Mês: Julho 2026

Anvisa suspende venda de energético Mister Hemp

Anvisa suspende venda de energético Mister Hemp
Foto – Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (16) a suspensão da venda de todas as bebidas energéticas da marca Mister Hemp e de dois lotes da água mineral Mamba Water.

Em resolução, a agência reguladora determinou o recolhimento e suspendeu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso das bebidas energéticas de todos os sabores da marca Mister Hemp. O produto é fabricado pela G. Freitas Alimentos.

De acordo com a Anvisa, não foram realizados nos produtos estudos de estabilidade que garantem a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o final do prazo de validade.

“Além disso, o fabricante não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS)”, informou a Anvisa.

Em relação à água mineral, a Anvisa informou que os lotes da Mamba Water foram fabricados em 3/4/2026 e 4/4/2026, com prazos de validade de 3/4/2027 e 4/4/2027. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos e utilizados.

A fabricante HNK BR Indústria de Bebidas Ltda, responsável pela marca, informou o recolhimento voluntário dos lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water 350 ml. 

A empresa disse que testes revelaram a presença da bactéria Pseudomonas Aeruginosa no produto.

Artigo: Como dar conta da comunicação pública?

Presidente da EBC, Antonia Pellegrino debate desafios do defeso
Presidente da EBCA presidenta da EBC, Antônia Pelegrino. Foto: EBC/ DivulgaçãoA presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) Antonia Pellegrino – Foto: EBC/ Divulgação
Existe um jornalismo que não serve ao governo nem ao mercado. Ele existe independente dos dois. E é este jornalismo – abrigado na comunicação pública – que escapa a diferentes análises e também ao entendimento mais recente do TSE.

Os instrumentos normativos que orientam o período de defeso eleitoral — como manuais, cartilhas e portarias elaborados com fundamento na Lei nº 9.504/1997, com fidelidade à compreensão vigente do tribunal sobre publicidade institucional, têm em vista a atuação de toda Administração direta e indireta, além de agentes públicos – mas não abrange as especificidades da Empresa Brasil de Comunicação, a EBC, cuja missão é entregar ao cidadão o seu direito de acesso à comunicação pública,

O artigo 223 da Constituição Federal de 1988 concede ao Poder Executivo a função de renovar concessão e permissão, bem como a autorização para o serviço de radiodifusão sonora e imagética, em observância ao princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.

O princípio da complementaridade garante, em tese, o equilíbrio entre os setores de comunicação privada, pública e estatal com funções, finalidades e fundamentos diferenciados. O elemento de diferenciação da radiodifusão pública é a sua independência editorial, posto que cabe a ela adotar comportamento crítico em relação ao governo e ao mercado. Ainda sob a ótica editorial, algumas características são determinantes para a comunicação pública, tais como universalidade e diversidade – gênero dos programas, público alcançado e temas discutidos.

Contudo, no pós-constituinte, houve poucas ações efetivas do Estado para romper com o “desequilíbrio” do modelo de radiodifusão brasileiro. Foi o Ministério da Cultura que, sob o comando do então Ministro Gilberto Gil e do Secretário-Executivo Juca Ferreira em parceria com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, propôs e realizou o I Fórum Nacional de TVs Públicas, em 2006, com o objetivo de traçar um panorama da situação das emissoras públicas.

Os documentos produzidos pelo grupo de trabalho forneceram elementos norteadores para um novo modelo de radiodifusão pública, observando as experiências de sistemas públicos adotados em outros países. O acúmulo de forças políticas e sociais engendrado pelo Fórum fez com que a prerrogativa constitucional do princípio da complementaridade fosse posta em movimento, a partir de 2007, durante o final do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que, em 2008, fosse então criada a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) por meio da Lei 11.652/08.

