Macho é macho
Por Nando da Costa Lima
Zé Capa Preta, apesar de ser muito temido na cidade por só andar de preto, chapéu, bota revólver 38 (que ninguém nunca viu), etc.; naquele dia chegou faltando o fôlego na delegacia. Um aperto daquele deixava qualquer um apavorado, aquilo nunca nem passou pela cabeça dele. É o seguinte: Renatão Capitão tinha esse apelido por ter participado da 2ª Guerra, voltou como herói mas perdeu um olho e ficou com o outro variado devido à explosão de uma granada, só não morreu porque era um gigante de quase dois metros de altura. Doido ele sempre foi, mas a família falava que ele agia com violência de vez em quando por causa da guerra. A cidade a que me refiro tinha pouco mais de dois mil habitantes, sendo a grande maioria homens que trabalhavam numa mina vizinha. De solteira só tinha a enfermeira Maristela e a viúva Filomena. Maristela ninguém nem notava, mas a viúva era de fechar o tempo, apesar de quarenta e poucos anos, estava enxuta. Mas ela era irredutível, dava bola pra todo mundo mas na hora H se lembrava do falecido e saía de baixo. Foi ela a culpada da quase desgraça que ia acontecer com o pistoleiro mais conhecido da terra na imaginação dos moradores da cidade. Continue lendo











