Categoria: Brasil

Número de feridos chega a 750 após passagem de tornado pelo Paraná

Rio Bonito do Iguaçu está praticamente destruída, diz prefeito
Agência Brasil

Paraná 08/11/2025 - Ciclone extratropical causa destruição no Paraná; 60 mil casas estão sem energia. Foto: Ari Dias/AEN
© Ari Dias/AEN

O governo do Paraná informou que, até o início da tarde deste sábado (8), 750 pessoas foram atendidas em unidades de Saúde do estado em decorrência da passagem de um tornado por cidades paranaenses. O fenômeno provocou a morte de seis pessoas.

O município mais atingido foi Rio Bonito do Iguaçu, que fica a cerca de 400 quilômetros de Curitiba. Dados da Defesa Civil paranaense estimam que até 90% da área urbana da cidade foram atingidos.

Segundo as informações oficiais, a maior parte dos feridos foi atendida em duas unidades hospitalares, uma unidade básica de saúde (UBS) e uma faculdade de Laranjeiras do Sul.

Casos mais graves estão sendo encaminhados para o Hospital Universitário de Cascavel e para o Hospital Regional de Guarapuava. Quatro pessoas precisaram passar por cirurgia.

Em Rio Bonito do Iguaçu, “as estruturas de saúde estão todas colapsadas”, disse o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto. Segundo o gestor, apenas um centro de saúde da cidade está aberto. “Um grande movimento das prefeituras do entorno somou uma força tarefa para manter funcionando”, acrescentou o secretário.

Tornado

Paraná 08/11/2025 - Ciclone extratropical causa destruição no Paraná; 60 mil casas estão sem energia. Foto:
Paraná 08/11/2025 – Ciclone extratropical causa destruição no Paraná; 60 mil casas estão sem energia. Foto: – Ari Dias/AEN
O fenômeno climático atingiu a região Centro-Sul do Paraná na noite de sexta-feira e foi classificado como tornado de categoria F3, com ventos de até 250 quilômetros por hora, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O governador do Paraná, Ratinho Jr., foi para a cidade de manhã cedo. Além dos esforços para o atendimento de desabrigados e feridos, ele anunciou uma parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) para agilizar o levantamento dos estragos e antecipar os esforços de reconstrução, principalmente, de casas.

O número total de desabrigados ainda não foi calculado pelas autoridades. Até o início da manhã, entretanto, a Defesa Civil calculava 10 mil pessoas impactadas pelos ventos, com 28 desabrigados e 1 mil desalojados.

“Agora vamos realizar esse levantamento para que possamos ajudá-las de alguma forma, seja com linhas de crédito, seja com apoio para reconstrução ou para cobrir prejuízos em diversos setores. A cidade está praticamente destruída, o que torna impossível fazer um levantamento detalhado neste momento”, disse o prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, Sezar Augusto Bovino.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio imediato de equipes da Defesa Civil Nacional especializadas no trabalho de acolhimento das vítimas e de reconstrução. A comitiva federal é liderada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que irá acompanhar os trabalhos no local. 

O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do SUS ao município paranaense. A equipe é composta por cinco profissionais especializados, entre eles, um especialista em saúde mental em desastres, um médico sanitarista, um enfermeiro, um analista de recursos logísticos e um analista de incidentes e reconstrução assistencial. 

Os profissionais irão atuar na reativação dos serviços de saúde, no apoio à gestão local e na resposta assistencial e psicossocial imediata, garantindo a retomada segura e rápida do atendimento integral à população afetada.

A expectativa para os próximos dias é que uma massa de ar frio derrube as temperaturas no Paraná e em Santa Catarina. Em Rio Bonito do Iguaçu, epicentro do tornado, a temperatura deve oscilar entre 13 e 22 graus Celsius (°C) neste sábado (8), mas a medição mínima pode chegar a 11°C no domingo (9). 

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Ex-deputado do PT morre esfaqueado pelo filho em São Paulo

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O ex-deputado federal e ex-presidente do PT paulista Paulo Frateschi – Foto: Reprodução/G1

O ex-deputado federal e ex-presidente do PT paulista Paulo Frateschi morreu nesta quinta-feira (6) após ser esfaqueado pelo próprio filho, em um episódio de surto ocorrido em São Paulo (SP). Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, no Centro, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo informações do G1, a Polícia Militar foi acionada pela manhã para atender uma ocorrência de agressão na Rua Ponta Porã, no bairro da Lapa. No local, os agentes encontraram o filho de Frateschi em surto, armado com uma faca. O homem teria atacado o pai com golpes que atingiram a cabeça e o braço. A mãe tentou intervir e também acabou ferida, mas sem gravidade.