Construção da cidadania, fortalecimento da democracia e participação da sociedade são os princípios da Constituição Federal que estabelecem os pilares para a atuação dos canais públicos federais, de acordo com a Lei 11.652/08. “A constituição de um sistema de comunicação com diretrizes voltadas à participação da sociedade civil e à inclusão social, entre outros objetivos, torna-se, dessa forma, um direito adquirido a ser garantido pelo Estado” (Carvalho; Buriti, 2012; Pieranti, 2020).

O arranjo legal possível diante da correlação de forças, à época, materializou a EBC como empresa de comunicação pública, mas também, como prestadora de serviços de comunicação do governo federal. A nova estatal foi fundada, portanto, para operar as emissoras de rádio e televisão federais, com objetivo de formar um “sistema público de comunicação” que complementasse o “sistema privado”, mas havia em seu bojo todo o sistema governamental. A solução fez com que a Empresa Brasil de Comunicação já nascesse tendo de dar conta de dois serviços de comunicação previstos na Constituição, a pública e a governamental.

Quase 19 anos depois, a confusão entre comunicação pública e governamental prossegue. No dia 04 de Julho de 2026 começou o período de defeso eleitoral no Brasil. Trata-se do momento que antecede as eleições, durante o qual a publicidade institucional está vedada para todos os órgãos da Administração Pública, com o intuito de produzir igualdade de oportunidades entre candidatas e candidatos.

A vedação à “publicidade institucional” nos três meses que antecedem o pleito é tratada como regra objetiva, aplicável a qualquer órgão ou entidade da administração direta ou indireta que identifique autoridades, governos ou administrações em disputa.

No entanto, apesar da EBC ser uma empresa estatal dependente, supervisionada pela Secretária de Comunicação Social da Presidência da República e financiada pelo Governo Federal, ela não se encaixa plenamente no entendimento. Há algo que escapa: a comunicação pública.

Comunicação pública não é jornalismo feito pelo Estado para falar bem do governo. Como já foi dito, é exatamente o contrário: é o jornalismo que existe apesar do governo e apesar do mercado. A ideia nasce do reconhecimento de que nem toda informação de interesse coletivo encontra espaço espontâneo na lógica comercial da mídia privada — que responde a audiência e ao anunciante — nem deveria ser produzida como propaganda de quem está no poder.

A pergunta, portanto, que atravessa a comunicação pública é: a serviço de quem a informação é produzida? Ora, a serviço do cidadão – e isso não é pouco em um ambiente digital inundado por mentiras e desinformação. O compromisso da comunicação pública é com a cidadania, a pluralidade e o fortalecimento democrático, com independência editorial inclusive em relação ao governo que a financia e ao seu órgão supervisor.

Nesse contexto, o desafio consiste em assegurar o equilíbrio entre a proteção da igualdade eleitoral e a preservação da liberdade de informação jornalística, especialmente no âmbito de uma empresa pública criada para prestar serviço de comunicação pública.

Não se busca afastar aqui a aplicação da Lei nº 9.504/1997, tampouco flexibilizar as restrições próprias do período eleitoral, mas garantir sua adequada interpretação à luz da atividade-fim da EBC, de modo a compatibilizar a necessária proteção da lisura do processo eleitoral com a continuidade da prestação de um serviço público essencial à sociedade.

Portanto, é preciso uma leitura própria a respeito da EBC. A jurisprudência do TSE já reconhece uma categoria diferente dentro dessa mesma regra geral — notícia com “conteúdo meramente informativo”, publicada por portal de órgão público, não configura publicidade institucional vedada; entrevista jornalística que relata atividade de governo, sem promoção pessoal, também não. Porém, em sua aplicação prática, os elementos que diferenciam informação jornalística de propaganda de gestão são sutis.

Diante da regra objetiva e da ausência de uma orientação própria ao jornalismo público, foi feita na Agência Brasil a opção pelo arquivamento de seu acervo dos últimos 3 anos e meio, durante o período do defeso — não porque os textos já publicados sejam propaganda de gestão, mas porque checar um a um, mais de 180 mil matérias, em busca de menções a autoridades em disputa ou termos que pudessem ser considerados publicidade, é humanamente inviável, além do que, a empresa não dispõe de ferramenta confiável para fazer essa verificação sutil em escala.

