Categoria: Feminicidio

Agricultora foi morta a facadas em Conceição do Jacuípe

Agricultora é morta a facadas em Conceição do Jacuípe
Sandra Lima Alves de 54 anos – Foto: Reprodução/G1

Uma agricultora de 54 anos foi morta com golpes de faca na quarta-feira (25), em Conceição do Jacuípe, no interior da Bahia. As informações são do G1. O caso ocorreu por volta das 15h, no loteamento João Paulo II. O companheiro da vítima foi preso em flagrante suspeito de cometer o crime.

A mulher foi identificada como Sandra Lima Alves. Segundo as investigações iniciais, o homem agiu por ciúmes e desconfianças sobre um suposto envolvimento extraconjugal da vítima. Durante uma discussão, ele atacou Sandra, que ficou gravemente ferida.

Uma das filhas do casal tentou separar a briga, mas também foi atingida pelos golpes. Ela foi encaminhada para uma unidade de saúde e já recebeu alta.

Sandra também chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Antônio Carlos Magalhães, em Conceição do Jacuípe, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Militar foi acionada por meio do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e, ao chegar ao local, encontrou o suspeito contido por moradores da região.

Conforme apurou a TV Subaé, Sandra tinha duas filhas e morava na cidade. Nas redes sociais, ela costumava publicar registros de viagens.

O homem foi encaminhado para a Delegacia Territorial (DT) de Conceição do Jacuípe, onde foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio. Ele segue à disposição da Justiça. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento de Sandra.

Homem é preso por matar ex e esconder corpo debaixo de cama em Salvador

Homem é preso por matar ex e esconder corpo debaixo de cama em Salvador
Camila Sampaio Rodrigues – Foto: Reprodução/G1

O homem suspeito pelo feminicídio da ex-namorada Camila Sampaio Rodrigues, em Salvador, foi preso na segunda-feira (23) em Salvador. De acordo com o G1, a vítima foi morta a facadas em outubro de 2024 e teve o corpo escondido debaixo de uma cama da própria casa.

Camila tinha 33 anos, trabalhava como recepcionista de uma clínica e era mãe de um menino de 6 anos, fruto de outro relacionamento. O suspeito de cometer o crime foi identificado como Luiz Carlos dos Santos Reis, de 46 anos.

Ela e Luiz Carlos não tinham mais um relacionamento, mas após o homem ficar desempregado, a vítima deixou que ele se hospedasse em sua casa.

Segundo a família, Camila desapareceu em 20 de outubro de 2024, após voltar de uma viagem com as amigas. O grupo passou alguns dias na Ilha de Boipeba, no município de Cairu, que fica no baixo sul da Bahia.

Ao retornar para casa, em Salvador, Camila não deu mais notícias aos familiares. Eles tentaram entrar em contato com ela e, como não conseguiram, foram até a casa onde ela morava. No local, eles sentiram um forte mau cheiro e localizaram o corpo da vítima debaixo de uma cama.

“O erro dela foi ter aceitado ele em casa para ajudar. A gente, como família, jamais esperaria passar por isso. Isso é injusto e a gente quer justiça”, disse Eliete França, mãe de criação de Camila na época.

O corpo da vítima foi enterrado em 23 de outubro de 2024, no Cemitério Baixa de Quintas, em Salvador. No dia do enterro, o filho dela fez uma carta pedindo que a mãe “olhasse por ele”.

Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

Em 2025, foram registrados 6.904 casos
Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 08/03/2023 - Ato denúncia em frente à Câmara Municipal, organizado pelo campanha Levante Feminista contra o Feminicídio, colocarão 210 cruzes nas escadarias do Palácio Pedro Ernesto, simbolizando cada uma das 111 mulheres assassinadas no estado em 2022 e as 99 mulheres assassinadas em 2023. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país.

Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.

O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

A pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.

“Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.

Na metodologia adotada para o relatório, há a produção de contradados a partir do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do próprio Lesfem, responsável pelo monitoramento diário de fontes não estatais que tratam sobre as mortes violentas intencionais de mulheres, como sites de notícias. Além do tratamento quantitativo e qualitativo desses dados, há cotejamento com os registros oficiais.

