Categoria: Brasil

Bancário desvia R$ 2,3 milhões da Caixa e aposta no jogo do tigrinho

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23/4) a Operação Aposta Perdida, em Santa Catarina, com o objetivo de investigar um funcionário da Caixa Econômica Federal suspeito de desviar R$ 2,3 milhões da agência em que trabalhava, na cidade de São José do Cedro.

Segundo as apurações, o bancário realizava saques indevidos e pagamentos de boletos com dinheiro do caixa, sem qualquer compensação contábil. Parte significativa dos valores teria sido usada em apostas em diversos tipos de jogos de azar.

A operação ocorreu com cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do investigado, com foco na localização de um veículo possivelmente comprado com os valores desviados, além da coleta de provas que possam confirmar os delitos.

O suspeito poderá responder pelo crime de peculato, que prevê pena de até 12 anos de prisão. A ação é conduzida pela Polícia Federal de Dionísio Cerqueira (SC) e segue em andamento. *Com informações do Metrópoles.

Inscrições para o Encceja 2025 seguem até o dia 2 de maio

O período de inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2025 já começou. Os interessados têm até o dia 2 de maio para se inscrever por meio do Sistema Encceja.

O mesmo prazo vale para solicitações de atendimento especializado e para uso do nome social.

Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame é uma oportunidade gratuita e voluntária para jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio na idade apropriada. As provas estão marcadas para o dia 3 de agosto.

Desde 2002, o Encceja é utilizado como instrumento para a certificação de competências adquiridas tanto no ambiente escolar quanto em experiências de vida e de trabalho. Os resultados são usados pelas secretarias de Educação e institutos federais como base para emissão dos certificados de conclusão do ensino fundamental e médio.

Além de contribuir para a retomada da trajetória educacional de milhares de brasileiros, o Encceja também orienta políticas públicas voltadas à educação de jovens e adultos (EJA). O exame permite ainda a elaboração de estudos e indicadores sobre o sistema educacional, sendo um importante instrumento de avaliação e referência nacional.

Fonte: Agência Brasil

Hugo Calderano ganha título inédito na Copa do Mundo de tênis de mesa

O atleta brasileiro de tênis de mesa, Hugo Calderano foi campeão mundial

Por Ellen Mafra

Neste domingo (20), em Macau, na China, o atleta brasileiro Hugo Calderano venceu a Copa do Mundo de tênis de mesa, conquistando título inédito para o Brasil. O mesa-tenista é o único fora da Ásia e da Europa a ser campeão do mundo na modalidade. A vitória veio após Hugo vencer o número 1 do ranking mundial, o chinês Lin Shidong, por 4 sets a 1.

O começo da partida não foi fácil para o brasileiro. O chinês abriu vantagem contra Hugo Calderano, fechando o primeiro set em 11 a 6. Mas isso não afetou o atleta do Brasil, que na segunda partida, emplacou 11 a 7 contra Lin Shidong.

Na sequência, mesmo com a força da torcida da arena em Macau sendo para o chinês, o brasileiro não deixou barato e quebrou o saque de Shidong, vencendo o terceiro set por 11 a 9 e virando a partida. O quarto set e o quinto set foram respectivamente 11 a 4 e 11 a 5 para Calderano, fechando a partida em 4 sets a 1 e fazendo história na modalidade do tênis de mesa.

Após o jogo, Hugo comemorou a vitória e em entrevista disse que não contava chegar tão distante, “É uma loucura falar sobre isso. Antes de começar a competição, não imaginava vencer os melhores do mundo. É uma loucura para mim colocar meu nome na história do tênis de mesa mundial”, disse na zona mista da Arena de Macau.

Com a vitória na Copa do Mundo de tênis de mesa, Hugo Calderano sobe para o 4° lugar no ranking mundial da modalidade e, aos 28 anos, ultrapassa o chinês Lian Jingkun.