E é aqui que está a lacuna, mais do que o erro: falta à regra geral um capítulo específico para a radiodifusão pública. Aplicar à EBC o mesmo teste que se aplica à assessoria de imprensa de um ministério — na ausência de uma orientação que reconheça essa diferença de natureza — acaba, na prática, tratando como equivalentes duas coisas que a própria Constituição concebeu como opostas.

Diante da falta de clareza sobre o papel da comunicação pública, não coube à EBC um ato de desobediência civil na chegada do defeso, mas cabe à empresa reivindicar sua especificidade através de um pedido de autorização judicial no TSE para que a Agência Brasil possa desarquivar milhares de matérias ocultadas.

Em um ambiente de desinformação e proliferação de mentiras, criar oportunidades iguais entre candidatas e candidatos, também é permitir que os cidadãos possam fazer suas escolhas baseado em informações verificadas, confiáveis e de interesse público.

Portanto, o paradoxo imposto pela legislação eleitoral fica evidente. Quanto mais a sociedade precisa de informação confiável durante uma eleição, mais difícil se torna garantir que a comunicação pública continue exercendo plenamente sua missão. Resolver esse impasse interessa à EBC, mas interessa sobretudo ao direito dos cidadãos e cidadãs à informação.

Setores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorro

Cerca de 18% do comércio bilateral será afetado, diz ministro

Agência BrasilBrasília (DF), 14/07/2026 - Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fala durante declaração à imprensa a respeito do recente anúncio do USTR de imposição de tarifas contra produtos brasileiros, na sala de coletivas do Palácio Itamaraty. Foto: Valter Campanato/Agência BrasilValter Campanato/Agência Brasil

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (16) que retomará o programa de apoio aos setores empresariais atingidos pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA). Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas “desleais” no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho.

“O governo, a partir de agora, tem como prioridade atender e apoiar esses setores por essa injusta, indevida e ilegal tarifação que nos foi imposta”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, titular da pasta Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante coletiva de imprensa, em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outros ministros, incluindo Dario Durigan, da Fazenda.

Segundo Rosa, os exportadores mais atingidos desta vez são os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis e mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e  açúcar. Eles deverão contar com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países.

Estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, apontam um total de 2,4 mil empresas nacionais diretamente atingidas pelo tarifaço, que respondem, juntas por cerca de 18% das exportações brasileiras com destino aos EUA, o que corresponde a transações estimadas de US$ 7,4 bilhões, na comparação com números de 2024.

Prejuízo

No ano passado, esses mesmos setores já haviam reduzido para US$ 5,5 bilhões o volume total de exportações aos norte-americanos. Mais da metade da pauta de exportações do Brasil aos EUA, como carnes, café, óleos e itens de aviação, foi poupada da taxação por decisão norte-americana desta vez.

A participação dos EUA nas exportações brasileiras, que era de 12,1%, até o ano passado, caiu para 9,4% em 2026, e o governo continuará a fomentar uma política de diversificação de mercados para esses produtos, afirmou Márcio Elias Rosa.

Brasília (DF), 14/07/2026 - Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, fala durante declaração à imprensa a respeito do recente anúncio do USTR de imposição de tarifas contra produtos brasileiros, na sala de coletivas do Palácio Itamaraty. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Geraldo Alckmin disse que o governo estuda formas de aplicar a Lei de Reciprocidade – Valter Campanato/Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-ministro do MDIC e um dos negociadores brasileiros com os EUA, afirmou que, a partir de agora, o governo vai estudar formas de aplicar a Lei da Reciprocidade.

Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, a norma estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

“Nós temos uma lei, a lei da reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, e o governo, no momento adequado, saberá como implementá-la”, disse Alckmin, que chamou o novo tarifaço de “injusto” e “descabido”.

Interferência externa

O ministro da Fazenda classificou a decisão dos EUA com uma interferência externa indevida.

