Categoria: Saúde Pública

O vereador Arlindo Guarda, defensor da municipalização dos serviços funeral em Condeúba

O vereador condeubense Arlindo Guarda, em frente ao Memorial Municipal de Jacaraci/BA.

O vereador Arlindo da Silva Cruz, o Arlindo Guarda (MDB), tem atuado há oito anos pela municipalização dos serviços funerários em Condeúba. Ele busca inspiração em modelos já existentes em Jacaraci e no distrito de Irundiara.

Recentemente, Arlindo conversou com o prefeito Micael Silveira, que acolheu a proposta e já sugeriu imóveis para instalação de uma unidade de velório.

Para aprofundar seu conhecimento, o vereador visitou as unidades de Jacaraci e Irundiara, onde foi bem recebido pelos responsáveis, Júnior e Daniel, que compartilharam informações sobre o funcionamento dos serviços.

Fotos: Assessoria do Vereador

Memorial do distrito de Irundiara/Jacaraci
O vereador Arlindo ladeado pelos funcionários do velódromo Junior e Daniel

Mulheres vítimas de violência podem ter reconstrução dentária pelo SUS

Mulheres vítimas de violência podem ter reconstrução dentária pelo SUS
Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que garante, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), tratamento odontológico para reconstrução e reparação dentária de mulheres vítimas de agressões que tenham causado danos à sua saúde bucal. O texto foi publicado nesta quinta-feira (3) no Diário Oficial da União.

Estão incluídos procedimentos de: Reconstrução, Próteses e Tratamentos estéticos e ortodônticos, entre outros serviços. O atendimento odontológico previsto na Lei nº 15.116/2025 será garantido, prioritariamente, em clínicas e hospitais públicos ou conveniados ao SUS. Para acesso ao Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, a mulher deverá apresentar documentos que comprovem a situação de violência.

Os critérios de acesso ao programa ainda serão definidos em regulamentação pelo governo federal. A lei também permite parcerias com instituições de ensino e pesquisa, sempre que necessário, para aprimorar os serviços oferecidos. O programa, segundo o governo, além de proporcionar atendimento prioritário e gratuito para a recuperação da saúde bucal, tem o objetivo de “devolver o mínimo de dignidade às vítimas”. O texto foi aprovado no início de março pelo Congresso Nacional.

“Estudos indicam que em mais de 60% dos casos de agressão contra a mulher no âmbito doméstico, a face é o principal alvo. As sequelas deixadas no rosto, e sobretudo na boca, causam impactos que ultrapassam os danos físicos. Os efeitos dessas agressões encontram reflexos no campo emocional da vítima, atingindo sua autoestima e minando a confiança necessária para a reestruturação social e profissional”, explicou o governo, em comunicado. As infomrações são da Agência Brasil.

 Associação relembra desafios e avanços na atenção da pessoa com autismo

Guanambi: Associação relembra desafios e avanços na atenção da pessoa com autismo
Foto: Shutterstock

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 com o objetivo de reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O advogado Rodrigo Teixeira, que faz parte da direção da Associação dos Amigos dos Autistas de Guanambi, destacou que a data é muito importante para os autistas, vez que marca a conquista de direitos. Apesar dos avanços obtidos ao longo dos anos, Teixeira disse que também há muitos obstáculos pelo caminho nessa luta.

“É importante que cresçamos com relação à inclusão e o Direito vem se adaptando com o decorrer do tempo. Infelizmente, passamos por alguns momentos ruins, mas conseguimos avanços significativos. Cada dia é um dia de luta. Não se finda nunca”, declarou.

Com um longo caminho a percorrer, o advogado apontou que a adoção do CID-11, em vigor no Brasil a partir de 2 de janeiro de 2025, trouxe mudanças significativas no diagnóstico do TEA.

Em Guanambi, Rodrigo apontou que as maiores dificuldades são financeiras, visto que a associação depende do poder público e de doações para atuar na cidade. Mesmo diante do cenário, a instituição vem avançando e mostrando a sua força e importância para a sociedade.

Anvisa suspende creme dental da Colgate após relatos de reações

Anvisa suspende creme dental da Colgate após relatos de reações

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (27) uma resolução que suspende todos os lotes do Creme Dental Colgate Total Clean Mint, produto da empresa que substitui a linha Total 12 da marca.

 Segundo a agência, a medida é preventiva e temporária, com o intuito de proteger a saúde da população. A suspensão tem duração de 90 dias, período no qual ocorrem as investigações sobre as reações adversas notificadas sobre o produto. Não existe determinação de recolhimento, no momento, mas o produto deve ficar separado e não deve ser exposto ao consumo ou uso.

 A resolução recomenda a suspensão da comercialização e do consumo até que seja comprovada a segurança. Uma das possibilidades é que a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula possa ser a causadora das reações, que incluem: Lesões bucais; Sensações dolorosas; Sensação de queimação/ardência; Inflamação gengival e Edema labial.

