Dia: 7 de Janeiro, 2026

(Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil

Anvisa proíbe comercialização de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação
Foto: Reprodução
Medida ocorre após identificação de risco de contaminação por toxina bacteriana em lotes específicos de produtos voltados a bebês e crianças

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil. A medida consta na Resolução nº 32/2026, publicada nesta quarta-feira (7), no Diário Oficial da União, e tem caráter preventivo. A decisão foi tomada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

Segundo a Anvisa, a ingestão de alimentos contaminados pode provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e do raciocínio, além de dificuldade de reação, sintomas especialmente preocupantes em bebês e crianças pequenas.

A proibição atinge lotes específicos das seguintes marcas: Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A agência ressalta que nem todos os produtos dessas marcas estão suspensos, apenas os lotes oficialmente listados. A íntegra da resolução pode ser consultada no Diário Oficial da União.

De acordo com a Anvisa, o alerta sobre o risco foi feito pela própria Nestlé, que iniciou o recolhimento voluntário dos produtos no Brasil e em outros países. A toxina foi detectada em itens provenientes de uma fábrica localizada na Holanda, associada a um ingrediente fornecido por um fornecedor global de óleos terceirizados, o que motivou a ampliação do recall em nível internacional.

Anvisa proíbe fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação

Em nota, a Nestlé informou que não há registro de casos confirmados de reações adversas relacionadas aos produtos incluídos no recall, em nenhuma parte do mundo.

A empresa afirmou ainda que está atuando em cooperação com as autoridades e que reforçou seus protocolos de controle de qualidade após identificar uma falha em matéria-prima fornecida por terceiros.

ORIENTAÇÕES A PAIS E RESPONSÁVEIS

A Anvisa orienta que pais e responsáveis verifiquem o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, ele não deve ser utilizado nem oferecido à criança, mesmo que a embalagem já tenha sido aberta. Os demais lotes não foram afetados.

Fotos: Reprodução

Se a criança apresentar sintomas como vômitos, diarreia ou sonolência excessiva após o consumo, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, informando o alimento ingerido e, se possível, levando a embalagem.

Para devolução gratuita e reembolso integral, a Nestlé orienta que os consumidores entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelos canais 0800 761 2500, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, ou pelo e-mail falecom@nestle.com.br.

OUTRAS MEDIDAS

Também nesta semana, a Anvisa determinou o recolhimento e a proibição da comercialização de lotes de panetones da marca D’Viez, após a identificação de contaminação por fungos. Além disso, foram suspensos produtos alimentícios que continham cogumelos sem autorização para uso em alimentos no Brasil.

A agência reforça que as ações fazem parte dos protocolos de vigilância sanitária para evitar que produtos potencialmente inseguros cheguem ao consumo da população.

Fonte: Agência Brasil

Comunidade de Olho d’Água: Teve uma noite inesquecível com “As Pastorinhas” e “Forró Paixão”

Por Maritza Danielly

Terno de Reis As Pastorinhas, fazendo abertuta do evento na quadra polisportiva Jesuíno Benigno da Silveira, Fazenda Baixão – Comunidade do Olho d’Água.

No dia 03 de janeiro, a Comunidade Olho d’Água – Baixão de Nena em Condeúba, viveu uma noite especial marcada pela fé, pela cultura e pela tradição popular com a visita do Terno de Reis “As Pastorinhas”. Com roupas coloridas, cantigas tradicionais e muita alegria, o grupo encantou moradores e visitantes, levando mensagens de paz, esperança e devoção que fazem parte da celebração do ciclo natalino. A apresentação transformou a noite em um momento de confraternização, emoção e resgate das manifestações culturais que atravessam gerações.

A presença do Terno de Reis reforça a importância de manter vivas as tradições populares, fortalecendo os laços comunitários e valorizando a identidade cultural da região. A comunidade acolheu o grupo com entusiasmo, demonstrando carinho e respeito por essa expressão cultural tão significativa.

Eventos como este mantêm viva a memória coletiva e reafirmam o papel da cultura popular como instrumento de união, alegria e preservação das raízes do povo.

Na sequencia, para completar a festa, teve a apresentação do fsmoso grupo Forró Paixão, que com seu estilo próprio o batidão, levou a galera nas alturas até altas horas, sendo muito aplaudidos elogiados pelos participantes.