“É inadmissível, do ponto de vista do governo, ter essa interferência externa, seja ela política, econômica, seja ela uma forma qualquer para afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros”, disse Dario Durigan.

Segundo o ministro, todas as alegações dos EUA são falsas e não se sustentam em dados concretos.

De acordo com Durigan, o tarifaço não afetará a estabilidade macroeconômica do país e as medidas de socorro que serão tomadas pelo governo deverão ser linhas de crédito em montantes inferiores aos do ano passado, já que a lista de exceções ao tarifaço está maior desta vez.

Pix

Entre os pontos questionados pelos norte-americanos, nas diversas rodadas de negociação desde o ano passado, está o Pix, o sistema brasileiro de transferências e pagamentos eletrônicos, criado pelo Banco Central (BC).

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi enfático ao dizer que o Pix não se sustenta como motivo para o tarifaço, e que empresas norte-americanas de cartão de crédito, que estão entre as principais do mercado, não foram diretamente afetadas.

“Seria mais ou menos como tentar dizer que, ao criar o saneamento básico, prejudicou a receita de quem tem caminhão pipa. Por mais estapafúrdio que possa parecer esse argumento, nem ele se comprovou verdade. Analisando o que aconteceu efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%. Quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”.

A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Entre as medidas citadas pelo governo norte-americano estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Em outras das alegações por parte do governo dos EUA contra o Brasil, estariam o aumento do desmatamento e o comércio ilegal de madeira.

Os dois dados foram classificados de falsos e sem fundamento técnico pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Ele lembrou, por exemplo, que a redução do desmatamento na Amazônia foi de 50% nos últimos três anos.  

 

Inscrições para Fies terminam nesta sexta-feira

Estudantes podem utilizar o Portal de Acesso ao Ensino Superior
Agência Brasil

Brasília (DF), 16/11/2025 - Candidatos comparecem a local de prova para realização do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Encerram nesta sexta-feira (17) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil do segundo semestre de 2026. Os estudantes em participar do processo seletivo devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas avaliadas positivamente no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação.

O programa beneficia prioritariamente estudantes que não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Vagas

Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.

Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventualmente não ocupadas até o limite do total definido para este ano.

Quem pode se inscrever

Os candidatos devem atender aos requisitos estabelecidos no novo edital:

– ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010;

– ter obtido média igual ou maior que 450 pontos considerando as cinco provas;

– não ter tirado nota zero na prova de redação;

– ter renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

Os candidatos que participaram do Enem na condição de “treineiro” não podem se inscrever no Fies.

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados para as vagas do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, cobrindo todos os encargos educacionais.

Estes estudantes pré-selecionados com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados de comprovar a renda familiar diretamente na instituição privada de ensino superior.

Mesmo assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da respectiva faculdade privada para validar as demais informações prestadas no momento da inscrição.

Cronograma

– inscrições: de 14 a 17 de julho;

– resultado: 30 de julho;

– complementação das inscrições: de 31 de julho a 4 de agosto;

– lista de espera: de 7 a 24 de setembro.

Morreu aos 83 anos Renato Machado, gigante do jornalismo da Globo

Referência do telejornalismo brasileiro, ele construiu carreira de 40 anos na emissora

O jornalista Renato Machado: mais de quatro décadas na Globo (Reprodução/TV Globo)

O jornalista Renato Machado, referência do telejornalismo brasileiro e um dos nomes históricos da tv Globo, morreu na manhã desta quinta-feira, 16, aos 83 anos, no Rio de Janeiro, informou a emissora.

Contratado pela Globo em 1982, depois de 13 anos como repórter no Jornal do Brasil, Machado construiu uma carreira de mais de quatro décadas na emissora. Lá, apresentou noticiários diversos, incluindo o Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e RJTV, além de integrar a bancada do Jornal Nacional e comandar reportagens especiais no Globo Repórter.