O agressor foi detido e encaminhado ao 91º Distrito Policial, no Ceasa, onde a Polícia Civil deve tomar as “providências legais”. A Polícia Técnico-Científica foi chamada para realizar perícia na casa da família. O nome do suspeito não foi divulgado.

Em nota oficial, o Partido dos Trabalhadores lamentou a morte do ex-deputado e exaltou sua trajetória no partido e na vida pública.

“É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido”, diz o comunicado.

O texto também destacou que Frateschi foi um exemplo de “coragem, integridade e compromisso com a busca de um país mais justo”, e afirmou que seu legado “permanecerá vivo nas ações que ele ajudou a inspirar”.

Anvisa proíbe suplementos e energéticos com adição de ozônio

Anvisa proíbe suplementos e energéticos com adição de ozônio
 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de todos os suplementos alimentares e energéticos da empresa OZT Comércio Atacadista Especializado em Produtos Ozonizados.

Também foi determinada a apreensão dos produtos, que têm adição de ozônio, um tipo de gás que não tem avaliação de segurança para uso como parte de suplementos alimentares e composto líquido pronto para o consumo, como energéticos.

Atualmente, a autorização para uso de ozônio é apenas como agente de desinfecção no tratamento de água.

Segundo a agência, a empresa divulgou propagandas desses alimentos com indicações terapêuticas e alegações funcionais e de saúde não aprovadas, como a alegação de que o produto “oferece suporte nutricional para o funcionamento saudável do sistema digestivo, hepático, ocular e cardiovascular”.

A Anvisa esclarece que as autorizações para suplementos alimentares estão relacionadas a papéis metabólicos dos nutrientes ou substâncias no organismo, quando consumidos como parte de uma dieta.

“Nenhuma das alegações aprovadas para alimentos está associada com finalidades medicamentosas ou terapêuticas, que são exclusivas de medicamentos e devem ser comprovadas cientificamente”, explicou a agência, em nota.

Lula diz que Acordo de Paris está longe da meta e faz apelo a líderes

Em último dia da Cúpula do Clima, Lula critica falta de ação de países

Belém (PA) - 07/11/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Segunda Sessão Temática da Mesa Redonda de Líderes: “Transição Energética”. Mesa Redonda de Líderes – Parque da Cidade – Belém (PA)Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a falta de ação de países – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com a situação climática do planeta e fez um apelo para que líderes do mundo inteiro reafirmem o compromisso com o Acordo de Paris, que está completando 10 anos. Na última sessão temática da Cúpula do Clima, em Belém, na tarde desta sexta-feira (7), o presidente fez críticas à ação dos países para mitigar as mudanças do clima.     

“O mundo ainda está distante de atingir o objetivo do Acordo de Paris. O acordo se baseia no entendimento de que cada país fará o melhor que estiver ao seu alcance para evitar o aquecimento de 1,5º C. O que nos cabe perguntar hoje é: estamos realmente fazendo o melhor possível? A resposta é: ainda não”, afirma.

Lula observou que América Latina, Ásia e África são as regiões que correm o maior risco de se tornarem inabitáveis nas próximas décadas, incluindo um possível desaparecimento de ilhas no Caribe e no Pacífico por conta do aumento do nível dos oceanos pelo derretimento das geleiras.

“Omitir-se é sentenciar novamente aqueles que já são os condenados da Terra”, sentenciou.

O presidente insistiu na necessidade de revitalizar as metas do Acordo de Paris, por meio das Constituições Nacionalmente Determinadas, as chamadas NDCs (sigla em inglês).

“Cem países, representando quase 73% das emissões globais, apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas. Em sua maioria, as novas NDCs avançaram ao abranger todos os setores econômicos e todos os gases de efeito estufa. Mas o planeta ainda caminha para um aquecimento de cerca de 2,5º C. No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris”, pontuou.

O presidente apontou a necessidade não apenas de implementar o que já foi acordado, mas também de “adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”.

Comunidades tradicionais e financiamento

O presidente Lula apontou também que o Brasil vai propor que a COP na Amazônia reconheça o papel dos territórios indígenas e comunidades tradicionais e as políticas de proteção como instrumento de mitigação climática.

