Paulo Jackson 25 anos depois, lembramos seu sonho e lutas por um mundo melhor

POR Joandina Maria de Carvalho

 

Na próxima segunda-feira, 19 de maio, celebramos os 25 anos da partida de Paulo Jackson, que se destacou na história política da Bahia pela radicalidade na luta por ética, democracia, soberania nacional e liberdade. Um parlamentar profundamente comprometido com a defesa dos direitos humanos e da natureza, da justiça socioambiental e da água como bem comum.

Nessa data, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizará uma Sessão Especial, requerida pelo deputado Rosemberg Pinto, às 15h, reverenciando a trajetória de um homem público, apaixonado pela política como um instrumento de transformação.

Registros da sua memória começaram em março, mês associado à defesa da água e da politica pública de saneamento, como direito do cidadão e dever do Estado, essencial à proteção ambiental e à saúde coletiva.

Em Salvador, referências à sua dedicação às lutas populares marcaram manifestações contra a privatização da água. No dia 18, a tradicional Terça da Benção, na Igreja do Rosário dos Pretos (onde há 25 anos aconteceu a missa de sétimo dia pelo falecimento de Paulo) lembrou a força da sua ancestralidade inspirando quem luta por um mundo melhor.

Seu exemplo ecoou nas lutas que continuam, como na semana de atividades alusivas ao Dia Mundial da Água, que este ano incluiu sessão especial da ALBA; da Câmara de Vereadores e o XXV Grito da Água (21/03), caminhada de conscientização promovida pelo Sindae e outras entidades, cuja primeira edição (2001) foi dedicada a Paulo.

Em Caetité, sua terra natal, no Dia Mundial e Estadual da Água (22/03) entidades socioambientais realizaram uma caminhada, da Praça da Catedral até o Parque Ecológico Paulo Jackson, com panfletagem em defesa de nossa fonte de vida e da preservação do parque, criado para ser o “pulmão” de Caetité.

O ato reforçou o alerta para que escolas e órgãos públicos cumpram a Lei 6.908, da autoria de Paulo, que institui o Dia Estadual da Água (22 de março) com ações educativas alusivas ao tema. Uma lei que, mesmo descumprida há mais de 30 anos, segue mais atual e urgente do que nunca ante os desafios crescentes das mudanças climáticas.

No dia 3 de maio, familiares de Paulo e membros do Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania (MPJ) foram conhecer o Assentamento do MST, que recebeu a denominação de Paulo Jackson, no município de Ibirapitanga. Ali perceberam que o assentamento é um símbolo do apoio de Paulo às lutas pela terra e que os assentados se orgulham de levar o nome de uma liderança admirada pelos ideais que abraçou.

Essas homenagens mostram que sua memória permanece forte, sustentada pela retidão de seu caráter e pelo significativo legado político que deixou para a cidadania.

Facebooktwitterredditpinterestlinkedinmail