Dia: 10 de Março, 2026

Governador Jerônimo Rodrigues visitará Condeúba no próximo dia (14), trazendo muitas obras pra região

Condeúba receberá um grande pacote de investimentos a partir do próximo sábado, além de mais de 10 entregas de obras já concluídas, com a passagem do governador @jeronimorodriguesba e a nossa base de deputados.

Barragem dos Morrinhos, Pavimentação da Estrada Condeúba – Caculé, sistemas de água para a zona rural, praças, pavimentações asfálticas… será um marco histórico.

Convido a todos para participar desse momento ímpar para o progresso da nossa cidade. Obras que são anseios históricos da nossa região serão anunciadas.

Essa é a prova maior de que vale a pena lutar e doar a nossa vida para esse projeto, os resultados chegam para quem acredita e luta.

Resistência do Irã pressiona Estados Unidos a encerrarem guerra

Analistas avaliam que Trump busca forma de sair do conflito

Agência BrasilPeople hold placards with images of Iran's new supreme leader Mojtaba Khamenei during a gathering to support him, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Tehran, Iran, March 9, 2026. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY© Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

A capacidade de resistência da República Islâmica do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos (EUA) no Golfo Pérsico, assim como os impactos sobre o comércio do petróleo, estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de “mudança de regime” em Teerã. Essa é avaliação de especialistas consultados pela Agência Brasil. 

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que o Irã conseguiu afetar o sistema de radares dos EUA no Oriente Médio e impôs perdas importantes à cadeia do petróleo global

“Os EUA não têm como derrubar o governo iraniano sem invasão terrestre, o que traria baixas gigantescas. A topografia do Irã inviabiliza qualquer ação rápida. Os EUA simplesmente entraram num atoleiro e Trump não sabe como sair”, avalia o especialista em defesa e estudos sobre a Ásia.

Os radares dos EUA no Oriente Médio afetados por Teerã eram responsáveis pela interceptação dos mísseis iranianos. Há relatos de radares atingidos no Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, segundo análise de imagens de satélites e vídeos do jornal New York Times.

“Toda essa cobertura satelital e de radar faz com que os EUA tenham olhos no terreno. Com isso degradado, as baixas aumentam, o tempo do alerta [contra mísseis do Irã] em Israel diminui. Por isso, agora tem vídeo de mísseis entrando toda hora em Israel, que os interceptadores não conseguem mais barrar”, completou.

Aliados de Washington no Golfo passaram a pedir o fim do conflito, como o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari.

“Chegar rapidamente à mesa de negociações e suspender os ataques serviria aos interesses dos povos da região, bem como à paz e segurança internacionais, além de fortalecer a estabilidade econômica global”, disse al-Ansari, de acordo coma  Al Jazzera, um veículo de comunicação árabe.

Sem troca de regime

O professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo (SP) Alexandre Pires ponderou à Agência Brasil que os EUA esperavam conseguir uma troca de regime rápida por meio do assassinato do líder Supremo Ali Khamenei.

“O Irã tem apresentado uma resiliência muito mais forte do que se esperava. Inclusive, escolhendo uma liderança suprema sem nenhum tipo de negociação, e que dá um sinal de que o regime vai continuar na mesma linha que já seguia com o Khamenei”, comentou. 

Pires acrescentou que a pressão sobre os mercados do petróleo, que levou o presidente estadunidense Donald Trump a relaxar as sanções contra a Rússia para aliviar os preços no mercado global, tem preocupado os aliados de Trump no mundo e internamente, com o preço do combustível aumentando nos EUA.

“Ainda que tenha sido dito no início que duraria quatro, cinco semanas, obviamente que esse não era o tempo que os EUA queriam. Isso vai fazendo com que os EUA mudem talvez o foco atual de uma guerra completa, de ter que ficar o tempo necessário até você ter uma troca das lideranças”, completou.

Donald Trump disse nesta terça-feira, em entrevista à Fox News, que não ficou feliz com a escolha do novo líder Supremo do Irã, mas que “é possível” que venha a negociar com Teerã.

Israel

Para o especialista do Ibmec SP Alexandre Pires, Israel deve resistir a encerrar o conflito uma vez que quer aproveitar o máximo para enfraquecer o Irã.

“Há um certo sinal de divisão nos dois aliados. Isso não foi tornado público, mas há um sinal de falas contraditórias de um lado e de outro”, disse.  

