Categoria: Brasil

Morre em Belo Horizonte prefeito Fuad Noman

Morre em Belo Horizonte prefeito Fuad Noman
Morreu o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman Foto: Divulgação/PMBH

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, faleceu nesta quarta-feira (26), informou a assessoria da prefeitura. Noman sofreu uma parada cardiorrespiratória na noite de ontem (25). Segundo Boletim médico divulgado pelo Hospital Mater Dei, Noman foi reanimado, mas o quadro era “bastante grave”.

O prefeito estava internado no hospital desde o dia 03 de janeiro para tratar de uma pneumonia. Após a reanimação, o quadro de Noman evoluiu com choque cardiogênico necessitando de doses elevadas de drogas vasoativas e inotrópicas.

Em nota, a prefeitura destacou que Fuad Noman era conhecido por seu trato gentil, sua capacidade de escuta e seu amor por Belo Horizonte. “Um homem público íntegro, cuja história se confunde com o desenvolvimento da nossa cidade”, diz a nota.

“Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e todos os cidadãos belo-horizontinos que perdem não apenas um líder, mas um exemplo de ser humano. A cidade se despede com gratidão e reverência.”

Moraes retira sigilo de carta de mulher que pichou estátua; leia

Débora escreveu carta a Alexandre de Moraes demonstrando arrependimento pelo ato que cometeu
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quarta-feira (26) o sigilo de uma carta enviada a ele em outubro do ano passado pela cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, que é julgada pela Primeira Turma da Corte após ter pichado com batom a estátua que fica em frente ao STF durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

Nos atos em Brasília, Débora escreveu a expressão “perdeu, mané” – em referência a uma frase dita por Roberto Barroso, presidente do Supremo – na frente da estátua A Justiça.

Denunciada pela Procuradoria-Geral da República, a mulher responde a uma ação penal no STF e recebeu dois votos (Moraes e Flávio Dino) para ser condenada a 14 anos de prisão. O ministro Luiz Fux, porém, pediu vista do caso e suspendeu a análise.

Na carta enviada a Moraes, assinada por Débora no dia 6 de outubro do ano passado, a mulher diz que foi a Brasília, pois acreditava que na capital federal ocorreria “uma manifestação pacífica e sem transtornos”. Ela diz ainda não ter entrado em nenhum dos prédios dos três Poderes da República e que repudia o vandalismo, mas ressalta que acabou cometendo a pichação no “calor do momento”.

– Por isso, no calor do momento, cheguei a cometer aquele ato tão desprezível [pichar a estátua]. Posso assegurar que não foi nada premeditado – apontou.

Presa preventivamente desde março de 2023, por ordem de Moraes, Débora relata que tem dois filhos menores de idade e diz na carta que o período em que está detida a fez perder experiências únicas com eles, como o período em que o filho mais novo passou pela alfabetização. Ela relata ainda que as crianças “estão sofrendo muito” e que “choram todos os dias” por causa de sua ausência.

– Um castigo e uma culpa que vou lamentar enquanto eu viver – relata.

Débora completa a mensagem dizendo não ter conhecimento sobre política e que “não sabia da importância” da estátua A Justiça. Ela diz ao final que tem esperança de que sua “demonstração sincera de arrependimento possa ser levada em consideração” por Moraes.

– O que mais almejo é ter minha vida pacata e simples de volta ao lado da minha família – finaliza.

Confira o conteúdo da carta de Débora, e abaixo o texto na íntegra:

Excelentíssimo Ministro Dr. Alexandre de Moraes, que esta o encontre com saúde e paz.

Me chamo Débora e venho através desta carta me comunicar amistosamente com vossa Excelência. Não sei ao certo como dirigir as palavras a alguém de cargo tão importante, portanto peço que o Dr. desconsidere eventuais erros.

Sou uma mulher cristã, tenho 39 anos, trabalho desde os meus 14 anos de idade, sou esposa do Nilton e temos dois filhos, o Caio (10 anos) e o Rafael (8 anos) que são meu coração batendo fora do peito.

