Categoria: Internacional

Lucas Pinheiro conquista 1° ouro para o Brasil em Olimpíada de Inverno

Nascido na Noruega, esquiador venceu slalom gigante na Itália
EBC

Milano Cortina 2026 Olympics - Alpine Skiing - Men's Giant Slalom Run 1 - Stelvio Ski Centre, Bormio, Italy - February 14, 2026.Lucas Pinheiro Braathen of Brazil in action REUTERS/Denis Balibouse
Lucas Pinheiro Braathen – Foto: REUTERS/Denis Balibouse

A história foi escrita em Bormio, cidade nos Alpes italianos, próxima à divisa com a Suíça. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha do Brasil em uma Olimpíada de Inverno. E logo a dourada. O esquiador venceu a prova do slalom gigante nos Jogos de Milão e Cortina.

O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas “portas”, separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.

Nascido em Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em 2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

Lucas assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1min13s92. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1min11s08), a marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços Odermatt e Meillard.

Trajetória

Aos 25 anos, Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir. Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta nórdico, mas não completou as provas que participou.

Em 2024, voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte, passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos em etapas de Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em Bormio, neste sábado.

Antes de Lucas, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno era de Isabel Clark. Nos Jogos de Turim, também na Itália, há 20 anos, a carioca ficou em nono no snowboard cross.

Outro a competir na prova deste sábado foi Giovanni Ongaro. Também filho de mãe brasileira, mas nascido em Clusone, na Itália, ele somou 2min34s15 nas descidas, ficando na 31ª posição.

Brasil nos Jogos

O ouro deste sábado pode ter sido somente a primeira medalha do Brasil em Milão-Cortina.

Na segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília) será a vez do slalom, prova semelhante à versão “gigante”, com a diferença que a distância entre os mastros é menor (cerca de 13 metros).

Além de Lucas e Giovanni, o Brasil será representado pelo carioca Chrisitan Soevik, outro que é filho de pai norueguês e mãe brasileira.

Papa Francisco x Jeffrey Epstein

Por Levon Nascimento

Papa Francisco

O que lentamente se desvela sob a poeira espessa da chamada “lista Epstein” não é apenas o inventário grotesco de crimes individuais — abusos, exploração, violência e tráfico humano —, mas a anatomia moral de um sistema. Um sistema no qual banqueiros, magnatas e operadores políticos se entrelaçam nas sombras para servir aos interesses de uma elite global intoxicada por poder. Entre os nomes e conexões que emergem, aparece também o circuito ideológico: viagens financiadas para influenciadores travestidos de ortodoxia católica, campanhas digitais sistemáticas contra aquele que ousou confrontar os ídolos do mercado.

Segundo relatos amplamente divulgados, o financista teria confidenciado a Steve Bannon — estrategista ligado a Donald Trump e influente nos círculos da família Jair Bolsonaro — a frase que soa como síntese de um projeto: “Eu vou derrubar Francisco”. Não era apenas uma divergência teológica. Era a percepção de que havia, em Roma, uma voz que desorganizava a engrenagem.

Papa Francisco foi atacado com fúria desproporcional. Chamaram-no de ingênuo, de herege, de comunista. Acusaram-no de trair a tradição — quando, na verdade, retornava à fonte mais radical do Evangelho. Sua fidelidade não foi à lógica das armas, mas à paz. Não ao lucro predatório, mas à Ecologia Integral. Não à indiferença diante das migrações forçadas, mas ao acolhimento dos pobres e descartados. Denunciou o massacre em Gaza, clamou pelo fim da guerra na Ucrânia, confrontou a idolatria do dinheiro dentro e fora da própria Igreja.

E isso tem preço.

Os poderosos deste mundo — financeiros, midiáticos, políticos — não toleram profetas. Muito menos quando o profeta ocupa a Cátedra de Pedro e fala em nome dos que não têm voz. Francisco tornou-se incômodo porque desmontava a teologia do mercado, porque desmascarava o nacionalismo travestido de fé, porque recordava que o cristianismo não é uma bandeira identitária, mas uma cruz carregada ao lado dos crucificados da história.

Epstein foi preso em 2019. Um arquivo humano dos subterrâneos do capitalismo ocidental. Um mês depois, morreu em circunstâncias que jamais cessarão de levantar perguntas. O escândalo, contudo, não terminou com ele; apenas revelou a extensão da podridão estrutural.

