Mês: Janeiro 2026

Mãe chama a polícia e entrega filho de 14 anos que arrancou cabeça de cachorro

Mãe chama a polícia e entrega filho de 14 anos que arrancou cabeça de cachorro
 Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um adolescente de 14 anos foi apreendido após a própria mãe chamar a polícia e denunciar que ele havia decapitado um cachorro da família na noite dessa segunda-feira (5). O caso ocorreu na Rua Nilo Peçanha, bairro Saboeiro, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. Em depoimento, o adolescente alegou que estava em um momento de raiva em casa e descontou no animal.

O comandante interino do 6º Batalhão da Polícia Militar, capitão Thales Campos, explicou que os policiais foram chamados para atender uma ocorrência de maus-tratos a animais pela mãe do adolescente. A mulher falou que o filho já tinha agredido outros animais antes.

Os PMs encontraram o animal morto com parte do corpo desmembrado pelo quintal da casa. Também foi achado um facão que teria sido usado no crime.

“O menor apresentava vestígio de sangue pelo corpo. Diante de todas essas evidências, foi realizada a apreensão do adolescente e ele conduzido à delegacia para as medidas cabíveis junto à Justiça”, explicou o capitão. Ainda segundo a polícia, o adolescente estava agressivo quando a polícia chegou e tentava intimidar os familiares.

Ao g1, o delegado Lindomar Ventura confirmou que o adolescente segue apreendido na delegacia até o posicionamento do Ministério Público quanto internação. Em depoimento, o suspeito confessou a brutalidade contra o animal e alegou que estava em um momento de raiva em casa e descontou no animal. “Não foi o primeiro. Ele admitiu ter matado outros cachorros e gatos”, resumiu o delegado.

Denise Milhazes anuncia início oficial dos trabalhos da nova gestão da CDL de Brumado

Denise Milhazes anuncia início oficial dos trabalhos da nova gestão da CDL de Brumado
A nova diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brumado Denise Milhazes – Foto: Divulgação

A nova diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brumado iniciou oficialmente seus trabalhos, marcando o começo de um novo ciclo voltado ao fortalecimento do comércio local. O anúncio foi feito pela presidente da entidade, Denise Milhazes, que destacou que, desde dezembro, a equipe de gestão vem realizando reuniões de planejamento e alinhamento estratégico.

De acordo com a presidente, neste primeiro momento, o foco está na organização interna da entidade, em conjunto com os colaboradores, com o objetivo de aprimorar processos e qualificar o atendimento aos associados. A proposta é estruturar a CDL para, em seguida, colocar em prática as ações planejadas para o ano de 2026, sempre em diálogo e parceria com os empresários associados.

Denise Milhazes agradeceu a confiança depositada na nova gestão e reforçou que estará presente diariamente na entidade, mesmo sem horários fixos, colocando-se à disposição para atender os associados. A presidente também ressaltou que a diretora executiva, Dra. Ana, segue disponível para prestar atendimento e apoio aos empresários.

A nova gestão reafirma o compromisso de trabalhar de forma conjunta para impulsionar o comércio de Brumado, fortalecer a representatividade da entidade e promover iniciativas que contribuam para o desenvolvimento econômico do município.

Três pessoas da mesma família morreram após ingerirem calabresa em almoço na Bahia

Por g1 BA

As vítimas foram identificadas como uma idosa e dois adultos: Adelaine Maria de Souza, de 74 anos; Leonardo Sousa dos Anjos, de 31 anos; Margarete Souza, de 42 anos — Foto: Redes sociais

Três pessoas da mesma família passaram mal e morreram após ingerirem alimentos em um almoço na zonal rural de Canarana, no norte da Bahia, em 1º de janeiro.A Polícia Civil só confirmou o caso nesta terça-feira (6) e a causa das mortes ainda é investigada.

  • Além dos três mortos, uma criança de sete anos está internada em um hospital de Irecê, a 45 km de Canarana. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Vítimas eram da mesma família e passaram mal após almoço — Foto: Redes sociais

Três pessoas da mesma família passaram mal e morreram no sábado (3), após ingerirem alimentos em um almoço na zonal rural de Canarana, no norte da Bahia. A Polícia Civil só confirmou o caso nesta terça-feira (6) e a causa das mortes ainda é investigada.

Além dos três mortos, uma criança de sete anos está internada em um hospital de Irecê, a 45 km de Canarana. O estado de saúde dela é estável.

