Pedetista acredita ter mais chances de derrotar Bolsonaro no segundo turno
Buscando se isolar do PT e fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a ex-senadora Marina Silva (Rede) faz sinalizações de apoio ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT) que deve disputar à Presidência no próximo ano. Esse é o primeiro apoio que o pedetista recebe no campo da esquerda.
De acordo com interlocutores, Ciro e Marina estão estreitando as relações desde 2020 para as eleições municipais. Agora, o ex-ministro tenta aproximar de novos partidos como PSB, PV e Cidadania para ser o nome da esquerda em 2022 e diminuir as possibilidades do PT chegar ao segundo turno.
Deputado estadual Silvio Fávero, de 54 anos, (PSL) do Mato Grosso, autor da lei contra a obrigatoriedade da vacina, morreu no início da tarde desta sábado (13), vítima do Covid 19.
Em fevereiro deste ano, o deputado deu entrada com um projeto de lei na Assembleia Legislativa do Mato Grosso para assegurar o direito de o cidadão escolher ou não ser vacinado.
Fávero compartilhava publicações do presidente Jair Bolsonaro criticando medidas de isolamento social e usava as redes sócias defendendo o uso de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid 19.
O parlamentar estava internado desde a quinta-feira da semana passada (4) e segundo a assessoria de imprensa, o quadro de saúde se agravou nesta madrugada e o deputado morreu de infecção generalizada por complicações do Covid 19.
Deputado autor de lei contra uso obrigatório de vacina morre de Covid 19
A cada dia tomo mais consciência daquela máxima de que “o tempo é o senhor da razão”.
Um exemplo é o que dizíamos sobre os processos fraudulentos contra Lula e a parcialidade criminosa de Sérgio Moro. Caíram por terra e a verdade venceu.
Mas é sobre outra coisa que quero falar, com o mesmo contexto.
Há dez dias lutávamos aqui em TAIOBEIRAS contra a volta presencial das aulas conquanto a comunidade escolar não fosse vacinada.
Contra nossa tese, algumas figuras da área de saúde chegaram a escrever absurdos em redes sociais, do tipo que a classe dos professores não queria trabalhar. Como se não estivéssemos lavorando até mais do que presencialmente no ensino remoto!
Àquela altura, fim de fevereiro e princípio de março, os hospitais de Montes Claros já haviam entrado em colapso quanto ao atendimento de pacientes da Covid-19. Porém, éramos nós “os que queriam botar fogo” na situação, conforme disse uma autoridade local.
Hoje, vemos os dirigentes sanitários do município, por vídeos, em apelos desesperados para que a população só saia de casa em situações realmente importantes, porque a realidade do coronavírus é gravíssima.
Estão corretos, agora. Mas, por que não queriam nos dar ouvidos há dez dias? Até nota do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, por unanimidade admitindo que já estávamos na pior fase da pandemia, houvera sido publicada.
Infelizmente, por soberba política. Porque o cara do PT, da esquerda, o professor, etc, não pode estar certo segundo aqueles que nos governam há quase 20 anos.
Não sinto prazer nenhum em estar correto neste caso. Infelizmente, na tragédia, todos nós perdemos. Não há vitoriosos. O que quero é o bem comum. É pela vida que eu luto.
Penso que um pouco mais de humildade não fará mal a ninguém.
Os meios de comunicação divulgaram os lucros dos bancos, dentre os quais o Bradesco, logo que foram conhecidos e divulgados pelas respectivas instituições financeiras. Para o Bradesco, segundo maior banco privado do país, seu lucro líquido recorrente alcançou 19,458 bilhões em 2020 e 6,801 bilhões no quarto trimestre. Nota de seu presidente executivo destaca que (eles!) “Estamos bastantes satisfeitos com o resultado do quarto trimestre do ano”. Poderia estar insatisfeito? No entanto não acredito que estejam satisfeitos muitos e muitos daqueles que mantêm contas no Bradesco. Leia na íntegra.
Quem se dispuser, pela manhã, descer a rua Maximiliano Fernandes, em Vitória da Conquista, onde se encontram duas agências do Bradesco pode observar às portas, sobretudo da agência 0270, um exemplo de descaso e humilhação que possue forte aparência de programada.
De que se trata?
A fila é grande, fica exposta ao sol causticante, as pessoas ficam aglomeradas e não se percebe a adoção da prioridade ao idoso. Troca-se a aglomeração interna pela externa, em tempo no qual grassa o COVID-19. É um ajuntamento.