Renato Machado (Globo/Divulgação)

A jornada, no entanto, começou de microfone na mão: sua primeira função no canal foi como correspondente internacional em Londres, cobrindo eventos históricos como a guerra das Malvinas, os atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. De volta ao Brasil em 1988, passou  atuar como repórter especial da emissora. Chegou a ir para a TV Manchete em 1990, mas retornou à Globo no ano seguinte, com reportagens especiais para o Globo Repórter.

Em 1996, assumiu o Bom Dia Brasil, onde permaneceu até 2011. Como apresentador e editor-chefe, deu nova cara ao telejornal, incentivando a adoção de um jornalismo mais dinâmico, com interações entre os apresentadores, entradas ao vivo e um formato que ia além da tradicional bancada. “Havia a necessidade de ter uma conversa um pouco mais informal, para que o telespectador acordasse e não tivesse o impacto de um noticiário lido, e sim conversado”, disse ele ao Memória Globo.

Programa Grau Social oferece mais de 90 bolsas gratuitas para curso técnico na Bahia

Programa Grau Social oferece mais de 90 bolsas gratuitas para curso técnico na Bahia
Foto: Divulgação

O Programa Grau Social, projeto realizado pela instituição Grau Técnico, abriu mais de 90 bolsas gratuitas para cursos técnicos e profissionalizantes na Bahia.

Ao site Achei Sudoeste, Daiele Moreira, coordenadora pedagógica do programa, informou que o projeto já compartilhou mais de 1 mil bolsas de estudos por todo país.

Hoje, as unidades distribuídas pelo Brasil estão oferecendo vagas para cursos técnicos de Administração, Eletrotécnica, Informática e Farmácia e para cursos profissionalizantes nas áreas de Eletricista Predial, Refrigeração e Climatização e Confeitaria.

Segundo Moreira, os cursos são totalmente gratuitos, do fardamento aos módulos de ensino.

As inscrições estão abertas até o dia 24 de julho, no site www.grausocial.com.br. No endereço eletrônico, também é possível localizar o edital completo com todas as regras do processo seletivo. Para concorrer, os candidatos precisam ter mais de 18 anos, possuir o ensino médio completo e estar desempregado (sem vínculo trabalhista celetista).

Além da formação teórica, a coordenadora ressaltou que os estudantes terão acesso à infraestrutura das unidades da escola, que contam com laboratórios especializados e uma metodologia de ensino voltada à prática profissional. O objetivo é alavancar a carreira do estudante e possibilitar que ele se insira no mercado de trabalho devidamente capacitado.

Conselho Municipal de Política Cultural aprova Regimento Interno em Livramento

Conselho Municipal de Política Cultural aprova Regimento Interno em Livramento
Foto – Divulgação

Na manhã da última terça-feira (13), foi realizada a segunda reunião ordinária do Conselho Municipal de Política Cultural de Livramento de Nossa Senhora. O encontro marcou mais um importante passo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao setor cultural no município.

Durante a reunião, os conselheiros deliberaram e aprovaram o Regimento Interno do Conselho, documento que estabelece as normas de funcionamento do colegiado, além de discutirem outras ações voltadas ao desenvolvimento, planejamento e gestão da política cultural de Livramento.

A reunião contou com a participação do secretário municipal de Cultura, Hugolino Lima, além dos membros do Conselho Municipal de Política Cultural, que contribuíram com debates e propostas para o fortalecimento das ações culturais no município.

A Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reafirma seu compromisso com a valorização da cultura local e com o fortalecimento dos mecanismos de participação social, promovendo ações que contribuam para o desenvolvimento cultural do município.

Investigado por perseguição, difamação e importunação sexual foi preso em Macarani

Investigado por perseguição, difamação e importunação sexual é preso em Macarani
Foto – Divulgação / PCBA

Um homem, de 48 anos, investigado por perseguição, difamação e importunação contra mulheres, foi preso em ação integrada entre a Polícia Civil e forças de segurança pública, na manhã desta quarta-feira (15), no distrito de Vila das Graças, no município de Macarani. A ação ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca do município. 