“As pesquisadoras que fazem esses registros sobre os casos, que leem nas notícias, elas têm um olhar mais acurado para identificar quando é uma tentativa de feminicídio. Já em relação aos registros da segurança pública, por exemplo, nem todos os municípios e estados têm um investimento numa formação específica dos profissionais para identificar esse tipo de crime”, disse a pesquisadora.

A análise do Lesfem aponta que, entre os quase 7 mil casos consumados e tentados de feminicídio, predomina o crime no âmbito íntimo (75%), que são os casos em que o agressor faz ou fez parte de seu círculo de intimidade, como companheiros, ex-companheiros ou a pessoa com quem a vítima tem filhos. A maioria das mulheres foi morta ou agredida na própria casa (38%) ou na residência do casal (21%).

A maior parte das vítimas (30%) estava na faixa etária dos 25 a 34 anos, com uma mediana de 33 anos. Ao menos 22% das mulheres, no total, realizaram denúncias contra os agressores anteriormente ao feminicídio.

A parcela de 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinha filhos ou dependentes. Segundo o levantamento, 101 vítimas estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs pela ação dos criminosos.

Em relação ao perfil do agressor, a idade média é 36 anos. A maioria agiu individualmente, com 94% dos feminicídios cometidos por uma única pessoa, ante 5% praticados por múltiplas. Sobre o meio utilizado, quase metade (48%) dos crimes foi cometida com arma branca, como faca, foice ou canivete.

Foi registrada a morte do suspeito após o feminicídio em 7,91% dos casos com dados conhecidos, sendo que a maioria decorreu de suicídio. A prisão do suspeito foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações conhecidas.

Violência negligenciada

Segundo a pesquisadora, diversas são as situações que fazem com que o ciclo de violência sofrido por mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.

“O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos”, disse. 

Ela acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios. Casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do estado e acabaram mortas por eles.

A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país. Segundo Daiane, pesquisadora do Lesfem/UEL que estuda a chamada machosfera têm percebido que tais redes têm fortalecido ideais machistas e misóginos, inclusive influenciando jovens e crianças.

17º BPM efetua prisões por violência doméstica em Guanambi, Candiba e Urandi

17º BPM efetua prisões por violência doméstica em Guanambi, Candiba e Urandi
Foto: WhatsApp

Três homens foram presos nesta sexta-feira (20), em ocorrências distintas de violência doméstica nas cidades de Urandi, Candiba e Guanambi. As ações aconteceram ao longo da tarde e noite e resultaram na condução dos suspeitos às delegacias da região.

Segundo informou o 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Urandi, por volta das 17h, uma mulher de 38 anos acionou a polícia na Fazenda Flores, zona rural do município, denunciando agressões praticadas pelo companheiro na noite anterior. A vítima apresentava hematomas pelo corpo. O homem, de 36 anos, foi localizado e encaminhado à Delegacia de Polícia da cidade.

Já em Candiba, às 17h30, no Bairro Palmeiras, uma mulher de 28 anos relatou ter sido agredida fisicamente pelo companheiro e impedida de retornar à sua cidade natal. Segundo a denúncia, o suspeito ainda teria quebrado o aparelho celular da vítima e ateado fogo nas malas dela. A ocorrência envolveu uma criança de 1 ano e 6 meses, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação. As partes foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil de Guanambi.

Em Guanambi, por volta das 19h30, um homem foi detido após ameaçar a ex-companheira e a ex-sogra. Informações apontavam que ele estaria armado com uma faca e circulando pela cidade. Durante diligências, o suspeito foi encontrado nas proximidades de sua residência com uma faca tipo peixeira. Ele foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil e autuado em flagrante.

Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS

Ações regressivas aumentaram doze vezes em 3 anos
Rádio Nacional

Brasília (DF), 17/07/2024 - Edifício sede da Previdência Social. Foto: José Cruz/Agência Brasil
© José Cruz/Agência Brasil

Ações para responsabilizar financeiramente condenados por feminicídio por despesas com pensões por morte concedidas pelo INSS estão na mira da Advocacia-Geral da União (AGU).

Os processos com essa finalidade ajuizados pelo órgão federal cresceram oito vezes nos últimos três anos: passaram de 12, em 2023, para 54 em 2024 e, no ano passado, chegaram a 100. São as chamadas ações regressivas por feminicídio.