Não estou insinuando qualquer amizade entre Bradesco e COVID, porém não há suficiente hostilidade. Eu mesmo, diante de fila aglomerada, propus esperar, fora dela, até a então última pessoa e, com a entrada dessa, penetrar na agência. Sou idoso. Por três vezes tentei, mas não consegui penetrar no banco e resolver um direito, preservando a prioridade. A justiça certamente será o caminho, que trilharei.
Mas é preciso retomar o foco: os 19,458 bilhões de lucros do Bradesco. Eles não são suficientes para que esse banco trate bem seus correntistas? Por que o Bradesco faz tanta questão dos depósitos de benefícios da Previdência Social? Por que fica à espera de concessão de aposentadorias para obter a conta? Incentiva tanto os empréstimos consignados? Por que, com toda ânsia de obter contas não trata bem os correntistas?
Os lucros exorbitantes não dão para pagar toldos, para que as pessoas não penem ao sol? Os lucros exorbitantes não são suficientes para que o Bradesco adapte o estacionamento vizinho (seu) para abrigar, com distanciamento exigido pela situação, seus clientes? Não são os lucros suficientes para que o banco destaque funcionário para distribuir pré-senhas, inclusive aos prioritários, utilizando seu estacionamento devidamente provido de toldos para atender com o mínimo (deve ele o máximo) de decência seus correntistas? Não pode alertar sequer, com orientadores, para os riscos de aglomeração?
Não é ensaio de capitalismo selvagem. É ele.
*Ruy Hermann Araújo Medeiros é professor e Conselheiro Secional da OAB
Neurocientista e professor, Miguel Nicolelis Foto: Reprodução/TV Globo
A cada dia mais um triste recorde no número de mortes por Covid-19 no Brasil. Na última quarta, 10/3, foram 2349 mortos. E os prognósticos não são nada bons. Neurocientista e professor, Miguel Nicolelis, baseado em estudos e modelos matemáticos, previu que se nada for feito chegaremos aos 3 mil mortos dia ainda em março.
Entrevistado no Encontro, o especialista fez uma análise da situação descontrolada e foi incisivo em dizer que só um lockdown eficiente é capaz de reduzir os números. “É preciso fechar o Brasil para o Brasil não colapsar”, disse ao G1. Segundo Nicolelis, faltou decisão política, visão estratégica e ter os cidadãos como prioridade.
E nesse momento em que pessoas jovens, que se expuseram mais, estão sendo boa parte das vítimas, o neurocientista compara a situação com uma guerra. “Estamos falando de uma guerra de extermínio. Aumentar o número de leitos já não adianta.
A única saída é decretar um lockdown nacional pelas próximas três semanas. Isso é apoiado pela comunidade internacional científica. A velocidade de crescimento do vírus é exponencialmente mais veloz que a capacidade de criar, equipar e por gente no leito de UTI.
Não tem como combater isso criando mais vagas nos hospitais. É preciso decretar lockdown de pelo menos 21 dias e pagar um auxílio financeiro para que as pessoas fiquem em casa”, diz ele, que aplaude o lockdown praticado em Araraquara (SP). “Araraquara é um exemplo claro de que a medida do fechamento funciona, é uma luz no fim do túnel.
Precisamos de gestores que tenham coragem e determinação”. Além do lockdown imediato, Nicolelis aponta outras medidas para achatar a curva: “Criar uma comissão de salvação nacional reunindo a sociedade civil, STF, Congresso, cientistas, governadores e prefeitos para manejar a pandemia da forma adequada, e aumentar em 10 vezes a vacinação, alcançando, pelo menos, 2 milhões de pessoas por dia para que em 90 a 120 dias saiamos da fase mais crítica”.
Há um ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu a classificação máxima “Epicentro” para a crise sanitária relacionada. Diante dos últimos números, o Brasil é, agora, o epicentro global da tragédia da Covid-19. O país registrou, na quarta-feira, 2.349 mortes pela doença num único dia. É o pior número de toda a pandemia.
Até então, os Estados Unidos eram o único país que havia registrado mais de 2 mil mortes pelo vírus em um único dia, sem que houvesse problema de fluxo de dados. Isso ocorreu em 88 ocasiões diferentes, 20 durante a primeira onda da pandemia, entre março e abril, e outras 68 de novembro até a semana passada.
Os EUA, porém, estão em tendência de queda agora, diferentemente do Brasil. A Índia, o México e a Argentina também chegaram à marca, mas, no caso deles, havia dados represados a serem computados, os altos índices eram pontos fora da curva.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aparece na liderança das intenções de voto em pesquisa realizada pela parceria CNN/Instituto Real Time Big Data sobre as eleições presidenciais de 2022. O levantamento indica Bolsonaro com 31% dos votos, dez pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Este é o primeiro levantamento após a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações de Lula na operação Lava Jato, o que o torna elegível para as próximas eleições.
