Categoria: Saúde Pública

Exame de sangue em teste no Brasil pode ajudar a detectar câncer de mama

Exame de sangue em teste no Brasil pode ajudar a detectar câncer de mama

Cientistas brasileiros da Faculdade de Medicina do ABC desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar o câncer de mama por meio de uma simples coleta de sangue.

O produto, chamado de RosalindTest, busca identificar sinais da doença por meio de biomarcadores presentes em amostras sanguíneas. Nos estudos clínicos iniciais, o teste apresentou precisão de cerca de 95% na identificação da doença em estágios iniciais.

O exame de sangue não substitui a mamografia, mas atua como ferramenta complementar, especialmente em regiões onde o acesso a exames de imagem é limitado, permitindo indicar a necessidade de encaminhamento para exames confirmatórios. Segundo a FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), o RosalindTest não tem contraindicações e pode ser feito por mulheres de qualquer faixa etária, tornando o rastreamento da doença mais rápido, preciso e menos invasivo.

“95% dos casos de câncer de mama detectados precocemente são curáveis. Quanto mais cedo eu começo o rastreio, mais cedo eu incluo essa mulher na linha de cuidado, com certeza vou ter uma maior chance de cura e evitar vários outros problemas, como internações, tratamentos e outras situações que vão atrapalhar a vida da mulher”, afirma Fernando Fonseca, pesquisador e reitor do Centro Universitário FMABC, à CNN Brasil.

Atualmente, a mamografia é indicada para mulheres a partir dos 40 anos de idade (ou 50 anos para aquelas que utilizam o SUS). Entretanto, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, isso não significa que mulheres abaixo de 40 anos não possam manifestar a doença, ainda que com menor probabilidade. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no mundo.

Infarto em mulheres é pouco diagnosticado e mal tratado, dizem especialistas

Foto: Reprodução

Enquanto o infarto masculino costuma ser causado pelo rompimento de placas nas artérias

Geralda Áurea Pereira, 63, chegou ao trabalho em 2019 e recebeu a notícia de um acidente com o seu chefe. Quando todos foram ao hospital visitá-lo, começou a sentir uma intensa dor no estômago. “Era uma sensação de que tinha uma faca me cortando no início da boca do estômago”, diz.

Passou o dia com incômodo e, à noite, foi para um pronto-socorro em Itabirito (MG). Lá, recebeu o diagnóstico de crise na vesícula e foi liberada. Na manhã seguinte, voltou à unidade de saúde, recebeu medicação e teve alta novamente. Chegou em casa, gritou pela vizinha e desmaiou. Estava infartando.

“Nunca passou pela minha cabeça que eu poderia ter infartado. Eu era muito saudável”, diz Geralda. Hoje, com 45% do coração comprometido, ela toma 15 remédios por dia. “Não sei como não morri.”

Diferentemente da dor no peito irradiada para o braço, mais comum em homens, o infarto em mulheres costuma se manifestar de outras formas. Dor no estômago, queimação, náusea, vômito, cansaço extremo, sudorese, dor nas costas e dor no pescoço estão entre os sinais frequentemente confundidos com doenças gástricas ou crises de ansiedade.

Um posicionamento da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), publicado em 2025, afirma que as doenças cardiometabólicas em mulheres são subdiagnosticadas e subtratadas. Doenças cardiovasculares, porém, são a principal causa de morte em mulheres no Brasil, superando todos os tipos de câncer, conforme o Ministério da Saúde. O infarto, especificamente, mata oito vezes mais que o câncer de mama, segundo a SBC.

Ao tomar conhecimento desses dados sobre subdiagnóstico em mulheres, Ana Luiza Bemquerer, 27, passou a acreditar que os sintomas que antecederam a morte de sua mãe, em novembro de 2025, poderiam ter sido melhor investigados.

Tammy Donin Bemquerer, 63, começou a sentir uma queimação que subia pelo estômago e vomitou a noiteinteira, recorda Ana Luiza. Chegou ao hospital no Rio de Janeiro acompanhada pela filha e relatou os sintomas, que incluíam cansaço extremo, enjoo, vômito, e suor frio. Foi diagnosticada com intoxicação alimentar e liberada.

Passou quatro dias debilitada, conta a filha. Quando começou a melhorar, foi realizar tarefas domésticas, sentiu uma dor muito forte e parou de respirar. Foi levada às pressas ao hospital, onde tentaram reanimá-la por 40 minutos. O laudo registrou “morte súbita”, com referências a gastrite e tabagismo.