As investigações apontam que o homem tinha um padrão sistemático e reiterado de comportamento, para assediar, importunar e monitorar os passos das vítimas. Só este ano, a unidade policial instaurou quatro procedimentos contra o suspeito envolvendo crimes contra a dignidade sexual de vítimas na faixa etária dos 24 anos. Vale ressaltar ainda que o investigado atualmente cumpria pena em regime aberto pelo crime de latrocínio, ocorrido em 2015. 

Após o cumprimento da ordem judicial, o homem foi encaminhado à unidade policial, para adoção das medidas legais cabíveis, e permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.

A ação aconteceu de forma integrada entre a Polícia Civil, através da Delegacia Territorial (DT/Macarani), a Polícia Militar (PM) e Guarda Civil Municipal (GCM).

Taxa de iluminação sobe em Brumado e TJ-BA proíbe corte de luz de carpinteiro idoso

Taxa de iluminação sobe em Brumado e TJ-BA proíbe corte de luz de carpinteiro idoso

Um carpinteiro de 73 anos, morador de Brumado, conseguiu na Justiça o direito de ter a energia elétrica de sua casa religada após ter o serviço cortado por causa de um aumento na taxa de iluminação pública.

Em decisão publicada na última quinta-feira (09) e nesta quarta-feira (15), a desembargadora Rosita Falcão de Almeida Maia, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), determinou que o município de Brumado e a concessionária de energia restabeleçam o fornecimento de eletricidade, sob pena de multa diária de R$ 500.

A disputa judicial começou depois que a prefeitura de Brumado aprovou a Lei Complementar nº 17/2025, que alterou a cobrança da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip). A nova legislação elevou a alíquota da taxa de 15% para 100% sobre o consumo de energia, além de reajustar o valor máximo cobrado de R$ 12,00 para R$ 460,74. Na prática, a concessionária passou a cobrar o teto de R$ 460,74 de forma automática na fatura do morador, gerando uma cobrança desproporcional à sua média histórica de consumo.

Sem condições de pagar o valor inflacionado, o idoso, que trabalha de forma informal como carpinteiro no próprio imóvel e vive com a esposa de 76 anos, teve o fornecimento de luz interrompido em 7 de julho de 2026. Ao analisar o caso, a desembargadora destacou que a interrupção do serviço essencial funciona como um meio de coerção abusivo e ilegal para cobrar uma dívida que está sendo contestada na Justiça, violando diretamente as normas de proteção ao consumidor e a dignidade humana do casal.

Para garantir o reestabelecimento da energia de forma justa, a decisão autorizou o morador a realizar o depósito judicial apenas do valor incontroverso do tributo. Esse montante será calculado com base na média dos valores pagos nos 12 meses anteriores à vigência da nova lei municipal. A Justiça também proibiu a prefeitura e a concessionária de realizarem novos cortes ou de inscreverem o nome do morador em cadastros de restrição ao crédito em razão dos débitos discutidos no processo.

Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 4,8 mil

Desastre deixou quase 18 mil pessoas sem casa

Agência BrasilA member of Civil Protection looks at rubble of a collapsed building in the aftermath of the June 24 earthquakes in La Guaira, Venezuela, July 1, 2026. REUTERS/Ricardo ArduengoReuters/Ricardo Arduengo

Os terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho já deixaram 4.829 mortos. Além disso, 16.740 pessoas ficaram feridas. Os dados mais recentes foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez, nesta quarta-feira (15).

O parlamentar divulgou uma série de outros números sobre os impactos do desastre na Venezuela. O número de pacientes atendidos é de 34.872, quase 18 mil pessoas estão sem casa, e mais de 128 mil famílias receberam algum tipo de atendimento.

O drama vivido no país vizinho motivou a solidariedade mundo afora. Países como Estados Unidos, China, Brasil, México, Reino Unido enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos para a Venezuela.