Ministério dos Transportes, Casa Civil, Governo da Bahia e delegação chinesa visitam Porto Sul e Fiol e discutem implantação do Corredor Bioceânico Brasil-Peru

Ministério dos Transportes, Casa Civil, Governo da Bahia e delegação chinesa visitam Porto Sul e Fiol e discutem implantação do Corredor Bioceânico Brasil-Peru
Foto – Daniel Thame / GovBa
Uma delegação de engenheiros ferroviários do governo chinês esteve em Ilhéus (BA), na última quarta-feira (16), para avaliar o potencial das obras da Malha I da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (Fiol) e do Porto Sul, com vistas à criação do Corredor Bioceânico Brasil-Peru.
A visita, coordenada pelo Governo Federal e com participação do Governo da Bahia, teve como foco analisar a possibilidade de conectar o Porto Sul, no Oceano Atlântico, ao porto peruano de Chancay, no Oceano Pacífico, localizado a cerca de 80 quilômetros de Lima.
“A proposta é estabelecer um corredor ferroviário estruturante para transporte de carga no Brasil – de Leste a Oeste, atravessando Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre. Toda a produção da região central do país seria escoada por essa infraestrutura ferroviária até o Porto de Chancay”, explicou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.
A China deverá elaborar um novo estudo voltado à implantação do Corredor Bioceânico Brasil-Peru, que pretende criar uma rota estratégica para o comércio entre os dois oceanos, ampliando as conexões comerciais entre a China e os países da América do Sul.
“Essa ligação bioceânica é um grande sonho do Brasil. Quando essa ferrovia alcançar o Pacífico, o tempo de navegação entre a costa brasileira e a Ásia será reduzido em cerca de dez dias”, afirmou Marcus Cavalcanti, secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, durante a visita.
“O Brasil exporta, anualmente, US$350 bilhões, e mais de um terço desse volume tem como destino a China. Desse total, 60% correspondem a minério de ferro e soja – cargas que dependem de transporte ferroviário. É uma alternativa mais eficiente, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental”, acrescentou Leonardo Ribeiro.

SEMANA DOS POVOS INDÍGINAS / “O grito de Diôra: Vozes indígenas que a história tentou calar”

POR Silvia Marques, Assistente Social

O testemunho de uma bisneta traz à tona a trajetória de uma indígena Aimoré marcada por violência, deslocamento e resistência no sertão baiano.

A história da bisavó Diôra, registrada oficialmente como Agda Maria de Jesus, é um poderoso testemunho das violências sofridas pelos povos indígenas — especialmente as mulheres — ao longo da história do Brasil. Seu percurso de vida carrega marcas profundas de apagamento, deslocamento forçado e imposições culturais, mas também ecoa a força e a resistência de um povo que sobreviveu apesar de todas as tentativas de erradicação.

A narrativa começa ainda no século XVI, quando os Aimorés, também conhecidos como Botocudos, foram expulsos do Sul da Bahia por ordem do então governador-geral do Brasil, Mem de Sá (1550-1570). A região de Ilhéus foi palco de perseguições brutais, incluindo massacres noturnos e incêndios em aldeias, promovidos para consolidar o avanço da colonização sobre os territórios indígenas.

Esse evento marcou o início de um processo traumático de migração, em que os sobreviventes buscaram abrigo em áreas mais interiores, como o sertão da Bahia. A história da indígena Diôra é resultado direto desse deslocamento. Ela nasceu no final do século XIX, já na região do Rio Gavião, na Fazenda Lagoa da Volta, no atual município de Piripá, indicando que sua família conseguiu, com dificuldade, reconstruir um lar após séculos de perseguição.

Contudo, a violência não cessou. Diôra foi capturada ainda criança, por volta dos 6 anos, durante uma ação brutal organizada pela família de José Marques de Oliveira. Ela foi caçada com cavalos e cães até ser separada de seus pais, que, dias depois, retornaram e submeteram-se aos captores apenas para permanecer próximos da filha. A captura violenta e a separação familiar causaram feridas profundas, refletindo o ciclo contínuo de violência física e emocional vivido pelos indígenas.

Um dos aspectos mais dolorosos dessa história é o apagamento da identidade de Diôra. Seu nome indígena foi substituído por um nome cristão, Agda Maria de Jesus, e ela foi forçada a se casar com Isidório Marques de Oliveira, sendo inserida em uma nova dinâmica social e cultural que não escolheu. Mesmo nesse ambiente hostil, marcado por violência doméstica, Diôra sobreviveu. Teve 11 filhos — 5 mulheres e 6 homens — e formou uma grande família, deixando inúmeros descendentes. Faleceu em 4 de janeiro de 1952.