No tema do financiamento, Lula citou o Mapa do Caminho Baku-Belém, que propõe alternativas para chegar à meta de US$ 1,3 trilhão por ano para mitigação e adaptação das consequências catastróficas das mudanças de temperatura planetária.

“Hoje, só uma pequena parcela do financiamento climático chega ao mundo em desenvolvimento. A maioria dos recursos ainda é oferecida sob forma de empréstimo. Não faz sentido ético ou prático demandar a países em desenvolvimento que paguem juros para combater o aquecimento global e fazer frente ao seus efeitos. Isso representa um financiamento reverso, fluindo do Sul para o Norte global”, argumentou. O presidente defendeu instrumentos de troca de dívida de países por ações climáticas e apontou que o enfrentamento da mudança do clima deve ser visto como investimento, não como gasto.

Taxação de grandes fortunas

Ao lembrar que a maior parte da riqueza mundial gerada nas últimas quatro décadas foi apropriada por indivíduos e empresas, ao passo que os orçamentos nacionais encolheram, Lula defendeu a taxação de grandes fortunas.

“Segundo a Oxfam, o indivíduo pertencente ao 0,1% mais rico do planeta emite, num único dia, mais carbono do que os 50% mais pobres da população mundial durante o ano inteiro. É legítimo exigir dessas pessoas uma maior contribuição. O imposto mínimo sobre as corporações multinacionais e a tributação do patrimônio de super-ricos podem gerar recursos valiosos para ação climática”, apontou.

Os mercados de carbono também poderão ser tornar fontes de receitas públicas, apontou Lula, mas ainda dependem de maior escala caso os países adotem parâmetros comuns.

Lula ainda voltou a defender a criação de um Conselho do Clima no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e finalizou fazendo uma defesa enfática do multilateralismo para a solução do aquecimento global.

“Faço um chamado a todos vocês. Não existe solução para o planeta fora do multilateralismo. A Terra é única, a humanidade é uma só, a resposta tem que vir de todos para todos. Em vez de abandonar a esperança, podemos construir juntos uma nova era de prosperidade e igualdade”.

A Cúpula do Clima, que termina nesta sexta-feira, reúne líderes de diferentes países em uma programação que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também na capital paraense. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países passaram por Belém para participar do evento. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

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Por unanimidade, STF mantém condenação de Bolsonaro e aliados

Colegiado rejeitou os chamados embargos de declaração
Agência Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis réus na ação penal da trama golpista.

Com placar de 4 votos a 0, o colegiado rejeitou os chamados embargos de declaração, recursos que foram protocolados pelas defesas dos condenados para evitar a execução das penas em regime fechado. 

Os votos foram proferidos pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. 

Luiz Fux não votou. No mês passado, o ministro mudou para a Segunda Turma da Corte após votar pela absolvição de Bolsonaro. 

Com os quatro votos proferidos, o julgamento virtual está encerrado. 

Prisão

A partir de agora, caberá a Alexandre de Moraes decidir quando Bolsonaro e os demais réus serão presos. 

A medida deverá ocorrer após o ministro declarar o trânsito em julgado da ação penal, ou seja, o fim do processo e da possibilidade de recorrer. Não há prazo para a decisão. 

A princípio, Bolsonaro e outros réus não têm direito a um novo recurso para levar o caso para o plenário. Contudo, as defesas podem insistir na tentativa de apresentá-lo. 

Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão.  No dia 11 de setembro, o placar pela condenação foi de 4 votos a 1. 

Atualmente, o ex-presidente está em prisão domiciliar em função das investigações do inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.

Se a prisão for decretada por Moraes, o ex-presidente iniciará o cumprimento da pena definitiva pela ação penal do golpe no presídio da Papuda, em Brasília, ou em uma sala especial na Polícia Federal. 

Os demais condenados são militares e delegados da Polícia Federal e poderão cumprir as penas em quartéis das Forças Armadas ou em alas especiais da própria Papuda.

Diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa também poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar, como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor. 

Condenado pelo Supremo em um dos processos da Operação Lava Jato, Collor foi mandado para um presídio em Maceió, mas ganhou o direito de cumprir a pena em casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, por motivos de saúde. 

Condenados

Além de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, também tiveram os recursos negados:

Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; 

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; 

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); 

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e 

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpre a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.  

