Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes.
A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório.
Nas redes sociais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia avaliou o documento como fundamental no sentido de orientar a prática clínica de cardiologistas em todo o país. “Atualização essencial para quem busca fazer medicina baseada em evidências e alinhada às recomendações mais recentes”, postou a entidade.
Cerca de 1,6 mil crianças têm direito à indenização de R$ 50 mil
Agência Brasil
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O governo federal espera começar a pagar ainda este mês as primeiras indenizações às famílias de crianças com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus Zika.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, cerca de 1,6 mil crianças de todo o Brasil têm direito à indenização por dano moral de R$ 50 mil – valor que será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado entre 2 de julho deste ano e a efetiva data do pagamento da indenização.
As crianças receberão também uma pensão especial, mensal e vitalícia, equivalente ao teto dos benefícios pagos pela Previdência Social – hoje, equivalente a R$ 8.157,40. De acordo com Queiroz, a expectativa é que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) comece a pagar as pensões em outubro.
“Para isso, as mães estão se mobilizando a fim de cumprir os requisitos, que são simples”, afirmou o ministro a jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde foi entrevistado no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação.
“Pedi pressa a todos setor do ministério para que a gente consiga fazer isso de forma breve, para poder ver a vida mudar para melhor das crianças e das mães.”
Os requisitos citados pelo ministro constam da Lei nº 15.156, de 1º de julho deste ano, e da Portaria Conjunta MPS/INSS nº 69, publicada no Diário Oficial da União do último dia 8.
De acordo com o texto da portaria, a indenização e a pensão serão pagas apenas a pessoas nascidas no Brasil, com deficiência permanente decorrente da síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika.
A comprovação da condição de saúde será feita por meio de laudo de junta médica, que será analisado e homologado pela Perícia Médica Federal. Os requerimentos dos direitos devem ser entregues ao INSS, juntamente com os documentos de identificação, incluindo Cadastro de Pessoa Física (CPF), do requerente e do seu representante legal, bem como uma cópia do laudo emitido pela junta médica.
“Essa é uma vitória das mães, que há dez anos vêm lutando para criar seus filhos e, ainda assim, se mobilizaram e conseguiram aprovar esta lei no Congresso Nacional, em Brasília. Todas elas já participam de uma associação, são muito organizadas, e se comunicam [entre si]. Quando fui a Recife [estado que concentra cerca de 1/3 de todos os casos registrados no país] para tirar dúvidas e ouví-las, elas sugeriram algumas mudanças na portaria que a gente ainda vai fazer porque o objetivo do governo federal é acolher e garantir que todos [que têm direito] recebam, mas há alguns critérios [legais] obrigatórios que precisam ser cumpridos”, afirmou o ministro.
Entre 2015 e 2016, o Brasil enfrentou um surto de Zika, uma virose transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegytpi e que despertou a atenção da comunidade científica e da população em geral ao ser associada ao aumento de casos de microcefalia e outros quadros neurológicos graves, especialmente em estados do Nordeste, como Pernambuco e Paraíba.
Em fevereiro de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a classificar a epidemia como uma Emergência de Saúde Público de Importância Internacional. Passado algum tempo, o número de casos e o espaço dedicado ao tema pela mídia começaram a diminuir, embora as crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias continuem enfrentando uma dura rotina de cuidados especiais.
Em nota à imprensa, o hospital informou que Bolsonaro apresentou melhora dos sintomas e da função renal após passar por hidratação e por tratamento medicamentoso por via endovenosa.
Ainda segundo o documento, o laudo das lesões cutâneas apresentadas por Bolsonaro e removidas por meio de cirurgia no último domingo (14) mostrou a presença de carcinoma de células escamosas in situ em duas delas, “com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica”.
O carcinoma de células escamosas in situ, também conhecido como doença de Bowen, é uma forma inicial de câncer de pele identificado em células superficiais (camada mais externa da pele) e com formato não invasivo, o que significa que não pode se espalhar para outras partes do corpo.
A equipe que assina o comunicado é composta pelo chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, pelo cardiologista Leandro Echenique, além dos diretores da unidade de saúde privada, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges.