Venezuelanos que vivem no Brasil veem com tristeza crise em seu país

Produtor diz que dor é maior ao ver parte do povo feliz com a invasão
Agência Brasil

Refugiados venezuelanos no Brasil
© Acnur/Reynesson Damasceno

O produtor de audiovisual Benjamin Mast veio da Venezuela para o Brasil em 2016, Na época já havia crise econômica no seu país e ele veio em busca de melhores oportunidades de trabalho. A crise migratória ainda não estava no patamar que começou a atingir em 2017 com o aumento diário do fluxo de venezuelanos ao Brasil, especialmente por Roraima.

Hoje, aos 44 anos, Benjamin está estabelecido naquele estado e atualmente tem uma produtora na qual trabalha com a mulher. Os dois têm uma filha de 1 ano. A vinda para o Brasil não teve o mesmo sentido dos seus compatriotas que, naquele momento, enfrentavam situação até de fome por causa das condições econômicas do país. Benjamin já tinha feito uns trabalhos de audiovisual no Brasil e pensou que aqui poderia avançar mais na sua área.

Os trabalhos no Brasil começaram a surgir em 2014 e continuaram no ano seguinte, enquanto eram escassos em seu país por causa da crise econômica. Daí para a migração foi uma decisão acertada. “Foi um processo bem tranquilo. Não tinha essa onda migratória. Era bem pequena, coisa de 100 pessoas que chegavam ao Brasil”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Mast disse que é totalmente contra a invasão dos Estados Unidos (EUA) e que está de coração partido. “É muito triste, para mim, sentir que meu país vai virar uma colônia. O Trump falou que vai manejar a Venezuela e não há nenhum estatuto legal internacional para isso”, relatou.

A dor de sentir que o país foi bombardeado, com todo o processo de violação de direitos, cresce mais por ver que uma parcela da população está feliz com a invasão. “Para mim, é difícil falar isso para todos os venezuelanos. Há uma questão dividida com essa crise que o Maduro causou”, disse, reconhecendo que os bloqueios econômicos impostos também contribuíram para a situação que a Venezuela vinha enfrentando.

“A indústria petrolífera – muitas coisas também causaram isso – foi a combinação da má questão política e econômica do país por parte de Maduro e do governo, com as sanções econômicas e políticas dos EUA”, completou.

Para Mast, é muito forte a imagem dos militares jogando bombas e ainda ver a reação de algumas pessoas celebrando como se essa fosse a única saída – virar uma colônia.

“Não ter sequer amor próprio para tentar mudar as coisas de dentro. Acho que vamos ver uma Venezuela muito polarizada, muito instável politicamente porque tem vazio de poder”, afirmou, concluindo que também foi muito forte ver o transporte de Nicolás Maduro para os Estados Unidos para ser indiciado lá.

“Há muitas acusações contra Maduro e o governo venezuelano, mas ser levado para lá como um criminoso é muito forte”.

O futuro com a intervenção dos Estados Unidos também não é promissor, segundo o produtor, porque a administração prometida pelo presidente Donald Trump não vai mudar a questão social da Venezuela. Mast disse que nesse caso os beneficiados serão as oligarquias petrolíferas e econômicas estadunidenses. “Tenho muito medo desse vazio de poder e de virar uma colônia. A história nos conta que nunca vai bem um país dominado pelos norte-americanos”, observou.

“A falta de soberania vai ter um preço muito alto não só para a Venezuela, mas para a América Latina em geral, essa invasão injustificada e ilegal”, disse ele, prevendo muita violência no país por causa da polarização.

Hoje, Livia Esmeralda Vargas González é professora na Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ela chegou ao Brasil em 2016 após ganhar uma bolsa de doutorado em história na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, que começou em 2017. Cumpriu o doutorado em cinco anos, mas não foi o único. No mesmo período, completou ainda doutorado em filosofia. “A crise venezuelana foi levando uma estadia temporária para um doutorado virar uma travessia migratória”, contou à Agência Brasil.

O fato de ter feito esses estudos no Brasil, inclusive sobre a história da Venezuela – o que os colegas não tinham condição de realizar no país – tornou o processo migratório mais pesado para Livia, também por ficar longe da família que enfrentava a crise em seu país. 