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Lula defende superação do egoísmo para que o mundo enfrente a urgência climática

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da Cúpula do Clima, em Belém – Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da Cúpula do Clima, em Belém, nesta quinta-feira (6/11).

Lula afirmou que o tempo presente oferece ao mundo uma janela de oportunidades para que a destruição do planeta seja revertida. Mas que esse prazo disponível está se esgotando.

Para enfrentar essa questão, crucial para a sobrevivência humana, segundo Lula, estados nacionais, organismos plurinacionais e a sociedade devem superar o egoísmo e os interesses imediatos, motores das guerras e das injustiças sociais, das quais a fome é o principal reflexo. Segundo o presidente, esse fatores são sintomas e causas uns dos outros.

Lula disse ainda que a COP 30, que terá início na próxima semana, pode oferecer à humanidade o mapa que aponte o caminho da superação do aquecimento global e suas consequências.

Ele lembrou ainda que a população pode não compreender os termos técnicos e os processos científicos que explicam a atual crise do clima, mas sente na pele suas consequências e quer deter o caminho do desastre. O que é preciso, segundo Lula, é que os líderes abram diálogo com a linguagem e o sentimento das ruas, superando o descompasso entre as cúpulas e o povo.

EBC monta maior operação da história para transmitir Cúpula e COP30

Conheça os detalhes do esquema de geração e distribuição dos sinais
EBC

Brasília (DF) 06/11/2025 –EBC afina últimos detalhes da megaoperação de transmissão da Cúpula dos Líderes de Belém e COP30.Foto: EBC
© EBC

Depois da experiência como emissora anfitriã do G20 Brasil, em 2024, e do BRICS, no primeiro semestre deste ano, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) será responsável pela geração e distribuição dos sinais oficiais da Cúpula do Clima de Belém e da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), eventos que ocorrem entre 6 e 21 de novembro, na capital paraense. “Esta operação é sem precedentes na história da empresa”, lembra Bráulio Ribeiro, diretor-geral da EBC. 

“Nossa missão é garantir que o mundo acompanhe, com qualidade e precisão, os debates que definirão os rumos da política climática global”, resume Ribeiro. 

São centenas de profissionais envolvidos, 42 sinais simultâneos, estúdios de rádio e TV, sistema de IPTV com mais de 330 pontos de exibição e transmissão em UHD 4K — o mais avançado padrão de qualidade de imagem disponível. Serão 15 canais simultâneos que vão permitir o acompanhamento de debates, em tempo real, no Centro Internacional de Mídia (IMC), área VIP e outros pontos na Blue Zone. 

Como emissora anfitriã, a EBC é responsável por registrar 44 espaços – entre salas de reunião, plenárias e salas de coletiva de imprensa – com 140 câmeras de vídeo, incluindo 26 câmeras broadcast 4K e câmeras PTZ, além de viabilizar toda a estrutura de transmissão do IMC, local reservado a jornalistas e comunicadores. 

Centro Internacional de Mídia (IMC)

Espaço tradicional em eventos internacionais, o IMC da COP30 diferencia-se pelo tamanho, cerca de 2.200 m², e pela quantidade de jornalistas que pode comportar. Segundo informações da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC), são aguardados mais de 3.600 jornalistas nacionais e internacionais, dos quais ao menos 1.500 são de rádio e TV. 

O IMC oferece suporte para 58 salas de agência de notícias ou broadcast de 16 m², 16 estúdios de TV, 15 salas de imprensa broadcast de 32 m², 8 estúdios de rádio e TV e 324 estações de trabalho livres para jornalistas utilizarem equipamento próprio. Todos os profissionais com acesso ao IMC terão garantido sinal de internet e pontos de energia elétrica, além de trânsito livre para as duas salas de coletiva da Blue Zone. 

Master Control Room (MCR)

Uma novidade desenvolvida pela EBC é a criação de um Master Control Room (MCR), sala especialmente projetada pela equipe técnica com 12 televisores de 42 polegadas onde é possível conferir a qualidade de som e imagem de todas as câmeras do evento. Esse centro funcionará como o coração da transmissão, garantindo gravação, distribuição, controle de qualidade, estabilidade e confiabilidade para todos os conteúdos gerados. 