“Estes sintomas têm impactado significativamente a qualidade de vida dos consumidores, resultando, em alguns casos, em custos médicos, afastamento do trabalho, dificuldades para se alimentar e se comunicar, e sofrimento emocional”, informa a Anvisa.

Anvisa fará consulta pública para atualizar regulamentação da cannabis

Anvisa fará consulta pública para atualizar regulamentação da cannabis
 Foto: Divulgação/PM

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fará uma consulta pública com o objetivo de revisar a regulamentação que trata de produtos derivados da cannabis, planta popularmente conhecida como maconha. A consulta foi aprovada na quinta-feira (26) pela diretoria colegiada da agência.

A expectativa é que ela seja publicada nos próximos dias, com um link online por meio do qual será possível, aos interessados, apresentarem suas contribuições. “A minuta de resolução ficará aberta por 60 dias e, durante este período, qualquer interessado poderá fazer contribuições à proposta de atualização da regulamentação feita pela Anvisa”, informou em nota a agência.

Entre as atualizações em planejamento estão algumas relacionadas a questões como atendimento às boas práticas de fabricação, vias de administração, publicidade de produtos, validade da autorização sanitária, prescrição, dispensação, importação de insumos para produção nacional, rotulagem, entre outros.

Segundo o relator, Rômison Rodrigues Mota, a regularização é o único caminho possível para a “comprovação da qualidade mínima” necessária aos produtos de cannabis.

“No Brasil, os produtos contendo derivados de cannabis podem ser regularizados em duas categorias distintas: como medicamento, seguindo as normas de comprovação de eficácia e segurança de medicamentos, ou como produto de cannabis, que têm um processo simplificado. Existe hoje, no país, apenas um medicamento de cannabis aprovado e 36 produtos de cannabis regularizados”, diz a nota da Anvisa.

Os produtos derivados da cannabis são regulamentados pela Resolução da Diretoria Colegiada 327/2019 – regramento que define as regras para que esses produtos possam ser autorizados no país e vendidos no varejo farmacêutico. As informações são da Agência Brasil.

Bahia universaliza cobertura do Samu com entrega de 35 novas ambulâncias do Ministério da Saúde

Bahia universaliza cobertura do Samu com entrega de 35 novas ambulâncias do Ministério da Saúde
A secretária estadual de saúde da Bahia Roberta Santana, o ministro da Saúde Padilha e o vice presidente da República Geraldo Alckmin – Foto – Divulgação/Agência GOV.
A Bahia alcança, a partir de hoje, a cobertura total do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em todas as suas regiões de saúde. Em cerimônia realizada em Brasília nesta quinta-feira (27), a secretária estadual da saúde, Roberta Santana, recebeu 35 novas ambulâncias do Ministério da Saúde, como parte do processo de ampliação, expansão e renovação da frota no estado.

O reforço nos serviços de emergência contempla municípios como Salvador, Feira de Santana, Muniz Ferreira, Nilo Peçanha, Itaberaba, Lençóis, Mucugê, Piatã, Seabra, Érico Cardoso, Vereda, Guanambi, Elísio Medrado, Abaíra, Andaraí e Iaçu. Só a capital baiana, que celebra 476 anos no próximo sábado, foi contemplada com 17 novas unidades, em uma entrega que simboliza, segundo a secretária, “um presente do presidente Lula e do ministro da Saúde, Padilha, para o povo baiano”. 

“Com essas novas unidades, completamos a universalização da cobertura regional do Samu. Agora a Chapada Diamantina, por exemplo, que era a última região sem cobertura, passa a contar com esse serviço essencial. Isso só está sendo possível graças à união entre Governo Federal, Estado e municípios”, destacou Roberta Santana. Outro destaque é Feira de Santana, que recebeu quatro veículos. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também destacou a relevância do investimento.

“Maravilhoso, maravilhoso. Essa entrega reforça a importância da descentralização na saúde pública. Quando falamos de emergência, falamos da chamada ‘hora de ouro’: os primeiros 60 minutos que podem salvar vidas. Um atendimento rápido, com equipe preparada, faz toda a diferença. Reduz sequelas, salva vidas e transforma realidades. Quero parabenizar todos os prefeitos e prefeitas que têm compromisso com a saúde da população”, afirmou Alckmin.

Terapia gênica para AME com remédio de R$ 7 milhões estará disponível no SUS

Terapia gênica para AME com remédio de R$ 7 milhões estará disponível no SUS
 Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (22), uma estratégia inédita para viabilizar a compra do medicamento Zolgensma, utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1.

Um acordo de compartilhamento de risco baseado em desempenho foi firmado entre a pasta e a empresa fabricante, o que significa que o pagamento por parte do Ministério da Saúde está condicionado ao resultado da terapia no paciente, que será monitorado por uma equipe especializada.