Diôra representa mais do que uma trajetória individual. Ela simboliza a luta silenciosa de muitas mulheres indígenas cuja história foi apagada ou distorcida pelos registros oficiais. Compartilhar sua história é um ato de resistência e de justiça histórica — uma tentativa de honrar a memória dos povos originários e trazer à tona as feridas ainda abertas da colonização.

Este relato não é apenas uma homenagem pessoal à bisavó Diôra. É também um apelo por memória, reparação e reconhecimento das injustiças históricas cometidas contra os povos indígenas do Brasil.

Silvia Marques, Assistente Social – Especialista em Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

Cordeiros-Bahia.

Brasil fica em último lugar em ranking de competitividade industrial

Brasil fica em último lugar em ranking de competitividade industrial
 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Impactado negativamente por fatores como ambiente econômico e educação, o Brasil ficou em último lugar no mais recente ranking de competitividade industrial elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No estudo, antecipado ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a entidade comparou o Brasil com outros 17 países que competem com o País no mercado internacional, considerando oito fatores que afetam o desempenho das empresas mundo afora.

Os três aspectos que mais pesaram negativamente no resultado foram Ambiente Econômico; Desenvolvimento Humano e Trabalho; e Educação. Em todos eles, o Brasil ocupou o último lugar no ranking. No primeiro, o custo alto de financiamento no País figura como um dos empecilhos históricos para a indústria.

No momento, o alto patamar da Selic, em 14,25% ao ano, reforça esse efeito. Nesse cenário, o segmento comemora o fato de o governo atual ter lançado uma política industrial, a Nova Indústria Brasil (NIB), que inclui uma vertente de crédito liderada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para ver os efeitos do programa no ranking, no entanto, será necessário mais tempo. A previsão de financiamentos pelo plano partiu de R$ 300 bilhões para R$ 507 bilhões até 2026. O ambiente tributário foi outro aspecto que ajudou a jogar o Brasil para a última posição no ranking de Ambiente Econômico. Nesse caso, a CNI entende que o País viverá um avanço significativo com a reforma tributária.

Mas alerta que é preciso cuidado com as regulamentações, especialmente para que exceções tributárias não façam a alíquota média do novo imposto sobre o consumo ser muito alta. O estudo da CNI mostra que, em nenhum dos macroindicadores que compõem o ranking, o País figurou na primeira metade da classificação.

No aspecto em que o País se sai melhor é no desempenho de Baixo Carbono e Recursos Naturais, ocupando a 12ª posição. O destaque positivo ficou no subfator de descarbonização, com o 2º lugar no ranking. De acordo com a CNI, ainda seria necessário o País avançar em termos de economia circular, subfator no qual o Brasil se desempenhou mal. A CNI publica o ranking desde 2010.

Nesta edição, a entidade trouxe alterações metodológicas, com a redefinição de países que competem com o Brasil. Agora, o estudo destaca as economias que possuem uma cesta de produção mais próximas à do País e que estão presentes nos mesmos mercados, tanto em nível de importação quanto de exportação.

As comparações foram feitas com Coreia do Sul, Países Baixos, Canadá, Reino Unido, China, Alemanha, Itália, Espanha, Rússia, Estados Unidos, Turquia, Chile, Índia, Argentina, Peru, Colômbia e México. Entender o nível de competitividade desses países frente ao Brasil e quais problemas internos atacar será importante também no novo cenário global, em que as cadeias são redesenhadas pela política tarifária de Donald Trump nos EUA.

Neste Sábado de Aleluia, a Folha de Condeúba deseja uma Feliz e Santa Páscoa a todos os seus leitores

Sábado de Aleluia é o Sábado da Semana Santa, o primeiro dia depois da crucificação e morte de Jesus Cristo

Neste sábado, 19 de abril de 2025, celebrado como Sábado de Aleluia, a Folha de Condeúba manifesta seu carinho e gratidão a todos os leitores, desejando uma Feliz e Santa Páscoa.