Ao ler as mensagens no celular da mãe, Ana Luiza descobriu que Tammy não acreditava na intoxicação alimentar e descrevia um cansaço nunca sentido antes. “Ninguém morre de gastrite”, diz Ana Luiza. A médica Gláucia Moraes, diretora de Saúde da Mulher na SBC, afirma que apesar de os sinais indicarem um provável infarto é difícil comprovar o subdiagnóstico porque é necessário sempre fazer necropsia. A família de Tammy, abalada pela morte, optou por não fazer.

Segundo a médica, a dor que parece ser gastrite sentida por Tammy e por Geralda, pode ser uma isquemia miocárdica. “A isquemia da coronária direita provoca exatamente esses sintomas”. 

Dia “D” 28 de Março, Vacinação Contra Influenza em Condeúba!

Dia de Vacinação em Condeúba!

A Prefeitura de Condeúba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizará a vacinação para os grupos prioritários. É importante garantir sua proteção e cuidar da saúde de todos. 🩺

📅 Data: 28 de março
📍 Locais:
* PSF Divino
* PSF Centro
* UBS BOM JESUS

⏰ Horários:
* 08h às 12h
* 13h30 às 16h

Se você faz parte dos grupos prioritários, procure o posto de saúde mais próximo e não deixe de se vacinar.

✅ Vacinar é um ato de cuidado com você e com toda a comunidade!

Exames contra câncer de intestino disparam no SUS e refletem avanço da conscientização no país

Foto: Divulgação

Campanha Março Azul impulsiona prevenção, e número de testes e colonoscopias cresce de forma expressiva na última década.

O número de exames voltados à detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde registrou forte crescimento nos últimos anos. Dados divulgados durante a campanha Março Azul mostram que os procedimentos praticamente triplicaram ao longo da última década.

Entre 2016 e 2025, os testes de pesquisa de sangue oculto nas fezes saltaram de 1,1 milhão para mais de 3,3 milhões  um aumento de cerca de 190%. Já as colonoscopias passaram de 261 mil para aproximadamente 640 mil no mesmo período, crescimento de 145%.

Em 2025, os maiores volumes de exames foram registrados em São Paulo, com mais de 1,1 milhão de testes, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina. Por outro lado, os menores números ocorreram em Amapá, Acre e Roraima.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, Eduardo Guimarães Hourneaux, o avanço está diretamente ligado ao fortalecimento das campanhas de conscientização e ao maior engajamento de instituições de saúde. Segundo ele, a mobilização do Março Azul tem incentivado a população a procurar atendimento e realizar exames preventivos.

O especialista destaca que ações promovidas por governos e entidades, como mutirões, campanhas educativas e iluminação de prédios públicos, ajudam a levar informação e reduzir o receio em torno do diagnóstico.

Outro fator que contribui para o aumento da procura por exames é a repercussão de casos envolvendo figuras públicas. Situações como a da cantora Preta Gil, que enfrentou a doença, ampliaram o debate e estimularam a população a buscar avaliação médica diante de sintomas.

De acordo com análise da campanha, entre 2023 e 2025, período que abrange o diagnóstico e a morte da artista, houve crescimento de 18% nos testes de sangue oculto nas fezes e de 23% nas colonoscopias realizadas pelo SUS.

Outros nomes, como Chadwick Boseman e Roberto Dinamite, também contribuíram para ampliar a visibilidade do tema ao compartilharem suas histórias, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

A campanha Março Azul, realizada nacionalmente desde 2021, é organizada por entidades como a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e a Federação Brasileira de Gastroenterologia, com apoio de instituições médicas como a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a tendência é de aumento das mortes prematuras por câncer de intestino até 2030. Entre os fatores apontados estão o envelhecimento da população, o crescimento de casos entre pessoas mais jovens, o diagnóstico tardio e a baixa cobertura de exames preventivos.

Especialistas reforçam que a detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura, tornando essencial a realização periódica dos exames, especialmente em grupos de risco. 

Mulher morre e mais de 100 pessoas procuram atendimento médico após consumirem em pizzaria na Paraíba

Mulher morre e mais de 100 pessoas procuram atendimento médico após consumirem em pizzaria na Paraíba
Foto – Divulgação

Uma mulher de 44 anos morreu na manhã desta terça-feira (17) após apresentar sintomas compatíveis com um quadro de intoxicação alimentar no município de Pombal, no Sertão da Paraíba. O caso ocorre em meio a um surto que levou mais de 100 pessoas a procurarem atendimento médico após consumirem alimentos em um mesmo estabelecimento da cidade.