Confira as informações sobre a EBC na COP30 na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Distribuição de conteúdo oficial e produções originais

Jornalistas poderão acompanhar os principais momentos dos eventos por meio de sinal via satélite (StarOne C3), streaming no YouTube pelo canal oficial da COP30 Brasil e links SRT sob demanda. O conteúdo gravado estará disponível para download no portal de distribuição da EBC, sem necessidade de credenciamento prévio. Todos os materiais são de uso livre para fins jornalísticos. Saiba todos os detalhes sobre transmissão acessando aqui. 

Saiba mais sobre o conteúdo completo e original produzido pela comunicação pública – Agência Brasil, Radioagência Nacional, TV Brasil e Rádio Nacional – ou pela comunicação governamental – Canal Gov, Agência Gov e Rádio Gov – sobre a Cúpula do Clima de Belém e na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima clicando aqui.  

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Fundo para florestas tropicais atinge aporte de US$ 5,5 bilhões

Proposta é liderada pelo governo brasileiro
Agência Brasil

Belém (PA), 06/11/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante lançamento da TFFF (Fundo de Florestas Tropicais para Sempre), durante a COP30. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Cúpula do Clima, em Belém – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Mais três países se juntaram ao Brasil com investimentos no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Noruega, Indonésia e França anunciaram respectivamente US$ 3 bilhões, US$ 1 bilhão e US$ 500 milhões em investimentos no novo mecanismo de financiamento climático. Com o aporte de US$ 1 bilhão anunciado pelo governo brasileiro, o fundo já conta com US$ 5,5 bilhões.

Os investimentos foram anunciados logo após o lançamento oficial do TFFF, na tarde desta quinta-feira (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Cúpula do Clima, em Belém.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a nova ferramenta financeira inova por combinar recursos públicos e privados na forma de investimento, e não de doação.

“Há aporte de capital de investidores, que vão ser remunerados por uma taxa básica. Esses recursos vão ser emprestados e financiar projetos definidos pelo seu comitê. E a diferença da taxa de juros, o spread do que é pago para o investidor e o que é cobrado [de juros] do tomador [do empréstimo], vai servir de lastro para financiar o pagamento desses serviços ambientais”, explicou Haddad.

De acordo com o ministro, além de trazer uma estrutura que vai assegurar um sistema sustentável financeiro, há regras que também garantem a continuidade das florestas em pé, com penalidades aos países que descumprirem o requisito mínimo de participação no pagamento pelos serviços ambientais.

Além disso, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, lembrou que 20% do pagamento desses serviços que garantem a floresta em pé serão destinados aos povos indígenas e comunidades locais. “Os povos indígenas tiveram uma participação ativa na construção desse mecanismo”, destaca.

> Entenda como funciona o Fundo Florestas Tropicais para Sempre

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou o avanço do mecanismo financeiro em tão pouco tempo. “Estou muito feliz de ver chefes de Estado do mundo todo dizendo que essa é a COP da implementação, porque isso aqui [o TFFF] é implementação.”

Durante o lançamento do fundo, o presidente Lula afirmou que as florestas valem mais em pé do que derrubadas. Segundo ele, o TFFF é uma ferramenta de financiamento inovadora para auxiliar países a conservarem as florestas tropicais.

“Elas [as florestas] deveriam integrar o PIB dos nossos países. Os serviços ecossistêmicos precisam ser remunerados assim como as pessoas que protegem as florestas. Os fundos verdes internacionais não estão à altura do desafio “, disse o presidente.

O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Maurício Lyrio, destacou que, com os aportes já divulgados e o anúncio da Alemanha previsto para esta sexta-feira (7), um total de 53 países endossou a declaração de apoio ao TFFF apresentada pelo Brasil na Cúpula do Clima.

Entre os países que endossaram a declaração, figuram como potenciais investidores Alemanha, Armênia, Austrália Áustria, Bélgica, Canadá, China Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Finlândia, Irlanda, Japão, Mônaco, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, além da União Europeia.

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Lula lança em Belém fundo para preservação de florestas tropicais

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Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) – Fotos: Bruno Peres/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou oficialmente o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), durante a Cúpula do Clima, em Belém (PA), na tarde desta quinta-feira (6). Durante o almoço oferecido pelo governo brasileiro, o presidente convidou outras nações a apoiarem a iniciativa.

“As florestas valem mais em pé do que derrubadas. Elas deveriam integrar o PIB dos nossos países. Os serviços ecossistêmicos precisam ser remunerados assim como as pessoas que protegem as florestas. Os fundos verdes internacionais não estão à altura do desafio “, disse o presidente.