Segundo a secretaria de Saúde do município, as vítimas passaram mal durante a noite do dia 1º e procuraram uma unidade de saúde. Elas apresentavam mal estar, vômitos e dor na barriga, e contaram que os sintomas começaram após comerem calabresa no almoço

Com o agravamento da situação, todos foram regulados para hospitais estaduais, onde ficaram internados até morreram dois dias depois, no sábado.

As vítimas foram identificadas como uma idosa e dois adultos:

  • Adelaine Maria de Souza, de 74 anos;
  • Leonardo Sousa dos Anjos, de 31 anos;
  • Margarete Souza, de 42 anos.

Adelaine e Margarete eram irmãs e Leonardo era filho de uma delas. Não foi informado qual é o parentesco da criança com as vítimas.

Em nota, a prefeitura de Canarana informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão da apuração técnica, em conjunto com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Confira nota completa abaixo:

Cama de aço e colchão fino: como é a cela onde Maduro está preso em NY

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está detido no Metropolitan Detention Center (MDC), em Brooklyn, Nova York uma prisão federal conhecida por suas condições severas e rotina rígida.

A cela em que ele está tem cerca de 2,4 × 3 m, equipada com cama de aço, colchão fino e travesseiro simples, um ambiente muito diferente do luxo de palácios que ele costumava frequentar.

As luzes na cela permanecem acesas constantemente e o espaço para se movimentar é mínimo. Maduro está isolado em uma área para detentos de alto risco, com monitoramento permanente e restrições de circulação.

Brooklyn abriga cerca de 1.300 presos e tem fama de ser um dos centros de detenção federal mais problemáticos, com relatos de superlotação, infraestrutura antiga e denúncias de condições precárias.

Mortes confirmadas em ataque dos EUA à Venezuela chegam a 58

Autoridades venezuelanas ainda não informaram número oficial
Agência Brasil

Brasília (DF), 07/01/2026 – Velório de soldados venezuelanos mortos na invasão americana na Venezuela.Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa
© Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa

Cinco dias após os Estados Unidos (EUA) realizarem ação militar para destituir o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do poder, as autoridades venezuelanas ainda não informaram o total de mortos, nem o número de feridos ou a extensão dos danos causados pelos ataques estadunidenses à capital, Caracas, e aos estados de Aragua, La Guaira e Miranda.  

As poucas informações oficiais divulgadas até a noite dessa terça-feira (6) dão conta de que ao menos 58 pessoas morreram no último sábado (3), quando militares estadunidenses invadiram o território venezuelano, bombardearam pontos estratégicos e sequestraram Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cília Flores, que foram levados à força para um centro de detenção temporária de Nova York, nos EUA.

Além de 32 militares cubanos que integravam a segurança de Maduro, a chamada Operação Resolução Absoluta vitimou ao menos 24 homens e mulheres que serviam no Exército venezuelano e pelo menos duas civis, já identificadas.

Rosa Elena Gonzáles, 80 anos, morava perto da Academia Militar da Armada Bolivariana, em La Guaira. Segundo a imprensa venezuelana e agências de notícias como a EFE, ela se feriu gravemente quando sua casa foi atingida durante o ataque. Levada ao hospital, a idosa não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi enterrado na segunda-feira (5), na presença de amigos, parentes e jornalistas.

A segunda vítima civil dos bombardeios do último sábado já identificada é a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, 45 anos. Sua morte foi confirmada na segunda-feira pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

“Ao bombardear [a Venezuela], assassinaram uma mãe colombiana”, escreveu Petro em sua conta pessoal no X (antigo Twitter), criticando o presidente dos EUA, Donald Trump. “Sob tuas ordens internacionalmente ilegais, assassinaram  uma inocente mãe colombiana, caribenha, cheia de sonhos”.

Segundo a imprensa colombiana, a casa onde Yohana morava com a filha Ana Corina Morales ficava em uma área residencial da cidade de El Hatillo, em Miranda, e foi atingida por um míssil estadunidense lançado, provavelmente, contra torres e antenas de telecomunicações da região. Yohana, que vivia na Venezuela há mais de uma década e tinha um pequeno comércio, não resistiu aos ferimentos.

Nessa terça-feira (6), a Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) homenageou os 24 soldados venezuelanos mortos durante a ação – realizada sem o conhecimento do Congresso dos Estados Unidos e sem o aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Já o Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulgou, nas redes sociais, mensagem ilustrada com as fotos dos 32 militares cubanos mortos.