“Ter que lidar com essa ferida, essa dor e acompanhar de longe a situação crítica em termos econômicos, sociais, políticos e afetivos tem sido um percurso que oscila entre a gratidão com o Brasil que me acolhe e a dor da família longe”, revelou.

Os tempos difíceis durante os doutorados ficaram mais leves no ano passado. Em agosto, o filho Aquiles Léon, de 21 anos, veio morar com ela em Foz do Iguaçu. Depois de passar por um processo seletivo para alunos latino-americanos e do Caribe, o filho ganhou uma vaga na Unila para o curso de engenharia da energia. A professora reconhece que apesar de estar em boa condição, também não é fácil para Aquiles passar pelo processo de migração.

Livia lembrou que na Venezuela era professora associada do curso de sociologia da principal universidade do país, e as condições salariais eram precárias. “As condições de vida e subsistência dos meus colegas são tristes, lamentáveis, deploráveis”, observou, acrescentando que admirava muitos deles, que chegaram a ser referências pela produção acadêmica que faziam.

Para se sustentar, segundo Lívia, alguns deles têm que fazer outros serviços como entregas ou qualquer tipo de trabalho para sobreviver, assim o tempo para pesquisar é praticamente inexistente. As possibilidades que conseguiu como professora e pesquisadora no Brasil seriam impossíveis na Venezuela. “Não apenas como pesquisadora, mas como escritora. Aqui no Brasil consegui abrir também uma janela como poeta e escritora”, contou.

Invasão

A professora repudia a invasão feita pelos EUA e classifica de estarrecedora a situação que aprofunda os traumas da população venezuelana. Sem contar com o precedente que gera tanto para o seu país quanto para a América Latina e o mundo.

“Significa a materialização de um ato de intervenção prática e recolonização do meu país. É uma coisa que não existe na história republicana da Venezuela, após o Exército comandado por [Simón] Bolivar tirar o império espanhol do país”, criticou.

“Me sinto profundamente triste. É uma dor que nem consigo nomear o nível e que reforça mais a nossa catástrofe, de uma situação de anos de fraturas, de último ano de um processo de políticas de repressão contra a população interna”.

Neste momento pós-invasão, mais uma vez ela se preocupa com a família. “Meu pai está lá, minha mãe, minha família, meus amigos estão vendo como garantir a comida de hoje, Não tem energia, não tem acesso às coisas básicas. Como vai ser neste ambiente de incertezas, em que não se sabe se vai ser bombardeado mais uma vez”, questiona, emocionada, ao relatar que estava planejando a vinda do pai em fevereiro para uma visita. “Isso já não é possível. Isso me dói. Fiquei emocionada de falar que não posso abraçar e estar com eles”.

Culinária

Ao vir com o marido e dois filhos para o Brasil em 2015, Maria Elias era técnica de informática. A família morava e tinha uma loja em Güigüe, no estado de Carabobo, na Venezuela, e conseguia se manter até que a crise econômica avançou. A solução foi vir para o Brasil. “Se a gente ficasse lá, sabia o que ia acontecer. Quando a gente saiu de lá, tinha 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado. A gente decidiu pelos 50% de dar certo”, contou, em entrevista à Agência Brasil, lembrando que a parte positiva na vinda foi conseguir logo vagas para os filhos em escolas públicas no Rio.

Para ela e o marido, as dificuldades foram a língua portuguesa, a cultura brasileira e a inserção no mercado de trabalho. A solução foi se dedicar à culinária para conseguir o sustento, o que tinha relação com a sua ascendência.

“Foi muito difícil começar e, por isso, diferenciamos nossa culinária como libanesa e conseguimos o primeiro pedido em uma lanchonete perto de onde morávamos”, relatou, revelando ainda que os donos se tornaram os melhores amigos da família e os ajudavam todas as vezes em que tinham dúvidas.

Com o sucesso nas vendas, em 2016, passaram a ser contratados para fazer jantares em residências e, após um ano, ampliaram o cardápio. “Percebemos que as pessoas queriam também comida italiana e mudamos para cozinha árabe e mediterrânea. E mais trabalho, graças a Deus”.