Francisco, ao contrário, não recuou. Foi até o fim. Até a Páscoa de seu Senhor e Mestre. Permaneceu com os pobres, com os migrantes, com a Casa Comum ferida, com as vítimas da guerra. Não se curvou à lógica do medo nem ao cálculo do poder.

Enquanto uns sucumbem nas celas do escândalo, outros atravessam a história como testemunhas.

Francisco: santo súbito!

Brasil não tem caso confirmado de Nipah, esclarece Ministério da Saúde

Brasil não tem caso confirmado de Nipah, esclarece Ministério da Saúde
Foto – ECDC / Divulgação
O Brasil não tem nenhum caso de Nipah confirmado. Portanto, o Ministério da Saúde esclarece que é falsa a informação que circula nas redes sociais que afirma o contrário. Segundo a pasta, o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilantes a agentes altamente patogênicos e garante que o risco de uma pandemia causada pelo vírus continua sendo considerado baixo. Essa é a mesma avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual o surto recente registrado na Índia está praticamente encerrado. Não há, portanto, nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira.

Segundo a OMS, foram confirmados na Índia apenas dois casos, ambos entre trabalhadores de saúde, que tiveram contato com 198 pessoas já identificadas e testadas, todas com resultado negativo. O último caso foi registrado naquele país em 13 de janeiro, indicando que o evento já se aproxima do fim do período de acompanhamento.

Em informe técnico recente, a OMS classificou o risco como baixo e reforçou que não há registro de casos fora dessa região nem em outros países citados equivocadamente em conteúdos desinformativos. Além disso, o vírus está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, o que afasta qualquer indicação de risco para a população brasileira no momento.

Delcy Rodríguez apresenta proposta de anistia geral na Venezuela

Lei deve passar pela Assembleia Geral do país
Agência Brasil

Venezuela's interim president Delcy Rodriguez applauds as she delivers her first annual address to the nation at the National Assembly, following the U.S. strike in Caracas that resulted in the capture of President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, in Caracas, Venezuela, January 15, 2026. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez – Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (30) uma proposta de lei de anistia geral para centenas de presos no país. “Estou anunciando uma lei de anistia geral e instruindo que essa lei seja levada à Assembleia Nacional para promover a coexistência pacífica na Venezuela”, disse ela em um evento no Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela.

“Que seja uma lei que sirva para curar as feridas que o confronto político deixou, da violência ao extremismo. Que sirva para restabelecer a justiça em nosso país e para restabelecer a convivência entre venezuelanos e venezuelanas”, acrescentou.

Segundo ela, a lei vai cobrir o que chamou de “todo o período político, de violência política”, que vai de 1999 até os dias atuais. Foi em 1999 que Hugo Chávez chegou ao poder, após ser eleito no final de 1998. Em seu discurso, Delcy afirma que a lei de anistia traz “o espírito de Hugo Chávez”.

“E aí está também o espírito de Chávez, quando chegou ao poder na Venezuela para dizer a uma vasta maioria do país, que havia sido excluída pelas elites políticas, que deveria haver igualdade, inclusão, equidade e justiça social”.

A proposta não contempla condenados por homicídio, tráfico de drogas, corrupção e violações graves aos direitos humanos.

Delcy Rodríguez chegou ao poder após o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. Maduro se encontra preso no país norte-americano. Ao mesmo tempo em que dialoga com o governo de Donald Trump, no intuito de estabelecer alguma relação entre os dois países, a presidente interina da Venezuela condena o rapto de Maduro.

Nesta semana, ao anunciar a criação de um plano de defesa nacional, ela afirmou que seu país está disposto ao diálogo, mas não a outra agressão.

Brumadense, Padre Fábio esteve com o Papa Leão XIV no Vaticano

Brumadense, Padre Fábio esteve com o Papa Leão XIV no Vaticano
 Foto: CNBB

Brumadense, o Padre Fábio Eduardo está no Vaticano, na Itália, compondo a comissão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para uma ação missionária e intereclesial entre Brasil e Roma. A comissão foi recepcionada pelo Papa Leão XIV na segunda-feira (12).

Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, o Padre Fábio falou sobre o sentimento único de poder fazer parte desse grupo em um trabalho tão relevante. “É uma alegria muito grande estar junto com essa equipe falando em nome de um trabalho tão importante e tão bonito que é desenvolvido, que diz respeito à dimensão missionária e a vivência eclesial na formação dos futuros padres aí no Brasil”, declarou.

Em resumo, o pároco destacou que o encontro foi emocionante. Segundo ele, mesmo em um mundo tão diverso e com uma igreja com tantas particularidades, o Papa Leão XIV é capaz de conhecer a realidade onde estamos inseridos e ser muito acolhedor.

