Categoria: Brasil

O candidato que Lula quer enfrentar na eleição do próximo ano

BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Imagem coloria mostra Lula reagindo ao caso INSS
Presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva
Feliz o candidato que pode escolher seu adversário. Se isso não lhe garante a vitória, no mais das vezes a facilita. Está para nascer aquele que escolha um adversário capaz de o derrotar.
Bolsonaro, em 2018, soube escolher seu adversário – Lula, preso em Curitiba, inelegível porque tivera seus direitos políticos cassados. Bolsonaro apresentou-se como o candidato anti-PT.

Lula, em 2022, deu-lhe o troco: escolheu Bolsonaro como adversário. Apresentou-se como o único que poderia impedi-lo de se reeleger. Uma fração da direita votou em Lula.

Perguntem a Lula quem ele desejaria enfrentar em 2026. Não perguntem: ele jamais responderá que seria Bolsonaro. Dirá que Bolsonaro, além de inelegível, será condenado de novo e preso.

Mas é Bolsonaro que ele pretende escolher mais uma vez como adversário. E o fará tão logo Bolsonaro, impossibilitado de concorrer, indique o candidato que contará com seu apoio.

Haverá para Lula adversário melhor a ser batido? Poderá ser qualquer um dos atuais que suplicam pela benção de Bolsonaro. Nele, Lula pregará o adesivo de pau mandado de Bolsonaro.

Confrontar a Justiça, nas palavras do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o Zero Um, significa ir para cima do Supremo Tribunal Federal se ele declarar inconstitucional o indulto ou a anistia.

Ir para cima do Supremo significa, com a ajuda do Congresso, tentar desacreditá-lo como Bolsonaro já o fez, e, no limite, abrir processos para cassar mandatos de juízes.

Seria a repetição de um filme ao qual já assistimos durante quatro anos. Para os que não querem vê-lo de novo em cartaz no cinema mais próximo de suas casas, só restaria votar em Lula outra vez.

Foragido de São Paulo foi preso após ser identificado pelo reconhecimento facial

Brumado: Foragido de São Paulo é preso após ser identificado pelo reconhecimento facial

Um homem foragido da justiça de São Paulo foi preso na sexta-feira (21) após ser identificado pelo sistema de reconhecimento facial no centro comercial de Brumado. O Centro Integrado de Comunicação (Cicom) flagrou o foragido na Avenida Centenário, nas proximidades de uma autopeças.

Segundo informou o 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o mandado de prisão é do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na comarca de Itaquaquecetuba. De acordo com a PM, o homem estava foragido desde março de 2024. Ele foi detido e apresentado na Delegacia Territorial de Brumado para adoção das medidas legais cabíveis.

Pessoas intersexo lutam por reconhecimento e direitos

ENTREVISTA: Pessoas intersexo lutam por reconhecimento e direitos. Grupo que representa quase 2% da população enfrenta invisibilidade e insuficiência da legislação.

Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo, Rafaela de Oliveira
GÊNERO E DIVERSIDADE SOCIEDADE
desigualdade direitos humanos LGBTQI+ política violência

Carolina Iara é primeira mulher trans intersexo a exercer um cargo de covereadora pela Bancada Feminista do PSOL, em São Paulo

Desde 1969, o dia 28 de junho é marcado pela celebração do Orgulho LGBTQIAPN+, sigla que foi se transformando ao longo dos anos para refletir melhor a diversidade de identidades e orientações sexuais. A data remete à Revolta de Stonewall, uma série de protestos em resposta a uma ação policial violenta no bar Stonewall Inn, em Nova York, contra pessoas transgêneras e drag queens. O episódio se tornou um marco histórico na luta pelo direito à dignidade e ao respeito, independentemente de gênero ou orientação sexual.

No Brasil, 12% da população adulta se identifica como pessoas assexuais, lésbicas, gays, bissexuais e transgênero, de acordo com o levantamento da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) feito em 2022. Mesmo com alguns avanços, a comunidade segue enfrentando retrocessos, agravados por desigualdades estruturais, especialmente quando se trata de identidade de gênero.

A invisibilidade e a violência sistemática enfrentada por pessoas intersexo, grupo que representa cerca de 1,7% da população mundial, segundo a ONU, é o tema do Pauta Pública, que irá ao ar na sexta-feira, 27 de junho. A conversa é com Carolina Iara, primeira mulher trans intersexo a exercer um cargo de covereadora pela Bancada Feminista do Psol, em São Paulo. Ela compartilha sua experiência na linha de frente da política institucional e fala sobre os desafios das lutas LGBTQIAPN+ no Brasil.

“Fui uma criança intersexo submetida a tortura, a cirurgias precoces e violentas”, afirma. “Essas intervenções continuam acontecendo. Ainda há ambulatórios, inclusive os chamados de referência, que seguem praticando as mesmas mutilações genitais sob o pretexto de ‘normalizar’ corpos intersexo”, diz.

Carolina Iara é primeira mulher trans intersexo a exercer um cargo de covereadora pela Bancada Feminista do PSOL, em São Paulo.
Como você enxerga o atual momento político e social para a população LGBTQIAPN+ no Brasil?

Estamos em um momento difícil, de avanço e de dificuldade. Um momento muito contraditório. Eu vejo que a extrema direita e o fundamentalismo religioso, no mundo, elegeram a gente [pessoas LGBTQIAPN+] como o inimigo. Mas tem sido também um momento em que conseguimos avanços. Desde que eu comecei a minha militância há 16 anos, muita coisa avançou pra mim e pra minha comunidade. No Brasil, já conseguimos ter a retificação de nome nos documentos. No entanto, a reação a qualquer um desses avanços ainda é brutal.

Por exemplo, a Câmara Municipal de São Luiz [Projeto de Lei nº 201/2023] e a Câmara Municipal de Petrópolis [Projeto de Lei 3363/2024] proibiram as pessoas trans de irem ao banheiro. Quando você fala que as pessoas trans têm que ir ao banheiro de acordo com o sexo do nascimento, na verdade, você está proibindo essas pessoas de irem ao banheiro, porque não tem como eu entrar no banheiro masculino e não sair de lá ou agredida, estuprada ou qualquer outra coisa. Ao total, são 77 leis anti-LGBTs aprovadas no Brasil.

Somos o país que mais tem transvestidos e pessoas trans eleitas, mas somos o país que mais mata também. Então, a gente está em uma situação muito delicada, mas tem muita luta. O movimento LGBTQIAPN+ é um dos que têm tido mais dinamismo, assim, junto com o movimento negro e o movimento feminista também. São esses os movimentos que têm feito a resistência e a luta. Não são mais os movimentos sindicais, nós estamos num outro momento de luta.

Como o país e a própria comunidade LGBTQIAPN+ lida com pessoas intersexo?