Segundo o Ministério da Saúde, o acordo representa um passo fundamental para fornecer o medicamento de forma totalmente gratuita aos brasileiros que necessitam. Entre os 2,8 milhões de nascidos vivos em 2023, estima-se que 287 tenham AME.

“Pela primeira vez, o Sistema Único de Saúde vai oferecer essa terapia gênica inovadora para o tratamento dessas crianças. Com isso, o Brasil passa a fazer parte dos seis países a garantirem essa medicação no sistema público. Esse acordo inédito vai transformar a vida dessas famílias”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Crise hídrica faz prefeitura de Novo Horizonte cancelar festas em 2025

Crise hídrica faz prefeitura de Novo Horizonte cancelar festas em 2025
 Foto: Macaúbas FM

Diante da grave falta de água que atinge o município de Novo Horizonte, na Chapada Diamantina, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. Segundo a Macaúbas FM, todas as festividades tradicionais do ano, incluindo cavalgadas e festas juninas, estão suspensas.

A decisão foi tomada pelo prefeito Rogério Prado (PSD), visando priorizar o abastecimento da população e dos animais. A crise se agravou com a redução drástica na vazão dos poços, chegando a menos de um terço da capacidade normal. A gestão municipal já busca apoio do governo federal para abertura de novos poços e envio de carros-pipa.

“Água é vida. Sem água, não há vida para nós nem para nossos animais”, ressaltou Prado. O gestor destacou que há meses a gestão municipal aguardava chuvas para amenizar a crise, mas com a continuidade da estiagem, foi inevitável decretar a calamidade.

Ao todo, 14 eventos deixarão de acontecer no município este ano. A prefeitura pede a compreensão de todos e segue adotando medidas emergenciais para minimizar os impactos da estiagem.

Saúde mental e afastamento do trabalho: quem paga essa conta?

Saúde mental e afastamento do trabalho: quem paga essa conta?
O especialista em direito do trabalho Emílio Fraga – Foto: Arquivo Pessoal

A saúde mental tem ganhado cada vez mais destaque no debate público, especialmente no contexto laboral, onde problemas como ansiedade, depressão e burnout têm levado muitos profissionais ao afastamento de suas atividades.

Segundo o especialista em direito do trabalho Emílio Fraga, “o adoecimento mental no ambiente de trabalho é uma realidade que precisa ser encarada com seriedade, tanto pelas empresas quanto pela legislação. O trabalhador que precisa se afastar por questões de saúde mental tem direitos garantidos, como auxílio-doença e estabilidade provisória após o retorno”.

No entanto, a pergunta que fica é: quem realmente arca com os custos desse afastamento? A resposta não é simples, mas envolve uma reflexão sobre as responsabilidades compartilhadas entre empregadores, Estado e sociedade. A ansiedade e outros transtornos mentais são hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, entre 2017 e 2021, houve um aumento de 30% nos afastamentos por motivos psiquiátricos. Esse cenário evidencia a necessidade de políticas preventivas e de suporte aos trabalhadores. No entanto, a precarização das relações de trabalho, como a pejotização, agrava o problema.

Profissionais que atuam como Pessoa Jurídica (PJ) muitas vezes não têm acesso a benefícios como licença médica ou auxílio-doença, o que os deixa desamparados em momentos de crise. A pergunta que surge é: cabe indenização para quem é PJ e se vê incapacitado de trabalhar por questões de saúde mental?

A legislação atual ainda não oferece uma resposta clara, mas especialistas defendem que a responsabilidade não pode recair apenas sobre o indivíduo. A pejotização, embora vista por muitos como uma forma de flexibilização do mercado, traz consigo uma série de desafios, especialmente quando se trata de saúde mental.

Profissionais PJ não têm a mesma proteção legal que os celetistas, o que os coloca em uma situação de vulnerabilidade. Em casos de afastamento por transtornos mentais, muitos se veem obrigados a arcar sozinhos com os custos do tratamento e da sobrevivência durante o período de incapacidade.

Isso levanta uma questão polêmica: até que ponto as empresas que contratam PJs devem ser responsabilizadas pelo bem-estar desses trabalhadores? Para Emílio Fraga, “a pejotização não pode ser uma forma de transferir todos os riscos para o trabalhador. É preciso repensar esse modelo para garantir que ninguém fique desprotegido em momentos de fragilidade”.

Diante desse cenário, é urgente que empresas, governo e sociedade discutam formas de proteger a saúde mental dos trabalhadores, independentemente do tipo de contratação. A criação de políticas públicas que incluam os PJs em programas de auxílio-doença e a implementação de medidas preventivas no ambiente de trabalho são passos essenciais.

Afinal, a conta do adoecimento mental não pode ser paga apenas pelo indivíduo. Como afirma Fraga, “a saúde mental é um direito de todos, e garantir esse direito é um dever coletivo”. Enquanto não houver uma mudança estrutural, continuaremos a ver profissionais sendo afastados sem o devido suporte, e a pergunta inicial seguirá sem uma resposta satisfatória: quem paga essa conta?