Maria também tem parentes na Venezuela e se preocupa com a situação. Ela gostou da saída de Maduro do poder, mas vê ainda muito confusa a condição política local. “Tem muitas coisas para assimilar, não se sabe o que é verdade e o que é mentira”, disse, citando a complexidade do momento com a divisão política que vive o país.

“Tem que manter,  pelo menos por enquanto, o governo chavista para ver o que vai acontecer e depois fazer eleições livres. É preciso fazer uma limpeza. Tem que ter esperança de eleições limpas, mas não sabemos quando e se vai acontecer”, indicou, destacando que é uma incógnita o que pensa Donald Trump.

“O que interessa é a Venezuela renascer e voltar a ser produtiva como sempre foi”, concluiu.

Jair Bolsonaro passou mal novamente e teve queda na cela da PF, diz médico

Jair Bolsonaro passou mal novamente e teve queda na cela da PF, diz médico
Jair Bolsonaro – Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu na cela e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.

O acidente ocorre seis dias após o ex-presidente receber alta depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.

De acordo com o relato de Michelle, o político de 70 anos se sentiu mal durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse Michelle, em uma rede social ainda pela manhã.

Segundo a TV Globo apurou, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte. Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permaneça sob observação.

No início desta tarde, a Polícia Federal (PF) divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.

Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.

Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por volta das 14h, a defesa do ex-presidente acionou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir a remoção para realização de exames no hospital. Mas até a última atualização desta reportagem, Moraes ainda não tinha respondido.

A ex-primeira-dama Michelle afirmou que estava a caminho do hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames.

Camaçari: Homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após batida entre carros

Homem morre e cinco pessoas ficam feridas após batida entre carros em Camaçari
 Foto: Reprodução/TV Bahia

Um homem morreu e cinco pessoas ficaram feridas após uma batida entre dois carros na segunda-feira (5), em um trecho da BA-530, na cidade de Camaçari, localizada na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima que morreu foi identificada como Damião Nascimento dos Santos, de 47 anos. As pessoas que ficaram feridas foram socorridas e levadas para um hospital da região. Não há detalhes sobre o estado de saúde delas.

As investigações iniciais apontam que o veículo que Damião estava bateu em um carro que saía do acostamento. O acidente foi registrado na 26ª Delegacia Territorial (DT) e é investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

As causas do acidente ainda são investigadas pela polícia. Não há informações sobre o velório e sepultamento do homem.

Trio Parada Dura é atração confirmada da Cavalgada de Santo Reis em Brumado

Trio Parada Dura é atração confirmada da Cavalgada de Santo Reis em Brumado
Trio Parada Dura

No dia 18 de janeiro, no Parque de Exposições Gilson Brito, a Cavalgada do Santo Reis abrirá o calendário cultural do município de Brumado. O evento será promovido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, Lazer e Turismo (Secult).

Segundo apurou o site Achei Sudoeste nesta terça-feira (06), duas atrações já estão confirmadas para o evento: as bandas Trio Parada Dura e Arreio de Ouro. Além disso, a cavalgada contará com a apresentação de atrações locais.

Dentro da programação ainda será realizado o 2º Encontro de Terno de Reis. De acordo com a Secretaria de Cultura, Lazer e Turismo, as apresentações serão realizadas na Praça Coronel Zeca Leite, no final do mês de janeiro.

Rede estadual abre inscrições para matricula do ano letivo de 2026

Rede estadual abre inscrições para matricula do ano letivo de 2026
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) inicia, nesta segunda-feira (12), o processo de matrícula para as escolas da rede estadual. Trata-se de uma etapa fundamental para assegurar o acesso e a continuidade da trajetória escolar dos estudantes. As inscrições serão feitas exclusivamente pela plataforma de serviços ba.gov.br, até o dia 20 de janeiro, conforme cronograma definido pela Portaria nº 2753/2025, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), em 11 de dezembro de 2025.

O calendário começa na segunda-feira (12), com a matrícula destinada às pessoas com deficiência (PCD). Na terça-feira (13), será a vez dos estudantes da rede estadual que necessitam de transferência, seja por não renovação, mudança de unidade ou conclusão do ano letivo em escola sem oferta de continuidade. Já na quarta-feira (14,) o atendimento é voltado aos concluintes do 5º ou do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública municipal cujas escolas não ofertam a série seguinte.