Excelência, para não tomar muito o seu tempo, vou direto ao ponto.

Sou uma cidadã comum e simples e sempre mantive minha conduta inabalada, jamais compactuei com atitudes violentas ou ilícitas.

Fui a Brasília, pois acreditava que aconteceria uma manifestação pacífica e sem transtornos, porém, aos poucos fui percebendo que o movimento foi ficando acalorado. Devo deixar claro que em momento algum eu adentrei em quaisquer Casas dos poderes, fiquei somente na Praça dos 3 Poderes, encantada com as construções tão gigantescas e bem arquitetadas. Sinceramente, fiquei muito chateada com o “quebra-quebra” nas instituições.

Repudio o vandalismo, contudo eu estava ali porque eu queria ser ouvida, queria maiores explicações sobre o resultado das eleições tão conturbadas de 2022.

Por isso, no calor do momento cheguei a cometer aquele ato tão desprezível (pichar a estátua).

Posso assegurar que não foi nada premeditado, foi no calor do momento e sem raciocinar.

Quando eu estava próxima à estátua, um homem pelo qual eu jamais vi, começou a escrever a frase e pediu para que eu a terminasse, pois sua letra era ilegível. Talvez tenha me faltado malícia para rejeitar o “convite”, o que não justifica minha atitude, me arrependo deste ato amargamente, pois causou separação entre eu e meus filhinhos.

Nesse período de um ano e sete meses [na época da carta] de reclusão eu perdi muito mais do que a minha liberdade, perdi a chance de ajudar o Rafinha na alfabetização, não o vi fazer a troca dos dentinhos de leite, perdi dois anos letivos dos meus filhos e momentos que nunca mais voltarão.

Meus filhos estão sofrendo muito, choram todos os dias por minha ausência, passam por psicólogos a fim de ajudá-los a organizar os sentimentos dessa situação. Um castigo e uma culpa que vou lamentar enquanto eu viver.

Excelentíssimo Ministro Dr. Alexandre de Moraes, meu conhecimento em política é raso ou nenhum, não sabia da importância daquela estátua, nem que ela representa a instituição do STF, tampouco sabia que seu valor é de dois milhões de reais. Se eu soubesse, jamais teria a audácia de sequer encostar nela, minha intenção não era ferir o Estado Democrático de Direito, pois sei que o mesmo consiste na base de uma nação.

Portanto, venho pedir perdão por este ato que até hoje me causa vergonha e consequências irreparáveis.

Sei que não deveria, mas hoje tenho aversão à política, e quero ficar o mais distante possível disso tudo.

Entendi que quando somos tomados pelo entusiasmo e a cólera podemos praticar atitudes que não contribuem em nada. O que eu fiz não me representa e nem transmite a mensagem que eu sonhei em tecer para os meus filhos.

O que mais almejo é ter minha vida pacata e simples de volta e ao lado da minha família.

Termino essa carta na esperança de que essa demonstração sincera do meu arrependimento possa ser levada em consideração por vossa Excelência.

Deus o abençoe!

Débora Rodrigues dos Santos.

Uma notícia que parece mentira!

Josefa Lima de Sousa e Celso Marques Ferreira

Um crime macabro e chocante abalou o município de Peruíbe, no litoral de São Paulo. A idosa Josefa Lima de Sousa foi presa após confessar ter matado e praticado atos de canibalismo contra Celso Marques Ferreira, um morador de rua, cuja morte ocorreu recentemente em circunstâncias brutais.

Durante o depoimento à Polícia Civil, Josefa afirmou que retirou e comeu o pênis e parte do coração da vítima, alegando que acreditava serem afrodisíacos. Ela também declarou que Celso seria um estuprador de crianças, mas, segundo o delegado responsável pelo caso, Ricardo Wagner Zaitune, não há nenhuma evidência que comprove tal acusação.

“Ela descreveu com detalhes como retirou os órgãos e os ingeriu. No entanto, também falou coisas desconexas, o que levanta a possibilidade de distúrbios mentais”, afirmou o delegado em entrevista ao G1.

