Categoria: Brasil

Governo Federal vai começar a testar droga contra Covid-19 em 500 pacientes

O governo brasileiro enviou na última segunda-feira (11) um comunicado a todas as suas representações diplomáticas e postos no exterior com informações sobre os avanços das pesquisas para produção uso de uma droga eficaz contra o coronavírus. Na circular enviada aos postos diplomáticos, o Ministério da Ciência e Tecnologia informa que seu Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais concluiu um teste realizado com cerca de 2.000 medicamentos existentes contra a Covid-19.

A data desse fato não é informada. Esses testes utilizaram ferramentas como biologia computacional para avaliar a eficácia do remédio, diz o documento. Um deles foi selecionado. Os testes in vitro, em laboratório, segundo o governo, revelaram eficácia de 94%.

De acordo com a coluna Radar, da Revista Veja, a próxima fase será testá-lo em 500 pacientes, sem data anunciada. E o nome do medicamento não foi divulgado. Esse comunicado é útil para diplomatas responderem a questionamentos no exterior sobre o que o Brasil está fazendo para combater o avanço do vírus no país.

Dia da enfermagem: Por trás das máscaras, profissionais dedicados a cuidar do próximo

Uma das categorias que está na linha de frente do combate ao Coronavírus e tem sentido os efeitos da pandemia na pele

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Enfermagem e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou 2020 como o ano internacional dos enfermeiros, mas os profissionais não veem muito o que comemorar. Afinal, uma das categorias que está na linha de frente do combate ao coronavírus tem sentido e vivido de perto os efeitos da pandemia, com a falta de equipamentos de Proteção Individual (EPIs), perda de amigos de trabalho e distância necessária da família.

Em tempos de pandemia, esses profissionais, que sempre estiveram na tal “linha de frente” dos atendimentos de saúde, finalmente parecem ter sua importância reconhecida. Afinal, são eles que se arriscam diariamente à contaminação por uma doença ainda sem cura ou vacina, para salvar os outros.

Os profissionais de enfermagem – enfermeiros, técnicos e auxiliares – são fundamentais para a garantia de uma assistência segura e de qualidade nos serviços de saúde. Eles estão 24 horas por dia ao lado dos pacientes e em todas as fases da vida, desde o nascimento.

Por isso, e também pelo que representam nesse momento de pandemia causado pelo novo Coronavírus, os dias 12 e 20 de maio, considerados o Dia do Enfermeiro e do Técnico e Auxiliar em enfermagem, devem ser lembrados e comemorados por todos. Continue lendo

Não tenhamos ilusões: as Forças Armadas apoiarão, sim, um autogolpe de Bolsonaro.

(12 de maio de 2020. Por José Dirceu)

Frente à crescente reprovação de seu governo pela maioria do país e ao aumento do apoio popular a seu impeachment, Jair Bolsonaro não deixa dúvidas de que pretende dar um autogolpe de Estado. O militarismo está de volta e a politização das Forças Armadas será inevitável, se não reagirmos e não dermos um basta a toda e qualquer ação militar fora dos marcos da Constituição.

Não há mais dúvidas. De novo nosso Brasil e sua democracia enfrentam o risco e a ameaça do militarismo. Não se trata apenas de presença de 3 mil militares, inclusive da ativa, no governo federal, mas da tutela aberta militar sobre o país, da volta do militarismo, da politização das Forças Armadas.

Não será a primeira vez. Toda nossa história republicana está marcada pela atuação dos militares como uma força política — no caso armada —, disputando o poder e os rumos do país. Foi assim na instauração da República em 1889; nos anos 1920 e 1930 com o tenentismo; em 1937 quando o Estado Maior do Exército apoia o autogolpe de Getúlio do Estado Novo. Durante toda década de 1950, facções das Forças Armadas aliadas à direita tentaram dar golpes de Estado: em 1950 para impedir a posse de Getúlio; em 1955, para impedir a posse de JK; em 1961 para impedir a posse de Jango como presidente. Se os três primeiros fracassaram, o quarto golpe, em 1964, foi vitorioso, com a destituição pela força das armas de um governo constitucional e democrático que contava com o apoio da maioria do povo. Continue lendo

Auxílio emergencial poderá durar mais que três meses, diz secretário

Foto – Agência Brasil

Criado para aliviar a perda de renda da população afetada pela crise econômica gerada pela covid-19, o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poderá ser mantido após o fim da pandemia. A afirmação é do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, que participou ontem (11) de transmissão ao vivo promovida pelo banco BTG Pactual.