Eu fui uma criança intersexo submetida a violência, tortura, cirurgias precoces muito violentas. Essa realidade ainda existe por um desconhecimento social, é uma realidade que faz com que famílias sejam impelidas, sejam convencidas a fazer cirurgias em seus bebês que são 2% da população, para esconder literalmente a intersexualidade, a genitália ambígua ou a hormonização diferenciada que a criança tem, que adolescente tem.

Existe uma grande comoção de setores da sociedade, que vai desde o [deputado federal] Marco Feliciano, Eduardo Bolsonaro [deputado federal] até a PGR [Procuradoria Geral da República], de proteger as crianças. Com discursos de que tem que proteger a criança dos LGBT e proibir de fazer bloqueio hormonal aos 12. Aí eu sempre faço a clássica pergunta da minha vida: onde eles estavam quando eu passei por essas cirurgias na infância contra a minha vontade? Não estavam lá, pelo contrário estavam incentivando esse poder médico a fazer tudo isso.

Não tem defesa nenhuma de 2% da população que é intersexo. O que falta hoje é uma vontade política, uma legislação ou algo que seja semelhante para proibir as cirurgias precoces desnecessárias pra encobrir a intersexualidade. Precisa proibir hormonização forçada em crianças e adolescentes que indiscriminadamente são hormonizados para esconder a intersexualidade, e, enquanto isso, estão enchendo o saco das pessoas trans que querem as modificações corporais ou evitar as modificações corporais.

A gente conseguiu sinalizações boas nesse sentido. O Conselho Nacional de Saúde, a partir de uma iniciativa da ABRAI (Associação Brasileira Intersexo), conseguiu uma recomendação pelo fim da mutilação genital, pelo fim das cirurgias. E conseguimos também por outra entidade, a Intersexo Brasil, um grupo de trabalho no Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Esse grupo de trabalho tem a pretensão de criar um plano de erradicação dessas violências para tratar a questão como uma agenda de direitos humanos. Então estamos nesse caminho, mas ainda não teve um avanço específico.

Em relação à comunidade LGBTQIAPN+, eu acho que já melhorou também. Tem até um espacinho ali para a letra I. Eu tenho dito que, aqui no Brasil, as principais aliadas do movimento intersexo tem sido as travestis e transexuais, a letra T e o movimento feminista. Não sei como é em outros países, mas aqui são esses dois movimentos que tem pegado mesmo a pauta e levado, não sem contradições, mas é o que tem sido a tônica nos últimos anos. 

Eu sou uma travesti negra e intersexo. Não à toa no movimento trans a gente debate algumas coisas sobre pessoas intersexo, não à toa são as mães de intersexo também que se organizam e viram ativistas. Eu acho que o principal esforço é pegar esses assuntos, digamos impopulares, esses assuntos mais delicados, e tentar não tirá-los do debate público.

Tem coisas que eu faço junto com a bancada feminista que tem grande repercussão, como a questão de ter lutado ativamente pelas cotas trans na Universidade de Campinas. Isso teve uma repercussão muito grande pro bem e pro mal, mas ao mesmo tempo tem coisas que não ganham essa repercussão. O Dia Contra Mutilação Genital [26 de setembro], por exemplo, não está na boca das pessoas. Então, é um desafio diário tentar trazer esses debates todos para fazer um orgulho verdadeiro LGBTQIAPN+, um orgulho que inclua todas essas letras, essas intersecções e também não perca o sentido emancipatório da coisa, o sentido antissistêmico da coisa.

Por que o Dia do Orgulho, em 28 de junho, além de todas as lutas, também precisa ser um dia de celebração?

A minha avó Altina falava um ditado assim: “as pessoas querem você bem mas não melhor que elas.” Um ditado que resume um pouco a nossa estrutura social hierárquica. Como, normalmente, as coisas vão se estruturando de cima para baixo em cadeias, em muitas pessoas se manifesta um pensamento de que está arraigado na sociedade: “eu não quero ver a felicidade daqueles que de algum modo são inferiores a mim” e isso também diz respeito à felicidade. A felicidade incomoda.

Por que querem proibir festas ou paradas LGBTQIAPN+? Porque incomoda ver milhares de pessoas marchando, festejando, se beijando, sendo alegres. Então isso incomoda demais. Eu vejo pelo lugar que eu ocupo também. Tem pessoas que ficam particularmente inconformadas de ver uma travesti que não está na prostituição. Eu já fui na prostituição, não tenho vergonha nenhuma. Mas assim tem pessoas que se incomodam falando “como assim essa travesti está aqui andando nos corredores da Assembleia de nariz em pé? Não, ela é arrogante”. Aí já começa: “será que ela não está fazendo alguma coisa de errado? Investiga mais”. Existe um incômodo. 

Mulheres trans são mortas por seus parceiros sexuais. A pessoa tem uma relação com uma mulher trans e de repente ele toma tudo dela e a mata. Isso é muito comum. O antídoto disso é a gente, mesmo no meio de tanta desgraça, a gente poder ser feliz. Poder celebrar, festejar, amar e ir [para as ruas] com os nossos afetos, poder esbanjar a nossa felicidade e o nosso brilho. Eu acho que é muito importante celebrar, sou uma grande defensora do mecanismo do orgulho. É uma coisa formidável que a gente criou enquanto movimento. É formidável porque o orgulho é o contrário do que esses setores querem, que é a gente se esconder e ter vergonha de si e que a gente viva na clandestinidade.

É aquela coisa: “ri, mas ri baixo”. Não, a gente quer rir alto, a gente quer gargalhar, bater leque, fazer barulho. Então, o Dia do Orgulho pra mim é essencial. Vamos fazer uso dele, muitas pessoas lutaram para que a gente possa festejar. Temos que botar o nosso corpinho pra jogo e festejar sim.

Edição: Mariama Correia

Isis Dias de Oliveira: ex-marido busca até hoje reconhecimento de assassinato na ditadura militar

REPORTAGEM: José Luiz Del Roio procurou respostas por quase 40 anos; promessa de correção no atestado de óbito não saiu do papel

Por Darlene Dalto

O caso de Isis Dias de Oliveira, que desapareceu no Rio de Janeiro em 1972

Famílias brasileiras que reivindicam novos atestados de óbitos de seus mortos e desaparecidos durante o regime militar finalmente receberam uma boa notícia: o Conselho Nacional de Justiça determinou, em dezembro de 2024, que a causa da morte nos atestados de óbito das 434 vítimas da ditadura será corrigida e o Estado vai assumir a sua responsabilidade. Nos novos documentos deverá constar “causa morte não natural, violenta, causada pelo Estado”, como recomendou a Comissão Nacional da Verdade, instaurada em 2012. Mas até agora não foi definida uma data para a entrega dos novos certificados.

“Essa reivindicação é antiga. São 40, 50 anos de espera. A CNJ reconheceu em dezembro que as famílias devem ter um novo atestado de óbito, mas a Comissão Especial dos Mortos e Desaparecidos Políticos resolveu que só ela deve atestar e entregar as certidões. Então criou-se mais um caminho burocrático e até agora nenhum documento foi entregue.”, explica a jornalista, ex-presa política e militante Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles.