Caso de Marília

No início deste mês, por exemplo, a 2ª Vara Federal de Marília, em São Paulo, condenou um homem a ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores pagos com a pensão por morte em favor da dependente da ex-companheira, falecida em decorrência de crime qualificado como feminicídio praticado por ele.

A filha do casal tinha apenas dois anos de idade na época. O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 26 anos de reclusão.

Em razão do óbito, o INSS concedeu pensão à criança a partir de setembro de 2021, no valor mensal de R$ 1.518, com estimativa de manutenção até março de 2040. Com a ação regressiva, o homem terá de ressarcir a União pelos valores pagos e os futuros, assumindo o ônus financeiro da concessão do benefício, por ter sido o causador real do dano.

Desenvolvida pela AGU, a tese quer alcançar todos os benefícios previdenciários que forem pagos em decorrência de um feminicídio.

Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o objetivo é cruzar dados nacionais de condenações com as informações do INSS, como explica Adriana Venturini, procuradora-geral Federal da AGU.

“A ideia é que agora a gente consiga fazer parcerias com todas as 27 unidades da federação através do CNJ. E, com o cruzamento dos dados, a gente possibilite que nenhum pagamento previdenciário decorrente de violência doméstica fique sem uma resposta da AGU no sentido de cobrar do agressor o ressarcimento. Porque não deve ficar a responsabilidade para a sociedade”.

A iniciativa busca ainda evitar que o próprio réu figure como beneficiário da pensão por morte, ressalta a representante da AGU.

“Assim que há condenação por feminicídio, o INSS é comunicado e ele evita que o pagamento seja feito se for em benefício do próprio réu. Se for em benefício do filho menor, o pagamento da pensão acontece automaticamente, porque ele não pode ser revitimizado, mas a gente cobra do causador da morte”.

Atualmente, a experiência está presente em 13 unidades da federação. Somente no ano passado, os processos cobraram 113 pensões por morte, com expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Para Adriana Venturini, essa política não se restringe ao ressarcimento financeiro aos cofres públicos, mas dialoga com iniciativas consolidadas de combate à violência de gênero.

“A ideia é que tenha um impacto preventivo e pedagógico, pensando na perspectiva da cultura de responsabilização integral”.

A AGU prepara o ajuizamento de dezenas de novas ações regressivas por feminicídio para o próximo mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Juazeiro: Justiça condena bombeiro militar por feminicídio qualificado

Justiça condena bombeiro militar por feminicídio qualificado em Juazeiro
Foto: Divulgação/AL-BA

O Tribunal do Júri da Comarca de Juazeiro acatou integralmente denúncia do Ministério Público da Bahia (MPBA) e condenou, nesta terça‑feira (3), Ermeson de Oliveira Souza a 22 anos e 10 meses de prisão pelo crime de feminicídio qualificado, cometido contra sua ex‑companheira Quemoly Luize de Sena Araújo, na madrugada de 11 de março de 2024, no bairro Vila Tiradentes, em Juazeiro. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Raimundo Moinhos.

De acordo com a denúncia do MP, o bombeiro militar Emerson Souza matou a vítima por motivo torpe, movido por ciúmes e pela não aceitação do fim do relacionamento. Segundo o documento, o acusado utilizou arma de fogo de uso restrito e atacou Quemoly de forma a impossibilitar qualquer defesa, efetuando o disparo no interior da residência da vítima, onde ele aguardava escondido.

O Ministério Público também destacou na acusação que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, configurando feminicídio, uma vez que o agressor nutria sentimento de posse sobre a ex‑companheira e não aceitava que ela reconstruísse sua vida afetiva. Testemunhos e áudios juntados aos autos demonstraram, segundo a denúncia, que Ermeson teria planejado o assassinato e apresentava comportamento controlador e perseguidor em relação à vítima.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras previstas no art. 121, §2º, incisos I, IV, e VI do Código Penal, exatamente como descritas na peça acusatória. Assim, o Juiz da Vara do Júri fixou a pena de 22 anos e 10 meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

‘Luta deve ser de toda a sociedade, principalmente dos homens’, diz Lula, ao assinar Pacto Nacional contra o Feminicídio

‘Luta deve ser de toda a sociedade, principalmente dos homens’, diz Lula, ao assinar Pacto Nacional contra o Feminicídio
Foto – Ricardo Stuckert / Secom-PR
Num evento que congregou os Três Poderes em uma ação inédita de prevenção e combate ao feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a mensagem de que o tema exige engajamento de todos, mas em especial dos homens. “Lutar contra o feminicídio e todas as formas de violência contra as mulheres deve ser responsabilidade de toda a sociedade. Mas, principalmente e especialmente, dos homens”, afirmou, em um salão lotado de autoridades e representantes da sociedade civil no Palácio do Planalto.

