Categoria: Brasil

Um protesto histórico, menos na TV

Manifestantes do #EleNão ocuparam o Largo da Batata, no sábado à tarde, em São Paulo FOTO: EDUARDO ANIZELLI/FOLHAPRESS

Dezenas de milhares de mulheres saíram às ruas para bradar #EleNão neste sábado dia 29 de setembro de 2018, em cidades de todas as regiões do Brasil. Juntas, produziram as maiores manifestações populares desta eleição presidencial, de longe. Não se sabem números exatos porque a polícia, sintomaticamente, não contou na maioria das cidades. Mas as manifestantes ocuparam densamente amplas áreas da Cinelândia, no Rio, e do Largo da Batata, em São Paulo, para citar só duas. Em uma campanha na qual rarearam os comícios, tamanha aglomeração de gente contra um candidato é notícia. E foi: em inglês, francês, árabe. Mas o brasileiro que passou o dia na frente da tevê não ficou sabendo. A menos que tivesse um celular na mão.

O episódio sintetiza todas as principais marcas da eleição presidencial de 2018 no Brasil. Em lugar da propaganda eleitoral televisiva, quem mobilizou os eleitores contra e a favor de candidatos foram as mídias sociais, notadamente o WhatsApp. Foi uma hashtag distribuída via Twitter, Facebook e Instagram que levou as maiores multidões à rua, não foram anúncios de tevê.

Os efeitos mais profundos dessa mudança são potencialmente revolucionários, pois todo o jogo de poder dentro dos partidos políticos gira em torno da distribuição do tempo de propaganda eleitoral e das verbas públicas. Se a tevê perde influência, perdem junto os caciques partidários que controlam a distribuição de tempo de câmera entre seus correligionários. Também perdem poder de barganha partidos que só existem para negociar minutos de tevê ao formarem coligações eleitorais.

Principal propaganda desse novo jeito de fazer campanha política é o candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto e tem menos de 10 segundos por dia de propaganda na tevê. Perca ou ganhe, Bolsonaro é o personagem do ano por ter sido o único candidato capaz de surfar até o fim a onda de conservadorismo que tomou o país como um tsunami, e numa prancha de isopor: sem propaganda de tevê, sem marqueteiro, sem partido. Mas o fez destilando tanto ódio contra tantas minorias que a reação a ele acabou provocando a maior manifestação de rua de toda a eleição.

Não é de agora o movimento de mulheres contra Bolsonaro. Desde o começo da campanha, o capitão reformado sempre teve muito mais dificuldade de vender suas ideias repressivas ao eleitorado feminino do que ao masculino. O #EleNão catalisou o sentimento contra Bolsonaro e transformou algo difuso em uma ação simultânea e concreta de dezenas de milhares de mulheres. Só não foi maior porque a cobertura da campanha eleitoral na tevê é deliberadamente omissa e limitada. Não faz reportagem, entrevista; não investiga, divulga agendas. Continue lendo

Polícia Federal faz buscas em endereços do ex-governador de Goiás Marconi Perillo

Dinheiro apreendido com motorista de Jayme Rincon na operação Cash Delivery — Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (28) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB), ex-governador de Goiás e candidato ao Senado.

Como parte da operação, chamada de Cash Delivery, a PF prendeu Jayme Rincon, coordenador de campanha do atual governador de Goiás e candidato à reeleição, José Elinton (PSDB). Com o motorista de Rincon, a polícia encontrou maços de dinheiro vivo.

A assessoria de imprensa do governador José Eliton e com membros da campanha dele à reeleição foram contactados, mas não haviam se manifestado a até a publicação da matéria.

Por telefone, o advogado do ex-governador Marconi Perillo, Antônio Carlos Almeida, informou que ainda não tomou conhecimento sobre a operação e que tenta contato com o cliente.

Ao todo a operação tem 14 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária. Os mandados foram autorizados pela 11ª Vara de Justiça Federal em Goiás nas cidades de Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, em Goiás, e em Campinas e São Paulo.