Há 30 anos, em 1995, o governo aprovou a Lei 9.140 que reconheceu que os desaparecidos políticos foram mortos pelo Estado. As famílias teriam direito ao atestado de óbito e também a uma indenização simbólica. “Eram valores entre R$ 100 mil e R$ 120 mil aproximadamente. Mas nós não queríamos dinheiro, queríamos informação”, ela diz.

Além da falta de retificação nos documentos, ainda há muito a ser explicado. Dezenas de familiares ainda não sabem quando, como, onde e em que circunstâncias seus filhos, seus sobrinhos foram mortos. Mães e pais que passaram décadas em busca de informação morreram sem saber que os matou. E nenhum assassino foi preso.

O caso de Isis Dias de Oliveira, que desapareceu no Rio de Janeiro em 1972, é emblemático. “É uma tragédia. Não sabemos nada”, reclama o radialista e militante político ítalo-brasileiro José Luiz Del Roio, que foi companheiro de Isis. “Queremos saber o nome dos assassinos. Queremos que eles sejam processados”. São 53 anos à procura de informações seguras.

A certidão da morte de Isis que Del Roio recebeu não traz nenhuma informação relevante. No lugar em que deveria haver a data e hora do falecimento, local de falecimento, causa da morte e nome do médico que atestou o óbito, há apenas um incômodo “não consta”. O local do sepultamento está descrito “local ignorado”.

POR QUE ISSO IMPORTA?
Há 30 anos, o Estado brasileiro aprovou Lei garantindo que as mortes e desaparecimentos causados pela ditadura de 1964 alterariam as informações nas certidões de óbito, mas até hoje famílias não conseguiram exercer esse direito

Isis Dias de Oliveira, que desapareceu no Rio de Janeiro em 1972 após ser presa pela ditadura
Quase 40 anos a procura de respostas
Isis foi presa no dia 30 de janeiro de 1972 pelo Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) com outro militante chamado Paulo César Massa. “A família só soube que ela tinha sido presa porque uma amiga chamada Aurora Nascimento telefonou e avisou. As Forças Armadas sempre negaram”, conta Del Roio.

Segundo o relatório da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo – Rubens Paiva, Isis foi acusada e julgada à sua revelia por assalto ao Hospital da Ordem Terceira da Penitência, no Rio de Janeiro, depredação de postos de gasolina onde havia cartazes de procurados políticos e assalto à agência do banco Bradesco na rua Miguel Leme, quando foi ferida, sem gravidade. Em três processos ela foi absolvida e os demais foram arquivados por insuficiência de provas.

Foram 38 anos de procura. Dona Felícia, mãe de Isis, escreveu cartas para o governo, tentou contatos com as Forças Armadas. Nunca obteve resposta. Uma informação de que a filha estava em Londres a levou até a capital da Inglaterra. A pista era falsa. “Quando saí da última prisão, muitas famílias de mortos e desaparecidos vinham falar comigo para saber se eu tinha alguma informação”, lembra Amelinha Teles, que entrou para o PCB, foi presa em 1964 e depois em 1972, passou pelo DOI-CODI de São Paulo, pelo Presídio do Hipódromo, pela Casa do Egresso e pelo Carandiru.

Durante quase 40 anos, Dona Felícia, mãe de Isis, escreveu cartas para o governo e tentou contatos com as Forças Armadas para saber o que houve com a filha “Conheci bem dona Felícia. Ela me marcou. Era uma mulher muito doce, participava dos nossos encontros, que reuniam famílias de mortos e desaparecidos, era assídua nas nossas manifestações, nas nossas viagens a Brasília. Ela levou essa luta até o fim de sua vida. Dona Felícia não tinha as mesmas posições políticas que a filha, mas nunca se queixou da Isis. Pelo contrário, tinha muito orgulho da coerência dela”, completa.

De acordo com investigação da Comissão da Verdade, a morte de Isis e de mais 11 desaparecidos no dia 28 de janeiro de 1979 foi confirmada pelo general Adyr Fiúza de Castro, chefe do DOI-CODI do Rio de Janeiro, em matéria do jornalista Antônio Henrique Lado na Folha de S.Paulo. Em 1994, o livro Os Anos de Chumbo – A Memória Militar sobre a Repressão (editora Relume-Dumará), dos pesquisadores Maria Celina D’Araújo, Glaucio Dillon Soares e Celso Castro o general Fiúza de Castro, trouxe um depoimento cruel do general Fiúza de Castro sobre métodos usados para torturar presos políticos no país durante o regime militar.

Em julho de 2021, a Agência Pública mostrou que 19 militares acusados de crimes na ditadura – entre eles nomes do alto escalão do regime militar – deixaram pensões para seus familiares. A lista trazia o nome do general Fiúza Castro, que deixou duas pensões no valor total de R$ 30 mil a familiares.

O desaparecimento de Isis começou a ser investigado em 2014 pela Comissão Nacional da Verdade. A conclusão é que ela foi assassinada pelos militares na Casa da Morte em Petrópolis, no Rio de Janeiro, a partir da denúncia de Inês Ettiene Romeu, ativista da Vanguarda Popular Revolucionária, única sobrevivente entre os militantes que foram levados para esse lugar.

Del Roio pediu que a Comissão da Verdade solicitasse ao Arquivo Nacional uma cópia da Informação 4.057, de 11 de setembro de 1975, do Serviço Nacional de Informação. No documento consta que ela teria sido morta no mesmo dia em que foi presa. “Para mim ela foi morta no DOI-CODI da Barão de Mesquita, na Tijuca, no Rio. Depois eu estive lá para ver o lugar. Também fui até a Casa da Morte”, ele conta. “Quando as ossadas da vala do cemitério de Perus foram descobertas, procurei ali também”.

Durante a ditadura, 1049 corpos foram enterrados ilegalmente no Cemitério Dom Bosco, em Perus, bairro de São Paulo. Essas ossadas foram descobertas em 1990 pelo jornalista Caco Barcellos.

De acordo com a Comissão da Verdade, Isis foi assassinada pelos militares na Casa da Morte em Petrópolis, após ser desaparecida em 30 de janeiro de 1972 “Quando eu não puder mais falar, vocês falarão por mim” Del Roio lembra de Isis como “uma mulher corajosa que aderiu à luta contra a ditadura do regime militar por vontade própria e teve papel importante”. Ela entrou para o Partido Comunista Brasileiro em 1965, quando cursava o primeiro ano de Ciência Política na Universidade de São Paulo, deixou o PCB para integrar a Aliança Libertadora Nacional, esteve em Cuba onde recebeu treinamento de guerrilha, voltou ao Brasil, mudou para o Rio de Janeiro e lá foi presa em 30 de janeiro de 1972. Nunca mais foi vista.