“Nossos combatentes morreram revolucionariamente, cumprindo com um sagrado dever”, afirmou a pasta, classificando a ação dos Estados Unidos como “covarde e criminoso ato de terrorismo de Estado” contra a Venezuela.

Também nessa terça-feira, durante evento com deputados de seu partido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, sem dar mais detalhes, que muitas pessoas “do outro lado”, incluindo cubanos, morreram durante a incursão militar estadunidense, sem que houvesse nenhuma baixa entre os militares de seu país. “Foi um ataque brilhante taticamente”, comentou Trump.

Brasília (DF), 07/01/2026 – Velório de soldados venezuelanos mortos na invasão americana na Venezuela.Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa
Velório de soldados venezuelanos mortos na invasão estadunidense ao país – Frame Ministerio del Poder Popular para la Defensa

Embarcações

Os custos humanos da ofensiva que o governo de Donald Trump vem promovendo na região, com a justificativa de combater o tráfico internacional de drogas,  incluem ainda as inúmeras mortes decorrentes dos bombardeios contra pequenas embarcações que Washington alega, sem provas, estarem envolvidas com o narcotráfico.

De acordo com o jornal The New York Times, desde setembro de 2025 ao menos 115 pessoas foram sumariamente executadas a bordo de 35 embarcações bombardeadas no Mar do Caribe. O que, se confirmado, elevaria para 173 o número de mortos na ação militar dos Estados Unidos na região em menos de cinco meses.

Vídeos divulgados dos ataques às embarcações pelo próprio Departamento de Defesa dos EUA  não deixam dúvidas de que, na maioria dos casos, os tripulantes não têm oportunidade de se entregar ou de se defender. Uma das vítimas da operação naval foi o colombiano Alejandro Carranza, 42 anos, cujo barco foi bombardeado em setembro de 2025.

Segundo autoridades estadunidenses, o barco em que Carranza viajava foi atacado por estar transportando drogas para os EUA. A família de Carranza nega que ele tinha ligação com o narcotráfico, garantindo que o colombiano zarpou do departamento de La Guajira, na fronteira com a Venezuela, para pescar.

Em novembro, o presidente Gustavo Petro designou seu advogado pessoal nos Estados Unidos, Dan Kovalik, para representar a família de Carranza em uma ação judicial apresentada à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), contra os EUA. Na ocasião, Petro classificou Carranza como um pescador assassinado por um míssil disparado pelos EUA.

(Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil

Anvisa proíbe comercialização de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação
Foto: Reprodução
Medida ocorre após identificação de risco de contaminação por toxina bacteriana em lotes específicos de produtos voltados a bebês e crianças

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. A medida consta na Resolução nº 32/2026, publicada nesta quarta-feira (7), no Diário Oficial da União, e tem caráter preventivo. A decisão foi tomada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

Segundo a Anvisa, a ingestão de alimentos contaminados pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e do raciocínio, além de dificuldade de reação, sintomas especialmente preocupantes em bebês e crianças pequenas.

A proibição atinge lotes específicos das seguintes marcas: Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A agência ressalta que nem todos os produtos dessas marcas estão suspensos, apenas os lotes oficialmente listados. A íntegra da resolução pode ser consultada no Diário Oficial da União.

De acordo com a Anvisa, o alerta sobre o risco foi feito pela própria Nestlé, que iniciou o recolhimento voluntário dos produtos no Brasil e em outros países. A toxina foi detectada em itens provenientes de uma fábrica localizada na Holanda, associada a um ingrediente fornecido por um fornecedor global de óleos terceirizados, o que motivou a ampliação do recall em nível internacional.

Anvisa proíbe fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação

Em nota, a Nestlé informou que não há registro de casos confirmados de reações adversas relacionadas aos produtos incluídos no recall, em nenhuma parte do mundo.

A empresa afirmou ainda que está atuando em cooperação com as autoridades e que reforçou seus protocolos de controle de qualidade após identificar uma falha em matéria-prima fornecida por terceiros.

ORIENTAÇÕES A PAIS E RESPONSÁVEIS

A Anvisa orienta que pais e responsáveis verifiquem o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, ele não deve ser utilizado nem oferecido à criança, mesmo que a embalagem já tenha sido aberta. Os demais lotes não foram afetados.