A Cash Delivery apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás. A cifra investigada é de mais de R$ 12 milhões. Continue lendo

Comunidade católica de luto: morre Dom Celso José, aos 84 de idade

O arcebispo emérito de Teresina, Dom Celso José Pinto da Silva. Ele completaria 85 anos amanhã dia 28/9/2018

Faleceu na madrugada desta sexta-feira (28), o arcebispo emérito de Teresina, Dom Celso José Pinto da Silva. Ele completaria 85 anos amanhã. O arcebispo passou mal por volta de 4 horas da manhã. O Samu foi acionado e levou Dom Celso para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas ele não resistiu.

Natural do Rio de Janeiro, Dom Celso José foi ordenado padre em Roma, na Itália, em 1959. No ano de 1978, o religioso foi ordenado bispo no Rio de Janeiro. Na década de 1980, ele foi bispo de Vitória da Conquista, na Bahia.

Dom Celso José assumiu o comando da arquidiocese de Teresina em maio de 2001 e foi arcebispo da capital piauiense até setembro de 2008. Seu lema episcopal era “Para servir”. Dom Celso José será velado na Catedral de Nossa Senhora das Dores.

O corpo ainda não foi liberado pelo HUT. Uma equipe da arquidiocese de Teresina, que lamentou a perda do reliogioso por meior de nota, já se deslocou para a catedral para organizar o velório, que ainda não tem horário para começar.

Fies deixa de ser principal opção de financiamento, releva Censo da Educação

Pela primeira vez em quatro anos, o Financiamento Estudantil (Fies) não foi o principal financiador dos alunos matriculados em universidades particulares brasileiras. Dados do Censo da Educação Superior 2017 mostram que, no ano passado, houve uma expansão de outras formas de financiamento – a principal delas o crédito de instituições privadas.

Das 6,2 milhões de matrículas no ensino superior privado em 2017, 2,8 milhões (46,3%) tiveram algum tipo de financiamento ou bolsa (privada ou pública). Foi o maior porcentual de matrículas financiadas desde 2009. O Fies correspondeu a 1,07 milhão de financiamentos (37,1%) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), por 609,4 mil (21,1%).

A maioria ficou concentrada no setor privado: pelas próprias instituições de ensino, bancos ou empresas especializadas, com 1,2 milhão de contratos (41,8%). Nesse total também são incluídas as bolsas concedidas por instituições privadas dentro de programas governamentais – em contrapartida, elas recebem isenção fiscal ou abatem dívidas com a União. Continue lendo

Sentir fome realmente altera o humor, indica pesquisa

Foto: iStock

Você é aquele tipo de pessoa que quando está com fome fica extremamente irritada e não quer olhar na cara de ninguém? A ciência pode explicar esse comportamento que tornam alguns indivíduos insuportáveis. Segundo pesquisadores, uma queda súbita nos níveis de glicose no sangue pode afetar o humor de forma prolongada.

O estudo, publicado na revista Psychopharmacology, mostrou que o stress não está apenas associado a fatores psicológicos, mas também metabólicos. A análise, realizada através da observação comportamental de camundongos com hipoglicemia induzida, ainda revelou que o controle nutricional deve ser analisado ao prescrever tratamentos para distúrbios psicológicos (depressão e ansiedade).

Saiba se preparar para o pedido de revisão no INSS

Fernanda Brigatti
do Agora (Reprodução)

A possibilidade de revisar o benefício previdenciário traz a esperança de aumentar o valor da aposentadoria, despertando o interesse de muitos segurados.

É importante ter em mente, porém, que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não é obrigado a reavaliar o processo do benefício somente porque o valor é baixo; é necessário comprovar que houve um erro no cálculo e qual foi.

Para aumentar as chances de conseguir um benefício maior, o segurado precisa se preparar muito bem, organizar documentos e elaborar um pedido que deixe claro o que ele está cobrando e o erro apontado.

Esse tipo de cuidado vai facilitar, ao servidor do posto, a compreensão do que o aposentado ou pensionista identificou.

Dois documentos ajudam muito nessa preparação. O primeiro é a carta de concessão.