A medida cautelar foi definida no inquérito no qual o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e o próprio Bolsonaro são investigados por atuarem junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo, entre elas, o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky.
No domingo (14), uma idosa de 84 anos, identificada como Judite Souza, sofreu uma fratura no braço durante atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caetité. Nas redes sociais, a neta da paciente, Camylla Souza, denunciou o caso. Ela relatou que a avó foi levada à unidade com glicemia baixa.
No local, uma enfermeira teria agido de forma agressiva e causado a lesão no braço esquerdo da idosa. A família afirma que houve negligência e imperícia por parte da equipe. Além disso, Camylla contou que, após a aferição da glicemia, outra enfermeira entrou na sala para coletar sangue, procedimento que não havia sido solicitado pelo médico.
Questionada, a profissional classificou o ocorrido como “um acidente”. “Não podemos aceitar que pessoas em situação de vulnerabilidade sejam tratadas com tamanha violência em espaços de saúde”, escreveu Souza. Imagens divulgadas pela família mostram o braço da idosa e um exame que confirma a lesão.
Depois do ocorrido, a paciente foi transferida para o Hospital Senhora Santana, onde permanece internada. A família procurou a Delegacia Territorial de Guanambi para registrar a ocorrência.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com a Direção e Coordenação da UPA de Caetité, esclareceu o caso de fratura da paciente de 83 anos, ocorrido na unidade no dia 14 de setembro.
“Trata-se de uma paciente idosa, acamada, com rigidez articular importante em membros superiores e inferiores. A mesma foi admitida na Unidade de Pronto Atendimento com quadro clínico de hipoglicemia, gemência e hipoatividade. Após estabilização do quadro clínico, foram solicitados exames complementares: raio-X e laboratoriais”, disse a pasta.
De acordo com a secretaria, durante a coleta dos exames laboratoriais, a técnica de enfermagem responsável solicitou ajuda da filha da paciente para a mobilização postural. Durante a rotação contralateral dos membros inferiores e a tentativa de coleta no membro superior esquerdo, foi percebido um estalo ósseo.
Nesse momento, o médico plantonista foi imediatamente chamado e, após avaliação da paciente, solicitou radiografia do braço esquerdo, que apresentou resultado compatível com fratura de úmero. “A paciente foi avaliada pelo ortopedista, que confirmou que a causa provável da fratura foi decorrente de osteoporose severa, o que justifica a ocorrência de fratura espontânea”, esclareceu.
Por fim, a Direção da unidade lamenta o ocorrido e ressalta que, diante do caso, não houve negligência profissional. “No entanto, seguimos em investigação para total esclarecimento aos familiares”.
A 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista concluiu a investigação que apurou a realização de procedimentos estéticos invasivos por profissional não habilitada legalmente. A apuração identificou que os procedimentos foram realizados em ambiente clínico sem estrutura hospitalar, entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025, resultando em lesões corporais graves com deformidade permanente em quatro pacientes.
As intervenções incluíram platismoplastia e lifting em região submandibular e de pescoço, divulgadas em redes sociais com falsas promessas, uma vez que são procedimentos expressamente proibidos ao cirurgião-dentista. A atuação da profissional foi considerada sistemática, com finalidade lucrativa, ausência de registros médicos e desrespeito às normas éticas da profissão.
Após fiscalização do Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CRO-BA), a profissional foi suspensa por 30 dias e recomendada a instauração de processo disciplinar. Com base nas provas colhidas, a Polícia Civil formalizou o indiciamento da investigada pelos crimes de lesão corporal de natureza grave com deformidade permanente por quatro vezes; exercício ilegal da medicina com fim de lucro; e propaganda enganosa. O relatório foi encaminhado ao Poder Judiciário para apreciação e manifestação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Uma em cada cinco crianças ou adolescentes do mundo está acima do peso, o que representa cerca de 391 milhões de indivíduos. Quase metade delas – 188 milhões – apresenta obesidade. Com isso, pela primeira vez na história, o excesso de peso grave superou a desnutrição como a maior forma de ná nutrição infantil. Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que alerta para o risco de adoecemento.