Para Pires, o Irã conseguiu afetar a cadeia do petróleo ao bloquear o canal comercial do Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Oman.  

“Isso faz com que tentem forçar um recuo ou uma negociação americana-israelense em razão da pressão feita pela comunidade internacional sobre Israel e EUA com relação à cadeia energética mundial”, completou.

Em entrevista nesta terça-feira (10), o ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que o país não quer uma guerra sem fim.

“Consultaremos nossos amigos americanos quando acharmos que é o momento certo para isso. Não estamos buscando uma guerra sem fim”, disse Saar a repórteres em Jerusalém, segundo noticiou o jornal israelense The Times of Israel.

Repercussões regionais

Uma das dificuldades para encerrar a guerra, na avaliação do cientista político Ali Ramos, é que a manutenção do regime no Irã representaria uma derrota para Casa Branca.  

“O Irã vai ser o primeiro país da história que atacou tantas bases dos EUA ao mesmo tempo e sobreviveu. É por isso o desespero do Trump. Os países da região não vão mais confiar nos EUA no médio e longo prazo enquanto garantidor da sua segurança”, disse.

Ramos argumenta que a guerra contra o Irã deve modificar a arquitetura de poder e segurança do Oriente Médio ao mostrar que as bases dos EUA na região não poderiam defender os países aliados da Casa Branca.  

“Isso já estava acontecendo, os Emirados Árabes Unidos já firmaram um pacto de defesa com a Índia, a Arábia Saudita com o Paquistão”, completou.

Jerônimo Rodrigues confirma diálogo com Otto sobre possível vice do PSD nas eleições de 2026

Jerônimo Rodrigues confirma diálogo com Otto sobre possível vice do PSD nas eleições de 2026
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) – Foto: Wilker Porto / Agora Sudoeste
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmou nesta segunda-feira (9), durante a inauguração do Centro Social Urbano (CSU) em Valéria, Salvador, que mantém conversas com o PSD para reorganizar a chapa governista para as eleições de 2026. Um dos pontos centrais do diálogo com o presidente estadual da legenda, o senador Otto Alencar, é a possibilidade do PSD ocupar a vaga de vice, atualmente ligada ao MDB com Geraldo Júnior.

“Conversamos com o senador Otto Alencar, temos compromisso e lealdade mútua ao projeto. Ele tem direito a participar da majoritária e estamos fechando esse acordo. Otto é uma pessoa de palavra e estamos discutindo com o partido, tanto no estado quanto nacionalmente, pela relação que temos com o PSD na Bahia”, afirmou Jerônimo, após questionamento pela imprensa da Capital do Estado.

O governador criticou os boatos sobre a composição da chapa e reforçou que a decisão será tomada até o fim deste mês. “Temos um prazo em março, e vou utilizá-lo por completo se necessário, para definir uma chapa que dialogue com o projeto e não prejudique ninguém. Precisamos de equilíbrio na escolha”, declarou.

Jerônimo também negou que as negociações com o PSD indiquem qualquer rompimento com o MDB ou apoio a adversários como o ex-prefeito ACM Neto. “Estamos bem alinhados com o MDB e conduzindo o diálogo com todos os partidos para fortalecer a base e garantir a reeleição de deputados aliados”, acrescentou. O conselho político do governo estadual deve se reunir na próxima semana antes do anúncio oficial da chapa governista.

Homem foi preso por lesão corporal e ameaça contra ex-companheira em Malhada

Homem é preso por lesão corporal e ameaça contra ex-companheira em Malhada

A 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), prendeu um homem suspeito de agredir e ameaçar a ex-companheira no Povoado Lagoa do Arroz, zona rural de Malhada.

A ocorrência foi registrada na tarde deste domingo (08), por volta de 18h. A guarnição foi acionada pela vítima, que relatou ter sido agredida com socos e chutes na cabeça pelo ex-marido, motivado por ciúmes. Após as agressões, o suspeito teria fugido do local, mas ainda teria ameaçado retornar para continuar as agressões.

Durante o atendimento da ocorrência, a vítima apresentou aos policiais uma medida protetiva contra o agressor. Inicialmente, o documento aparentava estar com o prazo expirado, porém a vítima informou que a medida havia sido renovada, o que foi posteriormente confirmado na delegacia.