Na audiência, foi partilhado com o Papa aquilo que está sendo feito pelos Bispos em suas Igrejas, sempre almejando a unidade da Igreja Católica no mundo.

Brumadense, Padre Fábio esteve com o Papa Leão XIV no Vaticano
Foto: CNBB

Em devolutiva, o Papa parabenizou a equipe e orientou que a comissão continue a realizar aquilo que a Igreja pede de todos nós: sermos missionários. “A benção dele foi uma confirmação: continuem a fazer o bem que vocês têm feito à Igreja, ao Brasil e ao mundo na construção do reino”, completou.

Natural de Brumado, o pároco reside atualmente em Roma, onde cursa um Doutorado em Teologia Moral. Pelos próximos quatro anos, ele continuará no país europeu, considerado o coração da Igreja Católica. O Padre Fábio declarou que o curso é uma chance imensa de crescimento pessoal e teológico.

Sobre a oportunidade de compor a comissão, ele afirmou que a oportunidade de estar à frente da maior autoridade religiosa do mundo é surreal. “Tem algo de sublime. É um homem guiado verdadeiramente pelo espírito de Deus, simples e extremamente acessível”, definiu.

EUA recuam em acusar Maduro de liderar suposto Cartel de Los Soles

Governo Trump, no entanto, mantém acusação de narcotraficante
Agência Brasil

Captured Venezuelan President Nicolas Maduro arrives at the Downtown Manhattan Heliport, as he heads towards the Daniel Patrick Manhattan United States Courthouse for an initial appearance to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others in New York City, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz
© REUTERS/Eduardo Munoz/Proibida reprodução

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.

Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparece 33 vezes e Maduro é apontado como líder dessa suposta organização.

“Nicolas Maduro Moros, o réu, ajudou a administrar e, por fim, a liderar o Cartel de Los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela”, dizia a denúncia, apresentada ainda no primeiro mandato de Trump.

Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.

“Nicolas Maduro Moros, o réu – assim como o ex-presidente Chávez antes dele – participa, perpetua e protege uma cultura de corrupção na qual poderosas elites venezuelanas se enriquecem com o tráfico de drogas e a proteção de seus parceiros traficantes”, diz o texto.

A peça do Departamento de Justiça dos EUA afirma, em seguida, que os lucros dessa atividade foram para funcionários corruptos.

“[Esses funcionários] operam em um sistema de clientelismo administrado por aqueles no topo – referido como o Cartel de Los Soles ou Cartel dos Sóis, uma referência à insígnia do sol afixada nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente”, diz o documento oficial de Washington.

Fumaça sobe após múltiplas explosões em Caracas03/01/2026 Vídeo Obtido pela Reuters/via REUTERS
Caracas 3/1/2026 – Fumaça sobe após múltiplas explosões durante invasão dos EUA – Vídeo Obtido pela Reuters/Proibida reprodução

A mudança na linguagem e no teor da acusação do Departamento de Justiça chamou a atenção, uma vez que o suposto cartel foi designado como grupo terrorista pelo governo Trump. A acusação de que Maduro lideraria a organização justificou, no plano discursivo, a invasão da Venezuela.

Especialistas no mercado mundial de drogas vêm rejeitando chamar a Venezuela de narcoestado ou mesmo reconhecer a existência do Cartel de Los Soles.

Não há qualquer menção a esse grupo nas publicações do Escritório para Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU). O Relatório Anual Sobre Ameaças de Drogas da DEA (Administração de Combate às Drogas) de 2025, do governo dos EUA, também não menciona o suposto cartel venezuelano.

Dificuldade em provar existência do cartel

A consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca, avalia que, ao evitar tratar o cartel como uma organização “real”, o Departamento de Justiça reconhece os limites para provar essa tese.

“Até agora, não emergiram evidências suficientes para caracterizar uma organização criminosa – lacuna apontada por especialistas e, inclusive, por parceiros de inteligência dos próprios EUA”, explicou.

Gabriela destacou que a mudança na denúncia passa a enquadrar Maduro como posicionado no “topo” de um sistema criminoso, tratado como uma aliança de corrupção e tráfico, e não como uma entidade formal com personalidade jurídica, como um cartel.

“Essa escolha fortalece a acusação, uma vez que desloca o foco para condutas individualizadas e comprováveis [narcotráfico, corrupção e associação criminosa] em vez de sustentar um rótulo amplo e conceitualmente frágil de ‘cartel’”, ponderou a consultora.

