térrea na parte de sua herança recebida antecipada da família Costa, que ficava meio quilometro rio abaixo da sede da Casa Grande e lá ele se estabeleceu com uma loja de tecidos. Em volta de sua moradia, o  Senhor Neco construiu outras 4 casas menores e doou para seus 4 filhos homens, na época eram os homens considerados arrimo de família, os filhos foram: José Batista de Oliveira, Enedino Batista de Oliveira (Dinão), Claudomiro Batista de Oliveira (Dózão) e Agenor Batista de Oliveira (Nô Batista), onde cada um deles se estabeleceram o seu próprio comercio, o local cresceu, moradias surgiram ao redor.

Com a morte de Joaquim Alves da Costa em 1929, no mesmo ano o Senhor Neco criou uma feira no local que funciona até hoje aos domingos e com o tempo formou-se uma pequena vila, depois povoado e décadas mais tarde, esse povoado foi elevado oficialmente como Distrito da Feirinha, em 9 de junho de 2016 pelo então prefeito Guto, cujo distrito completa em 2025, 96 anos de fundação. 

Um casamento controverso

Já idoso e preocupado com a sucessão de seus bens e o cuidado na velhice, Joaquim Alves da Costa casou-se em segunda união no ano de 1927, aos 80 anos de idade, com Palmira Maria da Silveira, uma jovem de apenas 14 anos. O matrimônio, embora socialmente tolerado à época, hoje levanta questões morais e jurídicas sob a ótica dos direitos da infância e da mulher. Palmira, uma garota “plebéia” que com ele permaneceu no Palacete Casa Grande por quase 3 anos, tornou-se uma figura respeitada na sociedade condeubense, ainda que sua juventude tenha sido marcada por um destino precoce.

Legado ambíguo

A história de Joaquim Alves da Costa é marcada por contrastes: de um lado, o poder exercido com base no trabalho escravizado e no patriarcado; de outro, a fundação de uma comunidade que hoje resgata suas origens com orgulho. O distrito da Feirinha carrega em suas raízes as marcas dessa trajetória, que precisa ser contada com justiça histórica — reconhecendo o sofrimento imposto, mas também os processos de resistência e transformação que dali floresceram.

O passado, como a terra da Fazenda Condeúba tendo como sede a Casa Grande, tem muitas camadas de histórias na sua crosta. E é pesquisando essas camadas que a memória coletiva encontra sentido no presente e direção para o futuro.