A segurança de meninas e mulheres é condição necessária para a nossa evolução enquanto sociedade e para o exercício pleno da democracia. Hoje, começamos uma nova era na relação entre homens e mulheres. O que queremos é ser parceiros para que a gente possa fazer a sociedade brasileira, e possivelmente a humanidade, melhorar. Esse gesto ultrapassa a fronteira do Brasil”. 

O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio tem como objetivos acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores. Ele representa uma resposta dos Três Poderes – Governo do Brasil, Congresso Nacional e Poder Judiciário – à escalada da violência de gênero, traduzida em uma alarmante estatística de quatro vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país.

“É inadmissível que enquanto fortalecemos os instrumentos de proteção, a exemplo da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, homens continuem agredindo e assassinando mulheres. A segurança de meninas e mulheres é condição necessária para a nossa evolução enquanto sociedade e para o exercício pleno da democracia. Hoje, começamos uma nova era na relação entre homens e mulheres. O que queremos é ser parceiros para que a gente possa fazer a sociedade brasileira, e possivelmente a humanidade, melhorar. Esse gesto ultrapassa a fronteira do Brasil”, afirmou Lula.

Estado de São Paulo registra recorde de feminicídios em 2025

Já o número de homicídios dolosos teve queda de 3%
Agência Brasil

São Paulo (SP), 14/05/2024 - Pedestres na Avenida Paulista durante a chegada da frente fria. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
© Rovena Rosa/Agência Brasil

O estado de São Paulo registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Já o número de homicídios dolosos teve queda em 2025 pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com a SSP. Foram 2.438 casos notificados, uma queda de 3,1% em relação a 2024, quando houve 2.517 registros.

Os latrocínios seguiram a mesma tendência e alcançaram o menor índice desde 2001, início da série histórica. No estado, o número de casos caiu de 166, em 2024, para 129, em 2025, uma redução de 22,2%.

No entanto, na comparação mensal, houve aumento em ambos os crimes. Em dezembro, foram contabilizados 244 casos de homicídios dolosos no estado, seis eventos a mais do que no mesmo mês de 2024.

Nove casos de latrocínio foram registrados em dezembro de 2025, o que representa aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registrados seis casos.

Os casos de estupro tiveram queda, com 14.443 registros em 2025 ante 14.579 em todo o ano anterior. Em dezembro, 1.088 casos foram registrados, enquanto no mesmo mês de 2024 foram 1.096 casos.

Roubos

Os roubos em geral chegaram ao menor patamar da série histórica, de acordo com a SSP. Em 2025, foram 161.310 boletins de ocorrência relacionados a crimes dessa natureza, uma queda de 16,7% na comparação com 2024, quando foram contabilizados 193.658 casos. Em dezembro, foram 11.779 ocorrências de roubos, ante 16.163 no mesmo mês de 2024, o que representa uma redução de 27,1%.

Os roubos de veículos seguiram a mesma tendência e, pelo segundo ano consecutivo, apresentaram os menores indicadores da história tanto no acumulado do ano quanto no mês de dezembro. O balanço anual aponta uma queda de 21%, passando de 31.696 para 25.031 casos em 2025. No comparativo mensal, a redução foi de 42,9%, de 3.355 para 1.913 registros.

Os roubos de cargas atingiram o menor número da série, com 3.470 casos registrados ao longo de doze meses. O índice representa uma queda de 26,3% em relação aos 4.711 casos contabilizados em 2024. No último mês, foram 270 ocorrências, 175 a menos do que no ano de 2024. 