A investigação, que ainda está em andamento, vai apurar se Josefa tem histórico psiquiátrico e se o crime foi premeditado. Os laudos periciais devem confirmar as informações fornecidas pela acusada e identificar com precisão os ferimentos causados na vítima.

O caso gerou comoção e repulsa na população de Peruíbe e ganhou repercussão nacional, não apenas pela brutalidade, mas pela alegação de canibalismo, um fato raríssimo e extremamente perturbador. Josefa segue presa preventivamente e passará por avaliações psicológicas e psiquiátricas enquanto as investigações avançam.

4 a 1 fora o baile: Brasil sofre derrota histórica para a Argentina

4 a 1 fora o baile: Brasil sofre derrota histórica para a Argentina
O técnico da Seleção Brasileira Dorival Junior perdeu por 4 a 1 da Argentina

No Monumental de Núñez, a Argentina venceu o Brasil por 4 a 1, pela 14ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, na noite desta terça-feira (25). Os argentinos construíram o placar no primeiro tempo com gols de Julián Álvarez, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister, enquanto Matheus Cunha diminuiu para os brasileiros.

Na segunda etapa, Giuliano Simeone aumentou a goleada para a Albiceleste. Antes mesmo de entrar em campo, a Argentina confirmou a classificação para a Copa do Mundo de 2026 minutos antes do apito inicial, por conta do tropeço da seleção uruguaia diante da Bolívia num empate por 0 a 0.

Agora, o Brasil segue com 21 pontos, mas caiu para a quarta posição, sendo ultrapassada por Equador e Uruguai, segundo e terceiro colocados, respectivamente. A Seleção Brasileira termina a Data Fifa com uma vitória e uma derrota.

Agora, o Brasil voltará a campo nos jogos contra o Equador e Paraguai, também pelas eliminatórias, que devem acontecer no dia 5 de junho (quinta-feira) e 10 de junho (terça-feira), respectivamente.

Atualização do CadÚnico depende de liberação do governo federal

Brumado: Atualização do CadÚnico depende de liberação do governo federal
A secretária municipal de desenvolvimento social, Magaly Rodrigues e a coordenadora do programa no município, Iacy Santos – Foto: Lay Amorim

O Cadastro Único (CadÚnico) é a principal ferramenta do Governo Federal para identificar as famílias brasileiras de baixa renda e saber suas condições de vida. Em Brumado, muitas famílias estão encontrando dificuldades para fazer a atualização do cadastro.

A secretária municipal de desenvolvimento social, Magaly Rodrigues, explicou que o Governo Federal está fazendo uma transição do sistema para o Dataprev e, por isso, o sistema ficou fora do ar em todo país desde o dia 28 de fevereiro.

Magaly disse que o sistema voltou a operar no dia 17 de março, porém com algumas restrições. “Estamos tendo algumas dificuldades, a gente lança os dados das pessoas e esses dados não estão sendo computados. O sistema ainda está em processo de adaptação. Não é somente em Brumado, mas em todos os municípios da Bahia e no país”, justificou.

A secretária afirmou que se trata de uma transição e a Sesoc está na expectativa de que o sistema seja normalizado o mais breve possível. “Não está no nosso controle, dependemos do Governo Federal”, reiterou.

Coordenadora do programa no município, Iacy Santos deixou claro que o sistema é nacional e as dificuldades apresentadas não têm relação com a transição de governo municipal. Segundo Santos, nas próximas semanas, a coordenação do CadÚnico em Brumado irá trabalhar na atualização dos cadastros do BPC/LOAS. “Isso será uma prioridade”, apontou.