Isis nasceu em São Paulo em 29 de agosto de 1941, morou com a família na Lapa, era filha de Felícia Mardini de Oliveira e Edmundo Dias de Oliveira e tinha dois irmãos. Seus pais não eram ricos, pelo contrário, mas ela pode estudar em bons colégios, fez o clássico no Santa Marcelina, aprendeu a tocar piano, também pintava, ela cursou artes na Fundação Armando Álvares Penteado. Como falava inglês, francês e espanhol, trabalhou como secretária bilíngue no frigorífico Swift. “Ela era uma mulher muito bonita, usava um cabelo bem curto, era baixa, não era muito magra. Falava com calma, era muito esforçada e culta. Gostava de pintar, quase sempre rostos de mulheres”, lembra Del Roio, que a conheceu quando ela entrou na USP e foi morar no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (CRUSP).

Em um ano estavam casados. “Eu costumava ir até o antigo prédio da USP na rua Maria Antonia, às vezes ficava ali jogando xadrez. Um dia uma amiga que tinha acabado de chegar da União Soviética nos apresentou. Isis queria entrar para o PCB”, conta Del Roi, que aos 22 anos já era uma importante liderança do partido. Ele começou bem cedo, aos 17, no movimento estudantil em Bragança Paulista, interior de São Paulo, onde morou. “Nós nos casamos por causa da família dela, só no civil, em um cartório na Lapa, e fomos morar em um apartamentinho na rua das Palmeiras, 261, em Santa Cecília. Pouca gente sabia onde a gente morava. A Clara Charf e o Carlos Marighella apareciam de vez em quando. Isis não sabia cozinhar, a Clara não se conformava e tentava ensinar”, lembra, rindo.

Isis começou a trabalhar arregimentando alunos interessados em lutar contra a ditadura brasileira e ajudar na organização das manifestações de rua que o PCB promovia. Dois anos mais tarde, passou a trabalhar no cursinho do grêmio da faculdade. “Isis era alegre, risonha, apesar da vida dura. Ela coordenava o curso, eu dava aulas de história grega e bizantina”, conta Del Roio. A essa altura ela usava um codinome, como quase todos que militavam naquele período. “Isis era Fátima, ela mesma que escolheu esse nome. Tinha outros nomes, mas não me lembro mais. Eu só a chamava de Isis quando estava sozinho com ela. Também a chamava de Corujinha porque na mitologia grega a coruja representa a busca pelo saber”, explica.

Nessa época, eles montaram uma gráfica clandestina na rua Canuto do Val, também em Santa Cecília. “A gráfica era muito importante para o partido porque ali a gente imprimia todo o material que era distribuído para os alunos e operários nas manifestações, nas passeatas. Eram textos sobre política internacional de Ho Chi Minh, de Che Guevara, de Regis Debray. Eu e Isis também escrevíamos”.

Casamento de Ísis e Del Roio em 8 de abril de 1967
Com a cisão no PCB em 1967, Del Roio rompeu com o partido e se uniu a Carlos Marighella e João Câmara Ferreira para fundar a ALN, um grupo de guerrilha urbana que defendia a luta armada contra a ditadura. Ele lembra que a ALN é conhecida como Aliança Nacional Libertadora, mas na verdade a sigla queria dizer Ação de Libertação Nacional. “Eu sei disso porque estava lá. Nosso objetivo era fazer uma ação, não queríamos aliança com ninguém. Eu segui o Marighella e Câmara Ferreira, fundamos a ALN, Isis veio comigo. Foi um período difíc

No terceiro ano do curso ela trancou a matrícula e foi para Cuba, cuja revolução liderada por Fidel Castro em 1959 havia derrubado o governo do ditador Fulgêncio Batista. Lá, durante um ano, fez treinamentos de guerrilha urbana e contraespionagem. “Ela foi antes, eu fui meses depois. Tinha medo que ela caísse, mas não podia dizer isso. Durante o curso nós aprendemos a lidar com explosivos, a fazer explosivos, aprendemos a manejar armas, a atirar, como usar disfarces, como nos mover na cidade, como falsificar documentos”. Ela não conheceu Fidel Castro, ele o conheceu em uma cerimônia do aniversário da revolução.

Em Cuba, após três anos o casamento acabou. Isis voltou para o Brasil e foi para o Rio de Janeiro, onde voltou a viver de forma clandestina. “Eu fiquei mais algum tempo em Cuba e só voltei alguns meses depois da anistia, em outubro de 1979. Soube do seu desaparecimento quando estava em Lima, no Peru. Foi um choque”, relembra Del Roio. No exterior, ele passou pelo Peru, Chile, Argélia, Itália e a então União Soviética. Em Moscou atendeu a um pedido inusitado de Luís Carlos Prestes, comunista histórico, secretário do PCB: cuidar do arquivo do partido, ameaçado pelas constantes buscas por parte dos militares. Em 1977 ele conseguiu transferir o arquivo para Milão e desde os anos 90 esses documentos se encontram sob a guarda do Centro de Documentação e Memória da UNESP (Universidade Estadual Paulista). “Ninguém quis ficar com esse arquivo. Foi uma operação complicadíssima, retirar do Brasil toneladas de livros e documentos subversivos durante a ditadura. Durante anos minha vida ficou ligada àqueles documentos”.

Del Roio lembra de Isis como “uma mulher corajosa que aderiu à luta contra a ditadura do regime militar por vontade própria” Na Itália, onde mora até hoje, ele possui dupla cidadania, Del Roio se filiou ao Partido da Refundação Comunista e foi eleito senador em 2006 pela região da Lombardia, depois se tornou membro da Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu, em Estrasburgo e membro da União Europeia Ocidental, em Paris. A partir dos anos 2000 ele voltou muitas vezes para colaborar com a criação da Comissão Nacional da Verdade.

“Mulheres como Isis são heroínas do povo brasileiro”, opina Del Roio. “Nos anos 70 nós fomos para a luta contra a ditadura com a cara e a coragem. Fomos com nossas minissaias, com nosso batom. Era o que precisava ser feito”, lembra Amelinha Teles. Desde 2012 o Centro Universitário de Pesquisas e Estudos Sociais da USP leva o nome de Isis. Ano passado ela e outros 32 alunos da universidade receberam diplomas póstumos concedidos aos alunos que foram mortos durante a ditadura militar. Nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e em Macaxeira, no Recife, duas ruas também levam o seu nome. Em São Paulo, Isis Dias de Oliveira é o nome de uma praça que fica perto da casa onde ela viveu com sua família, na Lapa, inaugurada em 1999. Há uma pedra na praça onde está escrito: Quando eu não puder mais falar, vocês falarão por mim. De acordo com Amelinha, essa frase não é dela. Mas poderia ser.