A pesquisa traz como possível cenário para a eleição presidencial uma disputa entre oito candidatos. Atrás de Bolsonaro e Lula, há um empate técnico no terceiro lugar entre quatro candidatos: Sergio Moro (10%), Ciro Gomes (9%), Luciano Huck (7%) e João Doria (4%). Os possíveis candidatos João Amoêdo e Marina Silva também empatariam tecnicamente, segundo a pesquisa. Amoedo registou 2% das intenções de voto e Marina Silva somou 1%. Votos brancos e nulos somam 12%, enquanto 3% disseram que ainda não sabem como irão votar ou não responderam.
Considerando o cenário de um segundo turno entre os candidatos que lideram a pesquisa, Bolsonaro e Lula, a pesquisa estimulada registrou 43% das intenções de votos para o atual presidente, e 39% para o ex-presidente Lula. Levando em conta a margem de erro de três pontos percentuais, eles estão tecnicamente empatados no segundo turno. Ainda considerando um possível segundo turno em 2022, a pesquisa aponta que votos brancos e nulos somam 15%. Já 3% dos entrevistados não sabem ou não responderam essa etapa da pesquisa.
No cenário de segundo turno entre Bolsonaro e Ciro Gomes, o presidente atinge 43%, enquanto o pedetista soma 36%. Brancos e nulos somam 16%. Não sabem ou não responderam 5%. Já no cenário contra Sergio Moro, Bolsonaro atinge 41% ante 38% do ex-juiz. Branco e nulos somam 17%. Não sabem e não opinaram 4%. Quando a disputa é contra Luciano Huck, Bolsonaro registra 46% das intenções e voto, enquanto o apresentador soma 31%. Brancos e nulos somam 16%. Já 7% dos entrevistados não sabem ou não responderam essa etapa da pesquisa, de acordo com informações da CNN.
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva -PT
Diante da medida do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato, por entender que a 13ª Vara de Curitiba não tinha competência para analisar os casos, nesta quarta-feira (10), Lula disse ter sido “ vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de História”.
Durante um discurso que durou 1 hora e 23 minutos, o ex-presidente disse ter razão para ter “muitas e profundas mágoas”, mas que não as tem, e relacionou seu caso ao sofrimento da população mais pobre durante a pandemia.
Lula ainda agradeceu a Fachin e disse que a decisão do ministro reconheceu que nunca houve crime cometido contra ele ou envolvimento dele com a Petrobras. No entanto, a decisão do ministro foi apenas processual: ele avaliou quem tinha competência para analisar o tipo de denúncia proposta. Fachin não analisou se Lula é culpado ou inocente.
Logo depois da decisão do ministro Edson Fachin, devolvendo o ex-presidente Lula para as disputas eleitorais, o presidente Jair Bolsonaro reagiu dizendo que os brasileiros não querem de volta um candidato como o petista. As declarações do presidente não foram bem recebidas por interlocutores, que avaliam que Bolsonaro precisa focar na vacinação e não em polarizar com Lula neste momento.
“Se o presidente não resolver o problema da falta de vacinas, a crise sanitária vai se agravar ainda mais e, aí, Bolsonaro não perde para Lula ou qualquer outro candidato, perde para ele mesmo”, disse um interlocutor presidencial. Segundo assessores presidenciais, a avaliação dentro do Palácio do Planalto é que a crise da pandemia está num momento muito grave e delicado. Ou seja, a ficha caiu.
Segundo um auxiliar de Bolsonaro, a equipe mais próxima do presidente já tinha essa avaliação, mas agora o próprio chefe já teria acordado para a gravidade do momento. O problema, destacam os interlocutores, é que o presidente resiste a mudar sua posição em relação ao uso de máscara e distanciamento social. Mas já estaria convencido de que é preciso acelerar a vacinação, para resolver a atual crise e evitar o fracasso de seu governo.
“Estamos num momento gravíssimo. Vamos focar nas vacinas, e não no debate eleitoral. Não adianta ficar falando de Lula de volta ao páreo, porque o governo tem problemas maiores para resolver agora. Se não forem resolvidos, o presidente não chega competitivo em 2022”, acrescentou outro interlocutor de Bolsonaro.
Aliados do presidente da República defendem que, se ele não mudar de posição em relação ao uso de máscara e distanciamento social, ele poderia pelo menos tomar a decisão de se vacinar. Bolsonaro já chegou a dizer que não se vacinaria, mas assessores esperam que ele mude de posição. Seria uma sinalização positiva para toda população sobre a importância de se vacinar, acrescentam assessores.