Os furtos em geral e os furtos de veículos também tiveram queda em 2025. O primeiro passou de 555.821 para 549.973 boletins. Já os furtos de veículos caíram 7%, passando de 93.996 para 87.334 registros. Em dezembro, os furtos em geral somaram 42.670 casos, uma queda de 6,6%, enquanto os furtos de veículos registraram 6.590 ocorrências, redução de 12% em relação ao mesmo mês de 2024.

Suspeito por tentativa de feminicídio contra adolescente é preso em Caetité

Suspeito por tentativa de feminicídio contra adolescente é preso em Caetité
Foto – Divulgação / Polícia Civil

Um homem, de 20 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira (22), em Caetité, por suspeita de tentativa de feminicídio contra uma adolescente de 15 anos. O crime ocorreu no domingo (19), por volta das 15h, em uma residência no bairro Prisco Viana. De acordo com as investigações, o suspeito, ex-namorado da vítima, desferiu diversos golpes de arma branca, atingindo principalmente a região do pescoço, além de tentar esganar a adolescente.

Mesmo ferida, a vítima conseguiu escapar ao pular o muro do imóvel e pedir socorro a uma vizinha. A vítima foi socorrida por uma equipe do Samu, encaminhada inicialmente para a UPA e, posteriormente, transferida para um hospital, onde permanece sob cuidados médicos. O homem fugiu do local após o crime.

Com a denúncia, as investigações identificaram que a adolescente já havia sido vítima de agressões físicas praticadas pelo mesmo suspeito em outubro de 2025, fato que motivou o registro de ocorrência e a concessão de medida protetiva de urgência.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou a prisão do investigado, com pedido acolhido pelo Poder Judiciário. O suspeito foi apresentado na Delegacia Territorial de Caetité, onde teve o mandado devidamente cumprido. O homem permanece custodiado, à disposição da Justiça.

Mais de 71 mil mulheres foram vítimas de violência no RJ em 2025

Estatísticas apontam que casos tendem a aumentar no fim do ano
Agência Brasil

Violência contra a mulher, criança e adolescente. Violência doméstica. Foto: Freepick
© Freepick

O Tribunal de Justiça registrou 71.762 novos casos de violência doméstica de janeiro a novembro de 2025 no estado do Rio de Janeiro. As estatísticas de anos anteriores apontam que os casos tendem a aumentar durante as festas de fim de ano. Diante desse cenário, foram reforçadas estruturas de acolhimento e atendimento às vítimas para garantir serviços essenciais mesmo durante o recesso judiciário, que começou em 20 de dezembro e vai até 6 de janeiro.  

O que fazer em caso de violência doméstica?

Em caso de urgência, a vítima deve ligar para a Polícia Militar pelo número 190, para que uma viatura vá até o local, ou para a Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180. Esses serviços funcionam 24 horaspor dia. A mulher também pode fazer o registro de ocorrência nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) ou na Polícia Civil pelo número 197 ou on-line.  

O Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio destaca que a medida protetiva deve ser solicitada quando a vítima for agredida fisicamente, ameaçada ou obrigada a manter relação sexual contra a sua vontade. E ainda se teve seu dinheiro, cartão de banco ou celular tomados pelo agressor ou se ele teve outras atitudes que sejam consideradas violentas.   

Para a coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), desembargadora Adriana Ramos de Mello, a atuação do TJRJ durante as festas de fim de ano reforça a importância do combate contínuo à violência.   

“Toda mulher tem direito a atendimento imediato e humanizado. A violência doméstica não é problema privado; é questão de direitos humanos e de responsabilidade social. Durante o recesso, o TJRJ funciona em regime de plantão, conforme diretrizes da Administração Superior. Embora haja redução da equipe, os serviços de acolhimento permanecem em funcionamento em busca de uma resposta rápida às situações urgentes”, afirmou.

Entre os serviços disponibilizados pelo TJRJ, estão:  

– Aplicativo Maria da Penha Virtual, que permite a solicitação de medidas protetivas de urgência por celular de forma ágil e segura por meio de um formulário, sem precisar ir até uma delegacia (acesse aqui); 

– Central Judiciária de Abrigamento Provisório (Cejuvida), que acolhe as vítimas e, se necessário, as encaminha para abrigos sigilosos;

– Projeto Violeta, que promove a garantia da segurança e da proteção às mulheres que estão com a integridade física e a vida em risco.