Enquanto a guarnição realizava o atendimento, um veículo que, segundo a vítima, pertencia ao irmão do acusado passou em frente à residência. Diante da suspeita de que o agressor poderia estar no interior do automóvel, os policiais realizaram o acompanhamento e abordagem do veículo, localizando o suspeito.

O homem foi detido e conduzido juntamente com a vítima à Delegacia de Polícia Civil em Guanambi, onde permaneceu à disposição da autoridade policial.

VÍDEO: Estrada intransitável leva produtor a jogar fora 2 mil litros de leite em Riacho de Santana

VÍDEO: Estrada intransitável leva produtor a jogar fora 2 mil litros de leite em Riacho de Santana
Foto: WhatsApp/Achei Sudoeste

A precariedade das estradas vicinais voltou a causar prejuízos a produtores rurais na zona rural de Riacho de Santana. Segundo vídeo recebido pelo site Achei Sudoeste, na manhã desta segunda-feira (9), cerca de 2 mil litros de leite foram descartados por um produtor da comunidade de Riacho Seco, após o veículo responsável pela coleta não conseguir chegar até a propriedade devido às condições da estrada de terra.

O descarte foi feito pelo produtor Aparecido Neves Vieira, que registrou a situação em vídeo e divulgou nas redes sociais. Nas imagens, ele aparece abrindo o tanque de armazenamento e despejando o leite acumulado, que acabou sendo perdido por falta de transporte.

Segundo o produtor, o leite estava armazenado havia 11 dias, aguardando a passagem do caminhão responsável pela coleta. No entanto, a falta de condições de tráfego na estrada impossibilitou o acesso do veículo à comunidade.

Durante o vídeo, Aparecido demonstra indignação com a situação e afirma que a falta de manutenção das estradas tem prejudicado diretamente os trabalhadores da região. Ele também critica a ausência de representantes políticos no local.

De acordo com o produtor, o tanque não armazenava apenas a produção da sua propriedade, mas também leite de outros pequenos produtores da comunidade, que dependem da coleta para garantir renda e evitar desperdícios.

O caso evidencia um problema recorrente enfrentado por agricultores e pecuaristas da zona rural: a dificuldade para escoar a produção por causa das estradas vicinais sem manutenção adequada. Para quem depende da atividade leiteira, qualquer atraso na coleta pode significar prejuízo imediato.

Isso porque o leite in natura é altamente perecível e precisa ser recolhido dentro de prazos específicos para seguir para beneficiamento industrial. Quando o transporte não ocorre dentro do período adequado, o produto perde as condições de comercialização e precisa ser descartado, gerando perdas financeiras para os produtores.

A reportagem procurou a Prefeitura Municipal de Riacho de Santana, por meio da assessoria de comunicação, para comentar a situação das estradas na comunidade de Riacho Seco. Até o fechamento desta pauta, nenhuma nota havia sido enviada.

Programa Universidade Para Todos vai ofertar mais de 20 mil vagas, este ano, e inscrições começam nesta terça (10)

Programa Universidade Para Todos vai ofertar mais de 20 mil vagas, este ano, e inscrições começam na terça (10)
Foto – Danilo Oliveira / UNEB
As inscrições para o Programa Universidade Para Todos (UPT) começam nesta terça-feira (10) e prosseguem até 19 de março, exclusivamente pelo endereço eletrônico upt.educacao.ba.gov.br, conforme publicação no Diário Oficial do Estado deste sábado (7). Em 2026, o UPT ofertará 20.110 vagas nos 27 Territórios de Identidade da Bahia, distribuídas em 231 município, com a oferta das atividades em 384 polos de funcionamento. As aulas começam em 6 de abril, com o suporte de profissionais das áreas administrativa, pedagógica e de monitoramento. Nesta edição do programa, o Governo da Bahia está investindo R$ 20 milhões.

Pode participar do UPT o estudante da rede pública da Bahia que estiver regularmente matriculado, em 2026, no 3º ano do Ensino Médio regular e suas modalidades correspondentes; no 4º ano da Educação Profissional integrada ao Ensino Médio ou suas modalidades correspondentes na rede estadual ou egressos do Ensino Médio estadual e/ou municipal do Estado. Os interessados em concorrer a uma vaga no programa deverão, no ato da inscrição, selecionar o município, o turno e a modalidade de oferta das aulas, bem como o local de funcionamento, podendo se inscrever em até duas opções de vagas. A seleção será por sorteio eletrônico, através do sistema informatizado da Secretaria da Educação do Estado (SEC), de modo aleatório e equitativo. 