Brasília (DF), 22/08/2025 - A consultara sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe, a advogada Gabriela de Luca. Foto: Gabriela de Luca/Arquivo Pessoal
Advogada Gabriela de Luca, consultora sênior da União Europeia para Políticas sobre Drogas na América Latina e Caribe – Foto: Gabriela de Luca/Arquivo pessoal

A advogada disse ainda que a mudança dialoga ainda com as preocupações de especialistas da ONU com o uso indiscriminado do termo cartel, “advertindo que isso poderia justificar medidas amplas de criminalização generalizada do Estado venezuelano, com efeitos colaterais severos sobre uma população já profundamente vulnerabilizada”.

Apesar da mudança, os EUA seguem acusando Maduro de uma série de crimes ligados ao narcotráfico, incluindo relação com narcoguerrilhas colombianas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN), e cartéis mexicanos, como Sinaloa e Zetas.

“Maduro Moros e seus cúmplices, durante décadas, fizeram parceria com alguns dos traficantes de drogas e narcoterroristas mais violentos e prolíficos do mundo, e contaram com a corrupção de funcionários em toda a região, para distribuir toneladas de cocaína para os EUA”, diz a acusação.

Venezuela's captured President Nicolas Maduro and his wife Cilia Flores attend their arraignment with defense lawyers Barry Pollack and Mark Donnelly to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others, at the Daniel Patrick Moynihan United States Courthouse in Manhattan, New York City, U.S., January 5, 2026 in this courtroom sketch. REUTERS/Jane Rosenberg
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, comparecem à audiência de instrução no Tribunal Federal, em Nova York, conforme ilustrado em desenho da sala do tribunal – Foto: Reuters/Jane Rosenberg/Proibida reprodução

Maduro diz que é inocente

Em depoimento à Justiça dos EUA, Maduro disse que é inocente e se classificou como um prisioneiro de guerra após ser sequestrado por militares estadunidenses no último sábado (3).

O governo de Caracas acusa Washington de criar a acusação de narcotraficante contra lideranças do país para justificar a intervenção na Venezuela com objetivo de controlar as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta.

Trump tem exigido ao novo governo de Delcy Rodríguez, que tomou posse na terça-feira (6) como presidente interina, acesso aos campos de óleo do país.

Em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, admitiu que o petróleo do país sul-americano não pode ficar nas mãos de “adversários” do Hemisfério Ocidental.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata na terça.

Forças Armadas da Venezuela reconhecem vice como presidente interina

Presidente Nicolás Maduro foi capturado em ataque dos EUA
Agência Brasil

Delcy Rodríguez em Caracas 10/3/2025 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
A vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, assume interinamente – Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Proibida reprodução

As Forças Armadas venezuelanas reconheceram neste domingo (4) a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, como presidente interina da Venezuela.

Em vídeo, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, também rechaçou a intervenção norte-americana no país e exigiu a libertação do presidente Nicolas Maduro, capturado pelo governo dos Estados Unidos. López avaliou que o ataque representa “uma ameaça global”.

“Se hoje foi contra a Venezuela, amanhã pode ser contra qualquer Estado, contra qualquer país”. 

“Rechaçamos essa pretensão colonialista que se deseja implementar, sob o espírito da doutrina Monroe, sobre a América Latina e o Caribe”, disse o ministro, ao pedir ao povo da Venezuela que retome suas atividades ao longo dos próximos dias. 

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) já havia decidido que Delcy Rodríguez deveria assumir a presidência interina do país, após a captura do líder Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Entenda

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana, Caracas. Em meio ao ataque militar, realizado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

O ataque marcou um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado

Ainda não se sabe para onde Maduro e a esposa foram levados
Agência Brasil

Smoke rises near Fort Tiuna, after U.S. President Donald Trump said the U.S. has struck Venezuela and captured its President Nicolas Maduro, in Caracas, Venezuela, January 3, 2026. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
© Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Proibida reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (03) um ataque em larga escala à Venezuela. A capital Caracas e outras cidades teriam sido atingidas por vias aérea e terrestre. Em manifestação nas redes sociais, Trump afirmou que houve sucesso e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. 

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, disse o presidente norte-americano.

“Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago. Obrigado pela atenção!”

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de “vil e covarde”. Padrino pediu ajuda internacional.

Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas. Bombardeios norte-americanos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses.

No entanto, por diversas vezes, o presidente da Venezuela negou envolvimento com o tráfico e também pediu apoio de organismos internacionais.