A matrícula para novos alunos (ingresso na rede estadual) ocorre em duas etapas. No dia 16 de janeiro, o processo contempla vagas para o Ensino Fundamental, abrangendo as diferentes modalidades de ensino. Nos dias 19 e 20, o atendimento será direcionado aos candidatos ao Ensino Médio, também considerando as diversas formas de oferta disponíveis nas unidades escolares.

Para efetivar a matrícula, é necessário apresentar documentação escolar, identificação pessoal do estudante e do responsável legal, CPF, comprovante de residência recente, carteira de vacinação, autorizações exigidas pela rede e, quando for o caso, laudo que comprove deficiência, garantindo atendimento prioritário. O ano letivo de 2026 terá início em 9 de fevereiro e seguirá até 16 de dezembro.

Lobo-guará é resgatado em sítio no Loteamento Vila Elisa em Vitória da Conquista

Lobo-guará é resgatado em sítio no Loteamento Vila Elisa em Vitória da Conquista
 Foto: Divulgação/PMVC

Em Vitória da Conquista, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), por meio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), realizou nesta semana o resgate de um lobo-guará em um sítio no Loteamento Vila Elisa.

A operação durou quatro dias até que o animal fosse capturado com segurança e encaminhado para avaliação técnica. A presença do lobo-guará no município chamou a atenção dos especialistas.

Segundo a secretária municipal de meio ambiente, Ana Cláudia Passos, o animal não faz parte da fauna nativa da região. O habitat do lobo-guará é o Cerrado brasileiro, o que torna sua aparição em Vitória da Conquista um evento incomum.

Para a equipe técnica da Semma, o aparecimento de espécies de outros biomas em áreas urbanas ou periféricas de Vitória da Conquista é um reflexo direto de desequilíbrios ecológicos em escala nacional.

A degradação do meio ambiente e o avanço das mudanças climáticas têm forçado animais silvestres a percorrerem distâncias cada vez maiores em busca de sobrevivência, alimento e clima favorável.

Após o resgate bem-sucedido, o lobo-guará passou por uma bateria de exames no Cetas para verificar seu estado de saúde, hidratação e possíveis ferimentos.

Somente após essa avaliação completa e um período de observação é que a equipe decidirá sobre a soltura do animal em um habitat adequado ou sua transferência para um centro especializado.

Bahia gerou 270,3 mil empregos com carteira assinada entre janeiro de 2023 e novembro de 2025

Bahia gerou 270,3 mil empregos com carteira assinada entre janeiro de 2023 e novembro de 2025

A Bahia gerou 270.312 empregos formais entre o início de 2023 e novembro de 2025, contribuindo para que o Brasil superasse, no período, a marca histórica de 5 milhões de novos vínculos com carteira assinada em todo o país. Os dados do Novo Caged foram divulgados no final de dezembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o estoque de vínculos formais no estado passou de 1.981.145 no final de 2022 para 2.251.457 em novembro de 2025 – no 11º mês do ano passado, o saldo ficou positivo em 8.763 vagas.

Todos os cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo na Bahia no acumulado de 2023 até novembro de 2025. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 158.105 vagas. Em seguida aparecem o Comércio, com 49.836 postos; a Indústria, que gerou 31.189 vínculos; a Construção (16.779) e a Agropecuária (14.395).

MUNICÍPIOS – Salvador foi o município baiano com maior saldo de empregos formais entre o início de 2023 e novembro de 2025, tendo gerado 82.841 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem Feira de Santana, com saldo de 20.624 vínculos, e Lauro de Freitas, com saldo de 15.133.

Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025

Vantagem de exportações sobre importações foi 7,9% menor que em 2024
Agência Brasil

Santos (SP), 02/01/2026 - A Petrobras inicia produção de petróleo do navio-plataforma P-78, no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Búzios 6 (P-78) possui capacidade de produzir 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de m³ de gás diários. Foto: Petrobras/Divulgação
© Petrobras/Divulgação

Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

Projeções

O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.

Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.

Resiliência

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.

“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.

Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.

O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).

No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.

Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.

Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).