Geraldo Alckmin defende retirar inflação de alimentos do cálculo da Selic

Geraldo Alckmin defende retirar inflação de alimentos do cálculo da Selic
 O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin – Foto: Kadu Gomes / VPR
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu, nesta segunda-feira (24), que o Banco Central (BC) desconsidere a inflação de alimentos e energia ao definir a taxa básica de juros, a Selic. 
A declaração vem após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevar a Selic para 14,25% ao ano para conter a inflação. Alckmin mencionou o exemplo do banco central dos Estados Unidos, que retira esses dois índices do cálculo dos juros básicos da economia estadunidense.
“Uma taxa de juros elevada, como a Selic, em 14,25% ao ano, ela atrapalha a economia, porque torna muito caro o custo de capital”, disse, em evento promovido pelo jornal Valor Econômico. 
Para o presidente em exercício, os aumentos nos preços de alimentos e energia são impulsionados por fatores externos e de natureza pontual, como eventos climáticos adversos e tensões geopolíticas, como guerras. 
Segundo o também ministro, esses eventos impactam os preços de forma significativa, mas não possuem uma relação direta com a política monetária e, portanto, com a taxa de juros. “Alimento é muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma alteração climática muito grande, vai subir o preço de alimento. E não adianta eu aumentar os juros que não vai fazer chover. Então eu só vou prejudicar a economia”, disse.
Lembrando que no caso da energia, os preços do barril do petróleo são definidos internacionalmente. Embora o Banco Central tenha entre seus objetivos principais o controle da inflação, a visão do ministro sugere uma análise mais flexível e atenta aos choques de oferta que podem influenciar os índices de preços.

Terapia gênica para AME com remédio de R$ 7 milhões estará disponível no SUS

Terapia gênica para AME com remédio de R$ 7 milhões estará disponível no SUS
 Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (22), uma estratégia inédita para viabilizar a compra do medicamento Zolgensma, utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1.

Um acordo de compartilhamento de risco baseado em desempenho foi firmado entre a pasta e a empresa fabricante, o que significa que o pagamento por parte do Ministério da Saúde está condicionado ao resultado da terapia no paciente, que será monitorado por uma equipe especializada.

Segundo o Ministério da Saúde, o acordo representa um passo fundamental para fornecer o medicamento de forma totalmente gratuita aos brasileiros que necessitam. Entre os 2,8 milhões de nascidos vivos em 2023, estima-se que 287 tenham AME.

“Pela primeira vez, o Sistema Único de Saúde vai oferecer essa terapia gênica inovadora para o tratamento dessas crianças. Com isso, o Brasil passa a fazer parte dos seis países a garantirem essa medicação no sistema público. Esse acordo inédito vai transformar a vida dessas famílias”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Ministros asseguram mais investimentos para ampliação e conclusão da Fiol

Ministros asseguram mais investimentos para ampliação e conclusão da Fiol

O Ministro Rui Costa falou sobre a conclusão das obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) na Bahia. Segundo Costa, a obra está em andamento e o governo direcionou um orçamento robusto para o projeto.

“A gente espera concluir até o ano que vem a Fiol II. Estamos finalizando o projeto da Fiol III, que vai ligar o centro-oeste do país, integrando a região para chegarmos até o Porto Sul, em Ilhéus”, detalhou.

Neste ano, o Ministro Renan Filho informou que o governo pretende fazer uma execução bem maior da obra, se comparado ao primeiro biênio.

“Estamos resolvendo o trecho da Fiol I, na saída da concessão da Bahia Mineração (Bamin). Esse é o desafio para esse ano para que a gente retome Fiol I, Fiol II, a construção do porto, porque é o principal projeto para a Bahia”, finalizou.

Ministros exaltam obras das rodovias interligando o oeste da Bahia aos estados em fronteira

Ministros exaltam obras das rodovias interligando o oeste da Bahia aos estados em fronteira
O Ministro Rui Costa cumprimentando o Governador Jerônimo Rodrigues ao lado do ministro Renan Filho – Foto: Feijão Almeida/GOVBA

Presente na inauguração da obra de pavimentação asfáltica da BR-135, na cidade de Cocos, no oeste baiano, o Ministro Rui Costa exaltou a importância da rodovia para conectividade de toda região. O ministro informou que o trecho inaugurado, de 24 km, equivale ao investimento de R$ 122 milhões.

“Ela serve de ligação do sudeste do Brasil ao Norte/Nordeste. Hoje, entregamos 24 km, ou seja, R$ 122 milhões. Mas já está dada a ordem de serviço e ela segue, portanto, para Minas Gerais, onde serão investidos mais R$ 302 milhões”, afirmou.