Em um relatório com dados de mais de 190 países, a organização mostra que a prevalência de desnutrição entre crianças de 5 a 19 anos caiu de quase 13% para 9,2%, entre 2000 e 2025 Enquanto isso as taxas de obesidade aumentaram de 3% para 9,4%. A obesidade só não superou a desnutrição em duas regiões do mundo: a África Subsaariana e o Sul da Ásia.
No Brasil, esse já é o panorama há algumas décadas. No ano 2000, 5% das crianças e adolescentes apresentavam obesidade, contra 4% afetados pela desnutrição. Até 2022, o índice de obesidade triplicou, chegando a 15%, enquanto a desnutrição continuou caindo para 3% dessa população. Além disso, o sobrepeso dobrou de 18% para 36%.
Segundo o relatório, as maiores taxas de obesidade entre crianças e adolescentes foram encontradas em países das Ilhas do Pacífico, passando de 30%. A principal razão, segundo o Unicef, é a substituição da alimentação tradicional por alimentos ultraprocessados, que são mais baratos.
Mas as taxas de obesidade e o consumo de ultraprocessados também preocupam em países de alta renda, de continentes e com contextos culturais diferentes. No Chile, 27% das habitantes entre 5 a 19 anos vivem com obesidade, e a proporção é de 21% nos Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, ou seja, 2 a cada 10.
“A obesidade é uma preocupação crescente que pode impactar a saúde e o desenvolvimento das crianças. Os alimentos ultraprocessados estão substituindo cada vez mais frutas, vegetais e proteínas, justamente quando a nutrição desempenha um papel crítico no crescimento, desenvolvimento cognitivo e saúde mental das crianças”, lamenta Catherine Russell, Diretora Executiva do Unicef.
De acordo com a organização, a mudança não se deve a escolhas pessoais, mas a “ambientes alimentares prejudiciais que estão moldando a dieta das crianças, para privilegiar alimentos ultraprocessados e fast foods“, que contém altas concentrações de açúcar, amido refinado, sal, gorduras não saudáveis e aditivos.
Alimentos ultraprocessados aumentam risco de doenças ao longo da vida, diz relatório. – Fernando Frazão/Agência Brasil
“Esses produtos dominam comércios e escolas, enquanto o marketing digital dá à indústria de alimentos e bebidas acesso poderoso ao público jovem”, alerta a publicação.
O relatório mostra também que a desnutrição continua sendo uma preocupação significativa entre crianças menores de 5 anos em muitos países de baixa e média renda, enquanto o excesso de peso é mais prevalente entre as crianças em idade escolar e adolescentes.
De acordo com o relatório, a condição aumenta o risco de desenvolver resistência à insulina, pressão alta e doenças graves ao longo da vida, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.
O Unicef calcula que, se os países não intervirem para prevenir o excesso de peso infantil, podem enfrentar grandes impactos econômicos, por causa das consequências na saúde pública. Até 2035, o impacto econômico global do sobrepeso e da obesidade deve ultrapassar US$ 4 trilhões por ano.
Por outro lado, alguns países aparecem como exemplos positivos, incluindo o Brasil. A organização destaca: a restrição progressiva da compra de ultraprocessados no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); a vedação de propagandas de alimentos não saudáveis para crianças; a rotulagem frontal, que destaca quando um produto é rico em substâncias nocivas, como açúcar e sódio; e a proibição do uso de gorduras trans na produção de alimentos.
Ao longo dos últimos 10 anos, o Brasil contabilizou 45.511 atendimentos em emergências da rede pública relacionados a envenenamento que precisaram de internação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).
O levantamento mostra que, além de envenenamentos classificados como acidentais ou indeterminados, 3.461 pacientes internados via Sistema Único de Saúde (SUS) sofreram intoxicação proposital causada por terceiros. Com base na série histórica, o país registrou média de 4.551 casos de envenenamento ao ano no período entre 2009 e 2024.
“Esse índice fica em torno de 379 registros ao mês e 12,6 ao dia. Isso significa que, a cada duas horas, uma pessoa deu entrada numa emergência da rede pública em consequência de ingestão de substâncias tóxicas ou que causaram reações graves dentro do período analisado”, alertou a Abramede, em nota.