Edição: Bruno Fonseca

Fluminense vence e mantém Brasil invicto na Copa do Mundo de Clubes

Tricolor bate Ulsan, da Coreia do Sul, e fica perto de vaga às oitavas

Estados Unidos, 21/06/2025 - Lance de jogo entre Fluminense e Ulsan HD, pela Copa do Mundo de Clubes. Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC
© Marcelo Gonçalves/Fluminense FC
O Brasil continua invicto na Copa do Mundo de Clubes da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Mais que isso: terminou a segunda rodada do torneio com 100% de aproveitamento. Após vitórias de Palmeiras, Botafogo e Flamengo, o Fluminense venceu o Ulsan HD, da Coreia do Sul, neste sábado (21), por 4 a 2, no Metlife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

O Tricolor, que tinha empatado sem gols com o Borussia Dortmund na estreia, foi aos mesmos quatro pontos dos alemães, mas fica na liderança do Grupo F pelo saldo de gols (dois a um). Os sul-coreanos, derrotados na primeira rodada por 1 a 0 pelo Mamelodi Sundowns, da África do Sul, não têm mais chances de irem às oitavas de final.

A última rodada do grupo será na quarta-feira (25), com os jogos iniciando às 16h (horário de Brasília). Ao Fluminense, basta um empate com o Mamelodi no Hard Rock Stadium, em Miami, para se classificar à próxima fase. Se quiser avançar como líder da chave, o Tricolor tem de torcer por um tropeço do Dortmund contra o Ulsan no TQL Stadium, em Cincinatti, ou ter saldo de gols melhor que o dos alemães – caso eles derrotem os sul-coreanos.

Tricolor bobeia no 1º tempo

Para o jogo deste sábado, Renato Gaúcho promoveu cinco mudanças no Fluminense. O treinador escalou Guga, Gabriel Fuentes, Paulo Henrique Ganso, Kevin Serna e Germán Cano – este último recuperado de uma lesão no joelho – nos lugares de Samuel Xavier, Renê, Nonato, Agustín Canobbio e Everaldo, respectivamente.

Assim como diante dos alemães, o Tricolor comandou as ações ofensivas da primeira etapa. A equipe brasileira teve 61% de posse de bola e finalizou 14 vezes, quatro delas em direção à meta do Ulsan. Em uma das oportunidades, aos 26 minutos, Jhon Arias cobrou falta com perfeição, no ângulo, abrindo o marcador. Os cariocas quase ampliaram em chutes de Fuentes e Serna, que Jo Hyeon-Woo espalmou.

Os sul-coreanos, porém, foram extremamente eficientes nas duas chances que tiveram nos primeiros 45 minutos. Aos 36, Thiago Silva lançou Ganso na entrada da área. O meia tentou um passe de calcanhar, mas foi desarmado. No contra-ataque, Darijan Bojanic encontrou Um Won-Sang pela direita. O meia cruzou rasteiro e Lee Jin-Hyun apareceu livre pela esquerda para deixar tudo igual.

Pouco antes do intervalo, aos 47 minutos, já nos acréscimos, outra bola desperdiçada pelo Fluminense gerou um contra-ataque mortal do Ulsan. Após Bojanic interceptar a posse no meio-campo, na sequência de um lateral cobrado por Guga, Juan Freytes afastou mal, Jin-Hyun dominou pela esquerda e cruzou para Won-Sang, de cabeça e sem marcação, colocar os sul-coreanos à frente.

Insistência e virada

Com o Fluminense em desvantagem, Renato colocou Everaldo no lugar de Ganso na volta do intervalo, passando a jogar com dois centroavantes e quatro homens de frente. A formação – mais ofensiva, mas defensivamente desorganizada – dava espaços para o Ulsan contra-atacar em velocidade, como aos dez minutos, quando Won-Sang recebeu de Bojanic na área e, com espaço, finalizou rente à trave.

Aos poucos, porém, o Tricolor retomou o comando das ações ofensivas. O empate saiu dos pés de jogadores que foram a campo durante a etapa final. Aos 20 minutos, Nonato (que substituiu Martinelli) tomou a bola pelo meio e tocou para Cano. O argentino abriu na esquerda para Keno (que entrou no lugar de Serna) cruzar. A zaga não tirou bem e sobra ficou com Nonato, que mandou para o gol.

Com o Ulsan esgotado fisicamente, o Fluminense intensificou a pressão e conseguiu a virada aos 37. Após escanteio cobrado por Fuentes pela direita, Cano tentou finalizar, não pegou bem na bola, mas o chute serviu como assistência para Freytes concluir para as redes. Já aos 46, o Tricolor liquidou a partida com Keno, que completou, de cabeça, o cruzamento de Arias pela direita. Festa e alívio da torcida brasileira em Nova Jersey.

Brasileiros são presos em Miami após confusão por voo perdido

Casal de brasileiros teria atacado funcionários da American Airlines ao tentar embarcar em um voo para Cancún após perderem o horário

Imagem colorida de casal de brasileiros presos em Miami por confusão em aeroporto - Metrópoles
Rafael Seirafe-Novaes e Beatriz Rapoport de Campos Maia
Dois brasileiros foram presos no Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, após se envolverem em uma briga com funcionários da American Airlines ao tentarem embarcar em um voo para Cancún, no México.

Veja o momento da confusão:

Durante a discussão, um dos suspeitos teria jogado café no rosto de um funcionário da American Airlines, conforme relatado em boletim de ocorrência citado por uma emissora local afiliada à NBC.

O advogado de Rafael, Guilherme Hayama, informou ao Metrópoles que a confusão ocorreu após a companhia aérea não permitir que o casal viajasse na poltrona da saída de emergência, escolhida e paga por eles.

Ainda segundo o advogado, a funcionária da companhia aérea teria afirmado que o casal não poderia embarcar porque não eram fluentes em inglês.

“Aí que começou a gerar o descontrole. Rafael perguntou: ‘como assim a gente não vai poder embarcar? Que absurdo!’. Eles [a companhia aérea] falaram que a Beatriz jogou café, isso é uma mentira, é uma informação inverídica. Beatriz estava segurando sim o café, mas em nenhum momento ela fez menção sequer em jogar o café, ela foi empurrada e o café caiu, não caiu numa pessoa, não acertou uma funcionária, o café caiu no chão”, relata o advogado.

Imagens do incidente mostram diversos carros de polícia próximos ao avião, identificado como voo 2494, da American Airlines. Seis agentes do condado de Miami-Dade foram chamados para atender a ocorrência.

As autoridades acusaram Rafael de resistir a um policial sem violência e de invasão de propriedade. Beatriz, que é biomédica e empresária do setor de estética, foi indiciada por agressão e invasão de propriedade.

Especialista da Clínica Dermatológica Nacional do Brasil descobre a maneira eficaz de eliminar 99,9% dos fungos nas unhas!

Em reportagem, nossa equipe passou por uma imersão no mundo da medicina infectologista. O que foi descoberto é chocante, portanto, leia essa reportagem até o final e você estará livre dos fungos para sempre!