Segundo Costa, o governo discute se o auxílio emergencial e outras medidas de socorro deverão durar os três meses inicialmente planejados ou se deverão ser desmontadas gradualmente, num processo de transição para um novo modelo econômico. “Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano.

Na avaliação do secretário, o auxílio emergencial é “extremamente liberal”, nos moldes do Imposto de Renda negativo, em que pessoas abaixo de determinado nível de renda recebem pagamentos suplementares do governo em vez de pagarem impostos. Caso o benefício permaneça, Costa disse que o governo terá de estudar uma forma de financiá-lo e de mantê-lo.

Segundo ele, o governo pode desmontar o auxílio emergencial gradualmente, conforme as medidas de recuperação econômica ou as reformas estruturais prometidas pelo governo antes de a pandemia entrar em vigor. O secretário ressaltou que a equipe econômica não estuda somente a continuidade do auxílio emergencial, mas de outras ações tomadas pelo governo. “Talvez alguns programas tenham vindo para ficar”, disse. Ele, no entanto, não detalhou quais programas poderiam permanecer além do benefício de R$ 600.

3ª fase da Campanha de Vacinação contra a Influenza começa hoje segunda-feira (11)

A terceira fase da Campanha, que começa hoje segunda-feira (11), foi prorrogada pelo Ministério da Saúde e vai até dia 06 de junho. Essa etapa tem como público-alvo: Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, pessoas com deficiência, gestantes, puérperas até 45 dias, adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas.

Mas, atenção! O Ministério da Saúde dividiu a terceira fase em duas etapas com o objetivo de diluir o público e evitar as aglomerações nas unidades de saúde e, assim, o risco de infecção pelo coronavírus.

Veja como fica a terceira fase:

De 11/05 a 17/05:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade;
Pessoas com deficiência;
Gestantes;
Puérperas até 45 dias.

De 18/05 a 06/06:
Adultos de 55 a 59 anos de idade;
Professores das escolas públicas e privadas.

Verba destinada ao combate do coronavírus está parada há mais de um mês

A verba destinada ao combate à pandemia proveniente de emendas é de R$ 8,4 bilhões Marcello Casal Jr | Agência Brasil

Mais de R$ 2 bilhões que seriam destinados exclusivamente ao combate do novo coronavírus estão parados há mais de um mês. A verba é decorrente de emendas parlamentares de bancadas estaduais e foi anunciado por meio de Medida Provisória (MP) no dia 2 de abril.

Estipula-se que, até esta quarta-feira, 9, em torno de 78% desse dinheiro já estariam considerados como ‘comprometidos’, equivalente a R$ 1,48 bilhões, ou seja, estão reservados para algum tipo de pagamento. No entanto, nada ainda foi pago de maneira efetiva.

O montante total faz parte de um orçamento equivalente a R$ 11,9 bilhões vindo de emendas constitucionais, sejam de bancadas, ou por ações individuais, previstos para 2020. Do valor total, cerca de R$ 6,9 bilhões já foram reservados, e R$ 3,9 bilhões já foram pagos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a verba destinada ao combate à pandemia proveniente de emendas é de R$ 8,4 bilhões, entretanto, R$ 5,2 bilhões são de emendas individuais e R$ 3,2 bilhões vêm de emendas de bancada, como esses recursos que estão parados.

Ao todo, houve a realização de 73 emendas em 22 estados. São Paulo e Pará foram os que mais solicitaram recursos para a ação exclusiva de combate ao coronavírus, com R$ 219,5 milhões, cada. Apenas as bancadas de Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Piauí e Santa Catarina não apresentam propostas.