No comunicado, a entidade reforça a relevância de médicos emergencistas em situações críticas, incluindo casos de envenenamento, e alerta para a facilidade de acesso a venenos, para a falta de fiscalização e de regulamentação, para a impunidade e para o uso em contextos íntimos – muitas vezes, com motivações emocionais.
Os profissionais do Samu 192 também marcaram presença em uma ala no desfile cívico-militar de 7 de Setembro, em Brumado. O evento celebrou os 15 anos de atuação do Serviço de Atendimento Móvel a Urgências na cidade.
Regina Coqueiro, coordenadora do Samu 192 na região, destacou que, através do desfile, a equipe pode mostrar um pouco do seu trabalho em prol da população.
“É com grande alegria que nossa equipe está aqui, em parceria com a Secretaria de Educação, mostrando nosso trabalho, a nossa luta diária. Que venham mais 15 anos porque estamos cheios de energia para salvar vidas”, declarou.
Coqueiro apontou ainda que, após o Samu 192, as ocorrências são atendidas com muito mais agilidade. “Não existe tanta sequela porque o atendimento é rápido. Estamos aí só tentando melhorar”, concluiu.
A vacina contra herpes-zóster pode reduzir a possibilidade de doenças cardiovasculares graves, como acidente vascular cerebral (AVC), em adultos imunizados. Pesquisa mostra que pessoas de 18 a 50 anos vacinadas tiveram queda de 18% no risco dessas doenças, enquanto as com mais de 50 anos, em 16%.
A hipótese está no estudo científico que coleta, analisa e resume os resultados de outras pesquisas publicadas sobre o tema.
A revisão sistemática e meta-análise global intitulada Eficácia da vacina contra herpes-zóster em eventos cardiovasculares – uma revisão sistemática da literatura e meta-análise, é de autoria do médico Charles Williams, diretor associado global da GSK, companhia biofarmacêutica que produz medicamentos e vacinas.
O levantamento global reuniu 19 estudos para testar a eficácia da vacina e para observar o efeito da vacinação contra o herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, em ocorrências cardiovasculares.
Dentre esses estudos, nove deles tiveram 53,3% dos participantes homens. Sete estudos relataram idades médias que variaram de 53,6 a 74 anos.
Juntos, esses estudos relataram a diminuição do risco absoluto de doenças do coração ou de circulação nas pessoas que receberam a vacina contra herpes-zóster. A diferença de taxa variou de 1,2 a 2,2 eventos a menos para 1 mil pessoas, por ano.
A recente declaração de consenso clínico da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre a vacinação como uma nova forma de prevenção da doença cardiovascular afirma que as vacinas devem ser consideradas como o quarto pilar da prevenção médica da doença cardiovascular, juntamente com os anti-hipertensivos, os medicamentos para baixar o colesterol e os medicamentos que tratam o diabetes.
Mais evidências
Responsável pela revisão sistemática, Charles Williams ressaltou, no entanto, a necessidade de mais estudos para confirmar se a vacina contra o herpes-zóster, usada para prevenir o cobreiro, de fato, está associada a um risco estatisticamente significativo menor de ataques cardíacos e AVCs.
Renato Kfouri relata que associação entre a vacina e redução de eventos cardiológicos tem evidências – SBIm/Divulgação
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, em entrevista à Agência Brasil, concorda.
“A infecção viral não é o único fator desencadeante de doenças cardiovasculares. Então, é preciso separar esses fatores que podem confundir – como a obesidade, hipertensão, diabetes – para que a gente entenda, realmente, o papel da vacina nessa prevenção.”
O infectologista brasileiro relata que essa associação entre a vacina e a diminuição dos riscos dos chamados eventos cardiovasculares já acumula evidências científicas e publicações em outros tipos de imunizações.
Renato Kfouri citou a gripe, causada pelo vírus influenza, que também pode ser desencadeador de infartos e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente. E que a vacina adotada anualmente para prevenir infecções, pode reduzir os riscos de problemas cardiovasculares.
“Evidências vão se acumulando, também, em relação à vacina do Zoster, que é um precipitador de eventos cardiovasculares a infecções. Consequentemente, a sua prevenção pode se traduzir em uma prevenção também para esses eventos cardiovasculares”, confirma.