O Dr. Fabrício Ribeiro é o líder do Departamento de Infectologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, e abaixo vamos lhe apresentar alguns trechos da sua coletiva de imprensa:

Dr. Fabrício: “O fungo nas unhas entra na corrente sanguínea e nos órgãos internos, em seguida o corpo humano começa a morrer aos poucos por dentro. Inclusive, o Brasil têm a maior taxa de mortalidade do mundo devido ao fungo nas unhas.

Toda pessoa infectada morre em um período de 10 à 14 anos.”

Repórter: Por que você chama o fungo nas unhas de uma doença perigosa?

Dr. Fabrício: “Você tem noção de quantas pessoas morreram de micoses em 2023? No ano passado, 55.000 pessoas morreram apenas na Região da Capital de São Paulo.

Dentre essas, 31.000 pessoas morreram de fungo nas unhas, o que representa mais da metade do número total. O fungo das unhas não afeta apenas o dedo do pé, ele também é absorvido na corrente sanguínea através dos pés e se espalha por todo o corpo.

O fungo destrói nosso corpo de dentro para fora e afeta todos os órgãos. Pequenos esporos fixam-se aos órgãos internos e multiplicam-se, causando o desenvolvimento de patologias.

Isso resulta em micoses nos órgãos internos. Isso significa que a pessoa infectada começa a ‘apodrecer’ por dentro. Nessa situação, a pessoa pode ter insuficiência cardíaca a qualquer momento, as veias do cérebro podem romper a qualquer momento, o fígado pode desenvolver câncer e os rins podem parar de funcionar. Qualquer pessoa que sofra de fungos nas unhas corre esses riscos.

É por isso que considero o fungo nas unhas uma doença muito perigosa, uma das principais causas de morte no país.

Costumamos ouvir sobre câncer e tumores, mas você deve notar que o câncer afeta apenas de três a quatro por cento da população, enquanto o fungo nas unhas afeta praticamente a metade das pessoas entre 40 e 65 anos.”

Repórter: Então, por que os médicos não conseguem curar essa doença? Afinal, o trabalho de vocês é salvar vidas.

Dr. Fabrício: “Em primeiro lugar, deixe-me dizer que a maioria das pessoas que sofrem de fungo nas unhas dos pés não procura um médico, porque não compreendem o risco dessa doença. E mesmo se ele ou ela for ao médico, geralmente é tarde demais.

Geralmente, são prescritos alguns medicamentos que têm pouca utilidade e, depois disso, eles raramente visitam o médico novamente, permitindo que a doença continue a progredir. Infecções fúngicas exigem visitas frequentes.

Além disso, há muito poucas pessoas que compreendem as consequências das infecções fúngicas e sabem quais danos graves podem causar aos órgãos internos.

Posso lhe contar centenas de casos assim, mas vou falar apenas sobre aqueles que destacam o risco de infecção fúngica nas unhas.”

Em seguida, ainda durante a coletiva de imprensa, o Dr. Fabrício mostrou ao público imagens chocantes…

A forma mais comum da doença, o fungo nas unhas dos pés:

 

A infecção fúngica levando à necrose do tecido, o que resultará na necessidade de amputação da perna:

O fungo se alimentando de tecido humano:

O fungo se alimentando de tecido humano:

O fungo consumindo os pulmões por dentro:

Os sintomas externos do fungo podem ser muito bem tratados, mas isso não reduz o risco fatal de infecção. A morte pode vir de repente.

Ainda em coletiva de imprensa, o Dr. Fabrício revela, a falta de profissionais, agrava ainda mais a epidemia de fungos no Brasil.

Dr. Fabrício: “[…] Além disso, também há escassez de pessoal nas clínicas de dermatologia neste momento. Toda a região tem apenas alguns especialistas em micologia, e há uma falta de 37% de dermatologistas. Mais da metade da equipe atual não tem as qualificações apropriadas.

Duvido que essas pessoas possam identificar e tratar uma infecção fúngica tão complexa. Na maioria das vezes, as pessoas estariam melhor ficando em casa do que recebendo tratamento de um médico do SUS. Devido à falta de profissionais, temos que recrutar enfermeiros não qualificados.

Todos eles têm diplomas, alguns deles com honras, mas esses enfermeiros não têm experiência suficiente e podem causar danos significativos à sua saúde. Médicos experientes se aposentam ou falecem devido à alta carga de pacientes e ao aumento do estresse sobre eles. Esses novos profissionais da saúde vêm ocupar seus lugares e não têm ideia de como tratar seus pacientes.

Gostaria que as equipes do SUS fossem mais experientes e qualificadas, mas não há nada que eu possa fazer.”

Repórter: A falta de médicos experientes em nosso país é a razão para uma taxa de mortalidade tão alta de infecções fúngicas?

Dr. Fabrício: “Esta é uma das razões, mas há outras também. Um tratamento eficaz para isso não está disponível. Farmacêuticos vendem muitos tipos de medicamentos e, se desejar, também venderão alguns medicamentos sem receita médica, mas eles não ajudam.

Medicamentos antiquados são inúteis e os novos produtos também são anunciados, mas não proporcionam muito alívio. Medicamentos prescritos por médicos também não são nada de especial. Eles fornecem apenas um pouco de alívio, mas prejudicam o fígado e o estômago e causam grande dano ao seu corpo.

Esses medicamentos apenas suprimem os sintomas externos, mas a infecção fúngica do corpo não desaparece e continua a destruí-lo por dentro.”

Dr. Fabrício: “Devido a esses motivos, o fungo nas unhas causa envenenamento do sangue e infecção nos órgãos internos que levam à morte.

Você também pode buscar tratamento em um hospital privado, mas eles também têm médicos semelhantes, com pouca experiência, que não sabem muito sobre doenças e seus tratamentos.

O principal objetivo desses hospitais é tirar o máximo de dinheiro do paciente. Eles não estão interessados no tratamento correto para você.”

Repórter: Então, o que as pessoas que têm fungo nas unhas devem fazer? Elas não podem fazer mais do que simplesmente esperar por sua morte iminente? Como médico experiente, você deve ser capaz de resolver esse problema.

Dr. Fabrício: “Veja bem, não é que eu esteja ocioso e não esteja fazendo nada. Mas não há nada que eu possa fazer em relação ao problema de epidemia nacional. Cabe às faculdades de medicina e universidades formarem bons médicos, o que posso fazer a respeito? Não posso treinar médicos sozinho. Se pensarmos que tudo isso vai mudar da noite para o dia, isso não vai acontecer. As pessoas estão sofrendo em todos os lugares.”

Dr. Fabrício: “Mas quando parece que toda esperança está perdida, sempre há uma luz no fim do túnel. Recentemente, algumas conquistas revolucionárias foram desenvolvidas para salvar vidas. O projeto foi lançado recentemente, as pessoas já podem obter o tratamento aqui – imediatamente – antes que se estoque rapidamente.”

Repórter: Por que você acredita que este medicamento mudará a vida de quem tem fungos nas unhas dos pés?