Fotos: Reprodução

Se a criança apresentar sintomas como vômitos, diarreia ou sonolência excessiva após o consumo, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, informando o alimento ingerido e, se possível, levando a embalagem.

Para devolução gratuita e reembolso integral, a Nestlé orienta que os consumidores entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelos canais 0800 761 2500, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, ou pelo e-mail falecom@nestle.com.br.

OUTRAS MEDIDAS

Também nesta semana, a Anvisa determinou o recolhimento e a proibição da comercialização de lotes de panetones da marca D’Viez, após a identificação de contaminação por fungos. Além disso, foram suspensos produtos alimentícios que continham cogumelos sem autorização para uso em alimentos no Brasil.

A agência reforça que as ações fazem parte dos protocolos de vigilância sanitária para evitar que produtos potencialmente inseguros cheguem ao consumo da população.

Fonte: Agência Brasil

Comunidade de Olho d’Água: Teve uma noite inesquecível com “As Pastorinhas” e “Forró Paixão”

Por Maritza Danielly

Terno de Reis As Pastorinhas, fazendo abertuta do evento na quadra polisportiva Jesuíno Benigno da Silveira, Fazenda Baixão – Comunidade do Olho d’Água.

No dia 03 de janeiro, a Comunidade Olho d’Água – Baixão de Nena em Condeúba, viveu uma noite especial marcada pela fé, pela cultura e pela tradição popular com a visita do Terno de Reis “As Pastorinhas”. Com roupas coloridas, cantigas tradicionais e muita alegria, o grupo encantou moradores e visitantes, levando mensagens de paz, esperança e devoção que fazem parte da celebração do ciclo natalino. A apresentação transformou a noite em um momento de confraternização, emoção e resgate das manifestações culturais que atravessam gerações.

A presença do Terno de Reis reforça a importância de manter vivas as tradições populares, fortalecendo os laços comunitários e valorizando a identidade cultural da região. A comunidade acolheu o grupo com entusiasmo, demonstrando carinho e respeito por essa expressão cultural tão significativa.

Eventos como este mantêm viva a memória coletiva e reafirmam o papel da cultura popular como instrumento de união, alegria e preservação das raízes do povo.

Na sequencia, para completar a festa, teve a apresentação do fsmoso grupo Forró Paixão, que com seu estilo próprio o batidão, levou a galera nas alturas até altas horas, sendo muito aplaudidos elogiados pelos participantes.

Venezuelanos que vivem no Brasil veem com tristeza crise em seu país

Produtor diz que dor é maior ao ver parte do povo feliz com a invasão
Agência Brasil

Refugiados venezuelanos no Brasil
© Acnur/Reynesson Damasceno

O produtor de audiovisual Benjamin Mast veio da Venezuela para o Brasil em 2016, Na época já havia crise econômica no seu país e ele veio em busca de melhores oportunidades de trabalho. A crise migratória ainda não estava no patamar que começou a atingir em 2017 com o aumento diário do fluxo de venezuelanos ao Brasil, especialmente por Roraima.

Hoje, aos 44 anos, Benjamin está estabelecido naquele estado e atualmente tem uma produtora na qual trabalha com a mulher. Os dois têm uma filha de 1 ano. A vinda para o Brasil não teve o mesmo sentido dos seus compatriotas que, naquele momento, enfrentavam situação até de fome por causa das condições econômicas do país. Benjamin já tinha feito uns trabalhos de audiovisual no Brasil e pensou que aqui poderia avançar mais na sua área.

Os trabalhos no Brasil começaram a surgir em 2014 e continuaram no ano seguinte, enquanto eram escassos em seu país por causa da crise econômica. Daí para a migração foi uma decisão acertada. “Foi um processo bem tranquilo. Não tinha essa onda migratória. Era bem pequena, coisa de 100 pessoas que chegavam ao Brasil”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Mast disse que é totalmente contra a invasão dos Estados Unidos (EUA) e que está de coração partido. “É muito triste, para mim, sentir que meu país vai virar uma colônia. O Trump falou que vai manejar a Venezuela e não há nenhum estatuto legal internacional para isso”, relatou.

A dor de sentir que o país foi bombardeado, com todo o processo de violação de direitos, cresce mais por ver que uma parcela da população está feliz com a invasão. “Para mim, é difícil falar isso para todos os venezuelanos. Há uma questão dividida com essa crise que o Maduro causou”, disse, reconhecendo que os bloqueios econômicos impostos também contribuíram para a situação que a Venezuela vinha enfrentando.