Na última quarta-feira, 6, em apresentação no Senado, o Ministério da Saúde afirmou que já repassou R$ 2,5 bilhões em emendas para os estados, e que, até o fim desta semana, iria liberar mais R$ 1 bilhão.

Cresce número de brasileiros que temem ser infectados pelo coronavírus, indica pesquisa

por Ailma Teixeira

Foto: Reprodução / Folha Vitória

A maioria dos brasileiros admite que tem medo de ser infectado pelo novo coronavírus, como mostra um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas. De um total de 2.200 pessoas entrevistadas em 192 municípios, 66,5% revelou esse temor.

O número é maior do que o registrado na pesquisa feita em março, quando 60,6% disseram que temem a doença. Por outro lado, os destemidos representam 30,3% do total enquanto 3,2% dos entrevistados não sabem ou não opinaram a respeito da questão. Continue lendo

Morre o cantor Carlos José, aos 85 anos, vítima de Covid-19

Carlos José estava internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, com problemas respiratórios decorrentes da doença

Morreu, na manhã deste sábado (9/5), o cantor Carlos José, vitima de Covid-19 aos 85 anos. Paulista, o artista iniciou a carreira como seresteiro, com temas românticos, como “Esmeralda”, que fizeram sucesso nos anos 1960.

Colega de nomes como Dolores Duran, Silvia Telles e Tito Madi, o cantor gostava de ser chamado de “o último seresteiro”. Apesar de ter sido formado em Direito, nunca exerceu a profissão de advogado, já que a música se impôs desde sempre na vida.

A carreira artística começou na década de 1950, quando ganhou o prêmio Revelação por seu primeiro disco, com gravações de sambas-canção como “Ouça”, de Maysa, e “Foi a noite”, de Tom Jobim e Newton Mendonça.

Gravou dezenas de discos, incluindo uma série de seis LPs batizada de “Uma noite de seresta”, uma joia que compilava as canções mais importantes do gênero.

Recentemente, o cantor havia voltado aos estúdios após um longo período afastado do meio musical. Em 2014, gravou o disco “Musa das canções”, com o irmão Luiz Cláudio Ramos, violonista e arranjador.

A obra reúne regravações de todos os maiores sucessos da carreira do intérprete e compositor, como “Doralice” e “Marina” (ambas de Dorival Caymmi), “Celina” (do próprio Carlos José) e “Maria” (de Ary Barroso e Luis Peixoto).

O CD contou com a participação de Chico Buarque (na faixa “Odete”, letra de Herivelto Martis e Valdemar de Abreu, mais conhecido pelo apelido Dunga) e Jerry Adriani (em “Laura”, de João de Barro e Alcyr Pires Vermelho).

Carlos José estava internado no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, com problemas respiratórios decorrentes da doença. A mulher do artista, Vera Goulart, luta contra a mesma doença, e segue internada em outro hospital na capital fluminense. Ele deixa dois filhos.

Desempregada tem auxílio negado por estar cadastrada como ‘presidente da República’

Foto – Reprodução / Agência O Globo

Uma mulher identificada como Adeyula Dias Barbosa Rodrigues, de 31 anos, que está desempregada, teve o auxílio emergencial negado, poia, na carteira de trabalho digital, conta dois empregos em aberto, sendo um com o cargo de “presidente da República”, e outro pela Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo.

De acordo com informações do O Globo, a mulher está sem trabalho desde que foi exonerada do cargo de auxiliar de secretaria escolar da prefeitura de Vila Velha, em março de 2019. No entanto, este contrato também aparece em aberto na sua carteira de trabalho digital.

O marido de Adeyula teve o salário reduzido pela MP 936 e ela tem dois filhos, de 7 e 11 anos. Assim, deveria estar habilitada a receber o auxílio. No entanto, ao fazer a solicitação, aparecia no aplicativo que ela era trabalhadora formal e, portanto, não tinha direito.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo informa que seu cadastro lista a servidora como “cuidadora”. Segundo o órgão, a opção “presidente da República” sequer consta no sistema.