Dr. Fabrício: “Ele remove os sintomas externos no pé e limpa o corpo por dentro, curando completamente o fungo nas unhas dos pés. O risco de morte cai para quase zero nos primeiros dias de aplicação.

Ao simplesmente iniciar esse tratamento, o paciente é excluído do grupo de risco. Este tratamento elimina as células fúngicas acumuladas no sangue e nos órgãos internos.

Os danos que estavam matando o paciente por dentro param imediatamente.”

Dr. Fabrício: “Na minha opinião, este medicamento pode salvar milhares de vidas. Fiz tudo o que pude para convencer as autoridades a deixarem fornecer essa medicação a todos.”

Repórter: Qual é o nome da marca deste medicamento e por que ele é tão eficaz?

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Dr. Fabrício: “Este é o tratamento mais eficaz para doenças fúngicas hoje em dia. Estou falando do DermaFung, um produto de última geração desenvolvido em laboratórios de pesquisa independentes. Este medicamento foi preparado pelos melhores médicos do Reino Unido.

É 10 vezes mais eficaz do que medicamentos comuns e tratamentos cosméticos. Não tem efeitos colaterais, não causa dependência e ajuda o corpo a desenvolver imunidade contra bactérias fúngicas, eliminando o risco de reinfecção.”

Dr. Fabrício: “O segredo de sua eficácia está na estrutura de nosso corpo. É tão difícil se livrar do fungo nas unhas dos pés porque ele permanece nos tecidos dentro do corpo.

O fungo geralmente retorna após a interrupção dos medicamentos usados para seu tratamento. Outro problema é que nosso sistema imunológico não pode combatê-lo por conta própria. No máximo, o corpo pode apenas diminuir a taxa de crescimento das infecções fúngicas. Quando a imunidade está fraca, o fungo se espalha muito rapidamente, levando à morte.”

Dr. Fabrício: “Com o DermaFung, o corpo é capaz de produzir anticorpos especiais que destroem os fungos em todo o corpo. Com isso, o fungo é completamente removido do organismo humano.

Além disso, os anticorpos continuam a se desenvolver mesmo após a interrupção do tratamento. Este medicamento aumenta a resposta do corpo contra infecções fúngicas em até 10 vezes. Após isso, é improvável que você seja infectado novamente.

Um único ciclo de tratamento com o DermaFung permite ao corpo se livrar completamente das infecções fúngicas.”

Repórter: Por que o DermaFung é mais eficaz do que outros antifúngicos vendidos em farmácias?

Dr. Fabrício: “Você deve entender que as infecções fúngicas são bactérias vivas e se adaptam ao seu ambiente, assim como qualquer outro ser vivo. A maioria dos medicamentos antifúngicos foi desenvolvida há 30 anos, e as infecções fúngicas se tornaram resistentes à maioria dos antifúngicos ao longo dos anos.

A fórmula do DermaFung é completamente nova, ela foi criada após o estudo de mais de 6.000 tipos de fungos. Devido à sua fórmula única e nova, este medicamento limpa o fungo não apenas por fora nas unhas e na pele, mas também de dentro do corpo.”

Dr. Fabrício: “Sua eficácia é comprovada em nossas instalações de pesquisa. Ele passou por testes clínicos nos quais vários profissionais de segurança participaram, e estavam tomando outros tratamentos antifúngicos populares. Seus resultados confirmaram o poderoso efeito do DermaFung.”

O medicamento indicado pelo Dr. Fabrício garante que a infecção no corpo não avance e que o paciente seja completamente curado. Não resta nenhum vestígio de infecção após o tratamento.

Esta é a razão pela qual o paciente se recupera e volta a uma vida saudável. Isso também permite que o corpo desenvolva imunidade contra infecções fúngicas, o que significa que você não as terá novamente.

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Esta fórmula tem efeitos muito positivos no corpo:

  1. Ela destrói infecções fúngicas.

  2. Coceira, descamação e queimação na pele dos pés cessam após a aplicação pela primeira vez.
  3. Ela cura rapidamente unhas e feridas e rachaduras nos pés.
  4. Elimina o mau odor e normaliza a atividade das glândulas sudoríparas.
  5. Não permite a proliferação de bactérias causadoras de doenças e interrompe seu crescimento.
  6. Normaliza a imunidade e ajuda a curar doenças fúngicas crônicas.
  7. Limpa os produtos de resíduos dos fungos do sangue e do sistema linfático.
  8. Isso ajuda o corpo a desenvolver imunidade contra todos os tipos conhecidos de bactérias fúngicas.
  9. Não há reinfecção devido à embalagem conveniente.
  10. Quando o curso de tratamento é concluído de acordo com as instruções, todos os sintomas de doenças fúngicas desaparecem.

Repórter: Existem contraindicações? Por que está sendo vendido com um desconto tão grande?

Dr. Fabrício: “Não existem contraindicações. Esta fórmula é hipoalergênica. Ela pode ser usada mesmo se você for alérgico a outros medicamentos.

Além disso, é completamente segura para o fígado, que é o órgão mais afetado ao tomar medicamentos por via oral.”

Repórter: Como as pessoas podem obter o DermaFung? É necessário mostrar comprovante de identidade ou precisa de receita médica?

Dr. Fabrício: “O DermaFung será enviado diretamente de nosso armazém e entregue pelos Correios. Se o vendêssemos em farmácias locais, não seria a maneira correta de fazer isso. Não queremos que as pessoas enfrentem filas para obtê-lo.

Pacientes que sofrem com fungos passam por muita agonia todos os dias, e não seria correto fazê-los esperar em filas por horas. Hoje em dia, a maioria das pessoas está sofrendo, e é melhor poupar a todos esse incômodo. Encomendar medicamentos online é muito fácil.”

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Maçarico em cesto iniciou fogo em balão que caiu em SC, disse piloto sobrevivente à polícia

Balão estava com 21 pessoas quando caiu neste sábado (21) em Praia Grande, no extremo sul de Santa Catarina. O acidente deixou 8 mortos.
Por Caroline Borges, g1 SC
Balão pega fogo durante passeio e cai em Praia Grande (SC)

O incêndio que provocou a queda de um balão com 21 pessoas a bordo e que deixou oito mortos neste sábado (21) em Praia Grande (SC) teria sido causado por um maçarico que estava no cesto da estrutura. A informação preliminar foi repassada pela Polícia Civil e relatada pelo piloto que sobreviveu. O caso é investigado e perícias estão sendo feitas.

‘”Esse maçarico estava dentro do cesto. Ele [piloto] não soube precisar se ficou aceso, se ele acabou tendo uma chama espontânea, mas que foi desse equipamento que estava dentro do cesto que acabou pegando fogo e pegando fogo no cesto. Esse é o relato do próprio piloto”, disse o agente responsável pela delegacia da cidade, Tiago Luiz Lemos.
De acordo com a Polícia Civil, o piloto relatou que durante a emergência o balão em chamas conseguiu descer próximo ao chão. Neste momento houve orientação para que as pessoas pulassem. A maioria conseguiu desembarcar, porém o balão voltou a subir rapidamente. As chamas consumiram a estrutura, que despencou com as pessoas que não haviam descido.
Agente da polícia diz que piloto ordenou que passageiros saltassem do cesto

A informação também foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, ao g1. A Polícia Científica e outros órgãos de segurança estão no local para fazer uma perícia e laudos sobre o incidente e confirmar o que aconteceu.