“A indústria petrolífera – muitas coisas também causaram isso – foi a combinação da má questão política e econômica do país por parte de Maduro e do governo, com as sanções econômicas e políticas dos EUA”, completou.

Para Mast, é muito forte a imagem dos militares jogando bombas e ainda ver a reação de algumas pessoas celebrando como se essa fosse a única saída – virar uma colônia.

“Não ter sequer amor próprio para tentar mudar as coisas de dentro. Acho que vamos ver uma Venezuela muito polarizada, muito instável politicamente porque tem vazio de poder”, afirmou, concluindo que também foi muito forte ver o transporte de Nicolás Maduro para os Estados Unidos para ser indiciado lá.

“Há muitas acusações contra Maduro e o governo venezuelano, mas ser levado para lá como um criminoso é muito forte”.

O futuro com a intervenção dos Estados Unidos também não é promissor, segundo o produtor, porque a administração prometida pelo presidente Donald Trump não vai mudar a questão social da Venezuela. Mast disse que nesse caso os beneficiados serão as oligarquias petrolíferas e econômicas estadunidenses. “Tenho muito medo desse vazio de poder e de virar uma colônia. A história nos conta que nunca vai bem um país dominado pelos norte-americanos”, observou.

“A falta de soberania vai ter um preço muito alto não só para a Venezuela, mas para a América Latina em geral, essa invasão injustificada e ilegal”, disse ele, prevendo muita violência no país por causa da polarização.

Hoje, Livia Esmeralda Vargas González é professora na Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ela chegou ao Brasil em 2016 após ganhar uma bolsa de doutorado em história na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, que começou em 2017. Cumpriu o doutorado em cinco anos, mas não foi o único. No mesmo período, completou ainda doutorado em filosofia. “A crise venezuelana foi levando uma estadia temporária para um doutorado virar uma travessia migratória”, contou à Agência Brasil.

O fato de ter feito esses estudos no Brasil, inclusive sobre a história da Venezuela – o que os colegas não tinham condição de realizar no país – tornou o processo migratório mais pesado para Livia, também por ficar longe da família que enfrentava a crise em seu país. 

“Ter que lidar com essa ferida, essa dor e acompanhar de longe a situação crítica em termos econômicos, sociais, políticos e afetivos tem sido um percurso que oscila entre a gratidão com o Brasil que me acolhe e a dor da família longe”, revelou.

Os tempos difíceis durante os doutorados ficaram mais leves no ano passado. Em agosto, o filho Aquiles Léon, de 21 anos, veio morar com ela em Foz do Iguaçu. Depois de passar por um processo seletivo para alunos latino-americanos e do Caribe, o filho ganhou uma vaga na Unila para o curso de engenharia da energia. A professora reconhece que apesar de estar em boa condição, também não é fácil para Aquiles passar pelo processo de migração.

Livia lembrou que na Venezuela era professora associada do curso de sociologia da principal universidade do país, e as condições salariais eram precárias. “As condições de vida e subsistência dos meus colegas são tristes, lamentáveis, deploráveis”, observou, acrescentando que admirava muitos deles, que chegaram a ser referências pela produção acadêmica que faziam.

Para se sustentar, segundo Lívia, alguns deles têm que fazer outros serviços como entregas ou qualquer tipo de trabalho para sobreviver, assim o tempo para pesquisar é praticamente inexistente. As possibilidades que conseguiu como professora e pesquisadora no Brasil seriam impossíveis na Venezuela. “Não apenas como pesquisadora, mas como escritora. Aqui no Brasil consegui abrir também uma janela como poeta e escritora”, contou.

Invasão

A professora repudia a invasão feita pelos EUA e classifica de estarrecedora a situação que aprofunda os traumas da população venezuelana. Sem contar com o precedente que gera tanto para o seu país quanto para a América Latina e o mundo.

“Significa a materialização de um ato de intervenção prática e recolonização do meu país. É uma coisa que não existe na história republicana da Venezuela, após o Exército comandado por [Simón] Bolivar tirar o império espanhol do país”, criticou.

“Me sinto profundamente triste. É uma dor que nem consigo nomear o nível e que reforça mais a nossa catástrofe, de uma situação de anos de fraturas, de último ano de um processo de políticas de repressão contra a população interna”.