A vítima, identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, estava internada desde a segunda-feira (16) no Hospital Regional de Pombal, onde deu entrada apresentando sintomas como diarreia, vômitos e dores abdominais. De acordo com a unidade de saúde, o quadro evoluiu rapidamente para uma condição grave, sendo necessário o encaminhamento para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde o óbito foi confirmado por volta das 8h59 desta terça.

Segundo informações apuradas, a mulher havia se alimentado em uma pizzaria local na noite do último domingo (15), acompanhada do namorado. Ambos passaram mal horas depois e chegaram a buscar atendimento médico inicialmente, sendo liberados. No entanto, o estado de saúde da vítima piorou no dia seguinte, quando precisou ser internada novamente.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que dezenas de pacientes apresentaram sintomas semelhantes, como náuseas, vômitos, dores abdominais e mal-estar geral. Os atendimentos foram realizados tanto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) quanto no Hospital Regional da cidade.

Ao todo, 114 pessoas deram entrada nas unidades de saúde com queixas compatíveis com intoxicação alimentar, sendo 40 atendimentos registrados na UPA e outros 74 no Hospital Regional. A maioria dos pacientes já recebeu alta médica, restando apenas uma criança internada até o momento.

Diante da gravidade do caso, equipes da Vigilância Sanitária realizaram uma inspeção no estabelecimento apontado pelos pacientes como origem comum do problema. O local foi interditado e materiais foram recolhidos para análise laboratorial.

A defesa do estabelecimento informou que acompanha as investigações e que o proprietário está colaborando com as autoridades, tendo inclusive acionado os órgãos de fiscalização para a realização de vistoria.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes, que aguardam os resultados das análises para confirmar as causas do surto e da morte registrada.

Parceria entre Estado e Governo Federal garante novas unidades de saúde para Belo Campo e Urandi

Parceria entre Estado e Governo Federal garante novas unidades de saúde para Belo Campo e Urandi
Foto – Divulgação / Sesab
Em uma ação conjunta entre o Governo do Estado da Bahia e o Governo Federal, por meio do Novo PAC, o sudoeste baiano ganhou, nesta quarta-feira (11), novos equipamentos para fortalecer a rede pública de saúde. As entregas, que somam mais de R$ 4,3 milhões em investimentos e contemplam os municípios de Belo Campo e Urandi, foram realizadas pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, acompanhado da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana.

Em Belo Campo, foi inaugurada uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Morada Real. Construída com investimento de R$ 2,3 milhões, a estrutura foi projetada para reforçar a atenção primária no município, ampliando o acesso da população a serviços de saúde em um espaço mais moderno e adequado para o atendimento.

“Esta é a segunda UBS do Novo PAC a ser inaugurada na Bahia. Isso mostra a união e a vontade de cuidar da saúde das pessoas. A prefeitura se comprometeu e executou a obra. A máxima de que a união faz a força é verdadeira”, disse Rui Costa durante o discurso de inauguração.

O ministro destacou que a UBS entregue à população de Belo Campo faz parte de um total de 2.600 unidades em andamento em todo o país. “Queremos atender com dignidade a nossa população. Desde o governo Dilma, este é o primeiro grande investimento na construção de unidades de saúde e de unidades escolares que o Brasil está fazendo”, disse.

Em Urandi, a população passou a contar com um novo Centro de Atenção Psicossocial tipo I (CAPS I), localizado no bairro Diógenes Baleeiro. A unidade, entregue com investimento superior a R$ 2 milhões, representa um avanço importante para a ampliação do acesso aos serviços de saúde mental no município, que passa a contar com o primeiro CAPS de sua história.

Durante a entrega, o ministro Rui Costa destacou os esforços do Governo Federal para retomar investimentos essenciais para a população. “Eu acho um marco importante para registrar. Quando chegamos ao governo, nós encontramos um cenário de terra arrasada. Mas agora nós temos um presidente que olha e governa para atender a quem mais precisa e para diminuir as desigualdades na população”, afirmou.

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo, com 93

Agência BrasilTeste positivo para Mpox 20, 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration© Reuters/Dado Ruvic/proibida a reprodução

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

Estado de São Paulo contabiliza maioria dos casos

FILE PHOTO: Christian Musema, a laboratory nurse, takes a sample from a child declared a suspected case of Mpox at the treatment centre in Munigi, following Mpox cases in Nyiragongo territory near Goma, North Kivu province, Democratic Republic of the Congo July 19, 2024. Reuters/Arlette Bashizi/Proibida reprodução
© REUTERS/Arlette Bashizi
O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

São Paulo

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

Hospital Geral de Guanambi terá reforma histórica de R$ 81 milhões

Hospital Geral de Guanambi terá reforma histórica de R$ 81 milhões

O Governo da Bahia dá um passo decisivo na próxima semana para tentar zerar um dos maiores gargalos da saúde no interior do estado: a superlotação do Hospital Geral de Guanambi (HGG). Na sexta-feira (13), às 9h30, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) realiza a abertura dos envelopes com as propostas de preços para a reforma e ampliação da unidade, um investimento estimado em R$ 81,2 milhões.