Conforme Lemos, o maçarico é um equipamento usado para iniciar a chama nos balões. O estado de saúde do piloto não foi informado. A Polícia Civil, no entanto, explicou que há dois feridos hospitalizados.

Como é o passeio em balão que caiu em SC

Como é o passeio em balão que caiu em SC

Dinâmica do acidente

O acidente aconteceu no início da manhã, por volta das 9h30, quando o balão pegou fogo. Segundo o piloto, quando as chamas começaram, o balão desceu próximo ao chão e ele orientou que as pessoas pulassem do cesto.

Pelos registros feitos por moradores em terra, é possível ver quando o cesto cai ao chão. (Veja o vídeo acima)

Feridos e mortos

Segundo informações da equipe de resgate repassadas à NSC TV:

  • 8 mortos no total:
  • 4 pessoas morreram carbonizadas no cesto;
  • 4 pessoas morreram ao saltar do balão ainda no alto;
  • 13 sobreviventes;

Uma mulher que visitava a avó na região relatou à reportagem que viu a estrutura pegando fogo e pessoas se jogando do alto do balão. “A gente achou que era brincadeira. Aí, quando a gente saiu realmente para ver, as pessoas já estavam se jogando, o balão já estava todo em chamas. Foi bem desesperador”, disse.

Capital dos cânions

Praia Grande, que apesar do nome não é banhada pelo litoral, está no sul catarinense, região com a maior cadeia de cânions da América Latina e fica aos pés do trecho mais abrupto da Serra, onde estão alguns dos cânions mais famosos da região sul, como o Itaimbezinho e o Malacara.

Praia Grande a 270 quilômetros de Florianópolis e a 230 quilômetros de Porto Alegre. A entrada da cidade é localizada a 21 quilômetros da BR-101, importante corredor econômico da região.

Quem eram os passageiros, segundo a polícia
Mortos

Leandro Luzzi
Leane Elizabeth Herrmann
Leise Herrmann Parizotto
Everaldo da Rocha
Janaina Moreira Soares da Rocha
Fabio Luiz Izycki
Juliane Jacinta Sawicki
Andrei Gabriel de Melo

Sobreviventes

Elvis de Bem Crescêncio (piloto)
Leciane Herrmann Parizotto
Thayse Elaine Broedbeck Batista
Marcel Cunha Batista
Claudia Abreu
Rodrigo de Abreu
Victor Hugo Mondini Correa
Laís Campos Paes
Tassiane Francine Alvarenga
Sabrina Patrício de Souza
Fernando da Silva Veronezi
Leonardo Soares Rocha
Luana da Rocha.

 

Padre Fábio de Melo foi denunciado ao Vaticano após confusão em cafeteria

Bispo de Santa Catarina encaminhou queixa à Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano

A polêmica ganhou novos contornos nos últimos dias. Segundo fontes do jornalista Ricardo Feltrin, um bispo de Santa Catarina protocolou uma denúncia contra Fábio de Melo na Congregação para a Doutrina da Fé, órgão do Vaticano responsável por zelar pelos valores e a conduta doutrinária da Igreja Católica. O comportamento do sacerdote teria sido considerado “incompatível com as atitudes esperadas de um líder cristão”.

Embora não haja, até o momento, consequências canônicas ou disciplinares decorrentes da denúncia, o caso agora consta nos registros da Santa Sé. Segundo o jornalista, a denúncia é vista como uma mancha na trajetória pública e religiosa do padre.

Lançamento do livro “Quando o chão e o céu se encontram” reúne educadores, agentes culturais e estudantes em noite de emoção e reflexão em Taiobeiras

Por professor Levon
Lançamento do livro de Levon Nascimento, “Quando o chão e o céu se encontram”

Na noite de 18 de junho de 2025, a Biblioteca Pública Zenilde Mota Maia, em Taiobeiras (MG), foi palco de um encontro que uniu literatura, memória, espiritualidade e compromisso social. Entre 19h e 21h30, aconteceu o lançamento do livro “Quando o chão e o céu se encontram”, de Levon Nascimento, publicado pela 3i Editora, com expressiva participação de educadores, agentes políticos e culturais, jovens, estudantes, amigos e familiares do autor.

A escolha da data não foi por acaso: o evento celebrou os 10 anos da publicação da encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, um dos principais inspiradores da obra. O apoio cultural veio do coletivo Juntos Para Servir, que congrega os mandatos do Deputado Federal Padre João (PT/MG) e do Deputado Estadual Leleco Pimentel (PT/MG).

A cerimônia foi conduzida com leveza e emoção pela servidora da própria Biblioteca, Eliana Alves, que atuou como mestre de cerimônias. Diversas homenagens marcaram a noite, entre elas à memória de Anelza Rita de Miranda, bibliotecária que por décadas cuidou com zelo do espaço cultural que agora sediava o lançamento, e a Frei Jucundiano de Kok, primeiro pároco de Taiobeiras e personagem destacado nas páginas do livro. Também foram recordados o Papa Francisco e sua luta por uma Ecologia Integral, uma das linhas centrais da obra.

O autor, Levon Nascimento, trouxe ao público um discurso marcado pela emoção e pela denúncia social, reforçando o caráter engajado do livro, que transita entre memórias do sertão mineiro, crítica ao modelo econômico destrutivo e reflexões sobre espiritualidade libertadora.

Durante a cerimônia, convidados fizeram leituras de trechos da obra, apresentando ao público personagens como o próprio Frei Jucundiano, as educadoras Duca Queiroz e Célia Egídio, o escritor Milton Santiago, a declamadora Nair Freitas, o cronista Vlade Patrício, o ativista Uenio Thuary e o padre Júlio Lancellotti, além de reflexões sobre o meio ambiente, a crise climática, os desafios políticos contemporâneos e a resistência dos povos tradicionais do Norte de Minas, como os geraizeiros.

Com uma linguagem que entrelaça poesia, história, espiritualidade e análise social, Levon propõe em “Quando o chão e o céu se encontram” uma leitura comprometida com a vida, com os pobres e com o futuro da Casa Comum. A obra é um convite ao diálogo entre fé e política, entre o chão sertanejo e o céu das utopias possíveis.

Ao final do evento, o autor agradeceu aos presentes, aos apoiadores culturais e à equipe da Biblioteca Pública de Taiobeiras, além de reforçar o chamado à esperança, à resistência e ao cuidado com as pessoas e com o planeta.

Laudato Si’, meu Senhor! — como resumiu Levon, encerrando a noite com um agradecimento coletivo.