De acordo com Lula, o TFFF é uma ferramenta de financiamento inovadora para auxiliar países a conservarem as florestas tropicais, presentes em mais de 70 nações, entre elas, o Brasil. 

“O TFFF não é baseado em doação, seu papel será complementar os mecanismos que pagam pela redução das emissões de gases do efeito estufa. [Serão] Investimentos soberanos de países desenvolvidos e em desenvolvimento que irão alavancar um fundo de capital misto. O portfólio vai se diversificar em ações e títulos”, destacou Lula. 

Os primeiros aportes serão feitos por governos nacionais, com recursos que devem ativar o fundo para alavancar capital da iniciativa privada. A proposta, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões dos países e chegar a US$ 125 bilhões com o capital privado.

Os recursos gerados a partir dos investimentos em projetos de altas taxas de retorno financiarão a manutenção dos ambientes de floresta preservados por hectare. 

“Os lucros serão repartidos entre os países de florestas tropicais e os investidores. Esses recursos irão diretamente para os governos nacionais que poderão garantir programas soberanos de longo prazo”, reforçou o presidente.

O fundo também deverá garantir que um quinto dos recursos seja destinado aos povos indígenas e comunidades locais.

O acompanhamento da manutenção das florestas em pé será feito por meio de monitoramento por satélites capazes de identificar o cumprimento da meta de manutenção de desmatamento abaixo de 0,5%, nos países elegíveis.

Segundo o presidente, será possível pagar aos países US$ 4 por hectare preservado. 

“Parece modesto, mas estamos falando de 1,1 bilhão de hectares de florestas tropicais distribuídos em 73 países em desenvolvimento”, disse Lula.

O anúncio ocorre após o aporte de US$ 1 bilhão realizado pelo governo brasileiro, no dia 23 setembro, no primeiro diálogo de apresentação da ferramenta promovido pelo Brasil e pelo secretariado das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês), em Brasília.

No lançamento do TFFF, o presidente lembrou ainda que o Conselho do Banco Mundial vai hospedar o mecanismo financeiro e o secretariado do TFFF com um modelo de governança considerado inovador.

Lula lembrou que vários países com floresta tropicais e financiadores já anunciaram o apoio ao mecanismo.

“É simbólico que a celebração do seu nascimento seja feita aqui em Belém, rodeada de sumaúmas, açaizeiros, andirobas e jacarandás. Em poucos anos poderemos ver o fruto desse fundo. Teremos orgulho de lembrar que foi no coração da Floresta Amazônica que demos esse passo juntos.”

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Aposentados e pensionistas têm até 14 de novembro para solicitar o ressarcimento do INSS

Aposentados e pensionistas têm até 14 de novembro para solicitar o ressarcimento do INSS

O prazo para o pedido de ressarcimento de aposentados e pensionistas, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que sofreram com descontos indevidos termina no dia 14 de novembro. “Então, se você é aposentado, aproveita que o prazo está acabando”, alertou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em entrevista ao programa A Voz do Brasil desta quarta-feira (5/11).

O prazo para iniciar o processo é até 14 de novembro e o presidente Lula me pediu para fazer propaganda disso. O governo quer devolver o dinheiro aos aposentados, o dinheiro está em caixa”, destacou o ministro.

Mais de 3,5 milhões de aposentados e pensionistas já receberam de volta R$ de R$ 2,44 bilhões referentes a descontos indevidos. O dinheiro para o reembolso vem de medida provisória assinada pelo presidente Lula em julho, que libera R$ 3,31 bilhões para o cumprimento dos acordos judiciais. Além dos atendimentos pelo aplicativo Meu INSS, os aposentados com mais dificuldade em lidar como os meios digitais passaram contar também com o atendimento presencial. Cerca de 34% dos atendimentos têm sido realizados por meio de parceria firmada com os Correios.

Wolney Queiroz explicou que o prazo de 14 de novembro se encerra apenas para dar entrada no processo. Após iniciado, o prazo só termina quando o reembolso é resolvido. 

O presidente Lula disse que ninguém vai ficar para trás, ninguém vai ficar no prejuízo. Então, essas pessoas não têm prazo. O prazo é para dar início, para identificar que foi descontado indevidamente e que quer começar a contar o seu prazo”, disse o ministro.