A data, marcada pela esperança e pela renovação da fé, convida à reflexão sobre o amor, a solidariedade e o recomeço. Que o espírito pascal inspire cada lar condeubense a cultivar a paz, o perdão e a fraternidade.

Que o Menino Jesus — luz eterna que nos guia — esteja sempre pronto a acolher e amparar seus filhos e filhas em todos os momentos da vida. Amém!

Nesta Páscoa, celebremos juntos a vida, a união e a esperança de dias melhores.

Ministério da Saúde compra 57 milhões de doses da vacina contra a Covid-19

Ministério da Saúde compra 57 milhões de doses da vacina contra a Covid-19

O Ministério da Saúde fechou a compra de 57 milhões de doses da vacina contra a covid-19. O contrato, assinado em 11 de abril, garante a continuidade da vacinação e a proteção da população diante de novas variantes. As entregas serão feitas de forma parcelada, conforme a adesão à imunização no país, garantindo a oferta no SUS da versão mais atualizada da vacina aprovada pela Anvisa.

A expectativa é que a primeira remessa, de 8,5 milhões de doses, seja entregue entre abril e maio deste ano. As novas parcelas serão solicitadas conforme a necessidade. A previsão para este ano é aplicar mais de 15 milhões de doses, com investimento na ordem de R$ 700 milhões.

A vacina, ofertada pela Pfizer, é para o público a partir de 12 anos de idade, abrangendo adolescentes e adultos. A empresa assumiu a contratação após a Zalika, inicialmente responsávelpor esta oferta, ter a atualização da sua vacina reprovada pela Anvisa. Dessa forma, a segunda colocada foi convocada.

Brasil reduz 70% da área queimada no primeiro trimestre de 2025

Brasil reduz 70% da área queimada no primeiro trimestre de 2025

Nos três primeiros meses de 2025, a extensão de todas as áreas atingidas por queimadas no país somou 912,9 mil hectares. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2,1 milhões de hectares, houve uma redução de 70% no território nacional atingido pelo fogo. Do total das áreas queimadas 78% são de vegetação nativa, sendo que 43% do que foi consumido pelo fogo eram de formação campestre.

Entre os estados brasileiros, Roraima foi o que mais queimou nesses três meses, somando 415,7 mil hectares. O Pará foi o segundo mais atingido, com 208,6 mil hectares queimados e o Maranhão perdeu 123,8 mil hectares para o fogo, sendo o terceiro na lista. Entre as cidades, Pacaraima e Normandia, ambas em Roraima, foram as mais afetadas, com 121,5 mil e 119,1 mil hectares, respectivamente.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Felipe Martenexen, Roraima vivencia sua estação seca no início do ano, o que torna o estado particularmente vulnerável às queimadas nesse período. “Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”, explica.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (16) e são do Monitor do Fogo, uma ferramenta do MapBiomas que utiliza imagens de satélite para mapear cicatrizes de fogo em todo o país.

“A ocorrência do período de chuvas contribui para essa diminuição das queimadas. No entanto, o Cerrado se destacou com a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma”, alerta a pesquisadora do Mapbiomas Fogo, Vera Arruda. As informações são da Agência Brasil.

Câmara dos Deputados aprova proposta que aumenta pena para injúria racial contra mulheres e idosos

Câmara dos Deputados aprova proposta que aumenta pena para injúria racial contra mulheres e idosos
Foto – Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) projeto de lei que aumenta a pena de injúria racial se o crime for cometido contra mulher e pessoa idosa.
O texto será enviado ao Senado. De autoria da deputada Silvye Alves (União-GO), o Projeto de Lei 5701/23 foi aprovado com parecer favorável da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) e muda a lei que define os crimes de preconceito de raça e cor (Lei 7.716/89).
Segundo a proposta, a pena base de reclusão de 2 a 5 anos e multa será aumentada de 1/3 a 2/3 se o crime for praticado contra idosos ou contra mulher. Na lei, a pena prevista abrange ainda a injúria por ofensa da dignidade ou do decoro em razão de cor, etnia ou procedência nacional.
A tipificação desse crime foi incluída pela recente Lei 14.532/23. O único agravante previsto atualmente é quando o crime for praticado por duas ou mais pessoas em conjunto, com pena aumentada da metade.