Imunização no Brasil
No Brasil, a vacina contra o herpes-zóster está disponível apenas na rede privada de saúde. No entanto, em abril deste ano, o Ministério da Saúde solicitou avaliação técnico-científica à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa a relação custo-efetividade para subsidiar uma possível incorporação no calendário vacinal do Sistema Único de Saúde. Ainda não há parecer técnico.
O vice-presidente da SBIm, Renato Kfouri, comentou que muitas vacinas estão na fila para serem incorporadas ao SUS e que é preciso definir as prioridades dentro do orçamento público federal.
Na rede privada brasileiro, o preço da vacina contra herpes-zóster depende do tipo de imunizante e da clínica ou farmácia onde é aplicada.
O preço de uma dose da vacina varia entre R$ 850 e R$ 1 mil, em média. O esquema vacinal completo requer duas doses, aplicadas com intervalo de dois a seis meses, o que eleva o custo total da imunização para algo entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil.
Herpes-zóster
O Ministério da Saúde esclarece que a doença é causada pelo vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo que causa também a catapora.
Após a infecção inicial, o vírus permanece latente (sem efeitos perceptíveis) no sistema nervoso e pode reativar, causando o cobreiro em cerca de uma a cada três pessoas ao longo da vida.
A ativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, como os portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer, HIV/aids, transplantados e outras circunstâncias.
Após a reativação, acredita-se que o VZV pode invadir vasos sanguíneos, levando a inflamação e possivelmente a complicações como o AVC.
O quadro clínico do herpes-zóster, ou seja, os sinais e sintomas da doença, na maior parte dos casos, são dores nevrálgicas (nos nervos); formigamento, agulhadas, adormecimento, pressão; ardor e coceira locais;
Estes sintomas antecedem as lesões na pele avermelhadas. As regiões mais comprometidas, geralmente, são a torácica (53% dos casos) e a cervical (20%).
Renato Kfouri esclarece que a doença tem como grande consequência a neuralgia, a dor pós-evento agudo, que é incômoda. Mas, ele alerta que as complicações são as que mais chamam a atenção. “O herpes oftálmico, que pode levar a perda de visão. A neuralgia pós-herpética, que é muito mais comum com a idade [avançada]. Quanto mais idoso é o indivíduo, maior a chance de ele permanecer com dor. E dor é importante, o tratamento é difícil e, muitas vezes, impacta a qualidade de vida”, enumera.
Doenças cardiovasculares
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares(DCV) continuam sendo a principal causa de morte em todo o mundo.
As DCVs representam 31% de todas as mortes em nível global.
Estima-se que 17,9 milhões de pessoas morreram por enfermidades do coração e dos vasos sanguíneos em 2016. Destes óbitos, estima-se que 85% ocorrem devido a ataques cardíacos e AVCs.
Imunizante está disponível apenas na rede privada do Brasil.
A empresária de Brumado Perinalva Dias da Silva – Foto: Reprodução/TV Globo
A trajetória de recuperação da empresária de Brumado Perinalva Dias da Silva, dona do Grupo Pax Nacional, será contada neste domingo (31), no programa Fantástico, da TV Globo. Ela enfrentou um quadro grave de saúde que a levou ao coma, consequência de uma hipervitaminose, condição rara provocada pelo consumo excessivo de suplementos.
Segundo familiares, a ingestão inadequada dos produtos causou uma intoxicação que afetou órgãos vitais e quase custou sua vida. Durante o período em coma, Perinalva passou por diversos procedimentos médicos e acompanhamento intensivo até conseguir se restabelecer.
O caso levantou questionamentos sobre os riscos do uso indiscriminado de vitaminas e suplementos, prática cada vez mais comum entre brasileiros que buscam melhorar a performance física ou fortalecer a saúde sem acompanhamento profissional.
Especialistas dizem que, apesar de vendidos livremente, esses produtos podem causar sérios danos quando ingeridos em doses acima do recomendado. No programa, a empresária vai compartilhar como enfrentou os desafios físicos e emocionais da recuperação, além de promover uma reflexão sobre a importância do equilíbrio entre autocuidado e rotina profissional.
Sua história, marcada por superação, também funciona como alerta contra a automedicação e o uso irresponsável de substâncias aparentemente inofensivas.