Morre a atriz Brigitte Bardot, musa do cinema francês

Ela atuou em dezenas de produções e lutou pela defesa dos animais
Agência Brasil

FILE PHOTO: Former French actress and animal rights activist Brigitte Bardot attends a meeting February 11, 2004, at the Paris Mosque with moslem religious leaders over the fate of thousands of sheep ritually slaughtered each year during the Aid-el-Kabir religious festival. REUTERS/Charles Platiau MAL/GB/File Photo
A atriz Brigitte Bardot – Foto: Reuters/Charles Platiau/Arquivo/Proibida reprodução

Morreu neste domingo (28), aos 91, anos a atriz Brigitte Bardot, lenda do cinema francês. A causa da morte não foi divulgada, mas ela já estava com a saúde debilitada há alguns meses, passando por períodos de longas internações. Ela morreu num hospital no sul da França, onde passaria por uma cirurgia.

O presidente francês Emmanuel Macron se manifestou sobre a morte de Brigitte. Ele escreveu: “Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”.

Além de atriz, Brigitte foi cantora e ativista da causa animal. Nascida em Paris, em 1934, em uma família rica, começou sua carreira artística como modelo, aos 15 anos. Estampou a capa da revista Elle e sua beleza chamou atenção imediata de outras áreas, como o cinema.

Estreou nas telas em 1952, aos 18 anos, no filme Le Trou Normand, do diretor Jean Boyer, no qual interpretou a personagem Javotte Lemoine, um papel pequeno. No mesmo ano atuou em Manina, a Moça Sem Véu. Com direção do diretor francês Willy Rozier, sua personagem não tinha grande destaque, mas Brigitte chamou atenção ao aparecer de biquíni, ajudando a tornar comum a peça de roupa.

Em 1953, a jovem atriz, ainda não muito famosa, atuou em Mais Forte que a Morte, seu primeiro trabalho num longa-metragem norte-americano. Com Kirk Douglas e Dany Robin como protagonistas, a produção teve muitas cenas rodadas na França. Embora não tenha tido grande destaque no filme, a atriz chamou atenção no Festival de Cannes daquele ano durante a promoção do longa protagonizado por Douglas. Ela surgiu de biquíni no evento, o que causou frisson na mídia.

A atriz seguiu atuando em filmes franceses, italianos e ingleses. Em 1955 trabalhou em várias produções como A Noiva do Comandante, As Grandes Manobras e A Luz do Desejo. Em 1956, integrou o elenco de filmes como Helena de Tróia, Mademoiselle Pigalle e Meu Filho Nero.

Nestes longas, Brigitte já vinha chamando atenção e atuando com mais destaque, sendo protagonista em algumas produções. Ainda em 1956, estrelou E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, o francês Roger Vadim.

No longa, Brigitte interpreta Juliette, uma jovem mulher que vive em Saint-Tropez que se casa com o irmão de um homem que a rejeitou. Ela, que é uma órfã, luta para não voltar para o orfanato e faz isso despertando paixões.

A produção levou Brigitte ao estrelato: ela se tornou um símbolo sexual e passou a influenciar a moda feminina em grande parte do mundo.

A partir daí, a francesa se tornou sinônimo de estrela de cinema, atuando em produções famosas como O Desprezo, de 1963, do diretor Jean-Luc Godard e atuou ao lado de astros como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Sean Connery, entre outros.

Búzios

Brigitte passou por crises de relacionamento nos anos 60, teve depressão e questões graves com bebidas alcoólicas. Teve um filho não desejado, o que tumultuou sua relação com ele ao longo da vida.

Em 1965, Brigitte veio ao Brasil, quando namorava Bob Zagury, um brasileiro atleta de basquete no Flamengo. Em passagem pelo país, a atriz esteve na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, em uma visita que ficou famosa. A prefeitura local fez uma estátua de Brigitte, que permanece no município até os dias de hoje.

O último filme de Brigitte foi o francês L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, lançado em 1973. Depois disso, a atriz decidiu deixar a vida artística e passou a se dedicar a outra de suas paixões: a defesa dos animais.

Ela criou a Fundação Brigitte Bardot para ajudar a salvar animais de variadas espécies ao redor do mundo. Seu lado ativista foi muito elogiado e celebrado, o que não evitou que recebesse críticas nos últimos anos de sua vida por posicionamentos políticos considerados polêmicos.

Em 2021, quando tinha 87 anos, Brigitte foi condenada por um tribunal francês e multada em 20 mil euros por ter feito insultos racistas contra moradores da ilha francesa de Reunião.