Ela contém a relação dos salários usados no cálculo, os índices de correção dessas verbas e quais remunerações foram descartadas, já que o INSS considera somente os 80% maiores salários.

Nesse documento, já é possível ver se os salários usados pelo instituto são iguais aos que o trabalhador recebia.

Também é necessário ter o processo administrativo, que detalha a conclusão do servidor ao analisar cada documento incluído no cálculo.

Prazo para solicitar a segunda via do título de eleitor termina nesta quinta (27)

Os eleitores que perderam o título e queiram pedir a segunda via do documento, tem até quinta-feira (27), para realizar a solicitação, o procedimento pode ser feito em qualquer cartório eleitoral. Após o dia 27, não será mais possível requerer a segunda via para as eleições de 2018.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a medida é válida para quem se encontra dentro do domicílio eleitoral, já que o prazo para quem está fora foi 8 de agosto.

A documentação necessária para tirar a segunda via do título, pode ser a original do RG ou certidão de nascimento (se solteiro) ou de casamento, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional (OAB, CRM, CREA etc), ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Não será aceito o passaporte, por não conter dados de filiação. Além disso, os documentos devem estar em bom estado e dentro do prazo de validade.

É importante lembrar que para solicitar o documento, o eleitor deve estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não poderá ter débitos por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais; ou ter multas aplicadas. A consulta à situação eleitoral pode ser feita por meio do nome do eleitor ou do número do título eleitoral no site do TRE-BA.

Fonte: Resenha Geral

Para não afetar eleição, horário de verão é adiado para novembro

Foto: Thinkstock/Veja

O horário de verão de 2018 começará em 4 de novembro, e não no meio de outubro, como nos anos anteriores. Assim, no primeiro domingo após o segundo turno das eleições (que será no dia 28 de outubro), o brasileiro deverá adiantar seus relógios em uma hora.

De acordo com a Veja, a decisão de adiar a data foi tomada pelo presidente Michel Temer, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, no final de 2017, sob a alegação de que a mudança em outubro atrapalharia a apuração dos votos.

Apenas alguns estados brasileiros possuem horário de verão – todos os do Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Os estados das outras regiões não participam da mudança. Até as eleições de 2014, isso criava problemas para o sistema eleitoral. Como a votação é encerrada às 17h, as regiões Nordeste e Norte fechavam suas seções de votação uma hora mais tarde do que o restante do país.

Brasil registra 11 mil casos de suicídio por ano, diz Ministério da Saúde

Foto: Reprodução/Ombrelo

O Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2016, o equivalente a 31 casos por dia. Os dados, que representam um aumento de 2,3% em relação ao ano anterior, fazem parte do novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

O governo, porém, estima que o número real de casos seja maior devido à subnotificação nos registros. Essa é a segunda vez que os dados nacionais sobre suicídio são divulgados pelo Ministério da Saúde. A primeira foi em 2017, quando foram registrados 11.178 casos no país.

O objetivo é alertar para a necessidade de discutir o problema e alternativas de prevenção. Em 2016, a taxa de mortalidade por suicídio no Brasil foi 5,8 casos a cada 100 mil habitantes. Para comparação, em 2007, esse índice era de 4,9 mortes a cada 100 mil habitantes -um aumento de 17%.

Brasileiros não estão prontos para lidar com a morte, diz pesquisa

Foto: Thinkstock/Veja

O brasileiro se julga pouco preparado para enfrentar a morte. Apesar disso, 79,5% concordam que a morte é um fenômeno tão natural quanto crescer, e 81,2% acreditam que “a morte é a única certeza que temos”. O resultado é de um levantamento feito pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

A pesquisa mostra que 68% dos entrevistados concordam com a frase “eu sei que a morte virá, mas não me sinto pronto para isso”. De acordo com a Veja, mesmo compreendendo a naturalidade do fim da vida, 82,4% das pessoas relacionam o acontecimento com um grande sofrimento e acreditam que não há nada mais dolorido que a perda de uma pessoa querida.

Segundo o estudo, 75% dos entrevistados têm muito medo de perder alguém. Apenas 1,6% avaliaram não ter receio nenhum de que alguma pessoa próxima morra.