A obra é considerada urgente. Atualmente, o hospital opera com uma taxa de ocupação de 169% nos leitos clínicos — quase o dobro da capacidade ideal — e 81% nos leitos cirúrgicos. O projeto prevê uma intervenção total de mais de 11 mil metros quadrados, focada em modernizar a estrutura que é referência para 22 municípios e atende quase meio milhão de pessoas.

O anteprojeto detalha uma reestruturação profunda. Entre as principais novidades estão:

Mais leitos: Acréscimo de 30 leitos de internação adulta e criação de uma nova ala pediátrica com 20 leitos; UTI Pediátrica: Implantação inédita de 10 leitos especializados; Centro Cirúrgico: Ampliação para cinco salas e novos leitos de recuperação; Ensino e Pesquisa: Criação de um centro dedicado à formação de profissionais.

Além da parte clínica, o investimento pesado será na infraestrutura “invisível”, mas vital: R$ 23,2 milhões serão destinados apenas ao sistema de climatização e outros R$ 10,1 milhões para a rede elétrica, incluindo novos geradores e transformadores.

Um dos maiores desafios da empresa vencedora será o cronograma. Como o hospital não pode fechar as portas, a obra será fatiada em etapas. O trabalho começa pela construção de novos blocos de apoio (cozinha, refeitório e farmácia) para, só então, avançar para as áreas críticas como a UTI e a Emergência.

A maternidade e o Centro de Parto Normal, entregues em 2022, não sofrerão intervenções e continuarão operando normalmente. Com o novo desenho, a Sesab aposta na horizontalidade do hospital para facilitar o fluxo de pacientes e melhorar a acessibilidade.

A licitação, que ocorre na modalidade de concorrência presencial, deve definir nos próximos dias quem executará uma das maiores intervenções na rede de saúde do sudoeste baiano nos últimos anos.

Câmara dos Deputados aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

Câmara dos Deputados aprova regras para comercialização de remédios em supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o Projeto de Lei 2158/23, que autoriza a instalação de um setor de farmácias no interior de supermercados – desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade. 

A proposta agora segue para sanção presidencial. Para o relator, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a medida facilita o acesso da população a drogarias, sobretudo em cidades de pequeno porte.

“Existem dificuldades de acesso enfrentadas pelos consumidores que residem em pequenos municípios, nas regiões mais remotas do Brasil, devido à ausência de farmácias nesses locais”, argumentou o parlamentar.

Já para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) a medida, além de representar um risco e um incentivo à automedicação, cede aos interesses da indústria farmacêutica.

“A pessoa que pega o medicamento vai pegar também pão”, disse. “É um absurdo. É ceder ao interesse e lobby dos segmentos vinculados aos grandes laboratórios”, completou.

Hospital Municipal de Ibipitanga pegou fogo e pacientes foram transferidos às pressas

VÍDEO: Hospital Municipal de Ibipitanga pega fogo e pacientes são transferidos às pressas

O Hospital Municipal de Ibipitanga pegou fogo na tarde desta segunda-feira (02). Informações preliminares apuradas apontam que um equipamento registrou um curto circuito e deu início ao incêndio.  

Segundo informações, ambulâncias de toda região foram deslocadas para Ibipitanga a fim de transferir os pacientes da unidade para outros locais. Apesar do susto, não houve registro de feridos.

O incidente ocorreu quando a cidade era atingida por uma forte chuva, o que pode ter contribuído para evitar que o fogo se alastrasse.

O alerta é que a população evite se dirigir ao Hospital Municipal, devendo procurar as unidades básicas de saúde em caso de necessidade até que a situação seja completamente resolvida.

Em nota, a Prefeitura de Ibipitanga, através da Secretaria Municipal de Saúde, informou que ocorreu um incidente em duas salas nas dependências da unidade hospitalar. “Os danos foram apenas materiais”.

Ainda segundo a nota, os pacientes que estavam internados foram devidamente encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde permanecem recebendo assistência adequada.

A pasta orientou que pacientes que necessitem de atendimento de urgência e emergência entrem em contato com o Samu 192 para encaminhamento seguro e imediato. “Informamos que, no momento, o número 192 encontra-se indisponível e as demandas podem ser realizadas pelos números: (77) 99948-0939 e (77) 99123-0603”.