De caráter classificatório, o sorteio ocorrerá no dia 24 de março, acompanhado por representantes das universidades parceiras, do Núcleo de Atos, da Superintendência de Educação Profissional e Tecnológica, da Superintendência de Políticas para Educação Básica e da Coordenação de Gestão Organizacional, que atuarão como testemunhas do procedimento, garantindo a lisura e a transparência do processo. Serão matriculados automaticamente os candidatos selecionados e classificados que atenderem aos requisitos do programa, conforme edital, levando em consideração as opções formuladas no ato da inscrição, quanto ao município, ao turno e à modalidade de oferta. O resultado do sorteio será divulgado em 31 de março e poderá ser conferido no link upt.educacao.ba.gov.br.

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

Estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo, com 93

Agência BrasilTeste positivo para Mpox 20, 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration© Reuters/Dado Ruvic/proibida a reprodução

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

Estado de São Paulo contabiliza maioria dos casos

FILE PHOTO: Christian Musema, a laboratory nurse, takes a sample from a child declared a suspected case of Mpox at the treatment centre in Munigi, following Mpox cases in Nyiragongo territory near Goma, North Kivu province, Democratic Republic of the Congo July 19, 2024. Reuters/Arlette Bashizi/Proibida reprodução
© REUTERS/Arlette Bashizi
O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. 

O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

São Paulo

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) afirma que o número de casos no estado é de 50. A capital paulista é a cidade com maior número de casos: 31. Campinas, Paulínia, Sumaré, Hortolândia, Sorocaba, Várzea Paulista, Araquaquara, Osasco, Cotia, Jandira, Serrana, Arujá, Santos, Guarulhos e Pradópolis registram um caso. Em Ribeirão Preto e Mogi das Cruzes, são dois em cada. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47 casos, totalizando, 126 casos nos dois primeiros meses do ano.

Dólar cai para R$ 5,16 após Trump indicar possível fim da guerra

Bolsa sobe 0,86%; petróleo cai para US$ 87 após declarações

Agência BrasilU.S. President Donald Trump pumps his fist after disembarking Air Force One at Palm Beach International Airport in West Palm Beach, Florida, U.S., February 27, 2026. REUTERS/Elizabeth FrantzO presidente Americano Donald Trump – Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

Em dia de reviravoltas no mercado financeiro, o dólar teve forte queda e praticamente compensou a alta acumulada desde o início da guerra no Oriente Médio. A bolsa subiu quase 1%, aproximando-se dos 181 mil pontos. O petróleo, que se aproximou dos US$ 120 durante a madrugada, recuou após declarações do presidente Donald Trump de que o conflito está perto do fim.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,165, com queda de R$ 0,079 (-1,52%). A cotação teve um dia volátil, abrindo em R$ 5,28, mas desacelerando com investidores vendendo dólares para embolsar lucros. Com a redução das tensões internacionais, a cotação estava em torno de R$ 5,20, quando intensificou o recuo após a fala de Trump.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 27 de fevereiro, véspera do início dos bombardeios ao Irã. A divisa acumula queda de 5,89% em relação ao real em 2026. O euro comercial fechou a R$ 5,99, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%.

O indicador operava com leve alta de 0,2% até as 16h, quando disparou após Trump dizer, em entrevista à rede de televisão CBS, acreditar que ‌a guerra contra o Irã “está ‌praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo de quatro a ⁠cinco semanas de conflito estimado inicialmente.

Antes da declaração de Trump, o petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, subia cerca de 7% e estava em torno de US$ 97 o barril. Minutos após a fala, a cotação caiu para US$ 88.

Além da mudança de postura de Trump, fatores externos tinham ajudado a segurar a alta do petróleo tipo Brent, que chegou a US$ 119,50 durante a madrugada. Primeiramente, os países do G7, grupo das sete democracias mais industrializadas do planeta, anunciaram uma ajuda para o setor petroleiro.

Também nesta segunda, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país poderia enviar fragatas para defender navios que passassem pelo Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. Isso também ajudou a aliviar os preços do petróleo.