Ela também, recentemente, declarou apoio a Marine Le Pen, representante da extrema direita francesa.

Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta.

Flamengo perde para PSG e vê sonho do bi mundial ser adiado

Rubro-Negro foi superado por 2 a 1 na disputa de pênaltis
Agência Brasil

flamengo, psg, copa intercontinental
O Flamengo foi derrotado pelo PSG (França) por 2 a 1 na cobrança de pênaltis – Foto:  Reuters/RULA ROUHANA/Direitos reservados

O Flamengo foi derrotado pelo PSG (França) por 2 a 1 na cobrança de pênaltis, após um empate de 1 a 1 com a bola rolando, na tarde desta quarta-feira (17) no estádio Ahmad bin Ali, na cidade de Al Rayan (Catar), e viu o sonho do bicampeonato mundial adiado. Já a equipe francesa conquistou o título da Copa Intercontinental de Clubes da Fifa.

O time francês abriu o placar com o atacante georgiano Kvaratskhelia aos 37 minutos do primeiro tempo. A equipe carioca chegou a igualar aos 16 da etapa final, graças a gol em cobrança de pênalti do volante Jorginho. E nas penalidades máximas o goleiro russo Safonov brilhou, defendendo os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo, para garantir o triunfo de 2 a 1 da equipe francesa.

Desta forma a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís viu adiado o sonho de conquistar outro título de uma competição de clubes de âmbito mundial, como aconteceu em 1981 (quando venceu o Liverpool, da Inglaterra, pelo placar de 3 a 0 em Tóquio, no Japão, para ficar com a Copa Intercontinental).

Apesar do revés na decisão da Copa Intercontinental, o Flamengo teve uma temporada histórica, na qual conquistou quatro troféus: o Campeonato Carioca, a Supercopa do Brasil, a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

Falhas de Rossi

A etapa inicial da partida entre Flamengo e PSG teve um protagonista, mas pelo lado negativo, o goleiro Agustín Rossi. O argentino, que foi um dos destaques da vitoriosa campanha do Rubro-Negro na Copa Libertadores, falhou em duas oportunidades na final diante dos franceses.

A primeira foi logo aos oito minutos, quando Rossi tentou evitar que a bola saísse com um chutão. A bola sobrou com o espanhol Fabián Ruiz, que bateu para o fundo do gol. Mas o lance foi anulado pelo juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), ao ser constatado que a bola saiu pela linha de fundo.

Mas aos 37 outro erro do goleiro argentino culminou em um gol validado. Mayulu esticou a bola na direita para Doué, que, de primeira, cruzou rasteiro para o meio da área. Rossi espalmou e Kvaratskhelia teve apenas o trabalho de escorar para o fundo das redes.

Empate com Jorginho

Após o intervalo, o Rubro-Negro da Gávea igualou um pouco as ações em um confronto que ficou ainda mais aberto, com oportunidades sendo criadas de lado a lado. E o time brasileiro conseguiu empatar o marcador. Aos 14 minutos o uruguaio Arrascaeta foi derrubado dentro da área pelo brasileiro Marquinhos. Inicialmente o juiz não marcou nada, mas o VAR assinalou a necessidade de revisão e o pênalti foi marcado. Jorginho cobrou de forma perfeita e deixou tudo igual.

O empate perdurou até o final dos noventa minutos, e o confronto foi para a prorrogação, na qual o PSG criou as melhores oportunidades de marcar, em especial com o francês Dembélé, que entrou no decorrer da partida. Mas o placar permaneceu no 1 a 1, e a decisão foi decidida nas penalidades máximas.

Brilho de Safonov

Na disputa de pênaltis o time francês contou com o brilho do goleiro russo Safonov, que defendeu os chutes de Saul, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo. Apenas De La Cruz marcou pelo time da Gávea. Já pelo lado francês Vitinha e Nuno Mendes colocaram a bola no fundo do gol. Já o atual melhor do mundo Dembélé bateu para fora e Barcola teve a cobrança defendida por Rossi.

Desta forma o PSG conquistou pela primeira vez na história uma competição de âmbito mundial.

Retrospecto de confrontos

Este foi o quarto jogo entre o Rubro-Negro da Gávea e a equipe da capital francesa na história. O primeiro encontrou entre as duas equipes foi em 1975, quando o Fla triunfou por 2 a 0. Em 1979 quem se deu melhor foram os franceses, pelo placar de 3 a 1. Já em 1991 o resultado foi um empate de 1 a 1.