Costa destacou que Cocos passa a ser um entroncamento rodoviário entre duas BRs (135 e 030) e uma rodovia estadual. “Essa infraestrutura para o oeste da Bahia vai gerar mais emprego, desenvolvimento e melhorar a logística para escoar a produção e o transporte das pessoas”, completou.

Já o ministro Renan Filho salientou que a obra é um compromisso do Governo Lula para promover a integração da região oeste da Bahia. “A BR-135 é a principal espinha dorsal de ligação do Matopiba. Então, essa rodovia, com essa ligação, vai facilitar muito para o escoamento da produção do oeste baiano”, concluiu.

Saúde mental e afastamento do trabalho: quem paga essa conta?

Saúde mental e afastamento do trabalho: quem paga essa conta?
O especialista em direito do trabalho Emílio Fraga – Foto: Arquivo Pessoal

A saúde mental tem ganhado cada vez mais destaque no debate público, especialmente no contexto laboral, onde problemas como ansiedade, depressão e burnout têm levado muitos profissionais ao afastamento de suas atividades.

Segundo o especialista em direito do trabalho Emílio Fraga, “o adoecimento mental no ambiente de trabalho é uma realidade que precisa ser encarada com seriedade, tanto pelas empresas quanto pela legislação. O trabalhador que precisa se afastar por questões de saúde mental tem direitos garantidos, como auxílio-doença e estabilidade provisória após o retorno”.

No entanto, a pergunta que fica é: quem realmente arca com os custos desse afastamento? A resposta não é simples, mas envolve uma reflexão sobre as responsabilidades compartilhadas entre empregadores, Estado e sociedade. A ansiedade e outros transtornos mentais são hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, entre 2017 e 2021, houve um aumento de 30% nos afastamentos por motivos psiquiátricos. Esse cenário evidencia a necessidade de políticas preventivas e de suporte aos trabalhadores. No entanto, a precarização das relações de trabalho, como a pejotização, agrava o problema.

Profissionais que atuam como Pessoa Jurídica (PJ) muitas vezes não têm acesso a benefícios como licença médica ou auxílio-doença, o que os deixa desamparados em momentos de crise. A pergunta que surge é: cabe indenização para quem é PJ e se vê incapacitado de trabalhar por questões de saúde mental?

A legislação atual ainda não oferece uma resposta clara, mas especialistas defendem que a responsabilidade não pode recair apenas sobre o indivíduo. A pejotização, embora vista por muitos como uma forma de flexibilização do mercado, traz consigo uma série de desafios, especialmente quando se trata de saúde mental.

Profissionais PJ não têm a mesma proteção legal que os celetistas, o que os coloca em uma situação de vulnerabilidade. Em casos de afastamento por transtornos mentais, muitos se veem obrigados a arcar sozinhos com os custos do tratamento e da sobrevivência durante o período de incapacidade.

Isso levanta uma questão polêmica: até que ponto as empresas que contratam PJs devem ser responsabilizadas pelo bem-estar desses trabalhadores? Para Emílio Fraga, “a pejotização não pode ser uma forma de transferir todos os riscos para o trabalhador. É preciso repensar esse modelo para garantir que ninguém fique desprotegido em momentos de fragilidade”.

Diante desse cenário, é urgente que empresas, governo e sociedade discutam formas de proteger a saúde mental dos trabalhadores, independentemente do tipo de contratação. A criação de políticas públicas que incluam os PJs em programas de auxílio-doença e a implementação de medidas preventivas no ambiente de trabalho são passos essenciais.

Afinal, a conta do adoecimento mental não pode ser paga apenas pelo indivíduo. Como afirma Fraga, “a saúde mental é um direito de todos, e garantir esse direito é um dever coletivo”. Enquanto não houver uma mudança estrutural, continuaremos a ver profissionais sendo afastados sem o devido suporte, e a pergunta inicial seguirá sem uma resposta satisfatória: quem paga essa conta?