Neste momento pós-invasão, mais uma vez ela se preocupa com a família. “Meu pai está lá, minha mãe, minha família, meus amigos estão vendo como garantir a comida de hoje, Não tem energia, não tem acesso às coisas básicas. Como vai ser neste ambiente de incertezas, em que não se sabe se vai ser bombardeado mais uma vez”, questiona, emocionada, ao relatar que estava planejando a vinda do pai em fevereiro para uma visita. “Isso já não é possível. Isso me dói. Fiquei emocionada de falar que não posso abraçar e estar com eles”.

Culinária

Ao vir com o marido e dois filhos para o Brasil em 2015, Maria Elias era técnica de informática. A família morava e tinha uma loja em Güigüe, no estado de Carabobo, na Venezuela, e conseguia se manter até que a crise econômica avançou. A solução foi vir para o Brasil. “Se a gente ficasse lá, sabia o que ia acontecer. Quando a gente saiu de lá, tinha 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado. A gente decidiu pelos 50% de dar certo”, contou, em entrevista à Agência Brasil, lembrando que a parte positiva na vinda foi conseguir logo vagas para os filhos em escolas públicas no Rio.

Para ela e o marido, as dificuldades foram a língua portuguesa, a cultura brasileira e a inserção no mercado de trabalho. A solução foi se dedicar à culinária para conseguir o sustento, o que tinha relação com a sua ascendência.

“Foi muito difícil começar e, por isso, diferenciamos nossa culinária como libanesa e conseguimos o primeiro pedido em uma lanchonete perto de onde morávamos”, relatou, revelando ainda que os donos se tornaram os melhores amigos da família e os ajudavam todas as vezes em que tinham dúvidas.

Com o sucesso nas vendas, em 2016, passaram a ser contratados para fazer jantares em residências e, após um ano, ampliaram o cardápio. “Percebemos que as pessoas queriam também comida italiana e mudamos para cozinha árabe e mediterrânea. E mais trabalho, graças a Deus”.

Maria também tem parentes na Venezuela e se preocupa com a situação. Ela gostou da saída de Maduro do poder, mas vê ainda muito confusa a condição política local. “Tem muitas coisas para assimilar, não se sabe o que é verdade e o que é mentira”, disse, citando a complexidade do momento com a divisão política que vive o país.

“Tem que manter,  pelo menos por enquanto, o governo chavista para ver o que vai acontecer e depois fazer eleições livres. É preciso fazer uma limpeza. Tem que ter esperança de eleições limpas, mas não sabemos quando e se vai acontecer”, indicou, destacando que é uma incógnita o que pensa Donald Trump.

“O que interessa é a Venezuela renascer e voltar a ser produtiva como sempre foi”, concluiu.

Jair Bolsonaro passou mal novamente e teve queda na cela da PF, diz médico

Jair Bolsonaro passou mal novamente e teve queda na cela da PF, diz médico
Jair Bolsonaro – Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu na cela e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.

O acidente ocorre seis dias após o ex-presidente receber alta depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.

De acordo com o relato de Michelle, o político de 70 anos se sentiu mal durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse Michelle, em uma rede social ainda pela manhã.

Segundo a TV Globo apurou, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte. Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permaneça sob observação.

No início desta tarde, a Polícia Federal (PF) divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.

Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.

Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por volta das 14h, a defesa do ex-presidente acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir a remoção para realização de exames no hospital. Mas até a última atualização desta reportagem, Moraes ainda não tinha respondido.

A ex-primeira-dama Michelle afirmou que estava a caminho do hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames.

Camaçari: Homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após batida entre carros

Homem morre e cinco pessoas ficam feridas após batida entre carros em Camaçari
 Foto: Reprodução/TV Bahia

Um homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após uma batida entre dois carros na segunda-feira (5), em um trecho da BA-530, na cidade de Camaçari, localizada na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima que morreu foi identificada como Damião Nascimento dos Santos, de 47 anos. As pessoas que ficaram feridas foram socorridas e levadas para um hospital da região. Não há detalhes sobre o estado de saúde delas.

As investigações iniciais apontam que o veículo que Damião estava bateu em um carro que saía do acostamento. O acidente foi registrado na 26ª Delegacia Territorial (DT) e é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

As causas do acidente ainda são investigadas pela polícia. Não há informações sobre o velório e sepultamento do homem.